• foto-imagem-dieta-que-detona-pedrasA pedra que aparece nos rins tem míseros milímetros. Mesmo assim, é capaz de fazer adulto urrar de desespero. Não à toa, dizem por aí que é a dor mais próxima da do parto que um homem pode sentir. Mas, se você não quer sofrer com o nascimento de um cálculo renal, saiba que, em grande parte dos casos, está em suas mãos, ou melhor, em sua dieta, uma maneira de prevenir o problema.Aumente o consumo de…

    Líquido

    Para que os rins não sejam terreno propício à formação de pedras, a primeira regra é ingerir bastante líquido. Segundo o Colégio Americano de Médicos o certo beber o suficiente para fazer cerca de 2 litros de xixi por dia. Como não dá para saber quanta urina vai embora a cada visita ao banheiro, um jeito simples de ter noção se está tudo dentro dos conformes é espiar sua cor. Ela deve ser clarinha. Se estiver muito amarela, significa que está bem concentrada. Aí o risco de os cristais se juntarem cresce.

    Café

    A produção de urina não depende somente de água pura e fresca. Para fechar a conta, valem sucos, sopas, frutas, verduras, chás… Até café. Um trabalho da Universidade Católica do Sagrado Coração, na Itália, avaliou três grandes levantamentos, com um total de 217 883 participantes. E ele concluiu o seguinte: no primeiro estudo, quem consumia mais café tinha um risco 26% menor de ter cálculo renal; no segundo, a redução foi de 29%; e, no terceiro, de 31%. É que a cafeína deixa a urina mais diluída, explicam os pesquisadores italianos.

    Frutas cítricas

    Um tipo de bebida que já caiu nas graças dos experts em rins é o suco de frutas cítricas, como de laranja e limão. Esses alimentos têm citrato, um elemento protetor. Na prática, essa molécula tem afeição especial pelo cálcio. Ao se juntar a ele, gera um composto solúvel, facilmente liberado pela urina. Assim, o cálcio não fica livre para formar as pedras. Verduras, legumes e outras frutas também têm suas doses do bendito citrato.

    Iogurtes

    Como as pedras são formadas basicamente por cálcio, há uma ideia de ideia de que parar de consumir queijos, leite e iogurte, fontes do mineral, seria positivo. Errado. Além de esse comportamento abrir a porta para a osteoporose, ele só traz prejuízos para os rins. Acompanhe o raciocínio: no intestino, há grande quantidade de um composto chamada oxalato. Quando ele está sozinho, acaba partindo para o sistema urinário, onde gruda no cálcio, formando a temida pedra. Agora, se o indivíduo capricha na ingestão de cálcio, essa junção do oxalato com o mineral ocorre já no intestino. E lá eles dão origem a um complexo solúvel que sai pelas fezes.

    Diminua o consumo de…

    Refrigerantes

    Anda de acordo com o Colégio Americano de Médicos, há evidências de que tomar essas bebidas açucaradas com frequência pode ameaçar os rins. Uma das razões seria porque os refris fazem com que mais cálcio vá parar no xixi. Mas tem mais: os líquidos gasosos facilitam o ganho de peso, situação que favorece a resistência à ação da insulina. Nessas circunstâncias, a urina costuma ficar mais ácida. E, aí, há uma maior propensão ao surgimento de cálculos de ácido úrico.

    Sódio

    Outra orientação essencial é pegar leve no saleiro. Quando a dieta é rica em sal, a passagem de cálcio para a urina é mais intensa. Além de diminuir as pitadas, maneire no consumo de embutidos (como linguiça, salsicha e salame), macarrão instantâneo, enlatados… Enfim, itens reconhecidamente cheios de sódio. O ideal é ingerir cerca de 2 400 miligramas desse mineral, algo em torno de 5 gramas de sal de cozinha.

    Proteína animal

    Vale a pena rever também quanta proteína animal vai ao prato. É que o produto final da digestão da carne é o ácido úrico – e ele pode literalmente empedrar. Para piorar, o excesso de proteína deixa o sangue levemente mais ácido. Quando isso acontece, há uma redução na excreção do citrato, aquela substância do bem. Aí já viu…

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  • Aparelhos, saúde 18.06.2012 1 Comment

    Cada passo gera um impacto equivalente a duas vezes o peso do corpo sobre o joelho quando caminhamos. Durante uma corrida, a sobrecarga é igual a multiplicar por seis o total de quilos de uma pessoa. Portanto, está aí uma articulação que trabalha pesado — e que muitas vezes sofre. Até porque a saúde dessa engrenagem natural não é prioridade de boa parte dos indivíduos por supostamente afetar muito pouco o resto do organismo. Supostamente. Um estudo proveniente dos Estados Unidos mostra que não é bem assim. O biomecânico Scott Lovald, da empresa de consultoria científica Exponent, ao lado de um time de pesquisadores, avaliou registros médicos de 134 458 pacientes com artrose avançada nessa junta — quadro em que a colocação de uma prótese costuma ser indicada por melhorar a movimentação e até proteger o restante dos ossos. Acredite se quiser, os indivíduos submetidos a essa cirurgia tiveram, sete anos depois, uma taxa de sobrevida 50% maior em comparação com quem não passou por ela.

    “A prótese está longe de ser solução para todos os casos”, reconhece Lovald. “O importante é mostrar que o tratamento adequado de problemas no joelho promove um bom funcionamento do corpo inteiro.” A afirmação parece exagerada. Porém, quando essa articulação apresenta panes, qualquer tarefa que exija das pernas fica difícil. “A inatividade física está relacionada a obesidade, colesterol alto, diabete, hipertensão e outros fatores que trazem prejuízos dos pés à cabeça”, enumera José Kawazoe Lazzoli, cardiologista da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte. Que fique claro: o simples fato de percorrer distâncias mínimas e não ficar sentado o tempo todo já traz benefícios. Portanto, nem quem se considera sedentário pode negligenciar a maquinaria localizada entre a canela e a coxa.

    O conjunto de ossos, ligamentos e cartilagens dos joelhos está intimamente relacionado à nossa independência. “Desgastes graves praticamente impossibilitam um indivíduo de andar até o supermercado da esquina, subir alguns degraus ou agachar para calçar os sapatos”, relata Luiz Eugênio Garcez Leme, geriatra do Hospital das Clínicas paulistano. “Alguém nessa situação obviamente perde parte de sua autonomia, o que contribui para o surgimento de transtornos psiquiátricos diversos”, arremata. Doenças como a depressão não preocupam meramente por comprometerem o bem-estar. Elas também abatem as defesas do organismo e, aí, patrocinam uma série de males que levam a riscos de vida. Não à toa, determinados distúrbios mentais são associados a taxas elevadas de mortalidade.

    Não há justificativa para a instalação de uma prótese, é claro, quando a artrose está em estágio inicial. Na Suécia, mais especificamente na Universidade de Lund, cientistas averiguaram que um joelho, digamos, biônico de fato reduzia o número de óbitos no grupo examinado. Mas só nos primeiros 12 anos após a cirurgia. Depois desse período, o cenário mudava completamente — a população com as peças naturais tendia a viver mais do que a turma operada. Tudo teria a ver com o fato de a prótese ser menos resistente do que a versão original e, por isso, com o passar dos anos demandar restrições que repercutiriam no dia a dia. “Esses dispositivos têm prazo de validade. Com o tempo, um novo procedimento cirúrgico, que sempre possui seus riscos, se faz necessário para trocá-los”, pondera o ortopedista Paulo Henrique Araújo, da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho.

    Fica claro então que, para se proteger da artrose e de suas consequências, a palavra-chave é prevenção. Só falta ressaltar um ponto essencial: tropeções menos sérios, por assim dizer, a exemplo de lesões pequenas no menisco ou nos ligamentos cruzados, muitas vezes antecipam o processo degenerativo da junta. “Eles podem provocar alterações imperceptíveis ou instabilidade nos movimentos, dois fatores com potencial para acelerar o desgaste”, esclarece Geraldo Granata Júnior, ortopedista da Universidade Federal de São Paulo. Em outras palavras, desconfortos precisam levantar suspeita e ser comunicados a um especialista. Quando falamos em joelho, o diagnóstico precoce de qualquer problema, por menor que seja, é sinônimo de tratamento menos traumático e muito eficaz.

    Alguns bons cuidados

    Por mais que cargas em excesso sejam danosas, em doses adequadas o impacto é benéfico. “É que ele estimula a formação óssea”, explica Granata Júnior. Daí a importância de caminhar, correr ou realizar outras atividades que tragam um contato constante entre os pés e o solo. Puxar ferro na academia também ajuda, porque fortalece os músculos dos membros inferiores. Em forma, eles amortecem a sobrecarga imposta sobre a articulação, aplacando o risco de contusões. “Manter uma boa flexibilidade é igualmente essencial”, lembra Araújo. “Tanto que se recomendam alongamentos independentemente de o sujeito praticar ou não um esporte naquele dia.”

    Agora, antes de largar o sedentarismo, passe por uma avaliação que inclua, além dos conhecidos testes cardiológicos, exames ortopédicos. “Nenhum joelho é igual, e essa investigação permite ao médico conhecer particularidades para liberar a pessoa com segurança para se exercitar ou até restringir certas modalidades”, resume Granata Júnior. Ao adotar as medidas protetoras, essa articulação transportará seu corpo por anos a fio.

    Perigos mal articulados

    Atitudes supostamente inofensivas danificam os joelhos

    Correr na valeta

    Por ser inclinada, ela deixa a pisada completamente torta. Isso, por sua vez, traz repercussões dolorosas no aparelho locomotor.

    Descer ladeiras

    As brecadas constantes, quase inconscientes, agridem aos poucos a articulação. Ao atravessar trechos íngremes, maneire no ritmo.

    Ficar tempo demais na cadeira

    A flexão contínua sobrecarrega a patela, o pequeno osso que fica na frente dessa junta. Outra razão para se levantar a cada hora no escritório.

    Sentar-se sobre os pés

    Além de o peso do corpo ficar mal distribuído, pernas totalmente dobradas forçam bastante a articulação.

    Não tomar banhos de sol

    Os raios solares são vitais para a produção de vitamina D, nutriente que transporta cálcio até os joelhos, deixando-os firmes.

    Quando optar pela cirurgia?

    Idade, extensão do quadro e quais atividades físicas o indivíduo faz: esses são os três fatores principais analisados pelos médicos ao decidir se um defeito qualquer será resolvido no bisturi ou por meio de técnicas como a fisioterapia. Jovens que praticam esportes com mudanças de direção e apresentam uma lesão grave correm maior risco de serem operados. 52 • As outras articulações “O tornozelo e o quadril são outras peças fundamentais para os membros inferiores se moverem”, lembra Luiz Eugênio Garcez Leme, geriatra do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas de São Paulo. “Assim, eles também merecem atenção, porque influenciam demais na qualidade de vida”, completa. Até ombros, cotovelos e pulsos demandam zelo nesse sentido, porque interferem na mobilidade dos braços e, consequentemente, em atividades cotidianas se estão lesionados.

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