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    Somando duas décadas de estudos sobre substâncias chamadas AGEs, o nefrologista Jaime Uribarri, da Faculdade de Medicina Icahn, em Monte Sinai, nos Estados Unidos, guarda motivos de sobra para não nutrir simpatia por tais moléculas. “Temos vários experimentos indicando que uma dieta rica em AGEs causa doenças”, justifica.

    Mas onde estão as inimigas? Bem, seu surgimento depende das técnicas culinárias que empregamos. Nesse sentido, fritar é uma furada. Em busca de mais evidências sobre esse tema, Uribarri dividiu 100 indivíduos obesos em dois grupos.

    Apenas um deles recebeu a orientação de fugir das altas temperaturas e, no lugar, cozinhar os alimentos na água ou no vapor, por exemplo. “Foram justamente essas pessoas que apresentaram melhoras em relação a indicadores de inflamação e estresse oxidativo. Também notamos que caiu a resistência à insulina, fator precursor do diabete”, conta o médico. É ou não é para rever o jeito de preparar as refeições?

    Um poço de AGEs

    De acordo com o pesquisador americano, a produção dessas moléculas é intensa em condições que usam o que ele define como “calor seco”. “Desculpe, isso inclui o churrasco brasileiro”, brinca o médico. Fazer a marinada com ervas, usar peças menores de carne e virar os bifes com frequência minimizam o surgimento das substâncias na grelha.

    Sem perigo e com sabor

    Você pode fazer um prato pobre em AGEs e gostoso usando sua imaginação como cozinheiro. “Nós sugerimos que as pessoas usem quantas especiarias desejarem”, diz Uribarri. Ele também recomenda marinar os alimentos no limão ou no vinagre antes de cozinhá-los.

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  • Você já ouviu falar em alimentos orgânicos? Tem o costume de leva-los à mesa? Muitos dos alimentos que comemos são adicionados de “nutrientes” na terra ou na ração, para que os vegetais não morram e os animais engordem. No entanto, esses aditivos são compostos químicos que são absorvidos pelos animais e vegetais e vão parar na nossa mesa. Alimentos orgânicos, que crescem naturalmente a partir daquilo que a terra provê, são livres desses compostos e não prejudicam a sua saúde. E não são tão inacessíveis assim.

    Não tem mistério: alimentos orgânicos são aqueles livres de agrotóxicos. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Orgânicos Biologicamente Sustentáveis (BrasilBio), José Alexandre Ribeiro, “alimentos orgânicos são 100% produzidos a partir daquilo que a natureza oferece, sem forçá-la a produzir. Não são acrescentados hormônios à carne nem pesticidas às plantas. É a alimentação sem produtos químicos. O cultivo dos alimentos orgânicos, no entanto, vai além da não adição de produtos químicos. Ele mantém o equilíbrio do solo e a vitalidade das plantas. Resgata a vida”.

    Nós não sentimos os efeitos dos agrotóxicos, o que não quer dizer que não afetem a nossa saúde. De acordo com a nutricionista clínica Vânia Barberan, “não deveríamos comer alimentos que não fossem orgânicos. Apesar de a composição nutricional ser a mesma, alimentos da agricultura convencional (nova nomenclatura referente a alimentos não orgânicos) têm agrotóxicos. Eles podem ser transgênicos (OMG – Organismo Geneticamente Modificado), com herbicidas, fungicidas, fortificantes. E seus efeitos são mais observados nos lavradores, que têm contato direto e morrem por motivos absurdos, e que ninguém relaciona aos agrotóxicos: parada cardíaca, falência hepática, pulmonar”.

    Como dito anteriormente, os efeitos negativos dos agrotóxicos vão além da mera inserção de químicos nos alimentos. José Alexandre argumenta que “precisamos mudar nossa concepção sobre a questão alimentar. Estamos condicionados a não pensar sobre o que comemos, da onde vem, como foi feito, conservado, transportado. A agricultura hoje está na mão dos produtos químicos e precisamos reverter isso. Muitas doenças sem diagnóstico são frutos dessa alimentação contaminante. O ser humano, hoje, apresenta cerca de 1/3 da capacidade reprodutiva que tinha há 50 anos, quando ainda não eram introduzidos produtos químicos na alimentação”.

    Muitos alimentos se dizem orgânicos quando, na realidade, não são produzidos “convencionalmente”, com ajuda de agrotóxicos. Mas, hoje, já é possível identificar os alimentos verdadeiramente orgânicos. Segundo José Alexandre, “desde 2004, a BrasilBio e outras entidades ligadas à sustentabilidade da vida, formataram leis que regulamentam o setor. Em janeiro de 2011, essa lei começou a vigorar e os alimentos orgânicos carregam um selo de segurança”.

    Um fator que pode desanimar os futuros novos consumidores de alimentos orgânicos é o preço desses alimentos. No entanto, Vânia diz que “essa história de que alimento orgânico é mais caro é um mito. Ele é mais difícil de ser encontrado e, quando tem no supermercado, pode ser talvez um Real mais caro que o convencional. Mas, especialmente nas grandes cidades, têm muitas feiras de orgânicos, feiras regulares e os produtos são bem baratos. Mesmo se quiser comprar no mercado, um alface um pouco mais caro que não faz mal para a sua saúde é um ótimo investimento”.

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  • saúde 11.11.2011 No Comments

    Encontradas nas frutas, legumes, verduras, leguminosas, cereais e grãos integrais, as fibras alimentares apresentam várias propriedades para o bom funcionamento do intestino. Graças a elas, representadas por substâncias encontradas na parede celular dos vegetais (celulose, hemicelulose, pectina e legnina), pode-se aumentar o volume fecal e, com isso, o trânsito intestinal – desta forma evita-se uma série de doenças.

    As fibras apresentam também propriedades absorventes sobre os ácidos e sais biliares que, juntamente com a velocidade do trânsito intestinal, contribuem para a diminuição da absorção do colesterol, exercendo papel importante sobre o controle de seus níveis.

    No entanto, com o aparecimento dos moinhos e das novas técnicas mecânicas para descorticar os cereais e os grãos como o arroz e o trigo – alimentos básicos ao ser humano – perderam 93% da fibra. Por isso, hoje estão surgindo algumas alternativas para suplementação de fibras, indicadas principalmente à população carente que não tem acesso a produtos como cereais integrais, farinhas, pães integrais e outros alimentos. Uma delas é o uso de farelo de trigo.

    O farelo de trigo é um componente ideal para idosos, obesos, diabéticos e hipertensos.
    Pode ser implementado em frutas, no arroz e no feijão, mas apenas numa quantidade de uma colher de sopa ao dia.

    A recomendação de fibras para um adulto saudável – 25 a 30 gramas ao dia.

    As fibras tem uma função importante para quem quer emagrecer, elas dão uma sensação de saciedade por um período longo, o evita de comer compulsivamente.

    As fibras podem ser solúveis como por exemplo a aveia, ou fibras insolúveis como por exemplo a linhaça.

    No processo de digestão das fibras, as fibras solúveis se juntam com a água que bebemos, incham e formam um gel, então vem a importância de ingerir muita água para quem consome muitas fibras na dieta.

    Já as fibras insolúveis são digeridas sem sofrerem praticamente nenhuma alteração, elas são responsáveis pela sensação de saciedade, o que ajuda para quem quer emagrecer. Elas se movem pelo intestino, mas ocupando espaço. Isso faz com que a pessoa sente menos fome, e controlam os picos glicêmicos, ou seja, o açúcar da dieta é liberado mais lentamente para a corrente sanguínea e ajuda a controlar o apetite e o peso.
    As fibras ajudam muito a evitar doenças como síndrome do cólon irritável, -porque elas Influenciam na função de proteção na estrutura do intestino, preservando e melhorando sua integridade;·

    Algumas das funções das fibras alimentares são:

    – Influenciam metabolismo de carboidrato e gordura;
    – Estimulam a mastigação e a secreção da saliva e do suco gástrico;
    – Transmitim a sensação de saciedade;
    – Aumentam o volume fecal e normalizar o tempo de trânsito intestinal;
    – Retardam o esvaziamento gástrico e tornar mais lenta a digestão e a absorção de nutrientes;
    – Atuam de maneira efetiva na redução do colesterol e no metabolismo da glicose.

    Para pessoas que não têm o hábito de ingerir alimentos ricos em fibras, é recomendável que iniciem com pequenas quantidades e aumentem gradualmente até atingir os níveis recomendados (de 25 a 30g de fibras por dia), a fim de que não sintam desconforto abdominal como flatulência ou até mesmo diarréia.

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  • Frutas, Legumes 03.09.2010 No Comments

    A cada dez adolescentes, sete comem apenas 17% do que deveriam

    As mães sempre reclamam quando seus filhos adolescentes não comem frutas, legumes ou verduras. Um estudo da USP (Universidade de São Paulo) mostrou que essa rejeição aos vegetais é mais grave do que se imaginava.

    Após avaliar 812 adolescentes com idades entre 12 e 19 anos e residentes na capital paulista, pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da USP descobriram que somente 6,4% consomem pelo menos 400 g por dia de frutas, legumes e verduras. Essa é a quantidade mínima diária recomendada pela OMS (Organização Mundial de Saúde).

    Além disso, 22% dos entrevistados não comeram um vegetal sequer no dia da avaliação. A pesquisa se baseou em dados levantados em 2003 pela Secretaria Municipal de Saúde.

    Em entrevista à Agência USP, a nutricionista Roberta Bigio, responsável pela pesquisa, disse que os resultados mostram um cenário preocupante.

    – Há sempre a ideia de que o adolescente come muito mal, porém, não tínhamos dados para confirmar este fato, pensávamos que havia um exagero nas afirmações. Mas os dados levantados são piores do que o esperado.

    A pesquisa revela que a maioria dos adolescentes, 71,6%, consomem em média 70 g de vegetais por dia. Essa quantidade é 17,5% do mínimo necessário.

    De acordo com Roberta, quando se fala em consumir 400 g por dia, isso quer dizer que o adolescente deveria, no mínimo, comer um prato raso de salada de folha, uma porção de cerca de 80 g de hortaliça cozida, como uma cenoura, e três frutas de porte médio durante o dia, como uma banana ou uma maça.

    O baixo consumo desses alimentos, segundo a pesquisadora, afeta o valor nutricional da dieta dos jovens, o que pode resultar em complicações a curto e longo prazo. Ela explica que algumas vitaminas encontradas nesses alimentos são antioxidantes, como a C, a A e a E, e que a falta delas pode levar a inúmeros problemas, como os de doenças cardiovasculares e câncer.

    – Além disso, frutas, legumes e verduras são produtos de baixa caloria e os adolescentes os substituem por produtos altamente calóricos, podendo levar ao excesso de peso e outras doenças decorrentes.

    Fonte R7

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  • Ingerido em excesso, cloreto de sódio causa pressão alta.
    Veja dicas de como diminuir o sal na alimentação.

    Especialistas da Universidade de Harvard, nos EUA, lançaram uma campanha para que os americanos diminuam o consumo de sódio, mineral presente em vários alimentos e principal componente do sal de cozinha, o cloreto de sódio.

    “Há evidências esmagadoras de que devemos tratar a redução de sódio como um problema crítico de saúde pública, assim como fizemos quando descobrimos os males causados pela gordura trans“, afirma Walter Willett, presidente do departamento de nutrição da Escola de Saúde Pública de Harvard.

    Segundo um relatório do Instituto de Medicina dos EUA divulgado na última terça-feira (20), o sódio é o maior culpado pela epidemia de hipertensão que assola o país. O estudo aponta que a doença pode começar na infância e irá afetar nove entre dez americanos ao longo de suas vidas.
    Além de pedir regras nacionais para estabelecer uma quantidade máxima de sal nos alimentos industrializados, os cientistas publicaram várias dicas de como diminuir o consumo do mineral no dia a dia.

    Confira algumas delas:

    1. Diminua suas porções: assim você reduzirá o sódio e as calorias. Uma regra básica é a de que, quanto mais calorias uma comida têm, mais sódio ela terá.
    2. Hortifruti primeiro: encha metade do prato com frutas e vegetais, que têm pouco sódio.
    3. Prefira os frescos: alimentos naturais, que não foram industrializados, contêm menos sal.
    4. Diminua sem perceber: a maioria das pessoas não consegue detectar uma redução de até 25% do sal na comida.
    5. Retire o sal aos poucos: seu paladar vai se acostumando à falta do mineral.
    6. Fique de olho na etiqueta: procure por comidas que tenham menos de 300 miligramas de sódio por porção.
    7. Abuse dos temperos: pimenta, vinagre, raízes e ervas podem dar sabor aos alimentos sem necessidade de salgá-los.
    8. Toste, queime, asse: o jeito certo de cozinhar pode ajudá-lo a manter o sódio longe da mesa.
    9. Enxague, lave e dilua: você pode cortar um pouco do excesso de sal dos alimentos industrializados sem prejudicar o sabor da comida.
    10. Evite o “sal automático”: prove os alimentos antes de ir buscar o saleiro.

    Fonte G1

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