• foto-imagem-cirurgia-bariatricaNão dá para ignorar os resultados expressivos das cirurgias bariátricas. Numa revisão da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, a economista especializada em saúde Su-Hsin Chang investigou 164 estudos, que reuniram 161 756 voluntários pesos pesados. Tudo para concluir que, mesmo cinco anos após terem deixado o hospital, os participantes apresentavam, em média, uma redução de 12 a 17 pontos no índice de massa corporal (IMC).Constatações como essa alavancaram o número de pessoas que enxugaram grandes excessos gordurosos com o bisturi. No nosso pais, saímos de 16 mil casos em 2003 para 88 mil em 2014 – um crescimento de 5,5 vezes, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).O que avaliar antes de apelar para o bisturi

    IMC

    De uma forma muito simplista, daria para dizer que são candidatos à cirurgia os sujeitos entre 16 e 65 anos com IMC de 40 ou mais – ou mesmo “só” acima dos 35, desde que já estejam com uma doença decorrente do excesso de peso.

    Tempo

    “Hoje, um dos principais fatores a serem analisados é o tempo que o indivíduo convive com a obesidade”, aponta o cirurgião Cláudio Mottin, diretor do Centro de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital São Lucas, em Porto Alegre. Se for inferior a cinco anos, melhor apostar em táticas menos radicais.

    Fracasso de outras medidas

    Outro critério fundamental é ter tentado, sem sucesso, medidas mais brandas por ao menos dois anos.

    Estado mental

    Transtornos psiquiátricos descompensados ou fases turbulentas da vida no mínimo adiam a operação. “Há quem precise de preparo psicológico por mais de um ano antes de fazer o procedimento”, conta Luiza Heberle, psiquiatra que trabalha com Motin no Hospital São Lucas.

    Para não operar e engordar de novo

    Antes de tudo

    Uma bateria de exames é feita para checar se o candidato pode ser operado – e, se sim, em quais condições. Ele ainda passa por acompanhamento psicológico e já dá o pontapé inicial para modificações no estilo de vida.

    Logo após a cirurgia

    Nos primeiros 15 dias, a dieta é composta de líquidos. Nas duas semanas seguintes, entram alimentos pastosos. Só depois de 30 dias estão liberadas comidas mais durinhas. O contato com os profissionais de saúde deve ser constante.

    Daí em diante

    O tratamento não para aí. Fora os ajustes no cardápio e a inclusão de exercícios na rotina, a pessoa provavelmente recorrerá a suplementos de vitaminas e minerais. As consultas com o médico seguem por anos e mais anos.

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  • foto-imagem-seios

    Em razão das conclusões dos especialistas, o governo francês estuda atualmente a proibição de próteses mamárias no país.

    Os pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer (INC) da França revelaram a existência de uma nova doença, o “linfoma anaplásico de grandes células associado a um implante mamário (LAGC-AIM)” e propõe que esse tipo de câncer seja incluído na classificação de doenças da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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    “Existe uma relação claramente estabelecida entre o surgimento dessa doença e o uso de um implante mamário”, diz o relatório do instituto francês. “Esse tipo de câncer não foi diagnosticado em nenhuma mulher sem próteses nos seios.”

    Os oncologistas franceses estimam que o risco desse linfoma nas mulheres com implantes mamários é 200 vezes maior do que na população feminina em geral.

    Eles ressaltam, no entanto, que a frequência dessa complicação médica é muito baixa. Desde 2011, apenas 18 mulheres desenvolveram esse tipo de câncer na França (uma delas já morreu), segundo o INC.

    Vigilância

    O estudo foi realizado a pedido das autoridades francesas da área de saúde após o rápido aumento de casos desse tipo de câncer em um período relativamente curto.

    Apesar do número de pessoas afetadas ainda ser bem limitado, o que preocupa as autoridades é a velocidade da progressão: o total de novos casos passou de dois em 2012 para 11 no ano passado.

    A ministra da Saúde, Marisol Touraine, declarou nesta terça-feira que as mulheres com implantes nos seios “não precisam retirá-los” e nem devem ficar “excessivamente preocupadas”.

    foto-imagem-cancer

    “Nossa vigilância é total”, disse a ministra, acrescentando que nenhuma marca de prótese mamária está sendo visada especificamente em relação à descoberta desse novo tumor.

    Touraine também afirmou que as informações às mulheres que desejam colocar implantes nos seios será reforçada.

    Alerta obrigatório

    A Agência Nacional de Segurança do Medicamento (ANSM) da França já anunciou que as mulheres que desejam colocar próteses nos seios deverão ser “obrigatoriamente alertadas sobre esse novo risco, apesar de ele ser baixo”, afirmou, em entrevista ao jornal Le Parisien, François Hébert, diretor-geral adjunto da agência.

    Segundo ele, documentos informativos e alertas sobre a questão já foram enviados aos médicos do país.

    “Se for necessário proibir os implantes, nós o faremos”, disse o diretor da ANSM.

    A agência francesa realizará uma reunião com especialistas até o final deste mês para decidir sobre o assunto. A eventual proibição das próteses dependerá das conclusões dos pesquisadores.

    “Os sinais são convincentes. Os casos aumentam. Estamos trocando informações com a FDA (Food and Drugs Administration) americana”, afirma o professor Benoît Vallet, diretor-geral da Saúde, que determina as políticas públicas francesas na área.

    “Os profissionais da saúde devem ficar muito mais vigilantes diante desse risco. As mulheres que usam próteses devem ser examinadas por um médico todos os anos.”

    Escândalo

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    A descoberta de novos riscos envolvendo próteses mamárias ocorre apenas cinco anos após o escândalo das próteses da marca francesa PIP, que chocou o país.

    Elas eram fabricadas com um gel de silicone não autorizado para fins médicos e que continha aditivos de combustível não testados para uso clínico.

    A PIP era o terceiro maior fabricante mundial de próteses mamárias e exportava para inúmeros países, incluindo o Brasil.

    Segundo a ANSM, cerca de 400 mil mulheres na França têm próteses nos seios, sendo 80% delas por motivos estéticos.

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  • foto-imagem-Compulsivos-sexo
    Especialistas explicam que transtorno pode ser tratado com remédios e terapia

    Nas telas do cinema, o filme Ninfomaníaca, do diretor Lars Von Trier, que estreou na semana passada, mostra a história de Joe, uma mulher compulsiva por sexo que age de maneira insensível para ter satisfação sexual. Especialistas ouvidos pelo R7 explicam este vício está ligado à depressão e pode prejudicar a saúde física, causando doenças, além da perda do convívio social.

    De acordo com a psiquiatra, professora da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e coordenadora do Prosex (Programa de Estudos em Sexualidade) da USP, Carmita Abdo, o diagnóstico de compulsão sexual se dá quando o sexo passa a ser prioridade na vida da pessoa e acaba prejudicando outras atividades do cotidiano, como trabalho, horas de sono, alimentação.

    — As pessoas compulsivas por sexo emagrecem, têm relações desprotegidas sem medo de contrair doenças sexualmente transmissíveis e chegam ao ponto de pagar profissionais para satisfazerem suas necessidades.

    Bebê sem sexo não consegue ser registrado

    Além dos prejuízos físicos, como doenças e a fadiga, o psicoterapeuta Ângelo Monesi, diretor do Instituto Paulista de Sexualidade, explica que a pessoa poderá sofrer também consequências sociais.

    — Pessoas próximas a ela, como marido, namorado, por exemplo, podem se distanciar. Há também o afastamento da família e a desconstrução da própria vida social. Tem gente que só se aproxima daquela pessoa para conseguir aquele fim.

    Carmita ainda explica que a causa da doença é desconhecida, mas a hipótese mais provável é que seja um “distúrbio de neurotransmissores que provoca a vontade exacerbada por sexo”.

    Falta de desejo afeta 48% das mulheres com disfunções sexuais

    Já do ponto de vista de Monesi, toda compulsão, seja ela sexual ou não, tem como base a depressão.

    — Normalmente a compulsão sexual se desenvolve quando a pessoa tem algum tipo de histórico de repressão ou frustação nesta área. O obsessivo não tem domínio sobre a própria vontade. A pessoa não pensa direito.

    Idade e sexo

    Apesar de os termos para descrever o apetite sexual excessivo serem diferentes para mulheres (ninfomania) e homens (satiríase), a psiquiatra explica que não há distinção entre os sexos na hora de definir o transtorno.

    — A compulsão sexual é mais frequente em homens, mas vem crescendo entre o grupo feminino. Uma das explicações pode ser a mudança no comportamento sexual e também o fato de as mulheres ocultaram menos seus desejos.

    Os primeiros sinais do problema podem aparecer ainda na infância e adolescência, mas costuma atingir o auge na vida adulta.

    — As crianças podem mostrar interesse por masturbação e objetos eróticos e passam a ser adolescentes com uma atividade sexual acima da média. Nas pessoas mais velhas isso não é comum, mas caso a pessoa apresente algum sinal de compulsão sexual é importante investigar, pois pode estar relacionada com outras causas, entre elas, demência.

    Tratamento

    O tratamento não significa abstinência sexual, mas reeducação que deve ser trabalhada em conjunto com o psicoterapeuta. Carmita explica que os medicamentos entram em cena para controlar a libido. Sem o acompanhamento profissional a pessoa não consegue reduzir a frequência das relações.

    — É algo incontrolável que também acontece com outros tipos de compulsão, como não parar de lavar as mãos.

    Pornografia infantil

    De acordo com Monesi, hoje em dia, há “uma onda por compulsão por pornografia”, principalmente na internet. Segundo ele, isso vem acontecendo por causa da baixa capacidade de a pessoa lidar com suas frustações.

    — Há homens viciados em sexo na internet, mas não funcionam na cama com as mulheres. Isso acontece, pois na internet, ele faz no ângulo que ele quer, com a mulher que ele quer, ou seja, vive a experiência sem precisar fantasiar.

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  • foto-imagem-homem-depressao
    O estudo, conduzido pela Universidade de Tel Aviv, sugere que a depressão, doença que atinge cerca de 350 milhões de pessoas em todo o mundo, poderia estar ligada a um problema nas sinapses, em vez de ser causada — como se acreditava — pela falta de serotonina.

    As sinapses são estruturas que permitem que um neurônio (célula nervosa) transmita um impulso elétrico ou químico a outra célula (nervosa ou não). É por meio delas que o cérebro, por exemplo, controla as mais diversas funções do corpo humano.

    Noam Shonrom e David Gurwitz, especialistas em genética da Faculdade de Medicina da Universidade de Tel Aviv, em Israel, publicaram uma pesquisa em que apontam uma ligação entre a depressão e um gene denominado CHL1. O CHL1, por sua vez, é o “responsável” pela criação das sinapses cerebrais.

    Segundo os especialistas, cada pessoa tem diferentes níveis de expressão desse gene. Quando seu nível é baixo, a criação de sinapses se reduz e maior é a chance de o paciente desenvolver um quadro depressivo, dizem eles.

    “Até hoje se pensava que a razão da depressão se encontrava na falta de serotonina no cérebro, mas nosso estudo sugere que o mecanismo da depressão pode estar ligado à danificação das sinapses, o que dificulta as ligações entre os neurônios”, afirmou Shomron.

    Para conduzir a pesquisa, os cientistas adicionaram substâncias antidepressivas a diversas amostras de glóbulos brancos e descobriram reações diferentes, de acordo com o nível de expressão do gene CHL1.

    Sob medida
    Segundo Shomron, que é diretor do Laboratório de Sequenciamento do Genoma da Universidade de Tel Aviv, a descoberta pode significar uma “revolução” no tratamento da depressão.
    “Geralmente, a adaptação da medicação a pacientes com quadro depressivo é um processo lento, baseado em tentativa e erro, e nesse processo os pacientes sofrem muito”, afirmou Shomron à BBC Brasil.

    “Nossa descoberta poderá agilizar esse processo e, em alguns anos, os medicamentos poderão ser feitos sob medida para cada paciente com base em um simples exame de sangue”, acrescentou.
    Os cientistas já iniciaram experiências com amostras de sangue retiradas de ratos, para examinar as reações das células aos diversos tipos de antidepressivos.

    “Os primeiros resultados de nossas experiências têm sido muito promissores e já estabelecemos uma colaboração com hospitais psiquiátricos e começamos a examinar amostras de sangue de pacientes que foram colhidas antes e depois do tratamento com antidepressivos”, disse Shomron.

    De acordo com o cientista, hoje em dia a eficácia de remédios antidepressivos é de 50% a 60%.

    “Com a tecnologia que estamos desenvolvendo será possível obter uma eficácia bem maior e um tratamento mais pessoal e adaptado à constituição genética de cada paciente”, acrescentou.

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  • foto-imagem-impressão-3D

    Cirurgiões britânicos anunciaram que vão usar a técnica de impressão em 3D para reconstruir o rosto de um paciente destruído em um acidente de moto.

    Uma equipe do Hospital Morriston, no País de Gales, utilizou imagens de tomografias computadorizadas para projetar implantes de titânio, a fim de fabricá-los com uma impressora que usa a nova tecnologia.

    Acredita-se que esta será uma das primeiras tentativas de usar a impressão em 3D para reparar danos causados por lesões.

    Por se tratar de um projeto inovador, a operação – cuja data ainda não foi marcada – virou tema de uma exposição no Museu de Ciências de Londres.

    Traumas
    Implantes customizados de titânio já foram usados para corrigir problemas congênitos, mas não se tem notícia de seu uso para reparar traumas causados por acidentes.

    “O paciente sofreu múltiplas lesões no corpo, incluindo algumas graves no rosto”, disse o especialista em reconstrução Peter Evans, de uma instituição galesa que participa do projeto. “Ele passou por uma cirurgia de emergência na época, mas agora chegamos ao estágio em que podemos fazer uma reconstrução apropriada do seu rosto.”

    Evans e o cirurgião consultor maxilo-facial do Hospital Morriston, Adrian Sugar, planejam reposicionar os ossos faciais do paciente.

    Com uma tomografia, eles conseguiram criar uma imagem espelhada do lado do rosto do paciente que não foi afetado pelo acidente.

    “A simetria racial do paciente será restaurada, então ele deverá ter seu aspecto visual de volta”, agregou Evans.

    Após a tomografia, os especialistas desenharam guias para cortar e posicionar os ossos de maneira precisa, além de usar implantes projetados especificamente para o paciente.

    Os implantes de titânio, de origem belga, estão sendo produzidos por uma das poucas empresas do mundo especializadas em impressão 3D.

    A exposição 3D: Imprimindo o Futuro, que destaca os planos da cirurgia no Museu de Ciências londrino, permanece em cartaz até julho de 2014.

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  • foto-imagem-autismo
    Uma pesquisa conduzida por cientistas americanos sugere que o autismo, disfunção que afeta a capacidade de socialização do indivíduo, pode ser identificado em bebês com até dois meses de vida.

    Os estudiosos analisaram o olhar das crianças, do nascimento até os três anos, em direção aos rostos de outras pessoas .

    Eles descobriram que as crianças posteriormente diagnosticadas com autismo mantinham, um contato visual reduzido – uma das marcas do transtorno – nos primeiros meses de vida.

    A pesquisa, publicada na Nature, aumentou as esperanças de que o autismo seja tratado mais precocemente, afirmou um cientista britânico.

    No estudo, pesquisadores liderados pela Escola de Medicina da Emory University em Atlanta, nos Estados Unidos, usaram uma tecnologia de rastreamento visual para medir a forma como os bebês olhavam e respondiam a estímulos sociais.

    Eles concluíram que as crianças posteriormente diagnosticadas com autismo mostraram um declínio gradativo na capacidade de manter um contato visual constante com os olhos de outras pessoas a partir da idade de dois meses, quando começaram a assistir vídeos de interações humanas.

    O coordenador da pesquisa, Warren Jones, disse à BBC News que foi a primeira vez que “foi possível detectar alguns sinais de autismo nos primeiros meses de vida”.

    “Estes são os primeiros sinais de autismo já observados”.

    Metodologia
    O estudo acompanhou 59 crianças que tinham um alto risco de autismo por terem irmãos com a doença, e 51 crianças de baixo risco.
    foto-imagem-autismo
    Jones e seu colega Ami Klin examinaram as crianças até completarem três anos, quando as crianças voltaram a ser formalmente avaliadas quanto à doença.

    Treze das crianças (11 meninos e duas meninas) foram diagnosticadas com transtornos do espectro do autismo – uma série de distúrbios que inclui o autismo e síndrome de Asperger.

    Os pesquisadores, então, voltaram a observar os dados de rastreamento ocular dos pacientes e fizeram uma descoberta surpreendente.

    “Em crianças com autismo, o contato visual já está em declínio nos primeiros seis meses de vida”, disse Jones.

    Jones acrescentou, entretanto, que tal quadro só pode ser observado com tecnologia sofisticada e não seria visível para os pais.

    Para Deborah Riby, do departamento de psicologia da Universidade de Durham, o estudo proporcionou uma análise sobre o tempo de atenção social, atípica em crianças que tendem a desenvolver autismo.

    “Esses marcadores precoces são extremamente importantes para identificar brevemente os primeiros traços de autismo. Dessa forma, temos a capacidade de aprimorar o tratamento”, disse Riby.

    Mais pesquisas
    Caroline Hattersley, diretora de informação, aconselhamento e apoio da National Autistic Society, baseada no Reino Unido, disse que a pesquisa foi “baseada em uma amostra muito pequena e precisa ser replicada em uma escala muito maior antes de podermos tirar quaisquer conclusões concretas”.

    “O autismo é um transtorno muito complexo”, disse.

    “Não há duas pessoas com autismo que são iguais, e por isso é necessária uma abordagem holística para o diagnóstico, que leve em conta todos os aspectos do comportamento de um indivíduo. Uma abordagem mais abrangente permite que todas as necessidades do pacientes sejam identificadas”.

    “É vital que todas as pessoas com autismo possam ter acesso a um diagnóstico, pois isso pode ser a chave para uma recuperação mais rápida”, concluiu.

    A pesquisa foi feita em parceria com o Marcus Autism Center e o Children’s Healthcare of Atlanta.

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  • foto-imagem-saude-tratar-colesterol-elevado
    Atividade física e alimentação equilibrada. Essa dupla é capaz de operar verdadeiros milagres. Mas tem gente que não consegue esse feito só com a mudança de hábitos. Para essa turma, as estatinas ainda são a melhor pedida no quesito medicamentos. Elas bloqueiam a síntese de colesterol no fígado e, com isso, disparam a demanda dessa substância. O resultado é um aumento dos receptores de LDL que acabam tirando de circulação esse vilão. Com esse mecanismo, conseguem derrubar os níveis de LDL em até 65%. Novos estudos mostram que a versão mais moderna dessas drogas, a rosuvastatina, também consegue diminuir o tamanho da própria placa de gordura.

    Dieta

    Estudos mostram que uma dieta rica em frutas e verduras e pobre em gorduras já resulta em uma queda de 13% do colesterol total. Mas não basta eliminar do prato os famosos vilões, como a carne vermelha ou o ovo. Hoje sabe-se que há uma porção de alimentos que dão um verdadeiro empurrão ladeira abaixo no colesterol. Eis alguns exemplos:

    1. Aveia: Queridinha dos cardiologistas, sabe-se que ela é tiro e queda. Quem está por trás dos efeitos são as fibras solúveis, também encontradas em frutas como a maçã e no bagaço da laranja, por exemplo. Elas ajudam a tirar o colesterol de circulação eliminando-o pelas fezes.

    2. Soja: os estudos mostram que ela é uma verdadeira farmácia. A proteína dela faz os receptores do fígado atraírem a gordura. Suas isoflavonas combatem a formação da placa e os fitosteróis competem com o colesterol diminuindo sua absorção. Para tirar proveito dela, recomenda-se consumir 25 gramas de proteína de soja todo dia – o equivalente a 100 gramas de soja cozida ou um copo de leite de soja.

    3. Antioxidantes: encontrados nas frutas e verduras ricas em vitaminas C, E e betacaroteno. Eles impedem a oxidação do LDL que está por trás da formação das placas de gordura.

    4. As gorduras boas: as tais mono ou poliinsaturadas são reconhecidamente aliadas do peito. Presentes nos óleos vegetais, na azeitona, no abacate e nas oleaginosas como nozes e castanhas, as mono reduzem o colesterol total sem alterar o HDL. Já as poli, presentes em vários óleos vegetais diminuem a produção do colesterol. Aqui entram também os aclamados ácidos graxos ômega-3 e ômega-6, presentes nos peixes de águas frias como o salmão.

    5. Álcool: estudos recentes mostraram que não só o vinho tinto, como já se sabia, mas várias bebidas alcoólicas têm efeito protetor. Mas atenção: somente em pequenas doses, o equivalente a uma lata de cerveja ou uma taça de vinho. Acima disso, o álcool tem efeito contrário.

    6. Chocolate: de inimiga, a delícia passou a aliada. Estudos mostram que seus flavonóides têm efeito antioxidante e que sua gordura se transforma no mesmo tipo benéfico do azeite. Mas só o chocolate amargo, bem entendido. Os demais carregam gordura saturada, nociva às artérias. E não se esqueça: o ideal é consumir no máximo 20 gramas dele por dia, o equivalente a um tablete pequeno ou um bombom, pois é extremamente calórico.

    7. Suco de hortelã: uma pesquisa recente mostrou que dois copos da bebida por dia conseguem derrubar as taxas do colesterol no sangue. Para prepará-la, bata no liquidificador 100 gramas de folhas frescas em um litro de água. Só tome cuidado para que sejam da espécie Menta piperita.

    Exercícios

    Eles são fundamentais em qualquer programa anticolesterol. A atividade física age em duas frentes: reduz o LDL e aumenta o HDL. Ao que parece, eles deixam a enzima lipase, que produz o bom colesterol, mais eficaz. Outros estudos sugerem que o exercício também derruba a produção de uma enzima que destrói o HDL, a hepatolipase.

    Mas atenção: para surtir efeito, a prática deve ser regular. Isso significa pelo menos 40 minutos de exercício aeróbico, como natação, caminhadas ou corrida, todo santo dia.

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  • foto-imagem-clareamento-dentalVocê se lembra de quando os antibióticos eram vendidos de maneira mais fácil e indiscriminada? Em que se comprava na farmácia aquele medicamento da pesada para resolver uma dor de garganta? Pois é, então você deve se lembrar, também, de que, não faz muito tempo, a venda desses remédios sem prescrição médica foi proibida — agora, para adquiri-los é necessário ter em mãos uma receita datada e assinada e, dentro da farmácia, os funcionários têm de fazer um controle rígido, contando a dedo o número de caixas vendidas.

    Mas por que falar de antibióticos se o assunto envolve clareadores dentais? Porque algo parecido pode acontecer com essa classe de produtos. O acesso fácil a eles, inclusive por meio da internet, e o uso indiscriminado têm preocupado a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. O órgão do governo já começou a se mexer para criar uma legislação a fim de controlar melhor o que pode ser comercializado nessa área — a ideia é que os clareadores em formato de adesivo tenham de ser prescritos por um dentista. Os cremes dentais com propriedades branqueadoras não entram nessa história. Eles continuam à venda sem restrições no mercado.

    O motivo da proposta
    Segundo o Conselho Federal de Odontologia, o mais preocupante é o acesso, sem fiscalização alguma, aos agentes clareadores dentais em sites de compra coletiva. Para que haja um maior controle, a entidade, junto a outras instituições, pede uma regulamentação específica, já que o uso incorreto desses produtos pode provocar danos aos dentes e ao resto do organismo.

    “Os clareadores caseiros possuem as mesmas substâncias químicas presentes na fórmula daqueles que são usados dentro dos consultórios”, explica o dentista Milton Raposo Júnior, especialista em estética e reabilitação oral da MR Estética Dental, em São Paulo. “Não é que o produto vendido na farmácia não seja bom. O problema está na maneira que as pessoas costumam usá-lo. Sem que haja um acompanhamento há o risco de diversos problemas de saúde”, justifica. A dose das substâncias usadas e o tempo de tratamento — algo que só pode ser bem controlado por um profissional — fazem toda a diferença.

    O risco do uso indiscriminado pega desde os dentes até o estômago. Tais produtos podem gerar hipersensibilidade dentária, tanto pelo contato com alimentos quentes ou frios como pela aspiração do ar, retração da gengiva e até mesmo problemas de canal. Outras partes do corpo são potencialmente afetadas, sobretudo o estômago, já que os adesivos podem liberar compostos que, uma vez engolidos, são capazes de irritar a mucosa gástrica.

    A Anvisa já realizou encontros com instituições e especialistas para delinear uma legislação a respeito. Isso deve ocorrer nos próximos meses.

    Por dentro do mundo dos clareadores
    As três formas de clarear os dentes mais utilizadas hoje são o tratamento a laser, o uso de placas dentárias e os já citados adesivos vendidos em farmácia. Só o laser, porém, é totalmente aplicado dentro dos consultórios — portanto, é o único em que há total controle pelo dentista. Já a placa é um molde em que o paciente leva para casa o produto e o aplica por tempo determinado pelo especialista, voltando após alguns dias ao consultório com o intuito de verificar a resposta. Os adesivos dispensam o profissional, mas podem cobrar um preço à saúde, mesmo que sejam mais baratos em comparação com os outros. O dentista Milton Raposo lembra, porém, que todos os tratamentos são capazes de provocar danos quando mal empregados.

    Portanto, se você quer clarear os dentes, vale a pena pesar com o especialista o que atenderia a sua demanda, sem partir para uma obsessão pela brancura total. “As pessoas hoje querem dentes cada vez mais claros e quase impossíveis de se conseguir”, comenta o dentista José Luis Bretos, diretor científico do Núcleo de Estudos Odontológicos (NEO) e doutor de ciência e saúde pela Universidade Federal de São Paulo. Lembre-se: aparência não é tudo em matéria de sorriso. De que adiantam dentes branquinhos por fora e totalmente corrompidos por dentro?

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  • foto-imagem-vitiligoO tão temido vitiligo é temido por falta de conhecimento. A doença que bloqueia a pigmentação da pele assusta desde o aparecimento até a confirmação do diagnóstico. As pessoas acreditam que a falta de cor que atacou Michael Jackson é irreversível. No entanto, engana-se quem pensa dessa forma, Ana Maria Costa Pinheiro, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, deixa claro que há tratamentos, e maneiras de brecar a doença, e recomenda prevenção, sempre!

    O que é o Vitiligo?
    Ana Maria – O vitiligo é uma doença autoimune, isso significa que certas células do sistema imunológico produzem substancias que bloqueiam a produção de pigmento, por isso a doença é caracterizada pelas manchas brancas, ou seja, falta de cor em algumas partes do corpo. A textura da pele é a mesma, porém com cores diferentes. Apesar de muitas pessoas ligarem a doença a uma herança genética, esta maneira não é a mais correta de caracterizar essa disfunção, pois a ideia de genética está apenas na predisposição para desenvolver o vitiligo.

    Quais são as causas?
    Ana Maria – Existem algumas teorias da causa do vitiligo, mas a mais aceita é a imunológica, em que essas substâncias impedem a produção da melanina. No entanto, ainda não se tem teorias comprovadas, que deem certeza das causas da doença. Há estudos desde sistema nervoso até substâncias presentes na borracha, mas nada comprovado cientificamente.

    Quais são os sintomas?
    Ana Maria – A pessoa não sente nada. Com o aparecimento da doença ela só vai observar as manchas que vão surgindo pelo corpo, podendo ser várias de uma vez, ou apenas uma, já que, existem alguns tipos de vitiligo, como o localizado (o mais comum), o generalizado, e o segmentar, que pega apenas uma região do corpo. Dentre os tipos de vitiligo há áreas em que a doença é mais comum, como por exemplo, ao redor dos olhos, na boca, nas articulações (joelho, cotovelo, tornozelo), no dorso das mãos, e, ainda, nos pés. É importante ficar atento, pois o vitiligo não escolhe idade.

    Como é feito o diagnóstico?
    Ana Maria – O diagnóstico é principalmente clínico, o dermatologista vai olhar o tipo de mancha para aplicar o melhor procedimento. Há ainda outra maneira de diagnosticar o vitiligo, existe uma luz chamada lâmpada de Wood, é um tipo de luz negra, que deixa a pigmentação branca mais visível e mais fácil de ser diagnosticada pelo médico. Muitas pessoas falam no procedimento da biopsia, no entanto, não é muito eficaz, já que, apesar da célula estar inativa, ela ainda se encontra na pele da pessoa, portanto, este teste não mostrará a funcionalidade desta célula na pele, o que torna este procedimento inconclusivo.

    Como é feito o tratamento?
    Ana Maria – O tratamento vai agir de duas maneiras: bloqueando a evolução da doença, e tratamentos que ajudem a repigmentar a pele. O primeiro será feito com remédios, são usadas substâncias que retirem este bloqueio imunológico, essas substâncias são as chamadas imunossupressoras, encontradas nos corticoides. Já a segunda maneira será feita com substâncias fotossensibilizantes, a fototerapia é um exemplo deste tipo de tratamento, o aparelho conta com uma lâmpada especial que emite radiação ultravioleta A, ou B. O paciente, então, se submete a sessões de acordo com a pele e a extensão atingida pela doença, mas geralmente, ele faz a aplicação duas ou três vezes por semana. O tratamento age impedindo que as células agravem a doença, e ajudam a repigmentar. Hoje, pode ser considerada a maneira mais eficaz de combate ao vitiligo.

    Principais recomendações da dermatologista Ana Maria Costa Pinheiro:
    1) Em primeiro lugar: é importante ter em mente que quanto mais rápido a doença for descoberta mais eficaz será o tratamento.

    2) O paciente não deve aceitar um diagnostico em que o médico diga que seu vitiligo não tem jeito, porque ninguém sabe qual será a resposta daquele tipo de pele ao tratamento. É verdade que algumas pessoas não respondem ao tratamento, no entanto, a maioria consegue reverter os danos causados pela doença.

    3) Muito cuidado com tratamentos caseiros. Por ser uma área muito sensível os tratamentos devem sempre ter um acompanhamento médico e serem feitos com muito cuidado, se os devidos cuidados não forem tomados, a doença poderá ser agravada e virar até mesmo uma queimadura.

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  • foto-imagem-laboratório Há estimados 13 milhões de pessoas com doenças raras no Brasil, número superior à população da cidade de São Paulo, informa pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa), em um seminário sobre o tema realizado na capital paulista.

    O estudo diz ainda que diante da falta de uma política nacional para lidar com esse tipo de doença – cujo conceito, ainda que não seja unânime, é de doenças que atingem uma parcela pequena da população -, pessoas afetadas muitas vezes têm dificuldades em obter o tratamento adequado ou precisam recorrer à Justiça para ter acesso a medicamentos.

    Entre as doenças raras estão males como a esclerose lateral amiotrófica (doença degenerativa dos neurônios motores), o hipotireoidismo congênito, a doença de Pompe (mal genético que causa hipertrofia cardíaca na infância), a fibrose cística do pâncreas ou do pulmão e até mesmo a doença celíaca (intolerância ao glúten).

    Estima-se que haja 7 mil doenças raras diagnosticadas, sendo 80% delas de origem genética. Outras se desenvolvem como infecções bacterianas e virais, alergias, ou têm causas degenerativas. A maioria (75%) se manifesta ainda na infância dos pacientes.

    “Se individualmente atingem um número restrito de pessoas, em conjunto elas afetam uma parcela considerável da população mundial – entre 6% e 8%, ou 420 milhões a 560 milhões de pessoas”, diz o levantamento.

    “O desafio é considerável, levando-se em conta que 95% das doenças raras não possuem tratamento e dependem de uma rede de cuidados paliativos que garantam ou melhorem a qualidade de vida dos pacientes.”

    ‘Barreiras’

    No Brasil, pacientes com doenças raras enfrentam “diversas barreiras” para conseguir tratamento especializado e medicamentos, afirma a Interfarma. Como não existe uma política integrada de tratamento desses males, o atendimento ocorre de forma “fragmentada”, na opinião da associação.

    Dados do Ministério da Saúde citados pelo estudo apontam que há 26 protocolos clínicos para doenças raras no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde) – esses protocolos são a “porta de entrada” para a assistência para doenças raras na saúde pública.

    O Ministério contabiliza 45 medicamentos, tratamentos cirúrgicos e clínicos para doenças raras, 70 mil consultas realizadas e mais de 560 procedimentos laboratoriais para tratamento e diagnóstico, a custos de mais de R$ 4 milhões por ano.

    Mas, segundo a Interfarma, além de algumas doenças não estarem inseridas em nenhum protocolo, apenas um dos 18 protocolos (o da doença de Gaucher, mal em que restos de células envelhecidas se acumulam sobre órgãos como fígado, baço e medula óssea), prevê o uso de “drogas órfãs”, que são medicamentos específicos para doenças raras ou negligenciadas.

    Com isso, muitos pacientes do SUS acabam tendo acesso apenas a medicamentos paliativos, “que amenizam os sintomas das doenças, mas não interferem em sua evolução”.

    O estudo contabiliza 14 doenças raras que têm medicamentos órfãos já registrados na Anvisa (agência de vigilância sanitária) e comercializados no país, mas não disponíveis no SUS. Muitos pacientes recorrem então à Justiça, numa espécie de “corrida de obstáculos” para obter o tratamento adequado.

    Segundo o estudo, “o fato de o Brasil não possuir uma política oficial específica para doenças raras não significa, porém, que os pacientes não recebam cuidados e tratamento. Os medicamentos acabam chegando até eles, na maioria por via judicial. E o SUS, de uma maneira ou de outra,
    atende essas pessoas – porém, de forma fragmentada, sem planejamento, com grande desperdício de recursos públicos e prejuízo para os pacientes”.

    Outro problema é o déficit de geneticistas para desenvolver pesquisas a respeito e o fato de a maior parte dos centros de estudo de doenças raras se concentrarem apenas nas áreas mais ricas do Brasil.

    Nos cálculos do estudo, faltam ao país 1800 geneticistas.

    “Faltam pesquisas e informações sobre essas doenças; os profissionais da área carecem de treinamento e capacitação – o que compromete ou retarda o diagnóstico – e, muitas vezes, o próprio sistema de saúde não oferece meios para que seja realizado a tempo.”

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