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O hábito de ficar sentado o dia todo, muitas vezes em uma cadeira inadequada e inclinado em direção à tela do computador está entre as causas de um dos males do mundo moderno: a dor nas costas.

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Dor no ciático, hérnia e rigidez no pescoço são alguns dos problemas que podem se tornar crônicos e trazem limitações na hora de fazer exercícios.

“Ficar sentado durante tanto tempo nos obriga a adotar uma postura que não é adequada para o corpo humano”, afirmou à BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC, Sebástian Pineda, diretor da Escola de Capacitação de Personal Trainers, que atua em países como México e Colômbia.

Há práticas que podem ser adotadas tanto para melhorar como para aliviar o quadro de dor nas costas, segundo o especialista. Atividades como pilates, natação e caminhada, além de exercitar o corpo, ajudam a criar o hábito de se manter em boa postura.

“Muitos de nós não mantêm uma rotina adequada de atividades físicas. Como os músculos sustentam o corpo e são acionados todo o tempo, eles vão começar a doer de alguma maneira se não forem exercitados”, explica.

Confira a seguir alguns dos exercícios indicados para quem sofre do problema.

Pilates

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Antes de tudo, é preciso que pessoas que sofrem de dor nas costas obtenham autorização médica antes de começar a se exercitar.

Isso porque há o risco de determinadas atividades piorarem sua condição. “A primeira coisa a se fazer é obter uma indicação médica ou a permissão de quem está tratando o problema”, diz Pineda.

O pilates, série de exercícios geralmente feitos em espaços fechados e realizados de maneira controlada, é uma das melhores formas de colocar o corpo em atividade sem pôr em risco os músculos das costas.

“O cinturão abdominal é a parte mais exercitada no pilates, e a maioria das pessoas que trabalha essa área do corpo não sofre de nenhuma doença nas costas”, explica Pineda.

Além disso, segundo o especialista, o pilates ajuda a pessoa a respirar melhor e obriga o corpo a adotar a postura adequada.

“O pilates é uma excelente maneira de melhorar e fortalecer as costas com alguns poucos exercícios selecionados. Uma pequena sessão, pouco a pouco, pode fazer uma grande diferença”, afirmou à revista Healthy Magazine a personal trainer norte-americana Lorraine Furmedge.

Natação

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É um dos exercícios mais recomendados pelos médicos a pessoas com problemas crônicos nas costas.

Uma das premissas para essa indicação é que as costas não sofrem com a posição exigida pelo exercício nem com o impacto dele, diferentemente de quando se corre, por exemplo.

“A natação é um esporte integral, que trabalha especialmente a parte superior do corpo. É um grande tonificador das costas”, diz Pineda.

Uma boa rotina de natação também pode ajudar a melhorar a respiração, o que é fundamental para se adotar uma boa postura.

“A maioria das dores sentidas nas costas tem a ver com a falta de disciplina do corpo. E a natação, com o movimento constante de braços e pernas, ajuda nisso.”

Pedalar

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Primeira advertência: pedalar na rua não é um bom exercício para as costas por causa da postura que obriga a pessoa a adotar.

O que se recomenda para pessoas com esse problema é ir à academia e ajustar a bicicleta ergométrica de forma que as costas fiquem em sua posição natural, não curvada, enquanto se pedala.

“A bicicleta é uma excelente alternativa por causa do movimento das pernas e do fortalecimento de alguns músculos do quadril. E ter um apoio obriga a pessoa a ficar nessa posição (benéfica) durante um grande período de tempo”, explica o treinador.

Há ainda outros exercícios de academia que podem ajudar a melhorar os problemas nas costas.

“Mas é preciso ter uma orientação adequada, pois muitas das dores no corpo são provocadas por práticas erradas na hora de se exercitar”, diz.

Em casa

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Segundo Pineda, há várias maneiras de tonificar as costas sem ter de ir a uma academia ou a uma piscina.

“Para mim, os exercícios de alongamento são chave. Por isso, mais que o pilates ou a natação, recomendo a ioga, que ajuda a mover o corpo de acordo com a respiração”, afirma.

Também são indicadas atividades que podem ser feitas usando barras ou estruturas semelhantes.

“É possível realizá-los com uma barra em casa, ou mesmo com uma mesa. A ideia é fazer que o corpo se exercite de maneira suave e sem forçá-lo demais, para evitar que as costas se machuquem”, completa o especialista.

Pesquisadores comparam o hábito de ficar sentado com o hábito de fumar.

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Os entusiastas das novidades que promovem bem-estar no local de trabalho esperam que 2015 seja o ano da adoção das mesas para trabalhar em pé. De 50 a 70% das pessoas passam ao menos 6 horas por dia sentadas, de acordo com um estudo de 2012 feito pelo National Health and Nutrition Examination Surveys, órgão de pesquisa do governo americano.

Especialistas em exercícios físicos dizem que os trabalhadores de escritórios estão particularmente suscetíveis aos problemas que surgem a partir das longas horas na cadeira. “Pesquisadores dizem que ‘sentar’ é o novo ‘fumar'”, diz a fisiologista do exercício, Jessica Matthews, do Miramar College.

Passar muitas horas sentado está associado com aumento do risco de diabetes, doenças cardiovasculares, obesidade e mortalidade precoce. Estudos mostram que mesmo pessoas que são fisicamente ativas não estão imunes aos problemas de saúde que podem surgir a partir das horas em que passam sentadas.

Mais energia
O Conselho Americano sobre Exercícios ofereceu a seus funcionáios a opção de ter mesas adaptadas para o trabalho em pé há mais de dois anos. “Muitas pessoas relataram se sentirem com mais energia. Certamente ajuda no processamento mental”, diz o Cedric Bryant, cientista chefe do conselho.

Bryant, que trabalha em uma mesa-esteira, engenhoca em que a mesa de trabalho fica em frente a uma esteira elétrica, diz que ficar em pé o ajuda a ficar alerta e concentrado. Ele acredita que esse tipo de mesa representa um gasto justificável para as empresas.

Há vários tipos de mesa que permitem o trabalho em pé. O californiano Joe Nafziger era diretor criativo de uma agência quando desenvolveu a mesa “ReadyDesk”, que funciona como um ajuste para que o funcionário possa trabalhar em pé. “É definitivamente uma coisa que está surgindo com velocidade ao redor do mundo”, diz Nafziger. Ele já vendeu as mesas, que custam US$ 169, para a Austrália, Alemanha e Japão.

“Eu gosto porque você está sempre pronto. Você não fica metade desligado. Os músculos da perna estão ativos, a circulação está ativa, com menos pressão na coluna.”

Um estudo publicado no “Journal of Physical Activity and Health” mostrou que trabalhar em pé em uma mesa promove a queima de 163 calorias a mais em comparação a trabalhar sentado.

Bryant alerta que não é bom nem trabalhar o dia inteiro sentado nem o dia inteiro em pé. “Comece ficando em pé por meia hora, ou por uma hora por dia de trabalho” para dar tempo ao corpo se ajustar”, diz o especialista. O objetivo é quebrar a rotina do dia para evitar as longas horas na cadeira comuns em qualquer escritório.

Saiba onde estão os ‘depósitos’ de coliformes fecais nos lares

Uma grande quantidade de doenças infecciosas pode ser transmitida em casa, sobretudo em determinados pontos que se tornaram verdadeiros focos de coliformes. A advertência é reforçada por especialistas nesta segunda-feira, o “dia mundial de lavar as mãos”, que ressalta a importância da higiene pessoal.


Objetos como controles remotos, torneiras de banheiro e cozinha, telefones, brinquedos e lixeiras são importantes transmissores de bactérias.

Segundo o Gobal Hygiene Council, grupo formado por especialistas internacionais em higiene, estima-se que entre 50% e 80% das doenças alimentares tenham origem em casa. Isso porque pontos como a pia da cozinha, por exemplo, costumam conter 100 mil vezes mais germes do que um banheiro, por estar contaminada por restos e sujeira. Tábuas de cortar alimentos têm 200% mais coliformes fecais do que assentos de privada.

Objetos frequentemente tocados com as mãos são grandes pontos transmissores – é o caso das torneiras de banheiro, que também costumam ter mais germes nocivos do que a tampa da privada, e das bolsas de mão, que têm milhares de bactérias por centímetro quadrado.

[adrotate banner=”2″]Daí a preocupação com a lavagem frequente das mãos, para evitar a transmissão dessas bactérias.

“O nível surpreendente de contaminação em objetos do dia a dia é um sinal de que as pessoas estão esquecendo de lavar suas mãos após o uso do banheiro, um dos momentos-chave para prevenir infecções”, disse à Press Association o pesquisador britânico Val Curtis, da Escola Britânica de Higiene e Medicina Tropical.

‘Mãos de privada’

Estudo lançado nesta segunda-feira pela escola, em associação com a Universidade Queen Mary e patrocínio de uma marca de sabonetes, aponta que cerca de um em cada dez britânicos pesquisados carrega em suas mãos a mesma quantidade de germes de uma privada suja.


A pesquisa identificou coliformes fecais em 26% dos entrevistados, em 14% das notas de dinheiro e em 10% dos cartões de crédito analisados.

“As pessoas dizem que lavam suas mãos, mas as pesquisas mostram que não e apontam o quão fácil esses patógenos (agentes causadores de doença) são transmitidos, sobrevivendo em dinheiro e cartões”, diz Ron Cutler, que liderou a pesquisa britânica na Universidade Queen Mary.

Em média, as mãos carregam cerca de 3 mil tipos diferentes de bactérias de mais de cem espécies, segundo pesquisadores americanos. Muitos desses tipos não são nocivos, mas a higiene das mãos é essencial para evitar que os germes que causam doenças não sejam transmitidos.

O hábito de lavar as mãos é considerado pela ONU uma das medidas de melhor custo benefício para controlar doenças mundo afora. Pode, ainda, salvar mais de 1 milhão de vidas anualmente – perdidas, por exemplo, com diarreias e infecções respiratórias.

O Hygiene Council também recomenda, nas residências, o uso de lixeiras que se abrem com pedal (para evitar contato manual), a limpeza de brinquedos (principalmente os de crianças doentes) e de superfícies tocadas com frequência.
O site do conselho traz um mapa interativo com os pontos comumente contaminados nas casas, no link Clique http://bit.ly/Tmq2XD.

Equilíbrio

Ao mesmo tempo, relatório de setembro do Fórum Científico Internacional sobre Higiene Doméstica (IFH, na sigla em inglês) cita a hipótese segundo a qual a crescente prevenção de infecções desde a primeira infância pode resultar, mais tarde, na maior incidência de doenças como alergias. A explicação: necessitamos da interação com micróbios, particularmente nos primeiros anos de vida, para manter nosso sistema imunológico em equilíbrio.

Há indícios de que, idealmente, teríamos que ser expostos a determinados tipos de micróbios, mas não há consenso científico sobre quais deles, ou em que quantidade.

Como, então, encontrar o equilíbrio entre a exposição a esses micro-organismos e a necessidade de manter distância de doenças infecciosas perigosas?

Segundo o relatório, “podemos, por exemplo, estimular as crianças a brincar livremente umas com as outras e com seu ambiente, o que as deixará expostas a uma variedade de micróbios (inevitavelmente, também a patógenos), mas ao mesmo tempo devemos ser rigorosos com a importância de ações como lavar as mãos após ir ao banheiro ou visitar fazendas, antes de comer, etc”.

O mesmo vale para animais de estimação: a exposição a eles traz contato com diferentes tipos de micro-organismos, mas o risco de contaminações é reduzido com a boa higiene dos pets.

Homens que tem o hábito de beber chá preto várias vezes por dia estão mais sujeitos a desenvolver câncer de próstata, afirma uma nova pesquisa

Uma equipe da Universidade de Glasgow, na Escócia, fez um acompanhamento do estado de saúde de 6 mil voluntários do sexo masculino ao longo de 37 anos.

Eles descobriram que homens que bebiam sete xícaras de chá preto por dia – consumo relativamente normal nos países da Comunidade Britânica – tinham 50% a mais de chance de desenvolver câncer de próstata do que aqueles que não tomavam chá.

O câncer de próstata é causa de câncer mais comuns entre homens na Escócia e casos registrados de pessoas com a doença no país tiveram um aumento de 7,4% entre 2000 e 2010.

A pesquisa teve início em 1970 e analisou dados de 6.016 voluntários com idades que variavam entre 21 e 75 anos.

[adrotate banner=”2″]Estudo

Os participantes do estudo tinham de responder um questionário sobre seus hábitos de consumo de chá, café, álcool, cigarro e suas condições gerais de saúde.

Menos de um quarto dos participantes do estudo eram consumidores regulares de grandes quantidades de chá. Destes, 6.4% desenvolveram câncer de próstata ao longo de 37 anos.

Pesquisadores descobriram que homens que bebem mais que sete xícaras de chá por dia tinham um risco muito maior de desenvolver câncer de próstata do que os que não bebiam chá ou que consumiam menos de quatro xícaras por dia.

O estudo foi comandado por Kashif Shafique, do Instituto de Saúde e Bem Estar da Universidade de Glasgow.
Shafique afirmou que ”estudos anteriores haviam indicado uma relação direta entre o consumo de chá preto e o câncer de próstata ou ainda um efeito preventivo do chá verde”.

“Descobrimos que os bebedores ‘pesados’ de chá são mais propensos a não consumir álcool, não serem obesos e terem níveis mais saudáveis de colesterol”.

”Não sabemos se o chá em si é um fator de risco ou se os consumidores de chá são geralmente mais saudáveis e vivem até mais tarde, quando o câncer de próstata é, de toda forma, mais comum”.

Mas ele afirmou ainda que ”no entanto, fizemos ajustes levando em conta esses detalhes em nossas análises e ainda assim levantamos que os homens que mais bebiam chá tinham mais riscos de desenvolver câncer de próstata”.