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Há indícios de que a fruta pode ser uma boa estratégia natural para a recuperação no pós-treino

De acordo com um experimento da Universidade Estadual Appalachian, nos Estados Unidos, os carboidratos vindos da banana têm efeitos comparáveis aos dos isotônicos quando se trata de amenizar o estresse comum ao esforço físico. É sério!

O teste foi feito com 20 ciclistas que pedalaram, em diferentes ocasiões, 75 quilômetros. Num dos percursos, beberam apenas água; em outros, tomaram a bebida esportiva ou comeram meia banana a cada 30 minutos.

Os resultados dos exames de sangue mostraram uma ligeira vantagem da banana: ela reduz a produção da enzima COX-2, cuja presença indica um processo inflamatório e justifica a dor após a prática.

“Vale lembrar, no entanto, que a inflamação é uma resposta fisiológica normal e até necessária para a regeneração muscular”, esclarece o nutrólogo Carlos Alberto Werutsky, coordenador do Departamento de Atividade Física e Exercício da Associação Brasileira de Nutrologia. “Em geral, o organismo se recupera sozinho, sobretudo entre pessoas que consomem diariamente os antioxidantes originários de frutas e hortaliças”, completa o médico.

Fruta versus bebida esportiva

A banana: além da frutose, combustível para o treino, ela traz outros nutrientes, como vitamina C, vitamina B6 e fibras, sem contar o potássio, que previne cãibra.

“A fruta é mais aconselhável nos treinos intermitentes, aqueles em que se pode descansar entre uma série e outra”, sugere Carlos Werutsky. Em práticas de mais de uma hora, pode provocar incômodos digestivos como refluxo.

O isotônico: a bebida tem a vantagem de apresentar sódio, potássio e carboidrato em quantidades testadas em laboratório. Por isso, é indicada para reidrata depois de treinos mais longos e intensos.

Como não é permitida a adição de fitoquímicos como flavonoides, o isotônico não apresenta a mesma capacidade antioxidante de frutas como a banana. O ideal é consumir esses produtos só após uma conversa com um especialista.

Estudos alertam: quem já tem problemas cardíacos corre maior risco de sofrer um infarto durante os jogos do Brasil

Se você é cardíaco, atenção: a Copa do Mundo pode ser um gatilho para que sofra um infarto. É o que diz uma pesquisa feita pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP). Segundo o trabalho, nas últimas quatro edições do torneio antes de 2014, o índice de ataques cardíacos entre pacientes maiores de 35 anos saltou de 4% a 8% em todo o país.

Os pesquisadores analisaram os dados dos Sistemas de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), verificando as hospitalizações e os óbitos ocorridos no período de 1º de maio a 31 de agosto dos anos de 1998, 2002, 2006 e 2010. Eles compararam os índices dos dias sem Copa, dias de Copa sem jogos do Brasil e dias de jogos do Brasil. Apesar de o número de problemas cardiovasculares ter subido durante o campeonato mundial, o de mortes não teve aumento significativo.

Um outro estudo, dessa vez realizado na Alemanha e publicado no periódico The New England Journal of Medicine, analisou quantos habitantes da Grande Munique foram ao pronto-socorro por problemas do coração de 1º de maio a 8 de junho e de 10 a 31 de julho de 2006 (ano em que a Copa ocorreu nesse país) e compararam com o período de 1º de maio a 31 de julho de 2003 e de 2005.

Nos dias em que a Alemanha jogou, os pesquisadores notaram que a procura pelo atendimento de emergência foi 2,5 vezes maior. Eles registraram outro dado interessante: conforme a Alemanha ia avançando na competição, a busca pelo hospital crescia ainda mais.

É importante salientar que os jogos de futebol não foram a causa desses problemas, mas sim um gatilho para pessoas que já tinham predisposição a doenças cardiovasculares. Segundo a cardiologista Rica Buchler, do Alta Excelência Diagnóstica, em São Paulo, diabéticos, hipertensos e sedentários são mais propensos a sofrerem um infarto, por exemplo.

Na hora do jogo, como a frequência cardíaca cresce, ocorre um aumento de fluxo de sangue – que fica mais grosso – e, aí, pode ocorrer o mal-estar que leva o paciente ao pronto-socorro.

“A emoção de um jogo por si só não cria a enfermidade. A parada cardíaca ou a morte súbita pode acontecer apenas se a pessoa que tem a doença não se cuida e deixa de tomar os medicamentos ou se ela nem faz ideia da sua condição clínica”, reforça a médica. “A nossa preocupação é com as pessoas que não visitam o médico regularmente, não fazem exames, não medem a pressão e podem ter emoções fortes durante os jogos, que serão um gatilho para um transtorno maior”, completa.

Então, se você tem um problema no coração e acha que não poderá ver a Copa, fique tranquilo. Não é nada disso! O importante é ter conhecimento prévio da sua condição física e respeitar o seu corpo.

“O estresse de um jogo decisivo é o mesmo de quando se escala uma montanha: suba apenas se você tiver condições. Para passar pela Copa com segurança e sem sustos, basta ficar atento e se monitorar. A família do paciente também deve auxiliá-lo”, aconselha a médica.

Além disso, ela pontua que é preciso evitar o excesso de cafeína e álcool. “Para quem já faz acompanhamento de rotina, só é necessário continuar seguindo as recomendações do médico para se manter seguro”, conclui.

Um treino contra a esclerose múltipla

Pesquisadores capitaneados pela Universidade de Aarhus, na Dinamarca, constataram que a musculação e outras atividades de força beneficiam diretamente o cérebro de quem tem esclerose múltipla. Essa doença autoimune afeta o sistema nervoso, culminando em sintomas como fraqueza e dificuldades de locomoção.

“O efeito positivo dos exercícios no cérebro é conhecido, mas ainda não sabemos como ocorre”, conta a educadora física brasileira Jéssica Garcia, que trabalha com doenças neurodegenerativas na Universidade de Coimbra, em Portugal.

O que não se discute é a importância de aderir às sessões de ginástica. “Quem é ativo consegue manter a autonomia”, diz Jéssica. O educador físico Otávio Furtado, cujo mestrado foi focado na doença, concorda: “Há melhora no cansaço, no equilíbrio e na força muscular”.

Orientações para quem tem esclerose múltipla malhar em segurança

Comece devagar

Não era superativo antes? Então nada de virar atleta de repente.

Fuja do sol forte

O calor aumenta o risco de surtos. Lembre-se de manter a hidratação.

Faça natação em água morna

A temperatura adequada gira em torno de 26 a 30 °C. Nem fria nem quente.

Evite pancadas na cabeça

Modalidades como boxe e muay thai podem trazer mais prejuízos ao cérebro.

Avalie o melhor horário

Contorne a fadiga. Em geral, de manhã temos mais energia.

Como identificar um bom professor

É essencial buscar um profissional que se dedique a conhecer a doença e as limitações que ela impõe a cada pessoa. Um indivíduo com equilíbrio abalado terá necessidades diferentes das de alguém com enrijecimento muscular, por exemplo.

Qual horário você costuma fazer atividade física? Participe de nossa enquete do mês

Na rotina cheia de compromissos e afazeres, é um desafio cada vez maior reservar um tempo para praticar um esporte. Mas mexer o corpo com regularidade é um pilar fundamental para uma vida saudável e livre de doenças.

Enquanto alguns preferem acordar mais cedo para ir à academia ou correr no parque, outros optam por realizar o exercício nas horas após o trabalho. E você, como organiza sua agenda? Clique na opção que mais se encaixa com o seu dia a dia.