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A nova opção está disponível contra miopia e hipermetropia e usa a tecnologia dos óculos Transitions, que se adaptam a diferentes níveis de luminosidade

Regulamentada nos Estados Unidos desde abril de 2018, uma lente de contato com grau que se ajusta à luz do ambiente enfim desembarcou nas óticas do Brasil. Ela foi criada pela marca Acuvue, da Johnson & Johnson, e estava aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 27 de maio de 2019, mas só agora é possível comprá-la.

Segundo a assessoria de imprensa da empresa, foram necessários dez anos de pesquisa para criar essa lente que usa a tecnologia Transitions — a mesma dos óculos que escurecem em ambientes bem iluminados e clareiam nos mais escuros.

Por enquanto, o produto está disponível apenas para correção de miopia e hipermetropia. As lentes devem ser trocadas e descartadas a cada 14 dias.

Além de proteger contra os raios UVA e UVB, a novidade bloqueia em até 70% a luz visível (ou luz azul), emitida pelo sol e por telas de aparelhos eletrônicos. A exposição excessiva e desprotegida a esses fatores está associada a degeneração macular e lesões na córnea e retina.

Quando a lente foi aprovada nos Estados Unidos, nós fizemos uma reportagem com mais detalhes sobre o assunto.

A inclusão dessa atividade na reabilitação de vítimas de ataque cardíaco traz resultados positivos, segundo novo estudo

Ganhar destaque no Congresso Europeu de Cardiologia em meio a remédios e aparelhos de última geração não é um feito trivial para uma prática milenar. E foi o que aconteceu com a ioga, protagonista de uma pesquisa indiana com 2 470 pessoas que sofreram um infarto.

Já nos primeiros dias após o susto, 1 470 voluntários começaram a experimentá-la diariamente, além de receberem todos os outros cuidados. O treino, que durou três meses, envolvia adotar certas posturas de manhã e reservar um tempo para técnicas de respiração à tarde.

Depois de cinco anos, notou-se uma taxa de mortalidade ligeiramente menor nessa turma, em comparação com a que passou pela reabilitação tradicional.

“A ioga é um exercício leve, o que já seria positivo no início da recuperação. Mas ela ainda traz um componente de relaxamento”, avalia o cardiologista Marcelo Nishiyama, da BP — A Beneficência Portuguesa de São Paulo. Segundo ele, que acompanhou a apresentação dos dados, em Paris, o estresse eleva o risco de uma segunda pane cardiovascular.

Repouso total é coisa do passado

Há um consenso de que o imobilismo prejudica ainda mais o indivíduo que infartou. “Mesmo quando está na UTI, ele deveria mexer um pouco os membros com o apoio de especialistas”, diz Nishiyama. Conforme vai melhorando, o paciente precisa incorporar progressivamente mais doses de movimento no cotidiano.

A ioga é uma ótima opção, porém não a única. Converse com seu médico sobre caminhadas ou outras modalidades que preferir. Acredite: isso vai afastar outros perrengues.

Mesmo sendo demonizado, esse alimento se mantém em alta e vem se reinventando em receitas mais saudáveis. Tem gente até que começou a prepará-lo em casa

Farinha, água, fermento e sal. Você só precisa de quatro ingredientes para fazer um belo pão — algo que nossos ancestrais descobriram há coisa de 6 mil anos. “Se considerar o tipo ázimo, não fermentado, a receita pode ter até 20 mil anos”, conta o consultor gastronômico Luiz Américo Camargo, pesquisador de panificação caseira desde 1990 e autor do livro Pão Nosso (Editora Panelinha, em parceria com o Senac).

“O alimento ajudou a organizar o modo de produção agrícola, já que sua preparação obrigou as tribos a cultivar regularmente trigo, centeio, cevada etc.”, explica Camargo. Ou seja, o pão pode não ter feito parte da dieta dos homens das cavernas, mas também não entrou em nossa vida ontem, como seguidores de menus à base de carnes e vegetais costumam dar a entender.

Mais do que isso: ele está longe de ser símbolo de uma alimentação desajustada. “Italianos, franceses e povos de países do Oriente Médio são grandes comedores de pão. E eles têm menos problemas de saúde do que outras populações com médias bem menores de consumo”, compara Camargo.

Ainda assim, a onda da low carb, dieta com baixa ingestão de fontes de carboidratos, angariou vários adeptos. Quem nunca viu um amigo ou familiar fugir de pães, massas e arroz para emagrecer? “Na maioria das vezes, cortes assim levam a uma redução na ingestão calórica e, consequentemente, à perda de peso”, justifica a nutricionista Luciana Lancha, de São Paulo.

Ocorre que isso não é sinal de sucesso. Após um tempo seguindo um cardápio tão restritivo, a tendência é voltar ao padrão (ou seja, ao peso) anterior. “Em vez de focar em um grupo alimentar, o ideal é buscar mudar o estilo de vida. Os resultados demoram mais a aparecer, mas são realmente duradouros”, garante Luciana.

Cada um no seu forno

Há inúmeros tipos de pão. O expert Luiz Américo Camargo ensina as diferenças entre alguns dos mais conhecidos

Italiano: pasme é criação de imigrantes italianos de São Paulo. “As boas padarias fazem com farinha, água, fermento natural e sal.”

Australiano: foi inventado por uma rede de restaurantes que nem australiana é. Há receitas que levam chocolate, outras café… Nada padronizado.

Pão de fôrma: a massa dos mais industriais às vezes nem fermenta direito. Só é batida. Evite os lotados de ingredientes.

De centeio: “Um clássico!”, diz Camargo. Se bem-feito, fica muito bom. A fermentação longa dá sabor marcante e leveza à receita.

Francês: pão simples, crocante e, em geral, com durabilidade curta. “Alguns padeiros abusam de açúcar e gorduras.”

Pão sírio: é da família dos pães chatos, como pizza e foccacia. É ótimo para acompanhar refeições e montar sanduíches.

Bisnaguinha: a da padaria segue a tradição dos pães de leite. Já a industrial costuma esbanjar açúcar, gordura e aditivos. Olhe o rótulo.

Croissant: mais um clássico. Para Camargo, poucos o preparam direito. “Enrolados massudos não são croissants”, crava o especialista.

O pão dentro de uma rotina saudável e balanceada

Para além do emagrecimento, há quem enxergue a exclusão de pães e afins como solução para domar picos de açúcar no sangue e baixar o risco de diabetes e doenças do coração. “Mas, até o momento, não há evidências de que a redução exagerada de carboidratos faça realmente bem à saúde”, afirma a nutricionista Débora Bohnen Guimarães, coordenadora do Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes.

“O ponto-chave é a proporção. Porque, de fato, o excesso traz problemas”, pontua a nutricionista Isabela Pimentel Mota, da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Quem viu de perto os dois lados da moeda foi a pesquisadora Sara Seidelmann, em um estudo conduzido no Brigham and Women’s Hospital, nos Estados Unidos, e publicado no respeitado periódico científico The Lancet.

Após analisar 15 428 americanos e cerca de 432 mil indivíduos de mais de 20 países, ela constatou que tanto a alta (70% ou mais) como a baixa (40% ou menos) porcentagem de calorias vindas de fontes de carboidratos elevavam a mortalidade. O menor risco ficou atrelado a um consumo de 50 a 55% de calorias representadas pelo nutriente — valor sugerido há tempos pelos especialistas.

Sara ressalta, porém, que, se as dietas pobres em carboidratos contam com proteínas e gorduras de origem vegetal como substitutas, o risco de morrer acaba sendo menor do que quando a troca é por proteínas e gorduras animais (carne, ovo…).

De qualquer maneira, o recado é que ninguém precisa dar adeus ao pãozinho de cada manhã. “Esse alimento faz parte da dieta humana há dezenas de milhares de anos e pode integrar uma rotina saudável”, tranquiliza a estudiosa. Para ela, o pulo do gato é focar em versões ricas em grãos integrais, que fornecem fibras. “Elas costumam ter índice glicêmico baixo e ajudar na saciedade”, concorda Débora.

Por falar em índice glicêmico (ou IG, para os mais íntimos), que é a velocidade com que o alimento é convertido em açúcar e liberado na circulação, Luciana Lancha frisa que esse conceito não precisa ser levado a ferro e fogo pela população em geral.

“Embora o pão branco tenho um alto IG, ele não é consumido puro”, explica. Quando o associamos a um queijo, por exemplo, o açúcar demora mais a dar as caras no sangue, porque ambos devem ser digeridos e absorvidos. “O organismo não pega o pão primeiro e depois o queijo. Vai tudo junto”, diz Luciana.

Apesar de não ser um sacrilégio sucumbir ao pão branco, o integral realmente soma mais vantagens. “É que o refinamento leva embora fibras, nutrientes e fitoquímicos”, resume Isabela.

Para o nutricionista Igor Ucella, do Centro Universitário Senac Santo Amaro, na capital paulista, esses elementos podem vir de outras fontes, não só do trigo. “A panificação tem trazido opções com mandioquinha, batata-doce, inhame…”, exemplifica.

O que considerar na hora da compra

No pacote: é interessante que a farinha integral, com mais fibras, apareça em primeiro lugar na lista de ingredientes, que é em ordem decrescente. Compare os teores de sódio e gorduras — em um pão com castanhas, é natural ter mais desse nutriente. Prefira os produtos com receitas mais simples, sem mil ingredientes.

Pão branco: fornece energia de forma mais rápida. Por isso, pode ser indicado no pós-treino para acelerar a recuperação. Porém, no processo de refinamento, perde fibras, vitaminas e minerais. E os picos de glicose facilitam o ganho de peso.

Pão integral: preserva mais nutrientes e fibras, que contribuem para a saciedade e auxiliam o trânsito intestinal. No entanto, nem todo mundo curte de cara o sabor do pão 100% integral. Uma boa é começar aos poucos, com misturas de farinhas.

Ops, embolorou: as manchas azuis que surgem no pão após um tempo são sinais de fungo. Há quem tire essas partes e coma o resto. “Mas os fungos já podem ter se espalhado. Só não enxergamos”, alerta Carmen Tadini, engenheira de alimentos do Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC), da Universidade de São Paulo. Evite!

Por que o mais brasileiro dos pães é conhecido como francês?

Não se engane: o carro-chefe das padarias nacionais não tem nada de gringo. “Esse pão nem existe na França”, nota Rui Gonçalves, vice-presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo (Sampapão). O que aconteceu foi o seguinte: ao vir para cá, no início do século 19, a corte portuguesa não gostou da receita tupiniquim.

“A nova clientela começou a exigir pães mais branquinhos, como os dos franceses. Daí surgiu um pão de produção cotidiana, com farinha de trigo branca, que passou a ser chamado, com o tempo, de francês”, esclarece Camargo.

Outros apelidos pelo brasil

Cacetinho: é desse jeito que os gaúchos se referem ao famoso pãozinho.

Jacó: em Sergipe, pode encostar no padeiro e pedir por ele.

Careca: esse é o nome conhecido entre quem mora no Pará.

Carioquinha: foi batizado assim no Ceará. Lá também se chama pão de sal.

A febre dos pães artesanais
Segundo a americana Sara Seidelmann, os pães artesanais, produzidos por métodos semelhantes aos dos tempos antigos, são mais rústicos. “E provavelmente melhores para a saúde”, avalia.

A expert em panificação Julice Vaz, dona de um dos empreendimentos pioneiros em oferecer esse tipo de produto, em São Paulo, observa que a digestão é facilitada. “Ao usar um fermento natural, formado por micro-organismos, não é necessário incluir mais nada na receita”, justifica.

“Esse pão ainda tem melhor sabor e aroma, além de maior durabilidade”, afirma. Não à toa, tem muita gente cultivando seu próprio fermento e preparando o alimento em casa.

Mas não tem problema buscar o pão de cada dia no supermercado. “Ele inclusive está sujeito a regras e fiscalização mais controladas”, aponta Carmen Tadini. É preciso checar ingredientes e tabela nutricional e comparar os pacotes. “Essa sempre é uma atitude saudável”, frisa.

Comendo com parcimônia e fazendo boas escolhas, até quem tem diabetes pode manter o pãozinho na rotina. “O carboidrato é sinônimo de energia e vida, especialmente para quem usa insulina”, informa Débora.

A retirada acentuada do nutriente traz prejuízos para esse pessoal, como risco de crises frequentes de hipoglicemia — quando o açúcar baixa demais, vêm confusão mental, palpitações e outros incômodos. Já o mau humor pega todo mundo que é fã do pão e tenta limá-lo da dieta. Sorte que ninguém tem motivos para cometer essa insensatez.

Botando a mão na massa

Cada vez mais pessoas estão preparando o próprio pão. Eis alguns pontos importantes do processo

Fermento natural: tem leveduras e bactérias que você deve alimentar com farinha e água. Na digestão vagarosa de amido, elas liberam gases. O pão cresce e ganha sabor e aroma únicos.

Fermento biológico: feito industrialmente com leveduras. Como a concentração delas é alta, gera gases rapidamente e o pão se desenvolve logo. A dica é usar menos para um melhor sabor.

Na máquina: a sova, o descanso e o tempo de forno são no aparelho. Se usar bons ingredientes e fermentação lenta, também é artesanal. Mas se perde a parte manual do processo.

Os melhores ingredientes

Sementes: elas são fontes de nutrientes, como proteínas e gorduras boas. Prove as de abóbora, girassol, linhaça e chia.

Oleaginosas: mais redutos de substâncias do bem, a exemplo de gorduras insaturadas e minerais. Teste castanhas, nozes e amêndoas.

Raízes: batata-doce, inhame e beterraba deixam a receita mais nutritiva e fornecem sabor, cor e aroma diferenciados.

Farinha integral: deixa o pão com mais fibras, vitaminas e minerais. Se quiser acostumar o paladar aos poucos, tudo bem mesclar com a branca.

O que pode acompanhar o pão no café da manhã

Queijos magros: ricota e minas frescal são do time. Só não abuse. Se a fatia parar em pé, sinal de que está grande demais.

Ovo mexido: ele carrega proteínas. Por isso, ao combiná-lo com o pão, a glicose não dispara no sangue. Maneire no óleo.

Manteiga: essa é tradicional. Mas possui gordura saturada, cujo excesso eleva o colesterol. Use só um pouco.

Os ingredientes parceiros no jantar

Peixe, frango…: para uma refeição, inclua carne magra, frango desfiado ou atum. Embutidos não são legais.

Salada fria: Alface, cenoura, tomate e companhia adicionam vitaminas, minerais e fibras ao lanche. Capriche.

Vegetais cozidos: no inverno, eles caem como uma luva. Abobrinha, berinjela, espinafre… Varie cores e sabores.

Pastinhas: o grão-de-bico cozido vira uma pasta que deixa o sanduíche mais apetitoso e saudável.

Pessoas a partir de 5 anos de idade com câncer, infecção pelo vírus HIV ou que passaram por transplante de órgãos terão direito ao imunizante

Uma proteção extra contra doenças causadas pelas bactérias pneumococo — como pneumonia e meningite — acaba de chegar à rede pública. O Ministério da Saúde anunciou a inclusão da vacina pneumocócica conjugada 13-valente (VPC13) no Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com câncer, portadores do vírus HIV e indivíduos transplantados.

Também chamada de Prevenar 13, ela é a única capaz de proteger contra os 13 subtipos mais comuns dessa bactéria no mundo (1, 3, 4, 5, 6A, 6B, 7F, 9V, 14, 18C, 19A, 19F e 23F). Produzida pelo laboratório Pfizer, já estava disponível desde 2016 nas clínicas privadas brasileiras.

“São várias as doenças provocadas pelo pneumococo. Ele é um dos principais agentes causadores de pneumonia, por exemplo”, informa a pediatra Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim).

A especialista conta que todas as crianças do país já têm direito a outro imunizante que afasta o risco de infecção por esse inimigo da saúde. Trata-se da vacina pneumocócica conjugada 10-valente (VPC10). Ela deve ser aplicada aos 2 meses de vida, com reforços aos 4 e 12 meses.

De acordo com a Sbim, 70% dos casos de doenças graves decorrentes do pneumococo são evitados com essa versão. Já a Prevenar 13, por proteger contra três sorotipos a mais, levanta esse número para 90%.

“Agora, em geral, pessoas com mais de 5 anos não têm indicação rotineira, porque o risco de complicações é baixo”, informa Isabella. No entanto, quando falamos de indivíduos com quadros que suprimem as defesas do corpo, o perigo de o pneumococo causar estragos é consideravelmente maior. Daí porque o SUS optou por oferecer daqui em diante a VPC 13 para aqueles três grupos de pacientes.

Como será a vacinação agora

Antes da inclusão do novo imunizante, o SUS disponibilizava a pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23) para esses mesmos pacientes. Entretanto, ela é menos eficaz e seu tempo de duração é menor. A Prevenar 13, portanto, chega para complementar o tratamento dos maiores de 5 anos.

“O esquema de doses inclui as duas. Primeiramente, deve-se tomar a VPC13. Doze meses depois, a VPP23 e, após cinco anos, a VPP23 novamente”, ensina a Isabella.

Segundo a vice-presidente da Sbim, a Prevenar 13 é segura e não possui contraindicações dentro dos grupos aos quais é recomendada. “Ela pode causar apenas dor no braço e vermelhidão local. É importante que o médico dê orientações”, completa a pediatra.

Onde encontrar a Prevenar 13

Diferentemente da VPC10, ela não será oferecida em todo posto de saúde. Assim como a VPP23, é necessário visitar os Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (Cries). Essas instalações estão presentes em todos os estados do Brasil e no Distrito Federal.

“Para ter acesso à vacinação, é preciso receber um laudo médico justificando a recomendação”, orienta a pediatra. Como dissemos, na rede pública apenas pacientes oncológicos, portadores do vírus HIV e indivíduos transplantados se beneficiarão dela.

Já nas clínicas privadas, a aplicação se estende a outras turmas que correm um risco maior de sofrerem complicações da infecção por pneumococo. Indivíduos com diabetes e hipertensão estão entre elas.

Saiba reconhecer se você realmente tem esse tipo de pele, quais suas principais causas e, claro, os cuidados para deixá?la sempre bonita e saudável

Existem pessoas com pele normal, oleosa, seca e mista. Tais definições dependem de um fator essencial para a saúde da pele: o equilíbrio entre a quantidade de água e óleo – esse último, produzido pelas glândulas sebáceas. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a pele seca é caracterizada por uma perda de água em excesso. Malnutrida, ela não consegue desempenhar a importante função de barreira protetora, comprometendo seu visual e sua saúde.

Reconhecendo a pele seca

Os poros são pouco visíveis e seu aspecto é sem brilho, não luminoso. Em alguns casos é possível observar áreas vermelhas, ásperas e descamadas, além de causar sensação de repuxamento, coceira e queimação. A pele seca também apresenta maior tendência à perda de elasticidade, abrindo caminho para o surgimento de pequenas fissuras. Pessoas com todos os
tipos de pele estão sujeitas à desidratação em áreas específicas – como calcanhar e cotovelos –, mas trata-se de algo pontual e reversível.

Principais causas

Uma pele ressecada pode ser causada tanto por fatores internos quanto externos. No primeiro item, destaca-se a predisposição genética, problemas de saúde como o diabetes, e irregularidades hormonais, como as provocadas pela menopausa ou por disfunções na tireoide. Já os fatores externos englobam questões como o tempo frio ou seco, banhos demorados e muito quentes, além de pouca ingestão de água no dia a dia. Vale lembrar que o ressecamento cutâneo constante tende a ocasionar outros problemas dermatológicos, como eczema e psoríase.

Rotina de cuidados

Procure beber, no mínimo, 2 litros de água por dia. O banho também é um momento de atenção: nada de duchas demoradas e muito quentes, e evite o uso excessivo de sabonetes e buchas, que acabam eliminando a barreira de proteção da pele. No caso dos cosméticos, com tantas opções disponíveis, quem sofre com os problemas da pele seca precisa ter mais critério na escolha do produto. O Bio-Oil Gel para Pele Seca, por exemplo, ajuda a reter a umidade natural da pele, além de revitalizar, suavizar e nutrir. O produto ainda recupera a flexibilidade e elasticidade perdidas, aliviando quadros de secura e descamação.

PELE NUTRIDA e ULTRA-HIDRATADA

A fórmula de Bio-Oil Gel para Pele Seca é ultraconcentrada e 100% ativa. Ao contrário da maioria do cremes e loções do mercado – que possuem, em média, 70% de água e logo evaporam sem hidratar a pele – o novo produto de Bio-Oil tem apenas 3% de água e 80% de óleos e manteigas, como a de karité, hidratando profundamente e reparando a barreira cutânea natural.

Basta aplicar uma gota do gel na área ressecada para sentir os resultados.

Parasita até então desconhecido já teria infectado aproximadamente 150 pessoas em Sergipe, incluindo pelo menos uma vítima fatal

Uma doença emergente, com sintomas parecidos aos da leishmaniose visceral, acaba de ser descrita pela primeira vez por pesquisadores brasileiros. Mais grave e resistente a tratamentos, ela é provocada por um parasita até então desconhecido, já infectou cerca de 150 pessoas e matou ao menos uma delas.

O primeiro caso foi identificado em 2011, em Aracaju (Sergipe). Um homem de 60 anos, com sintomas de leishmaniose visceral — problema endêmico em algumas regiões do país — deu entrada no hospital já em estado grave, o que não é comum. Via de regra, a leishmaniose evolui mais lentamente.

“Ele não respondeu aos tratamentos convencionais, com quatro recidivas que resultaram em novas internações”, explicou, em comunicado à imprensa, Roque Pacheco Almeida, imunologista da Universidade Federal do Sergipe (UFS), que atendeu o caso, descrito em artigo recém-publicado no periódico Emerging Infectious Disease. “Em mais de 30 anos trabalhando com leishmaniose, com mais de 11 mil indivíduos diagnosticados, nunca tinha visto nada parecido”, destaca o médico.

O homem em questão apresentou ainda lesões de pele características de outro tipo de leishmaniose, a tegumentar, que geralmente é mais branda. Ele acabou morrendo em 2012.

Esse caso dramático e intrigante motivou uma investigação feita por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos, da Universidade de São Paulo e da UFS. Os resultados, mostrados no estudo, são claros: trata-se mesmo de uma nova espécie, que infecta mamíferos e pode ameaçar a saúde.

O novo inimigo da saúde

Nem o agente infeccioso nem a doença têm nome. Sabe-se que o parasita se parece com o Crithidia fasciculata, uma espécie de protozoário que infecta insetos, mas é incapaz de fazer o mesmo com mamíferos. Já a leishmaniose é causada por espécies do gênero Leishmania.

O Crithidia e o Leishmania são da mesma família do Trypanosoma cruzi, que deflagra a Doença de Chagas. Análises genômicas ajudaram a confirmar que se tratava de uma espécie desconhecida, provavelmente pertencente a esse grupo maior de micro-organismos.

Após essa identificação, a equipe cultivou em laboratório o mesmo protozoário que circulava no corpo daquela vítima fatal, e confirmou que ele era capaz de infectar, além de seres humanos, camundongos.

Esse projeto foi financiado pelo Centro de Pesquisas em Doenças Inflamatórias (Crid) da Fapesp, com participação da Fiocruz e dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês).

Confusão com a leishmaniose?

A leishmaniose visceral é causada por mais de uma dezena de protozoários do tipo Leishmania, transmitidos pelo mosquito palha. A doença afeta fígado e baço e, se não tratada, pode ser fatal.

A Organização Mundial da Saúde calcula entre 50 e 90 mil casos ao ano no mundo. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, são 3 500 indivíduos afetados no mesmo período, com mortalidade crescente: de 3,1% em 2000 para 7,1% em 2012.

“A alta pode estar relacionada ao surgimento dessa nova doença, parecida com a leishmaniose visceral, mas mais grave e resistente aos tratamentos”, comentou Almeida no texto de divulgação. Ou seja, alguns óbitos dos últimos anos atribuídos à leishmaniose na realidade decorreriam dessa nova ameaça. Mas isso não foi confirmado.

A transmissão dessa doença

Uma das suspeitas do grupo de pesquisadores é a de que o novo parasita seria carregado por dois gêneros de mosquito: o Culex, famoso pernilongo que atormenta as noites quentes brasileiras, e os anofelinos, que estão por trás da malária.

Mais estudos são necessários para confirmar a hipótese, bem como entender o ciclo de vida do micróbio, seus reais hospedeiros e efeitos da infecção pelo corpo. Já se sabe, contudo, que ele tem potencial para se tornar um problema de saúde pública, principalmente se não receber a devida atenção das autoridades.

Fomos ao Congresso Brasileiro de Infectologia e mapeamos alguns dos principais desafios envolvendo doenças causadas por vírus e micróbios no país

Acompanhar o Congresso Brasileiro de Infectologia, cuja vigésima primeira edição acaba de ocorrer em Belém do Pará, é ter um painel do que vírus, bactérias, fungos e companhia vêm aprontando por aí e, ao mesmo tempo, um retrato das diversas (e desiguais) realidades do país. Enquanto regiões ainda penam com doenças que parecem (mas só parecem) coisa do passado, como a hanseníase, nas grandes cidades os hospitais mais modernos já quebram a cabeça para contra-atacar micróbios resistentes e letais. O ponto em comum, e que independe de lugar ou classe social, é: as doenças infecciosas continuam sendo um dos principais desafios de saúde pública no Brasil e no mundo.

Queda na vacinação, desmatamento e crescimento urbano, mudança climática, falta de informação… Tudo isso conspira para que micro-organismos ganhem terreno e imponham problemas à humanidade. A medicina corre atrás, buscando não só novos imunizantes e tratamentos, mas estratégias mais eficazes de esclarecer e engajar a população a se defender. Inclusive porque, em matéria de moléstias infecciosas, todo cidadão tem um papel a cumprir: seja lavando as mãos e não usando antibiótico por conta, seja limpando o quintal para não dar abrigo ao mosquito da dengue.

Mapeamos, a seguir, alguns dos temas mais preocupantes debatidos no congresso, que reuniu mais de 2 mil profissionais em Belém entre os dias 10 e 13 de setembro.

É ano de dengue

Entre as doenças disseminadas pelo mosquito Aedes aegypti, capaz de transmitir dengue, zika e chikungunya, a dengue já é o principal tormento de 2019. Como o próprio Ministério da Saúde divulgou, já foram registrados mais de 1,4 milhão de casos até agosto deste ano — um aumento de quase 600% em relação a 2018.

Segundo o infectologista Antonio Carlos Bandeira, da Vigilância Epidemiológica do Estado da Bahia, 65% dos casos e notificações vêm ocorrendo na região Sudeste. Só em São Paulo houve, até março deste ano, um incremento de mais de 2 000% na quantidade de pessoas acometidas. O Centro-Oeste fica em segundo lugar entre as regiões problemáticas.

O sorotipo 2 do vírus da dengue (existem quatro) é o que mais circula pelo Brasil nesta temporada. Ao suspeitar do quadro — que pode provocar, entre outras coisas, febre, dor de cabeça e no corpo —, o conselho é procurar um serviço de saúde quanto antes. A identificação e o manejo precoce evitam complicações e mortes.

A tendência de crescimento da dengue felizmente não se repete com dois outros vírus transmitidos pelo Aedes aegypti, o zika (2,3 mil casos prováveis até março de 2019) e o chikungunya (15,3 mil), que se mostram mais estáveis no número de episódios em comparação com o ano anterior.

Ainda assim, não dá para bobear com o mosquito. A prevenção inclui desde eliminar os criadouros a recorrer a repelentes e telas em casa. Bandeira reforçou a necessidade de se investir em novas tecnologias, como larvicidas biológicos e vacinas contra as infecções.

A epidemia dos micróbios resistentes

Eis um tema inescapável e que dominou boa parte das conferências e debates no congresso. A resistência antimicrobiana, que é a capacidade de bactérias e fungos repelirem os tratamentos disponíveis, já entrou na lista das dez prioridades da Organização Mundial da Saúde (OMS). Algumas projeções vislumbram que, por volta de 2050, o problema vai causar mais mortes que outra doença em ascensão, o câncer.

As causas do fenômeno não se resumem ao uso indiscriminado de antibióticos e outros remédios na medicina humana. “A maior parte dos antibióticos produzidos hoje é voltada à agropecuária e empregada como fator de crescimento para o cultivo de animais e em algumas plantações”, observou o médico Marcos Cyrillo, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia.

A utilização massiva, e que envolve inclusive algumas substâncias similares àquelas que tratam infecções em humanos, tem repercussões, diretas e indiretas, no meio ambiente e até no que acontece dentro dos hospitais. Num mundo em que os micro-organismos são praticamente onipresentes, tudo se encontra conectado. E, quem diria, até o aquecimento global tem um dedo nessa história.

Cyrillo abordou em uma apresentação o papel da mudança climática no crescimento da resistência antimicrobiana. É que, simplificando uma questão complexa, o aumento da temperatura seria capaz de tornar bactérias e fungos mais perigosos. Acredita-se que esse fenômeno tenha contribuído para o surgimento e a expansão das infecções por Candida auris, um fungo altamente letal e que já causa furor em hospitais (por enquanto, fora do Brasil). Já não dá mais para separar a saúde humana do bem-estar do planeta.

A explosão das doenças sexualmente transmissíveis

Esse foi o título de uma das conferências do congresso. E duas doenças causadas por bactérias que voltaram com tudo protagonizaram discussões. Falamos da gonorreia e da sífilis.

O termo “explosão” das ISTs — sigla para infecções sexualmente transmissíveis, antigamente conhecidas por DSTs — não é exagerado. De acordo com a infectologista Miralba Freire, professora da Universidade Federal da Bahia, a OMS calcula que mais de 1 milhão de infecções do tipo sejam adquiridas por dia pelo mundo.

A gonorreia é a segunda IST mais prevalente em boa parte do globo. Segundo a médica, hoje ela atinge mais pessoas jovens e homens que fazem sexo com outros homens. E a doença não apronta só com os genitais, não. “Vem crescendo o número de casos com acometimento do reto e da faringe”, relatou Miralba.

Da mesma maneira que acontece com outras infecções bacterianas, a gonorreia também atormenta os médicos devido à resistência a antibióticos.

Para deter seu avanço, precisamos investir em relações sexuais seguras, com o preservativo, e realizar o teste que detecta a bactéria — em alguns grupos, o exame deve ser periódico e repetido com maior frequência.

Raciocínio semelhante se aplica a outra IST da pesada, a sífilis. “Ela cresce em todas as regiões do mundo e tem um importante impacto psicossocial e econômico”, afirmou o infectologista Aluísio Segurado, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. São mais de 6 milhões de vítimas com idades entre 15 e 49 anos hoje.

Para o especialista, a ascensão da doença no país não se deve apenas a mais diagnósticos. “Há um aumento na circulação do agente infeccioso”, apontou. A sífilis pode lesar os genitais e ainda desatar complicações em várias áreas do corpo. Gestantes e seus rebentos inclusive enfrentam o perigo da sífilis congênita, quando a bactéria ataca o bebê ainda no ventre materno (muitos casos são fatais).

Para quebrar a epidemia da moléstia, Segurado salientou a necessidade de esclarecer mais a população e criar condições para que se faça diagnóstico e tratamento quanto antes.

O drama da hanseníase continua

A doença provocada pela bactéria Micobacterium leprae — e durante séculos conhecida como lepra — ainda é um desafio para o Brasil. Se passou pela sua cabeça um pensamento do tipo “isso ainda existe?”, saiba que, não apenas existe, como nosso país tem o segundo maior contingente de pessoas com a doença no planeta (só perdemos para a Índia).

Em uma apresentação emocionada no congresso, o infectologista Marcio Gaggini, professor da Universidade Brasil, em Fernandópolis (SP), convocou médicos, autoridades e sociedade a olharem mais para o problema e suas vítimas, muitas delas esquecidas pelos quatro cantos do país. Segundo o especialista, mais de 200 mil cidadãos podem ter ficado sem diagnóstico e assistência nos últimos anos.

O Brasil aloja 91% dos casos de hanseníase da América Latina. Por aqui, a maior parte dos episódios ocorre nas regiões Nordeste e Centro-Oeste. Muitos dos pacientes só descobrem a doença depois que ela provocou deformidades na pele, nas mãos, no rosto…

A bactéria causadora é transmitida pelo ar — esqueça aquela história de que, ao tocar em alguém com hanseníase, você pegou! — mas pode ser erradicada com tratamento. “As pessoas estão sofrendo hoje com diagnóstico tardio e sequelas”, revelou Gaggini. Campanhas e ações dirigidas a regiões e comunidades mais afetadas pela condição são urgentes.

Sim, também precisamos conscientizar a população. Na presença de alterações como manchas e lesões na pele, acompanhadas por falta de sensibilidade, procure um médico ou serviço de saúde. Não só existe tratamento para hanseníase como ele pode levar à cura.

Os experts sempre pedem para não permanecermos muito tempo sentados. Mas, na frente da TV, o hábito seria ainda mais nocivo

Um estudo com 3 592 adultos associou o costume de ficar mais de quatro horas diárias vendo televisão a um risco 50% maior de doenças cardíacas — isso em comparação com quem se limitava a um máximo de duas horas.

Mas é agora que a porca torce o rabo: o mesmo artigo, assinado por instituições americanas, não detectou uma taxa maior de males do coração entre os voluntários que passavam o horário de trabalho sentados. Por quê?

“No escritório, o empregado está sempre levantando para ir a uma reunião ou até a uma copiadora”, nota Jeanette Garcia, cinesiologista da Universidade da Flórida Central e autora da pesquisa. Essas pausas ativas amenizariam os danos do imobilismo. Já quando fazemos a maratona de uma série, nosso corpo gruda por horas na poltrona.

Olhos vidrados

Será que vemos muita TV? Pelo menos os participantes do estudo americano, sim

31% dos voluntários passam mais de quatro horas diante da televisão
33% deixam o aparelho ligado por menos de 120 minutos
36% assistem entre duas e quatro horas

O exercício contra-ataca

Uma boa notícia: segundo o mesmo levantamento, dedicar pelo menos 150 minutos por semana às atividades físicas de intensidade moderada ou vigorosa praticamente anula a ameaça ao músculo cardíaco decorrente de longos períodos em frente ao televisor.

Ainda assim, fazer intervalos entre os programas para mexer as pernas é bem-vindo, inclusive às juntas.

O governo distribuiu suplementos de vitamina A para bebês com casos suspeitos de sarampo. Checamos se isso evita complicações neles e em outros grupos

O Ministério da Saúde anunciou o envio de cápsulas de vitamina A aos estados que enfrentam surtos de sarampo. Segundo o boletim oficial, elas são destinadas aos bebês com menos de 6 meses de vida e que têm suspeita da doença.

A medida pegou de surpresa muitos brasileiros que desconheciam o uso de suplementos desse nutriente no tratamento do sarampo. Mas os médicos encaram a recomendação como positiva.

“A deficiência de vitamina A é um fator de risco para internações, problemas nos olhos e morte decorrente do sarampo entre crianças. Há muitos estudos comprovando o benefício da suplementação”, explica Marco Aurélio Safadi Palazzi, presidente do Departamento Científico de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Os baixos níveis da substância são mais comuns em regiões pobres, que lidam com a desnutrição infantil. Só que o sarampo em si também diminui a concentração de vitamina A no sangue — ou seja, uma criança infectada de qualquer lugar do país está sujeita a essa deficiência. “Essa é a maior preocupação, porque a vitamina protege a pele e mucosas, dois tecidos agredidos pelo vírus”, destaca Regina Célia de Menezes Succi, pediatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Embora o governo tenha se concentrado nos pequenos com menos de 6 meses por causa dos surtos de 2019, crianças mais velhas com suspeita de sarampo também se beneficiam dos comprimidos de vitamina A. De acordo com o boletim do Ministério da Saúde, há evidências robustas de redução na mortalidade com esse tratamento em pequenos de até 2 anos.

Em meninos e meninas acima dessa faixa etária, as pesquisas são menos contundentes, mas também sugerem uma queda no risco de complicações com os suplementos.

O que a vitamina A tem a ver com o sarampo

Ela está em diversos alimentos, como folhas verde-escuras, cenoura, ovos e frutas. “Não conhecemos muito bem os motivos para a relação específica com o sarampo, mas se sabe que a vitamina A tem um papel no sistema imune, além de atuar na manutenção da saúde ocular”, aponta Palazzi.

Entre outras coisas, o nutriente é anti-inflamatório e participa da fabricação da mucina, um tipo de proteína que impede a entrada de micro-organismos nocivos na pele e nas mucosas. Por isso que sua carência, quando provocada pelo vírus do sarampo, deixa essas estruturas vulneráveis.

Histórico de uso

Nos anos 1970 e 1980, quando o Brasil enfrentava epidemias constantes de sarampo, a desnutrição infantil era mais comum. Não à toa, o vírus provocava mais estragos.

“Desde essa época começamos a administrar vitamina A para evitar complicações, e verificamos que isso diminuía a mortalidade em crianças”, comenta Regina.

Quando tomar a vitamina A contra o sarampo?

Somente em casos de suspeita da doença, mesmo que ainda não exista a confirmação por meio do exame de sangue. As doses são consideradas seguras e até fazem parte da rotina do Sistema Único de Saúde (SUS) onde a desnutrição é uma realidade.

Para o uso específico contra o sarampo, os postos dos estados em surto estão oferecendo cápsulas de 50 mil UI para os bebês com menos de 6 meses. Contudo, a quantidade a ser ingerida varia conforme a idade.

De acordo com o informe do ministério, em crianças de 6 meses a 1 ano, a concentração sobe para 100 mil UI. Acima dessa faixa etária, a orientação é administrar 200 mil UI.

A aplicação envolve duas doses. Uma no momento em que surge a suspeita e a outra no dia seguinte.

Atenção: os especialistas ainda não sabem se adultos infectados se beneficiariam da suplementação. Os médicos ouvidos pela SAÚDE especulam que o efeito positivo até pode ser o mesmo, mas destacam que ainda não há provas concretas disso.

Fora o uso da vitamina A nas crianças, não há tratamento específico para o sarampo. O melhor mesmo é prevenir.

Posso tomar vitamina A para evitar o sarampo?
Não existem evidências de que tomar comprimidos com o nutriente previne contra a doença. Até porque sua deficiência não é comum nas regiões mais afetadas pelo sarampo — e suas fontes alimentares são amplamente consumidas na maioria do país.

“A única coisa que realmente diminui o risco de infecção é a vacina”, enfatiza Regina.

Médico esclarece quando essa sensação incômoda pode indicar algo mais sério

Formigamentos não são coisa do outro mundo: no dia a dia, podemos experimentar isso em diferentes partes do corpo sem que a sensação esteja relacionada a alguma doença. Pode acontecer nas mãos quando batemos o cotovelo, nos membros inferiores quando ficamos com as coxas cruzadas ou ainda nas pernas quando permanecemos um tempo prolongado em uma cadeira dura ou até mesmo no vaso sanitário.

Nessas situações, o formigamento é fruto de uma compressão externa causada por um trauma ou superfície dura. Um processo natural. No entanto, quando essa queixa se torna persistente ou recorrente, é importante procurar um médico para investigar possíveis problemas de saúde.

Entre as principais doenças que podem estar por trás de um formigamento mais frequente estão as neurológicas e ortopédicas. Um bom exemplo são os quadros de compressão mecânica dos nervos. Quando a compressão ocorre na altura do punho temos a chamada síndrome do túnel do carpo. Quando ocorre na região cervical, podemos ter uma hérnia de disco ou a síndrome do desfiladeiro cérvico-torácico. Ambas pedem tratamento.

Outras possíveis causas de formigamento são as infecções (caso da hanseníase), intoxicação por metais, toxinas ou drogas, deficiências de vitaminas (tiamina e vitamina B12), doenças metabólicas (diabetes, insuficiência renal…) ou, ainda, enfermidades que atingem o sistema nervoso, como esclerose múltipla e a síndrome de Guillain-Barré.

Os problemas de caráter vascular não são causas comuns de formigamento, mas, quando acontece uma obstrução à passagem de sangue nas artérias, ocorre deficiência de oxigênio e nutrientes nos nervos dos braços e pernas, o que pode desencadear sintomas como a sensação de dormência nos membros. Entre as doenças vasculares associadas a isso estão os quadros de embolia e trombose arterial.

Na embolia arterial, coágulos se desprendem do coração ou de grandes artérias e se deslocam em direção aos vasos dos braços ou das pernas. Pessoas com alguns tipos de arritmia (como fibrilação atrial) ou doenças em válvulas cardíacas estão mais sujeitos.

Nos casos de trombose arterial ocorre a formação de placas de gordura e coágulos capazes de entupir os vasos. As artérias da perna são as mais acometidas. Alguns fatores de risco estão associados ao problema: tabagismo, colesterol alto, diabetes, hipertensão, entre outros. Sendo assim, é fundamental aderir a um estilo de vida saudável — o que inclui evitar o cigarro, ter uma alimentação balanceada, praticar atividade física e alongamentos regulares e controlar o peso.

Em caso de dúvidas ou suspeitas, procure uma avaliação médica e evite as receitas milagrosas oferecidas por pessoas, locais e canais sem instrução ou qualificação. É um diagnóstico preciso e precoce, seguido de um tratamento efetivo, que fará a diferença na melhora dos sintomas.