• foto-imagem-chocolate

    Alguns nutricionistas afirmam que comer chocolate amargo todo dia pode reduzir a pressão sanguínea e beneficiar o coração. Também dizem que pode evitar alguns tipos de câncer, derrames e até melhorar a memória.

    A BBC fez uma avaliação das últimas provas a favor do chocolate e como seus efeitos podem ser comparados aos de algumas drogas.

    O tipo importa?

    “Atribuo todo meu sucesso essencialmente à grande quantidade de chocolate que consumo. Pessoalmente eu acho que chocolate ao leite te deixa estúpido… chocolate amargo é a chave.. É algo que, se você quer um prêmio Nobel de medicina ou de química, tudo bem, mas se você quer um prêmio Nobel de física, tem que ser chocolate amargo mesmo”, já disse Eric Cornell, vencedor do Nobel de física em 2001.

    Infelizmente a escolha de chocolate provavelmente não fará muita diferença quando se trata do prêmio Nobel, mas fica a questão: o chocolate amargo é mesmo o melhor?

    Os supostos benefícios do chocolate para a saúde e o cérebro são atribuídos, principalmente, aos antioxidantes encontrados no cacau. No entanto, pelo fato de o cacau ser amargo, frequentemente se adiciona leite e açúcar para fazer o chocolate, diluindo o conteúdo de antioxidantes.

    Também é preciso lembrar dos problemas causados pelo consumo de grandes quantidades de calorias e açúcar.

    foto-imagem-chocolate

    Então a mensagem é: se você come chocolate, escolha o amargo, escuro. O ideal seria o que tem 85% de cacau ou mais, que possui menos gordura e açúcar do que o chocolate ao leite.

    Quais drogas o chocolate imita?

    O cacau tem pequenas quantidades de alguns estimulantes que são encontrados em várias drogas legais e ilegais.

    O “chocolatier” belga Dominique Persoone criou um um dispositivo que disparava cacau diretamente no nariz do usuário. Ele afirma ter vendido 25 mil unidades do dispositivo, que não era barato (45 euros, cerca de R$ 185), e a embalagem vinha com alerta sobre riscos do uso excessivo.

    Parece pouco provável que o chocolate realmente imite os efeitos das drogas, mas ele possui algumas substâncias químicas presentes em algumas drogas.

    1.Ópio

    O chocolate pode afetar o cérebro de uma forma parecida com o ópio, reduzindo a dor e produzindo prazer, apesar de ser bem mais fraco.

    Isso ocorre graças ao neurotransmissor encefalina. Estudos em ratos indicam que a quantidade de encefalina produzida quando se come chocolate é o bastante para criar um efeito suave e levar ao vício.
    Apesar de especialistas acreditarem que isso também se aplique a humanos, ainda não há provas.

    2.Amor

    foto-imagem-vinho

    O cacau pode imitar o efeito do amor, segundo alguns especialistas, pois contém a substância química feniletilamina, liberada nos primeiros meses de um relacionamento.

    Isso faz com que a pessoa se sinta excitada e nervosa e pode funcionar como um antidepressivo.

    Existem apenas pequenas quantidades da substância no chocolate e há dúvidas se ela permanece ativa quando o chocolate é ingerido. Portanto ainda não se sabe com certeza se a pessoa sente mesmo esse efeito.

    3.Maconha

    O chocolate tem pequenas quantidades de anandamida, conhecida como a “molécula da felicidade”.

    Este neurotransmissor atinge as mesmas estruturas cerebrais acionadas pelo THC, o ingrediente ativo da maconha.

    No entanto, para ter um impacto substancial no cérebro, a pessoa precisaria comer vários quilos de chocolate, então não é provavel que o chocolate afete o humor da pessoa.

    4.Álcool

    O chocolate tem um grupo de alcaloides neuroativos conhecidos como tetrahidro-beta-carbolinas, que também podem ser encontrados na cerveja, vinho e outras bebidas.

    Essas substâncias elevam nossos níveis de dopamina e serotonina – têm, portanto, um efeito no humor. E podem explicar o poder viciante do chocolate.

    O chocolate, contudo, possui quantidades reduzidas de tetrahidro-beta-carbolinas e são necessárias mais pesquisas antes de concluir que há impacto no humor.

    5.Café

    O cacau tem cafeína e é possível encontrar um pouco deste estimulante no chocolate. Quanto mais amargo o chocolate, maior a quantidade de cafeína.

    Mas as quantidades de cafeína são mais baixas em todos os tipos de chocolate, incluindo o amargo, do que no café.

    foto-imagem-cafe

    O cacau também tem teobromina, que produz um efeito estimulante quando combinada com cafeína.

    Melhora o desempenho do cérebro?

    Estudo publicado recentemente envolvendo cerca de mil pessoas descobriu a ligação entre comer chocolate – não importando o tipo – pelo menos uma vez por semana e uma melhora na memória e raciocínio abstrato.

    Há razões para otimismo, mas a pesquisa não apontou categoricamente se comer chocolate foi a causa da melhora.

    Em outra pesquisa recente, descobriu-se que uma substância química encontrada no cacau e no chocolate reduz a perda de memória relacionada à idade em adultos de 50 e 69 anos.

    O estudo apontou que o antioxidante flavonol (uma classe de flavonoides) aumenta o fluxo sanguíneo para uma região do cérebro que promove a memória. Cientistas estão animados com a descoberta, pois é o primeiro indicador de que a dieta pode reverter o declínio na memória e também reduzir a perda da memória.

    Depois de consumir bebidas enriquecidas com estes flavonois por três meses, o desempenho das pessoas neste grupo de idade em um teste de memória foi equivalente ao desempenho de pessoas várias décadas mais jovens.

    No entanto, apenas comer mais chocolate não vai proteger a memória, pois métodos usados para processar o chocolate costumam remover a maior parte dos flavonois.

    Uma barra de chocolate típica tem 40 mg destes flavonois, e a bebida usada na pesquisa continha 900 mg. Seria necessário comer quantidades enormes de chocolate para obter algum benefício.

    foto-imagem-cacau

    E a saúde?

    Acredita-se que os antioxidantes encontrados no cacau possam ter efeitos antiinflamatórios, melhorando o fluxo sanguíneo e diminuindo o risco de doenças cardiovasculares.

    Algumas pessoas também afirmam que o cacau protege contra o câncer e reduz o estresse.

    Mas há a questão da validade de estudos que ligam o cacau à diminuição da pressão sanguínea, e se há algum efeito para a saúde depois que o cacau é transformado em chocolate.

    Em 2012, uma análise das melhores provas dos efeitos do cacau na pressão sanguínea concluiu que alguns produtos do cacau, incluindo chocolate amargo, diminuem levemente a pressão. A análise apontou, porém, a necessidade de mais comprovações.

    Tags: , , , ,

  • foto-imagem-granola-frutas

    Desde que nos entendemos por gente ouvimos que o café da manhã é a refeição mais importante do dia.

    É uma ótima forma de começar o dia, é bom para o metabolismo, é ótimo para manter a forma.

    Mas para alguns especialistas, essa afirmação não passa de um mito, algo que se transformou em “verdade” de tanto ser repetido.

    Então, será mesmo que deveríamos nos importar tanto com o café da manhã?

    Apesar de defender o café da manhã como parte de um estilo de vida mais saudável, um informe do Observatório Nacional de Obesidade do Reino Unido (National Obesity Observatory) concluiu que “não está claro se há uma relação causal com o Índice de Massa Corporal (IMC) ou se o café da manhã é simplesmente um dos muitos fatores que contribuem para um peso saudável”.

    Um estudo publicado no “American Journal of Clinical Nutrition” pediu a 300 pessoas com sobrepeso ou obesas que deixassem de tomar café da manhã por quatro meses.

    foto-imagem-cafe

    “Não houve nenhuma diferença na quantidade de quilos perdidos”, afirmou o professor da Universidade do Alabama David Allison, responsável pelo estudo.

    Ele afirma que as pessoas que pulam essa refeição estão provavelmente tentando perder peso. Diz ainda que se elas começarem a tomar o café da manhã podem ganhar peso, caso não comam menos ao longo do dia.

    Então, é uma recomendação equivocada incentivar comer bem pela manhã?

    “Se for para perder peso, então não é uma recomendação justificada”, afirma o professor.

    Alison Tedstone, nutricionista-chefe da Public Health England, afirma que tomar café da manhã é algo positivo. Mas ele concorda que as evidências sobre os benefícios dessa refeição não são conclusivas.

    No entanto, ele afirma que é a comida mais fácil de se consumir de maneira correta durante o dia e que pular o café traz o risco de comer algo pouco saudável mais tarde.

    O que faz um café da manhã saudável?

    O conselho de Tedstone para começar o dia de maneira saudável é pensar em fibras.

    “Comer um mingau de aveia, por exemplo, é barato e saudável.”

    Além de aveia, um café rico em fibras inclui frutas, cereais e torradas integrais.

    Mas é preciso ficar atento porque alguns cereais com alto índice de fibras podem conter sal ou açúcar para ficar mais saborosos.

    foto-imagem-banana-piau

    “É muito difícil. Acredito que os cereais matinais são muito enganadores”, afirma a pesquisadora de nutrição Susan Jebb, da Universidade de Oxford.

    Ela afirma ainda que é necessário estar atento aos rótulos, já que alguns têm menos açúcar adicionado.

    “Eu incentivo as pessoas a comerem fruta pela manhã. É muito melhor que suco, porque a fruta já contém fibras.”

    Combustível para o cérebro

    Outro argumento pró-café da manhã é que ele melhora o rendimento das crianças na escolar.

    Um estudo realizado pela Universidade de Cardiff, publicado em 2015, analisou essa relação. Mas a conclusão segue a mesma linha das análises sobre a refeição e o peso.

    “Parece bastante plausível que pular o café da manhã quando criança seja uma mostra de um ambiente familiar pobre – com uma família incapaz de fornecer uma refeição saudável no início do dia -, o que provavelmente é a razão pela qual a criança não rende bem na escola”, afirma David Rogers, professor da Universidade de Bristol.

    O que fazemos então?

    “Se você toma café da manhã, se esforce para que ele seja o mais saudável possível. Se você é dos que pulou o café da manhã, não vou te dizer que deve começar a tomá-lo. Mas vou te incentivar a pensar sobre isso”, afirma Susan Jebb, de Oxford.

    Já Allisson sugere que quem quer perder peso deve testar as duas coisas, tomar o café e ficar sem, para ver como a pessoa se adapta melhor. Mas em qualquer um dos casos, se assegure de não estar morrendo de fome no meio da manhã e comer um salgadinho às 11h.

    Tags: , , , ,

  • foto-imagem-intestino-irritavel

    Você mal cruza os garfos e já sente a barriga inchar. Tem de correr para o banheiro e ficar algum tempo esperando até tudo ir embora, inclusive as cólicas. E é a quarta vez no mês que o episódio se repete ? e olha que não comeu nada tão forte ou pesado. Aí o suplício some e você já está se esquecendo… Até que ele volta com tudo, após um prosaico pão com manteiga no café da manhã. Se você protagoniza essa história, é provável que tenha um intestino sensível demais. Ou irritável, como preferem os médicos.

    Presente em até 20% da população mundial, a síndrome do intestino irritável (SII) é uma condição ainda não totalmente compreendida pela comunidade científica. Isso porque, quando se examina o sistema digestivo de quem tem o problema, não se veem alterações anatômicas ou lesões. Só em 1994 foram estabelecidos os critérios de diagnósticos. E esses critérios, bem como as condutas de controle, acabam de ser revistos em um trabalho publicado no renomado The Journal of the American Medical Association.

    O artigo aponta o dedo para os principais sintomas: diarreia ou constipação sem motivo aparente e inchaço temporário da barriga acompanhado de dores, normalmente depois das refeições. Em geral, a síndrome começa a se manifestar após um evento estressante, físico ou emocional. “O gatilho pode ser uma infecção intestinal ou um trauma, como um assalto”, conta a gastroenterologista Sandra Beatriz Marion, da pontifícia Universida de Católica do paraná. Vem o primeiro episódio e ela nunca mais abandona o sujeito.

    Não há, porém, motivo para pânico. O problema é crônico, mas não evolui para quadros graves como tumores. “Menos de 10% dos pacientes têm um comprometimento sério na qualidade de vida”, calcula Carlos Fernando Francescone, chefe do Serviço de Gastroenterologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Apesar disso, a medicina labuta para que a síndrome não seja um estorvo tão frequente na vida do cidadão ? afinal, ninguém quer sofrer quando vai ao banheiro.

    No passado, a síndrome do intestino irritável era chamada de colite nervosa por causa da sua intensa associação com situações estressantes. Só que os médicos repararam, por meio de exames, que os pacientes não tinham inflamação (identificada pelo “ite” da nomenclatura nem lesões no intestino grosso. Aí mudaram o nome. “A SII não se resume a um problema de ordem psicológica, uma vez que é caracterizada por alterações funcionais no órgão”, ressalta Maria do Carmo Friche Passos, presidente da Federação Brasileira de Gastroenterologia. Contudo, o fator emocional costuma ser o grande desencadeador das crises. Como fases boas e ruins se alternam na vida, a síndrome pode ter um comportamento mais aleatório. O indivíduo passa as férias à base de cerveja e petiscos sem ter nem uma cólica sequer, mas basta voltar à rotina do trabalho e trânsito que o martírio reaparece com tudo.

    Tags: , , , , ,

  • foto-imagem-cafeO consumo diário de algumas xícaras de café pode ajudar a evitar o entupimento das artérias, um conhecido fator de risco para doenças cardíacas, disseram pesquisadores sul-coreanos, o que deve reabrir o debate sobre os benefícios da bebida para o coração.O estudo analisou mais de 25 mil funcionários homens e mulheres que se submeteram a exames de saúde de rotina no local de trabalho. Os resultados foram divulgados na publicação científica Heart.

    Aqueles que bebiam uma quantidade moderada de café – de três a cinco xícaras por dia – tinham uma possibilidade menor de apresentar os primeiros sinais de doença cardíaca nos exames médicos.

    Efeitos no coração

    Os efeitos que o café têm sobre a saúde do coração ainda causam dúvidas. Alguns estudos relacionam o consumo da bebida a fatores de risco cardíaco, como maior colesterol ou pressão arterial. Já outras pesquisas sugerem, na verdade, alguma proteção cardíaca.

    Apesar deste estudo, efeitos que o café têm sobre a saúde do coração ainda causam dúvidas

    Neste estudo, pesquisadores usaram exames médicos para avaliar a saúde do coração. Eles buscavam, especificamente, qualquer doença nas artérias que irrigam o coração – as artérias coronárias.

    Nas doenças coronárias, estas artérias ficam entupidas pelo acúmulo gradual de material gorduroso em suas paredes.

    Pesquisadores usaram métodos para visualizar pequenos depósitos de cálcio nas paredes das artérias coronárias para ter uma pista inicial sobre a ocorrência deste processo da doença.

    Nenhuma das pessoas incluídas no estudo tinha sinais visíveis de doença cardíaca, mas mais do que uma em cada 10 tiveram depósitos de cálcio visíveis em seus exames.

    Os pesquisadores, então, compararam os resultados dos exames com o consumo de café diário anotado por cada um dos funcionários, levando em conta outros potenciais fatores de risco cardíaco, como tabagismo, exercícios físicos e histórico familiar de problemas cardíacos.

    Pessoas que beberam algumas xícaras de café por dia apresentaram menos probabilidade de ter depósitos de cálcio em suas artérias coronárias do que as que bebiam mais do que isso ou simplesmente não bebiam nada.

    Bem ou mal?

    foto-imagem-coracao

    Os autores do estudo dizem, no entanto, que mais pesquisas são necessárias para confirmar e explicar a ligação.

    O café contém cafeína estimulante e diversos outros compostos, mas não está claro se eles podem causar bem ou mal para o corpo.

    Victoria Taylor, da Fundação Britânica do Coração, disse: “Embora este estudo destaque uma eventual ligação entre o consumo de café e um menor risco de obstruir as artérias, mais pesquisas são necessárias para confirmar esses resultados e compreender qual é a razão para essa associação”.

    “Precisamos tomar cuidado ao generalizar estes resultados porque são baseados na população da Coreia do Sul, que tem diferentes dietas e hábitos”.

    Tags: , , , ,

  • foto-imagem-ressaca

    Muita gente vai passar o primeiro dia do ano procurando uma cura para a ressaca. O excesso de álcool pode provocar aumento da sede, tontura, irritação no estômago, náusea, dilatação dos vasos sanguíneos, além de queda da taxa de açúcar no sangue, que pode levar a fraqueza e cansaço.

    A ciência ainda não descobriu uma cura definitiva para a ressaca, mas algumas medidas podem aliviar o desconforto de quem bebeu demais no dia anterior. Veja cinco dicas:

    1 – Beba muito líquido

    Um dos principais problemas provocados pelo excesso de álcool é a desidratação. Além de o álcool ser diurético, outros efeitos relacionados a ele, como o suor e o vômito, podem agravar ainda mais a desidratação. Por isso, quem exagerou no réveillon deve tomar muita água e outros líquidos como água-de-coco, sucos naturais e bebidas isotônicas.

    foto-imagem-frutas2 – Faça refeições leves

    Especialistas aconselham evitar o jejum e fazer refeições leves, escolhendo alimentos que ajudem na reposição de líquido como frutas e legumes cozidos. Um dos problemas do excesso de álcool é a hipoglicemia (diminuição do nível de glicose no sangue), por isso carboidratos e doces também podem ajudar.

    Ao contrário do que muitos pensam, o consumo de comida gordurosa pode piorar os efeitos da ressaca. Esse tipo de alimento, mais difícil de digerir, faz com que o organismo leve mais tempo para metabolizar e absorver o álcool, mas não diminui seus efeitos. Por isso, evite leite de vaca, carnes vermelhas e frituras.

    foto-imagem-cafe-e-aspirina3 – Café e aspirina

    Em um estudo publicado oportunamente no dia 31 de dezembro de 2010, cientistas da Universidade Thomas Jefferson, nos Estados Unidos, concluíram que uma xícara de café e uma aspirina podem tornar menos dolorosa a manhã seguinte à bebedeira.

    Em um experimento feito com ratos, a combinação foi bem sucedida em eliminar a dor de cabeça típica dos dias de ressaca. Os resultados foram publicados na revista científica “Plos One”.

    foto-imagem-bebida-taurina4 – Bebida com taurina

    No ano passado, cientistas chineses testaram 57 bebidas herbais e refrigerantes para checar que efeito tinham sobre a ressaca. A conclusão foi que o refrigerante de limão testado pela equipe, que continha taurina, foi o mais eficaz em combater os sintomas.

    A taurina em sua composição ajuda a quebrar o acetaldeído, substância tóxica produzida quando o álcool é metabolizado pelo organismo. A pesquisa chinesa foi publicada na revista científica “Food & Function”. Portanto, refrigerantes ou outras bebidas não-alcoólicas que tenham taurina na fórmula podem ser uma boa opção para quem exagerou no réveillon.

    5 – Descanse

    A eliminação total do álcool pelo organismo pode levar até 12 horas, dependendo da quantidade de álcool ingerida, do peso, do sexo e da capacidade do metabolismo de cada um. Enquanto o organismo trabalha para eliminar o álcool o ideal, segundo especialistas, é descansar o corpo.

    Tags: , , , , , ,

  • foto-imagem-saude-dieta-dor-de-cabeca

    Entupir-se de analgésicos não é a melhor saída para a dor de cabeça. A grande sacada é prevenir as crises com ajustes no cardápio. É que as cefaleias tensionais, inclusive a enxaqueca, dão as caras por causa do aumento do diâmetro dos vasos sanguíneos. Resultado: inflamação e dor. E a comida tem muito a ver com isso. Alimentos embutidos – como a salsicha – contêm nitratos e nitritos, substâncias por trás da dilatação. Daí, nos mais suscetíveis, isso é suficiente para desencadear a dor. Já alimentos ricos em substâncias anti-inflamatórias podem ajudar a evitar o incômodo. É o caso dos peixes, como a sardinha e o salmão.

    Ajustes no menu

    Antes de trocar o seu cardápio, faça uma observação cuidadosa. Anote tudo o que você come e repare nas reações no corpo, que se manifestam de forma individual. Descubra quais alimentos são gatilhos da sua dor de cabeça. Evite ficar muito tempo de barriga vazia. Durante o jejum, as taxas de açúcar no sangue caem, levando à falta de oxigenação e à dilatação dos vasos, o que, no final das contas, provoca esse tipo de dor.

    O que deve ser cortado da dieta

    Cafeína
    Altera a circulação sanguínea. Está presente no café, no refrigerante à base de cola, no guaraná e no chá mate.

    Nitritos e nitratos
    Dilatam os vasos. São encontrados nas linguiças, nas salsichas, nas carnes, nos molhos prontos e nos alimentos industrializados em geral.

    Tiranina
    Libera a prostaglandina, hormônio responsável pela sensação de dor. Chocolate, vinho tinto, queijos duros, amendoim, carne defumada e frutas cítricas, entre outros, contêm essa substância.

    Fenois, aldeídos e sulfetos
    Estreitam os vasos, reduzem os níveis de açúcar no sangue e liberam agentes tóxicos. Estão presentes no vinho tinto e bebidas espumantes e destiladas em geral.

    O que deve entrar na alimentação

    Gorduras do bem
    As do azeite de oliva, da sardinha, do salmão e da anchova agem no controle da dor.

    Triptofano
    Ajuda a liberar serotonina, que promove bem-estar. Invista em fontes como banana, erva-cidreira, maracujá, pão, arroz integral, feijão e granola.

    Anti-histamínicos
    Inibem a produção da histamina e da prostaglandina, responsáveis por inflamações e dores. Estão no orégano, no cravo, na canela e no gengibre.

    Tags: , , , , , ,

  • foto-imagem-spray-cafeMilhões de pessoas no mundo todo passam por este ritual logo pela manhã: tomar um café antes de começar a jornada de trabalho, ingerindo o estimulante contido na bebida que manterá a pessoa desperta para enfrentar as obrigações.

    Mas, para os que não gostam do sabor do café ou não se sentem bem com a bebida, um ex-aluno da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, criou um spray de cafeína batizado de ‘Sprayable Energy’ (energia pulverizada, em tradução livre).

    Como o nome indica, é um spray que espalha uma solução de água e cafeína e pode ser aplicado na pele como se fosse um perfume.

    O inventor do spray garante que ele proporciona um aumento da energia moderado e duradouro, pois a cafeína será absorvida pelo organismo em um ritmo constante e durante um período de várias horas.

    ‘Estudei a estrutura molecular da cafeína e percebi que, como acontece com a nicotina, (ela) também pode ser absorvida através da pele’, afirmou à BBC Mundo Ben Yu, um jovem de 21 anos que criou o produto junto com o pai.

    ‘Quando se toma o café ou uma bebida energética, se sente um aumento (de energia) durante um período curto de tempo e logo vem a queda, enquanto com a energia em spray se recebe uma quantidade inferior de cafeína durante um período maior e a um ritmo constante’, disse.

    ‘A cafeína em spray funciona melhor com as pessoas que são mais sensíveis a esta substância. São as que mais gostaram do projeto, já que não podem consumir as bebidas energéticas disponíveis no mercado, pois ficam muito nervosas’, acrescentou.

    [adrotate banner=”2″]

    Concentração
    Yu afirma que o spray é composto de água, cafeína e tirosina, que, segundo ele, é um aminoácido que permite aumentar a concentração da cafeína na água.

    A recomendação é que o produto seja usado no máximo seis vezes em um período de quatro horas e também não se deve ultrapassar as 24 pulverizações por dia.

    Apesar de garantir que não há efeitos secundários, o ‘Sprayable Energy’ não será vendido a menores de 18 anos e nem a mulheres grávidas.

    Pelo fato de conter uma solução de água e cafeína, o produto não deverá passar por testes clínicos. Portanto, não há mais provas de sua eficácia além do que afirmam os criadores do spray.

    ‘Não tenho muita certeza de que vai funcionar. Não duvido que tenha cafeína. O que não está tão claro é quanto de cafeína vai para a corrente sanguínea, levando em conta que a base principal do produto é a água’, disse à BBC Mundo Sean Nordt, diretor do Departamento de Toxicologia da Universidade do Sul da Califórnia.

    De acordo com Nordt, o fato de um produto como este não passar por controles como os necessários para os medicamentos, por exemplo, faz com que não se tenha certeza sobre seus efeitos.

    O especialista também alerta que ‘é preciso ter cuidado com a quantidade de cafeína que se consome, já que, em doses altas, como acontece com algumas bebidas energéticas, pode ser perigosa’.

    Além das questões ligadas à eficácia e segurança do spray de cafeína, muitos também poderão alegar que o produto jamais poderá substituir o prazer de uma boa xícara de café.

    No entanto, ainda será preciso esperar para ver se o ‘Sprayable Energy’ será um sucesso comercial.

    Em agosto os inventores do projeto começaram a arrecadar verbas para sua fabricação com uma página de financiamento coletivo e, por enquanto, já superaram a marca dos US$ 160 mil (quase R$ 353 mil) arrecadados.

    Em algumas semanas eles devem começar a fase do envio do produto a quem quiser comprar pela internet. Além disso, eles esperam que o spray chegue às lojas em 2014.

    Tags: , , , , , ,

  • foto-imagem-energeticosComo o desejo de que o dia tenha bem mais de 24 horas não passará disso, ou seja, de um desejo, as pessoas vivem procurando maneiras de fazer o tempo disponível render. Uma delas é mandar energéticos goela abaixo para ficar a mil. O indício de que se trata de um comportamento cada vez mais corriqueiro vem do Serviço de Administração em Abuso de Substâncias e Saúde Mental, nos Estados Unidos. Em um documento recente, o órgão revela que, entre 2007 e 2011, aumentou em 279% o número de indivíduos acima de 40 anos visitando o pronto-socorro após a ingestão da bebida. Prova de que não são apenas os jovens baladeiros que se entopem de latinhas.

    Outro dado intrigante: em 2011, quase 60% desses atendimentos emergenciais estavam associados somente ao uso dos energéticos — isto é, não havia álcool ou drogas na jogada. A situação americana está longe de surpreender especialistas brasileiros. Afinal, essa parece ser uma realidade também por aqui. “Devido à rotina atribulada, muita gente já acorda cansada”, nota o cardiologista Daniel Pellegrino dos Santos, do Hospital do Coração, na capital paulista.

    Daí, às vezes só com a ajuda da bendita cafeína, principal composto das bebidas estimulantes, para aguentar o tranco. Só que existe um limite para seu consumo. “Adultos, por exemplo, podem ingerir no máximo 2,5 miligramas de cafeína por quilo de peso”, informa Santos. Isso significa que uma mulher de 60 quilos precisaria parar nos 150 miligramas. “Acontece que, nos energéticos, a quantidade de cafeína varia de 80 até 500 miligramas”, avisa a cardiologista Luciana Janot Matos, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

    E o excesso cobra seu preço. Quem paga mais caro, geralmente, é o coração. “A cafeína instiga o sistema nervoso simpático a liberar hormônios estimulantes, como adrenalina e noradrenalina”, explica a médica. Algo preocupante, pois essa dupla propicia o aumento da frequência cardíaca e o estreitamento dos vasos sanguíneos, fazendo a pressão decolar. Em sujeitos com problemas prévios nas artérias — muitas vezes silenciosos —, o efeito eventualmente serve como estopim para um infarto ou derrame.

    Esses hormônios excitantes ainda são capazes de fazer o coração bater em ritmo pra lá de apressado, quadro conhecido como arritmia. “Quando há um histórico de doença cardíaca, a aceleração pode ser fatal”, avisa Daniel Daher, presidente do Grupo de Estudos em Cardiologia do Esporte da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

    O fato de seu coração estar aparentemente livre de enroscos não serve de argumento para abusar das latinhas. Especialmente para quem já atingiu os 40 anos de idade. “Com o passar do tempo, sobe a probabilidade de a pessoa ter sido exposta a fatores de risco como pressão alta, obesidade, tabagismo, dieta inadequada, entre outros”, lembra Daher. Os energéticos seriam, então, um ingrediente extra na equação bombástica. Fora que uma parcela daqueles que à primeira vista esbanjam saúde — são magros, comem direito e fazem exercícios — possuem um risco aumentado de males cardíacos por causa da herença genética. Mais um motivo para espiar o rótulo e evitar se entupir de cafeína.

    A recomendação vale por outras razões, como barrar a gastrite. Isso porque tanto a cafeína como os hormônios excitantes despejados na corrente sanguínea contribuem para a maior produção de ácidos que irritam a mucosa do estômago, o que explica a sensação de queimação. O estado de agitação ainda favorece a ocorrência de tremores involuntários pelo corpo todo, inclusive nas pálpebras. Para piorar, no dia seguinte a tendência é sentir uma espécie de ressaca, com sonolência e tudo mais. “Aí, crescem as chances de lançar mão da bebida novamente”, raciocina o cardiologista Rui Póvoa, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

    Se as consequências da falta de comedimento já são temerosas nos adultos, imagine em crianças e adolescentes. “Eles são mais suscetíveis aos efeitos da cafeína. Sem contar que seu sistema cardiovascular está em formação”, enfatiza a cardiologista Grace Bichara, do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo. As preocupações vão além: é comum que os energéticos sejam misturados a bebidas alcoólicas. Segundo levantamento do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas da Unifesp, dos mais de 50 mil jovens entrevistados em 2010, pelo menos 60,5% relataram já ter consumido alguma bebida alcoólica, sendo que 15,4% adicionaram o energético ao copo. “O perigo é que a mistura potencializa o efeito estimulante do álcool, motivando sua procura em outras ocasiões”, alerta Sionaldo Ferreira, professor de educação física da instituição. Levantamentos também apontam que a coordenação motora e o tempo de reação são afetados, abrindo brecha para acidentes.

    [adrotate banner=”2″]

    A cafeína não está sozinha
    Embora a maioria das chateações decorrentes dos energéticos esteja relacionada à presença dessa substância, há prejuízos que se manifestam graças a outras características do líquido. Sua acidez é um exemplo, como registra um estudo da Universidade do Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Nele, dentes bovinos, cuja composição é semelhante à dos nossos, foram imersos no líquido durante 15 minutos, quatro vezes ao dia, por cinco dias.

    O resultado não foi nada positivo. “A bebida removeu o cálcio dos dentes e tornou a superfície do esmalte porosa”, atesta Lídia Morales Justino, professora de odontologia e orientadora da pesquisa. “Isso cria condições para a deposição de corantes ali, culminando em mudança de cor”, completa. Colocando tudo na balança — do coração ameaçado aos dentes manchados —, você há de convir que uma boa noite de sono ainda é a melhor pedida para repor as energias. Energético? Só de vez em quando e com moderação.

    Sempre alerta: consumir a dose adequada de cafeína é um desafio, visto que ela está em vários itens

    Energético – 1 lata – 80 mg a 500 mg
    Café espresso – 1 xícara de 60 ml – 60 mg
    Guaraná em pó – 1 grama – 44 mg
    Chá-preto – 1 xícara de 150 ml – 35 mg
    Refrigerante de cola – 1 lata – 31 mg
    Chocolate amargo – 1 barra de 170 g – 31 mg
    Chocolate ao leite – 1 barra de 170 g – 10 mg

    Gás natural
    Falta disposição para trabalhar ou assistir às aulas da faculdade? Antes de recorrer aos energéticos para encontrar o vigor perdido, que tal se questionar a quantas andam seu sono, sua dieta e a frequência na academia? É que os três fatores, quando levados a sério, fornecem a energia necessária para você aguentar o corre-corre. “Parece simples, mas a maioria das pessoas não dorme pelo menos oito horas diárias, tem uma alimentação desequilibrada ou não faz exercícios pelo menos quatro vezes por semana”, lamenta o cardiologista Daniel Daher, da SBC.

    Os efeitos do excesso de energéticos pelo corpo
    A mistura de cafeína, taurina, guaraná e ginseng — ingredientes encontrados nessas bebidas — é capaz de causar uma série de desajustes. Conheça os principais:

    Erosão dentária
    O pH baixo dos energéticos fomenta um desequilíbrio bucal. Assim, o cálcio sai dos dentes, alterando a superfície do esmalte.

    foto-imagem-efeitos-energetico

    Contrações musculares
    A descarga de adrenalina e noradrenalina no organismo pode desencadear contrações involuntárias nos músculos.
    foto-imagem-efeitos-energetico

    Fasciculação
    Os níveis elevados de hormônios estimulantes correndo pela circulação fazem as pálpebras tremerem.
    foto-imagem-efeitos-energetico

    Infarto e AVC
    As substâncias que conferem excitação também geram endurecimento das artérias. No cérebro, o aperto pode levar a um derrame. No coração, a um ataque cardíaco.
    foto-imagem-efeitos-energetico

    Gastrite
    Os hormônios liberados por causa da cafeína da bebida favorecem a produção de ácidos no estômago. Isso explica a possibilidade de queimação.
    foto-imagem-efeitos-energetico

    Tags: , , , , , , , , , , ,

  • foto-imagem-estresseAs pessoas que se sentem estressadas correm duas vezes mais riscos do que o resto da população de sofrer um ataque cardíaco, revelou um estudo publicado.

    “A conclusão é que não se deve ignorar as queixas dos pacientes sobre o impacto do estresse na saúde” porque podem indicar um aumento do risco de doenças cardíacas, afirmou Hermann Nabi, chefe de equipe do Instituto de Pesquisa Médica francês (Inserm), que atuou no estudo.

    A pesquisa foi realizada por cientistas franceses, ingleses e finlandeses com um total de 7.268 trabalhadores britânicos no âmbito de um programa que estuda os fatores sociais da saúde criado em 1985, na Grã-Bretanha, chamado Whitehall Study.

    As pessoas que no começo do estudo disseram se sentir “muito afetadas” ou “extremamente afetadas” pelo estresse tiveram risco 2,12 vezes maior do que o restante de morrer de parada cardíaca.

    [adrotate banner=”2″]

    Os participantes também foram consultados sobre outros fatores que podem afetar a saúde, como tabagismo, álcool, alimentação, idade ou situação socioeconômica.

    Os cientistas descobriram que a associação entre o risco de ataque do coração e a percepção do estresse se manteve mesmo com o fim de outros fatores de risco, tanto biológicos (hipertensão ou diabetes) quanto psicológicos ou de comportamento (tabagismo ou álcool).

    A capacidade de enfrentar o estresse é muito diferente entre as pessoas, em função de seu círculo pessoal e familiar, lembraram os autores do estudo, publicado na semana passada na revista médica “European Heart Journal”.

    Segundo um estudo feito em 2012 pela fundação europeia para a melhoria das condições de vida e de trabalho, cerca de 20% dos funcionários europeus acreditam que sua saúde é afetada por problemas de estresse no trabalho.

    Tags: , , , , , ,

  • Um estudo realizado por cientistas da Universidade McGill, em Montreal, no Canadá, apontou que vítimas do mal de Parkinson podem ter melhora em problemas de movimentos ao consumir pílulas de cafeína.

    A pesquisa monitorou 61 pessoas que sofrem da doença, com idade de 60 anos, em média. Elas foram divididas em dois grupos, um que consumiu pílulas de cafeína por seis semanas e outro que recebeu pastilhas sem a substância ou outras drogas.

    O grupo da cafeína tomou pílulas de 100 miligramas ao acordar e logo após o almoço nas primeiras três semanas, quantidade que foi elevada a 200 miligramas no período restante.

    Na comparação, uma xícara de café possui 100 miligramas de cafeína em média. O grupo que tomou café, portanto, ingeriu o equivalente a duas xícaras no início do estudo, para após três semanas passar a quatro xícaras.

    [adrotate banner=”2″]Após o fim do estudo, pessoas que consumiram cafeína tiveram uma melhora geral nos sintomas do Parkinson, incluindo nas medições da rigidez muscular e outros problemas de movimento.

    O benefício médio foi um decréscimo de cinco pontos na escala de avaliação da doença. Segundo o cientista Ronald Postuma, da Universidade McGill, um dos responsáveis pela pesquisa, um paciente com Parkinson tem de 30 a 40 pontos da doença.

    Não é uma grande diferença, na opinião do pesquisador, mas uma pequena mudança “pode ter um efeito real na vida das pessoas”, afirmou ele à Reuters.

    Postuma enfatizou, no entanto, que “ainda é muito cedo” para afirmar que as pessoas com mal de Parkinson devem tomar café ou cafeína. Ainda não há dados suficientes sobre a tolerância dos pacientes à substância, entre outras questões.

    “Será que isso [a cafeína] faz diferença ao longo dos anos para quem sofre de Parkinson? Eu não acho que nós saibamos”, disse o pesquisador à Reuters.

    Tags: , , ,