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Confira uma lista desintoxicante e aproveite o resto verão com um corpo mais sequinho

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Com uma festa engatada na outra, é bem provável que você tenha exagerado nas comilanças no final do ano – e um pouco depois. Está achando impossível aproveitar o resto do verão com um corpo sequinho?

Maçã
Fonte de quercetina, um potente anti-inflamatório natural, vai dar ânimo e desinchar você.

Chá-verde
Tem catequinas diuréticas. Facilita a saída de elementos tóxicos do corpo, pelo suor e pela urina. Tome até o anoitecer para não atrapalhar o sono.

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Frutas vermelhas
Pouco calóricas, têm flavonoides, antioxidantes que turbinam o processo de detoxificação.

Couve

Rica em clorofila, que limpa o fígado, metabolizador de tudo (incluindo drinques) que entra no corpo. Inclua em sucos, em jejum, para agir melhor.

Limão, laranja e grapefruit
Com poderosa ação solvente de lipídeos, ajudam a eliminar as danadas das gordurinhas localizadas.

Cidade natal de Shakespeare, poesia vira terapia para Alzheimer

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Uma adolescente começa a ler um poema de Rudyard Kipling, rompendo o silêncio em uma sala cheia de idosos: “se puder manter a calma/quando todos à tua volta já a perderam”, quando um deles, doente de Alzheimer, completa com um murmúrio: “você será um homem, meu filho!”.

Para combater a perda de memória que afeta 800 mil pessoas no Reino Unido, instituições especializadas e hospitais estão recorrendo à poesia.

A melodia e o ritmo de versos conhecidos consegue bater na porta da memória, servem de “detonador que ativa” a palavra e as lembranças, explicou Jill Fraser. A associação “Kissing it Better”, que ela dirige, organiza leituras em asilos para idosos.

Quando os pacientes “escutam uma palavra que conseguem lembrar de um poema, eles ganham o dia”, contou Elaine Gibbs, diretora do lar para idosos Hylands, que abriga 19 velhinhos em Stratford upon Avon, terra natal de William Shakespeare, região central da Inglaterra.

Mais de 40% dos brasileiros acreditam que diabetes é doença exclusivamente de idosos, revela pesquisa Com os cabelos grisalhos presos e vestido florido, Miriam Cowley ouve com atenção uma jovem que lê o poema À Margarida, de William Wordsworth, um clássico nas escolas britânicas.
Esta antiga professora, que sofre com a perda de memória recente disse que “sabia o poema, mas tinha esquecido. Aprendi quando era menina”.

— Terei belos sonhos, sonhos tranquilizadores, de margaridas e árvores.

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Quando se chega a este centro, “todo mundo está sentado em seu canto e, de repente, você começa a ler um poema em voz alta e vê como o olhar deles se ilumina”, explicou Hannah Ciotkowski, uma voluntária de 15 anos.

Segundo Anita Wright, de 81 anos, ex-atriz da respeitada companhia Royal Shakespeare (RSC), que também lê neste lar e integra o projeto “Kissing it Better”, que conta com voluntários de 6 a 81 anos, “é maravilhoso quando se juntam a você para terminar um verso”.

O ritmo da poesia “cola no nosso eu mais profundo”, assegurou Lyn Darnley, que chefia o departamento de voz e texto da RSC.

— A poesia pode afetar, recuperar lembranças, não só emoções, mas também da profundidade da linguagem.

Anita Wright lembrou de uma experiência emocionante. Ela estava lendo um poema sobre um homem que se despedia da amada, quando uma idosa começou a chorar e lembrou da morte do namorado.

— Não tinha dito uma só palavra desde que entrou na instituição e este poema abriu as comportas porque remeteu a um episódio de sua vida.

Dave Bell, enfermeiro da organização Dementia UK, que luta contra o Alzheimer, disse que “a poesia não cura a senilidade”.

— Mas tem o poder de, como a música, devolver confiança aos pacientes: eles descobrem que lembram de algo. [Além disso], permite criar um laço entre gerações.

Hannah, de 15 anos, garantiu que “quando for velha, vou querer que as pessoas venham me ver para ler poemas e cantar músicas para mim”.

Depressão pode acelerar o processo de envelhecimento das células

foto-imagem-depressaoExames de laboratório mostram que as células parecem ser biologicamente mais velhas em pessoas que sofreram ou sofrem casos graves de depressão.

Os pesquisadores detectaram essas diferenças em uma estrutura da célula chamada telômero. O comprimento destas estruturas é usado para medir o envelhecimento celular.

Os especialistas já sabiam que as pessoas que sofrem de depressão têm um risco maior de desenvolver doenças ligadas ao envelhecimento, como alguns tipos de câncer, diabetes, obesidade e doenças cardíacas.

Isso pode derivar, em parte, de um estilo de vida não muito saudável, que incluiria também o consumo de bebidas alcoólicas e o sedentarismo.

O estudo foi publicado a revista especializada Molecular Psychiatry.

Telômeros curtos
Josine Verhoeven, do Centro Médico da Universidade VU, na Holanda, junto com colegas americanos, recrutou 2.407 pessoas para participarem do estudo.

Mais de um terço desses voluntários sofria de depressão; um terço tinha passado por um caso grave de depressão; e o restante nunca havia tido a doença.

Os voluntários deram uma amostra de sangue para os pesquisadores analisarem, em busca de sinais de envelhecimento celular. Eles buscavam alterações nos telômeros.

Os telômeros protegem os cromossomos, que contêm o DNA. A função do telômero é proteger os cromossomos de possíveis danos e, à medida que as células se dividem, eles vão ficando cada vez mais curtos.

Medir o tamanho destes telômeros é uma forma de avaliar o envelhecimento celular.

As pessoas que estavam com depressão ou já tinham sofrido com a doença no passado tinham telômeros bem mais curtos do que os que nunca tinham passado por isso.

Essa diferença era aparente mesmo quando eram levadas em conta diferenças no estilo de vida, como o fato de alguns voluntários fumarem ou beberem muito.

Além disso, os pesquisadores descobriram que os pacientes com casos de depressão bem mais graves ou crônicos tinham os telômeros mais curtos entre todos os voluntários.

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Reação à angústia
Verhoeven e os outros cientistas especulam que os telômeros mais curtos podem ser uma consequência da reação do corpo à angústia causada pela depressão.

“Esse estudo em larga escala fornece provas convincentes de que a depressão está associada a muitos anos de envelhecimento biológico, especialmente entre aqueles que sofrem com os sintomas mais graves e crônicos”, afirmaram os cientistas no estudo.

Ainda não está claro se esse processo de envelhecimento pode ou não ser revertido.

A médica britânica Anna Phillips, especialista da Universidade de Birmingham, pesquisou os efeitos do estresse no comprimento dos telômeros.

Segundo a médica, o comprimento dessa estrutura celular não fornece uma previsão consistente para outros problemas, como o risco de morte.

Phillips também afirmou que é provável que um grande problema de saúde relacionado à depressão – não um episódio ou uma vida inteira de sintomas moderados da doença – desencadeie a redução dos telômeros.

Autismo pode ser identificado nos primeiros meses de vida

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Uma pesquisa conduzida por cientistas americanos sugere que o autismo, disfunção que afeta a capacidade de socialização do indivíduo, pode ser identificado em bebês com até dois meses de vida.

Os estudiosos analisaram o olhar das crianças, do nascimento até os três anos, em direção aos rostos de outras pessoas .

Eles descobriram que as crianças posteriormente diagnosticadas com autismo mantinham, um contato visual reduzido – uma das marcas do transtorno – nos primeiros meses de vida.

A pesquisa, publicada na Nature, aumentou as esperanças de que o autismo seja tratado mais precocemente, afirmou um cientista britânico.

No estudo, pesquisadores liderados pela Escola de Medicina da Emory University em Atlanta, nos Estados Unidos, usaram uma tecnologia de rastreamento visual para medir a forma como os bebês olhavam e respondiam a estímulos sociais.

Eles concluíram que as crianças posteriormente diagnosticadas com autismo mostraram um declínio gradativo na capacidade de manter um contato visual constante com os olhos de outras pessoas a partir da idade de dois meses, quando começaram a assistir vídeos de interações humanas.

O coordenador da pesquisa, Warren Jones, disse à BBC News que foi a primeira vez que “foi possível detectar alguns sinais de autismo nos primeiros meses de vida”.

“Estes são os primeiros sinais de autismo já observados”.

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Metodologia
O estudo acompanhou 59 crianças que tinham um alto risco de autismo por terem irmãos com a doença, e 51 crianças de baixo risco.
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Jones e seu colega Ami Klin examinaram as crianças até completarem três anos, quando as crianças voltaram a ser formalmente avaliadas quanto à doença.

Treze das crianças (11 meninos e duas meninas) foram diagnosticadas com transtornos do espectro do autismo – uma série de distúrbios que inclui o autismo e síndrome de Asperger.

Os pesquisadores, então, voltaram a observar os dados de rastreamento ocular dos pacientes e fizeram uma descoberta surpreendente.

“Em crianças com autismo, o contato visual já está em declínio nos primeiros seis meses de vida”, disse Jones.

Jones acrescentou, entretanto, que tal quadro só pode ser observado com tecnologia sofisticada e não seria visível para os pais.

Para Deborah Riby, do departamento de psicologia da Universidade de Durham, o estudo proporcionou uma análise sobre o tempo de atenção social, atípica em crianças que tendem a desenvolver autismo.

“Esses marcadores precoces são extremamente importantes para identificar brevemente os primeiros traços de autismo. Dessa forma, temos a capacidade de aprimorar o tratamento”, disse Riby.

Mais pesquisas
Caroline Hattersley, diretora de informação, aconselhamento e apoio da National Autistic Society, baseada no Reino Unido, disse que a pesquisa foi “baseada em uma amostra muito pequena e precisa ser replicada em uma escala muito maior antes de podermos tirar quaisquer conclusões concretas”.

“O autismo é um transtorno muito complexo”, disse.

“Não há duas pessoas com autismo que são iguais, e por isso é necessária uma abordagem holística para o diagnóstico, que leve em conta todos os aspectos do comportamento de um indivíduo. Uma abordagem mais abrangente permite que todas as necessidades do pacientes sejam identificadas”.

“É vital que todas as pessoas com autismo possam ter acesso a um diagnóstico, pois isso pode ser a chave para uma recuperação mais rápida”, concluiu.

A pesquisa foi feita em parceria com o Marcus Autism Center e o Children’s Healthcare of Atlanta.

Droga talidomida pode ter causado uma gama mais ampla de más-formações do que se imaginava.

foto-imagem-thalidomide-packetsComo resultado, em vários países, indivíduos que nasceram com deficiências físicas e tiveram recusados seus pedidos de indenização estão agora exigindo que seus casos sejam reconsiderados.

Criada pela companhia farmacêutica alemã Grunenthal, a talidomida começou a ser vendida em 1957, inicialmente como um sedativo leve. Depois, passou a ser receitada a mulheres grávidas, para combater o enjoo.

Em 1961, já havia ficado claro que o remédio estava levando ao nascimento de bebês com problemas de formação graves, como o encurtamento de braços e pernas. Ainda em 1961, a droga foi retirada do mercado em vários países.

Segundo números oficiais, cerca de 10 mil pessoas em todo o mundo nasceram com más-formações provocadas pela talidomida. Acredita-se que muitas mortes ocorreram ainda no útero.

Hoje, a talidomida ainda é utilizada para tratar a hanseníase (lepra) e o mieloma múltiplo (um tipo de câncer).

No Brasil – segundo país do mundo em casos de hanseníase, superado apenas pela Índia – milhões de comprimidos da droga são consumidos por milhares de pacientes. Recentemente, um estudo brasileiro vinculou 100 casos de bebês nascidos com deformidades à ingestão de talidomida.

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Nova Pesquisa
Em 1973, na Grã-Bretanha, após longas batalhes em tribunais, os distribuidores britânicos da Talidomida – a empresa Distillers – concordaram em compensar financeiramente as vítimas.

O Thalidomide Trust foi criado e mais de 400 crianças foram beneficiadas.

No entanto, os critérios para a determinação dos casos que se qualificam para receber indenizações são, na opinião de alguns, inapropriados.

Muitos indivíduos que nasceram com deformidades mas foram excluídos do grupo que recebe ajuda financeira para conviver com suas deficiências acompanham com atenção os estudos do pesquisador Neil Vergesson, da University of Aberdeen, Escócia.

Vergesson vem observando os efeitos da talidomida no desenvolvimento de embriões de pintinhos e peixes.

No passado, o especialista escreveu relatórios para advogados que representavam alguns dos pacientes excluídos da lista oficial de vítimas.

Na década de 1960, especialistas decidiram que os fetos eram afetados pela droga durante um período muito curto da gestação – entre o vigésimo e o trigésimo-sexto dia após a concepção.

Vargesson questiona essa teoria. E afirma também que a droga afeta indivíduos de maneiras diferentes.

“Esse intervalo de tempo (durante o qual o feto seria sensível à droga) foi baseado em entrevistas com pais de crianças seriamente afetadas e está relacionado a danos externos e danos internos graves”, disse.

E acrescentou: “Tendo em vista a diversidade dos danos em sobreviventes da talidomida e estudos em animais que mostram que em uma mesma ninhada cada feto é danificado de forma diferente, está claro para mim que a droga age de maneira diferente em cada indivíduo e embrião”.

Para Vergesson, é possível que a talidomida provoque uma gama mais ampla de danos do que se imaginava.

No entanto, ele admite que é difícil saber com exatidão que danos são esses.

“Jamais saberemos a gama verdadeira (de efeitos da droga), é tão difícil voltar 55 anos e dizer, bem, vamos dar uma olhada nessas pessoas, porque na maioria dos casos, nem sabemos quem são essas pessoas”.

O trabalho de Vergesson é polêmico e há especialistas que discordam de suas conclusões.

Para alguns, porém, as pesquisas do especialista oferecem alguma possibilidade de justiça.

Injustiça?
O britânico Gary Grayson, da cidade inglesa de Ipswich, nasceu em 1961. Suas pernas tinham deformidades graves e foram amputadas antes de ele completar dois anos de idade.

Poucos meses depois, ele passou a usar pernas artificiais.

A mãe de Grayson tomou talidomida, mas ele nunca recebeu qualquer indenização.

Médicos do Thalidomide Trust disseram que as deformidades que Grayson apresentava não eram típicas da talidomida.

Ele não deixou que a deficiência atrasasse seu desenvolvimento e se saía bem na escola. Hoje, casado e pai de família, trabalha no Ministério da Defesa britânico.

“Na minha juventude, nunca me considerei uma vítima”.

Mas agora, depois de investigar mais a fundo seu próprio histórico médico, ele acha que tem provas suficientes para brigar na Justiça por uma indenização.

Indenizações
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Várias firmas de advocacia vêm cuidando do caso de Grayson e de outras supostas vítimas – muitas delas britânicas. O grupo se autodenomina Thalidomiders.

Em outros países, há mais processos estão em andamento.

Na Espanha, 185 pessoas estão levando o fabricante alemão Grunenthal para o tribunal. Elas nunca receberam qualquer indenização da empresa.

No ano passado, na Austrália, os distribuidores da droga concordaram em indenizar uma vítima, Lynette Rowe, de 50 anos. Mais casos são esperados ainda neste ano.

No Brasil, vítimas da talidomida ganharam direito a indenizações pelo governo brasileiro em 2010. O governo foi responsabilizado porque, ao contrário de outros países, que retiraram a droga de circulação em 1961, o Brasil só suspendeu o uso do medicamento quatro anos depois.

Segundo estimativas de 2010, 650 brasileiros se qualificavam para receber compensação financeira.

A descoberta da primeira substância química capaz da cura do mal de Alzheimer

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A descoberta da primeira substância química capaz de prevenir a morte do tecido cerebral em uma doença que causa degeneração dos neurônios foi aclamada como um momento histórico e empolgante para o esforço científico.

Ainda é necessário maior investigação para desenvolver uma droga que possa ser usada por doentes. Mas os cientistas dizem que um medicamento feito a partir da substância poderia tratar doenças como Alzheimer, Mal de Parkinson, Doença de Huntington, entre outras.

Em testes feitos com camundongos, a Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, mostrou que a substância pode prevenir a morte das células cerebrais causada por doenças priônicas, que podem atingir o sistema nervoso tanto de humanos como de animais.

A equipe do Conselho de Pesquisa Médica da Unidade de Toxicologia da universidade focou nos mecanismos naturais de defesa formados em células cerebrais.

Quando um vírus atinge uma célula do cérebro o resultado é um acúmulo de proteínas virais. As células reagem fechando toda a produção de proteínas, a fim de deter a disseminação do vírus.

No entanto, muitas doenças neurodegenerativas implicam na produção de proteínas defeituosas ou “deformadas”. Estas ativam as mesmas defesas, mas com consequências mais graves.

As proteínas deformadas permanecem por um longo tempo, resultando no desligamento total da produção de proteína pelas células do cérebro, levando a morte destas.

Este processo, que acontece repetidamente em neurônios por todo o cérebro, pode destruir o movimento ou a memória, ou até mesmo matar, dependendo da doença.

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“Extraordinário”
Acredita-se que este processo aconteça em muitas formas de neurodegeneração, por isso, interferir este processo de modo seguro pode resultar no tratamento de muitas doenças.

Os pesquisadores usaram um composto que impediu os mecanismos de defesa de se manifestarem, e por sua vez interrompeu o processo de degeneração dos neurônios.

O estudo, divulgado na publicação científica Science Translational Medicine, mostrou que camundongos com doença de príon desenvolveram problemas graves de memória e de movimento. Eles morreram em um período de 12 semanas.

No entanto, aqueles que receberam o composto não mostraram qualquer sinal de tecido cerebral sendo destruído.

A coordenadora da pesquisa, Giovanna Mallucci, disse à BBC: “Eles estavam muito bem, foi extraordinário.”

“O que é realmente animador é que pela primeira vez um composto impediu completamente a degeneração dos neurônios.”

“Este não é o composto que você usaria em pessoas , mas isso significa que podemos fazê-lo, e já é um começo”, disse Mallucci.

Ela disse que o composto oferece um “novo caminho que pode muito bem resultar em drogas de proteção” e o próximo passo seria empresas farmacêuticas desenvolverem um medicamento para uso em seres humanos.

O laboratório de Mallucci também está testando o composto em outras formas de neurodegeneração em camundongos, mas os resultados ainda não foram publicados.

Os efeitos colaterais são um problema. O composto também atuou no pâncreas, ou seja, os camundongos desenvolveram uma forma leve de diabetes e perda de peso.

Qualquer medicamento humano precisará agir apenas sobre o cérebro. No entanto, o composto dá aos cientistas e empresas farmacêuticas um ponto de partida.

Estudo de referência
Comentando a pesquisa, Roger Morris da King’s College London, disse: “Esta descoberta, eu suspeito, será julgada pela história como um acontecimento importante na busca de medicamentos para controlar e prevenir o Alzheimer.”

Ele disse à BBC que uma cura para a doença de Alzheimer não era iminente, mas disse que está “muito animado, pois é o primeiro teste feito em um animal vivo que prova ser possível retardar a degeneração de neurônios.”

“O mundo não vai mudar amanhã, mas este é um estudo de referência.”

David Allsop, professor de neurociência da Universidade de Lancaster descreveu os resultados como “muito impressionante e encorajador”, mas advertiu que era necessário mais pesquisas para ver como as descobertas se aplicam a doenças como Alzheimer e Parkinson .

Eric Karran, diretor de pesquisa da organização sem fins lucrativos Alzheimer’s Research UK, disse: “Focar em um mecanismo relevante para uma série de doenças neurodegenerativas poderia render um único medicamento com benefícios de grande alcance, mas este composto ainda está em uma fase inicial.”

“É importante que estes resultados sejam repetidos e testados em outras doenças neurodegenerativas, incluindo o mal de Alzheimer.”

Por que rejeitamos alguns tipos de alimentos

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A crítica de gastronomia Stephanie Lucianovic sofre mais aversão à comida do que a maioria das pessoas. “Ser difícil para comer não é uma opção, é uma verdadeira desgraça.”

“Repulsão seguido pelo desejo de vomitar.” Essa foi sua reação quando tentou comer certos alimentos que odiava. Atualmente esses alimentos incluem passas, bananas e vísceras.
David Jackson, do centro de investigação sobre alimentos do Leatherhead, não gostava de azeitonas quando era criança.

“As azeitonas são muito amargas”, diz ele. “Eu odiava.”

“Mas o que provavelmente aconteceu é que, quando você fica mais velho, você quer parecer mais sofisticado, e por isso há uma motivação para comê-las, mesmo que não goste.”

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Razões biológicas e sociais

As razões biológicas que levam certas pessoas a rejeitarem certos alimentos têm sido amplamente estudadas, mas as razões sociais são menos claras.

“É difícil saber por que superamos aversões a determinados alimentos, mas é claro que muitas pessoas passam a ser menos exigentes à medida que ficam mais velhas”, diz Paul Chappell, do Departamento de Sociologia da Universidade de York, na Grã-Bretanha.

“Querer seguir somente a própria vontade está associado à infância: nós esperamos que as crianças rejeitem uma grande quantidade de alimentos.”

“O caso não é o mesmo para os adultos. Ser exigente não é socialmente aceitável, e recusar determinados alimentos por não gostar, pode causar situações constrangedoras.”

Stephanie Lucianovic, que publicou um livro sobre a vida de um adulto exigente, disse que estes são estigmatizados.

“Isso acontece, principalmente, porque as pessoas pensam que é uma opção, que eles estão fazendo isso para irritar e não se importam em incomodar os outros.”

Ela mesma é exigente, e aprendeu a comer certos alimentos combinando-os com os sabores que gosta.

Agora, os odiados brócolis, couve de Bruxelas e pêssego se tornaram iguarias em seu prato, Lucionovic disse à BBC.

Genes e evoluçãofoto-imagem-azeitonas

As razões pelas quais as pessoas preferem determinados alimentos são mais claras.

Os cientistas têm investigado as diferenças genéticas, e têm agrupado as pessoas em três diferentes grupos: os “degustadores”, os “super degustadores” e os “degustadores regulares”.

Os super degustadores tendem a ter uma maior correlação com os genes que codificam os receptores das papilas gustativas, que são responsáveis por identificar os componentes amargos.

E assim, eles têm uma forte aversão a alimentos amargos, como couve de Bruxelas e brócolis.

O cheiro também influencia muito.

“O queijo, por exemplo, quando envelhece, ou quando colocamos algum fungo para fazê-lo maturar, degradam os aminoácidos das proteínas do leite e o mal cheiro ocorre”, disse David Jackson.

Do ponto de vista da evolução, há razões para esta reação a alimentos amargos e que contêm enxofre.

“Os caçadores dependiam do olfato. O cheiro de enxofre indicava a presença de bactérias nos alimentos. Comê-los poderia deixá-los doente”, explica Jackson.

Da mesma forma, a evolução pode explicar a aversão inata ao gosto amargo.

Algumas plantas não comestíveis são amargas, e por isso aqueles que conseguem fazer essa associação têm mais chance de sobreviver.

Como superar as aversõesfoto-imagem-prato-comida

Muitos conseguem facilmente superar essas aversões. Mas e aqueles que não conseguem?

As motivações para superá-las variam. Podem ser pressões sociais, desejo de parecer sofisticado, ou necessidade por hábitos mais saudáveis.

Em todos os casos, a melhor maneira de superar essas aversões é comer mais desses alimentos. Quanto mais você come, mais você vai gostar e a rejeição diminuirá.

Ao beber cerveja ou vinho pela primeira vez, muitas vezes, a reação é “isso não é gostoso, é muito amargo”, diz Jackson.

“Mas se você continuar tentando por um tempo, essa aversão é superada e torna-se uma experiência agradável.”

Acabar com a pressão

As crianças, mais do que os adultos, têm uma cautela natural em relação aos alimentos.

Para Emma Uprichard, da Universidade de Warwick, na Grã-Bretanha, os pais devem parar de pressionar seus filhos a comer alimentos mais saudáveis.

Segundo ela, “muitos adultos têm memórias de alimentos que odiavam quando eram crianças e isso não deixou nenhum trauma quando cresceram.”

“Uma das perguntas que fazemos é se talvez não deveríamos relaxar um pouco em relação aos hábitos alimentares dos filhos, por ser um desgaste emocional para os pais forçá-los a comer o que é considerado mais adequado.”

“Isso ajudaria um pouco, já que os pais não se sentiriam tão culpados o tempo todo.”

Google x Saúde – Empresa de tecnologia criará nova companhia de saúde liderada por executivo da Genentech

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O Google disse que planeja criar uma nova companhia, chamada Calico, liderada pela Apple e pelo presidente do Conselho da empresa de biotecnologia Genentech , Art Levinson, para desenvolver tecnologias para tratar questões de saúde ligadas ao envelhecimento.

O presidente-executivo do Google, Larry Page, disse na Internet nesta quarta-feira que a nova companhia aparentemente será divergente “do que o Google faz hoje.”

“Não fique surpreso se nós investirmos em projetos que parecem estranhos ou especulativos comparados ao nosso negócio de Internet”, escreveu em seu perfil no Google+. “E, por favor, lembre-se que novos investimentos como este são muito pequenos perto de nosso negócio principal.”

(Edição de Jeffrey Benkoe)

73,9% apoiam atuação de médicos estrangeiros no país

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Medida integra programa Mais Médicos lançado pelo governo em julho.
Pesquisa foi encomendada pela CNT e realizada pelo instituto MDA.

Pesquisa do instituto MDA encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e divulgada nesta terça-feira (10) mostra que 73,9% dos entrevistados apoiam a vinda de médicos estrangeiros para atuar no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida faz parte do programa Mais Médicos lançado pelo governo federal em julho e que pretende atrair médicos para atuar nas periferias e no interior do Brasil.

mmmA pesquisa, que também apurou a avaliação do governo, ouviu 2.002 pessoas entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro. As entrevistas foram realizadas em 135 municípios de 21 unidades da federação nas cinco regiões. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Para 49,6% dos entrevistados, o Mais Médicos solucionará os graves problemas da saúde no país.

A vinda de médicos estrangeiros é polêmica e criticada pelas entidades de médicos porque permite que profissionais que se formaram no exterior atuem no Brasil sem a necessidade de fazer o exame de revalidação do diploma, o Revalida, que permitiria ao médico atuar tanto no setor público quanto no setor privado.

Também é alvo de críticas o contrato feito pelo governo brasileiro para trazer médicos cubanos, que receberiam menos que os outros profissionais estrangeiros.

No Mais Médicos, o governo concede uma autorização para que o estrangeiro só atue em um local específico e por tempo determinado.

Segundo o Ministério da Saúde, isso possibilita que os médicos não troquem os locais mais carentes por outras regiões.

Utilização do SUS
Os dados da pesquisa revelam ainda que 62,4% dos entrevistados utilizam a rede pública de saúde contra 20,8% que apenas usam a rede privada. Dos que se consultam pelo Sistema Único de Saúde (SUS), 2,7% avaliam como “ótimo”; 18% acreditam que ele seja “bom”; e 37,4 consideram “regular”. Dos ouvidos, 18,6% avaliaram como “ruim” e 22,9% como “péssimo”.

Em relação ao sistema privado de saúde no país, 13% consideraram “ótimo” e 45% consideraram “bom”.

Apagão
A pesquisa também verificou a opinião da população em relação ao temor de apagões elétricos no país. Segundo os dados, 63,7% acreditam que o Brasil pode eventualmente enfrentar problemas de energia contra 16,9% que acham que esses problemas podem ser frequentes no futuro.

Do total de entrevistados, 15% acham que o país não terá problemas relacionados ao assunto. Já 4,4% não souberam ou não responderam à pergunta. Os que avaliam que o Brasil está bem preparado para evitar as quedas de energia são 24,5% contra 68,7% que pensam existir uma deficiência na prevenção de apagões. Dos entrevistados, 6,8% não souberam ou não quiseram responder.

Câncer e combatido com o com vírus da gripe

foto-imagem-cancerA cura do câncer é o sonho de muitos pesquisadores e nos últimos anos uma técnica que pode revolucionar o tratamento da doença vem se aperfeiçoando: a virusterapia, o uso de vírus geneticamente modificados para atacar as células tumorais.

A Fundação Instituto Leloir, da Argentina, anunciou recentemente dois importantes avanços. Junto a colegas de Chile, Grã-Bretanha e Estados Unidos, os cientistas da instituição conseguiram adaptar um vírus que causa gripe e conjuntivite, o adenovírus, para atacar com sucesso o câncer de pele e de pâncreas em camundongos.

O diretor da equipe do Leloir, Osvaldo Podhajcer, chefe do Laboratório de Terapia Celular e Molecular e pesquisador sênior do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas da Argentina (Conicet), disse à BBC Mundo que foi possível reduzir ou eliminar tumores sem danificar outros tecidos.

Isso ocorreu porque os cientistas modificaram o DNA de modo que o vírus só possa se reproduzir em células cancerosas.

A técnica representa um grande avanço em relação aos tratamentos convencionais para o câncer, como a quimioterapia ou radioterapia, que deixam sequelas graves.

Além disso, o trabalho pode ter um enorme impacto sobre a cura do melanoma e do câncer de pâncreas, duas das doenças mais mortais.

“Esses dois tipos de câncer são os menos propensos a receber tratamento não-cirúrgico”, disse à BBC o oncologista Eduardo Cazap, presidente da União Internacional de Controle do Câncer (UICC, na sigla em Inglês).

Riscos
Quando se fala de um vírus geneticamente modificado, há sempre o temor de que esses avanços científicos representem um grande risco no futuro, a possibilidade de causarem uma pandemia.

Essa é a premissa do filme de 2007 Eu Sou a Lenda, com Will Smith, em que um cientista consegue curar o câncer, modificando o vírus da varíola, mas a mutação do vírus acaba convertendo todos os seres humanos — menos o personagem de Smith — em zumbis.

foto-imagem-cancerNeste sentido, os especialistas do Instituto Leloir disseram à BBC que optaram por trabalhar com o adenovírus porque é um vírus pouco perigoso, muito estável, o que exclui qualquer risco de mutação.

Na verdade, Podhajcer explicou que trabalhou com essas duas formas de câncer pela falta de tratamentos conhecidos e pela alta incidência na população.

O trabalho sobre o câncer de pâncreas foi feito em parceria com duas universidades do Chile, Concepción e Andrés Bello, o que é raro na América Latina.

Os cientistas estabeleceram um marco ao compactarem o ADN para fazer com que o vírus se multiplique mais rápido.

O estudo foi publicado na revista Molecular Therapy, da Associação Americana de Terapias Celulares e Genéticas.

Enquanto isso, a pesquisa sobre o câncer de pele foi feita em conjunto com as universidades de Londres, Birmingham e St. Louis, onde também houve progresso.

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Mais eficácia
“Pela primeira vez que conseguimos mudar geneticamente um vírus para tirar vantagem das características das células cancerosas e as atacar”, disse Podhajcer.

Segundo o especialista, isto deu ao vírus 40% mais de eficácia.

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O trabalho foi publicado no Journal of Investigative Dermatology.

Apesar da importância destes estudos, os autores ressaltaram que ainda é muito cedo para estabelecer se o impacto real será a cura para o câncer.

Primeiro, é preciso percorrer todas as etapas de testes pré-clínicos e clínicos, um longo processo que leva anos e exige grande financiamento.

Se tudo der certo, o Instituto Leloir estima que o tratamento estaria disponível em cerca de cinco anos.

No entanto, Cazap adverte que muitos casos de sucesso em roedores não funcionam em testes em humanos.

“O potencial dessas descobertas é muito interessante, mas você tem que ver se funcionam”, disse ele.