• Dicas, Doenças 16.02.2017 No Comments

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    As doenças inflamatórias intestinais — nome que reúne a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa —, estão em ascensão entre adultos jovens. “Elas têm aumentado nos últimos dez anos e acredita-se que isso não seja apenas fruto do maior número de diagnósticos”, afirma gastroenterologista brasileira Dídia Cury.

    Já foram identificados diversos genes ligados a elas, mas é provável que o estilo de vida favoreça sua erupção e as crises. Apesar de ainda não conhecermos os mecanismos exatos, o estresse, o tabagismo e a dieta desbalanceada podem influenciar os sintomas e a gravidade do quadro.

    As estimativas mostram que essas enfermidades são muito mais comuns no Ocidente — e, ao que tudo indica, os hábitos deste lado do globo pesam a favor de novos casos. Além disso, corre a hipótese de que a adoção demedidas de higiene e de extermínio de micro-organismos (desinfetantes e por aí vai) repercuta negativamente no corpo de pessoas com propensão a tais doenças.

    Sem vírus e bactérias para enfrentar, o sistema imune delas passa a descontar na flora intestinal. E aí nasce o incêndio. “Estamos diante de problemas complexos, com diversas manifestações, e que precisam ser acompanhados porque comprometem a qualidade de vida”, alerta Dídia.

    Como já adiantamos, um intestino em chamas representa ameaça a outros cantos do corpo. “Tanto a doença de Crohn quanto a retocolite podem ocasionar manifestações fora desse órgão”, afirma a cirurgiã do aparelho digestivo Angelita Habr-Gama, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, na capital paulista. E, por incrível que pareça, às vezes um sinal na periferia aparece antes mesmo do rebuliço dentro da barriga.

    “Há pessoas com dores nas articulações motivadas pelo problema que só apresentam mais tarde os sintomas no intestino”, conta Dídia Cury. Essa situação nos permite imaginar a dificuldade em fazer o diagnóstico precoce.

    As doenças inflamatórias não poupam os olhos, o fígado nem os rins. Até cálculo renal elas patrocinam! “Nessas condições, há muita perda de líquido por causa das diarreias e um aumento na absorção de oxalato, substância que, na urina, pode se transformar em cristal”, explica o nefrologista Nestor Schor, da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp.

    O estado nutricional também é abatido. Dependendo da região do intestino afetada, temos um prejuízo na absorção de vitaminas e outros nutrientes. São razões de sobra para procurar um especialista se houver suspeita de um dos males.

    O diagnóstico

    “Para fecharmos o diagnóstico, recorremos a exames de imagem, de sangue e métodos como a colonoscopia”, informa Dídia. Detectado o martírio, a ciência dispõe de meios cada vez mais eficazes para controlá-lo.

    É difícil falar na cura dessas doenças, mas estamos aprendendo melhor o papel da flora intestinal e como suas alterações repercutem no processo inflamatório. Aliado ao tratamento e ao acompanhamento médico, o estilo de vida pode intensificar o socorro ao intestino — daí a recomendação de seguir um cardápio equilibrado, praticar atividade física, aliviar o estresse e não fumar. “Se o problema está controlado, o indivíduo pode levar uma vida normal”, diz Angelita.

    Tratamentos à disposição

    Há um extenso arsenal terapêutico contra as doenças inflamatórias intestinais. “Mas a resposta ao tratamento varia muito entre os pacientes”, já adianta Angelita Gama.

    A primeira frente de batalha é composta de drogas como as mesalazinas e os corticoides. Quando elas não funcionam, entram em cena os medicamentos imunossupressores.

    Se esses deixam a desejar, a solução é recrutar a terapia biológica. “São injeções que anulam uma substância inflamatória em alta no organismo e, assim, domam a inflamação exacerbada no intestino”, explica Dídia Cury. “Essas drogas mudam, de fato, o curso da doença.”

    Mas e se todos os fármacos falharem? “Nesse caso, a solução se encontra em cirurgias que podem ressecar ou remover a área acometida pelo problema”, afirma Angelita.

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  • foto-imagem-abeca-instavel-prejudica-vacinaQuando perguntado sobre qual deveria ser o principal objetivo de vida das pessoas, o poeta romano Juvenal (55-127 d.C.) não pensava duas vezes antes de responder: mens sana incorpore sano. Ou, do latim para o português, uma mente sã num corpo são. A frase, repetida à exaustão durante os séculos que viriam, integrou Sátiras, obra mais famosa do literato. De algum modo, a antiga citação antecipa um tema que a ciência moderna esmiúça com afinco: a relação entre o estado de ânimo e a saúde.

    Um dos exemplos mais recentes desse interesse acadêmico vem da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Os especialistas da instituição pesquisaram, em idosos com depressão, a eficiência da vacina contra herpes-zóster, uma infecção que provoca dores e feridas na pele. Aqueles que sofriam com os quadros depressivos e não passaram por tratamento medicamentoso tinham, após a injeção, uma produção menor de anticorpos quando comparados aos velhinhos com a cabeça em paz. “Nesses casos, a liberação excessiva de hormônios estressantes, como o cortisol, prejudica a resposta do sistema imunológico à vacina”, explica o endocrinologista Walmir Coutinho, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

    Meses depois, os cientistas foram além. Eles testaram o imunizante nos mesmos indivíduos deprimidos, mas que, após aquele primeiro teste, começaram a usar remédios para combater a tristeza sem fim. Resultado: a resposta imunológica foi muito mais consistente, comprovando o benefício do tratamento psiquiátrico e o papel deletério da doença nas nossas defesas naturais. “A depressão inicia um processo inflamatório que aumenta o risco de outras enfermidades darem as caras”, resume o clínico geral Paulo Olzon, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

    Mas é possível relacionar o achado sobre o herpes-zóster a outros tipos de vacinas e drogas? Os especialistas entendem que sim. “Distúrbios emocionais podem restringir a ação de diferentes fármacos por causa do desequilíbrio de hormônios e neurotransmissores, que fazem a comunicação entre diversas regiões do organismo”, conta o psicólogo Esdras Vasconcellos, da Universidade de São Paulo (USP).

    O estudo californiano figura como um bom exemplo de uma área que vem ganhando destaque na medicina, a psiconeuroimunoendocrinologia. Seu objetivo é compreender como os sistemas nervoso, endócrino e imune se relacionam entre si e reagem aos estímulos psicológicos, vindos dos pensamentos e da interação com o ambiente. “Os quatro complexos conversam por meio de receptores, hormônios, neurotransmissores e outras moléculas. O equilíbrio entre eles é fundamental para que o corpo funcione direito”, diz o imunologista Momtchilo Russo, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP.

    Essa discussão pode ser ampliada para outros problemas típicos da vida moderna, como o estresse. Uma investigação da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, expôs 276 voluntários tensos a um resfriado comum. Testes de sangue comprovaram que o contra-ataque imunológico ao agente invasor era mais fraco em relação a indivíduos que se diziam relaxados. A pesquisa concluiu que o nervosismo é capaz de interferir diretamente nas linhas de defesa do organismo.

    Vamos tomar como exemplo um sujeito que acaba de receber a notícia da morte de um familiar de quem gostava muito. Num primeiro momento, a informação é encaminhada para a cabeça a fim de dar uma interpretação ao fato, o que acontece em frações de segundo. Algumas das áreas acionadas são as que processam nossas memórias — é uma tentativa de estabelecer um paralelo entre a nova informação e situações similares vividas no passado. “O fato também atinge a amígdala, estrutura cerebral que vai julgar a sua importância emocional. Se for considerado grave, é disparada uma série de reações, que passam pelo hipotálamo e pela hipófise”, relata o psicobiólogo Ricardo Monezi, da Unifesp.

    Depois de todo esse processo, a massa cinzenta lança na circulação o adrenocorticotrófico, molécula que viaja até as glândulas suprarrenais, localizadas acima dos rins, e estimula a produção de hormônios do estresse, como o cortisol. As substâncias enervantes, então, caem no sangue, onde incidem sobre os linfócitos, as principais células de defesa do corpo. O mecanismo pode se repetir diversas vezes, com prejuízos incontáveis para a saúde.

    Assim como a diferença entre o veneno e o antídoto é a dose, a quantidade de cortisol perambulando nos vasos determina se sua ação será boa ou ruim. “O aumento prolongado dos seus níveis implica uma redução da competência do sistema imunológico no combate a agentes agressores”, descreve o psiquiatra William Dunningham, da Universidade Federal da Bahia. “Isso faz com que indivíduos persistentemente estressados fiquem vulneráveis às infecções virais e bacterianas e inclusive ao surgimento de tumores”, completa. Na contramão, quando esse hormônio é secretado em pequenas porções durante eventos isolados, contribui para a manutenção dos anticorpos e até mesmo da memória e do cérebro como um todo.

    Nem tudo são lágrimas
    Para tratar quadros leves de estresse, ansiedade e depressão, os médicos apostam em terapias alternativas como meditação, ioga e acupuntura. “Também procure investir numa alimentação adequada, priorizando fontes ricas em selênio e zinco, dois protetores do sistema de defesa”, recomenda a alergologista Ana Paula Moschioni, diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia. Castanhas e frutos do mar, respectivamente, são opções ricas nesses minerais.

    Para prevenir chateações, vale manter o bom humor sempre que possível. As gargalhadas atenuam a ação dos hormônios estressantes, ao mesmo tempo que fazem liberar substâncias para ajudar a manter a alegria em alta, como a dopamina e a endorfina. “Pessoas otimistas desenvolvem anticorpos a vacinas duas a três vezes mais rápido do que pessimistas”, ressalta Monezi. De acordo com o pesquisador, amar (e ser amado) e realizar um trabalho voluntário também estão na lista de atitudes que garantem uma mente sã num corpo são.

    Tensão à flor da pele
    Quando o nervosismo ou a tristeza passam dos limites, a pele é um dos órgãos que mais sofrem. “É comum que pessoas com distúrbios emocionais se cocem, arranquem cabelos e tentem, compulsivamente, espremer espinhas e cravos”, exemplifica o dermatologista Roberto Azambuja, coordenador do Departamento de Psicodermatologia da Sociedade Brasileira de Dermatologia. A bagunça nos hormônios ainda faz a acne ficar frequente.

    Leva e traz – As substâncias abaixo estão por trás do forte elo entre mente e corpo
    Cortisol – Reconhecido como um dos hormônios do estresse, é produzido nas glândulas suprarrenais, que ficam logo acima dos rins. Em situações normais, o cortisol prepara o corpo para casos de perigo e emergência, elevando a pressão arterial e a oferta de açúcar no sangue.

    Adrenalina – Também secretada pelas suprarrenais, compõe o time dos hormônios estressantes. Convocada em momentos de emoções fortes, deixa o organismo pronto para tomar uma atitude. Para isso, acelera as batidas do coração, estreita os vasos sanguíneos e prepara os músculos para a ação.

    Noradrenalina – Fabricada nas glândulas que moram sobre os rins, tem influência direta no sono, no aproveitamento de nutrientes e no humor. Quando seus níveis estão equilibrados, contribui para que a pressão fique dentro dos conformes. Em períodos de tensão, o excesso da partícula está por trás da ansiedade.

    Dopamina – Ela é recrutada pelo cérebro em situações prazerosas, que merecem ser repetidas. Na quantidade correta, a dopamina tem a função de regular o aprendizado, o desenvolvimento cognitivo, a memória e a qualidade do
    sono. A falta do neurotransmissor está relacionada à depressão e à doença de Parkinson.

    Endorfina – Assim como a dopamina, traz a sensação de bem-estar. Sintetizado pela hipófise, na cabeça, o neurotransmissor é responsável por gerar sensações eufóricas, o que, por sua vez, atenua a tensão e até as dores físicas. Em taxas normais, fortalece o sistema imunológico e proporciona disposição para o corpo e a mente.

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  • foto-imagem-estresseAs pessoas que se sentem estressadas correm duas vezes mais riscos do que o resto da população de sofrer um ataque cardíaco, revelou um estudo publicado.

    “A conclusão é que não se deve ignorar as queixas dos pacientes sobre o impacto do estresse na saúde” porque podem indicar um aumento do risco de doenças cardíacas, afirmou Hermann Nabi, chefe de equipe do Instituto de Pesquisa Médica francês (Inserm), que atuou no estudo.

    A pesquisa foi realizada por cientistas franceses, ingleses e finlandeses com um total de 7.268 trabalhadores britânicos no âmbito de um programa que estuda os fatores sociais da saúde criado em 1985, na Grã-Bretanha, chamado Whitehall Study.

    As pessoas que no começo do estudo disseram se sentir “muito afetadas” ou “extremamente afetadas” pelo estresse tiveram risco 2,12 vezes maior do que o restante de morrer de parada cardíaca.

    Os participantes também foram consultados sobre outros fatores que podem afetar a saúde, como tabagismo, álcool, alimentação, idade ou situação socioeconômica.

    Os cientistas descobriram que a associação entre o risco de ataque do coração e a percepção do estresse se manteve mesmo com o fim de outros fatores de risco, tanto biológicos (hipertensão ou diabetes) quanto psicológicos ou de comportamento (tabagismo ou álcool).

    A capacidade de enfrentar o estresse é muito diferente entre as pessoas, em função de seu círculo pessoal e familiar, lembraram os autores do estudo, publicado na semana passada na revista médica “European Heart Journal”.

    Segundo um estudo feito em 2012 pela fundação europeia para a melhoria das condições de vida e de trabalho, cerca de 20% dos funcionários europeus acreditam que sua saúde é afetada por problemas de estresse no trabalho.

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  • foto-imagem-cidade-grandeNas metrópoles que não param de crescer, ônibus lotado, trânsito congestionado e violência são apenas uma parte visível do desequilíbrio urbano. Mas uma pesquisa do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) foi a fundo para saber que tipo de pane esse veneno provoca no cérebro de quem habita um cenário assim. Batizado de São Paulo Megacity, o estudo foi feito com mais de 5 mil moradores da região metropolitana da capital paulista. Os resultados, preocupantes, revelam: quase 30% dos participantes apresentam transtornos psicológicos.

    O trabalho, vencedor do Prêmio SAÚDE 2012 na categoria Saúde Mental e Emocional, é parte de um grande levantamento feito em 24 países. E, na opinião da psiquiatra Laura Helena Silveira Guerra de Andrade, responsável pelo projeto por aqui, ele serve de modelo – e de alerta – para outros aglomerados com mais de 10 milhões de habitantes, incluindo cidades brasileiras que se aproximam dessa dimensão. “Constatamos que, nelas, as mulheres têm mais distúrbios de ansiedade e humor, enquanto homens ficam propensos a problemas de controle de impulso e abuso de drogas”, resume a médica.

    A vulnerabilidade feminina tem explicação sobretudo em dois fatores. Um deles, aponta Wang Yuan Pang, psiquiatra integrante do SP Megacity, está na oscilação hormonal. O outro, no excesso de responsabilidade. Isso porque é cada vez maior o número de mulheres na posição de chefe de família, com a sobrecarga de ter que disputar com o homem um espaço no mercado de trabalho.

    O perrengue com as contas no fim do mês, aliás, engrossa a lista de responsáveis pela fragilidade mental. “Quando o desemprego é alto, sem renda para o sustento familiar, o risco de compensar a angústia no álcool e nas substâncias ilícitas se amplia”, explica Pang. “Além disso, muita gente, principalmente os migrantes, vive em áreas de privação, com infraestrutura precária e graves problemas de marginalização, o que também contribui para esse quadro”, acrescenta.

    A criminalidade tem peso importante nessa equação, uma vez que mais de 54% das pessoas ouvidas relataram já ter presenciado algum incidente violento. “Vivenciar essas situações abre precedente para disparar diversos transtornos, e não só o estresse pós-traumático”, diz Laura Helena. O medo crônico de assalto, por exemplo, esgota o sistema de defesa psíquica, provocando quadros de ansiedade. “A vítima passa a preferir espaços fechados, restringindo sua rotina”, completa seu colega Wang Yuan Pang.

    Do minucioso questionário aplicado pela USP, surge outro dado inquietante: somente 8,7% das pessoas com alguma perturbação recebem tratamento. “Além de agravar os sintomas, isso pode deteriorar a saúde como um todo”, alerta Mario Eduardo Costa Pereira, professor de psicopatologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista. “Aumentam a insônia e a pressão arterial, a pessoa come demais ou muito pouco e até reduz sua produtividade”, ele exemplifica.

    Laura Helena acredita que o SP Megacity abre a oportunidade de desmitificar a doença mental e melhorar o acesso aos serviços especializados. Para isso, ela aposta no treinamento das equipes de saúde que fazem visitas domiciliares para que identifiquem e encaminhem os casos de risco. Enquanto isso não acontece, alguns sinais indicam que está na hora de procurar ajuda. “É importante a auto-observação de palpitações, suor excessivo em momentos de tensão, pensamentos ruins que não saem da cabeça e frequente falta de atenção”, enumera a psicóloga Dirce Perissinotti, do Programa de Atendimento às Vítimas de Violência e Estresse da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

    É de Dirce também uma receita de equilíbrio quando o barulho da cidade grande falar mais alto em sua mente. “Respirações abdominais são ótimas. Além disso, tente atividades diferentes, abra-se para o novo!”

    19,9%
    Transtornos de ansiedade

    Campeões de diagnósticos, eles envolvem o temor pelo que está por vir. Os maiores índices foram de fobias específicas (10,6%): medo de objetos, animais ou determinadas situações. Em seguida, vêm a fobia social, que impede a interação com outras pessoas, e o transtorno obsessivo-compulsivo, o famoso TOC, que inclui manias exacerbadas. Foram identificados ainda casos de medo de multidão, síndrome do pânico e estresse pós-traumático.

    11%
    Transtornos de humor

    Mais de 85% dos casos são de depressão profunda, que pode até afastar o sujeito de suas funções diárias. Em segundo lugar aparece a bipolaridade, aquelas mudanças cíclicas de humor. Apesar do número baixo (1,5%), ela é responsável pela maioria dos casos graves nessa categoria – as que levam em conta as tentativas de suicídio. A distimia, que não impede a pessoa de realizar atividades, mas tem seus episódios de tristeza, também foi mencionada.

    4,3%
    Controle de impulso

    Apesar de o índice parecer pequeno, é o mais observado no dia a dia. É o ataque de raiva, o bate-boca agressivo, a briga de trânsito, a quebra de objetos para aliviar a tensão. O mais frequente é justamente a desordem explosiva intermitente (3,1%), nome dado a esse descontrole emocional. Atrás, surgem o déficit de atenção por hiperatividade e o distúrbio oposicional desafiador, mais comum na adolescência e caracterizado por excessiva atitude negativa e teimosia.

    3,6%
    Abuso de substâncias

    É considerado o pior dos distúrbios. Muitas vezes está associado a outras encrencas, que devem ser tratadas junto com a dependência. Na maior parte dos casos, há o envolvimento com álcool e 94% dos casos são graves. Depois, o uso de drogas ilícitas (93,2% são críticos). Em comum está a busca de alívio dos sintomas mentais. E, claro, esses quadros se tornam uma patologia quando o usuário não consegue mais viver sem o consumo das substâncias.

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  • Dicas, saúde 19.10.2012 No Comments

    Uma pesquisa realizada no Canadá sugere que más notícias, por exemplo as que detalham assassinatos, afetam mais as mulheres do que os homens.

    As mulheres pesquisadas produziram mais hormônios relativos ao estresse ao serem expostas a notícias negativas. Esses efeitos não foram observados nos homens.

    O estudo, feito com 60 pessoas, foi publicado no periódico especializado PLoS One.

    Os pesquisadores da Universidade de Montréal juntaram recortes de jornais com notícias de acidentes e assassinatos e também histórias mais neutras, sobre estreias de filmes, por exemplo.

    Homens e mulheres leram os recortes com as notícias negativas e neutras e foram submetidos a exames para detectar os níveis do cortisol, hormônio relacionado ao estresse, durante todo o período do estudo.

    “Apesar de as notícias por si só não terem aumentado os níveis de estresse, elas fizeram com que as mulheres ficassem mais reativas, afetando as respostas psicológicas delas a situações estressantes que ocorreram depois”, afirmou Marie-France Marin, uma das pesquisadoras da Universidade de Montréal.

    Nos homens, os níveis de cortisol não se alteraram.

    Para a pesquisadora, “é difícil evitar as notícias, levando em conta a variedade de fontes de notícias por aí”.

    “E se essas tantas notícias forem ruins para nós? Certamente parece ser o caso”, acrescentou.

    Ameaça aos filhos

    Os cientistas sugeriram que as mulheres podem identificar melhor possíveis ameaças aos filhos, o que afeta a forma como elas reagem ao estresse.

    “Segundo estudos envolvendo autoavaliações, mulheres afirmaram que, em média, ‘reagem mais ao estresse’ do que homens”, afirmou o professor Terrie Moffitt, do Instituto de Psiquiatria no King’s College de Londres.

    “Este estudo acrescenta novas e fascinantes provas de mudança no hormônio do estresse depois de um desafio experimental.”

    “Os pesquisadores do estresse enfrentam um verdadeiro quebra-cabeça dos gêneros. Como grupo, as mulheres parecem reagir mais a fatores estressantes, mas elas vivem mais do que os homens”, disse Moffitt.

    “Como as mulheres conseguem neutralizar o efeito do estresse em seus sistemas cardiovasculares? Uma resposta para essa pergunta poderia melhorar a saúde de todos”, afirmou.

    No entanto, outros especialistas afirmaram que o estudo da Universidade do Canadá é pequeno, então seriam necessários mais testes e exames para chegar a suas conclusões.

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  • Há quem diga que o mundo gira em torno dele. Verdade ou não, ninguém discute que, além de perpetuar a espécie, o sexo é a grande fonte de deleite da humanidade. E, mais do que isso, quem se dedica a essa prática como se fosse uma prazerosa modalidade esportiva ainda conquista outras benesses para o corpo e para a mente. Talvez você questione: afinal, quantas transas por dia, semana ou mês são necessárias para garantir tanta saúde assim? Não há resposta. “Até porque quantidade não tem a ver com qualidade”, diz o urologista e terapeuta sexual Celso Marzano, de São Paulo. Desde que o casal se sinta bem com uma relação diária ou semanal, o organismo já vai tirar proveito. Mas, diante dos bons efeitos que apontaremos a seguir, talvez você não pense duas vezes para intensificar sua atividade entre os lençóis.

    1 – Proteção cardiovascular
    O coração pode até sair ganhando de verdade quando um sexo mais caliente marca presença no dia a dia. “Durante a relação sexual, como em um exercício físico moderado, há um aumento temporário do trabalho cardíaco e da pressão arterial”, explica o cardiologista José Lazzoli, da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte. Para preservar as artérias, contudo, é preciso suar a camisa no mínimo 30 minutos diários cinco vezes por semana. “E nem todo mundo consegue fazer sexo com essa duração e frequência”, observa o especialista. Então, a mensagem é somar às noites intensas uma corrida ou caminhada no parque pela manhã, por exemplo. Recado à turma que tem hipertensão descontrolada ou doença coronariana: consulte o médico. Nesses casos, tanto o coração pode atrapalhar o sexo quanto ele pode atrapalhar um coração com problemas.

    2 Um remédio contra a dor
    Durante o bem-bom, o corpo fabrica uma porção de substâncias, entre hormônios e nurotransmissores. Uma delas é a endorfina, a mesma que dá as caras quando se pratica um exercício físico por alguns minutos. Essa molécula capaz de aliviar as sensações dolorosas é descarregada para valer no ápice da relação, o orgasmo. “Ela é o maior analgésico do nosso corpo”, afirma a médica Ruth Clapauch, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. E sua ação se prolonga após o ato sexual. Os especialistas estão começando a acreditar que, somada ao trabalho da ocitocina – outro hormônio liberado na hora do gozo -, a endorfina ajuda a aplacar dores crônicas na cabeça e nas juntas.

    3 – Um basta ao excesso de estresse
    Ninguém precisa ser cientista para saber que uma boa transa apaga a quase inevitável tensão do dia a dia. Mas saiba que até os pesquisadores estão cada vez mais interessados nesse potencial, que é maior quanto mais intenso for o sexo. Um estudo da Universidade de Paisley, na Escócia, constatou: os voluntários que faziam questão da penetração respondiam melhor a situações estressantes. “A atividade sexual diminui o nível de ansiedade”, diz o urologista Joaquim de Almeida Claro, da Universidade de São Paulo (USP). “Só se deve tomar cuidado para não transformar o sexo a dois numa mera descarga de estresse”, lembra a psicóloga Ana Canosa, da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana. É que, nesse caso, vira algo mecânico, quase obrigatório, sem envolvimento emocional. Aí não tem graça – e nem tanto efeito.

    4 – Autoestima lá em cima
    Qual o órgão do seu corpo que mais se aproveita de uma extenuante sessão a dois? Ele mesmo, o cérebro. Ora, lá se encontra o verdadeiro terminal do prazer. Quem agrada constantemente essa central de instintos e emoções ganha uma baita massagem no ego. “A autoestima melhora porque o indivíduo se sente desejado pelo outro”, resume a psicóloga Ana Canosa, de São Paulo. E não pense que essa guinada no astral se deve apenas ao orgasmo. “As preliminares também são fundamentais, sobretudo para a mulher, que precisa ser tocada e beijada. A excitação promove uma maior liberação de hormônios, aumentando o tamanho do canal vaginal e as chances de chegar ao orgasmo”, diz o ginecologista e obstetra Francisco Anello, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. Ou seja, tudo que antecede a penetração tem o seu valor para o corpo e para a mente dos parceiros. É claro que a relação não se restringe ao momento de catarse. “Mas sem orgasmo não se usufrui de todo o bem-estar após aquele acúmulo de tensão”, diz Ana.

    5 – Mais prazer, menos gordura
    Para manter a forma, homens e mulheres podem se dirigir a uma quadra de futebol, a uma piscina ou, por que não, a uma cama. Ora, o sexo é saboroso esporte de dupla. É óbvio que não dá para pensar em eliminar a barriga de chope ou definir a silhueta apostando apenas nisso. Mas ele não deixa de ser um aliado da queima de pneus. “O esforço de uma atividade sexual equivale, em média, a um trote a 7,5 quilômetros por hora”, calcula o cardiologista José Lazzoli. “Dependendo da intensidade da relação, é possível queimar de 100 a 300 calorias”, contabiliza Anello.

    6 – Defesas reforçadas
    Fazer sexo uma ou duas vezes por semana tornaria o sistema imune mais preparado para entrar em combate. É o que sugerem pesquisadores americanos que compararam amostras da saliva de pessoas sexualmente ativas com as de voluntários que pouco se aventuravam na cama. Eles concluíram o seguinte: quem transava com certa frequência abrigava mais anticorpos. O resultado, no entanto, ainda carece de um consenso entre os médicos. Isso porque, para muitos deles, uma defesa mais a postos não seria fruto da atividade sexual em si. “Há, sim, trabalhos mostrando que pessoas felizes têm melhor resposta imunológica. E a atividade sexual sem dúvida traz felicidade e qualidade de vida”, pondera Joaquim Claro.

    7 – Músculos fortalecidos
    Não dá para elevar o quarto à condição de academia, mas a atividade entre quatro paredes exige o esforço de alguns grupos musculares. Tudo depende, por exemplo, das posições na hora agá, mas é possível trabalhar as coxas, o dorso e o abdômen. No caso das mulheres, a relação ainda cobra a movimentação dos músculos da vagina. “Há um aumento do fluxo sangüíneo para a região”, conta a fisioterapeuta especialista em urologia Sophia Souto, da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, que fica no interior paulista. “Durante o orgasmo, por exemplo, há uma contração dos músculos pélvicos”, diz. Quando unida a exercícios específicos para aumentar o controle da própria vagina, a relação ajudaria a tonificar sua musculatura, diminuindo o risco de problemas como a incontinência urinária.

    8 – Lubrificação nota 10
    Essa é para as mulheres que se aproximam da menopausa ou já atravessam o período marcado pela derrocada do hormônio feminino. Um dos principais reflexos da queda de estrogênio é a falta de lubrificação na vagina – um problema bastante comum, que leva à secura nessa região. “Mas aquelas que, após essa fase, mantêm relações sexuais tendem a apresentar menos atrofia do órgão genital”, conta a ginecologista Carolina Carvalho Ambrogini, da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. Já as mulheres que raras vezes se divertem com o companheiro não só sofrem mais com o incômodo como também podem sentir mais dores durante a penetração.

    9 – Para dormir pesado
    Sim, uma noite tranquila também depende de uma cama movimentada. O que o casal costuma comprovar na prática a medicina sabe explicar: “A relação favorece o relaxamento muscular”, afirma o urologista e terapeuta sexual Celso Marzano. Isso porque, graças ao orgasmo, o corpo recebe uma enxurrada de substâncias que não demoram a agir, fazendo com que o indivíduo sinta uma mistura de bem-estar e exaustão. “O sono costuma vir depressa depois de um sexo mais vibrante”, observa Marzano. Mas, caro leitor, aguarde mais um pouco antes de rumar ao quarto.

    A ciência está interessada em prolongar a sua atividade sexual. O avanço da idade, não há como negar, cria alguns empecilhos que esfriam uma relação aqui, outra acolá. Mas os profissionais de saúde já têm na manga estratégias para contorná-los. É o caso da terapia hormonal, que, quando bem receitada, dá aquela força para a vida sexual ativa. No caso das mulheres, a reposição de estrogênio atenua a secura vaginal – e o destaque é o creme à base do hormônio aplicado na vagina. “Ele melhora a lubrificação sem ser absorvido pelo corpo”, diz Francisco Anello. Ou seja, não há efeitos colaterais. Para reerguer a libido do casal, já foi aprovada na Europa a reposição de testosterona na forma de adesivo. “A questão é polêmica, mas estudos mostram que ela dobra o número de relações sexuais”, conta Ruth Clapauch. A terapia com o hormônio masculino é receitada há mais tempo, só que por outras vias, para os homens. O seu objetivo, porém, não é corrigir somente o tesão minguado. “Ela beneficia a massa muscular e alivia a depressão, além de melhorar a vida sexual, mas a indicação deve ser rigorosa”, avalia Joaquim Claro.

    De choque a gel
    Já imaginou visitar um fisioterapeuta para turbinar a vida sexual? Pois as mulheres já podem desfrutar desse serviço – a fisioterapia uroginecológica. Por meio de diversas técnicas, os especialistas ensinam as pacientes a assumir um maior controle da musculatura da vagina. A medida é recomendada, por exemplo, àquelas que penam para ter orgasmos. “Além disso, há um aparelho que se vale de um eletrodo introduzido na vagina para estimular sua contração”, conta a fisioterapeuta Floripes de Santi, do Rio de Janeiro. A meta é permitir que, conhecendo e dominando a dita-cuja, suas próprias donas possam usá-la melhor – ou seja, com muito mais prazer. Outra fisioterapeuta expert no assunto, Sophia Souto, da Universidade Estadual de Campinas, pesquisa um gel capaz de aperfeiçoar a atividade sexual feminina. “Ele é um doador de óxido nítrico, uma substância que aumenta a vasodilatação local”, explica. “O produto deve ser aplicado sobre o clitóris nas preliminares para aumentar a sensibilidade da região.” Por não apresentar contra-indicações, tanto as mulheres com perda de libido como as sedentas por mais prazer podem utilizá- lo. A previsão é que ele chegue às farmácias no próximo ano.

    Entre aranhas e genes
    A ala masculina, já presenteada no final da década de 1990 com os medicamentos para disfunção erétil, deve aguardar mais tempo pelas novidades da medicina. “Novas drogas, que podem ter efeito mais rápido ou duradouro, ainda estão sob estudo”, afirma o médico Carlos da Ros, da Sociedade Brasileira de Urologia. Um grupo de cientistas da USP tem avaliado uma substância promissora. “Ela é extraída do veneno de uma aranha brasileira e seria capaz de levar à ereção”, conta Joaquim Claro, que participa da investigação. Será que a solução definitiva estaria nos genes? Talvez. “Mas a terapia gênica só poderá ser uma opção a longo prazo”, estima Da Ros. Enquanto tudo isso não chega, investir num estilo de vida saudável e frequentar o médico de vez em quando continua sendo a garantia do arraso sob os lençóis – ou em qualquer outro lugar.

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  • Jeffry Life, ‘garoto-propaganda’ da empresa de reposição hormonal Cenegenics. Companhia diz que fotos não são montagem (Foto: BBC)

    Executivos e profissionais nos Estados Unidos vêm procurando um polêmico e caro tratamento de reposição hormonal para combater efeitos normalmente associados ao estresse e ao envelhecimento.

    Com pouco mais de 30 anos, o executivo americano J.G. começou a se sentir deprimido e ansioso. Tinha dificuldades para dormir, sua libido já não era mais a mesma e, por mais que se esforçasse na academia e cuidasse da alimentação, não conseguia atingir os resultados que queria.

    ‘O trabalho também ia mal. Ter que lidar com o estresse, e a competição ampliava os sintomas, quando não era combustível para eles’, conta o executivo, que pediu para não ter seu nome divulgado.

    ‘Isso acabava com o desejo e ambição de ser bem sucedido’, disse.

    Depois de tentar tratamentos com antidepressivos e ansiolíticos, J.G. aceitou o conselho de um colega de academia e começou a fazer reposição hormonal por conta própria.

    Mesmo sem consultar um médico, experimentou tomar uma pequena dose de testosterona, um hormônio secretado pelos testículos do homem e em menor quantidade pelos ovários da mulher. Sua concentração no corpo masculino diminui com a idade e devido a problemas de saúde.

    ‘Tomei minha primeira dose e, uau, pareceu que tudo deu uma volta de 180 graus’, disse o executivo à BBC Brasil.

    Desconfiado de que poderia estar sofrendo com os sintomas do declínio de testosterona em seu corpo, procurou um médico. Após alguns exames, ele receitou uma terapia de reposição hormonal.

    Atualmente com 40 anos, J.G. segue com o tratamento. Duas vezes por semana, injeta em si mesmo pequenas doses de testosterona e garante que sua vida melhorou em vários aspectos.

    ‘Pergunte à minha namorada modelo de 27 anos’, brinca o executivo, que dirige uma consultoria de administração de capital de risco em Nova York.

    Apesar dos elogios ao tratamento, alguns médicos têm dúvidas quanto à eficácia e eventuais danos colaterais do uso de hormônios, que poderiam incluir câncer e problemas no coração.

    Hormônios

    A deficiência de testosterona entre homens pode estar ligada a problemas congênitos, doenças, estresse e efeitos colaterais de certos medicamentos.

    Além disso, a partir dos 30 anos de idade, inicia-se um declínio gradual da produção do hormônio no organismo.

    A maior parte da testosterona utilizada em terapias de reposição hormonal é produzida em laboratório a partir de vegetais como soja e inhame.

    Embora o tratamento mais comum para a deficiência de testosterona causada por problemas de saúde seja a reposição hormonal, não há estudos conclusivos sobre a eficácia da injeção do hormônio no combate a sintomas normalmente associados à idade.

    Mesmo assim, um grande número de médicos defende os benefícios do tratamento no combate ao envelhecimento. Eles vêm oferecendo terapias de reposição hormonal a pacientes que se queixam de fadiga, de dificuldades para perder peso, de concentração e de redução da libido.

    Entre eles está Lionel Bissoon, que ficou conhecido por desenvolver um tratamento para celulite e atualmente administra um programa de reposição hormonal para homens e mulheres em sua clínica em Nova York.

    Segundo ele, até meados da década passada, a maior parte de seus pacientes era formada por mulheres entre 45 e 69 anos. Mas a situação se inverteu. Atualmente, cerca de 85% é de homens entre 30 e 69 anos, muitos deles executivos de Wall Street.

    ‘As maiores queixas dos homens são fadiga, cansaço e dificuldades de concentração. Alguns reclamam de dores musculares. Muitos não têm interesse em sexo. Alguns sentem que não são mais quem costumavam ser’, disse Bissoon à BBC Brasil.

    O médico conta que, após uma bateria de exames, o paciente pode iniciar o tratamento. A reposição hormonal pode ser feita por meio de injeções, adesivos ou via oral. O próprio paciente aplica suas doses de testosterona.

    ‘Eu ensino meus pacientes a se aplicarem, é bem fácil. Não é possível para um executivo ocupado ter que ir a um consultório para tomar uma injeção duas ou três vezes ao mês, não é prático’, diz.

    Custos

    O grande interesse dos homens por tratamentos de reposição hormonal não se restringe a Nova York.

    Na filial que serve os Estados americanos da Carolina do Sul e da Carolina do Norte da rede de clínicas Cenegenics, por exemplo, 68% dos pacientes são homens entre 35 e 70 anos.

    ‘Está se tornando mais comum homens mais jovens, com pouco mais de 30 anos (procurarem o tratamento)’, diz Michale Barber, médica e diretora-executiva da Cenegenics Carolinas.

    Embora a aplicação dos hormônios possa ser feita pelo próprio paciente, é necessário que ele passe por um acompanhamento periódico por médicos e seja submetido a exames regularmente, o que pode aumentar os custos do tratamento.

    Para realizar um tratamento hormonal de combate aos efeitos do envelhecimento na Cenegenics, é preciso desembolsar em média US$ 1 mil por mês.

    ‘Os nossos pacientes estão pagando pelo acesso a médicos, fisiologistas, nutricionistas e acompanhamento de laboratório’, diz Barber.

    Com 20 centros médicos espalhados pelos Estados Unidos e mais de 20 mil pacientes, a Cenegenics usa como garoto-propaganda o médico Jeffry Life, que atua na empresa e é paciente do programa de combate aos efeitos do envelhecimento.

    Para mostrar os resultados do tratamento, a empresa usa fotos e vídeos ao estilo ‘antes e depois’ de Life. Na primeira foto, o médico aparece com um corpo comum para um homem de meia-idade. A outra é uma dessas imagens que à primeira vista parecem montagens (a empresa garante que não é) e mostra a mesma pessoa com um corpo de fisiculturista.

    Câncer

    Apesar dos efeitos aparentemente milagrosos, ainda restam dúvidas sobre a segurança dos tratamentos de reposição hormonal para combater os efeitos do envelhecimento em homens saudáveis.

    Embora os médicos adeptos da terapia garantam que ela é segura e pode prevenir doenças, outros apontam que ela pode estimular o desenvolvimento de câncer de próstata e causar problemas cardíacos.

    Além disso, pesquisas apontam entre os possíveis efeitos colaterais do tratamento atrofia dos testículos e infertilidade, problemas hepáticos, retenção de líquidos, acne e reações de pele, ginecomastia (crescimento anormal das mamas em homens) e apneia do sono.

    Embora tratamentos do tipo estejam sendo utilizados nos EUA desde a década de 1990, há poucos estudos amplos sobre seus efeitos e riscos.

    Em 2009, o National Institute of Health dos Estados Unidos deu início a um amplo estudo sobre os efeitos do tratamento de reposição de testosterona em homens acima de 65 anos. Os primeiros resultados, no entanto, devem ser divulgados só em junho de 2015.

    Enquanto isso, um relatório publicado em 2004 pelo Instituto de Medicina da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, órgão de consultoria do governo americano, alerta para a falta de pesquisas conclusivas sobre o tema.

    ‘Apesar da crescente popularidade do tratamento com testosterona, não há uma quantidade considerável de dados que sugiram a eficácia da terapia de testosterona em homens mais velhos que não se encaixam na definição clínica de hipogonadismo. Além disso, os efeitos da testosterona na próstata e suas implicações para o câncer inspiram cuidados no uso não terapêutico extensivo’, diz o documento.

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  • Cansaço e desânimo costumam estar relacionados à rotina de quem passa horas presa no trânsito todos os dias ou tem de dar conta de várias tarefas ao mesmo tempo, culminando em esgotamento físico e mental. Mas, se você se sente exausta logo depois de acordar, observe-se. Isso pode significar doença à vista.

    “Esgotamento persistente, sono agitado e ronco indicam apneia. Já cansaço, irritação e choro sem motivo podem caracterizar depressão”, aponta Cláudio Rufinom, clínico geral da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Confira os principais males que podem estar por trás da fadiga e despeça-se deles.

    8 doenças que podem estar por trás da canseira

    1. Anemia

    Falta de ferro no organismo causa sono, desânimo, queda de cabelo e falta de ar. Nas mulheres, isso ocorre com mais frequência durante a menstruação, por causa da perda de sangue.

    2. Apneia
    Como o ronco provoca despertares breves durante a noite, a qualidade do sono diminui drasticamente, deixando qualquer um mais “devagar” durante o dia.

    3. Depressão
    Apesar da origem psíquica, a doença causa indisposição, sim. E a culpa é do processo inflamatório que ocorre dentro dos neurônios, atrapalhando seu funcionamento.

    4. Diabetes
    Altos níveis de açúcar no sangue fazem a pessoa urinar mais, emagrecer e perder massa magra, provocando cansaço muscular.

    5. Distúrbios da tireoide
    Tanto o hipertireoidismo (quando a glândula trabalha demais) quanto o hipotireoidismo (quando ela fica lenta) fazem o coração bater mais rápido, causando cansaço extremo.

    6. Doença cardíaca
    Coração problemático não bombeia o sangue direito para todos os órgãos, que tendem a entrar em falência, desencadeando uma baita fadiga.

    7. Fibromialgia
    As dores constantes levam à debilitação física, além de comprometer a qualidade do sono.

    8. Infecções
    Concentrar todas as forças na luta contra o agente infeccioso pode provocar esgotamento físico. Além da febre, portanto, nota-se uma diminuição da vitalidade da pessoa.

    Como recarregar as baterias

    · Pratique exercícios
    Melhorando a circulação do oxigênio no organismo, o coração, o pulmão e os músculos conseguem transformá-lo em mais energia.

    · Alimente-se regularmente
    Comer a cada três horas afasta a fadiga e evita a queda brusca das taxas de açúcar no sangue, que provoca a falta de energia. Alimentos ricos em proteínas, carboidratos, fibras e ômega-3 devem fazer parte do cardápio diário.

    · Durma bem
    Descansar pelo menos oito horas por noite aumenta a disposição. Quer dormir bem? Vá para a cama sempre no mesmo horário. E nada de ver TV, usar o computador ou se exercitar até três horas antes de se deitar. Evite também as refeições pesadas e o álcool ou bebidas à base de cafeína.

    · Faça atividades que dão prazer
    Diminuir o estresse é fundamental para acabar com o cansaço. E não há forma melhor de estimular o corpo e o cérebro do que se dedicar a uma atividade prazerosa. Qual é a sua?

    · Procure um médico
    Se a fadiga não vai embora, consulte um especialista. Ele poderá pedir um check-up(conjunto de exames, como hemograma e teste de glicemia), que ajudará a identificar o que está prejudicando a sua disposição.

    · Beba água mesmo sem sentir sede
    Manter o corpo hidratado é uma excelente maneira de diminuir o cansaço, já que as células precisam se dar ao trabalho de extrair a água da circulação.

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  • Uma aparência saudável e jovem muitas vezes é sinal de boa saúde. Logo, você fica tentado a culpar o envelhecimento e estresse como causadores das linhas faciais, unhas feias ou queda de cabelo quando, na verdade, essas falhas podem sinalizar problemas de saúde.

    A especialista em medicina integrativa Molly M. Roberts, do Instituto de Saúde e Cura, em São Francisco, diz que esses problemas começam sussurrando, até falar, e se você não prestar atenção, eles começam a gritar. Para evitar tais problemas, o site Health listou 13 sinais físicos que podem ajudar a perceber os sinais ocultos.

    Rugas

    Embora as rugas sejam inevitáveis, elas também podem ser um sinal de osteoporose. Nova pesquisa revela uma associação surpreendente entre rugas e saúde dos ossos no início da menopausa. Rugas são o resultado do envelhecimento, mas a exposição excessiva à fumaça de cigarro ou sol pode acelerar o processo.

    Pés inchados

    Muitas condições, incluindo entorses, distensões, lesões e infecções, podem causar pés e tornozelos inchados. Gravidez, obesidade e certos medicamentos provocam retenção de líquidos nos membros inferiores. Se você é como um dos 5 milhões de americanos com insuficiência cardíaca, pode ter retenção de líquidos por causa da ação pobre do seu coração em bombear. Inchaço nas pernas, tornozelos e pés é um sintoma clássico desta condição.

    Ondulações nas unhas

    Se você evita manicure, porque as unhas estão uma bagunça, talvez precise ir ao médico. Unhas onduladas, deformadas ou descoloridas (amarelo-marrom) podem apontar para muitos problemas de saúde. Alterações na região são comuns em pessoas com psoríase, doença de pele crônica, artrite psoríaca; alopecia areata, um tipo de perda de cabelo desigual.

    Mãos e pés grandes

    Você iria se preocupar, e com razão, se um ente querido tivesse uma mandíbula saliente, uma testa proeminente ou mãos e pés desproporcionais. Todos são sinais clássicos de acromegalia, distúrbio hormonal que ocorre em adultos quando a glândula pituitária (hipófise), também responsável pelo hormônio do crescimento, tem produção elevada. Se você notar a mudança na aparência da pessoa, fique atenta a este sinal. Trata-se de uma desordem rara, porque as alterações nos ossos e tecidos moles ocorrem lentamente ao longo do tempo e muitas vezes tal fato passa despercebido.

    A boca suja

    Dentes sujos e gengivas não são apenas sinais de má higiene oral. Sua boca pode revelar coisas desagradáveis sobre o seu coração e ossos. Em 2010, pesquisadores escoceses relataram no British Medical Journal que a escovação dos dentes diminui o risco de doença cardíaca. As pessoas que escovaram com menos frequência tinham um risco 70% maior de doença cardíaca ou morte por doença do coração. Perda dos dentes também pode sinalizar osteoporose.

    Rubor facial

    Nem sempre rubor facial é sintoma de vergonha. Vermelhidão facial com lesões de acne na pele são sintomas comuns da rosácea, uma doença de pele crônica. Embora a causa exata não seja conhecida, as pessoas com o problema ficam com o rosto vermelho, causados por eritemas, que em geral começam pela região central do rosto, podendo evoluir para complicações mais grave na pele, como pústulas.

    Manchas escuras na pele

    Um anel escuro na pele, na parte de trás do pescoço, pode parecer que está “pedindo” uma boa esfregada. Mas, na realidade, pode ser acanthosis nigricans, uma condição na qual a pele parece mais escura e mais espessa e até mesmo aveludada ao longo dobras do corpo. Pessoas com resistência à insulina, diabetes, obesidade ou, em casos raros, com câncer, podem desenvolver essas manchas escuras. “Embora não seja um sinal definitivo de diabetes, isso pode fazer você pensar duas vezes e realizar mais exames”, diz Heather Jones, enfermeira da Oregon Health & Science University, em Portland, e membro do Dermatology Nurses Association.

    Pelos no corpo

    Pelos onde você não deseja é constrangedor, com certeza, mas também podem ser um sinal de problemas de saúde mais preocupante. Entre elas, está a síndrome do ovário policístico (SOP), uma causa comum de crescimento do pelos em mulheres em idade fértil, pode causar infertilidade, períodos menstruais irregulares ou ausentes. Mais de 70% das mulheres com SOP têm hirsutismo, ou o crescimento de pelos em excesso, aparecendo tipicamente na face, peito, barriga, costas, mãos ou pés.

    Erupção na pele

    A erupção é como uma bandeira vermelha. É a maneira de seu corpo dizer que algo não está certo. Existem vários tipos de erupções, mas uma em particular se destaca. Estende-se por ambas as faces em forma de uma borboleta e tem uma aparência tipo queimadura solar. Essa mancha é um sintoma clássico de lúpus, doença do sistema imunológico que afeta a pele, articulações, sangue e rins.

    Perda de cabelo

    O que você deve fazer com aquela bola de cabelo no ralo do chuveiro? Estresse, gravidez, doenças, medicamentos e alterações nos hormônios podem contribuir para a queda de cabelo. Entre as mulheres, em particular, cabelos secos e falhas podem indicar sinais de problemas na tireoide. Um simples exame de sangue pode verificar se o corpo está produzindo quantidades normais de hormônio da tireoide ou não.

    Lábios rachados

    Seus lábios podem dizer muito sobre sua saúde. Severamente rachados, lábios secos podem ser uma reação à medicação, um risco ocupacional (se você é um músico de metal), ou um sintoma de alergia, infecção ou outras condições. Rachaduras nos cantos da boca podem ser um sintoma de Sjogren , um distúrbio do sistema imunológico. O problema causa olhos secos e boca seca, bem como dor nas articulações e pele seca. Até 4 milhões de americanos, em sua maioria mulheres, apresentam a síndrome.

    Pintas

    Pintas, ou sinais na pele, podem ser sinal da presença de câncer. Procure crescimentos que são assimétricos, têm uma fronteira irregular, variam em cor, possuem um diâmetro maior que 6 milímetros, ou estão mudando e evoluindo. Melanoma é a forma mais letal de câncer de pele e pode apresentar um ou mais desses sinais. Se notar alguma alteração, deve-se passar por uma consulta médica para avaliação.

    Olhos amarelos

    Eles são uma janela para a sua saúde, então, quando a parte branca dos olhos torna-se amarela, há razão para suspeitar de problemas. Em adultos, pode ser um sinal de doença hepática, tais como hepatite ou cirrose. Também pode significar que os ductos biliares do fígado estão bloqueados. Qualquer pessoa com amarelecimento dos olhos deve ver seu médico para avaliação.

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  • Uma barra de chocolate meio-amargo pode ajudar a controlar a fome noturna

    Nosso ritmo de vida acelerado tem modificado muito os hábitos alimentares. Já não é comum encontrar pessoas que não conseguem ter uma rotina alimentar como manda o figurino, com café da manhã reforçado, almoço e janta nos horários certos.

    Muita gente pula o café para dormir um pouco mais ou substitui o almoço por um lanche para ganhar tempo.

    Assim, o jantar acabe ganhando o posto de principal refeição do dia, quando a pessoa tenta suprir toda a necessidade de nutrientes do corpo em uma única refeição. Mas, segundo a nutricionista Carla Caratin, mestre em nutrição pela USP, esse não é o único fator.

    – Além dos horários corridos, é muito comum que o alto nível de estresse, tensão e ansiedade na população venha a interferir no consumo alimentar.

    O problema é que este “comer à noite” pode trazer alguns problemas, como a obesidade, não só pela quantidade de alimentos ingeridos como também pela qualidade.

    Para saciar a fome noturna, um erro corriqueiro, de acordo com Carla, é que as pessoas acabam ingerindo mais calorias que não são gastas.

    – O indivíduo acaba não gastando essa energia, principalmente porque ao dormir o metabolismo desacelera. Durante o dia, as calorias são queimadas nas atividades cotidianas.

    Outro problema de ter uma alimentação mais pesada à noite é o refluxo, que pode causar a desconfortável sensação de queimação no esôfago.

    O mais adequado, nesse caso, alerta a nutricionista, é que a última refeição do dia seja leve e ocorra por cerca de duas horas antes do repouso.

    Já para acalmar a sensação de ansiedade, a dica é comer um pedaço de chocolate meio-amargo (30g) entre as 16h30 e as 17h30, pois ajuda na produção de serotonina. O leite, para quem não sofre de gastrite, ajuda a ter uma noite de sono mais tranquila.

    A nutricionista Ana Maria Figueiredo Ramos, da Unifesp, salienta que dormir com fome é mais prejudicial ainda. O toque é apostar em pratos leves como saladas, sopas, torradas, queijo e peito de peru, por exemplo.

    – Comer à noite não é proibido, é essencial. Mas precisa ser da maneira correta. Basta dar preferência para um cardápio com menor valor calórico, sem gordura, de fácil digestão e com baixo teor de sódio e açúcar.

    Carboidrato: herói ou vilão?

    Alguns nutricionistas recriminam o consumo de alimentos ricos em carboidrado à noite, outros, não. O lado negativo, para os críticos, é que os carboidratos deixam o corpo mais agitado.

    Mas os carboidratos são fonte de energia, o combustível principal para o organismo. Sem ele, ou com a diminuição drástica dele, explica a nutricionista Madalena Vallinoti, do Sindicato dos Nutricionistas de São Paulo, surgem alterações no humor, no bem estar, na acuidade mental e aumenta a sonolência.

    – Realmente este ponto é bastante polêmico, porém, na minha opinião, entendo que onde não há equilíbrio há danos ou prejuízos ao organismo. O carboidrato deve contribuir co 50% das fontes de calorias diárias.

    Geralmente um sono agitado compromete a produtividade no dia seguinte, alerta ela, e este é um problema inerente a se alimentar fartamente à noite, quando nosso organismo está mais lento.

    – Existe um ditado popular que traduz bem como deve ser nossa alimentação: café da manhã de rei, almoço de príncipe e jantar de plebeu. Eu complementaria dizendo que as refeições devem ser fracionadas de três em três horas, colorida e variada, sendo que o jantar deve ser algo de fácil digestão.

    Fonte R7

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