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Beijar várias bocas no carnaval pode trazer doenças, diz médico da UFSCar

O beijo na boca pode transmitir desde uma simples gripe ou resfriado, até doenças mais graves como hepatite B e turbeculose. O alerta para o período do carnaval, época em que as pessoas beijam vários parceiros desconhecidos, é do clínico geral e professor do departamento de medicina da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Bernardino Geraldo Alves Souto. “Se estiver com sangramento, o risco aumenta ainda mais”, afirmou.

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Segundo Souto, as doenças podem ser transmitidas pela cavidade oral ou nasal. “As viroses respiratórias podem ser transmitidas pelo beijo na boca. Gripe, meningite, tuberculose, herpes é muito frequente e também a mononucleose, uma doença que começa com frebre, ínguas pelo corpo, e pode evoluir para hepatite ou inflamação no baço”, explicou o professor.

O ambiente escuro e úmido é propício para o desenvolvimento de várias bactérias. De acordo com o cirurgião dentista Silvio Segnini, só na boca há mil bactérias diferentes. “Sem contar as que são desconhecidas. E o mau hálito pode ser um indicativo dessas bactérias ou de alguma afecção na garganta”, falou Segnini. A má conservação dentária é outro fator que amplia a probabilidade de transmissão.

Entretanto, observar o aspecto da pessoa a ser beijada nem sempre é suficiente para evitar o risco. “Isso porque algumas doenças podem ser transmitidas mesmo se não estiverem na fase aguda. Claro que se for na fase aguda, a transmissibilidade é maior, mas, por exemplo, se o vírus da gripe estiver na pessoa um dia antes do beijo, ela não vai ter sintoma e pode transmiti-lo”, afirmou.

Assim também é com o herpes e com a mononucleose, conhecida popularmente como doença do beijo.”A pessoa que transmite essas doenças pode não estar com sintoma naquele momento. A mononucleose pode levar de uma semana a seis meses para ser curada, a resposta ao tratamento é variável”, disse Souto.

[adrotate banner=”2″]Aglomeração
Para o professor da UFSCar, o ideal é evitar locais fechados. “Se a aglomeração tiver que acontecer, é bom que seja em lugares ventilados, porque quanto mais fechado o local, maior é o risco de transmissão de doenças”, orientou Souto.

Excesso
Outra atitude que pode ajudar a evitar a transmissão de doenças é fugir dos excessos. “Beijar qualquer um o tempo todo facilita a transmissão, há que se evitar o excesso”, recomendou. “Aliás, qualquer tipo dele, inclusive o de bebida, até porque, o fator agravante do carnaval é que com muita bebida ou droga a pessoa perde a capacidade de administrar o próprio comportamento e extrapola, então isso deve ser evitado”, completou o professor.

Doenças
Entre as doenças que podem ser transmitidas pelo beijo na boca, estão gripe, resfriado, faringite, amigdalite, hepatite B, mononucleose, herpes labial, turbeculose e meningite.

Os vilões da pele saudável – Dicas e sugestões para combatê-los

O segredo da pele bonita e bem cuidada vai muito além da aplicação de loções e cremes hidratantes. Existem muitos vilões que estão infiltrados na nossa rotina diária e dificilmente são notados. No entanto, eles trazem um prejuízo muito grande para a saúde da pele.

Dormir mal, se alimentar inadequadamente e tomar sol em excesso são alguns dos fatores que contribuem para o envelhecimento precoce da pele, favorecendo um aspecto de cansaço e descuido. Por isso, além de investir em loções e cremes adequados para cada idade e cada tipo de pele, precisamos combater esses vilões diariamente.

Para ter uma pele sempre bonita e com um aspecto jovem, conheça melhor quais são os maus hábitos que influenciam diretamente a sua pele e aprenda como lidar com eles. Para ajudar nessa busca por uma pele mais saudável, conversamos com a dermatologista Fabiane Mulinari Brenner, professora de Dermatologia na Universidade Federal do Paraná e integrante do corpo clínico da Cepelle, em Curitiba.

[adrotate banner=”2″]Uma questão de tempo

Passar por algumas mudanças nunca é tão simples quanto parece. Contudo, assim como você levou algum tempo para conquistar os hábitos que constituem sua rotina hoje, com um pouco de disciplina e paciência é fácil reverter essa situação.

É preciso saber que as mudanças não trarão resultados rápidos, mas mesmo assim é importante seguir sua nova rotina diária de cuidados com a pele. Com o tempo, você verá que os bons resultados irão muito além do seu corpo e farão com que você se sinta bem consigo mesma e tenha uma vida mais equilibrada e livre do stress.

O papel dos radicais livres

Acordar radiante, com aquele toque aveludado e brilho suave na pele é o sonho de toda mulher. Mas para que isso se torne realidade, é preciso estar atenta desde o momento em que acordamos até a hora de dormir. Os problemas a serem combatidos podem aparecer a qualquer hora do dia e em qualquer estação do ano. Por esse motivo, cuidar da pele é um desafio que deve ser encarado a todo o momento.

Contudo, é fundamental ressaltar que os radicais livres são grandes responsáveis pelo aspecto da pele. Essas substâncias químicas produzidas naturalmente pelo organismo agem de forma a atacar as células, agredindo e destruindo suas estruturas. A dermatologista Fabiane Mulinari Brenner alerta para o fato de que os radicais livres diminuem a capacidade de cicatrização, levando assim à flacidez e ao envelhecimento da pele.

Além dos maus hábitos trazerem prejuízos específicos, eles contribuem consideravelmente para a produção de mais radicais livres e assim o ciclo continua. A mudança de hábitos favorece a neutralização dos radicais livres, assim como o uso de cremes com propriedades antirradicais livres – ou antioxidantes – e vitaminas, que agem diretamente sobre a pele e diminuem os efeitos dessas substâncias na superfície cutânea. Assim você estará nutrindo a sua pele e evitando que o envelhecimento chegue antes da hora.

Os vilões da pele saudável

Tomar sol sem proteção

Os raios solares são fundamentais para a nossa saúde. Contudo, isso não significa que devemos nos expor diretamente ao sol por horas e mais horas sem qualquer proteção. O excesso de sol e a falta de cuidados podem acabar trazendo mais prejuízos do que ganhos para a saúde e, principalmente, para a pele. Entre todos os hábitos ruins que adquirimos ao longo da vida, a Dra. Fabiane elege a exposição solar inadequada como um dos piores.

“O sol traz manchas de envelhecimento precoce, flacidez e rugas, podendo levar ao aumento do câncer de pele, especialmente em peles claras”, ressalta a dermatologista. É importante lembrar que os raios ultravioletas ainda penetram nas camadas epiteliais e atingem as fibras de colágeno e elastina, favorecendo o enfraquecimento da pele. Além disso, pode causar o ressecamento e tornar a pele áspera.

Para evitar que o sol provoque todos esses danos na sua pele, basta adquirir o hábito de utilizar protetor solar. Em geral, as pessoas não se adéquam ao filtro por acharem que eles deixam um cheiro desagradável ou uma sensação pegajosa no corpo. No entanto, em uma simples consulta com um dermatologista ele pode recomendar um produto que atenda exatamente às suas necessidades e não cause incômodos. Já existe no mercado versões de protetores solar sem cheiro, com fórmulas oil free, com secagem rápida e até mesmo em spray.

Assim que você escolher a melhor opção para a sua pele, é só se acostumar a aplicá-lo diariamente – mesmo em dias nublados – e, quando precisar se expor ao sol, lembre-se de reaplicar o produto regularmente.

Cigarro

Os profissionais de saúde sempre insistem nos malefícios que o cigarro traz para o organismo. Então, quando o assunto é pele, o problema dos fumantes são as rugas. Junto com a exposição solar, a dermatologista Fabiane Mulinari Brenner considera o tabagismo um dos maus hábitos que mais prejudicam a pele.

Isso porque “o cigarro retarda a capacidade de cicatrização e diminui a produção de colágeno. Em casos crônicos, modifica a cor da pele, aumenta as rugas e pode favorecer o câncer de boca”, informa a Dra. Fabiane. Além disso, o cigarro é um dos grandes desencadeadores da formação de radicais livres, que contribuem para o envelhecimento da pele, deixando a aparência opaca e desvitalizada.

A saída mais certeira é parar de fumar – ou nem mesmo começar. Além de trazer uma grande melhora para a pele, o restante do seu organismo também será beneficiado com o abandono do cigarro. Para compensar, vale investir em cremes e alimentos ricos em antioxidantes para neutralizar a grande quantidade de radicais presentes no organismo.

Noites mal dormidas

Além de causar o aparecimento de olheiras, comprometer o funcionamento adequado do organismo e resultar em um cansaço e mau humor que parecem insuperáveis, dormir mal também pode afetar a saúde da sua pele. O sono é parte fundamental do seu dia, por isso privar-se do descanso noturno causa uma série de incômodos.

Algumas substâncias químicas presentes no nosso corpo só se metabolizam a noite, então não deixe de tirar as suas seis ou oito horas de descanso diárias. É muito importante que esse sono tenha qualidade, então evite levar seus problemas para cama, assim como os especialistas recomendam que se evite a ingestão de cafeína ou de refeições pesadas, a prática de exercícios intensos e o uso da televisão e do computador logo antes de dormir.

Comece a desacelerar algumas horas antes de deitar e garanta um sono reparador para poder desfrutar de uma pele impecável e muita disposição pela manhã.

Alimentação inadequada

Aquele ditado que diz que nós somos o que comemos se encaixa perfeitamente aqui. Tudo o que comemos se reflete no exterior do nosso corpo, por isso uma alimentação repleta de nutrientes e vitaminas é essencial para ter pele e cabelos radiantes. Para cuidar especialmente da pele, investir em uma dieta que conte com a presença de alimentos ricos em antioxidantes é uma ótima maneira de neutralizar a ação dos radicais livres.

Abuse dos benefícios das frutas cítricas, frutas vermelhas, saladas, carnes magras e alimentos com fibras. Se tiver dúvidas, consulte um nutricionista e ele certamente indicará as melhores opções para que sua alimentação seja saudável, balanceada e resulte em uma pele impecável.

Usar cosméticos por conta própria

Você já deve ter reparado que as prateleiras das lojas especializadas exibem uma imensa quantidade de produtos que prometem atender a todas as necessidades da sua pele. Isso faz algum sentido, mas você também já deve ter ouvido falar de pessoas que tentaram vários cremes diferentes e não conseguiram se adaptar a nenhum deles.

A pele é um órgão delicado que merece cuidados especiais para estar sempre bonita. Por esse motivo, não vale a pena arriscar fazer experiências com a sua pele. Muitas vezes, o produto que funciona muito bem para sua amiga pode não ser a melhor opção para você.

Os dermocosméticos para finalidades específicas ainda são produtos que costumam ter um preço mais alto do que cremes e loções comuns encontrados em supermercados e farmácias. Por esse motivo, investir em um produto desses sem saber se o resultado estará de acordo com a sua expectativa pode não ser uma boa ideia.

Então, a melhor maneira de garantir a beleza e a saúde da sua pele é consultar um dermatologista. O profissional é capacitado para analisar a sua pele e receitar um produto que supra exatamente as suas necessidades. Existe ainda a possibilidade de manipular um produto com as substâncias que você precisa e apenas um médico poderá fazer isso por você.

Esfoliação excessiva

Fala-se tanto de esfoliação e outros métodos abrasivos que proporcionam a renovação celular da pele que, muitas vezes, acabamos nos confundindo e achando que a única solução para uma pele impecável está nesse tipo de tratamento. Mas não é bem assim…

A esfoliação é um método que retira as impurezas que ficam retidas e acumuladas sobre a pele, deixando assim uma sensação mais suave e renovada. No entanto, sua indicação depende de cada tipo de pele. A dermatologista Fabiane Mulinari Brenner sugere que uma esfoliação leve seja feita no máximo duas vezes por semana.

A especialista lembra que a esfoliação excessiva pode resultar em efeitos indesejados, como o ressecamento ou machucados em peles que apresentam lesões de acne. Se você quiser investir em um tratamento diário, prefira a hidratação. Passar cremes todos os dias só vai garantir que você tenha uma pele cada vez mais bonita e macia.

Tomar banhos muito quentes

O jato de água quente caindo nas costas proporciona uma sensação de relaxamento inigualável, principalmente quando as temperaturas estão mais baixas. Porém, enquanto você relaxa, sua pele sofre com o calor excessivo da água.

Banhos muitos quentes são a melhor receita para o ressecamento da pele. A alta temperatura da água retira a oleosidade natural da pele e estimula a dilatação dos poros. Então, a solução é tomar banhos mornos e preferencialmente mais rápidos, mesmo no inverno.

Stress

Controlar o stress é outro fator importante para manter sua pele sempre bonita. Manter sua mente ocupada com preocupações o tempo todo pode elevar os níveis de stress e desregular todo o seu organismo, deixando seu sistema neurológico e imunológico mais suscetíveis.

Além disso, existem doenças cutâneas que podem se agravar em situações de stress, como a psoríase e a queda de cabelo. Lembre-se que o nervosismo e a ansiedade também podem prejudicar o seu sono e resultar em uma noite mal dormida e uma manhã com cansaço e olheiras.

Evite essas situações separando os problemas da faculdade ou do trabalho da rotina da casa com seu companheiro e/ou filhos. Para liberar as tensões acumuladas, eleja uma atividade relaxante para ser feita uma ou duas vezes por semana. Vale dar aquela corridinha no parque, fazer uma aula de ioga, treinar um esporte, por em prática alguma habilidade manual ou até marcar um bate papo descontraído com as amigas mais próximas.

Dormir sem retirar a maquiagem

Ao chegar em casa depois de uma festa, tudo o queremos é nos livrar do salto e cair na cama, então a limpeza da maquiagem acaba ficando só para o dia seguinte. Contudo, mesmo sendo difícil, retirar a maquiagem antes de dormir é um passo essencial para manter a saúde da pele.

No entanto, essa atitude que parece inocente é um dos maiores erros que cometemos com a nossa pele. Base, pó, blush e outros produtos obstruem os poros e não permitem que a pele respire adequadamente. A Dra. Fabiane lembra que a maquiagem que permanece sobre a pele ainda pode agravar a acne e facilitar infecções na pele e nos olhos. Além disso, durante a noite nosso organismo passa por processos naturais de regeneração que não ocorrem quando existe o depósito de maquiagem na pele.

Se a preguiça for tanta que não dá para ir até o banheiro para lavar bem o rosto, tenha sempre por perto os lencinhos demaquilantes. Esses produtos retiram a maquiagem e alguns deles até mesmo hidratam a pele. No entanto, é importante lembrar que eles não dispensam uma boa lavagem com água abundante e um sabonete adequado para o seu tipo de pele.

Poluição

Driblar a poluição é praticamente um desafio. Quem vive em grandes cidades não tem como escapar da exposição ao ar sujo, fumaça de escapamentos e outras impurezas que são eliminadas no ar a todo o momento.

Quando a poluição entra em contato com a pele, os poros são obstruídos, resultando no surgimento de cravos e espinhas e no aumento da oleosidade. A única maneira de combater esses efeitos é investir pesado na limpeza, principalmente do rosto.

Consulte um dermatologista para escolher um sabonete para o rosto que esteja de acordo com a sua pele e use de manhã e à noite. Para complementar a limpeza, uma loção adstringente pode ser aplicada na pele logo após a lavagem para eliminar a sujeira mais pesada e deixar um ar de frescor.

Problemas hormonais

Muitas vezes, sofremos com o aspecto ruim da pele e nem chegamos a desconfiar que a causa do problema possa ser as variações hormonais. Como mulheres, estamos cientes de que a mudança que ocorre com os hormônios em certos períodos da vida – e, mais especificamente, em certos dias do mês – são capazes de alterar o funcionamento normal do organismo e mexer bastante com as emoções.

O mesmo raciocínio vale para as alterações que sofremos na pele. Mulheres que têm ovário policístico costumam apresentar uma pele mais oleosa – que resulta em espinhas e queda de cabelo –, pois o problema faz com que a presença de hormônios masculinos no corpo seja maior do que o normal. Já aquelas que passam pela menopausa têm que lidar com o ressecamento, o aparecimento de rugas e a falta de brilho na pele, causados pela ausência do estrogênio, o hormônio feminino.

Para solucionar esses problemas e ficar em dia com a sua pele e seus hormônios, visite seu dermatologista e seu ginecologista. Pílulas anticoncepcionais com dosagens controladas e reposição hormonal são dois tratamentos comuns que podem facilmente eliminar os incômodos, regular os hormônios e, de quebra, deixar sua pele muito mais bonita.

Espremer cravos e espinhas

Outra tarefa complicada é resistir à tentação de espremer cravos e espinhas que surgem eventualmente na pele. Mas isso deve ser evitado, pois a acne já representa um tipo de lesão inflamatória que, quando pressionada, pode deixar marcas permanentes na pele.

Existem ainda aqueles casos em que esprememos a pele, mas a ferida não é eliminada e a insistência pode acabar ocasionando machucados muito piores. Apertar a pele com persistência fere o tecido e o contato com as unhas não higienizadas facilita a proliferação de bactérias e o surgimento de novas inflamações. A dermatologista Fabiane Mulinari Brenner aconselha aguardar a evolução da espinha até que ela seque naturalmente para evitar marcas na pele.

Se uma espinha estiver causando muito incômodo, a especialista recomenda a aplicação de calor no local – isso pode ser feito durante o banho ou com compressas. E para evitar o aparecimento de cravos e espinhas, siga uma rotina de limpeza profunda com produtos específicos para essa finalidade. Caso sua pele seja muito afetada, a melhor maneira de resolver o problema é procurar um dermatologista que indicará os tratamentos ou os produtos desenvolvidos especialmente para o combate da acne.

Excesso de exercícios diminui a resistência e aumenta a vulnerabilidade a doenças como gripes e resfriados


Esforço físico demasiado diminui a resistência contra gripes e resfriados

Está mais do que comprovada a importância da prática de atividades físicas para manter a saúde.

Entretanto, uma pesquisa da Universidade Cruzeiro do Sul traz um novo dado para modificar esse estigma: a malhação em excesso pode tornar as pessoas mais suscetíveis a doenças.

O estudo foi realizado com ratos que correram em uma esteira até a exaustão.

A descoberta foi surpreendente: uma única sessão de treino intenso foi capaz de estimular a apoptose, uma espécie de suicídio, desses animais.

Em resumo, concluiu a pesquisa, o esforço físico demasiado diminui a resistência contra gripes e resfriados. Além disso, eleva concentração dos radicais livres, moléculas que, em altas doses, são nefastas ao sistema imunológico.

Isso não significa abolir os exercícios físicos. Mas deve-se ter atenção para a intensidade do treinamento e a frequência com que ele é realizado. Para isso, o ideal é sempre ter o acompanhamento de um profissional especializado.

Fonte R7

Obesidade no Brasil – Quase metade da população brasileira está acima do peso (obesos)

Homens apresentam mais excesso de peso do que as mulheres.
Ministério divulgou pesquisa sobre fatores de risco para doenças crônicas.

O Ministério da Saúde divulgou nesta segunda-feira (18) pesquisa que aponta que 48,1% da população brasileira está acima do peso e 15% são obesos. Há cinco anos, a proporção era de 42,7% para excesso de peso e 11,4% para obesidade. Os dados fazem parte da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel Brasil 2010).

Segundo a pesquisa, se for considerada somente a população masculina, mais da metade dos homens está acima do peso (52,1%). Entre as mulheres, a proporção é de 44,3%, com aumento significativo nos dois sexos. Em 2006, a pesquisa apontava excesso de peso em 47,2% dos homens e em 38,5% das mulheres.

Para Deborah Malta, coordenadora de Vigilância de Agravos e Doenças Não Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, o expressivo crescimento no número de pessoas com sobrepeso e obesidade, em um curto período, é uma tendência mundial.

“A ocorrência do excesso de peso decorre do sedentarismo e de padrões alimentares inadequados. Essa é uma tendência mundial e o Brasil não está isolado. Ela é um reflexo do baixo consumo de alimentos saudáveis como frutas, legumes e verduras e do uso em excesso de produtos industrializados com elevado teor de calorias, como gorduras e açúcares, além de baixos níveis de atividade física”, explicou Deborah Malta.

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, disse que, mantido o ritmo atual, o Brasil terá em 13 anos o mesmo número de obesos que os Estados Unidos têm atualmente. “Se nós mantivermos o rtimo de crescimento [no índice de obesidade] que o Brasil vem tendo, em 13 anos nós vamos ter o mesmo índice de prevalência que os Estados Unidos têm atualmente”.

A pesquisa mostra que 14,2% dos adultos não fazem nenhuma atividade física no tempo livre e que 30,2% dos homens e 26,5% das mulheres assitem televisão por mais de três horas ao dia. A Organizaçãundial da Saúde (OMS) recomenda a prática de 30 minutos de atividade física pelo menos cinco vezes por semana.

Fonte: G1

Acesso a informações na internet cria o cybercondríaco: distúrbios de ansiedade por excesso de informação equivocada na rede.

Alba Prizão, 27, desenvolveu distúrbios de ansiedade por causa do excesso de informação equivocada na rede.

Dor de cabeça ou tumor? Um sintoma cabe em muitas doenças e a confusão é comum, em tempos de doutor Google. Muita gente prefere “ele” à consulta médica, na busca da causa do mal-estar.

A hipocondria digital é um mal contemporâneo batizado de cybercondria. O fenômeno preocupa os médicos, porque além de causar autodiagnóstico e automedicação, pode evoluir para ansiedade e síndrome do pânico.

De acordo com pesquisas internas do Google, 61% dos americanos adultos buscam informações de saúde. A grande oferta de sites especializados colabora para a autossugestão.

Um exemplo é o site americano de informações de saúde WebMD, que disponibiliza uma animação do corpo humano para o autodiagnóstico. O usuário clica na região onde tem dor e ele abre uma tabela com sintomas que corresponderiam à determinada área e à doença relacionada.

A cybercondria, em diferentes graus, já aparece no cotidiano dos profissionais.”Os pacientes já chegam ao consultório com informações da internet e ainda fazem buscas após a consulta”, afirma Paulo Olzon, clínico-geral da Unifesp.

O médico alerta os desavisados que determinado sintoma pode ser comum a dezenas de doenças e destaca a importância da relação de confiança entre médicos e pacientes. “Na hora que a pessoa fica sem referência, vai buscar por conta própria e acaba se atrapalhando.”

FALSOS SINTOMAS

Aconteceu com a administradora de empresas Alba Prizão, 27. Ela desenvolveu distúrbios de ansiedade por causa, em grande parte, do excesso de informação equivocada na rede.

Alba começou as loucas buscas por sintomas e doenças depois que teve uma reação alérgica provocada por uma taça de vinho tinto. Ela conta: “Fui à farmácia, o farmacêutico disse para eu ir ao hospital tratar a reação. Falou que alergia pode evoluir para choque anafilático, mas que não era meu caso”.

No pronto-socorro, a administradora foi diagnosticada com alergia e medicada, mas não chegou a ir a um médico. Começou a pesquisar sobre choque anafilático no computador e descobriu que era um problema sério.

Depois disso, foi parar no hospital diversas vezes com sintomas da reação alérgica. “Tinha sempre os mesmos: taquicardia, garganta fechando e tremedeira.”

O psicoterapeuta e professor da PUC-SP Antonio Carlos Pereira explica que o corpo reage a situações criadas pelo cérebro: toda a fisiologia pode ser afetada por ideias, daí o risco de conclusões sobre doenças baseadas no dr. Google. Isso posto, ele defende o direito do paciente buscar na rede o significado do jargão usado pelo médico.

Alba deixou de usar xampu, desodorante e sabonete na época, por medo. “Tirei todas as conclusões pela internet, fuçava tudo.”

Na última ida da moça ao pronto-socorro, uma médica disse que ele deveria consultar um psiquiatra, pois seu problema era psicológico. Alba foi diagnosticada com ataques de ansiedade.

O supervisor do programa de ansiedade do Instituto de Psiquiatria da USP Luiz Vicente de Mello explica que o medo desencadeia as histaminas, substâncias que nos defendem dos corpos estranhos que nos atacam. “Há relação entre o sistema de alergia e o de emoção. Quem é muito tenso desenvolve sintomas físicos, somáticos.”

Hoje, os ataques de Alba cessaram e ela frequenta o especialista uma vez por semana. As buscas na rede diminuíram, mas o fácil acesso ainda lhe parece tentador. “Meus pais e meu médico me proibiram de entrar na internet para procurar doença. Tento não fuçar muito, mas ainda olho”, entrega.

Mello afirma que as pesquisas on-line devem ser criteriosas. “Sites confiáveis, ligados a faculdades, ajudam a esclarecer. Já os alternativos podem fornecer informações errôneas e quem não conhece os termos técnicos pode confundir uma doença com outra e transformá-la em preocupação excessiva.”

No Brasil, 10% a 15% da população sofre de ansiedade, segundo dados do Instituto de Psiquiatria da USP, enquanto apenas 2% a 4% são hipocondríacos.

Mas o interesse dos pacientes que sofrem desses dois distúrbios é o mesmo: descobrir se têm determinada doença. A ansiedade é tratada com antidepressivos e psicoterapia, enquanto a hipocondria, com terapia cognitiva comportamental.

A consulta médica deve ser soberana, de acordo com o supervisor do instituto. “O paciente não pode procurar nada sem avaliação clínica médica, senão é induzido a comprar remédios que podem fazer mal e ocultar uma doença mais grave.”

Fonte Folha

Sal de cozinha – Ingerido em excesso, cloreto de sódio causa pressão alta. Dicas de como diminuir o sal na alimentação.

Ingerido em excesso, cloreto de sódio causa pressão alta.
Veja dicas de como diminuir o sal na alimentação.

[adrotate banner=”2″]Especialistas da Universidade de Harvard, nos EUA, lançaram uma campanha para que os americanos diminuam o consumo de sódio, mineral presente em vários alimentos e principal componente do sal de cozinha, o cloreto de sódio.

“Há evidências esmagadoras de que devemos tratar a redução de sódio como um problema crítico de saúde pública, assim como fizemos quando descobrimos os males causados pela gordura trans“, afirma Walter Willett, presidente do departamento de nutrição da Escola de Saúde Pública de Harvard.

Segundo um relatório do Instituto de Medicina dos EUA divulgado na última terça-feira (20), o sódio é o maior culpado pela epidemia de hipertensão que assola o país. O estudo aponta que a doença pode começar na infância e irá afetar nove entre dez americanos ao longo de suas vidas.
Além de pedir regras nacionais para estabelecer uma quantidade máxima de sal nos alimentos industrializados, os cientistas publicaram várias dicas de como diminuir o consumo do mineral no dia a dia.

Confira algumas delas:

1. Diminua suas porções: assim você reduzirá o sódio e as calorias. Uma regra básica é a de que, quanto mais calorias uma comida têm, mais sódio ela terá.
2. Hortifruti primeiro: encha metade do prato com frutas e vegetais, que têm pouco sódio.
3. Prefira os frescos: alimentos naturais, que não foram industrializados, contêm menos sal.
4. Diminua sem perceber: a maioria das pessoas não consegue detectar uma redução de até 25% do sal na comida.
5. Retire o sal aos poucos: seu paladar vai se acostumando à falta do mineral.
6. Fique de olho na etiqueta: procure por comidas que tenham menos de 300 miligramas de sódio por porção.
7. Abuse dos temperos: pimenta, vinagre, raízes e ervas podem dar sabor aos alimentos sem necessidade de salgá-los.
8. Toste, queime, asse: o jeito certo de cozinhar pode ajudá-lo a manter o sódio longe da mesa.
9. Enxague, lave e dilua: você pode cortar um pouco do excesso de sal dos alimentos industrializados sem prejudicar o sabor da comida.
10. Evite o “sal automático”: prove os alimentos antes de ir buscar o saleiro.

Fonte G1

Dia Mundial de Combate ao Diabetes – Veja dicas de como viver bem com o doença

Dia-Mundial-de-Combate-ao-Diabetes-doenca-fotoDia Mundial de Combate ao Diabetes é comemorado neste sábado (14)

[adrotate banner=”2″]Neste sábado (14) é comemorado o Dia Mundial de Combate ao Diabetes. Desta forma, o R7 aproveita a data para mostrar dados sobre a doença no país e, mais do que isso, oferecer informação e dicas de alimentação e atividades para tem o diabetes ou quer se prevenir.

Existem dois tipo de diabetes, o tipo 1, que surge quando o organismo deixa de produzir a insulina, ou a produz apenas em uma quantidade muito pequena, provocando o aumento do nível de açúcar no sangue (glicemia). E o diabetes tipo 2, quando há produção de insulina pelo pâncreas, mas as células musculares e adiposas (de gordura) não conseguem absorvê-la. No primeiro caso, é preciso tomar injeções diárias de insulina para regularizar o metabolismo do açúcar.

No segundo, mesmo com um fator hereditário maior do que no tipo 1, sabe-se que há uma grande relação com a obesidade e o sedentarismo. Estima-se que 60% a 90% dos portadores do diabetes tipo 2 sejam obesos.

Há ainda outros tipos de diabetes menos comuns: o diabetes gestacional (alteração das taxas de açúcar no sangue detectada pela primeira vez na gravidez, mas que pode persistir ou desaparecer depois do parto) e o diabetes secundário ao aumento de função das glândulas endócrinas (em casos de tireóide, problemas na supra- renal e na hipófise ou em tumores no pâncreas).

Os principais sintomas do paciente diabético são sede, fome e urina em excesso, emagrecimento, visão embaçada, infecções repetidas na pele ou nas mucosas, machucados que demoram a cicatrizar, cansaço inexplicável e dores nas pernas, entre outros.

Brasileiro diabético tem peso normal

A OMS (Organização Mundial de Saúde) e a IDF (Federação Internacional para o Diabetes) estimam que, pelo menos, metade de todos os casos de diabetes tipo 2 no mundo poderiam ser prevenidos se fosse evitado o ganho de peso excessivo.

No entanto, pesquisa recente divulgada no 11º Congresso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, em São Paulo, revelou que entre os 21 milhões de brasileiros diabéticos – 11% da população – a maioria apresenta diabetes tipo 2 e, ao contrário do que poderia parecer, 67,6% tem peso normal ou sobrepeso, mas não são obesos. A pesquisa ainda apontou que dentro dessa população, 78% está concentrada na classe C, D e E.

O novo perfil do brasileiro diabético, portanto, condiz ao cidadão de baixa renda com peso normal, ou seja, a maioria da população.

Fonte R7