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12 guinadas médicas que podem mudar a saúde da sua vida

[adrotate banner=”2″]1. Você deveria comer mais ovoNão há melhor símbolo para ilustrar e começar a reportagem do que esse alimento. Por décadas, ele permaneceu à margem daquilo que é considerado um cardápio saudável. A má reputação parecia ter motivo. Afinal, o ovo era encarado como um poço de colesterol. A absolvição veio quando cientistas descobriram um composto especial em sua fórmula: a lecitina. “Trata-se de um emulsificante natural de gordura, que inibe a absorção do colesterol no intestino”, explica Rosana Perim, gerente de nutrição do Hospital do Coração, na capital paulista. Com seu retorno triunfal ao menu, uma porção de nutrientes do bem ficou disponível. “Ele é fonte de minerais e proteínas, das quais a albumina é o destaque. Também reúne vitaminas A, D e as do complexo B”, descreve a nutricionista Ana Clara Martins, professora da Universidade Federal de Goiás. Mas atenção: como a gema é rica em colesterol, recomenda-se não exagerar todo dia, especialmente se a dieta já for composta de carne, leite e queijos gordurosos. Três unidades semanais já são um prato cheio para a saúde.

2. Quem tem doença séria precisa malhar
“Sob a alegação de que o corpo deveria guardar suas energias, já foi padrão prescrever repouso absoluto em casos como câncer ou infarto”, relata Moisés da Cunha Lima, fisiatra do Hospital Nove de Julho, em São Paulo. Mas trabalhos científicos ao redor do globo derrubaram essa tese. “Obviamente há restrições e cuidados especiais logo após o diagnóstico, mas manter-se em movimento, hoje, é parte integrante do tratamento de vários males considerados graves”, reforça Jomar Souza, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, em Salvador. Uma das razões para essa quebra de paradigma é que as atividades físicas aplacam as dores, a fadiga, o estresse e a perda de massa muscular, sintomas pra lá de comuns quando um problema sério dá as caras. Aliás, elas são cada vez mais vistas como um remédio eficaz para atuar diretamente nas enfermidades, já que fortificam o sistema imunológico, regulam os batimentos cardíacos, promovem emagrecimento…

3. Cuidado com o excesso de exames
Um trabalho americano assinado por nove sociedades médicas avaliou 1 200 indivíduos submetidos a uma bateria de testes e concluiu que, na maioria dos casos, as informações obtidas eram irrelevantes. O problema é que, além de expor as pessoas à radiação nos exames de imagem, pecar pelo excesso atrapalha a busca pelo diagnóstico porque pode desviar o foco inicial da investigação ou gerar resultados falsos positivos – quando acusam uma doença inexistente. “Assim como remédios, os exames têm indicações específicas e contraindicações”, afirma o clínico-geral Nelson Carvalhaes, do laboratório Fleury, na capital paulista. “Conhecer bem o paciente e seu histórico corresponde a 90% do diagnóstico”, diz Paulo Olzon, clínico-geral da Universidade Federal de São Paulo. O excesso não é bom.

4. Tratar problemas antes de aparecerem
Pré-diabete, pré-hipertensão… Houve uma época em que, na ausência desses nomes criados para designar um estágio que antecede o problema propriamente dito, o médico esperava o diagnóstico e, só aí, traçava o plano terapêutico. Hoje, as mudanças no estilo de vida e, se necessário, a prescrição de medicamentos são cobradas antes de os exames cravarem os valores da doença em si. “Os pré-diabéticos têm só metade do seu pâncreas produzindo insulina, e os estudos mostram que, entre eles, as taxas de mortalidade são mais altas”, exemplifica o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto. “Não por menos já receitamos a esses pacientes remédios para melhorar a ação da insulina”, diz.

5. Veneno dá origem a novos remédios
Um escorpião que guarda em sua peçonha uma promessa e tanto contra a pressão alta, uma aranha cuja toxina estimula a ereção e outro aracnídeo que tem, em seu veneno, compostos bactericidas. Os bichos citados acima e suas aplicações terapêuticas são objetos de estudo do laboratório da professora Maria Elena de Lima, do Departamento de Bioquímica e Imunologia da Universidade Federal de Minas Gerais. E dão ideia de como pode ser aproveitada uma exímia fonte de novas drogas: os venenos animais. Tanto no Brasil como lá fora são realizadas pesquisas com esse material oferecido por cobras, insetos e companhia. “Ao analisar os venenos e seu efeito sobre o organismo, conseguimos descobrir outros mecanismos de ação para remédios ou criar fármacos com as substâncias encontradas”, explica Maria Elena. Ainda na década de 1960, um médico brasileiro desvendou, pelo veneno da jararaca, a base para um medicamento que se tornou um dos principais recursos contra a hipertensão. Mas há casos em que a doença resiste a ele. Em breve, porém, um escorpião poderá oferecer o antídoto para driblar o problema.

6. Limpeza demais prejudica
Criar o pequeno em ambientes muito limpos propicia uma situação indesejada: o sistema imune da criança fica destreinado para enfrentar germes e, pior, tende a disparar reações alérgicas diante de substâncias inócuas. É o que propõe a “teoria da higiene”, que ganha força com um estudo da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Ao deixar ratos – cujas células de defesa são parecidas com as nossas – em um local estéril, observou-se que esses animais apresentavam mais doenças inflamatórias no intestino e nos pulmões do que os largados em habitat normal. Lógico que ninguém defende conviver com a sujeira 24 horas por dia. “Cuidados como lavar as mãos após as brincadeiras devem ser mantidos”, orienta a alergologista Renata Cocco, da Universidade Federal de São Paulo.

Amizade animal Crescer com um pet em casa é um modo divertido de entrar em contato com micro-organismos e substâncias que ajudam o sistema imune a se desenvolver. Com a vantagem de que essa relação desperta afeto e senso de responsabilidade.

7. Evite carne grelhada demais
Não vá pensando que você pode se esbaldar de fritura. A melhor forma de degustar carne ainda é na versão grelhada. Mas no ponto certo. Torrar demais leva à produção de substâncias nocivas – caso das aminas heterocíclicas, apontadas como patrocinadoras de males neurodegenerativos. “O ideal é que não fique nem cru nem muito passado. Ou seja, o cozimento deve ser suficiente para fazer o interior da carne mudar de cor, mas sem apresentar sinais de tempo excessivo no fogo, como aparência queimada, ressecamento e rigidez”, ensina Gilberto Simeone, professor do curso de nutrição da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais.

8. Vício por comida deve ser tratado
Embora a compulsão alimentar tenha sido descrita há algumas décadas, só agora passará a integrar o manual que serve de referência internacional para o manejo das desordens psiquiátricas. A condição é marcada por ataques periódicos e recorrentes de gula, com direito a iguarias estranhas. “Entre os obesos que procuram tratamento para o excesso de peso, a prevalência da compulsão é de 30%”, conta o psiquiatra Adriano Segal, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Esse quadro requer orientação especializada. “Podemos indicar sessões de terapia cognitivo-comportamental e receitar remédios como inibidores de apetite e antidepressivos”, esclarece Segal.

9. Todo mundo tem que consumir gordura
O nutriente tão censurado em regimes da moda deve, sim, fazer parte da dieta. Com bom senso, é claro. O primeiro passo para um consumo inteligente é entender que há mais de uma versão de gordura dando sopa por aí e cada uma merece seu espaço no dia a dia (confira no slideshow abaixo). A mono e a poli-insaturada, por exemplo, têm prioridade. “A primeira evita a formação de placas nos vasos e, por isso, auxilia a prevenir complicações cardiovasculares”, informa a nutricionista Samantha Rhein, professora do Centro Universitário São Camilo, em São Paulo. “Já a segunda combate inflamações, melhora o controle da pressão e contribui para a integridade do sistema nervoso.” A saturada demanda mais controle. “Em excesso, ela coloca o coração em risco”, avisa Ana Paula Chacra, cardiologista do Instituto do Coração de São Paulo. O perigo maior mora na trans – aquela dos alimentos industrializados. É que, além de elevar os níveis do colesterol ruim (LDL), ela derruba os do bom (HDL). Esta é melhor esquecer.

Ômegas em desequilíbrio Das poli-insaturadas, duas versões sobressaem: o ômega-3, dos peixes de água fria, e o ômega-6, dos óleos vegetais. O problema é que consumimos muito mais o tipo 6. “Essa desproporção pode potencializar os riscos cardiovasculares”, avisa a nutricionista Samantha Rhein.

10. Videogame pode ser saudável
Os novos consoles exigem do jogador muito movimento e preparo físico. Se antes era necessário deslocar somente os dedos, sentado confortavelmente no sofá, agora o desafio é superar os obstáculos do jogo remexendo o esqueleto. E isso, para começar, resulta num belo gasto de calorias. “Ao se exercitar com o videogame em intensidade moderada por um tempo prolongado, já é possível melhorar o condicionamento”, atesta o cardiologista Daniel Kopiler, chefe do Serviço de Reabilitação Cardíaca do Instituto Nacional de Cardiologia. Se os golpes, corridas e danças virtuais ainda não substituem em 100% os esportes tradicionais, no mínimo afastam o sedentarismo e promovem bem-estar, sobretudo para os idosos. “Os games aperfeiçoam o caminhar e o equilíbrio em pessoas com idade avançada”, confirma o geriatra Virgílio Garcia Moreira, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Hoje, eles já são usados inclusive como ferramenta na recuperação de pacientes que sofreram baques como um derrame.

11. Exercício em excesso faz mal
A resistência dos triatletas passa a ideia de que eles são extremamente saudáveis. Mas na Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo, pesquisadores avaliaram o sistema imunológico desses atletas e, depois, compararam-no com o de idosas que faziam atividades físicas leves. “Acredite se quiser: as defesas das senhoras estavam mais preparadas para combater infecções do que as dos esportistas”, revela a educadora física Tânia Pithon-Curi, que coordenou o trabalho. E isso é apenas um exemplo. Se suar a camisa moderadamente traz benesses dos pés à cabeça, o exagero é um tiro pela culatra, como você verá na tabela à direita. “Daí a importância de buscar profissionais que tracem os limites segundo as características do indivíduo”, salienta Jomar Souza.

12. Parto normal depois da cesárea
As mães de segunda viagem podem escolher o parto natural mesmo que o primogênito tenha nascido de cesariana. O grande temor, há alguns anos, era o rompimento da cicatriz uterina do primeiro procedimento. “Mas agora sabemos que é possível fazer um parto normal, com anestesia, dois anos depois da cesárea”, esclarece o obstetra Luiz Fernando Leite, do Hospital e Maternidade Santa Joana, em São Paulo. É por meio de uma conversa com o médico que fica definido se o bebê pode vir ao mundo sem cirurgia. “Tudo deve ser acompanhado de perto no hospital, que está munido dos equipamentos necessários para possíveis emergências”, ressalta a obstetra Márcia Maria da Costa, do Hospital e Maternidade São Luiz, na capital paulista.

Saiba como evitar problemas dos rins

Apenas 150 gramas muito bem distribuídos em 12 centímetros de altura parece pouco, principalmente quando comparados a pulmões e fígado. Porém, os rins são responsáveis por funções vitais no organismo. E, quando esses pequenos notáveis convalescem, é encrenca na certa: a doença renal crônica (DRC), mal que não costuma avisar sobre sua existência, destrói as estruturas renais até chegar ao ponto em que o órgão para de funcionar.

“DRC é o termo que se refere a todas as doenças que afetam os rins por três meses ou mais, o que diminui a filtração e afeta algumas de suas atribuições”, explica a nefrologista Gianna Mastroianni, diretora do Departamento de Epidemiologia e Prevenção da Sociedade Brasileira de Nefrologia. O problema é tão sério que renomadas instituições brasileiras criaram a campanha Previna-se, vencedora do Prêmio SAÚDE 2011 na categoria Saúde e Prevenção. “Nem sempre as doenças renais têm sintomas. Em muitos casos, o indivíduo não percebe e o diagnóstico é feito com atraso”, completa Gianna.

Apesar de ser caracterizada como uma doença silenciosa, a DRC pode dar alguns sinais. No entanto, quando eles aparecem, costuma ser tarde demais. “O rim é um órgão muito resistente, e esses sintomas só vão se manifestar nos estágios 4 e 5 do problema, quando ele está muito avançado”, conta o nefrologista Leonardo Kroth, da Sociedade Gaúcha de Nefrologia. Além de só surgirem em situações extremas, muitas dessas manifestações tendem a ser confundidas com outras enfermidades. Daí a importância de sempre visitar o médico e pedir os exames que detectam as alterações indesejadas nos filtros do corpo humano.

Quando a DRC bate à porta

E se a pessoa descobrir que seus rins não estão trabalhando como deveriam? “Ela precisa se consultar periodicamente com um nefrologista, fazer exames com regularidade, cuidar muito bem da pressão arterial e da glicemia, além de outras modificações que ocorrem na doença renal, como mudanças nos níveis de cálcio e fósforo”, atesta Marcos Vieira, diretor clínico da Fundação Pró-Rim, em Santa Catarina.

Nos casos em que a DRC progrediu além da conta e os rins perderam grande parte de sua capacidade de eliminar a sujeira do organismo, o indivíduo pode optar por dois caminhos: receber o rim de algum doador compatível ou seguir para a diálise. “Ok, alguns pacientes não têm condições clínicas de realizar um transplante. Mas, nos demais, esse é o tratamento de preferência”, esclarece Vieira.

No entanto, a ausência de alguém que esteja apto a doar um de seus rins faz com que a maioria dos convalescentes siga para a hemodiálise, quando uma máquina substitui as principais funções que eram realizadas pelo aparelho excretor. Algumas atitudes simples podem eliminar muitos desses transtornos. Confira a seguir como manter essa dupla a todo vapor.

Diabete e pressão na rédea curta

Quando esses marcadores estão em níveis exagerados, a probabilidade de desenvolver a DRC é ainda maior. Além da aterosclerose, a formação de placas de gordura, sobretudo na artéria renal, há uma sobrecarga do trabalho de filtração dos rins. “E a incidência dessas duas doenças vem aumentando nos últimos anos, algo agravado pelo envelhecimento da população, além de sedentarismo e obesidade”, diz Gianna Mastroianni. Nos casos em que o estrago já foi feito, a primeira medida é ficar de olho na pressão e no diabete.

De bem com a balança

Manter-se no peso ideal também é uma regra de ouro para seguir com os rins a mil. Indivíduos com o índice de massa corporal (IMC) nos parâmetros saudáveis ficam protegidos dos pés à cabeça e, nesse pacote de benesses, os filtros naturais saem ganhando. “Hoje em dia, existe uma epidemia mundial de obesidade. O excesso de peso leva à hipertensão e ao diabete. Quando hábitos saudáveis são adquiridos, o risco de sofrer com um problema no rim é bem menor”, destaca o nefrologista Nestor Schor, da Universidade Federal de São Paulo.

Alimentação equilibrada, rins a salvo

Tomar cuidado com o excesso de gordura e ingerir alimentos ricos em vitaminas e fibras vai colaborar bastante para a manutenção das funções renais. Quando o indivíduo já sofre com a DRC, é provável que seja obrigado a fazer algumas mudanças em seu cardápio. “Aí é importante adotar uma dieta com menor quantidade de proteína para evitar a sobrecarga renal”, afirma Marcos Vieira. Esse menu deve ser avaliado pelo médico e por um nutricionista.

Analgésicos só com orientação

Remédios só deveriam entrar em cena com a indicação de um especialista. Até mesmo quando aparece aquela simples dor de cabeça, fuja da automedicação. Na hora, ela pode até ser solucionada, mas, a longo prazo, quem pode sofrer são seus rins. “Tanto os analgésicos quanto os anti-inflamatórios são capazes de prejudicá-los, se tomados em excesso, porque favorecem a ocorrência de doenças renais”, alerta Nestor Schor. Procure sempre orientação médica para identificar o causador do incômodo e debelá-lo da melhor maneira possível.

Devagar com a bebida

Quando ingerido com parcimônia, o álcool pode até beneficiar o trabalho dos rins. Os experts chegam a recomendar uma ou duas doses bem pequenas. Porém, enfiar o pé na jaca não vai agradar aos pequenos filtros, que sofrem indiretamente. “Em excesso, o álcool pode causar hipertensão, que vai evoluir até gerar problemas renais”, adverte o nefrologista André Luis Baracat. A bebida também causa prejuízos ao fígado, o que, em última instância, vai desembocar em um estrago nos rins.

Apagar o cigarro em definitivo

No personagem principal desta reportagem, a atuação do fumo é tão nefasta quanto em outras partes do corpo. E a explicação está no surgimento de pequenos bloqueios, as placas de gordura, que diminuem o calibre dos tubos por onde circula o sangue. Isso causa problemas de pressão que, por sua vez, levam à DRC. “Os rins são cheios de vasos sanguíneos. O cigarro desencadeia inflamações que prejudicam o órgão”, destaca o nefrologista André Luis Baracat, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Você está bem de saúde? Veja 13 sinais do que a aparência diz sobre sua saúde

Uma aparência saudável e jovem muitas vezes é sinal de boa saúde. Logo, você fica tentado a culpar o envelhecimento e estresse como causadores das linhas faciais, unhas feias ou queda de cabelo quando, na verdade, essas falhas podem sinalizar problemas de saúde.

A especialista em medicina integrativa Molly M. Roberts, do Instituto de Saúde e Cura, em São Francisco, diz que esses problemas começam sussurrando, até falar, e se você não prestar atenção, eles começam a gritar. Para evitar tais problemas, o site Health listou 13 sinais físicos que podem ajudar a perceber os sinais ocultos.

Rugas

Embora as rugas sejam inevitáveis, elas também podem ser um sinal de osteoporose. Nova pesquisa revela uma associação surpreendente entre rugas e saúde dos ossos no início da menopausa. Rugas são o resultado do envelhecimento, mas a exposição excessiva à fumaça de cigarro ou sol pode acelerar o processo.

Pés inchados

Muitas condições, incluindo entorses, distensões, lesões e infecções, podem causar pés e tornozelos inchados. Gravidez, obesidade e certos medicamentos provocam retenção de líquidos nos membros inferiores. Se você é como um dos 5 milhões de americanos com insuficiência cardíaca, pode ter retenção de líquidos por causa da ação pobre do seu coração em bombear. Inchaço nas pernas, tornozelos e pés é um sintoma clássico desta condição.

Ondulações nas unhas

Se você evita manicure, porque as unhas estão uma bagunça, talvez precise ir ao médico. Unhas onduladas, deformadas ou descoloridas (amarelo-marrom) podem apontar para muitos problemas de saúde. Alterações na região são comuns em pessoas com psoríase, doença de pele crônica, artrite psoríaca; alopecia areata, um tipo de perda de cabelo desigual.

Mãos e pés grandes

Você iria se preocupar, e com razão, se um ente querido tivesse uma mandíbula saliente, uma testa proeminente ou mãos e pés desproporcionais. Todos são sinais clássicos de acromegalia, distúrbio hormonal que ocorre em adultos quando a glândula pituitária (hipófise), também responsável pelo hormônio do crescimento, tem produção elevada. Se você notar a mudança na aparência da pessoa, fique atenta a este sinal. Trata-se de uma desordem rara, porque as alterações nos ossos e tecidos moles ocorrem lentamente ao longo do tempo e muitas vezes tal fato passa despercebido.

A boca suja

Dentes sujos e gengivas não são apenas sinais de má higiene oral. Sua boca pode revelar coisas desagradáveis sobre o seu coração e ossos. Em 2010, pesquisadores escoceses relataram no British Medical Journal que a escovação dos dentes diminui o risco de doença cardíaca. As pessoas que escovaram com menos frequência tinham um risco 70% maior de doença cardíaca ou morte por doença do coração. Perda dos dentes também pode sinalizar osteoporose.

Rubor facial

Nem sempre rubor facial é sintoma de vergonha. Vermelhidão facial com lesões de acne na pele são sintomas comuns da rosácea, uma doença de pele crônica. Embora a causa exata não seja conhecida, as pessoas com o problema ficam com o rosto vermelho, causados por eritemas, que em geral começam pela região central do rosto, podendo evoluir para complicações mais grave na pele, como pústulas.

Manchas escuras na pele

Um anel escuro na pele, na parte de trás do pescoço, pode parecer que está “pedindo” uma boa esfregada. Mas, na realidade, pode ser acanthosis nigricans, uma condição na qual a pele parece mais escura e mais espessa e até mesmo aveludada ao longo dobras do corpo. Pessoas com resistência à insulina, diabetes, obesidade ou, em casos raros, com câncer, podem desenvolver essas manchas escuras. “Embora não seja um sinal definitivo de diabetes, isso pode fazer você pensar duas vezes e realizar mais exames”, diz Heather Jones, enfermeira da Oregon Health & Science University, em Portland, e membro do Dermatology Nurses Association.

Pelos no corpo

Pelos onde você não deseja é constrangedor, com certeza, mas também podem ser um sinal de problemas de saúde mais preocupante. Entre elas, está a síndrome do ovário policístico (SOP), uma causa comum de crescimento do pelos em mulheres em idade fértil, pode causar infertilidade, períodos menstruais irregulares ou ausentes. Mais de 70% das mulheres com SOP têm hirsutismo, ou o crescimento de pelos em excesso, aparecendo tipicamente na face, peito, barriga, costas, mãos ou pés.

Erupção na pele

A erupção é como uma bandeira vermelha. É a maneira de seu corpo dizer que algo não está certo. Existem vários tipos de erupções, mas uma em particular se destaca. Estende-se por ambas as faces em forma de uma borboleta e tem uma aparência tipo queimadura solar. Essa mancha é um sintoma clássico de lúpus, doença do sistema imunológico que afeta a pele, articulações, sangue e rins.

Perda de cabelo

O que você deve fazer com aquela bola de cabelo no ralo do chuveiro? Estresse, gravidez, doenças, medicamentos e alterações nos hormônios podem contribuir para a queda de cabelo. Entre as mulheres, em particular, cabelos secos e falhas podem indicar sinais de problemas na tireoide. Um simples exame de sangue pode verificar se o corpo está produzindo quantidades normais de hormônio da tireoide ou não.

Lábios rachados

Seus lábios podem dizer muito sobre sua saúde. Severamente rachados, lábios secos podem ser uma reação à medicação, um risco ocupacional (se você é um músico de metal), ou um sintoma de alergia, infecção ou outras condições. Rachaduras nos cantos da boca podem ser um sintoma de Sjogren , um distúrbio do sistema imunológico. O problema causa olhos secos e boca seca, bem como dor nas articulações e pele seca. Até 4 milhões de americanos, em sua maioria mulheres, apresentam a síndrome.

Pintas

Pintas, ou sinais na pele, podem ser sinal da presença de câncer. Procure crescimentos que são assimétricos, têm uma fronteira irregular, variam em cor, possuem um diâmetro maior que 6 milímetros, ou estão mudando e evoluindo. Melanoma é a forma mais letal de câncer de pele e pode apresentar um ou mais desses sinais. Se notar alguma alteração, deve-se passar por uma consulta médica para avaliação.

Olhos amarelos

Eles são uma janela para a sua saúde, então, quando a parte branca dos olhos torna-se amarela, há razão para suspeitar de problemas. Em adultos, pode ser um sinal de doença hepática, tais como hepatite ou cirrose. Também pode significar que os ductos biliares do fígado estão bloqueados. Qualquer pessoa com amarelecimento dos olhos deve ver seu médico para avaliação.

Não confie cegamente no seu índice de colesterol

Pode já ter acontecido com você. Em uma visita ao médico, para aquele check-up anual, você recebe o resultado do exame de colesterol e não consegue entender direito o que aqueles números querem dizer. Para simplificar, o que geralmente se aprende é o seguinte: colesterol baixo significa alívio, colesterol alto representa preocupação, e risco de ataque cardíaco. Médicos americanos afirmam, no entanto, que essa relação não é tão direta.

Primeira revelação: o nível de colesterol de quem tem problemas cardíacos é quase igual ao de pessoas saudáveis, não há diferença notável. Para se ter uma ideia, o nível médio de colesterol LDL (o chamado “colesterol ruim”) de quem está no hospital, com problemas no coração, é de 105, o que se considera “quase ótimo”. Metade dos pacientes americanos, em 2009, tinha LDL abaixo de 100, cuja classificação é “de baixo risco”.

É também em apenas metade dos pacientes com ataque cardíaco que se verificou “colesterol alto” (acima de 240), e 20% deles tinham essa taxa abaixo de 200, o que os coloca na taxa “segura” quanto a problemas no coração. O colesterol analisado isoladamente, portanto, não representa um bom diagnóstico para nada.

Isso se explica, segundo os médicos, porque os exames medem o colesterol a partir do sangue. Essa medida desconsidera, por exemplo, o LDL que se acumula em placas na parede dos seus vasos sanguíneos, e é justamente isso que entope artérias e pode causar infartos.

Este engano causa dois problemas. Uma pessoa pode ter a parede limpa de LDL, mas uma taxa elevada de colesterol. Não é motivo para preocupação, mas ela provavelmente vai gastar um bom tempo em consultórios até se convencer disso. O inverso é ainda pior. O paciente recebe a taxa de colesterol no sangue, que está normal, mas ignora que suas artérias estão se obstruindo com muros de LDL, e o ataque cardíaco pode ser fulminante.

Os dois colesterois, “LDL” (o ruim) e o “HDL” (bom) coexistem no corpo. A “virtude” do HDL é justamente a capacidade de retirar as placar de LDL das paredes da artéria e limpar as vias sanguíneas. Quando a quantidade de LDL ultrapassa capacidade de limpeza do HDL, a artéria começa a se obstruir.

A genética desempenha importante papel nesse quesito: há pessoas com mais ou menos tendência de acumular LDL. Pressão Sanguínea, obesidade, cigarros e doenças inflamatórias também jogam a favor do colesterol ruim.

Os ataques cardíacos, apesar disso, não são causados pelo estreitamento gradual e contínuo de uma artéria. O que acontece, em determinado ponto, é a ruptura de uma placa, como uma bolha, em uma artéria que está com menos de 50% de “entupimento”. Isso é uma ocorrência imprevisível, e é justamente por isso que você não deve confiar plenamente quando seu índice de colesterol é dado como bom. Apenas uma análise de vários outros indicadores de saúde pode dizer se sua artéria está ou não em bom estado. [CNN]

Os efeitos do consumo do álcool a curto prazo são conhecidos: ressacas, cansaço, má aparência.

A longo prazo, a ingestão da substância está associada a várias condições, entre elas o câncer da mama, câncer oral, doenças cardíacas, derrames e cirrose hepática, entre outras.
Pesquisas também associaram o consumo de álcool em doses elevadas à problemas de saúde mental, perda de memória e diminuição da fertilidade.

Entretanto, estudos também concluíram que, ingerida com moderação, a substância pode ter um efeito benéfico, ajudando a proteger o coração ao elevar os índices de bom colesterol no organismo e impedir a formação de coágulos sanguíneos.

As mensagens são contraditórias, levando especialistas ouvidos pela BBC a recomendar que as autoridades sejam mais claras em suas campanhas de conscientização.

Não existe nível absolutamente seguro de consumo de álcool, dizem. Mas se você quer beber, não exceda 21 unidades por semana para homens e 14 unidades por semana para mulheres.

Problemas Cardíacos e Câncer

A ingestão de mais de três copos de bebida alcoólica por dia prejudica o coração.

O consumo excessivo, especialmente a longo prazo, pode resultar em pressão alta, cardiomiopatia alcoólica, falência cardíaca e derrames, além de aumentar a circulação de gorduras no organismo.

As associações entre o consumo de álcool e o câncer também são bastante conhecidas.

Um estudo publicado no British Medical Journal no ano passado concluiu que o consumo de álcool provoca pelo menos 13 mil casos de câncer por ano na Grã-Bretanha, nove mil em homens e quatro mil em mulheres.

O efeito negativo do álcool para a saúde em geral pode estar associado a uma substância conhecida como acetaldeído – produto em que o álcool é transformado após ser digerido pelo organismo.

Essa substância é tóxica e experimentos demonstraram que ela danifica o DNA.

O cientista KJ Patel, que trabalha no laboratório de biologia molecular do Medical Research Council, na Grã-Bretanha, vem pesquisando os efeitos tóxicos do álcool.

“Não há a ocorrência de uma célula cancerosa a não ser que o DNA seja alterado. Quando você bebe, o acetaldeído está corrompendo o DNA da vida e colocando você no caminho para o câncer”.

Imunidade e Fertilidade

Um relatório publicado recentemente na revista científica Bio Med Central (BMC) Innunology revelou que o álcool afeta a capacidade do organismo de combater infecções virais.

E estudos sobre fertilidade indicam que mesmo o consumo moderado da substância diminui a probabilidade de uma mulher conceber. Nos homens, o consumo excessivo diminui a qualidade e quantidade de esperma.

KJ Patel acaba de completar uma investigação sobre os efeitos tóxicos do álcool sobre ratos.

Seu estudo indica que uma única dose excessiva de álcool durante a gravidez pode ser suficiente para provocar danos permanentes sobre o genoma do feto.

A Síndrome Alcoólica Fetal, segundo Patel, “pode resultar em crianças com danos sérios, nascidas com anomalias na cabeça e face e com deficiências mentais”.

Fígado

O médico Nick Sheron, que comanda a unidade de fígado do Southampton General Hospital, na Inglaterra, disse que os mecanismos por meio dos quais o álcool prejudica o organismo não são claros.

“A toxicidade do álcool é complexa, mas sabemos que há um relacionamento próximo e claro”.

Quanto maior a ingestão semanal, maior o dano ao fígado e esse efeito aumenta exponencialmente em alguém que bebe de seis a oito garrafas de vinho – ou acima disso – nesse período.

Segundo Sharon, nas últimas duas ou três décadas, houve um aumento de 500% no número de mortes por doenças do fígado na Grã-Bretanha. Dessas, 85% foram provocadas pelo álcool. O ritmo desse crescimento começou a diminuir, mas muito recentemente.

“O álcool tem um impacto maior sobre a saúde do que o fumo porque ele mata em uma idade menor”. Segundo o especialista, doenças do fígado provocadas pelo consumo de álcool matam por volta dos 40 anos de idade.

Álcool x Heroína, Crack e Cocaína

O consumo de álcool é, cada vez mais, um problema de saúde pública.

No início do ano, o serviço nacional de saúde britânico, NHS, anunciou que internações associadas ao consumo de álcool na Grã-Bretanha atingiram nível recorde em 2010.

Houve mais de um milhão de internações, em comparação com 945.500 em 2008-2009 e 510.800 em 2002-2003.

Quase dois terços dos pacientes eram homens.

Segundo a entidade beneficente britânica Álcool Concern, há estimativas de que o número de internações possa alcançar 1,5 milhão por volta de 2015.

Quando são considerados os perigos para o indivíduo e a sociedade como um todo, o álcool é mais prejudicial do que a heroína e o crack – concluiu um estudo publicado no ano passado na revista científica The Lancet.

O estudo, feito pelo Comitê Científico Independente sobre Drogas, órgão científico independente que estuda as drogas e seus efeitos, concluiu também que o álcool é três vezes mais prejudicial do que a cocaína e o tabaco porque é usado de forma muito mais ampla.

Consumo Recomendado
A diretora de pesquisas do Institute of Alcohol Studies, Katherine Brown, disse que as orientações atuais sobre o consumo de álcool e a forma como essas diretrizes são comunicadas à população podem estar contribuindo para a desinformação do público.

“Precisamos ser cuidadosos quando sugerimos que existe um nível ‘seguro’ de ingestão. Na verdade, precisamos explicar que existem riscos associados ao consumo do álcool e que quanto menos você bebe, menor seu risco de desenvolver problemas de saúde”.

Para a especialista, é preciso mudar a percepção de que “beber regularmente é uma prática normal e livre de riscos”.

O médico Nick Sheron concorda.

“Não existe um nível seguro. As pessoas apreciam um drink, mas precisam aceitar que existem riscos e benefícios”.

TV 3D – Samsung alerta sobre riscos para saúde

A Samsung publicou em seu site um alerta sobre os efeitos colaterais que o uso de televisores 3D pode causar. Grávidas, pessoas com insônia, crianças, adolescente (que ficam horas em frente à TV) e consumidores de bebidas alcoólicas fazem parte do grupo de risco.

“Alguns espectadores podem experimentar ataques epilépticos após a exposição a imagens intermitentes de algum filme ou videogame [3D]”, diz a empresa que já comercializa seus televisores em 3D. Ela adverte também que não é necessário ter sofrido ataques anteriormente ou ter antecedentes familiares.

Então, para evitar problemas como visão alterada, enjôo, confusão, náuseas, perda de consciência, convulsões, cãibras ou desorientação, após uma sessão pipoca, a melhor receita é fazer pausas freqüentes durante o uso da tecnologia.

Fonte Olhar Digital