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    Se você é uma daquelas pessoas que apertam o botão “soneca” do despertador a cada manhã e não consegue sair da cama, não se culpe. O problema pode ser sua rotina de trabalho.

    Um número crescente de pesquisas mostra que, para muitos de nós, nossas agendas profissionais estão fora de sincronia com nossos relógios biológicos. E especialistas querem que empregadores urgentemente tomem nota.

    O sono é um recurso estratégico que muitas empresas estão ignorando, de acordo com um estudo preparado por Cristopher Barnes, professor de administração da Foster School of Business, pertencente à Universidade de Washington, nos Estados Unidos.

    Barnes explica no estudo que, quando escalas de trabalho estão alinhadas com os padrões naturais de sono, isso resulta em mais qualidade e inovação porque os empregados estão mais concentrados, menos estressados e relativamente mais saudáveis.

    Ciclos

    O oposto também é verdade: trabalhadores cansados tendem a cometer mais erros graves e a sofrer acidentes de trabalho. A pesquisa de Barnes revelou até que pessoas que dormem tarde se comportam de maneira menos ética pela manhã do que à noite, comportamento contrário ao de pessoas que acordam cedo.

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    Mas não se trata apenas da quantidade de horas que alguém dorme. Para você ser produtivo às 8 da manhã, isso depende do ritmo circadiano. Todos os organismos vivos, das bactérias aos humanos, têm um relógio biológico interno, como explica Till Roenneberg, professor do Instituto de Psicologia Médica da Universidade Ludwig-Maximillian, em Munique.

    E, nos humanos, esse relógio varia um bocado.

    “É como os pés. Algumas pessoas tem pés grandes e outras, pequenos. Mas a maioria está no meio termo”, explica Roenneberg.

    Ele explica que nossas vidas não costumam levar em conta os ritmos circadianos que tínhamos no passado, quando passávamos mais tempo do lado de fora e sob luz natural. Muitas empresas começam seu expediente às 8 ou 9 da manhã, o que iria contra o relógio biológico dos empregados.

    Aliado à pressão por produtividade e pela disponibilidade de resolver assuntos de trabalho fora do horário do expediente, através de e-mails e telefonemas, isso causa um fenômeno conhecido como jetlag social – nossos organismos estão sempre no fuso horário errado. O pesquisador estima que mais de 70% das pessoas acordam mais cedo do que deveriam se o objetivo era estarem descansadas e produtivas.

    Esse descompasso tem início na adolescência, segundo Paul Kelly, neurocientista da Universidade de Oxford, no Reino Unido. A puberdade acelera os relógios biológicos e, quando as crianças chegam ao ensino secundário, estão, em média, levantando três horas mais cedo do que deveriam porque as aulas podem começar, por exemplo, às 7h30m. O resultado? Privação de sono crônica, o que afeta a capacidade de concentração e pode levar a problemas de saúde a longo prazo, como obesidade e diabetes.

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    Em alguns distritos americanos e britânicos, escolas começaram a adotar horários mais tardios para o início das aulas.

    À medida que as pessoas envelhecem, os relógios biológicos começam a voltar a despertar mais cedo, mas Kelley afirma que a maior parte da população mundial ainda acorda muito cedo. Ele defende que a jornada de trabalho ideal deveria começar às 10h.

    Isso, porém, contrasta os estereótipos da vida no escritório, em que os trabalhadores que chegam mais cedo são tidos como mais diligentes, por exemplo, ao passo que a turma trabalhando mais tarde é vista como mais “vadia”.

    “Mas o problema é que os ritmos circadianos são controlados pela biologia e não por nós”, completa Kelley.

    Barnes acredita que o favorecimento dos “madrugadores” é uma das razões pelas quais políticas de trabalho flexível volta e meia falham. O professor estudou uma série de empresas que introduziram o horário flexível e descobriu que trabalhadores que escolheram horários de entrada mais cedo eram frequentemente mais valorizados em avaliações de desempenho, mesmo se trabalhassem o mesmo número de horas de quem começava a jornada mais tarde.

    Sincronia

    “Esse tipo de percepção impede a sincronização do início da jornada de trabalho com seu processo circadiano”, diz o americano.

    Usando suas pesquisas sobre cronotipos (termo que descreve se uma pessoa é “madrugadora” ou “criatura da noite”), Roenneberg conduziu experimentos na montadora Volkswagen e numa empresa siderúrgica, ambas na Alemanha. Ele ajustou os turnos de trabalho para que eles combinassem com os relógios biológicos, dando turnos vespertinos e noturnos para empregados que gostam de levantar mais tarde e matutinos para os madrugadores.

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    Em ambos os casos ele constatou que a sincronização resultou em maior produtividade e que os trabalhadores se sentiram mais saudáveis e menos cansados tanto no trabalho quanto no tempo livre. Ryan Olson, cientista do Instituto de Ciência da Saúde Ocupacional, nos EUA, encontrou resultados semelhantes para trabalhadores de escritório. “Com a tecnologia que temos hoje, não há razão para manter horários rígidos”, afirma.

    Olson organizou um estudo de um ano em uma empresa internacional de tecnologia com sede nos EUA. Antes do início do experimento, empregados tinham que chegar no trabalho entre 8h e 9h, mas também exigia-se deles atender durante a noite à chamadas telefônicas de colegas de empresa baseados no exterior. Para prevenir que quem entrasse mais cedo fosse privilegiado, os participantes do estudo receberam a liberdade para trabalhar horários mais flexíveis desde que apresentassem os mesmos resultados – por exemplo, a entrega de projetos para clientes.

    O programa durou três meses e incluiu workshops para ensinar os trabalhadores a julgar colegas pela maneira que eles escolhiam para passar o tempo e promoveu atividades para estimular os empregados a valorizar o tempo pessoal. No estudo, empregados foram encorajados a deixar o trabalho para resolver problemas da casa ou participar de eventos escolares dos filhos no meio do dia. Tudo para ajudar as pessoas a equilibrar vida pessoal e profissional.

    Mas o programa também deu aos funcionários uma hora extra de sono por semana – o que equivale a uma semana de sono por ano. Olson argumenta que o benefício desse tempo extra durou mais de um ano após o início do estudo e que a empresa está trabalhando em mudanças em seu esquema de trabalho.

    “Há um velho ditado que diz que dormir é para os fracos. Mas sinto uma mudança de atitudes e que as pessoas perceberam que não adianta privar as pessoas de sono. As empresas agora começaram a ouvir”, diz o cientista.

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    Os entusiastas das novidades que promovem bem-estar no local de trabalho esperam que 2015 seja o ano da adoção das mesas para trabalhar em pé. De 50 a 70% das pessoas passam ao menos 6 horas por dia sentadas, de acordo com um estudo de 2012 feito pelo National Health and Nutrition Examination Surveys, órgão de pesquisa do governo americano.

    Especialistas em exercícios físicos dizem que os trabalhadores de escritórios estão particularmente suscetíveis aos problemas que surgem a partir das longas horas na cadeira. “Pesquisadores dizem que ‘sentar’ é o novo ‘fumar'”, diz a fisiologista do exercício, Jessica Matthews, do Miramar College.

    Passar muitas horas sentado está associado com aumento do risco de diabetes, doenças cardiovasculares, obesidade e mortalidade precoce. Estudos mostram que mesmo pessoas que são fisicamente ativas não estão imunes aos problemas de saúde que podem surgir a partir das horas em que passam sentadas.

    Mais energia
    O Conselho Americano sobre Exercícios ofereceu a seus funcionáios a opção de ter mesas adaptadas para o trabalho em pé há mais de dois anos. “Muitas pessoas relataram se sentirem com mais energia. Certamente ajuda no processamento mental”, diz o Cedric Bryant, cientista chefe do conselho.

    Bryant, que trabalha em uma mesa-esteira, engenhoca em que a mesa de trabalho fica em frente a uma esteira elétrica, diz que ficar em pé o ajuda a ficar alerta e concentrado. Ele acredita que esse tipo de mesa representa um gasto justificável para as empresas.

    Há vários tipos de mesa que permitem o trabalho em pé. O californiano Joe Nafziger era diretor criativo de uma agência quando desenvolveu a mesa “ReadyDesk”, que funciona como um ajuste para que o funcionário possa trabalhar em pé. “É definitivamente uma coisa que está surgindo com velocidade ao redor do mundo”, diz Nafziger. Ele já vendeu as mesas, que custam US$ 169, para a Austrália, Alemanha e Japão.

    “Eu gosto porque você está sempre pronto. Você não fica metade desligado. Os músculos da perna estão ativos, a circulação está ativa, com menos pressão na coluna.”

    Um estudo publicado no “Journal of Physical Activity and Health” mostrou que trabalhar em pé em uma mesa promove a queima de 163 calorias a mais em comparação a trabalhar sentado.

    Bryant alerta que não é bom nem trabalhar o dia inteiro sentado nem o dia inteiro em pé. “Comece ficando em pé por meia hora, ou por uma hora por dia de trabalho” para dar tempo ao corpo se ajustar”, diz o especialista. O objetivo é quebrar a rotina do dia para evitar as longas horas na cadeira comuns em qualquer escritório.

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    A instância mais alta da Justiça europeia decidiu que a obesidade pode, em alguns casos, ser considerada uma deficiência física.

    A Corte de Justiça Europeia avaliou o caso de um homem que trabalhava em uma creche na Dinamarca e, segundo ele próprio, foi demitido por ser gordo demais.

    Karsten Kaltoft pesa 160kg e, há quatro anos, abriu um processo por discriminação contra seus patrões, para quem trabalhou por mais de 15 anos.

    Os empregadores justificaram a demissão dizendo que, como o número de crianças atendidas havia sido reduzido, Kaltoft não era mais necessário.

    Leia mais: Obesos perdem até 8 anos da expectativa de vida, diz estudo

    Mas ele afirma que foi dispensado por causa do seu sobrepeso.

    O caso chegou à Corte de Justiça Europeia porque os tribunais dinamarqueses pediram esclarecimentos sobre se a obesidade poderia ser considerada uma deficiência física.

    Os juízes decidiram que a obesidade por si só não seria uma deficiência.

    No entanto, se uma pessoa tiver sofrido alguma debilitação de longo prazo por causa da sua obesidade – que a impedisse de levar uma “completa e efetiva participação” no emprego -, ela estaria protegida pelas mesmas leis voltadas para garantir direitos de deficientes físicos.

    A decisão será usada para orientar outros casos do gênero em toda a Europa.

    Segundo o repórter para assuntos jurídicos da BBC Clive Coleman, a decisão implica que o trabalhador obeso cujo peso prejudica o seu trabalho terá direito ao mesmo tratamento regulamentado por leis para trabalhadores com deficiências.

    Isso significa que patrões poderão ter de providenciar cadeiras maiores ou destinar vagas especiais de estacionamento para obesos. Provedores de serviços como lojas, cinemas e restaurantes terão que fazer ajustes em suas dependências para clientes, com assentos especiais, por exemplo.

    ‘Inaceitável’

    No entanto, Kaltoft discorda que tenha uma deficiência.

    “Não me vejo como deficiente. Posso me sentar no chão e brincar com as crianças. Não tenho problemas com isso”, disse ele.

    “Não é aceitável demitir uma pessoa que está fazendo bem seu trabalho só porque ela é gorda.”

    No entanto, a avaliação no caso específico de Kaltoft caberá aos tribunais dinamarqueses, que avaliarão seu peso para saber se ele pode ser classificado como deficiente.

    Jane Deville Almond, presidente do conselho da Sociedade Britânica de Obesidade (BOS, na sigla em inglês), também discorda da decisão. Para ela, a obesidade não deveria ser classificada como obesidade.

    Leia mais: Obesidade já custa ao Brasil 2,4% do PIB, indica pesquisa

    “Seria o mesmo que dizer que a pessoa não tem controle sobre sua condição; mas ela pode ser melhorada com mudança de comportamentos”, afirmou.

    Audrey Williams, sócia do escritório de advocacia Eversheds, acredita que a decisão judicial pode conscientizar as empresas de sua responsabilidade perante funcionários obesos e promover melhorias, como ajustar cadeiras ou melhorar o acesso ao local de trabalho.

    Almond, da BOS, acredita que isso pode ter um impacto negativo na empregabilidade de pessoas obesas.

    “Se as empresas tiverem que garantir que têm assentos e mesas maiores e vagas de estacionamento para obesos, a situação (de preconceito) pode ficar ainda pior do que é hoje”, afirma ela.

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  • foto-imagem-estresseAs pessoas que se sentem estressadas correm duas vezes mais riscos do que o resto da população de sofrer um ataque cardíaco, revelou um estudo publicado.

    “A conclusão é que não se deve ignorar as queixas dos pacientes sobre o impacto do estresse na saúde” porque podem indicar um aumento do risco de doenças cardíacas, afirmou Hermann Nabi, chefe de equipe do Instituto de Pesquisa Médica francês (Inserm), que atuou no estudo.

    A pesquisa foi realizada por cientistas franceses, ingleses e finlandeses com um total de 7.268 trabalhadores britânicos no âmbito de um programa que estuda os fatores sociais da saúde criado em 1985, na Grã-Bretanha, chamado Whitehall Study.

    As pessoas que no começo do estudo disseram se sentir “muito afetadas” ou “extremamente afetadas” pelo estresse tiveram risco 2,12 vezes maior do que o restante de morrer de parada cardíaca.

    Os participantes também foram consultados sobre outros fatores que podem afetar a saúde, como tabagismo, álcool, alimentação, idade ou situação socioeconômica.

    Os cientistas descobriram que a associação entre o risco de ataque do coração e a percepção do estresse se manteve mesmo com o fim de outros fatores de risco, tanto biológicos (hipertensão ou diabetes) quanto psicológicos ou de comportamento (tabagismo ou álcool).

    A capacidade de enfrentar o estresse é muito diferente entre as pessoas, em função de seu círculo pessoal e familiar, lembraram os autores do estudo, publicado na semana passada na revista médica “European Heart Journal”.

    Segundo um estudo feito em 2012 pela fundação europeia para a melhoria das condições de vida e de trabalho, cerca de 20% dos funcionários europeus acreditam que sua saúde é afetada por problemas de estresse no trabalho.

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  • Estresse 18.12.2010 No Comments

    Complexo e repleto de ligações, o cérebro reage de maneiras diferentes a cada situação enfrentada no dia a dia do trabalho.

    A cobrança por um resultado rápido desencadeia uma poderosa onda de estresse. E aquele projeto complicado faz com que a ansiedade mande constantes mensagens de alerta.

    Na entrevista a seguir, a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, de 37 anos, diretora do Laboratório de Neuroanatomia Comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro e autora de cinco livros, entre os quais Pílulas de Neurociência para uma Vida Melhor (Editora Sextante), explica como essas emoções podem ser benéficas ou perigosíssimas para o desempenho e para a motivação profissional.

    O que ocorre com o corpo, do ponto de vista da neurociência, quando um profissional passa por situações estressantes no trabalho?

    O estresse nada mais é do que uma força que provoca transformações mentais e físicas no corpo. O coração dispara, a pressão arterial aumenta e o cérebro reage para que possa enfrentar novos problemas.

    A princípio, o estresse é bom, porque faz com que os níveis de atenção cresçam. Isso só acontece quando o profissional sente que tem controle sobre a situação e que é capaz de encontrar soluções para o problema.

    O estresse se torna perigoso no momento em que a pessoa acha que não consegue dar conta do trabalho e entra num estado de paralisia. A situação fica drástica quando alguém precisa fazer grandes esforços para tentar driblar um desafio e não chega a lugar nenhum.

    O que fazer para ter mais qualidade de vida?

    Três fatores são importantes: lazer, sono e exercício. O primeiro passo é parar de pensar nos problemas assim que o expediente terminar.

    Um profissional não consegue relaxar se for para casa e ficar remoendo as obrigações do dia seguinte. Desligar- se é vital.

    O lazer ajuda nessa tarefa, pois faz com que o cérebro se ocupe com atividades prazerosas e se sinta satisfeito e recompensado.

    Como o sono e a atividade física ajudam?

    O sono faz com que o cérebro registre as atividades desenvolvidas durante o dia e crie estratégias para resolver novos problemas. Uma boa noite de sono ajuda a regenerar os neurônios do hipocampo, parte do cérebro que cuida da memória recente. Essas novas células ampliam a capacidade de aprendizagem e auxiliam na administração do estresse.

    Os exercícios também mantêm o hipotálamo em bom funcionamento. Mas tem que ser alguma atividade física que dê prazer. Caso contrário, o cérebro vai encontrar mais um motivo para se estressar.

    Uma das queixas mais comuns entre os profissionais é a dificuldade de planejar tarefas. É possível treinar o cérebro para ter uma organização mental?

    Sim. Nós temos uma agenda interna no hipocampo que funciona como uma lista de tarefas, armazenando as informações mais novas do dia. Para funcionar bem, o cérebro precisa priorizar essas atividades e diminuir a complexidade dos problemas. Esse é o segredo do bom planejamento mental.

    A satisfação aparece quando nós resolvemos aquilo que nos deixa angustiados. Por isso é importante dividir

    os grandes problemas em pequenos desafios, que podem ser resolvidos com mais facilidade, e traçar uma estratégia simples para solucioná-los.

    A motivação é um dos pontos-chave para que uma pessoa se sinta realizada com o trabalho. Como controlamos esse sentimento?

    Quando tem uma decisão a tomar, o cérebro ativa o sistema de recompensa, localizado no córtex cingulado, responsável por avaliar as chances de sucesso e fracasso de uma empreitada.

    Se o cérebro determina que o fracasso é o resultado mais provável, o corpo não sai do lugar.

    A motivação só acontece quando a mente manda o sinal de que há pelo menos 50% de chance de uma atividade ser bem-sucedida. É a antecipação do sucesso e a sensação de uma recompensa futura que estimulam uma pessoa a se dedicar a uma tarefa, por mais desgastante que seja.

    Com a redução das equipes, os profissionais têm mais objetivos para cumprir e menos tempo para entregar bons resultados. Qual é a reação do cérebro nesses casos?

    A manifestação mais comum é a ansiedade, quando o cérebro manda sinais de preocupação com problemas que ainda não existem, mas que aparecerão logo mais. A inquietação com o futuro é maravilhosa, porque é uma maneira de se preparar antecipadamente para o que está por vir.

    Por mais que os chefes insistam que é preciso estar atento e bem informado para as metas do próximo mês, a pressão interna causada pela ansiedade é completamente pessoal e inevitável.

    Em que medida a ansiedade, uma doença comum hoje em dia, pode ser prejudicial ao trabalho de uma pessoa?

    A ansiedade fica perigosa quando a inquietação é tanta que o cérebro se convence de que não tem nenhum domínio sobre as situações futuras e começa a fazer avaliações exageradas sobre o tamanho do problema a ser resolvido. Isso faz com que a mente fique incapacitada para agir.

    Se essa sensação persiste por um longo período, surge o estado ansioso crônico, uma doença que precisa ser tratada com remédios e terapia.

    É comum que subordinados imitem as atitudes de seus chefes, tanto as boas quanto as ruins. Por que isso ocorre?

    Há um sistema no cérebro que nos faz ser capaz de repetir mentalmente as ações das pessoas com as quais convivemos, são os neurônios espelho (é por causa deles que bocejamos logo depois de alguém, por exemplo).

    Esse mecanismo nos faz imitar o outro e intuir quais são suas intenções. Mas, para isso, é preciso ter identificação. Se o funcionário não se identificar com o líder, vai refutar suas ações.

    Por que é importante estar disposto a enfrentar novos desafios?

    Se um profissional se mantém o tempo todo na zona de conforto, sem pensar em nada de diferente, a mente fica entediada e não cria novas maneiras de resolver problemas. E do que o cérebro mais gosta é ser desafiado, desde que se sinta apto para encontrar soluções.

    Esse é o ponto mais importante: a sensação de autonomia. As empresas têm que dar certa liberdade para seus funcionários poderem tocar novos projetos. Quem não tem um mínimo poder dentro das corporações fica estressado, se sente incapaz e se torna uma bomba ambulante de estresse.

    O jornalista Malcolm Gladwell, autor do livro Fora de Série, diz que para se destacar em determinada área é necessário repetir uma atividade por 10 000 horas. Qual a importância da prática para o desenvolvimento cerebral?

    Só o talento não transforma alguém num gênio. A prática e a motivação são fundamentais para que o cérebro se acostume a uma tarefa e encontre as melhores maneiras de realizá-la. Para conseguir dedicar tempo a uma atividade, é necessário que uma pessoa encontre algo que adore fazer.

    Só conseguimos repetir tantas vezes a mesma tarefa se o nosso cérebro se sentir recompensado e feliz com isso. Quem ainda não encontrou sua vocação precisa experimentar novas atividades. Sair da zona de conforto é o melhor remédio.

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  • Dicas, Doenças 12.11.2009 No Comments

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    Desânimo sem explicação aparente, dores no corpo, falta de motivação para continuar aquela atividade de que tanto gosta e uma vontade enorme de ir embora logo após chegar ao trabalho. Se você está com algum desses sintomas, fique de olho, pode ser estafa.

    De origem emocional ou física, ela pode atingir crianças e adultos e compromete o desempenho na escola, no trabalho e na relação com as demais pessoas no dia a dia, tornando todas as atividades, antes prazerosas, em obrigações desgastantes e chatas. Por alterar todo o funcionamento do organismo, pode desencadear outras doenças como hipertensão, fobias e ansiedade, problemas cardíacos e gastrite. “Se você ficar acumulando tensões e cansaço, vai virar uma panela de pressão e uma hora ela explode e faz um estrago maior”, alerta o fisiologista da Unifesp, Claudio Pavanelli.

    “A estafa pode ser física (periférica) ou mental (central) e está muito ligada a rotina que o paciente leva, por isso, antes de prescrever qualquer medicamento, pergunto se ele tem dado conta de todos os afazeres que estão sob sua responsabilidade ou se ele está passando por algum problema afetivo, só assim é possível tratar o problema”, explica Claudio.

    Ai que cansaço!

    Treino, caminhada, corre-corre com as crianças e muito cansaço. Mais popularmente conhecida como fadiga, a estafa periférica se caracteriza por dores musculares e cansaço físico ocasionados principalmente pela combinação entre desgaste excessivo (sem respeitar o tempo de recuperação) e pela má alimentação. “Não tem quem suporte esse ritmo frenético, é fadiga na certa”, explica o fisiologista. “Nestes casos, o tratamento é uma mudança radical na rotina e na alimentação. Geralmente estas duas ações resolvem o problema”, continua. “Se não for tratada, pode desencadear outras doenças como: anemia, prisão de ventre, diarreia e até queda de cabelo“, diz Claudio.

    Mente e corpo em equilíbrio

    A forma mais comum da estafa é a fadiga mental. Caracterizada pela alteração do sistema nervoso central, ocorre em função do excesso de responsabilidades e tensões acumuladas que provocam um desgaste metabólico e mental muito grande. “O cansaço mental é tamanho que o paciente chega a sentir dor física. As pressões psicológicas se refletem no corpo”, explica o fisiologista. “Neste caso, a melhor indicação é o relaxamento. É preciso rever a maneira como lidamos com os nossos problemas e frustrações. Às vezes, uma mudança simples de postura pode te livrar de um dano maior a saúde”, continua.

    “A estafa mental é muito mais grave do que a física porque tende a causar danos psicológicos e físicos. Caso não seja tratada adequadamente pode provocar doenças como: falha de memória, insônia, irritabilidade, desânimo, tristeza profunda e angústia“, explica Claudio.

    Estresse x estafa

    Muita gente confunde, mas estafa e estresse são problemas diferentes. Algumas diferenças ajudam a diferenciar os dois quadros. A fadiga ou estafa é um sintoma do estresse, mas não a a sua causa. No estresse, a intensidade da fadiga é maior e a maneira como nosso organismo reage a estes sintomas é bem diferente. Enquanto a estafa pode ser tratada com mudanças de hábitos ou tratamento médico, o mesmo não ocorre com o estresse, uma espécie de estágio crônico das duas formas de fadiga. “O grau de irritabilidade e da dor sentida no estresse é maior, além disso, o estresse é muito mais mental do que físico, por isso, não adianta usar os mesmos procedimentos. É uma questão de intensidade e durabilidade da fadiga”, explica Claudio.

    Estafa central ou mental

    Sintoma

    – Falha de memória;
    – Insônia;
    – Irritabilidade e choro com facilidade;
    – Desânimo;
    – Tristeza e angústia;
    – Azia, má-digestão;
    – Palpitação;
    – Diminuição do desejo sexual

    Tratamento

    Relaxar é o lema para curar a estafa. “Muitas vezes o tempo que se “perde” indo ao cinema ou em um parque, por exemplo, é um ganho de saúde e bem-estar.

    É melhor parar agora do que perder o controle depois”, alerta o fisiologista.

    – Saiba aproveitar os momentos de lazer;

    – Converse sobre os problemas com os amigos ou com um profissional;

    – Cultive o bom humor;

    – Aprenda a relaxar;

    – Não faça várias tarefas ao mesmo tempo;

    – Procure resolver um problema de cada vez;

    – Organize suas prioridades;

    – Não leve preocupações do trabalho para casa;

    Estafa periférica ou física

    Sintomas

    – Dores no corpo
    – Apatia
    -Baixa resistência imunológica
    -Distensão muscular Tratamento
    -Pratique atividade física com moderação
    -Respeite o ritmo de seu corpo
    – Procure ter uma alimentação balanceada e saudável

    Algumas doenças causadas tanto pela estafa mental quanto pela física
    – Hipertensão arterial (pressão alta)
    – Doenças emocionais (ansiedade, pânico, fobias)
    – Doenças gastrointestinais (colite, gastrite e úlcera)
    – Doenças do coração (arritmia, angina e infarto)

    Fonte Canal 13

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