• A infecção urinária não escolhe suas vítimas segundo a idade. O mal pode afetar desde crianças até idosos – passando, no meio desse percurso, por adolescentes, adultos e grávidas, por exemplo.

    Também chamada de cistite, ela é a doença bacteriana mais comum em todo o país – e pode trazer algumas complicações à vida dos mais velhos. Felizmente, porém, há maneiras de se prevenir e de tratar esse distúrbio.

    Na maturidade

    O maior risco de infecção urinária é um revés que podemos botar na conta da idade. A partir dos 65 anos, 10% dos homens e 20% das mulheres apresentam o problema, de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia. E os números duplicam depois dos 80. A questão aqui é que muitos casos são assintomáticos. Não dá pra esperar os sinais de aviso, portanto, para acompanhar com o médico. “Como a imunidade nos idosos tende a ser mais baixa, deve-se ter cuidado no diagnóstico e no manejo dessas infecções”, pontua o urologista Carlos da Ros, do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. A presença de males como demência e diabetes agrava as coisas lá embaixo também. E senhores e senhoras que usam fralda geriátrica requerem cuidados extras com a higiene, uma vez que são duplamente mais sujeitos à cistite.

    Problema domado

    O que os médicos prescrevem para tratar e controlar infecções urinárias

    Antibióticos

    São o único tratamento quando a cistite já se instalou. O exame de urina acusa a bactéria causadora e norteia a escolha do remédio.

    Hidratação

    Caprichar nos goles de água eleva o volume e a saída de urina, o que ajuda a evitar a multiplicação e instalação dos micróbios.

    Suco de cranberry

    Embora ainda não haja estudos definitivos, médicos recomendam o suco ou cápsulas da frutinha contra infecções de repetição.

    Probióticos

    Alguns produtos e suplementos do gênero equilibram a flora intestinal e auxiliam a combater os micro-organismos por trás da cistite.

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  • A atividade física regular na terceira idade pode ajudar a evitar o encolhimento do cérebro e outros sinais associados à demência, revela um novo
    estudo.

    A pesquisa foi feita pela Universidade de Edimburgo, na Escócia, e analisou dados de 638 pessoas com 70 anos que foram submetidas a exames cerebrais.

    Os resultados mostraram que aqueles que eram fisicamente mais ativos tiveram menor retração do cérebro do que os que não se exercitavam.

    Por outro lado, os que realizavam atividades de estimulação mental e intelectual, como fazer palavras cruzadas, ler um livro ou socializar com os amigos, não tiveram efeitos benéficos em relação ao tamanho do cérebro, constatou o estudo, publicado na revista Neurology.

     

    Deterioração

    A ciência já provou que a estrutura e funcionamento do cérebro se deterioram com o passar dos anos.

    Também são inúmeros os registros na literatura médica de que o cérebro tende a encolher com o envelhecimento.

    Tal encolhimento está ligado a uma perda de memória e das capacidades cerebrais, dizem as pesquisas.

    Os estudos têm mostrado que as atividades sociais, físicas e mentais podem contribuir para a prevenção desta deterioração.

    No entanto, até agora não tinham sido realizados amplas pesquisas com imagens cerebrais para observar essas mudanças na estrutura do cérebro e seu volume.

    Segundo o estudo, que levou três anos para ser concluído, o médico Alan Gow e sua equipe pediram aos participantes que levassem um registro de suas atividades diárias.

    No final desse período, quando completaram 73 anos, os participantes passaram por scanners de ressonância magnética para analisar as mudanças no cérebro.

    Depois de levar em conta fatores como idade, sexo, saúde e inteligência, os resultados mostraram que a atividade física estava “significativamente associada” com a menor atrofia do tecido cerebral.

    “As pessoas de 70 anos que fizeram mais exercício físico, incluindo uma caminhada, várias vezes por semana, apresentaram uma retração menor do cérebro e outros sinais de envelhecimento da massa cerebral do que aqueles que eram menos ativos fisicamente”, exlicou Grow.

    “Além disso, nosso estudo não mostrou nenhum benefício real no tamanho do cérebro com a participação em atividades mental e socialmente estimulantes, como observado por imagens em scanners de ressonância magnética durante os três anos de estudo”, acrescentou.

    Segundo o pesquisador, a atividade física foi também associada a um aumento no volume de massa cinzenta.

    Esta é a parte do cérebro onde se originam as emoções e percepções. Em estudos anteriores, essa região está relacionada à melhora da memória de curto prazo.

    Quando os cientistas analisaram o volume de substância branca, responsáveis pela transmissão de mensagens no cérebro, descobriram que as pessoas fisicamente ativas tinham menos lesões nessa área do que as que se exercitavam menos.

    Causas

    Embora estudos anteriores já tenham mostrado os benefícios do exercício para prevenir ou retardar a demência, ainda não está claro os motivos por que isso acontece.

    Os pesquisadores acreditam que as vantagens da atividade esportiva podem estar ligadas ao aumento do fluxo de oxigênio no sangue e de nutrientes para o cérebro.

    Mas uma outra teoria é que, como o cérebro das pessoas encolhe com a idade, elas tendem a se exercitar menos e, assim, acabam tendo menos benefícios.

    Seja qual for a explicação, dizem os especialistas, os resultados servem para comprovar que o exercício físico é benéficio para a saúde.

    “Este estudo relaciona a atividade física à redução dos sinais de envelhecimento do cérebro, sugerindo que o esporte é uma forma de proteger a nossa saúde cognitiva”, disse Simon Ridley, da entidade Alzheimer’s Research no Reino Unido.

    “Embora não possamos dizer que a atividade física é o fator causal deste estudo, nós sabemos que o exercício na meia idade pode reduzir o risco de demência futura”, acrescentou.

    “Vai ser importante acompanhar tais voluntários para ver se essas características estruturais estão associadas com maior declínio cognitivo nos próximos anos”, disse.

    “Também será necessário mais pesquisas para saber detalhadamente sobre por que a atividade física está tendo esse efeito benéfico”, afirmou.

    Já o professor James Goodwin, da organização Age UK, que financiou a pesquisa, disse: “Este estudo destaca novamente que nunca é tarde para se beneficiar dos exercícios, seja uma simples caminhada para fazer compras ou um passeio no jardim”, concluiu.

    “É crucial que, se o fizermos, permanecer ativo à medida que envelhecem”, acrescenta.

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  • Tratamentos 18.02.2011 1 Comment

    Atividades exigem esforços das redes neurológicas, dos músculos e dos ossos

    Dificuldades para se vestir, ir ao banheiro ou subir escadas. Esse tipo de limitação, típica da terceira idade, pode ser evitada se a pessoa mais velha começar a sair para jantar, conversar com amigos, ir para shows ou fazer viagens. De acordo com um estudo realizado nos Estados Unidos, quanto mais um idoso se envolve em atividades sociais, menores são as chances de ele desenvolver uma deficiência física.

    De acordo com os pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Rush, as atividades sociais sempre foram vistas como uma parte essencial da saúde do idoso. No entanto, os cientistas conseguiram agora fortes evidências científicas dessa relação.

    – As descobertas são importantes porque as atividades sociais são um fator que pode ser modificado para ajudar as pessoas mais velhas a evitar possíveis deficiências.

    O estudo, que será publicado na edição de abril da revista científica Journal of Gerontology, avaliou 954 idosos com idade média de 82 anos. No início do estudo, nenhum deles apresentava qualquer forma de limitação física. Durante a pesquisa, os participantes foram avaliados anualmente, com testes neurológicos e histórico médico.

    A atividade social foi calculada pelo número de vezes em que os participantes foram a restaurantes, a eventos esportivos ou a encontros como bingo, fizeram viagens, trabalho voluntário e atividades da igreja, ou então visitaram amigos e parentes.

    Já para medir o nível de deficiência, os pesquisadores avaliaram se os participantes eram capazes de realizar, sozinhos, as seguintes atividades: alimentar-se, tomar banho, vestir-se, ir ao banheiro e andar por uma pequena sala. Eles ainda foram avaliados sobre sua capacidade de: subir e descer escadas, caminhar por quase 1 km, fazer trabalhos domésticos, usar o telefone, preparar comida e usar remédios.

    Os resultados mostraram que, entre os que tinham uma vida social ativa, as chances de não enfrentar limitações em atividades diárias eram duas vezes menores na comparação com aqueles que realizavam poucas atividades.

    De acordo com o médico Bryan James, um dos autores do estudo, ainda não está muito claro qual é a influência das atividades sociais. No entanto, o pesquisador afirma que, possivelmente, isso ocorre porque as atividades exigem esforços das redes neurológicas, dos músculos e dos ossos.

    – Essas partes do corpo são responsáveis por manter nossa independência funcional.

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  • Doenças, saúde 18.05.2010 1 Comment

    Endocrinologista e profissional de Educação Física alertam sobre os cuidados e destacam como a prática de exercícios pode mudar a qualidade de vida de um idoso.

    Mais do que nunca os idosos estão investindo nos avanços da medicina e em uma vida mais ativa para se manter longe dos problemas que antes eram relacionados à idade. Mas, para se viver a chamada “melhor idade” plenamente, é fundamental a prática de exercícios físicos!

    “Os benefícios de incluir atividades na sua rotina são muitos. Dentre eles, o aumento da densidade de minerais ósseos, o que auxilia no tratamento da osteoporose, por exemplo, e a conquista de mais vitalidade e força para exercer as atividades diárias, como descer e subir escadas, ir ao banheiro sozinho, sentar e levantar”, destaca Patrícia Carneiro, Gerente da A! BodyTech (Unidade Goiânia).

    E as vantagens não param por aí: “Os exercícios físicos ajudam a diminuir a intensidade de doenças cardiovasculares e hipertensão e, ainda, diminuem os riscos de infarto, derrame e diabetes, principalmente para aqueles que já apresentam pré-disposição para a doença. A melhor tática é optar pela combinação de exercícios aeróbicos com os exercícios de força”, completa o Dr. Haroldo Souza, endocrinologista.

    Se para você, os exercícios de força não combinam com este grupo de pessoas, o melhor é se atualizar. “Antigamente, a maioria dos idosos preferia exercícios mais leves, como a hidroginástica. Porém, o que temos percebido é uma migração de grande parte deles para as aulas de musculação, exatamente por indicação médica”, ressalta Patrícia.

    Segundo ela, ainda existe, sim, aquele grupo que prefere os aeróbicos, mas isto já não é uma regra, como acontecia antes: “Elevação da taxa de colesterol, triglicerídeos e ácido úrico, por exemplo, são problemas comuns na terceira de idade que podem ser combatidos apenas com este tipo de atividade. Os prediletos são exercícios na bicicleta e na esteira, a própria hidroginástica e, atualmente, aulas de ritmos, o que inclui a dança de salão”.

    E as melhoras vão além da parte física. “Com a idade, é maior o risco de depressão ou outras doenças causadas por questões emocionais. Ao se manter em plena atividade o idoso consegue espantar este tipo de doença e se mantém em contato com o mundo. Ele cuida da saúde e da mente ao mesmo tempo”, ressalta o Dr. Haroldo.

    Contudo, o Endocrinologista alerta sobre a importância de escolher uma academia que tenha infra-estrutura para este público: “Os idosos demandam uma atenção maior de seus professores. Existe o problema das cargas, que devem ser menores, o monitoramento constante da pressão, dos batimentos cardíacos, enfim, eles exigem uma série de cuidados diferenciados, típicos deste grupo. Se em uma academia normal o número de alunos é 20 por professor, ao se tratar da terceira idade deve ser 4 ou 6 por professor, por exemplo”.

    Por isso, a dica é tentar freqüentar as academias fora de seus horários de pico, aproveitando a flexibilidade de horário que este grupo de pessoas costuma ter, e se cercar de todos os cuidados necessários. “A escolha de profissionais habilitados e competentes é que garantirá que os exercícios surtirão o efeito desejado”, conclui Patrícia.

    Fonte Sua Dieta

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  • Aqueles entre 66 e 83 anos dormem 20 minutos a menos que entre 40 e 55.
    Estes, por sua vez, dormem 23 minutos menos que pessoas entre 20 e 30.

    Idosos em boas condições de saúde precisam dormir menos do que adultos jovens, e mesmo com menos horas de sono têm menos chances de se sentirem cansados ao longo do dia, concluiu um estudo divulgado nesta segunda-feira (1º).

    O tempo dedicado ao sono diminui progressiva e significativamente com a idade, indica o estudo publicado pela SLEEP, órgão oficial da Academia Americana de Medicina do Sono e pela Sociedade de Pesquisas sobre o Sono.

    Por dia, adultos entre 66 e 83 anos dormem cerca de 20 minutos a menos que adultos entre 40 e 55 anos, que por sua vez dormem 23 minutos a menos que adultos jovens (entre 20 e 30 anos), afirmam os autores da pesquisa.

    Os adultos da terceira idade acordam, segundo o trabalho, com mais frequência durante a noite do que os adultos jovens.

    O estudo concluiu que o sono profundo, considerada a fase mais regeneradora do sono, também diminui com a idade.

    No entanto, apesar de adultos mais velhos dormirem menos profundamente e por menos tempo do que os jovens, sua necessidade de descanso ao longo do dia é menor.

    O estudo foi realizado na Clinical Research Center da Universidade de Surrey, no Reino Unido, com 110 adultos sãos sem problemas de sono ou outras doenças específicas.

    Fonte G1

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