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Impressão 3D – Tecnologia pode imprimir órgãos humanos em laboratório

[adrotate banner=”2″]Cientistas da Universidade Heriot-Watt, no Reino Unido, desenvolveram um processo de impressão 3D utilizando células-tronco humanas.

A tecnologia pode abrir caminho para criar tecidos humanos tridimensionais em laboratório para transplantes e testes, eliminando a necessidade de doação de órgãos e o problema da rejeição entre pacientes.

O pesquisador Will Shu e seus colegas utilizaram uma impressora com “método de válvula”, que depositou um líquido contendo células-tronco embrionárias cultivadas em laboratório. As células foram expelidas com um minúsculo jato de ar e o fluxo foi controlado pela abertura e o fechamento de uma microválvula.

As células vivas foram impressas em uma placa de petri e se agregaram e formaram uma esfera minúscula.

“Esta é a primeira vez que essas células 3D foram impressas. A técnica nos permite criar modelos mais precisos de tecidos humanos que são essenciais para o desenvolvimento e testes da toxicidade de drogas in vitro. Como a maioria de descoberta de drogas tem como alvo as doenças humanas, faz sentido usar tecidos humanos. Em longo prazo, prevemos que a tecnologia permita criar órgãos viáveis em 3D para implantação médica a partir de células do próprio paciente, eliminando a necessidade de doação de órgãos, a supressão imunológica e que o problema da rejeição de transplante”, afirma Shu.

As células-tronco embrionárias humanas podem se replicar e dar origem a qualquer tipo de célula do corpo humano. Elas são apontadas como fontes de tecidos substitutos, reparando quase tudo, de corações a pulmões defeituosos a lesões na espinha.

Os cientistas testaram previamente a impressão tridimensional, que usa tecnologia de jato de tinta, com outros tipos de células, inclusive as células-tronco adultas. Mas, até então, as células-tronco embrionárias, que são mais versáteis do que células maduras, demonstraram ser muito frágeis.

Segundo os pesquisadores, as células-tronco embrionárias impressas mantiveram sua pluripotência, ou seja, a habilidade de se diferenciar e formar qualquer outro tipo de célula.

“Alô Enfermeiro” – Tira dúvidas sobre o Câncer – Pacientes e familiares tiram dúvidas sobre a doença pelo telefone

O serviço “Alô Enfermeiro“, do Instituto do Câncer de SP é procurado, principalmente, por familiares e cuidadores de pacientes

Uma pesquisa feita por meio do projeto “Alô Enfermeiro”, serviço telefônico do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) voltado para pacientes da unidade e que funciona 24 horas, apontou que 2,5 mil ligações são feitas por mês. Do total, 42% das ligações são relativas a pacientes com tumores hematológicos e gastrointestinais, 19% a portadores de tumores ginecológicos, 13% a pacientes com tumores no trato urológico e 10% a pacientes com tumores na região da cabeça e pescoço.

O levantamento do Instituto do Câncer também revelou que as pessoas que mais usam o serviço (57%) são os familiares e os cuidadores dos pacientes com idade média de 60 anos. As dúvidas mais freqüentes estão relacionadas a atividades cotidianas, ou seja, 60% das perguntas são sobre cuidados para sair de casa em dias ensolarados, a maneira correta de ingerir medicamentos, como se alimentar adequadamente e como se deve proceder ao se machucar em atividades habituais.

Além disso, muitas pessoas usam o “Alô Enfermeiro” para solucionar problemas relacionados aos efeitos colaterais do tratamento de quimioterapia, como febre, queda de cabelo, náusea e fadiga. Segundo a gerente de enfermagem do Icesp, Daniela Vivas, o projeto visa “proporcionar comodidade e segurança aos pacientes, evitando, assim, idas desnecessárias ao hospital.”

Transtorno bipolar virou diagnóstico ‘desejável’ na Grã-Bretanha, alertam psiquiatras

Uma dupla de psiquiatras britânicos alertou para um novo fenômeno: o fato de que muitas pessoas estão se autodiagnosticando com transtorno bipolar ou pedindo para que médicos façam esse diagnóstico.

Segundo os psiquiatras Diana Chan e Lester Sireling, do hospital St. Ann, em Londres, o fenômeno se deve ao aumento da conscientização pública em relação à condição e ao fato de que várias celebridades no país estão falando abertamente sobre serem bipolares.

Isso, segundo eles, tem feito com que o transtorno seja mais aceitável e tenha menos estigma.

Os psiquiatras disseram ainda que os pacientes podem ainda estar buscando um status social mais alto, já que a condição costuma ser associada a pessoas criativas como o ator britânico Stephen Fry, que vem discutindo abertamente seu diagnóstico.

Desde que o ator veio a público para falar sobre sua condição, psiquiatras britânicos vem recebendo mais pacientes que dizem ser bipolares, segundo Chan.

Desafios

“Uma pessoa que veio a nós tendo se diagnosticado como bipolar havia sido tratada antes com depressão”, disse. “Ela também estava usando álcool e drogas ilícitas para controlar suas ‘variações de humor’ e havia relatado comportamento vergonhoso e instável”, disse a psiquiatra.

A paciente acabou sendo diagnosticada com o transtorno bipolar.

Segundo a psiquiatra, ser bipolar virou um diagnóstico visto como desejável, o que deve aumentar ainda mais o número de pessoas chegando ao consultório com este autodiagnóstico.

Isso traz uma série de desafios aos médicos.

“É importante que os psiquiatras façam esse diagnóstico quando válido”, disse Chan. “Mas, por outro lado é igualmente essencial ajudar as pessoas que desejam esse diagnóstico a entender que ter ‘variações de humor’ e comportamentos caóticos ou instáveis não significa necessariamente que estejam sofrendo de transtorno bipolar.”

O transtorno bipolar é uma condição mental que se manifesta com episódios de instabilidade de humor, alternando entre o “alto” (comportamento maníaco) e o “baixo” (depressão).

A condição pode atrapalhar os relacionamentos, trabalho e interações sociais dos pacientes.

Fonte BBC Brasil

Redução de estômago – Justiça proibe cirurgia bariátrica feita em Fausto Silva pelo médico Áureo Ludovico

[adrotate banner=”2″]A Justiça Federal de Goiás proibiu ontem (27), em caráter liminar, a realização da cirurgia de redução de estômago que promete curar o diabetes até que o médico Áureo Ludovico de Paula submeta o procedimento -considerado experimental- ao Conselho Federal de Medicina e ao Conep (Comitê Nacional de Ética em Pesquisa).

Em caso de descumprimento, Ludovico será multado em R$ 100 mil por cada cirurgia realizada em desacordo com a decisão. A técnica, conhecida como interposição de íleo, foi desenvolvida pelo cirurgião goiano e realizada no apresentador Fausto Silva. Mais de 450 pacientes já se submeteram ao procedimento. Cabe recurso.

Enquanto aguarda a aprovação do Conep e do CFM, Ludovico só poderá realizar o procedimento em casos comprovados de urgência (como risco de morte). Essa decisão caberá a uma câmara formada por três médicos no Conselho Regional de Medicina de Goiás por determinação do juiz Urbano Leal Berquó Neto.

A decisão atende parcialmente a uma ação do Ministério Público Federal contra o médico. O procedimento não tem aprovação do Conep e não é reconhecido nem pelo CFM nem pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica.

A diferença dessa técnica para a cirurgia convencional está na recolocação do íleo (fim do intestino delgado) entre o duodeno e o jejuno. Ao entrar em contato com o alimento, o íleo começa a produzir GLP1 (hormônio que estimula a produção de insulina). Nos diabéticos tipo 2, a insulina está reduzida no organismo e o íleo produz pouco GLP1 porque a maior parte do alimento já foi absorvida.

Com o reposicionamento de parte do intestino, o alimento entra em contato mais rápido com o íleo, o que pode aumentar a produção do GLP1.

Thomaz Szegö, presidente da SBCBM, diz que ainda não há evidências que comprovem a eficácia da técnica. “A sociedade segue a lei, e a lei diz que não se pode inventar uma técnica no consultório e começar a usar nos pacientes. Não se autoriza uma técnica com pacientes operados em série, por um cirurgião que vai realizando uma operação atrás do outra.”

Procurado pela reportagem, Ludovico disse que ainda não tinha sido notificado da decisão. Questionado sobre o pedido de autorização ao Conep, o médico disse que “essa cirurgia não é experimental, por isso não precisa de autorização.”

Fonte Folha OnLine

Medicamento contra a disfunção erétil – Novo “Viagra” funciona em 15 minutos


[adrotate banner=”2″]Em teste, novo medicamento contra a disfunção erétil mostrou dar resultados 15 minutos após a ingestão.

A empresa farmacêutica Vivus anunciou ontem que sua nova droga, o avanafil, chegou a funcionar neste tempo para 72% dos pacientes de um dos grupos do experimento.

O Viagra, medicamento mais conhecido para o tratamento da condição, leva de 30 minutos a uma hora para agir no organismo.

O teste foi feito com 646 homens com histórico de problema de disfunção erétil nos último seis meses; 72% deles já havia tentado pelo menos um outro método para resolver o problema.

Os pacientes passaram por um período de quatro semanas sem nenhum tratamento e foram divididos em quatro grupos para ingestão de avanafil por 12 semanas: com dosagens de 50mg, 100 mg e 200mg, ou ingerindo um placebo.

Não houve qualquer tipo de restrição a ingestão de bebidas alcoólicas ou alimentos. O resultados mostraram que quem tentou manter relações sexuais 15 minutos após tomar o remédio teve sucesso em 67%, 69% e 72% das vezes para as dosagens de 50, 100 e 200 mg respectivamente.

penas 29% dos pacientes tomando o placebo tiveram resultado nesse tempo.Já os pacientes ingerindo a dosagem de 200 mg tiveram ereção suficiente para manter a relação em 80% das tentativas.

Esta é a terceira fase de testes exigidos pela FDA (Food and Drug Administration), agência que regula medicamentos e alimentos nos Estados Unidos. Em todas as dosagens, não houve grandes efeitos colaterais constatados, sendo os mais graves dor de cabeça e corrimento e congestão nasais.

Submetido ao FDA em dezembro de 2009, o medicamento ainda precisa passar pelos testes com homens diabéticos e com aqueles que sofrem de disfunção erétil após a retirada da próstata. No total, serão 1.300 pacientes.

Fonte Info