• O envelhecimento natural da bexiga e a cirurgia de remoção de tumores de próstata são as duas principais causas de incontinência urinária entre os homens. Essa condição, marcada pela perda involuntária de urina, mexe pra valer com a autoestima da ala masculina.

    É o que confirma uma revisão de estudos realizada na Universidade de Adelaide, na Austrália. Ela revela que até 42% dos homens com o problema chegam a desenvolver depressão e praticamente todos se saem mal nas avaliações de qualidade de vida. “Muitos se afastam do convívio social com medo do cheiro que estariam exalando ou da necessidade urgente de encontrar um banheiro”, observa o médico Carlos Sacomani, da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

    O primeiro passo para acabar com esses tormentos é buscar um profissional de saúde e, após o diagnóstico, iniciar um tratamento. Infelizmente, só 30% dos acometidos chegam a marcar uma consulta.

    Absorvente para eles
    Essa é uma tendência para driblar os empecilhos e as limitações da incontinência. O produto, já disponível em farmácias, tem um bolso onde o pênis é colocado. Quando ocorre o escape, a urina fica restrita a esse espaço. “O absorvente dá mais comodidade e funciona bem nos quadros leves e moderados”, diz o urologista Flavio Trigo, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

    Os tratamentos que minimizam ou até curam o distúrbio
    Ajustes no dia a dia: Envolvem reduzir o consumo de água e programar visitas regulares ao banheiro.

    Fisioterapia: Fortalece a musculatura que sustenta os órgãos do sistema urinário.

    Remédios: Comprimidos e injeções de toxina botulínica ajudam a regular a bexiga.

    Marca-passo: Um eletrodo estimula os nervos que controlam a saída do xixi.

    Cirurgia: Em último caso, dá pra implantar dispositivos que apertam os canais urinários.

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    A bexiga hiperativa é caracterizada pela urgência de fazer xixi, podendo ou não ser acompanhada de incontinência urinária — apesar de mais comum em idosos, afeta todas as idades. Agora, uma pesquisa com portadoras da síndrome concluiu que ela está ligada a distúrbios mentais.

    Das 274 participantes, 59,8% tinham depressão e 62,4% mostraram sinais de ansiedade. Os números expressivos servem de alerta: “Abordar os aspectos psicológicos é importante no tratamento dos sintomas urinários, mas, muitas vezes, acaba sendo deixado de lado pelos profissionais da saúde”, lamenta a terapeuta sexual Iane Melott, autora do trabalho realizado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em comunicado. “Escutar as queixas das mulheres, aprofundando o conhecimento de suas vivências, pode permitir uma melhor compreensão sobre o problema”, arremata.

    Os especialistas dizem que não dá para saber se a bexiga hiperativa causa depressão e ansiedade ou o contrário. Mesmo assim, conseguiram observar que, quanto maior a intensidade de um desses transtornos, maior a probabilidade de o outro se manifestar.

    Mais de 50% das brasileiras que sofrem com o distúrbio não procuram tratamento, que pode incluir fisioterapia, cirurgia, terapia comportamental e medicamentos. Sem as intervenções, a qualidade de vida das pacientes cai substancialmente. “Em alguns casos, elas deixam de trabalhar ou fazer uma viagem”, exemplifica Iane. “Muitas vezes, a mulher com a síndrome já sai de casa pensando se vai ter banheiro, se vai poder ir ao banheiro e em que momento isso vai ser possível”, conclui.

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