• foto-imagem-dieta-detox-funcionaEntender o que é uma dieta de desintoxicação, ou simplesmente detox, não é fácil. Há quem defenda o consumo exclusivo de líquidos por alguns dias. Outros focam na eliminação das fontes de glúten ou lactose. E os partidários da abolição dos industrializados? Tem também. O tempo de dedicação ao cardápio é mais um fator sem regra: pode ser de três, sete ou 30 dias. “Não se trata de receita de bolo”, justifica a nutricionista Roseli Rossi, da clínica Equilíbrio Nutricional, na capital paulista. “A indicação de alimentos e a duração da dieta detox vão depender das necessidades do paciente”, esclarece.Algo que todas as variações do método têm em comum é o propósito: eliminar toxinas e emagrecer. Mas como essas substâncias nocivas vão parar dentro de você? “Com a ingestão excessiva de embutidos, sal, proteínas animais, acúcares, itens processados…”, enumera a nutricionista Lucyanna Kalluf, de São Paulo. Por isso, tanto quem comete abusos ao longo da vida como quem o faz em um final de semana cheio de festas fica tentado a topar a dieta detox.

    A opinião dos especialistas

    “Esse é um modismo sem fundamento científico”, garante a endocrinologista Maria Edna de Melo, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso). O ceticismo em relação a essas estratégias alimentares esbarra sobretudo nas promessas de deixar o corpo zero-bala. “Não sabemos quais elementos essas dietas vão tentar atacar, tampouco o mecanismo envolvido nessa investida”, diz a nutricionista Olga Amancio, presidente da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (Sban).

    Não é que o papo de termos substâncias potencialmente perigosas trafegando pelo corpo seja balela. Estudos demonstram que moléculas presentes no nosso dia a dia podem mesmo causar alterações no organismo. “O bisfenol é uma delas”, cita a nutricionista Mariana Del Bosco, da capital paulista. Encontrado em embalagens plásticas, esse composto vira e mexe é acusado de patrocinar problemas na tireoide, doenças cardíacas e outros desastres – tanto que seu uso foi proibido em 2011. “Mas não acredito que seguir uma dieta específica seja uma maneira eficiente de eliminar esse e outros elementos nocivos”, desdenha Mariana.

    Antes de partir para recomendações à mesa, Mariana assegura que é preciso compreender certas questões, como os reais danos que se deseja combater, quais alimentos e quantidades culminariam em um efeito detox, e por aí vai. “Por enquanto, há boas suspeitas: frutas cítricas, vinho e coentro, por exemplo, auxiliariam na expulsão de metais tóxicos do corpo”, diz Olga Amancio. “Mas necessitamos de mais trabalhos científicos para ter certeza”, avisa, firme.

    O que explica a sensação de bem-estar

    Por que algumas pessoas sentem que, depois da detox, o corpo funciona melhor? “Ora, a dieta se torna mais saudável do que antes”, resume a gastroenterologista Mira Marzinotto, do Hospital 9 de Julho, em São Paulo. É aquela coisa: trocar uma batata frita por um suco natural sempre faz bem. Maira explica que certos alimentos indicados para a tal desintoxicação favorecem o sistema disgestório. “A sensação de bem-estar muitas vezes vem disso, e não da eliminação de toxinas”, especula.

    Efeito sanfona

    Uma coisa é inegável: quem segue a detox para perder peso acaba secando, já que há uma bela restrição de calorias no período, só por isso. “Se a detox levar a uma falta de nutrientes, há possibilidade de se prescreverem suplementos”, adianta a nutricionista Roseli Rossi. Um dos poréns levantados por quem não bota fé nessa moda é que os resultados tendem a ir embora tão rápido quanto foram conquistados. “A perda de peso pode até servir de estímulo para uma alimentação melhor. Mas isso é exceção. Depois desse tratamento intensivo, muita gente volta a engordar”, conta Maria Edna.

    Se ainda assim quiser experimentar a dieta detox para tirar a prova, ao menos procure um especialista.

    Invista em estratégias saudáveis

    Antes de pensar em desintoxicar, que tal assumir hábitos que ajudam a evitar o acúmulo de gordurinhas e contribuem para o funcionamento do corpo?

    Açúcar: sal e gordura saturada: não é preciso para eliminá-los, mas cai bem dar uma maneirada.

    Água: não há consenso sobre a dose de consumo. O certo é tomar vários copos ao longo do dia.

    Fibras: leguminosas são cheias dessa substância que dá uma baita saciedade e… desentoxica.

    Frutas: 5 porções é a quantidade ideal de frutas e hortaliças que deveríamos comer todo dia.

    Gorduras insaturadas: são as que blindam a saúde – estão nas oleaginosas, no azeite, nos peixes. Só não vale abusar.

    Carnes brancas: peixes e frango merecem tomar lugar da carne vermelha de duas a três vezes por semana.

    Leite e derivados: o cálcio deles é essencial para blindar os ossos – e há evidências associando o mineral ao controle de peso.

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  • Todos estão de olho nele, a bola da vez em termos de perda de peso. Mas sua eficácia divide opiniões. Fique por dentro e avalie se vale a pena investir no alimento

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    Se tem um óleo que pode ser considerado o queridinho do momento, é o de coco extravirgem. Extraído do fruto maduro, ele virou febre principalmente entre aqueles que desejam se livrar de vez das dobras que teimam em se espalhar por diversas partes do corpo.

    Para pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ, todo esse auê é compreensível. Eles prescreveram uma dieta de manutenção de peso a 30 homens com um grau de obesidade leve. Enquanto metade consumiu 1 colher de sopa cheia de óleo de coco todo santo dia, a outra teve de engolir óleo de soja, na mesma porção.

    Em 45 dias, o resultado agradou: apesar de o óleo proveniente da fruta ser cheio de gordura saturada e calorias, ele ajudou a reduzir o índice de massa corporal, o volume de gordura e a circunferência na cintura de quem o incorporou à dieta. Além disso, contribuiu para o aumento de massa magra, ou seja, músculo puro. “Há o caso de um paciente que perdeu cerca de 7 quilos”, revela a nutricionista Christine Erika Vogel, uma das responsáveis pela investigação.

    De acordo com a especialista, o óleo auxiliaria no emagrecimento porque carrega um tipo de gordura conhecido como triglicerídeo de cadeia média, com destaque para o ácido láurico. E esse tal de ácido láurico gera energia na célula de forma acelerada. “As outras versões precisam de uma enzima para realizar esse processo, acumulando-se mais facilmente na forma de gordura corporal”, explica. Na prática, o óleo de coco turbinaria o gasto energético, favorecendo, assim, a degola dos pneus.

    As qualidades desse derivado do coco não se resumem à sua capacidade de botar lenha no metabolismo. “Assim como outros óleos e gorduras, o produto derivado da fruta retarda o tempo de esvaziamento gástrico, proporcionando maior sensação de saciedade”, diz a nutricionista Andréia Naves, que é diretora da VP Consultoria Nutricional, em São Paulo.

    Dessa forma, a quantidade de comida que vai ao prato ao longo do dia tende a ser menor – seria o fim dos ataques desenfreados de gula sem tanto sacrifício. “Aliado a uma alimentação equilibrada e à prática regular de atividade física, esse efeito auxiliaria no emagrecimento”, avalia Andréia.

    Para Ana Carolina Gagliardi, nutricionista do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo, o Incor, não há dúvidas sobre o poder das gorduras em deixar a barriga empanturrada. “Ainda assim, o papel do óleo de coco no processo de perda de peso é muito controverso”, pondera. “É que as pessoas que o consumiram durante os estudos também seguiram uma dieta com restrição de calorias. Por si só, isso já torna o emagrecimento presumível.”

    “Realmente, não adianta ingerir o óleo de coco e exagerar nos salgados, nas frituras e nos doces. Não há milagres. Para emagrecer, é preciso mudar o estilo de vida”, concorda Christine, pesquisadora da UFRJ. Só para constar, cada grama de óleo de coco reúne 9 calorias. Portanto, incorporá-lo à dieta sem providenciar mudanças no restante do cardápio não fará com que o ponteiro da balança tombe.

    “A recomendação é que 25 a 30% de nossa alimentação seja composta de gorduras, sendo que no máximo 7% devem vir das saturadas, como as presentes no óleo de coco. Então, quem usar o ingrediente precisa investir em alterações na rotina, como preferir carne magra e tomar leite desnatado”, avisa a nutricionista Ana Carolina.

    Extravirgem ou refinado?
    Se bater a dúvida, opte pelo primeiro sem pestanejar. “A versão extravirgem é obtida da carne do coco maduro, que pode ser fresco ou seco”, conta Bruna Murta, nutricionista da rede Mundo Verde, em São Paulo. “Nesse processo, não são empregados solventes químicos nem altas temperaturas. “Por outro lado, o produto refinado, ou virgem, apresenta perda de uma parte dos antioxidantes. “Por isso, seus benefícios são comprometidos”, conclui Bruna.

    Polêmica à vista
    Além do aspecto da saciedade, os outros benefícios relacionados ao óleo de coco não são vistos com tanta empolgação por uma boa parte de especialistas, já que o fato de ser formado por gorduras saturadas do tipo triglicerídeo de cadeia média não é considerado exatamente uma grande vantagem.

    “De fato, eles são processados com maior rapidez. Mas gerar energia não é o mesmo que dissipá-la como calor”, informa Rosana Radominski, endocrinologista e presidente do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. “Ela pode ser usada para ajudar a acumular gordura no corpo, caso a ingestão calórica seja maior do que o gasto.”

    O também endocrinologista Alfredo Halpern, do Hospital das Clínicas de São Paulo e autor do livro A Nova Dieta dos Pontos para Crianças e Adolescentes, recém-lançado por SAÚDE, vai na mesma toada: “Talvez a gordura saturada de cadeia média possa fazer menos mal do que a de cadeia longa. Daí a dizer que emagrece é absurdo. Ela engorda tanto quanto as outras”.

    É bom frisar que rechear a mesa com alimentos gordurosos merece atenção redobrada não só porque dispara o risco de obesidade, epidemia que está por trás de uma série de doenças – de males cardiovasculares a câncer. A digestão vagarosa, por exemplo, pode ser um problema para certas pessoas. “Uma dieta rica em gordura é capaz de piorar os sintomas de quem já sofre com um processo digestivo mais lento ou tem histórico de refluxo”, conta o gastroenterologista Ricardo Barbuti, que integra a Federação Brasileira de Gastroenterologia.

    Outro grupo que deve pensar duas vezes antes de regar sem pudor os pratos com óleo de coco é o de pacientes diagnosticados com esteatose hepática, quando o fígado entra num processo de engorda. “Devido à sua composição, o alimento pode aumentar a dimensão do problema”, esclarece a nutricionista Andréia Naves.

    Camuflado no prato
    Não tem jeito: nem todo mundo é fã do sabor pronunciado da fruta. Se for desse time, anote a dica: “Antes de refogar os alimentos, deixe o óleo por mais tempo em fogo brando para que o aroma se dissipe”, aconselha a nutricionista Christine Erika Vogel, da UFRJ. Caso queira temperar saladas, o óleo pode ser misturado ao azeite. Já em pratos com peixes e frutos do mar, seu sabor entra como um excelente complemento.

    E o coração?
    Além de notar a redução de peso dos voluntários, os cientistas da UFRJ encontraram evidências de que o óleo de coco extravirgem ajudou a elevar as taxas do HDL, o bom colesterol, e freou o desenvolvimento do LDL, um algoz do peito. “Alguns estudos já demonstraram que os triglicerídeos de cadeia média reduzem a produção de uma lipoproteína chamada VLDL, associada ao aumento do LDL”, lembra a pesquisadora Christine.

    Mas está aí outro tema que incita um acalorado debate. É que a gordura saturada, independentemente de ser de cadeia média ou longa, é reconhecida por aumentar os dois tipos de colesterol, especialmente aquele que ameaça a saúde. “Logo, o óleo de coco não é indicado nem para prevenir nem para tratar doenças cardiovasculares. Pior do que esse tipo de gordura, só a trans, já que estimula a produção de LDL e reduz o HDL”, adverte Ana Carolina, do Incor.

    Justamente por suscitar dados contraditórios, não é de surpreender que os especialistas concordem em um ponto: é preciso colocar o óleo de coco no centro de outros estudos antes de considerá-lo a última palavra no que diz respeito ao emagrecimento. “Outras variáveis devem ser investigadas e mais pesquisas são necessárias para corroborar a tese de que ele é mesmo um aliado da boa forma”, diz Mariana Del Bosco, nutricionista da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.

    Agora, quem quiser testar seus efeitos pró-emagrecimento antes que os pesquisadores batam o martelo deve se restringir a 2 colheres de sopa diárias. “Comece consumindo uma quantidade pequena para evitar desconfortos gastrointestinais como náuseas, cólicas e diarreia”, indica Bruna Murta, nutricionista da rede Mundo Verde, na capital paulista.

    As doses caem bem antes das principais refeições – para estimular logo a saciedade – ou adicionadas a saladas, pratos quentes, molhos, massas, sucos e shakes. Caso opte pelas cápsulas, saiba que são necessárias 12 delas para conquistar os possíveis efeitos de 1 colher de sopa do óleo de coco. Você decide.

    Superbadalados
    Os óleos que têm se tornado cada vez mais célebres por suas diversas propriedades nutricionais

    Óleo de coco extravirgemé
    rico em triglicerídeos de cadeia média, gorduras saturadas de rápida digestão. Por isso, ele teria o poder de gerar energia e favorecer o emagrecimento.
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  • Do farelo de trigo à melancia: preparamos uma seleção de grãos, frutas e sementes que chamam a atenção da ciência por atuar na prevenção e no controle da hipertensão, um problema na vida de mais de 30 milhões de brasileiros.

    A dieta contra hipertensão
    O programa alimentar conhecido como Dash — sigla em inglês para Dieta para Combater a Hipertensão — se consagrou há uma década por provar que a alimentação é mais do que uma coadjuvante no controle da doença. Elaborado por instituições de peso dos Estados Unidos, esse plano doma a pressão arterial. “O impacto é similar ao de um bom remédio”, analisa o cardiologista Heno Lopes, do Instituto do Coração de São Paulo e autor do livro A Dieta do Coração, publicado por SAÚDE. Conheça os alimentos preconizados pela Dash e em quais medidas eles devem aparecer no cardápio.

    Programa dash
    Grãos e cereais:
    6 a 8 porções diárias

    Vegetais:
    4 a 5 porções diárias

    Frutas:
    4 a 5 porções diárias

    Leites e derivados:
    2 a 3 porções diárias

    Fontes de proteína magras:
    1 a 2 porções diárias

    Nozes e sementes:
    até 5 porções por semana

    Os inimigos da pressão

    Enquanto alguns alimentos ajudam a afastar ou minimizar a hipertensão, outros funcionam como verdadeiros gatilhos para deflagrar e piorar a doença. É o caso do trio abaixo, considerado uma bomba para a saúde das artérias.

    Sal: os brasileiros usam mais do que o dobro dos 5 gramas diários recomendados. Em exagero, o sódio faz o corpo reter água e a pressão decolar.

    Álcool: em doses modestas — modestas mesmo —, ele até faz bem. Mas, quando os goles passam do limite, conspiram a favor do estreitamento dos vasos.

    Açúcar: esse é outro ingrediente abusado por nossos conterrâneos. Açúcar demais favorece a obesidade, condição já ligada à compressão das artérias.

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  • Quando der a próxima colherada em um iogurte, agradeça aos búlgaros. Afinal, foram eles que há séculos tiveram a excelente ideia de disseminar cepas de bactérias boas — do time das Lactobacillus bulgaricus e das Streptococcus thermophilus — no leite após sua fervura. Juntas, elas transformam a lactose, que é o açúcar natural do alimento, em ácido lático, conferindo um gosto azedo ao produto. Pronto: é a receita do iogurte. O que o povo da Bulgária não devia imaginar é que sua criação, depois de acertar em cheio no paladar de pessoas de cantos muito variados, chamaria a atenção de cientistas mundo afora.

    Recentemente, pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, resolveram olhar com mais afinco para o alimento. É que, depois de avaliar dados referentes aos hábitos de vida e ao ganho de peso de mais de 120 mil indivíduos acompanhados por 20 anos, eles verificaram que o iogurte — seguido pelas oleaginosas, pelas frutas e pelos grãos integrais — era presença certa na dieta daqueles que conseguiram emagrecer.

    Segundo Mariana Del Bosco, nutricionista da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, a Abeso, o efeito seca-barriga pode estar associado ao cálcio, mineral encontrado aos montes no iogurte. “Uma das hipóteses é que o nutriente estimularia a queima de gordura e, ao mesmo tempo, inibiria seu acúmulo pelo corpo”, revela. Outra explicação plausível é que, ao formar uma espécie de detergente quando chega ao trato gastrointestinal, o cálcio evitaria a absorção de moléculas gordurosas. Se você pensa que é pouco, saiba que há uma terceira teoria. “O mineral aumentaria ainda a termogênese, ou seja, o gasto de calorias”, conta Vânia Sarmento, nutricionista da Universidade Federal de São Paulo.

    Para entender melhor o resultado obtido pelo pessoal de Harvard, um time de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, também nos Estados Unidos, decidiu conduzir um trabalho com camundongos — 40 machos e 40 fêmeas. Enquanto uma parte recebeu uma dieta baseada em junk food, a outra seguiu com a alimentação normal. Depois, metade de cada grupo ganhou iogurte probiótico — carregado de bactérias benéficas — no sabor baunilha.

    Como era de esperar, a parcela que se lambuzou com o derivado do leite acabou menos gorda. Mas o que impressionou mesmo os estudiosos foi o fato de os testículos dos machos que comeram iogurte serem mais pesados do que os dos animais que seguiram só com uma dieta padrão ou lotada de tranqueira. E esses roedores de testículos robustos engravidaram depressa suas fêmeas. “A investigação ainda está em andamento. Nossa suposição é que as bactérias do iogurte foram capazes de equilibrar o organismo dos bichos como um todo”, adianta Susan Erdman, uma das líderes do projeto.

    Só para constar, as fêmeas que comeram iogurte também deram à luz grandes ninhadas e conseguiram desmamar os filhotes com sucesso. Tem mais: os animais que se esbaldaram com o alimento, independentemente do sexo, exibiram um pelo brilhante de dar inveja. “Está aí uma possibilidade bem animadora: manter uma aparência jovial com o consumo de iogurtes probióticos”, entusiasma-se Susan.

    Aqui, faz-se necessário destacar que nem todas as versões de iogurte são probióticas. Isso porque as duas bactérias que fermentam o leite não sobrevivem à passagem pelo estômago. “Para ganhar tal definição, o produto precisa concentrar essa dupla e pelo menos 100 milhões de outros micro-organismos por porção. Por isso, fique atento ao rótulo”, avisa Maricê Nogueira de Oliveira, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo.

    A especialista está, inclusive, dando início a uma pesquisa para investigar a relação desses micróbios com o emagrecimento. Alguns achados já empolgam a professora e sua equipe. “Sabe-se que a obesidade também é resultado de uma inflamação nas células intestinais. Ao que tudo indica, os probióticos são capazes de aliviar o quadro. Como consequência, ocorre perda de peso”, descreve.

    E olha que maravilha: além de deixá-lo mais magro, determinadas cepas de bactérias podem fortalecer seu sistema imunológico. Isso ficou claro em um estudo publicado recentemente na revista científica British Journal of Sports Medicine, no qual pesquisadores notaram que atletas de elite tiveram os sintomas de resfriado e tosse amenizados depois de consumir probióticos do tipo Lactobacillus casei. “Eles estimulam nossas células de defesa, deixando-as mais preparadas para combater vírus e bactérias perigosas”, explica Yasumi Ozawa Kimura, farmacêutica e pesquisadora da Yakult.

    Só que tem um detalhe: nem adianta almejar esses e outros benefícios, como regularização do trânsito intestinal, se incluir o iogurte vez ou outra no cardápio. O recomendado é consumir um potinho todo santo dia. “O tipo desnatado é o mais interessante, já que não tem gorduras”, observa Mariana Del Bosco, da Abeso. Natural ou de frutas, o sabor vai do gosto do freguês, assim como as formas de uso. Cair na mesmice definitivamente não é preocupação para quem pretende investir no alimento.

    E olha que maravilha: além de deixá-lo mais magro, determinadas cepas de bactérias podem fortalecer seu sistema imunológico. Isso ficou claro em um estudo publicado recentemente na revista científica British Journal of Sports Medicine, no qual pesquisadores notaram que atletas de elite tiveram os sintomas de resfriado e tosse amenizados depois de consumir probióticos do tipo Lactobacillus casei. “Eles estimulam nossas células de defesa, deixando-as mais preparadas para combater vírus e bactérias perigosas”, explica Yasumi Ozawa Kimura, farmacêutica e pesquisadora da Yakult.

    Só que tem um detalhe: nem adianta almejar esses e outros benefícios, como regularização do trânsito intestinal, se incluir o iogurte vez ou outra no cardápio. O recomendado é consumir um potinho todo santo dia. “O tipo desnatado é o mais interessante, já que não tem gorduras”, observa Mariana Del Bosco, da Abeso. Natural ou de frutas, o sabor vai do gosto do freguês, assim como as formas de uso. Cair na mesmice definitivamente não é preocupação para quem pretende investir no alimento.

    Dentro do pote
    Isentos de gordura, os iogurtes desnatados geralmente são os mais indicados para um cardápio saudável. Veja o que você encontra em 100 gramas de sua versão natural: 41 kcal • 3,8 g de proteína • 157 mg de cálcio • 60 mg de sódio • 0,3 g de gordura 5,8 g de carboidrato

    Smoothie de frutas vermelhas
    Refrescante, a receita tem cara de sobremesa. Para prepará-la, misture 1/2 copo de iogurte desnatado natural, 1/2 xícara (chá) de mix de frutas vermelhas sortidas, como amora, framboesa, mirtilo e morango, e, por fim, 1/2 copo de suco de laranja. Bata tudo no liquidificador e leve à geladeira.

    Molho para a salada
    O iogurte pode substituir a maionese em receitas de molho para temperar seu prato de folhas. Basta misturar, por exemplo, 2 colheres (sopa) de iogurte natural, 1 colher (sopa) de azeite de oliva, 4 colheres (sopa) de hortelã, 1 colher (sopa) de salsinha picada e finalizar com pitadas de sal a gosto.

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  • O prato ao lado frequenta a mesa dos brasileiros com assiduidade. É certo que ele tem lá suas benesses — afinal de contas, estão aí muitos dos ingredientes necessários para uma alimentação salutar. Mas essa refeição dificulta, sim, as tentativas de afinar a cintura. Agora vem a pergunta: por quê? Muitos, em busca de uma resposta rápida, irão atrás do total de calorias presentes nesse cardápio tipicamente verde-amarelo. E o número em questão deve ser considerado, porém está longe de ser o único fator na matemática do emagrecimento.

    Uma revisão de inúmeros artigos feita na Universidade de São Paulo (USP) mostra que comidas gordurosas se transformam em pneuzinhos com mais rapidez do que as ricas em carboidrato, mesmo quando o índice calórico das duas é similar. “O risco de conversão em gordura corporal, no primeiro caso, é de 96%, contra apenas 46% no segundo”, aponta a nutricionista Patrícia Lopes de Campos Ferraz, uma das pesquisadoras que assinaram o estudo. Mais: a gente precisa — sim, precisa! — de carboidrato para acabar com a pança. “Um subproduto dele é essencial na quebra de lipídios no organismo”, ressalta Antônio Herbert Lancha Júnior, outro autor do trabalho e coordenador do Laboratório de Nutrição e Metabolismos Aplicados à Atividade Motora da USP. Sem esse nutriente, o corpo é obrigado a usar substratos provenientes da degradação dos músculos para dar cabo da adiposidade. Ou seja, cortar calorias sem ficar atento ao que está sendo tirado da bandeja pode resultar em perda de musculatura — um verdadeiro tiro no pé. O ponteiro da balança cai, mas a barriga saliente continua lá, incólume. “É por essas e por outras que emagrecer não é só sinônimo de perder peso”, arremata Lancha Júnior.

    Recentemente, o Vigilantes do Peso reformulou sua proposta dietética. Isso ocorreu justamente porque integrantes do programa de emagrecimento, um dos mais conhecidos do mundo, verificaram uma margem de erro de nada menos que 25% nos cálculos que só levam em conta o consumo calórico. Um dos maiores motivos para isso atende pelo nome de termogênese alimentar.

    “Cada alimento exige um gasto energético diferente para ser digerido”, explica o endocrinologista Márcio Mancini, responsável pelo Grupo de Obesidade do Hospital das Clínicas de São Paulo. “O carboidrato, por exemplo, requer que o organismo queime até 20% das calorias desse nutriente para que ele próprio seja armazenado. Já com a gordura, isso gira em torno de 3%.” É por isso que não dá para focar apenas em um item da tabela nutricional impressa no rótulo dos produtos.

    O emagrecimento, contudo, não se limita a equações energéticas. O nosso apetite também influi, e muito, no sucesso de qualquer regime. E itens gordurosos como um toucinho desregulam a vontade de comer. Aqui vale deixar bem claro que estamos falando de um tipo específico de gordura: a saturada. “Em excesso, ela ativa o sistema imunológico, causando infl amações por todo o corpo, inclusive na cabeça”, explica Marciane Milanski, nutricionista da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. Essa resposta do organismo, por sua vez, difi culta a ação da leptina e da insulina, substâncias que, quando agem na massa cinzenta, trazem a sensação de saciedade. Resultado: você ganha uma fome de leão e, aí, fica complicado resistir a doces, batatas fritas e pizzas.

    Para piorar, uma dieta recheada com esse ácido graxo em longo prazo desequilibra a atuação de hormônios gastrintestinais responsáveis por quanto ingerimos durante uma refeição. Essa é a porta de entrada para porções cada vez mais fartas e, consequentemente, mais engordativas. Que fique claro: ninguém está pedindo para banir a gordura do cardápio — sem radicalismos, lembra-se? O que os especialistas sugerem é diminuir sua importância no prato e priorizar as versões mais saudáveis. Pode parecer impossível, porém algumas delas até ajudam a conquistar aquela desejada barriga chapada.

    Um regime equilibrado não é feito apenas de limitações

    Há elementos que devem ser contemplados em porções significativas para esculpir o corpo e, mais importante do que isso, para garantir que a cintura permaneça assim por anos a fio. Pesquisadores da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, deixaram isso bem claro. Eles selecionaram 773 adultos que haviam emagrecido recentemente e pediram que uma parte deles seguisse uma dieta rica em proteínas por 26 semanas. O restante se alimentou com poucas fontes do nutriente, preocupando-se somente com calorias e, em menor grau, com as gorduras. Conclusão: a maioria dos integrantes do primeiro grupo se manteve nos trinques, enquanto, no segundo, muitos indivíduos voltaram a apresentar aquela barriguinha saliente.

    “A proteína gera muita saciedade e é formadora de músculos, que naturalmente elevam o nosso gasto energético”, aponta Beatriz Botéquio de Moraes, nutricionista da Equilibrium Consultoria, em São Paulo. “O ideal é que ela entre na alimentação por meio de fontes pouco gordurosas, como a soja ou as carnes magras”, sugere. Entretanto, diferentemente do que muitos malhadores de academia pensam, não adianta nada engolir bifes e mais bifes para ficar sarado. Na verdade, o corpo só consegue processar determinada quantidade da substância — em média, 1 grama por quilo de peso corporal. Em longo prazo, o excesso pode culminar em problemas nos rins. Outra coisa que precisa frequentar nosso estômago são as fibras. “Elas retardam o esvaziamento gástrico e diminuem os picos de insulina após uma refeição”, pontua a nutricionista Denise Machado Mourão, do Grupo de Estudos em Nutrição e Obesidade da Universidade Federal de Viçosa, no interior de Minas Gerais. Isso quer dizer que, além de acabarem com o apetite desmedido, ainda mantêm o hormônio em níveis adequados. Explica-se: em doses controladas, ele transmite o sinal de que é hora de parar de comer. Mas, em abundância, enche o estoque de gordura. Para recorrer às fi bras, é fácil. Basta investir em frutas, legumes, verduras e cereais integrais — e é por isso que o arroz com um tom mais escuro entra no prato ao lado.

    Muita gente também se esquece dos minerais. “Sem eles, é como se o seu corpo fosse um carro possante, zeroquilômetro, mas sem nenhum óleo para lubrifi cação. Daí, ele pifa”, alerta Denise. Começam, inclusive, a surgir trabalhos científi cos relacionando o cálcio a um abdômen liso. “Uma das teorias é que esse nutriente dos laticínios participe do processo de quebra de gorduras”, esclarece Durval Ribas Filho, da Abran.

    Pode soar estranho, porém o sucesso de qualquer regime não depende só do que ingerimos. A distribuição de refeições ao longo do dia pode fazer toda a diferença quando o assunto é emagrecimento. “É importante se alimentar muitas vezes, com porções controladas. Caso contrário, o corpo entende que está faltando comida no ambiente e passa a trabalhar em um ritmo mais lento”, reforça Lancha Júnior. Por falar em ritmo lento, quem tenta debelar a obesidade sem sair do sofá difi cilmente conseguirá resultados realmente satisfatórios. É aquela velha história: a pessoa pode até perder peso, mas ao custo de ver toda a musculatura definhar. Além de um corpo magro, mas com barriga, e flácido, o maior problema disso é que, com menos músculos, o gasto energético decai. Aí, qualquer pequeno exagero à mesa repercute com intensidade acima dos quadris. “Isso sem contar que o exercício físico aumenta a adesão aos regimes”, complementa o bioquímico Roberto Carlos Burini, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu, no interior paulista.

    Já que prestar atenção somente no peso não é uma maneira confiável de medir o emagrecimento, a balança deve ser utilizada, no máximo, como mais uma entre outras referências. Médicos e nutricionistas determinam a quantidade de gordura corporal por meio de exames complexos, como a bioimpedância. Nesse teste, eletrodos são fixados pelo corpo e a velocidade com que um impulso elétrico demora a chegar de um ponto a outro ajuda a fornecer esse dado. Mas sejamos sinceros: é complicado e até caro refazer essa espécie de avaliação regularmente. “Um jeito fácil e eficaz é se controlar pelas roupas”, ensina Lancha Júnior. Se você entrar naquela calça antes apertada demais, é um bom sinal!

    AS TENTAÇÕES DOS FERIADOS
    Falar de dieta poucos dias antes de virar a folha do calendário parece tortura, não é mesmo? Não se preocupe. Com poucos rearranjos, comer muito bem nas festividades não precisa ser necessariamente sinônimo de atentado à cintura. Para se deliciar com cardápios, basta seguir algumas recomendações. “Durante a preparação do banquete, evite petiscar todos os quitutes”, indica a nutricionista Beatriz Botéquio de Moraes. E, sempre que possível, opte pelas versões mais magras dos produtos usados na receita.

    Um hábito pouco saudável e muito comum é o de praticamente jejuar durante o dia para se empanturrar na hora da celebração. Em vez disso, que tal fazer um menu leve, que inclua frutas, hortaliças, cereais e carnes magras? Desse modo, dá para manter as gorduras sob controle e extrapolar — com responsabilidade, é claro — nas refeições comemorativas. Quer prova mais clara de que é possível se deliciar sem abrir mão de um corpo invejável?

    DEPOIS DE TRÊS HORAS SEM COLOCAR ALGO NO ESTÔMAGO, SEU ORGANISMO JÁ DIMINUI O PRÓPRIO GASTO ENERGÉTICO. LANCHES LEVES E FIBROSOS, COMO UMA MAÇÃ, SÃO BOAS ALTERNATIVAS PARA FUGIR DESSA ENRASCADA
    SEM NENHUM RADICALISMO

    Muitas são as dietas que pregam a proibição de um nutriente específico. Por serem facilmente assimiladas — basta limar alguns alimentos —, acabam caindo na boca do povo. “Todos procuram a solução mágica, mas isso está por trás de vários problemas”, destaca o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran). Um deles, acredite ou não, é o acréscimo de quilos indesejados. Isso porque o desequilíbrio vindo das restrições exageradas, após algum tempo, diminui a efi ciência do organismo em se desfazer da massa gorda.

    LEIA (TODO) O RÓTULO
    Alguns produtos são bastante calóricos, mas, por outro lado, têm uma menor quantidade de gorduras saturadas ou trans. Vale a pena conferir se eles estão repletos das versões insaturadas, que, consumidas moderadamente, são benéficas para o sucesso de uma dieta. Também fique de olhos abertos para a porção indicada. Às vezes os números apresentados são pequenos, ou até nulos, mas só porque a dose é igualmente minúscula — e inviável.

    LÍQUIDO OU SÓLIDO?
    As frutas são belas parceiras da boa saúde, não importa a forma como são apresentadas na mesa. Agora, quando o objetivo é secar os excessos gordurosos, aposte nas versões in natura. Assim você aproveita melhor suas fibras. Para quem acha que é pouco, o suco ainda carrega mais frutose, um açúcar que, em demasia, contribui para o ganho de quilos indesejados.

    POTENCIALIZE O EXERCÍCIO

    Antes da atividade física, é sempre bom ingerir fontes de carboidratos simples, como uma fruta leve. “Também é necessário estar hidratado”, conta Roberto Carlos Burini, bioquímico da Unesp. Essas atitudes aumentam a resistência e, indiretamente, benefi ciam o desenvolvimento muscular. Evite fi car sem comer ou, por outro lado, engolir alimentos fi brosos e refrigerantes. Após a suadeira, lance mão de alimentos proteicos, como o peito de peru, mas sem exagerar.

    OS TIPOS DE GORDURA…

    Insaturadas: desde que ingeridas com parcimônia, protegem o sistema cardiovascular das placas gordurosas. Presentes em peixes e no azeite, também combatem infl amações. Com isso, atenuam os efeitos engordativos de outras gorduras. ›› Trans: ela foi praticamente banida no Brasil. Ainda encontrada em alguns biscoitos ou margarinas, danifica a membrana das células e eleva os níveis de colesterol.

    Saturadas: aparecem nas carnes gordas, no leite e em seus derivados. Como estão ligadas a problemas cardíacos, recomenda-se que não mais do que 7% das calorias ingeridas diariamente venham delas. E vale reforçar: são as que mais prejudicam tentativas de se manter em forma e de fazer um regime deslanchar.

    E DE CARBOIDRATO
    Simples: ideais para aumentar a disposição, estão nas frutas e no arroz branco. A parte ruim da história é que catapultam as taxas de açúcar, algo nada bom para os diabéticos.

    Complexos: eles constituem os cereais integrais e aumentam a sensação de saciedade, além de evitar picos de glicose na circulação. Para melhorar, difi cilmente se transformam em pneus ao redor do abdômen. Só não são indicados para antes dos exercícios físicos.

    O EXCESSO DE CARBOIDRATOS
    Por mais que eles estejam saindo do banco dos réus, é fundamental não abusar. “Indícios científicos mostram que sedentários que consomem 3 mil calorias de carboidratos por dia apresentam mais facilidade para transformá-los em gordura corporal”, avisa Lancha Júnior, do Laboratório de Nutrição e Metabolismos Aplicados à Atividade Motora da USP. O corpo se adapta a esse aporte extra e, para não desperdiçá-lo, começa a armazená-lo para eventuais tempos de escassez que, cá entre nós, dificilmente virão. A boa notícia é que, para reunir 3 mil calorias provenientes de arroz, frutas, batatas e massas, você precisará comer muito, mas muito mesmo.

    TIPICAMENTE BRASILEIRO
    As calorias já mostram que o combinado tupiniquim é um pouco pesado. Para agravar, é preciso ficar de olho na quantidade de gordura saturada do popular prato feito, considerada alta para quem tem dobras de sobra. Nas próximas páginas, você verá que, com poucas alterações, dá para deixá-lo mais magro.

    3 folhas de alface (30 g) — 3,03 Kcal
    3 rodelas de tomate (45 g) — 8,37 Kcal
    1 concha média de feijão-preto (140 g) — 109,9 Kcal e 0,14 g de gordura saturada
    1 fatia de picanha de 150 g — 357 Kcal e 6,75 g de gordura saturada
    5 colheres de sopa de arroz (125 g) — 155,25 Kcal e 0,31 g de gordura saturada
    1 ovo frito (50 g) — 148 Kcal e 2,67 g de gordura saturada

    CONTA FINAL
    781,55 Kcal
    9,87 g de gordura saturada

    CORTES PROVIDENCIAIS

    Repare que o arroz não foi o único a perder espaço no prato, como muitas pessoas costumam fazer quando querem ficar de bem com o espelho. A picanha, uma bela fonte de proteínas, mas que também tem muita gordura saturada, acabou sendo reduzida pela metade. Vire a página e descubra quais toques fi nais deixarão esta opção mais equilibrada e verdadeiramente light para o emagrecimento não estacionar.

    folhas de alface (30 g) — 3,03 Kcal
    3 rodelas de tomate (45 g) — 8,37 Kcal
    1 concha pequena de feijão-preto (70 g) — 54,95 Kcal e 0,07 g de gordura saturada
    1 fatia de 75 g de picanha — 178,5 Kcal e 3,37 g de gordura saturada
    2 colheres de sopa e meia de arroz (60 g) — 74,52 Kcal e 0,15 g de gordura saturada
    1 ovo frito (50 g) — 148 Kcal e 2,67 g de gordura saturada

    CONTA FINAL
    467,37 Kcal
    6,26 g de gordura saturada

    É ASSIM QUE SE FAZ
    Esta opção tem mais calorias do que a anterior. Mas o que interessa é sua menor taxa de gorduras saturadas. Integral, o arroz é rico em fibras. Já o ovo, cozido, fi ca magro. Na salada, o azeite fornece gorduras insaturadas na dose certa, enquanto os vegetais trazem vitaminas e minerais que fazem o organismo funcionar como uma máquina nova.

    1 colher de sopa de azeite (8 g) — 72 Kcal e 1,19 g de gordura saturada
    1 concha pequena de feijão-preto (70 g) — 54,95 Kcal e 0,07 g de gordura saturada
    3 folhas de alface (30 g) — 3,03 Kcal
    3 rodelas de tomate (45 g) — 8,37 Kcal
    2 colheres de sopa de cenoura cozida (50 g) — 15,9 Kcal
    2 colheres de sopa de abobrinha cozida (50 g) — 14,22 Kcal
    1 fatia de 75 g de picanha — 178,5 Kcal e 3,37 g de gordura saturada
    2 colheres de sopa de couve-manteiga refogada (40 g) — 13,52 Kcal
    3 colheres de sopa de arroz integral (60 g) — 73,56 Kcal e 0,18 g de gordura saturada
    1 ovo cozido (50 g) — 63,49 Kcal e 1,19 g de gordura saturada

    CONTA FINAL
    497,54 Kcal
    6 g de gordura saturada

    ATÉ NO ANO NOVO
    Sim, está liberado: você pode se permitir uma refeição mais calórica em comemorações. O pernil oferece proteínas, enquanto a farofa e o arroz garantem um bom aporte de carboidratos. A salada verde e a lentilha dão aquele gosto especial, além de fornecerem minerais e vitaminas que fazem o organismo trabalhar a ponto de bala. E, claro, não pode faltar a taça de champanhe para brindar o começo de um novo ano. Só cuidado com as porções.

    1 romã — 62 kcal
    15 bagos (100 g) de uva — 76 kcal e 0,3 g de gordura saturada
    2 taças de champanhe — 170 kcal
    2 colheres de sopa de lentilha com calabresa — 300 kcal e 3,19 g de gordura saturada
    2 colheres de sopa de arroz — 80 kcal e 0,05 g de gordura saturada
    1 fatia (100 g) de pernil de porco assado — 262 kcal e 4,2 g de gordura saturada
    1 colher de sopa de farofa — 70 kcal e 0,045 g de gordura saturada
    1 prato pequeno de salada verde com maionese — 90 kcal 1,3 g de gordura saturada

    CONTA FINAL
    1 110 Kcal
    9,08 g de gordura saturada

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  • Além de levíssima, a lichia é uma ótima aliada no emagrecimento graças a uma substância que regula as células de gordura. Guarde o nome dela: cianidina

    Se o critério para fazer parte da sua dieta, ainda mais no verão, é não pesar na balança, saiba que essa fruta de origem chinesa é uma das menos calóricas, ainda mais se comparada com outras delícias que aportam nos supermercados nesta época de festas de final de ano.

    “A licha tem apenas 6 calorias, o que representa, mais ou menos, 0,3% do que um adulto pode comer ao longo de um dia”, estima a nutricionista Raquel Magalhães, do Hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro. Ou seja, se devorar dez unidades suculentas, só irá gerar energia o suficiente para tostar em uma atividade bem simples, como fazer a cama ou arrumar a mala para um final de semana na praia. Algo assim.

    Mas a leveza do fruto não é o único argumento a seu favor na discussão de estratégias antiobesidade. Veja que curioso: um estudo da Universidade de Hokkaido, no Japão, analisou a perda de gordura abdominal em voluntários que receberam extrato de lichia. “Ao fi nal de dez semanas, eles derreteram 15% a mais de gordura na região da barriga do que os participantes tratados com placebo”, explica por e-mail, com exclusividade a SAÚDE!, o médico Jun Nishihira, que conduziu a pesquisa. Ele até revelou sua suspeita: o efeito se deve à cianidina.

    A cianidina é um pigmento que tinge a casca de vermelho e, apesar da brancura da polpa, também se faz presente nela, ainda que em quantidades bem menores — mas incrivelmente eficientes na ação sobre as gorduras. “Vale lembrar que não existem alimentos milagrosos para o emagrecimento”, alerta Mirian Martinez, nutricionista do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo, ao ouvir a notícia. “A lichia pode, sim, dar uma força se associada a uma dieta equilibrada e à prática de atividade física para cumprir essa função.” Não adianta se esbaldar com ela e, em seguida, comer um panetone inteiro, por exemplo. Por falar em se esbaldar, Nishihira não determinou ainda a quantidade ideal de frutinhas a ser consumida para perder centímetros na cintura. Então coma à vontade, sem dispensar acompanhamentos saudáveis.

    Outro encanto da lichia é ser uma fonte de vitamina C: com apenas seis frutas, você já alcança a recomendação de ingestão diária do nutriente de um jeito doce, doce… “A vitamina estimula o sistema imunológico, aumenta a resistência às infecções, auxilia a cicatrização de feridas, aumenta a absorção do ferro pelo intestino e evita o envelhecimento precoce”, enumera Carla Christimann, nutricionista do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

    Só que, justamente por ser rica em vitamina C, a frutinha exige alguns cuidados. Quando submetida ao calor ou em contato com a luz, a substância se perde. Por isso, deve ser armazenada em locais frescos e escuros e, de preferência, ser consumida in natura.

    Já o mineral que aparece em maior abundância no fruto chinês é o potássio. “Ele atua no equilíbrio da água do organismo, ajuda no armazenamento de proteínas musculares, na função renal, na contração do músculo cardíaco e no relaxamento muscular em geral”, diz Solange Saavedra, gerente técnica do Conselho Regional de Nutrição de São Paulo e Mato Grosso do Sul. O potássio também é conhecido por seu poder anticâimbras e, por isso, pode ser consumido em boas doses por quem pratica atividade física.

    O QUE ELA TEM

    Em uma porção de 100 g (aproximadamente dez unidades sem casca)

    Valor energético………..66 cal
    Carboidratos…………..16,53 g
    Proteínas………………….0,83 g
    Gorduras………………….0,44 g
    Fibras…………………………1,3 g
    Cálcio…………………………5 mg
    Fósforo……………………..31 mg
    Ferro……………………..0,31 mg
    Potássio…………………171 mg
    Vitamina C…………….71,5 mg
    Tiamina…………………0,01 mg
    Ribofl avina…………..0,065 mg
    Niacina……………………0,6 mg

    FONTE: DEPARTAMENTO DE AGRICULTURA DOS ESTADOS UNIDOS (USDA)

    NOVIDADE? SÓ PARA NÓS…

    Para os brasileiros, a lichia é uma mania de consumo mais recente, que só nas últimas décadas começou a aparecer à mesa — e olhe lá, que ainda é difícil encontrá-la em algumas regiões. Mas os chineses tiram proveito da frutinha há tempos. Seu cultivo é conhecido desde 1500 a.C. e cresce ano a ano, principalmente no sudeste daquele país. No Brasil, a primeiríssima lichieira foi plantada no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, em 1810, e serviu para alegrar o olhar dos visitantes porque os frutos só passaram a ser comercializados 160 anos depois. Hoje, a lichia é cultivada principalmente no estado de São Paulo, responsável por 90% da produção nacional.

    PODER ANTIOXIDANTE

    A cianidina, que assegura a ação antiobesidade da lichia, e outras substâncias classificadas como antocianinas — todas pigmentos — são antioxidantes que combatem o envelhecimento precoce e diversas doenças. Funciona assim: dentro do corpo, essas substâncias doam elétrons aos radicais livres, estabilizando-os e impedindo que provoquem alterações celulares. “Ao captar os radicais livres, as antocianinas colaboram para prevenir problemas cardíacos e câncer”, afirma Eliana Vellozo, nutricionista da Universidade Federal de São Paulo.

    RANKING DO POTÁSSIO

    O mineral pode ser encontrado em hortaliças, frutas, carnes, leite e cereais. Em dez lichias, há 171 mg de potássio, a mesma quantidade encontrada em metade de uma banana-prata ou em seis pêssegos. Veja abaixo:

    10 lichias (66 cal) =

    6 pêssegos (216 cal)
    ou
    5,5 maças (308 cal)
    ou
    ¼ abacate (30 cal)
    ou
    ½ banana-prata (50 cal)

    MANJAR DE LICHIA

    Ingredientes:

    MANJAR
    • 1 folha de gelatina em pedaços
    • 2 copos (400 ml) de polpa de lichia
    • ½ lata de leite condensado
    • 2 colheres de sopa de amido de milho

    CALDA
    • 1 copo (200 ml) de polpa de lichia
    • 2 colheres de sopa de açúcar
    • Lichias inteiras à vontade
    • Corante vermelho

    Modo de fazer:

    Corte a folha de gelatina em pequenos pedaços e dissolva-a em água por cerca de 10 minutos. Em seguida, bata todos os ingredientes no liquidificador por 1 minuto. Coloque a mistura em uma panela e leve ao fogo alto por cerca de 4 minutos. Depois, baixe o fogo e mantenha o preparo, cozinhando por mais 6 minutos, mexendo sempre. O ponto deve ser semelhante ao de um mingau grosso. Tire do fogo e leve à geladeira em fôrma única ou em taças individuais. Para fazer a calda, misture os ingredientes e cozinhe por 3 minutos, até ficar em ponto de fio. Leve à geladeira e coloque sobre o manjar para servir. Decore com lichias inteiras ou cortadas em pequenos pedaços.

    Rendimento: 5 porções

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  • Para pessoas com problemas cardíacos, uma das principais preocupações com a dieta a base de proteína com restrição de carboidratos é o maior teor de gordura. Embora vários estudos sugerem que o maior conteúdo de gordura pode não ser um problema, grande parte da pesquisa foi financiada em parte por Atkins, ou outros defensores de tais planos. (aí não adianta né…é obvio que se o próprio dono da dieta financia algo…os resultados tentarão provar ao máximo que a dieta é ótima!)

    Mas uma nova pesquisa financiado pelo Instituto Nacional de Saúde (USA) indica que, independentemente de seu histórico de coração, uma dieta hiper-protéica é segura para o seu coração.

    Pesquisadores do Johns Hopkins University School of Medicine tem mantido uma estreita vigilância sobre as artérias de 23 de pessoas com sobrepeso e obesos, que seguiram uma dieta de alta proteína típica. Participantes limitaram o consumo carboidratos para não mais de 30% das calorias totais, enquanto que eles permitiram que as gorduras da carne magra, laticínios, nozes chegassem a 40% de suas calorias. Em comparação com voluntários de linha mais tradicional de dieta de baixa gordura, os paciente que ingeriram mais proteína perderam peso muito mais rapidamente: eles emagreceram cerca de 4kg em 45 dias, enquanto o grupo de baixo teor de gordura demorou um total de 70 dias para perder esse mesmo peso.

    “Nosso estudo deve ajudar a diminuir as preocupações que muitas pessoas que precisam perder peso têm sobre a escolha de uma dieta low-carb em vez de um baixo teor de gordura, e fornecer garantia de que ambos os tipos de dieta são eficazes na perda de peso e que uma abordagem low-carb não parece representar qualquer risco imediato para a saúde vascular “, diz o pesquisador, fisiologista do exercício Kerry Stewart, Ed.D.”Mais pessoas devem pensar em uma dieta low-carb como uma boa opção.”

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  • Dicas, dieta 03.11.2011 No Comments

    O poder de um morango

    Esta pequena, mas deliciosa fruta vermelha encerra grandes potencialidades no que toca a perder peso de forma gradual e saudável, a começar pelo facto de um copo de morangos conter apenas 28 calorias e 0 gramas de açúcar. As boas notícias continuam: os morangos estão recheados de vitamina C (excelente antioxidante que actua no fortalecimento do sistema imunitário); minerais importantes (ferro, cloro, potássio e sódio, sendo estes dois últimos cruciais para o funcionamento pleno dos músculos e nervos); sem esquecer a fibra, ácido fólico e os taninos anti-inflamatórios. Em termos de saúde e bem-estar, os morangos estimulam o desenvolvimento de células novas; potenciam as defesas contra vários tipos de doença; fortalecem a pele, cabelo, dentes e ossos; aumentam a libido sexual; fornecem energia e lutam contra a fadiga.

    A dieta

    Em termos de dieta, os morangos actuam a vários outros níveis: têm poderosas propriedades diuréticas que ajudam a eliminar e reduzir a retenção de líquidos, favorecem a eliminação de toxinas e a regulação do trânsito intestinal, ao mesmo tempo que aceleram o metabolismo. No fundo, o morango é um excelente desintoxicante que, graças às suas quantidades generosas de vitamina C, fibra e potássio, produz uma acção dietética significativa que contribui para a perda de dois a quatro quilos por mês.

    Dois dias por semana

    A dieta do morango é muito simples: sem descurar um plano alimentar equilibrado e saudável (65% hidratos de carbono | 25% gorduras | 15% proteínas), os morangos são consumidos durante apenas dois dias por semana, devido à sua potente acção purificativa e diurética. Esses dois dias devem ser intercalados e nunca seguidos, uma vez que o efeito depurativo faz-se sentir durante vários dias, ou seja, pode escolher segunda e sexta-feira ou quarta-feira e domingo, por exemplo. Como funciona? Nos dias em que fizer a dieta do morango, estes frutos (mais especificamente 5-6 morangos) devem fazer parte de cada uma das refeições, excepto o pequeno-almoço. No caso do almoço e do jantar, assumem o lugar de sobremesa e, no que toca ao lanche do meio da manhã, da tarde e da ceia, pode consumir os tais morangos juntamente com 3 bolachas Maria, bolacha tostada ou tostas; com ½ pão integral e queijo fresco/requeijão; com iogurte magro; em forma de batido com leite magro; com nozes ou cereais.

    Quem pode?

    Esta dieta é considerada muito saudável uma vez que nenhum dos grupos alimentares é descurado e introduz-se um alimento cujo valor nutricional é extremamente elevado. O único alerta vai para as pessoas que sofrem de tensão baixa e que devido ao seu forte efeito diurético, não devem seguir a dieta do morango mais do que um mês. Em contrapartida, quem sofre de tensão alta, não terá qualquer problema em segui-la durante mais tempo. A dieta do morango é ainda benéfica para quem sofre de anemia, fadiga crónica e elevados níveis de stress, no sentido de que estes frutos vermelhos fornecem elevadas doses de vitaminas e ferro que contrariam todas essas patologias. Em adição, há que ter em conta os poderes energéticos do morango que, combinado com os restantes grupos alimentares, produz mais energia e acelera o metabolismo, o que não faz dela uma dieta que provoca fraqueza.

    Resultados

    Seguida durante um mês, a dieta do morango pode proporcionar um emagrecimento rápido que pode variar entre os dois e os quatro quilos, dependendo da pessoa e do restante regime alimentar, que deve ser saudável e equilibrado. Tudo isto sem descurar o correcto funcionamento do organismo, nem comprometer a sensação de bem-estar geral.

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  • Neurotransmissor do bem

    As células endoteliais, que revestem internamente todas as artérias do corpo, inclusive as do pênis, desempenham papel crucial na liberação do óxido nítrico, o neurotransmissor mais importante no mecanismo da ereção, responsável por relaxar a musculatura dos corpos cavernosos do pênis e permitir a entrada do sangue. “Uma alimentação saudável evita aterosclerose, o entupimento das artérias causado por excesso de gorduras”, diz Gromatzky. Frutas como melancia e banana, temperos como alho e gengibre e frutos do mar como salmão e ostras são alguns dos seus aliados. Confira a lista abaixo.

    Melancia:

    -A fruta é rica em citrulina, convertida pelo corpo num aminoácido precursor do óxido nítrico, neurotransmissor responsável pela ereção.

    Chocolate Amargo:

    -É cheio de flavonoídes, que protegem as artérias. Coma 50 gramas por dia, quantidade que, segundo pesquisas da Universidade da Califórnia, nos EUA, melhora a dilatação dos vasos sanguíneos m mais de 10%.

    Cereja:

    -Os flavonoídes das frutas vermelhas, azuis e roxa limpam os radicais livres e relaxam as artérias, melhorando o fluxo sanguíneo.

    Ostra:

    -Cruas, são uma das maiores fontes de zinco, que melhora o fluxo sanguíneo e fornece combustível para a produção de testosterona. A queda dos níveis desse hormônio prejudica a libido e o desempenho.

    Alho:

    -Esse vegetal estimula o fluxo sanguíneo para o pênis, aumentanto a produção de óxido nítrico e relaxando os vasos sanguíneos.

    Banana:

    -A fruta é rica em potássio, que relaxa as paredes dos vasos, melhorando o fluxo do sangue por todo o corpo. O potássio também compensa a dieta rica em sódio e controla a pressão sanguínea, diz estudo publicado na revista Hypertension. Vasos sanguíneos estreitados levam a um baixo fluxo de sangue, o que leva … bem, não leva a nada.

    Nozes:

    -O aminoácido L-arginina, encontrado em abundância nas nozes, é um dos blocos construtores do óxido nítrico. Além disso, as frutas secas contêm nutrientes que fazem bem ao coração. O consumo diário recomendado pelo órgão European Food Safety Authority é de 1/4 de xícara.

    Gengibre:

    -Varrendo os radicais livres (substâncias oxidantes) dos vasos sanguíneos e diminuindo a inflamação, a raiz relaxa as artérias e melhora a circulação do sangue. De acordo com estudo publicado no periódico International Journal Of Cardiology, consumir 1 colher de chá de gengibre algumas vezes por semana é tudo o que você precisa.

    Noz-Moscada:

    -Um estudo sobre afrodisíacos naturais feito pela publicação BMC Complementary and Alternative Medicine descobriu que a noz-moscada estimula a libido. Ela contém ácido mirístico, substância que mostrou capacidade de estimular a produção do óxido nítrico, neurotransmissor responsável pela ereção.

    Salmão:

    -Rico em ácido graxos ômega-3, esse peixe de água fria promove a saúde erétil por melhorar a saúde cardiovascular e diminuir o colesterol ruim(LDL). Os pesquisadores recomendam o consumo diário de 1 grama de ômega-3. Você obtêm essa quantidade do nutriente numa proção de 85 gramas de salmão.

    Pistache:

    -Adicionar um punhado diário de pistaches à sua dieta pode melhorar não apenas a função eétil como também o orgasmo e o desejo sexual, de acordo com estudo do International Journal of Impotente Research. O saboroso tira-gosto é rico em L-arginina, ligado à produção de óxido nítrico.

    Amêndoas:

    -A vitamina E, presente em boas quantidades nos frutos secos, aumenta a produção de óxido nítrico, de acordo com o British Journal of Urology International. Uma porção pequena, algumas vezes por semana, é suficiente.

    Azeite de Oliva:

    -Considerado um dos principais alimentos funcionais, o óleo extraído das azeitonas ajuda a diminuir o colesterol ruim e protege o sistema cardiovascular.

    Álcool:

    -Moderação é a palavra-chave . Pesquisa conduzida pelo médico David R. Meldrum, endocrinologista especializado em reprodução e professor da Faculdade de Medicina David Geffen, nos EUA, mostrou que um ou dois drinques por dia podem produzir efeitos benéficos sobre a função erétil. Consumo maior pode provocar efeito contrário, ao diminuir o fluxo de sangue e a produção de óxido nítrico. Entre as bebidas, o vinho tinto é a melhor opção, por conter resveratrol. Essa substância antioxidante, presente na uva, tem efeito comprovado na prevenção de doenças cardíacas.

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  • Um estudo publicado na revista científica Cell Metabolism pode ajudar a explicar por que é tão difícil seguir uma dieta de emagrecimento.
    Segundo a pesquisa, quando se passa fome, os neurônios responsáveis por regular o apetite passam a comer partes deles mesmos.
    Os cientistas acreditam que isso aconteceria porque após um período de jejum e o uso emergencial de reservas de gordura, o corpo receberia um sinal de que há uma falta de comida e faria com que as células se alimentassem delas mesmas.

    Os experimentos realizados com camundongos em laboratório revelaram que o ato de “autocanibalismo” destas células gera a liberação de ácidos graxos, que por sua vez resulta em níveis mais altos de uma substância química no cérebro (a proteína agouti, AgRP) que estimula o apetite.

    Um dos responsáveis pelo estudo, o pesquisador Rajat Singh, do Albert Einstein College of Medicine, em Nova York, acredita que remédios que interfiram neste processo de autofagia das células do cérebro poderiam ajudar a tratar a obesidade, fazendo com que as pessoas sintam “menos fome e queimem mais gordura”.

    Segundo ele, quando a autofagia foi bloqueada nos neurônios dos camundongos, os níveis de AgRP não se elevaram em resposta à fome e os níveis de outro hormônio, o hormônio estimulante dos melanócitos, permaneceram altos. Esta alteração na química do corpo levou os camundongos a ficarem mais magros, já que eles comiam menos após um período de jejum e gastavam mais energia.

    Por outro lado, Singh explicou que níveis cronicamente altos de ácidos graxos na corrente sanguínea, como acontece em pessoas com dietas ricas em gordura, podem alterar o metabolismo dos lipídios, “criando um circulo vicioso de superalimentação e equilíbrio de energia alterado.”

    O estudo também pode ajudar a explicar por que o apetite tende a diminuir com a idade, já que as células de um corpo mais idoso não conseguiriam realizar a autofagia tão bem.

    Fonte:BBC

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