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Pessoas a partir de 5 anos de idade com câncer, infecção pelo vírus HIV ou que passaram por transplante de órgãos terão direito ao imunizante

Uma proteção extra contra doenças causadas pelas bactérias pneumococo — como pneumonia e meningite — acaba de chegar à rede pública. O Ministério da Saúde anunciou a inclusão da vacina pneumocócica conjugada 13-valente (VPC13) no Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com câncer, portadores do vírus HIV e indivíduos transplantados.

Também chamada de Prevenar 13, ela é a única capaz de proteger contra os 13 subtipos mais comuns dessa bactéria no mundo (1, 3, 4, 5, 6A, 6B, 7F, 9V, 14, 18C, 19A, 19F e 23F). Produzida pelo laboratório Pfizer, já estava disponível desde 2016 nas clínicas privadas brasileiras.

“São várias as doenças provocadas pelo pneumococo. Ele é um dos principais agentes causadores de pneumonia, por exemplo”, informa a pediatra Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim).

A especialista conta que todas as crianças do país já têm direito a outro imunizante que afasta o risco de infecção por esse inimigo da saúde. Trata-se da vacina pneumocócica conjugada 10-valente (VPC10). Ela deve ser aplicada aos 2 meses de vida, com reforços aos 4 e 12 meses.

De acordo com a Sbim, 70% dos casos de doenças graves decorrentes do pneumococo são evitados com essa versão. Já a Prevenar 13, por proteger contra três sorotipos a mais, levanta esse número para 90%.

“Agora, em geral, pessoas com mais de 5 anos não têm indicação rotineira, porque o risco de complicações é baixo”, informa Isabella. No entanto, quando falamos de indivíduos com quadros que suprimem as defesas do corpo, o perigo de o pneumococo causar estragos é consideravelmente maior. Daí porque o SUS optou por oferecer daqui em diante a VPC 13 para aqueles três grupos de pacientes.

Como será a vacinação agora

Antes da inclusão do novo imunizante, o SUS disponibilizava a pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23) para esses mesmos pacientes. Entretanto, ela é menos eficaz e seu tempo de duração é menor. A Prevenar 13, portanto, chega para complementar o tratamento dos maiores de 5 anos.

“O esquema de doses inclui as duas. Primeiramente, deve-se tomar a VPC13. Doze meses depois, a VPP23 e, após cinco anos, a VPP23 novamente”, ensina a Isabella.

Segundo a vice-presidente da Sbim, a Prevenar 13 é segura e não possui contraindicações dentro dos grupos aos quais é recomendada. “Ela pode causar apenas dor no braço e vermelhidão local. É importante que o médico dê orientações”, completa a pediatra.

Onde encontrar a Prevenar 13

Diferentemente da VPC10, ela não será oferecida em todo posto de saúde. Assim como a VPP23, é necessário visitar os Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (Cries). Essas instalações estão presentes em todos os estados do Brasil e no Distrito Federal.

“Para ter acesso à vacinação, é preciso receber um laudo médico justificando a recomendação”, orienta a pediatra. Como dissemos, na rede pública apenas pacientes oncológicos, portadores do vírus HIV e indivíduos transplantados se beneficiarão dela.

Já nas clínicas privadas, a aplicação se estende a outras turmas que correm um risco maior de sofrerem complicações da infecção por pneumococo. Indivíduos com diabetes e hipertensão estão entre elas.

Distribuição de camisinhas e de materiais informativos pretende diminuir a disseminação de doenças sexualmente transmissíveis, em especial a aids

Com o slogan “Pare, pense e use camisinha”, o Ministério da Saúde deu a largada para a Campanha de Carnaval. Entre outras coisas, serão distribuídos 12 milhões de preservativos masculinos com uma identidade visual repaginada, que mira principalmente os homens de 15 a 39 anos (e que almeja frear a disseminação da aids).

“Os números do HIV no Brasil, que demonstram aumento entre jovens, são muito importantes para a conscientização do grande desafio que temos na saúde pública”, diz Luiz Henrique Mandetta, ministro da saúde, em comunicado.

Entre brasileiros de 20 a 24 anos do sexo masculino, a taxa de detecção desse vírus cresceu 133% entre 2007 e 2017. E 73% dos novos casos de aids atingem os homens de 15 a 39 anos.

Por outro lado, o Boletim Epidemiológico de HIV e Aids, divulgado no fim do ano passado, indica que a epidemia dessa doença está estabilizada no Brasil. Foram diagnosticados 18,3 casos a cada 100 mil habitantes em 2017.

Em 2019, o embaixador da Campanha de Carnaval é o cantor Gabriel Diniz, que ganhou fama com a música “Jenifer”. Veja uma recado dele sobre o assunto:

A estimativa do Ministério da Saúde é que 7 mil pessoas se beneficiem do medicamento contra aids no primeiro ano de implantação

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Em menos de um ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) deve disponibilizar um medicamento antirretroviral para reduzir a probabilidade de infecção pelo HIV entre pessoas em situação de risco. O método, batizado de profilaxia pré-exposição (PrEP), tem alta eficácia e chega a proteger em 90% dos casos, desde que utilizada corretamente.

Para esse fim, o remédio — chamado Truvada — exige uso contínuo, o que significa que o indivíduo precisa ingerir os comprimidos diariamente. Eles começam a surtir efeito a partir do sétimo dia para relações anais, e a partir do 20º para o sexo vaginal. Vale ressaltar que essa terapia só é eficiente se administrada antes da exposição ao vírus. Para as pessoas com aids, o tratamento é completamente diferente.

A PrEP já é sugerida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) desde 2012, e está disponível em países como Estados Unidos, Peru, Bélgica e França. Segundo a entidade, a estratégia deveria ser empregada em casais formados por uma pessoa portadora do HIV e a outra não; homens que fazem sexo com outros homens; profissionais do sexo; travestis e transexuais.

Agora, fazer parte desses grupos não garante acesso imediato à profilaxia. É necessária uma análise para avaliar vulnerabilidade, comportamentos de risco e outras questões do paciente: “Uma série de critérios é levada em conta antes da indicação da PrEP, como o número de parceiros sexuais, os outros métodos de prevenção utilizados, o compromisso com a adesão ao medicamento”, explica Adele Benzaken, diretora do Departamento de IST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

Outra coisa importante: o uso da camisinha continua valioso, já que, mesmo com a alta taxa de êxito da PrEP, outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), a exemplo de sífilis e gonorreia, podem se alastrar sem uma barreira física.

No Brasil, 40 mil novos casos de aids surgem por ano. Atualmente, 827 mil pessoas convivem com a doença no país. Do total, 260 mil não estão em tratamento, mesmo sabendo que são portadoras. Estima-se que outras 112 mil carregam o vírus sem ter conhecimento.

Estados Unidos proíbe homens gays de doarem sangue

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A agência que regula alimentos e medicamentos nos Estados Unidos (FDA) recomendou nesta terça-feira (23) a suspensão de uma regra que proibia homens gays e bissexuais de doarem sangue, permitindo que a doação seja feita por esse grupo após um ano abstinência sexual.

O órgão informou ter tomado a esta decisão após revisar evidências científicas nos últimos anos relativas à política de doação de sangue para homossexuais do sexo masculino. A normativa em questão está em vigor há 31 anos, desde a época em que a epidemia de Aids era transmitida rapidamente na comunidade gay americana.

“A agência dará os passos necessários para recomendar uma mudança de um intervalo indefinido para um ano a partir do último contato sexual”, destacou em um comunicado a diretora da FDA, Margaret Hamburg.

A FDA acrescentou que publicará uma recomendação favorável a implementar esta mudança em 2015, que será submetida à opinião das partes interessadas antes de entrar em vigor.

É cada vez maior o número de especialistas médicos e legais que argumentam sobre as restrições existentes, alegando que estão desatualizadas, já que atualmente existem testes mais sofisticados para detectar o vírus HIV, causador da Aids. Os opositores a esta proibição dizem que ela estigmatiza os homossexuais.

HIV Por que as mulheres estão mais expostas à doença

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A vagina como porta de entrada

O primeiro fator que torna a mulher mais propensa a adquirir o HIV diz respeito às suas próprias características físicas. A mucosa da vagina, ao ter contato com o esperma de um homem soropositivo, facilita que o vírus da aids se instale no corpo. “Há células ali propensas à penetração do vírus”, conta a médica pesquisadora Sandra Wagner Cardoso, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro. Além disso, a superfície de contato do órgão genital feminino é muito maior comparada ao masculino, o que também favorece a infecção.

O papel do sistema imunológico

Segundo Rowena Johnston, vice-presidente da Fundação Americana para a Pesquisa da AIDS (amfAR), há indícios de que as próprias defesas do organismo feminino contribuam para facilitar a propagação do vírus da aids pelo corpo. É que, de acordo com a especialista, a mulher teria um sistema imune mais ativo, o que, em se tratando de vírus como o HIV, pode ser algo ruim. “Como o sistema imunológico passa o tempo todo tentando, sem sucesso, combater esse agente infeccioso, eventualmente ele pode falhar e parar de responder como deveria”, informa Rowena.

Maior vulnerabilidade

Outra questão que influencia no fato de a mulherada estar contraindo o HIV com mais frequência é a vulnerabilidade do ponto de vista social, o que faz com que a prevenção seja deixada de lado. Muitas mulheres casadas não acham que podem contrair a doença do marido, e há solteiras, por incrível que pareça, que costumam ter dificuldade em negociar o uso do preservativo com o parceiro. “Sem falar que as mulheres estão muito mais sujeitas a sofrerem violência sexual”, lembra Rowena Johnston, que também é diretora de pesquisa da amfAR.

Aids e mulheres em números: por que você deve ficar alerta

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as mulheres representam mais da metade das pessoas infectadas pelo vírus HIV no mundo inteiro.
De todas as mortes causadas pela aids no Brasil até 2012 28,4% ocorreram entre mulheres, de acordo com o Boletim Epidemiológico Aids HIV/Aids 2013.
O documento do Ministério da Saúde também aponta que a única faixa etária em que o número de casos de aids é maior entre as mulheres é de 13 a 19 anos.
No sexo feminino, 86,8% dos casos registrados em 2012 decorreram de relações heterossexuais com pessoas infectadas pelo HIV, segundo o boletim.

Prevenir é fundamental

Para se proteger da aids, não tem jeito: é preciso usar camisinha. Além disso, se você teve relações sexuais com alguém que pode estar infectado, não hesite em fazer o teste. “O ideal é que toda mulher faça o exame em algum momento da vida, independente de ser casada ou solteira”, recomenda Sandra Cardoso.

Autoridades indicam remédio contra HIV que compõe o coquetel terapêutico a pessoas com alto risco de se infectar.

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Em decisão inédita, a Organização Mundial da Saúde passou a recomendar que o antirretroviral Truvada também seja usado para prevenir novos casos de aids. A resolução, tomada até hoje apenas nos Estados Unidos, partiu de um estudo da própria entidade que constatou a eficácia do medicamento para esse fim – por ora, ele seria destinado a quem tem, em tese, maior probabilidade de contrair o vírus, caso de indivíduos sem parceiro fixo (sobretudo homossexuais), profissionais do sexo e usuários de drogas injetáveis.

O Ministério da Saúde brasileiro aguardará o resultado de três pesquisas por aqui antes de se posicionar, até porque o Truvada não integra o rol de drogas fornecidas pelo governo aos soropositivos. “Estamos otimistas. Nosso país poderá dar um grande passo ao incorporar essa estratégia nas políticas públicas”, avalia a infectologista Valdiléa Veloso, da Fundação Oswaldo Cruz. Ainda assim, o preservativo seguiria como conduta número 1 para afastar o HIV.

Entenda como age o Truvada

O comprimido contém dois princípios ativos que impedem que o HIV se apodere de um tipo de célula de defesa responsável por coordenar o sistema imune. Com isso, o vírus não consegue lançar seu material genético dentro da célula e usar, assim, seu maquinário para se replicar. Resultado: a imunidade não é abalada.

Infecções por HIV aumentam no Brasil

Um relatório divulgado nesta quarta-feira pela Unaids (Programa das Nações Unidas para HIV e Aids) revela que o número de infecções com o vírus aumentou 11% no Brasil entre 2005 e 2013 e que, no mundo, cerca de 54% das pessoas infectadas não têm consciência disso.

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O relatório, intitulado GAP, compilou dados de 11 instituições parceiras da ONU em 189 países sobre a doença.

O documento estima que, até o final do ano passado, 35 milhões de pessoas estavam vivendo com o vírus em todo o mundo.

O número confirma a tendência de queda no número de novas infecções, que chega a 13% nos últimos três anos.

O número de mortes atribuído à Aids também atingiu o mais baixo nível desde 2005, acumulando um declínio de 35% no período.

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Por outro lado, o relatório da Unaids alerta que alguns países concentram um maior risco relacionado ao HIV.

Na África ao sul do Saara, apenas três países, a Nigéria, a África do Sul e Uganda, respondem juntos por 48% das novas infecções.

O documento também destaca seis países – República Centro Africana, República Democratica do Congo, Indonésia, Nigéria, Rússia e Sudão do Sul – como sendo vulneráveis a três ameaças relacionadas à Aids – alto risco de infecção pelo HIV, baixa cobertura de tratamento e pequena ou ausência de declínio no número de novas infecções.

Na América Latina, a Unaids estima que 1,6 milhão de pessoas vive hoje com o HIV. A maioria dos casos se concentra em cinco países – além do Brasil, a Argentina, a Colômbia, o México e a Venezuela.

O Brasil contabilizou no ano passado, sozinho, 47% dos novos casos de infecção na América Latina.

Os esforços globais para ampliar o acesso à terapia antirretroviral aos infectados – que é gratuito no Brasil – estão funcionando, destaca a Unaids no relatório.

Em 2013, 2,3 milhões de pessoas passaram a ter acesso ao tratamento, elevando o total no mundo para 13 milhões.

“Se acelerarmos isso até 2020, estaremos num bom caminho para acabar com a epidemia em 2030. Se não fizermos isso, levaremos uma década extra ou mais”, afirma o relatório.

Proteina do leite materno pode previnir virus da Aids!

Uma proteína encontrada no leite materno pode prevenir a transmissão do vírus da Aids

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O leite materno e o vírus da AIDS não são amigos,e é algo que tem sido conhecido , especialmente nos países pobres, onde muitas mulheres infectadas com o HIV têm crianças que nascem sem ele e que , apesar de ainda serem amamentados sem pegar a maioria deles (digo mais , porque quando eles começam a comer outras coisas e alterou os mucosa intestinal novos alimentos , aí sim o leite materno pode infectar o bebê ) .

O fato é que os cientistas ainda estão investigando a relação de ódio entre o vírus e as mães de leite e descobriram recentemente que uma proteína do leite é capaz de prevenir a transmissão do vírus da AIDS.

Até à data , muito se reduziram as taxas de transmissão do vírus da mãe para o bebê através do tratamento antirretroviral. O problema é que, em países pobres, nem todas as mulheres infectadas por vírus têm acesso a medicação e , nesses casos, qualquer solução é bem-vinda . Além disso , o tratamento com estes medicamentos em massa pode acabar por ser menos eficientes para aparecer novas estirpes resistentes a estes medicamentos , de modo que as alternativas mais investigação .

Como eu mencionei acima , enquanto que o aleitamento materno exclusivo é o risco de infecção é mínimo. No momento em que o bebê começa a comer outras coisas, o risco de infecção aumenta . A teoria é que, quando as mães a tomar antirretrovirais a maioria das crianças deve ser infectados , mas a realidade é muito diferente , uma vez que foi observado que as crianças que são do peito que durou dois anos , apenas 10% apenas infectante.

Isto sugeriu que os investigadores que algum componente do leite materno ( ou mais ) foram capazes de controlar ou impedir a infecção – C (CNC) . O TNC é uma proteína importante no desenvolvimento do bebê e muito útil na cicatrização de feridas , que também tem propriedades anti-microbianas , que até agora ninguém tinha descritos .

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Um dos efeitos da TNC é envolver o receptor CD4 , que , curiosamente, são os preferidos por HIV. Ou seja, proteína TNC está onde o vírus da Aids para infectar as células acopladas destina . Não é possível posicionar não pode infectar eles, e incapaz de fazer a infecção não pode ocorrer . A célula infectada com o vírus tem uma vida muito curta , de horas a poucos dias , então se você não pode se espalhar , se você achar que é tão difícil de se replicar em células , o vírus pode eventualmente desaparecer do corpo.

Segundo os pesquisadores , isso poderia explicar por que a maioria das crianças expostas ao HIV não estão infectados pelo vírus. Também suspeitar que a mesma proteína pode ser um precursor de outros fatores de inibição do vírus , tais como anticorpos , que além disso ajuda a proteger o bebê contra infecção .

Agora, obviamente , tem de investigar como aplicar estas descobertas no campo da saúde, se é possível promover a prevenção ou a cura do vírus com a proteína . Vamos esperar que sim .

Pessoas com HIV poderão iniciar terapia logo depois do diagnóstico

foto-imagem-antiretroviralPessoas com HIV poderão iniciar o tratamento antirretroviral assim que receberem o diagnóstico. A mudança faz parte das novas diretrizes terapêuticas para o cuidado do HIV no Brasil, aprovadas pelo Comitê Assessor para Terapia Antirretroviral em Adultos Infectados pelo HIV e Aids, do Ministério da Saúde.

Até o dia 5 de novembro, o texto do “Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos” estará aberto para consulta pública e poderá receber sugestões.

Atualmente, a indicação para início da terapia antirretroviral ocorre quando o paciente já apresenta sintomas da Aids – como perda de peso, febre, diarreia e fadiga – ou quando o exame de contagem de linfócitos CD4 apresenta resultados alterados (abaixo de 500 células/mm3).

Segundo o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério, o objetivo da estratégia é diminuir a transmissão do HIV por pessoas já diagnosticadas e melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem com o vírus.

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Outra alteração trazida pelo protocolo é a definição do tratamento de primeira linha, que passa a ser composto pelos medicamentos tenofovir, lamivudina e efavirenz. Os medicamentos da classe de inibidores de protease passam a constituir a segunda linha de tratamento, ou seja: são a opção caso o paciente não responda bem à primeira linha.

Depois de terminada a consulta pública, o novo protocolo deve ser publicado em forma de portaria. Para o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Fábio Mesquita, a partir dessa publicação, o protocolo determinará claramente a conduta que deve ser adotada pelos médicos em relação ao HIV. Anteriormente, existiam apenas recomendações, que os médicos poderiam acatar ou não.

Cura da Aids? Transplante de medula – Sinais do vírus no organismo dos paciente foi reduzido para níveis indetectáveis após tratamento

Dois pacientes com o vírus HIV receberam boas notícias após um transplante de medula óssea, de acordo com cientistas envolvidos no caso. Os pesquisadores apresentaram o caso durante conferência da Sociedade Internacional de Aids, que acontece em Kuala Lumpur, na Malásia.

Os dois homens receberam o transplante no hospital Dana-Farber/Brigham and Women’s Cancer Centre, na cidade de Boston, nos Estados Unidos. Ambos sofriam com uma infecção antiga com o vírus HIV e precisaram tratar um câncer no sangue com transplante. Após a operação, deixaram de apresentar níveis detectáveis de infecção no organismo.

Um deles parou de tomar o medicamento contra o vírus há quatro meses e o outro há sete semanas e em nenhum deles houve progressão do HIV, como explica o jornal britânico The Guardian.

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Ainda é cedo, no entanto, para falar em uma cura definitiva, já que o vírus tem a capacidade de se “esconder” e se manter em níveis indetectáveis antes de voltar à ativa. “Mesmo que os resultados sejam empolgantes, um acompanhamento de pelo menos um ano é necessário para entender o impacto do transplante de medula óssea na persistência do HIV”, afirma o pesquisador Timothy Henrich, da divisão de doenças infecciosas do hospital.

Entretanto, mesmo que o vírus não reapareça, ainda é muito cedo para falar que o tratamento com medula óssea seja viável para todos. Além dos custos, ainda há uma taxa de mortalidade entre 15% e 20% para os transplantes, e o paciente ainda é obrigado a tomar medicamentos para suprimir o sistema imunológico, sendo que em muitos casos, a pessoa consegue levar uma vida quase normal com o vírus com o tratamento adequado.

Mesmo assim, a cura é possível como mostra o famoso caso do “Paciente de Berlim”, por mais que os esforços para uma vacina até hoje tenham se mostrado ineficazes. Thimothy Ray Brown, que ficou famoso pelo codinome, tinha leucemia e recebeu um transplante de células tronco de um doador com uma imunidade genética ao HIV, o que é algo muito raro. O processo o curou tanto da infecção com HIV quanto do câncer.

Henrich se mostrou empolgado com as pesquisas na área. “Há cinco anos, se você mencionasse uma cura, os pesquisadores não levariam a sério. Nós ainda não chegamos lá. Estamos perto? Provavelmente não, mas quem sabe? Isto pode se tornar uma curva rápida de aprendizado nos próximos anos”, afirma.