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A estimativa do Ministério da Saúde é que 7 mil pessoas se beneficiem do medicamento contra aids no primeiro ano de implantação

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Em menos de um ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) deve disponibilizar um medicamento antirretroviral para reduzir a probabilidade de infecção pelo HIV entre pessoas em situação de risco. O método, batizado de profilaxia pré-exposição (PrEP), tem alta eficácia e chega a proteger em 90% dos casos, desde que utilizada corretamente.

Para esse fim, o remédio — chamado Truvada — exige uso contínuo, o que significa que o indivíduo precisa ingerir os comprimidos diariamente. Eles começam a surtir efeito a partir do sétimo dia para relações anais, e a partir do 20º para o sexo vaginal. Vale ressaltar que essa terapia só é eficiente se administrada antes da exposição ao vírus. Para as pessoas com aids, o tratamento é completamente diferente.

A PrEP já é sugerida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) desde 2012, e está disponível em países como Estados Unidos, Peru, Bélgica e França. Segundo a entidade, a estratégia deveria ser empregada em casais formados por uma pessoa portadora do HIV e a outra não; homens que fazem sexo com outros homens; profissionais do sexo; travestis e transexuais.

Agora, fazer parte desses grupos não garante acesso imediato à profilaxia. É necessária uma análise para avaliar vulnerabilidade, comportamentos de risco e outras questões do paciente: “Uma série de critérios é levada em conta antes da indicação da PrEP, como o número de parceiros sexuais, os outros métodos de prevenção utilizados, o compromisso com a adesão ao medicamento”, explica Adele Benzaken, diretora do Departamento de IST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

Outra coisa importante: o uso da camisinha continua valioso, já que, mesmo com a alta taxa de êxito da PrEP, outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), a exemplo de sífilis e gonorreia, podem se alastrar sem uma barreira física.

No Brasil, 40 mil novos casos de aids surgem por ano. Atualmente, 827 mil pessoas convivem com a doença no país. Do total, 260 mil não estão em tratamento, mesmo sabendo que são portadoras. Estima-se que outras 112 mil carregam o vírus sem ter conhecimento.

Estados Unidos proíbe homens gays de doarem sangue

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A agência que regula alimentos e medicamentos nos Estados Unidos (FDA) recomendou nesta terça-feira (23) a suspensão de uma regra que proibia homens gays e bissexuais de doarem sangue, permitindo que a doação seja feita por esse grupo após um ano abstinência sexual.

O órgão informou ter tomado a esta decisão após revisar evidências científicas nos últimos anos relativas à política de doação de sangue para homossexuais do sexo masculino. A normativa em questão está em vigor há 31 anos, desde a época em que a epidemia de Aids era transmitida rapidamente na comunidade gay americana.

“A agência dará os passos necessários para recomendar uma mudança de um intervalo indefinido para um ano a partir do último contato sexual”, destacou em um comunicado a diretora da FDA, Margaret Hamburg.

A FDA acrescentou que publicará uma recomendação favorável a implementar esta mudança em 2015, que será submetida à opinião das partes interessadas antes de entrar em vigor.

É cada vez maior o número de especialistas médicos e legais que argumentam sobre as restrições existentes, alegando que estão desatualizadas, já que atualmente existem testes mais sofisticados para detectar o vírus HIV, causador da Aids. Os opositores a esta proibição dizem que ela estigmatiza os homossexuais.

HIV Por que as mulheres estão mais expostas à doença

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A vagina como porta de entrada

O primeiro fator que torna a mulher mais propensa a adquirir o HIV diz respeito às suas próprias características físicas. A mucosa da vagina, ao ter contato com o esperma de um homem soropositivo, facilita que o vírus da aids se instale no corpo. “Há células ali propensas à penetração do vírus”, conta a médica pesquisadora Sandra Wagner Cardoso, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro. Além disso, a superfície de contato do órgão genital feminino é muito maior comparada ao masculino, o que também favorece a infecção.

O papel do sistema imunológico

Segundo Rowena Johnston, vice-presidente da Fundação Americana para a Pesquisa da AIDS (amfAR), há indícios de que as próprias defesas do organismo feminino contribuam para facilitar a propagação do vírus da aids pelo corpo. É que, de acordo com a especialista, a mulher teria um sistema imune mais ativo, o que, em se tratando de vírus como o HIV, pode ser algo ruim. “Como o sistema imunológico passa o tempo todo tentando, sem sucesso, combater esse agente infeccioso, eventualmente ele pode falhar e parar de responder como deveria”, informa Rowena.

Maior vulnerabilidade

Outra questão que influencia no fato de a mulherada estar contraindo o HIV com mais frequência é a vulnerabilidade do ponto de vista social, o que faz com que a prevenção seja deixada de lado. Muitas mulheres casadas não acham que podem contrair a doença do marido, e há solteiras, por incrível que pareça, que costumam ter dificuldade em negociar o uso do preservativo com o parceiro. “Sem falar que as mulheres estão muito mais sujeitas a sofrerem violência sexual”, lembra Rowena Johnston, que também é diretora de pesquisa da amfAR.

Aids e mulheres em números: por que você deve ficar alerta

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as mulheres representam mais da metade das pessoas infectadas pelo vírus HIV no mundo inteiro.
De todas as mortes causadas pela aids no Brasil até 2012 28,4% ocorreram entre mulheres, de acordo com o Boletim Epidemiológico Aids HIV/Aids 2013.
O documento do Ministério da Saúde também aponta que a única faixa etária em que o número de casos de aids é maior entre as mulheres é de 13 a 19 anos.
No sexo feminino, 86,8% dos casos registrados em 2012 decorreram de relações heterossexuais com pessoas infectadas pelo HIV, segundo o boletim.

Prevenir é fundamental

Para se proteger da aids, não tem jeito: é preciso usar camisinha. Além disso, se você teve relações sexuais com alguém que pode estar infectado, não hesite em fazer o teste. “O ideal é que toda mulher faça o exame em algum momento da vida, independente de ser casada ou solteira”, recomenda Sandra Cardoso.

Autoridades indicam remédio contra HIV que compõe o coquetel terapêutico a pessoas com alto risco de se infectar.

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Em decisão inédita, a Organização Mundial da Saúde passou a recomendar que o antirretroviral Truvada também seja usado para prevenir novos casos de aids. A resolução, tomada até hoje apenas nos Estados Unidos, partiu de um estudo da própria entidade que constatou a eficácia do medicamento para esse fim – por ora, ele seria destinado a quem tem, em tese, maior probabilidade de contrair o vírus, caso de indivíduos sem parceiro fixo (sobretudo homossexuais), profissionais do sexo e usuários de drogas injetáveis.

O Ministério da Saúde brasileiro aguardará o resultado de três pesquisas por aqui antes de se posicionar, até porque o Truvada não integra o rol de drogas fornecidas pelo governo aos soropositivos. “Estamos otimistas. Nosso país poderá dar um grande passo ao incorporar essa estratégia nas políticas públicas”, avalia a infectologista Valdiléa Veloso, da Fundação Oswaldo Cruz. Ainda assim, o preservativo seguiria como conduta número 1 para afastar o HIV.

Entenda como age o Truvada

O comprimido contém dois princípios ativos que impedem que o HIV se apodere de um tipo de célula de defesa responsável por coordenar o sistema imune. Com isso, o vírus não consegue lançar seu material genético dentro da célula e usar, assim, seu maquinário para se replicar. Resultado: a imunidade não é abalada.

Infecções por HIV aumentam no Brasil

Um relatório divulgado nesta quarta-feira pela Unaids (Programa das Nações Unidas para HIV e Aids) revela que o número de infecções com o vírus aumentou 11% no Brasil entre 2005 e 2013 e que, no mundo, cerca de 54% das pessoas infectadas não têm consciência disso.

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O relatório, intitulado GAP, compilou dados de 11 instituições parceiras da ONU em 189 países sobre a doença.

O documento estima que, até o final do ano passado, 35 milhões de pessoas estavam vivendo com o vírus em todo o mundo.

O número confirma a tendência de queda no número de novas infecções, que chega a 13% nos últimos três anos.

O número de mortes atribuído à Aids também atingiu o mais baixo nível desde 2005, acumulando um declínio de 35% no período.

[adrotate banner=”2″]Risco concentrado

Por outro lado, o relatório da Unaids alerta que alguns países concentram um maior risco relacionado ao HIV.

Na África ao sul do Saara, apenas três países, a Nigéria, a África do Sul e Uganda, respondem juntos por 48% das novas infecções.

O documento também destaca seis países – República Centro Africana, República Democratica do Congo, Indonésia, Nigéria, Rússia e Sudão do Sul – como sendo vulneráveis a três ameaças relacionadas à Aids – alto risco de infecção pelo HIV, baixa cobertura de tratamento e pequena ou ausência de declínio no número de novas infecções.

Na América Latina, a Unaids estima que 1,6 milhão de pessoas vive hoje com o HIV. A maioria dos casos se concentra em cinco países – além do Brasil, a Argentina, a Colômbia, o México e a Venezuela.

O Brasil contabilizou no ano passado, sozinho, 47% dos novos casos de infecção na América Latina.

Os esforços globais para ampliar o acesso à terapia antirretroviral aos infectados – que é gratuito no Brasil – estão funcionando, destaca a Unaids no relatório.

Em 2013, 2,3 milhões de pessoas passaram a ter acesso ao tratamento, elevando o total no mundo para 13 milhões.

“Se acelerarmos isso até 2020, estaremos num bom caminho para acabar com a epidemia em 2030. Se não fizermos isso, levaremos uma década extra ou mais”, afirma o relatório.

Proteina do leite materno pode previnir virus da Aids!

Uma proteína encontrada no leite materno pode prevenir a transmissão do vírus da Aids

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O leite materno e o vírus da AIDS não são amigos,e é algo que tem sido conhecido , especialmente nos países pobres, onde muitas mulheres infectadas com o HIV têm crianças que nascem sem ele e que , apesar de ainda serem amamentados sem pegar a maioria deles (digo mais , porque quando eles começam a comer outras coisas e alterou os mucosa intestinal novos alimentos , aí sim o leite materno pode infectar o bebê ) .

O fato é que os cientistas ainda estão investigando a relação de ódio entre o vírus e as mães de leite e descobriram recentemente que uma proteína do leite é capaz de prevenir a transmissão do vírus da AIDS.

Até à data , muito se reduziram as taxas de transmissão do vírus da mãe para o bebê através do tratamento antirretroviral. O problema é que, em países pobres, nem todas as mulheres infectadas por vírus têm acesso a medicação e , nesses casos, qualquer solução é bem-vinda . Além disso , o tratamento com estes medicamentos em massa pode acabar por ser menos eficientes para aparecer novas estirpes resistentes a estes medicamentos , de modo que as alternativas mais investigação .

Como eu mencionei acima , enquanto que o aleitamento materno exclusivo é o risco de infecção é mínimo. No momento em que o bebê começa a comer outras coisas, o risco de infecção aumenta . A teoria é que, quando as mães a tomar antirretrovirais a maioria das crianças deve ser infectados , mas a realidade é muito diferente , uma vez que foi observado que as crianças que são do peito que durou dois anos , apenas 10% apenas infectante.

Isto sugeriu que os investigadores que algum componente do leite materno ( ou mais ) foram capazes de controlar ou impedir a infecção – C (CNC) . O TNC é uma proteína importante no desenvolvimento do bebê e muito útil na cicatrização de feridas , que também tem propriedades anti-microbianas , que até agora ninguém tinha descritos .

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Um dos efeitos da TNC é envolver o receptor CD4 , que , curiosamente, são os preferidos por HIV. Ou seja, proteína TNC está onde o vírus da Aids para infectar as células acopladas destina . Não é possível posicionar não pode infectar eles, e incapaz de fazer a infecção não pode ocorrer . A célula infectada com o vírus tem uma vida muito curta , de horas a poucos dias , então se você não pode se espalhar , se você achar que é tão difícil de se replicar em células , o vírus pode eventualmente desaparecer do corpo.

Segundo os pesquisadores , isso poderia explicar por que a maioria das crianças expostas ao HIV não estão infectados pelo vírus. Também suspeitar que a mesma proteína pode ser um precursor de outros fatores de inibição do vírus , tais como anticorpos , que além disso ajuda a proteger o bebê contra infecção .

Agora, obviamente , tem de investigar como aplicar estas descobertas no campo da saúde, se é possível promover a prevenção ou a cura do vírus com a proteína . Vamos esperar que sim .

Pessoas com HIV poderão iniciar terapia logo depois do diagnóstico

foto-imagem-antiretroviralPessoas com HIV poderão iniciar o tratamento antirretroviral assim que receberem o diagnóstico. A mudança faz parte das novas diretrizes terapêuticas para o cuidado do HIV no Brasil, aprovadas pelo Comitê Assessor para Terapia Antirretroviral em Adultos Infectados pelo HIV e Aids, do Ministério da Saúde.

Até o dia 5 de novembro, o texto do “Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos” estará aberto para consulta pública e poderá receber sugestões.

Atualmente, a indicação para início da terapia antirretroviral ocorre quando o paciente já apresenta sintomas da Aids – como perda de peso, febre, diarreia e fadiga – ou quando o exame de contagem de linfócitos CD4 apresenta resultados alterados (abaixo de 500 células/mm3).

Segundo o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério, o objetivo da estratégia é diminuir a transmissão do HIV por pessoas já diagnosticadas e melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem com o vírus.

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Outra alteração trazida pelo protocolo é a definição do tratamento de primeira linha, que passa a ser composto pelos medicamentos tenofovir, lamivudina e efavirenz. Os medicamentos da classe de inibidores de protease passam a constituir a segunda linha de tratamento, ou seja: são a opção caso o paciente não responda bem à primeira linha.

Depois de terminada a consulta pública, o novo protocolo deve ser publicado em forma de portaria. Para o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Fábio Mesquita, a partir dessa publicação, o protocolo determinará claramente a conduta que deve ser adotada pelos médicos em relação ao HIV. Anteriormente, existiam apenas recomendações, que os médicos poderiam acatar ou não.

Doenças da DST – Novo tipo de gonorreia pode matar em poucos dias

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A maneira mais eficaz de se proteger contra as DSTs é usando o preservativo

 

Estudiosos alertam especialistas na área médica para a existência de um novo tipo de gonorreia (doença sexualmente transmissível), que pode matar em poucos dias.

O principal responsável pelo estudo é o cientista Alan Christianson, fundador do centro de pesquisa Integrative Health Care. Em entrevista ao site CNBS ele afirmou que a espécie identificada como HO41 é muito perigosa, tendo efeitos semelhantes aoS da Aids.

[adrotate banner=”2″]Atuando no organismo de forma mais direta, a DST faz a pessoa entrar em choque e morrer em questão de dias. A doença se mostra tão perigosa quanto o vírus do HIV, que já matou cerca de 30 milhões de pessoas em todo o mundo.

A versão mais perigosa da gonorreia foi descoberta no Japão há dois anos em uma mulher de 31 anos de idade. Segundo o diretor executivo da Coalizão Nacional de Administração de DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis), William Smith, a situação só piora com o tempo, pois com o passar dos anos, a tendência é que a bactéria se torne cada vez mais nocivo ao organismo.

A maneira mais eficaz de se proteger contra as DSTs é usando o preservativo.

Tratamento precoce do HIV ‘cura’ até 15% dos pacientes

foto-imagem-antiretroviralPesquisadores da França afirmaram que o tratamento rápido logo depois da infecção pelo HIV pode ser suficiente para causar, em até 15% dos pacientes, uma “cura funcional” – quando o vírus, apesar de não desaparecer do organismo, entra em remissão e o paciente não precisa mais de remédios.

Os cientistas do Instituto Pasteur, em Paris, analisaram os casos de 14 pessoas que receberam o tratamento precoce e depois pararam com a terapia. O vírus da Aids, nestas pessoas, não deu sinais de voltar a se proliferar.

O grupo de pacientes começou o tratamento em um período de cerca de dez semanas após a infecção pelo HIV. Eles obtiveram o diagnóstico precoce pois foram ao hospital tratar de outros problemas, e o HIV foi detectado no sangue.

Em média, o grupo recebeu o tratamento com antiretrovirais durante três anos e então a medicação foi interrompida.

Normalmente, quando o tratamento é suspenso, o vírus retorna. Mas isto não ocorreu com este grupo de pacientes. Alguns deles, por exemplo, conseguiram controlar os níveis de HIV durante uma década.

“A maioria dos indivíduos que seguem o mesmo tratamento não vai controlar a infecção, mas existem poucos que vão”, afirmou Asier Saez-Cirion, do Instituto Pasteur.

A pesquisa foi divulgada na publicação especializada PLoS Pathogens, e a divulgação do progresso deste grupo de pacientes da França ocorre depois da notícia da cura de uma bebê depois de um tratamento precoce nos Estados Unidos.

[adrotate banner=”2″]‘Remissão’
Segundo Saez-Cirion, ao atacar o vírus logo depois da infecção, entre 5% e 15% dos pacientes podem ter a cura funcional. “Eles ainda têm o HIV, não é uma erradicação do HIV, é um tipo de remissão da infecção”, disse.

O estudo realizado pelo Instituto Pasteur analisou o que aconteceu com o sistema imunológico dos pacientes.

O tratamento precoce pode limitar o número de esconderijos inacessíveis do HIV no organismo. Mas os pesquisadores afirmam que ainda não foi esclarecido porque apenas alguns pacientes conseguiram a cura funcional e outros não.

Andrew Freedman, médico e professor da Escola de Medicina da Universidade de Cardiff, que ministra aulas sobre doenças infecciosas, afirmou que as descobertas são “interessantes”, mas ainda há muita incerteza.

“Se eles vão controlar (o vírus) para sempre ou se vai ser por alguns anos e, subsequentemente, (…) o vírus vai reaparecer, não sabemos”, disse.

Deborah Jack, da ONG britânica AIDS Trust, que se dedica a campanhas relacionadas ao HIV, afirmou que a descoberta do Instituto Pasteur dá ainda mais importância do tratamento precoce.

“Isto apenas destaca a importância das pessoas fazerem exames e serem diagnosticadas cedo.

Atualmente, metade das pessoas que vivem com o HIV na Grã-Bretanha foram diagnosticadas tarde, indicando que eles podem ter sido infectados há cinco anos”, afirmou.

Austrália anuncia método em que HIV ‘se volta contra si mesmo’

Proteína modificada pode fazer com que vírus fique latente, diz pesquisador.
Testes com animais devem começar este ano, mas terapia pode demorar.

Um novo estudo australiano divulgado nesta quarta-feira (16) detalha um método que faz o vírus da Aids “se voltar contra si mesmo”.

O cientista David Harrich, do Instituto de Pesquisa Médica de Queensland, disse ter conseguido modificar uma proteína no HIV, que passou a funcionar como inibidor da replicação do vírus. Segundo o autor, essa descoberta pode ser um grande avanço em direção à cura da doença. Os resultados foram publicados na revista “Human Gene Therapy”.

“Nunca vi nada igual. A proteína modificada funciona sempre”, afirmou Harrich. “Se esse estudo se mantiver firme em seu caminho, tendo em mente que há muitos obstáculos a superar, estamos olhando para a cura da Aids”, completou.

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O pesquisador explicou que a proteína modificada, que ele batizou de “Nullbasic”, demonstrou ter uma habilidade “notável” para conter o crescimento do HIV em laboratório e pode ter implicações animadoras tanto em conter a Aids quanto em tratar os soropositivos.

“O vírus poderia infectar uma célula, mas não se disseminaria”, disse Harrich. “A pessoa ainda estaria infectada com o HIV – não se trata de uma cura para o vírus –, mas ele permaneceria latente, não despertaria. Portanto, o paciente não desenvolveria a Aids”, acrescentou.

“Com um tratamento como esse, seria possível manter o sistema imunológico saudável”, destacou.

Se for comprovada, a terapia genética Nullbasic poderia interromper indefinidamente a escalada do HIV para a Aids, pondo um fim à letalidade da doença. Além disso, segundo Harrich, o potencial de uma única proteína ser tão eficaz para combater a Aids representaria o fim de terapias caras com múltiplos medicamentos, o que significaria uma qualidade de vida melhor e custos menores para as pessoas e os governos.

Testes dessa proteína em animais estão previstos para começar este ano, mas ainda deve levar alguns anos para que se desenvolva um tratamento a partir dela.

Quando o HIV vira Aids

Uma pessoa com HIV desenvolve a Aids quando sua contagem de células imunológicas CD4 cai abaixo de 200 por microlitro de sangue, ou quando ela desenvolve algumas das chamadas doenças definidoras da Aids (22 infecções oportunistas ou cânceres vinculados ao HIV).

Sem tratamento, a maioria dos infectados pode não desenvolver a Aids por 10 a 15 anos, ou até mais, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). E o uso de medicamentos antirretrovirais pode prolongar ainda mais a vida dos pacientes.

Segundo os dados mais recentes da ONU, o número de pessoas infectadas com HIV em todo o mundo subiu de 33,5 milhões em 2010 para 34 milhões em 2011. A grande maioria dos infectados – 23,5 milhões de pessoas – vive na África Subsaariana, e outros 4,2 milhões no Sul e Sudeste da Ásia.