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FDA investiga risco de doenças pancreáticas associado a remédios contra diabetes

foto-imagem-medicamento-victoza-fabricado-pela-novoEvidências sugerem que classe de medicamentos incretinomiméticos podem causar pancreatite e lesões pré-cancerosas

A Food and Drug Administration dos EUA (FDA admitiu estar investigando novas evidências de um grupo de pesquisadores acadêmicos que sugerem um risco maior de pancreatite e lesões pré-cancerosas em pacientes com diabetes tipo 2 tratados com uma classe de medicamentos chamados incretinomiméticos.

Os resultados foram baseados na análise de um pequeno número de amostras de tecido de pâncreas retiradas de doentes após eles morreram de causas não especificadas.

A FDA solicitou aos pesquisadores o fornecimento da metodologia utilizada para recolher e estudar estas amostras e das amostras de tecido para que a agência possa investigar a toxicidade pancreática potencial associada aos medicamentos da classe dos análogos de incretina, que inclui o Victoza, fabricado pela Novo Nordisk, e o Byetta, da Eli Lilly.

Estes medicamentos funcionam imitando os hormônios incretinas que o corpo produz naturalmente para estimular a liberação de insulina em resposta a uma refeição. Eles são usados juntamente com dieta e exercício para reduzir o açúcar no sangue em adultos com diabetes tipo 2.

[adrotate banner=”2″]A FDA não atingiu quaisquer novas conclusões sobre os riscos de segurança com drogas miméticas das incretinas. Segundo a agência, este comunicado se destina apenas a informar os profissionais de saúde pública e de saúde que ela pretende obter e avaliar esta nova informação.

A agência irá comunicar suas conclusões e recomendações finais quando sua avaliação estiver completa ou quando a tiver informações adicionais para relatar.

As autoridades recomendam que, neste momento, os pacientes devem continuar a tomar o medicamento conforme indicado até que falem com o seu médico e os profissionais de saúde devem continuar a seguir as recomendações de prescrição nos rótulos dos medicamentos.

Lesões Articulares


Muito pouco se fala sobre os cuidados que precisam ser tomados ao realizar qualquer atividade física. Antes de iniciar um programa de exercícios, deve-se fazer uma avaliação postural para identificar possíveis desvios nas curvaturas normais da coluna e observar o alinhamento dos pés e dos joelhos.

As pessoas que apresentarem tais desvios terão maior probabilidade de sentir dor ou desconforto se o exercício escolhido trouxer um maior estresse sobre as respectivas articulações. Dessa forma, determinadas atividades ou exercícios são contra-indicados para essas pessoas. Confira outros fatores que também podem provocar lesões articulares:

* uso de calçados inapropriados para o esporte ou a atividade praticada;

* execução incorreta de determinados movimentos, o que coloca as articulações em um posicionamento inadequado;

* assimetria de força e flexibilidade (por exemplo, musculatura anterior muito mais forte ou flexível que a posterior); ausência de

* aquecimento na fase inicial da atividade; falta de flexibilidade; solo

* irregular (como buracos e desalinhamentos) ou rígido demais (asfalto, concreto), dificultando o amortecimento; transição brusca entre os movimentos.

Se você se exercita sozinho, procure prestar mais atenção nestes detalhes. Escolha muito bem o local do treino, o vestuário adequado e busque orientações sobre a execução correta dos exercícios. Estas medidas contribuirão para sua segurança e para a longevidade do seu treinamento.

O que podem provocar lesões nos joelhos? Movimentos errados, sobrecarga e postura inadequada

Orientação de um profissional é importante na hora dos exercícios.
Movimentos errados e postura inadequada também são perigosos.

O joelho é a maior articulação do corpo humano, sustenta todo o nosso peso e está sempre sujeito a sofrer lesões. Por isso é preciso cuidado na hora de praticar exercícios físicos que exigem bastante das pernas.
No Bem Estar desta sexta-feira (9), os fisioterapeutas Maria Emília Mendonça e David Costa falaram sobre os riscos de lesão e explicaram como funciona o joelho.

Segundo a fisioterapeuta Maria Emília, é importante distribuir o esforço nas diferentes articulações. Além disso, é importante exercer uma força de reação ao solo, ou seja, não apenas ficar passivamente em pé, mas levar um pouco o peso à frente para estimular a musculatura de sustentação e não apoiar-se nos ligamentos dos joelhos.

A dor que sentimos é um sinal de defesa do corpo humano já que as articulações têm células mecanorreceptoras que avisam o cérebro quando elas estão sendo exigidas demais. A principal dica dos especialistas é não fazer exercícios físicos com dor.

Joelho

Fisioterapeutas Maria Emília Mendonça e David Costa falam sobre lesões no joelho e como evitá-las

O que é? É a maior articulação do corpo humano e está sempre sujeito a sofrer lesões, tanto traumáticas (acidentes e quedas) quanto degenerativas (desgaste e envelhecimento)

 

É composto de ossos, cartilagem, ligamentos e meniscos. Ele é dividido em duas articulações distintas: uma entre o fêmur e a tíbia chamada de fêmoro-tibial e outra entre o fêmur e a patela denominada fêmero-patelar


Banco da bicicleta:
– A posição correta na bicicleta, inclusive no spinning, deve ser com o banco na altura média. As pernas não podem ficar muito esticadas, nem muito dobradas. Para ajustar, fique ao lado da bicicleta e coloque o assento no nível do osso do quadril.

 


Cuidado com saltos:
-Não use salto alto num dia e sandália rasteirinha no outro. Essa mudança brusca altera a postura e pode provocar dores nos joelhos, caso a mulher tenha uma predisposição. O ideal é usar salto alto um dia, médio no outro e só depois a rasteirinha.

 


Pouco amortecimento:
Para correr, use tênis com um pouco de amortecedor. O excesso de amortecedor não é recomendado porque o impacto é necessário para fortalecer os ossos, previne e trata a osteoporose.

 

 


Estique as pernas:
-Ficar sentado sem movimentar as pernas é prejudicial ao joelho por que a patela pressiona a cartilagem. Estique e flexione as pernas para estimular o líquido sinovial, que lubrifica a articulação.
Na musculação, é indispensável a orientação profissional para não sobrecarregar a região da perna com cargas muito elevadas. Não tenha pressa para ganhar músculos, pois a sobrecarga causa o envelhecimento das articulações.

Movimentos errados, postura inadequada e falta de intervalos durante as séries pode causar diversos problemas no joelho. Os mais comuns são desgaste da cartilagem, dos meniscos, lesões nos tendões e ligamentos.

Exercícios de agachamento com as duas pernas podem forçar o ligamento, os meniscos e os tendões e a pessoa pode desenvolver tendinopatia, uma inflamação nos tendões, degeneração na cartilagem e nos meniscos. Já a cadeira extensora pode pressionar a cartilagem e também influenciar no processo de degeneração.

Carga muito pesada pode até provocar um corte no menisco, geralmente nos exercícios com agachamento de uma perna e depois a outra. Muitas vezes, há uma falha muscular durante a atividade e o peso vai todo para a região articular, sobrecarregando os ligamentos que esticam demais e se rompem.

Os flexores de joelho, que são exercícios para glúteos e músculos atrás das coxas, podem prejudicar os tendões ou inflamar a região posterior do joelho. Essa inflamação é provocada pelo líquido sinuvial, que tem a função de lubrificar a região.

Outro problema que pode atingir o joelho é a artrose, que tem início com uma lesão chamada condromalacia patelar, que afeta a cartilagem entre a patela e o fêmur. É o início do desgaste da cartilagem. Essa patologia pode acontecer após exercícios feitos de forma inadequada, deficiência congênita e sobrecarga, mas também tem um fator genético – algumas pessoas nascem com a cartilagem mole, por exemplo. A condromalacia provoca dor, inchaço e limitações de movimentos.

Esse desgaste da cartilagem é o maior problema que o sobrepeso pode causar ao joelho e, depois da condromalacia, pode avançar para a artrose, se não houver mudanças de hábito.

Para proteger os joelhos, é importante fortalecer os músculos das pernas, do quadril, do abdômen e da lombar. Mas cuidado com esportes como futebol, tênis, vôlei e hóquei, que oferecem maior risco de lesões.

Os médicos explicam que a lesão mais comum é causada pela mudança brusca de direção, ou seja, quando o jogador que está correndo precisa parar rapidamente para mudar de sentido. Nesse movimento, o joelho sofre uma torção e os ligamentos podem se romper. É muito comum acontecer com jogadores de futebol. Depois de rompidos, os ligamentos só são recuperados com enxerto, pois não podem ser costurado como a pele.

Mulheres também devem tomar cuidado com sapatos. Usar um sapato baixo após um dia inteiro com salto alto força a coluna e sobrecarrega o quadril e os joelhos. O salto alto faz com que os joelhos fiquem hiperestendidos, além de prejudicar o equilíbrio do corpo.

Os pés ajudam a equilibrar o corpo e a tirar a sobrecarga da ação da gravidade sobre os joelhos. O apoio correto e a boa mobilidade dos tornozelos é fundamental para melhorar a distribuição do peso do corpo e evitar uma sobrecarga nos joelhos já que os pés bem posicionados amortecem o peso do corpo.

Lesões nos tendões, como a tendinite, exigem repouso e antiinflamatório porque o tendão demora a se curar. Veja abaixo o resultado da enquete feita no nosso site:

A importância da postura para evitar lesões por repetição

O corpo humano não foi projetado para muitas das atividades que hoje pertencem à nossa rotina. Ficar sentado diante do computador durante horas, todos os dias, pode causar dores, dificuldades de movimentação e formigamento nos dedos.

Esses e outros sintomas estão ligados à LER (lesão por esforço repetitivo), tema do Bem Estar desta sexta-feira (6). A LER não é uma doença propriamente dita, mas engloba todos os problemas nos ossos e músculos que tenham origem em atividades repetitivas. Normalmente, o mal está ligado ao trabalho, mas isso não é regra.

As lesões são mais recorrentes em pessoas que digitam muito ou apertam mouse, atendem e transferem telefonemas ou fazem fotocópias. Em casa, os serviços domésticos também desencadeiam problemas, por isso é preciso segurar corretamente panelas e vassouras.

A lesão mais comum é a tendinite, uma inflamação nos tendões. Outras recorrentes são a síndrome do túnel do carpo, a tendinite de Quervain, o dedo em gatilho e o cotovelo de tenista (veja na arte acima).

Os especialistas falaram, ainda, sobre os cuidados que se deve ter para evitar o surgimento de dores. Três aspectos são fundamentais para reduzir os riscos: é preciso fazer pausas durante qualquer atividade e saber respeitar os limites do corpo; a altura e a posição dos aparelhos precisa estar adaptada à pessoa; e é necessário ter atenção com a postura.

Em qualquer atividade que se faça, é importante usar todo o corpo. Pense no movimento que você realiza, por exemplo, quando se abaixa para pegar um objeto pesado no chão – o ideal é dobrar os joelhos e usar as duas mãos. Esse tipo de raciocínio serve para todos os trabalhos braçais.

No caso do computador, em que a LER é comum, o que se deve observar é a posição dos objetos. A cadeira e a mesa devem ficar na altura que proporcione maior naturalidade e conforto a quem estiver sentado.

A posição mais recomendada do monitor é à altura dos olhos, para evitar que a pessoa abaixe a cabeça e force o pescoço. Para usar o teclado e o mouse, o ideal é que o cotovelo forme um ângulo de 90 graus. Os dois pés devem ficar apoiados no chão e, se a máquina for compartilhada por indivíduos de alturas diferentes, o uso de almofadas pode resolver o problema.

Maria Cândida aproveitou para dar dicas sobre os laptops, computadores portáteis que muita gente usa em casa. Para utilizá-lo no colo, é preciso tomar alguns cuidados: recostar-se bem no assento, apoiar os pés no chão e colocar algum objeto para deixar o computador um pouco mais alto. Ainda assim, o ideal é colocá-lo sobre a mesa.

Quando o notebook ficar em cima da mesa, deve ser usado da mesma maneira que o desktop – computador convencional. Para isso, é recomendado colocar um suporte debaixo do computador, para que ele não fique muito baixo em relação aos olhos. Teclado e mouse também devem ficar na altura certa.

fonte:G1

Câncer de pele – Cientistas da USP criam novo modo de diagnosticar e tratar a doença


Aparelho é mais barato e mais rápido do que opções do mercado.
Pesquisadores têm R$ 4 milhões do BNDES para fabricar o novo modelo.

Pesquisadores da Universidade de São Paulo desenvolveram um equipamento de tratamento e de diagnóstico do câncer de pele – que é o mais freqüente, no Brasil – e corresponde a 25% dos tumores malignos registrados.

Mais de 2,5 mil lesões já foram tratadas com o modelo desenvolvido pela USP de São Carlos, que ajuda a tratar lesões causadas pelo câncer de pele, além de diagnosticá-las rapidamente, por um preço mais em conta.

O equipamento desenvolvido pela USP pode ser fabricado por menos de R$ 7 mil, é leve, fácil de transportar – e o melhor – indica na hora se o paciente tem câncer ou não.

Outras opções usadas nesse tipo de tratamento já existem aqui e em outros países. Mas o aparelho é caro, quase R$ 200 mil, e não tem as vantagens do modelo brasileiro.

Os pesquisadores já têm um financiamento de R$ 4 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para fabricar o novo modelo. A previsão é de que até o fim do ano, pacientes de cem cidades tenham acesso, de graça, a essa tecnologia.

“Permite a resolução de casos numa faixa bastante grande, 70, 80% dos casos tratados”, diz o pesquisador da USP São Carlos, Vanderlei Salvador Bagnato.

“Tem um excelente resultado cosmético, dando menos irritação, menos cicatrizes residuais da lesão tratada e sendo com pouca dor e bem tolerada pelo paciente”, afirma a dermatologista Ana Gabriela Sálvio.

Antes de passar pelo tratamento, o que a professora aposentada Flora Bernardes ouviu de um médico foi assustador. “Ele disse que eu tinha que tirar metade do nariz fora. E o resultado é esse que você está vendo no meu rosto. Eu posso enfrentar qualquer um sem constrangimento”, diz Flora.

Fonte G1