• Segundo um texto que circula nas redes sociais, o professor Chen Huiren, do Hospital Geral da China, descobriu a cura para todos os tipos de câncer. É bem simples: basta tomar água de coco quente – não aquela tradicional, mas uma feita com flocos finos do fruto. Isso seria o suco de coco quente.

    Só que a história não tem quase nada de verdade. Desde 2017, ela é desmentida por autoridades e veículos da imprensa, inclusive de outros países. Ainda assim, vira e mexe ela ressurge, com um outro detalhe diferente.

    “Não há nenhum estudo sobre o assunto, mas infelizmente essa notícia falsa se espalhou pelo mundo”, comenta Daniel Garcia, oncologista clínico do A.C.Camargo Cancer Center.

    O único elemento real do texto é que existe um cientista chamado Chen Hui-Ren (o nome está um pouco diferente mesmo), que atua no Hospital Geral da China. Seu nome está no Research Gate, site que compila pesquisadores do mundo todo.

    Segundo o portal, ele desenvolve estudos sobre alguns tipos de câncer. Porém, nenhum aborda o coco.

    Daqui em diante, é inconsistência atrás de inconsistência. Comecemos pela ideia de que uma única estratégia é capaz de eliminar qualquer tumor.

    “O câncer não é uma doença só. Por isso, é impossível existir um remédio que mate todas as suas versões”, aponta Clarissa Baldotto, oncologista e diretora da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Sboc).

    Mais uma fake news envolvendo a água alcalina

    Uma versão semelhante da história faz sucesso há anos na internet, com a limonada quente como protagonista. Segundo a mensagem, a mistura de limão (ou coco, se você preferir) e água aquecida tornaria o líquido alcalino, o que liberaria uma substância “que é o mais recente avanço no tratamento de câncer, cistos e tumores”.

    A água alcalina é a protagonista, aliás, de vários boatos sobre saúde. Não existe, contudo, nenhuma evidência a seu favor na ciência. Pelo contrário – saiba mais clicando aqui.

    O risco de cair em furadas

    Tratamento e prevenção do câncer são algumas das áreas mais atingidas pelas fake news. E isso é ruim mesmo que o tratamento alternativo em questão inclua uma fruta tão saudável como o coco.

    “O mais cruel dessas notícias é, que além de espalharem mentiras, mexem com as emoções de pessoas que estão precisando de ajuda contra uma doença séria”, salienta Clarissa.

    Além da ineficácia, essas abordagens terapêuticas não raro fazem as pessoas abandonarem os tratamentos convencionais. E já há estudos mostrando que essa atitude aumenta o risco de morte.

    Quando o assunto é câncer (e a saúde no geral), vale o ditado: se o milagre é grande, desconfie do santo. Ao receber um material suspeito, não compartilhe antes de checar a veracidade com seu médico e em sites confiáveis. Se não encontrar nada sobre o tema, envie-nos sua sugestão pelo Facebook ou Instagram que verificaremos para você.

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  • foto-imagem-granola-frutas

    Desde que nos entendemos por gente ouvimos que o café da manhã é a refeição mais importante do dia.

    É uma ótima forma de começar o dia, é bom para o metabolismo, é ótimo para manter a forma.

    Mas para alguns especialistas, essa afirmação não passa de um mito, algo que se transformou em “verdade” de tanto ser repetido.

    Então, será mesmo que deveríamos nos importar tanto com o café da manhã?

    Apesar de defender o café da manhã como parte de um estilo de vida mais saudável, um informe do Observatório Nacional de Obesidade do Reino Unido (National Obesity Observatory) concluiu que “não está claro se há uma relação causal com o Índice de Massa Corporal (IMC) ou se o café da manhã é simplesmente um dos muitos fatores que contribuem para um peso saudável”.

    Um estudo publicado no “American Journal of Clinical Nutrition” pediu a 300 pessoas com sobrepeso ou obesas que deixassem de tomar café da manhã por quatro meses.

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    “Não houve nenhuma diferença na quantidade de quilos perdidos”, afirmou o professor da Universidade do Alabama David Allison, responsável pelo estudo.

    Ele afirma que as pessoas que pulam essa refeição estão provavelmente tentando perder peso. Diz ainda que se elas começarem a tomar o café da manhã podem ganhar peso, caso não comam menos ao longo do dia.

    Então, é uma recomendação equivocada incentivar comer bem pela manhã?

    “Se for para perder peso, então não é uma recomendação justificada”, afirma o professor.

    Alison Tedstone, nutricionista-chefe da Public Health England, afirma que tomar café da manhã é algo positivo. Mas ele concorda que as evidências sobre os benefícios dessa refeição não são conclusivas.

    No entanto, ele afirma que é a comida mais fácil de se consumir de maneira correta durante o dia e que pular o café traz o risco de comer algo pouco saudável mais tarde.

    O que faz um café da manhã saudável?

    O conselho de Tedstone para começar o dia de maneira saudável é pensar em fibras.

    “Comer um mingau de aveia, por exemplo, é barato e saudável.”

    Além de aveia, um café rico em fibras inclui frutas, cereais e torradas integrais.

    Mas é preciso ficar atento porque alguns cereais com alto índice de fibras podem conter sal ou açúcar para ficar mais saborosos.

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    “É muito difícil. Acredito que os cereais matinais são muito enganadores”, afirma a pesquisadora de nutrição Susan Jebb, da Universidade de Oxford.

    Ela afirma ainda que é necessário estar atento aos rótulos, já que alguns têm menos açúcar adicionado.

    “Eu incentivo as pessoas a comerem fruta pela manhã. É muito melhor que suco, porque a fruta já contém fibras.”

    Combustível para o cérebro

    Outro argumento pró-café da manhã é que ele melhora o rendimento das crianças na escolar.

    Um estudo realizado pela Universidade de Cardiff, publicado em 2015, analisou essa relação. Mas a conclusão segue a mesma linha das análises sobre a refeição e o peso.

    “Parece bastante plausível que pular o café da manhã quando criança seja uma mostra de um ambiente familiar pobre – com uma família incapaz de fornecer uma refeição saudável no início do dia -, o que provavelmente é a razão pela qual a criança não rende bem na escola”, afirma David Rogers, professor da Universidade de Bristol.

    O que fazemos então?

    “Se você toma café da manhã, se esforce para que ele seja o mais saudável possível. Se você é dos que pulou o café da manhã, não vou te dizer que deve começar a tomá-lo. Mas vou te incentivar a pensar sobre isso”, afirma Susan Jebb, de Oxford.

    Já Allisson sugere que quem quer perder peso deve testar as duas coisas, tomar o café e ficar sem, para ver como a pessoa se adapta melhor. Mas em qualquer um dos casos, se assegure de não estar morrendo de fome no meio da manhã e comer um salgadinho às 11h.

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  • foto-imagem-dieta-detox-funcionaEntender o que é uma dieta de desintoxicação, ou simplesmente detox, não é fácil. Há quem defenda o consumo exclusivo de líquidos por alguns dias. Outros focam na eliminação das fontes de glúten ou lactose. E os partidários da abolição dos industrializados? Tem também. O tempo de dedicação ao cardápio é mais um fator sem regra: pode ser de três, sete ou 30 dias. “Não se trata de receita de bolo”, justifica a nutricionista Roseli Rossi, da clínica Equilíbrio Nutricional, na capital paulista. “A indicação de alimentos e a duração da dieta detox vão depender das necessidades do paciente”, esclarece.Algo que todas as variações do método têm em comum é o propósito: eliminar toxinas e emagrecer. Mas como essas substâncias nocivas vão parar dentro de você? “Com a ingestão excessiva de embutidos, sal, proteínas animais, acúcares, itens processados…”, enumera a nutricionista Lucyanna Kalluf, de São Paulo. Por isso, tanto quem comete abusos ao longo da vida como quem o faz em um final de semana cheio de festas fica tentado a topar a dieta detox.

    A opinião dos especialistas

    “Esse é um modismo sem fundamento científico”, garante a endocrinologista Maria Edna de Melo, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso). O ceticismo em relação a essas estratégias alimentares esbarra sobretudo nas promessas de deixar o corpo zero-bala. “Não sabemos quais elementos essas dietas vão tentar atacar, tampouco o mecanismo envolvido nessa investida”, diz a nutricionista Olga Amancio, presidente da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (Sban).

    Não é que o papo de termos substâncias potencialmente perigosas trafegando pelo corpo seja balela. Estudos demonstram que moléculas presentes no nosso dia a dia podem mesmo causar alterações no organismo. “O bisfenol é uma delas”, cita a nutricionista Mariana Del Bosco, da capital paulista. Encontrado em embalagens plásticas, esse composto vira e mexe é acusado de patrocinar problemas na tireoide, doenças cardíacas e outros desastres – tanto que seu uso foi proibido em 2011. “Mas não acredito que seguir uma dieta específica seja uma maneira eficiente de eliminar esse e outros elementos nocivos”, desdenha Mariana.

    Antes de partir para recomendações à mesa, Mariana assegura que é preciso compreender certas questões, como os reais danos que se deseja combater, quais alimentos e quantidades culminariam em um efeito detox, e por aí vai. “Por enquanto, há boas suspeitas: frutas cítricas, vinho e coentro, por exemplo, auxiliariam na expulsão de metais tóxicos do corpo”, diz Olga Amancio. “Mas necessitamos de mais trabalhos científicos para ter certeza”, avisa, firme.

    O que explica a sensação de bem-estar

    Por que algumas pessoas sentem que, depois da detox, o corpo funciona melhor? “Ora, a dieta se torna mais saudável do que antes”, resume a gastroenterologista Mira Marzinotto, do Hospital 9 de Julho, em São Paulo. É aquela coisa: trocar uma batata frita por um suco natural sempre faz bem. Maira explica que certos alimentos indicados para a tal desintoxicação favorecem o sistema disgestório. “A sensação de bem-estar muitas vezes vem disso, e não da eliminação de toxinas”, especula.

    Efeito sanfona

    Uma coisa é inegável: quem segue a detox para perder peso acaba secando, já que há uma bela restrição de calorias no período, só por isso. “Se a detox levar a uma falta de nutrientes, há possibilidade de se prescreverem suplementos”, adianta a nutricionista Roseli Rossi. Um dos poréns levantados por quem não bota fé nessa moda é que os resultados tendem a ir embora tão rápido quanto foram conquistados. “A perda de peso pode até servir de estímulo para uma alimentação melhor. Mas isso é exceção. Depois desse tratamento intensivo, muita gente volta a engordar”, conta Maria Edna.

    Se ainda assim quiser experimentar a dieta detox para tirar a prova, ao menos procure um especialista.

    Invista em estratégias saudáveis

    Antes de pensar em desintoxicar, que tal assumir hábitos que ajudam a evitar o acúmulo de gordurinhas e contribuem para o funcionamento do corpo?

    Açúcar: sal e gordura saturada: não é preciso para eliminá-los, mas cai bem dar uma maneirada.

    Água: não há consenso sobre a dose de consumo. O certo é tomar vários copos ao longo do dia.

    Fibras: leguminosas são cheias dessa substância que dá uma baita saciedade e… desentoxica.

    Frutas: 5 porções é a quantidade ideal de frutas e hortaliças que deveríamos comer todo dia.

    Gorduras insaturadas: são as que blindam a saúde – estão nas oleaginosas, no azeite, nos peixes. Só não vale abusar.

    Carnes brancas: peixes e frango merecem tomar lugar da carne vermelha de duas a três vezes por semana.

    Leite e derivados: o cálcio deles é essencial para blindar os ossos – e há evidências associando o mineral ao controle de peso.

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  • foto-imagem-acai-derruba-o-colesterol

    A Universidade Federal do Pará (UFPA), estado que é o maior produtor mundial da fruta. Ali, a cardiologista Claudine Feio, numa primeira etapa, incitou 40 coelhos a ficarem com o colesterol nas alturas. Mais tarde, dividiu os bichos em duas turmas – mas só uma foi brindada com uma bebida à base de açaí… No momento em que a experiência completou 12 semanas, a médica analisou a aorta – a maior artéria do corpo – e o sangue dos animais. “Verifiquei que a glicemia e os níveis de triglicérides baixaram no grupo que recebeu o açaí. O colesterol também caiu muito, principalmente a fração LDL, considerada ruim”, relata a pesquisadora. Outra diferença significativa: as cobaias que não consumiram a bebida com o fruto exibiam placas de gordura por praticamente toda a extensão da artéria aorta. As cobaias que a ingeriram, por outro lado, tinham placas menores e mais esparsas. “Por causa desse resultado, chegamos à conclusão de que o açaí protege contra problemas cardiovasculares, como infarto e derrame”, diz Claudine.

    O que essa frutinha tem de tão especial?

    Acredite: tudo. Começando pelos fitoesteróis. “Eles são absorvidos no lugar do colesterol proveniente da dieta”, explica a expert da UFPA. Com isso, parte das moléculas gordurosas que poderiam sufocar os vasos é eliminada na digestão. Tem ainda as antocianinas, que dão a cor característica do fruto. “São essas substâncias que evitam a oxidação do coleterol ruim e, consequentemente, a formação de placas nos vasos”, ensina a nutricionista Jacqueline Carvalho Peixoto, professora da Universidade Castelo Branco, no Rio de Janeiro.

    Afinal, açaí engorda?

    A polpa de fato esbanja um tantão de gorduras. Mas elas são dos tipos mono e poli-insaturadas, festejadas por seus préstimos vasculares. Há mais uma vantagem em enviá-las para dentro do corpo: estimulam a sensação de saciedade, efeito potencializado pelas fibras da fruta roxa. Mas então de onde vem a fama do açaí de ser engordativo? “A culpa, em parte, é dos acompanhamentos que aparecem na tigela. O xarope de guaraná, por exemplo, é puro açúcar”, avisa Karen Signori Pereira, professora de engenharia de alimetos da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Para quem quiser adoçar, a especialista sugere um pouco de mel. Granola e frutas naturais têm sinal verde, porém sem exageros. Já leite condensado, leite em pó e afins tendem a anular suas vantagens.

    Há uma recomendação quanto à frequência de consumo?

    A nutricionista Jacqueline diz que, dentro do menu balanceado, você pode comer até todo dia, mas três vezes por semana já está na medida. Quem resiste às ciladas calóricas terá energia de sobra e artérias livres de enroscos, mesmo que não seja atleta profissional.

    Até para baixar a pressão

    Olha mais uma prova de que o açaí como um todo merece aplausos: sua semente guarda substâncias que ajudam a dilatar os vasos, garantindo o controle da pressão alta. A descoberta é do farmacêutico Roberto Soares de Moura, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. “Acredito que um remédio à base de açaí deve chegar às farmácias daqui a cinco ou dez anos. É pouco tempo, tendo em vista que há mais de duas décadas não surgem grandes novidades contra a hipertensão”, avalia o pesquisador.

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  • foto-imagem-dieta-que-detona-pedrasA pedra que aparece nos rins tem míseros milímetros. Mesmo assim, é capaz de fazer adulto urrar de desespero. Não à toa, dizem por aí que é a dor mais próxima da do parto que um homem pode sentir. Mas, se você não quer sofrer com o nascimento de um cálculo renal, saiba que, em grande parte dos casos, está em suas mãos, ou melhor, em sua dieta, uma maneira de prevenir o problema.Aumente o consumo de…

    Líquido

    Para que os rins não sejam terreno propício à formação de pedras, a primeira regra é ingerir bastante líquido. Segundo o Colégio Americano de Médicos o certo beber o suficiente para fazer cerca de 2 litros de xixi por dia. Como não dá para saber quanta urina vai embora a cada visita ao banheiro, um jeito simples de ter noção se está tudo dentro dos conformes é espiar sua cor. Ela deve ser clarinha. Se estiver muito amarela, significa que está bem concentrada. Aí o risco de os cristais se juntarem cresce.

    Café

    A produção de urina não depende somente de água pura e fresca. Para fechar a conta, valem sucos, sopas, frutas, verduras, chás… Até café. Um trabalho da Universidade Católica do Sagrado Coração, na Itália, avaliou três grandes levantamentos, com um total de 217 883 participantes. E ele concluiu o seguinte: no primeiro estudo, quem consumia mais café tinha um risco 26% menor de ter cálculo renal; no segundo, a redução foi de 29%; e, no terceiro, de 31%. É que a cafeína deixa a urina mais diluída, explicam os pesquisadores italianos.

    Frutas cítricas

    Um tipo de bebida que já caiu nas graças dos experts em rins é o suco de frutas cítricas, como de laranja e limão. Esses alimentos têm citrato, um elemento protetor. Na prática, essa molécula tem afeição especial pelo cálcio. Ao se juntar a ele, gera um composto solúvel, facilmente liberado pela urina. Assim, o cálcio não fica livre para formar as pedras. Verduras, legumes e outras frutas também têm suas doses do bendito citrato.

    Iogurtes

    Como as pedras são formadas basicamente por cálcio, há uma ideia de ideia de que parar de consumir queijos, leite e iogurte, fontes do mineral, seria positivo. Errado. Além de esse comportamento abrir a porta para a osteoporose, ele só traz prejuízos para os rins. Acompanhe o raciocínio: no intestino, há grande quantidade de um composto chamada oxalato. Quando ele está sozinho, acaba partindo para o sistema urinário, onde gruda no cálcio, formando a temida pedra. Agora, se o indivíduo capricha na ingestão de cálcio, essa junção do oxalato com o mineral ocorre já no intestino. E lá eles dão origem a um complexo solúvel que sai pelas fezes.

    Diminua o consumo de…

    Refrigerantes

    Anda de acordo com o Colégio Americano de Médicos, há evidências de que tomar essas bebidas açucaradas com frequência pode ameaçar os rins. Uma das razões seria porque os refris fazem com que mais cálcio vá parar no xixi. Mas tem mais: os líquidos gasosos facilitam o ganho de peso, situação que favorece a resistência à ação da insulina. Nessas circunstâncias, a urina costuma ficar mais ácida. E, aí, há uma maior propensão ao surgimento de cálculos de ácido úrico.

    Sódio

    Outra orientação essencial é pegar leve no saleiro. Quando a dieta é rica em sal, a passagem de cálcio para a urina é mais intensa. Além de diminuir as pitadas, maneire no consumo de embutidos (como linguiça, salsicha e salame), macarrão instantâneo, enlatados… Enfim, itens reconhecidamente cheios de sódio. O ideal é ingerir cerca de 2 400 miligramas desse mineral, algo em torno de 5 gramas de sal de cozinha.

    Proteína animal

    Vale a pena rever também quanta proteína animal vai ao prato. É que o produto final da digestão da carne é o ácido úrico – e ele pode literalmente empedrar. Para piorar, o excesso de proteína deixa o sangue levemente mais ácido. Quando isso acontece, há uma redução na excreção do citrato, aquela substância do bem. Aí já viu…

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  • foto-imagem-alimentos-dormir-melhor
    Toda noite a história se repete: você está cansada e não vê a hora de ir para a cama, mas é só deitar que o sono vai embora. Vira-se para um lado e para o outro, acorda diversas vezes e, quando o despertador toca, sente que ainda precisava dormir (muito) mais. Você n]ao é a única: segundo a Organização Mundial da Saúde, 40% da população dorme mal e apresenta algumas das 80 síndromes listadas pela Classificação Internacional dos Distúrbios do Sono. No Brasil, em pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira do Sono, 53,9% dos indivíduos queixam-se de insônia e aproximadamente 43% continuam cansados durante o dia. Com isso, a qualidade de vida é diretamente afetada.De acordo com a Dra. Rosana Souza Cardoso Alves, coordenadora do Departamento Científico de Sono da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), as causas de noites mal dormidas são variadas, de fatores ambientais até genéticos.A boa notícia é que uma alimentação saudável pode agir positivamente nesse quadro. “Se você tem dificuldades na regularidade e na frequência do seu sono, alimentos ricos em triptofano não podem faltar em suas refeições. Esse aminoácido regula os níveis de serotonina no cérebro, diminuindo a atividade do organismo e contribuindo com o relaxamento do corpo”, explica a nutricionista Carla Mariano, do Hospital Metropolitano Lapa, em São Paulo. “Também é importante consumir o que é rico em melatonina, um hormônio importante para estimular o repouso”, garante a especialista.

    Quer dormir bem esta noite? Confira os alimentos que influenciam na qualidade do sono e já para a cama!

    Aveia
    É um dos poucos cereais com melatonina. “Para potencializar seu efeito, é importante escurecer o quarto, uma vez que os níveis desse hormônio do corpo aumentam na ausência de luz, causando sono”, explica a especialista.

    Leite
    Um copo de leite quente, servido antes de dormir, ajuda a ter uma noite tranquila. Esse recurso usado por mães e avós é comprovado cientificamente: a bebida é rica em triptofano, e por isso ajuda a relaxar e ter uma noite mais tranquila. O ideal é um copo 30 minutos antes de deitar.

    Mel
    Aumentar o açúcar no sangue pode reduzir a produção de orexina no cérebro. Orexina é um neurotransmissor que recentemente tem sido ligado à insônia. “Para potencializar o efeito do leite morno basta acrescentar uma colher de mel”, explica Dr. Gláucia Berreta Ruggeri, médica do Centro de Saúde Ocupacional do Hospital Albert Einstein, de São Paulo. De acordo com a especialista, o mel é um carboidrato simples e, por isso, facilita também a absorção do triptofano.

    Chá de camomila
    A bebida não contém a cafeína encontrada nos chás tradicionais e tem um efeito calmante sobre o corpo. Além disso, um líquido quente antes de dormir pode aumentar o calor do corpo e deixá-lo sonolento.

    Cereja
    A saborosa frutinha é outra fonte de melatonina. Pode ser consumida fresca como sobremesa ou em forma de suco junto com o jantar.

    Couve
    Composta por magnésio, trabalha o relaxamento muscular e ajuda o corpo a deixar de lado as tensões do dia para descansar.

    Alface
    Também constituída de triptofano, a verdura pode ser consumida na última refeição do dia em saladas, na forma de chá ou até suco.

    Chocolate amargo
    Além de delicioso, o doce contém serotonina, que relaxa a mente e o corpo. Mas apenas sua versão amarga tem esse efeito.

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  • foto-imagem-ressaca

    Muita gente vai passar o primeiro dia do ano procurando uma cura para a ressaca. O excesso de álcool pode provocar aumento da sede, tontura, irritação no estômago, náusea, dilatação dos vasos sanguíneos, além de queda da taxa de açúcar no sangue, que pode levar a fraqueza e cansaço.

    A ciência ainda não descobriu uma cura definitiva para a ressaca, mas algumas medidas podem aliviar o desconforto de quem bebeu demais no dia anterior. Veja cinco dicas:

    1 – Beba muito líquido

    Um dos principais problemas provocados pelo excesso de álcool é a desidratação. Além de o álcool ser diurético, outros efeitos relacionados a ele, como o suor e o vômito, podem agravar ainda mais a desidratação. Por isso, quem exagerou no réveillon deve tomar muita água e outros líquidos como água-de-coco, sucos naturais e bebidas isotônicas.

    foto-imagem-frutas2 – Faça refeições leves

    Especialistas aconselham evitar o jejum e fazer refeições leves, escolhendo alimentos que ajudem na reposição de líquido como frutas e legumes cozidos. Um dos problemas do excesso de álcool é a hipoglicemia (diminuição do nível de glicose no sangue), por isso carboidratos e doces também podem ajudar.

    Ao contrário do que muitos pensam, o consumo de comida gordurosa pode piorar os efeitos da ressaca. Esse tipo de alimento, mais difícil de digerir, faz com que o organismo leve mais tempo para metabolizar e absorver o álcool, mas não diminui seus efeitos. Por isso, evite leite de vaca, carnes vermelhas e frituras.

    foto-imagem-cafe-e-aspirina3 – Café e aspirina

    Em um estudo publicado oportunamente no dia 31 de dezembro de 2010, cientistas da Universidade Thomas Jefferson, nos Estados Unidos, concluíram que uma xícara de café e uma aspirina podem tornar menos dolorosa a manhã seguinte à bebedeira.

    Em um experimento feito com ratos, a combinação foi bem sucedida em eliminar a dor de cabeça típica dos dias de ressaca. Os resultados foram publicados na revista científica “Plos One”.

    foto-imagem-bebida-taurina4 – Bebida com taurina

    No ano passado, cientistas chineses testaram 57 bebidas herbais e refrigerantes para checar que efeito tinham sobre a ressaca. A conclusão foi que o refrigerante de limão testado pela equipe, que continha taurina, foi o mais eficaz em combater os sintomas.

    A taurina em sua composição ajuda a quebrar o acetaldeído, substância tóxica produzida quando o álcool é metabolizado pelo organismo. A pesquisa chinesa foi publicada na revista científica “Food & Function”. Portanto, refrigerantes ou outras bebidas não-alcoólicas que tenham taurina na fórmula podem ser uma boa opção para quem exagerou no réveillon.

    5 – Descanse

    A eliminação total do álcool pelo organismo pode levar até 12 horas, dependendo da quantidade de álcool ingerida, do peso, do sexo e da capacidade do metabolismo de cada um. Enquanto o organismo trabalha para eliminar o álcool o ideal, segundo especialistas, é descansar o corpo.

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  • Popular entre os orientais, ela chega ao Brasil com a fama de detonar quilos extras. Descubra até que ponto a fruta do momento ajuda nessa empreitada

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    Chá-verde, óleo de coco, chia… De tempos em tempos algum alimento rouba a cena e ganha a alcunha de emagrecedor milagroso. Hoje, o posto é da goji berry, uma fruta bastante apreciada na China que desembarcou recentemente por aqui. Encontrada desidratada e em pó – importar a versão in natura sai muito caro -, ela anda na boca do povo. A questão é que, para afirmar seus benefícios, precisamos conhecer os nutrientes encontrados nela, e… Bem, os dados referentes à sua composição ainda não estão totalmente definidos. Veja o caso da vitamina C. Enquanto artigos reportam que em 100 gramas da fruta encontramos 42 miligramas do nutriente, há quem defenda que ela carrega 2 500 miligramas. Que diferença!

    Mesmo que o primeiro dado, mais modesto, se confirme, já se trata de um valor considerável. “Recomendam-se 75 miligramas diárias de vitamina C para mulheres e 90 para homens”, pontua a nutricionista Carla Cristina de Morais, da Universidade Federal de Goiás (UFG). É justamente por contribuir para o aporte da substância que a fruta tem gerado bafafá no campo do emagrecimento. Tudo porque um estudo da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, sugere que pessoas que não ingeriram níveis adequados de vitamina C tinham uma menor capacidade de queimar gordura do que aquelas que tomaram cápsulas do nutriente.

    “Essa vitamina participa ativamente dos nossos processos metabólicos. A carência talvez prejudique o trabalho das células, que, assim, deixariam de usar a energia de forma eficiente”, especula a nutricionista clínica Alessandra Luglio, de São Paulo. Só que, no trabalho americano, os dois grupos seguiam uma dieta restritiva. E olha que curioso: ao final de um mês, não houve diferença significativa na perda de peso entre as turmas. Ambas secaram 4 quilos em média. Ou seja, por mais que os defensores da goji usem o estudo como argumento, é o controle de calorias em si que importa para ficar em forma.

    A fruta em números

    A goji concentra nutrientes que dão inveja a muitos vegetais

    Betacaroteno
    Seis colheres de sopa de goji berry (100 g) = 7,4 mg
    Uma cenoura (100 g) = 4,7 mg

    Fibras
    Seis colheres de sopa de goji berry (100 g) = 7,4 mg
    Uma xícara de chá de feijão (100 g) = 6,4 g

    Índice Glicêmico
    Goji berry: 29
    Melancia: 72

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  • Uma mudança na alimentação pode ser suficiente para acabar com os resfriados recorrentes. Alguns alimentos fortalecem a defesa do organismo para combater doenças e vencer a batalha contra bactérias e vírus.

    “Uma dieta equilibrada que inclua legumes, frutas e outros produtos naturais é a melhor maneira de fornecer ao sistema imunológico vitaminas e minerais que vão fortalecê-lo”, disse à BBC Emma Williams, da Fundação Britânica de Nutrição.

    Aqui está uma lista de cinco alimentos que ajudam a combater os invasores do corpo.

    Moluscos

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    Esses animais marinhos, entre eles mariscos, ostras e lulas, contêm zinco, um componente essencial do sistema imunológico celular.

    De acordo com um artigo na Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, no corpo humano, quando há uma deficiência deste elemento, as células de defesa (ou linfócitos), que coordenam a resposta imune celular, não funcionam de forma adequada.

    No entanto, é importante ter em mente que o excesso dessa substância pode inibir o mecanismo de defesa do organismo contra a doença.

    De acordo com o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS, na sigla em Inglês), a quantidade diária recomendada de zinco para as mulheres é entre 4 e 7 miligramas e para homens é entre 5 e 9 mg.

    Iogurte

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    Assim como outros produtos lácteos e fermentados, esse alimento tem probióticos, também conhecidos como “bactérias boas”.

    São microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, são capazes de regular a resposta do sistema imunológico, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, por sua sigla em Inglês).

    De acordo com um artigo da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, os probióticos têm vários benefícios para os seres humanos, incluindo a prevenção de gripes e resfriados, além de diminuir a gravidade dos sintomas, caso a doença não possa ser completamente evitada.

    Ainda segundo o mesmo documento, as “bactérias boas” também ajudam a prevenir infecções vaginais, do trato urinário e também a acelerar a recuperação de certas infecções intestinais, como a síndrome do intestino irritável.

    Alho

    foto-imagem-alho

    Em testes laboratoriais, os investigadores descobriram que o alho tem propriedades que permitem combater a infecção, as bactérias, vírus e fungos.

    Embora mais estudos sejam necessários para determinar os benefícios específicos dessa planta em humanos, uma pesquisa feita nos países do sul da Europa encontrou uma ligação entre a freqüência de consumo de alho e cebola e uma redução do risco do desenvolvimento de certos tipos câncer.

    De acordo com a WebMD, um site americano com informações relacionadas a saúde, o alho tem uma variedade de antioxidantes que ataca os “invasores” do sistema imunológico. “Um de seus alvos é a Helicobacter pylori, uma bactéria associada com algumas úlceras e câncer de estômago.”

    Cereais

    foto-imagem-cereais

    Vários estudos científicos sugerem que a deficiência de vitamina B6 – encontrada na aveia, no germe de trigo e de arroz – diminui a resposta do sistema imunológico.

    Um exemplo disso, de acordo com um artigo na Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, nos EUA, é a capacidade das células de amadurecerem e se transformarem em vários tipos de linfócitos.

    Quantidades moderadas de cereais para complementar o nível de deficiência de vitamina B6 restaura o funcionamento do sistema imunológico.

    “Grãos (carne, peixe, nozes, queijo e ovos) também têm selênio, que também beneficia o sistema imunológico, diminui as doenças infecciosas em idosos e ajuda na recuperação de crianças com infecções do trato respiratório”, Williams explica.

    Frutas cítricas

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    De acordo com um artigo da National Library of Medicine, os resfriados de pessoas que consomem regularmente a vitamina C, presente em frutas cítricas, podem durar menos tempo e os seus sintomas nesses casos são geralmente menos graves.

    “Em adultos, a duração é reduzida em 8% e em crianças por 13,6%. Estudos têm mostrado que, em pessoas que fazem exercício físico nos meses de inverno ficando exposto ao frio extremo, o consumo de vitamina C reduziu pela metade a chance de ficar resfriado “, acrescenta Williams.

    Deve-se considerar, no entanto, que, uma vez que já se tem a doença, as frutas cítricas não têm efeitos terapêuticos.

    A vitamina C é importante para a formação da proteína usada na pele, tendões, ligamentos e vasos sanguíneos.

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    Porém, o que pouca gente sabe é que alimentos que aparentemente são vendidos como “saudáveis”, na verdade, contêm altas doses da matéria-prima.

    Segundo uma pesquisa realizada por cientistas americanos e publicada em 2012, o consumo mundial do açúcar triplicou nos últimos 50 anos e está ligado a inúmeras doenças, como obesidade, diabetes e câncer.
    Uma nova campanha da ONG Action on Sugar elaborou uma lista em que figuram alguns alimentos que “escondem” grandes quantidades de açúcar.
    O objetivo, além de conscientizar o público, é pressionar os fabricantes a reduzir a quantidade do subproduto da cana.
    Conheça, a seguir, cinco desses alimentos.

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    1 – Alimentos com 0% de gordura

    Alimentos com 0% de gordura não possuem, necessariamente, 0% de açúcar. Este é o caso dos iogurtes.
    Nesses alimentos, o açúcar normalmente é adicionado para dar sabor e cremosidade ao produto quando a gordura é removida.
    Um iogurte de 150 gramas com 0% de gordura pode ter, por exemplo, até 20 gramas de açúcar – o equivalente a cinco colheres de chá, alerta a Action on Sugar.
    Esse valor equivale à metade da quantidade diária de açúcar recomendada para mulheres, que é de 50 gramas. Nos homens, a taxa diária é um pouco superior, de 70 gramas.
    “O problema é que as pessoas que compram comida com 0% de gordura querem consumir um alimento com um gosto semelhante ao de 100% de gordura”, afirma a nutricionista Sarah Schenker.
    “Para adequar seus produtos ao paladar dos clientes, os fabricantes adicionam açúcar quando a gordura é retirada. Se as pessoas querem alimentos mais saudáveis, precisam aceitar que eles tenham uma aparência e um gosto um pouco diferente”, acrescenta Schenker.

    2 – Polpa de tomate

    Uma polpa de tomate feita a partir de tomates frescos possui inúmeros nutrientes, mas aquelas compradas em mercados, normalmente enlatadas, podem ser cheias de açúcar.
    O ingrediente é normalmente adicionado para que a polpa fique menos ácida. Um terço de uma lata de 150 gramas, por exemplo, pode ter até 13 gramas de açúcar, valor equivalente a três colheres de chá.

    3 – Maionese

    Produtos que contenham maionese são inimigos de quem quer combater o consumo excessivo de açúcar. Uma colher pode conter até quatro gramas do ingrediente.
    “Molhos, em geral, contêm grande quantidade de açúcar”, afirma Schenker.

    4 – Água

    Depende do tipo. Alguns tipos de “águas vitaminadas” têm adição de açúcar. Um copo de 500 ml de algumas marcas pode conter até 15 gramas de açúcar, o equivalente a cerca de quatro colheres de chá, diz a Action on Sugar.

    5 – Pão

    O pão é um dos alimentos que mais “escondem” açúcar, destaca a ONG. Uma fatia de pão processado pode ter, em média, até três gramas de açúcar.
    O açúcar presente no pão, aliás, é normalmente formado no processo natural de fermentação, mas também pode ser adicionado durante a fabricação do alimento.
    “Não é porque o alimento é salgado que ele tem baixo teor de açúcar”, lembra Schenker.

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