• Entre 1990 e 2015, os casos de cegueira no mundo aumentaram de 30,6 milhões para 36 milhões, enquanto o número de portadores de algum tipo de deficiência visual, de moderada a grave, passou pelo significativo crescimento de 36%. Atualmente, 217 milhões de pessoas no mundo inteiro se encontram em situação parecida – e a previsão é de que, até 2050, esse índice chegue a triplicar.

    Mas como podemos cuidar da saúde dos olhos – e, com isso, tentar garantir que não vamos nos tornar parte dessas estatísticas? SAÚDE dá algumas sugestões abaixo.

    1. Não exponha a vista diretamente ao sol – na praia ou na piscina, vá de óculos escuros.

    2. Só use colírios sob prescrição e orientação médica.

    3. Não coce os olhos nem leve as mãos a eles sem uma boa higiene antes.

    4. Pare de fumar – cigarro afeta até a circulação na retina.

    5. Vá ao oftalmo se perceber qualquer alteração no campo visual ou, mesmo sem sintoma algum, faça visitas regulares a partir dos 40.

    6. Pratique atividade física, especialmente ao ar livre.

    7. Navegue no computador e use smartphones com bom senso.

    8. Siga uma alimentação equilibrada e nunca deixe de ingerir fontes de vitamina C (frutas cítricas), luteína (espinafre, milho, gema de ovo…) e ômega-3 (pescados).

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    Concebido por pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, esse programa usa inteligência artificial para identificar quais lesões cutâneas merecem mais atenção dos médicos. O funcionamento é simples: com uma foto, o software consegue detectar se uma mancha ou pinta deve ou não ser investigada.

    Por trás da aparente simplicidade está um time de cientistas que teve de criar um banco de imagens com mais ou menos 130 mil imagens de doenças de pele. Depois disso, mais um desafio: ensinar um sistema criado para diferenciar cachorros e gatos a detectar câncer de pele.

    Sim, o software foi originalmente criado pelo Google para distinguir os rostos de cachorros e gatos — mas essa nova função parece ser bem mais útil. “Em vez de escrever em códigos de computador exatamente o que procurar, nós deixamos que o algoritmo ache sozinho”, explica Andre Esteva, um dos autores da pesquisa, em comunicado.

    Na fase de testes, 21 dermatologistas analisaram 370 fotografias de lesões cancerosas ou não. Eles teriam que dizer quais alterações deveriam seguir para biópsia. Para surpresa dos cientistas, as performances dos médicos e da máquina foram bastante parecidas.

    “O objetivo não é substituir os médicos e nem o diagnóstico. O que estamos replicando é uma espécie das duas primeiras projeções iniciais que um dermatologista pode realizar”, disse Esteva ao jornal The Guardian.

    A máquina, claro, ainda precisa ser aperfeiçoada e testada em outras investigações. No futuro, a meta da equipe é criar um aplicativo para celular com essa inteligência artificial. “Todos vão ter um super computador no bolso, com vários sensores, incluindo câmeras. E se nós pudermos usar isso para detectar o câncer de pele?”, comentou Esteva.

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    Pesquisadores da Imperial College de Londres criaram, a partir de um novo programa, modelos em 3D dos corações de 250 pacientes, que mostram em detalhes como o órgão se contrai a cada batimento. A partir daí, a inteligência artificial do software consegue detectar quais características do músculo cardíaco determinam quando ele vai falhar em até cinco anos.

    De primeira, o desenvolvimento de um dispositivo assim parece meio macabro: não é todo mundo que gostaria de saber quando vai morrer, certo? Mas a proposta aqui é bem diferente — os cientistas querem usar as informações para adotar medidas que, no fim das contas, podem prevenir o piripaque cardíaco.

    Por enquanto, a máquina só foi testada em indivíduos com hipertensão pulmonar, um quadro em que a pressão arterial dos pulmões vai às alturas, sobrecarregando o coração. Se a doença não for descoberta cedo, os pacientes podem morrer em poucos anos.

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    “Nós gostaríamos de desenvolver a tecnologia para que ela seja utilizada em várias condições cardíacas. A meta é ver se as previsões mais acuradas podem orientar o tratamento para que as pessoas vivam mais”, disse Tim Dawes, um dos autores da pesquisa, em um comunicado.

    Se você está se perguntando quão exato o software consegue ser, a resposta é: bastante. Pelo menos para a comunidade médica, a taxa de sucesso de 80% é extremamente elevada — e bem maior que os 60% do antigo método utilizado. Ou seja, a cada cinco voluntários analisados, o novo método acertou o ano de morte em quatro (isso em um período de até cinco anos).

    Para alcançar tamanha precisão, o programa chafurdou, a partir de imagens de ressonância magnética, 30 mil pontos do coração enquanto ele se contraía. Dawes explica: “O computador executa a análise em segundos e simultaneamente interpreta os dados das imagens com exames de sangue e outras investigações. Tudo sem nenhuma intervenção humana. Isso pode ajudar os médicos a darem o tratamento certo, para os pacientes certos, na hora certa”.

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    Trata-se de um manequim de treinamento que, quando visto sob a lente de um aplicativo de tablet, mostra uma imagem em 3D de uma “pessoa real”, com emoções, dores e aparência características de determinadas doenças.

    São gravações variadas, feitas por atores, simulando problemas médicos. O manequim reage então a estímulos provocados pelos estudantes.

    Para Mandy Braislford, palestrante sênior do hospital universitário, isso permite avaliar a técnica usada pelos futuros enfermeiros e médicos – bem como a forma como eles tratam o paciente.

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    Normalmente, eles têm poucos minutos por dia para estar ao lado da criança e vivem uma rotina desgastante, de grande preocupação com a saúde do recém-nascido.

    Amenizar este sofrimento foi o objetivo de três italianos – um engenheiro, um médico e uma empresária do ramo têxtil – ao criar uma roupa com tecido especial capaz de monitorar dados cardíacos, respiratórios e de movimentos de bebês.

    “Isso possibilita uma terapia fundamental: a do contato da pele da mãe com a do filho”, diz Rinaldo Zanini, diretor da maternidade e coordenador médico da unidade de terapia intensiva neonatal do hospital da Província de Lecco, no norte da Itália, em entrevista à BBC Brasil.

    “Ainda temos controle e segurança, mas sem criar uma barreira entre os dois.”

    Fios inteligentes

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    Os dados captados pela roupa são analisados em tablets, computadores ou celulares

    Na verdade, os cabos e sensores ainda estão lá, mas integrados ao tecido. É como se os recém-nascidos “vestissem” os eletrodos.

    Feitos de prata, os fios inteligentes são bons condutores de eletricidade. “Isso garante boa qualidade do sinal para o monitoramento”, afirma pesquisador Giuseppe Andreoni, da Universidade Politécnica de Milão.

    Ao mesmo tempo, os fios têm uma textura semelhante à da malha de algodão e propriedades antibacterianas, evitando alergias no bebê.

    No protótipo final, os fios inteligentes foram incorporados à costura das mangas. “Assim, temos certeza de que sempre estão em contato com a pele”, explica a empresária Alessia Moltani à BBC Brasil.

    Um modem preso à roupa transmite por rede sem fio os dados captados por sensores. As informações podem ser, então, analisadas por computador, tablet ou celular.

    Cura e cuidado

    Assim, tenta-se conciliar a cura com o cuidado.

    O uso do tecido inteligente diminui o impacto psicológico na mãe, que já está sensível pela gravidez encerrada antes da hora.

    Também evita uma terapia incômoda, em que os eletrodos presos à pele do bebê devem ser trocados diariamente.

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    Nos testes, os bebês eram duplamente monitorados, pelo método tradicional e pela roupa. “Cientificamente, chegamos aos mesmos resultados”, diz Zanini. “Mas o novo tratamento é menos estressante e favorece a descida do leite materno”, afirma Zanini.

    Marina Padovan foi uma das mães que aceitou fazer parte da pesquisa. Ela chegou à maternidade para um parto prematuro com 32 semanas de gravidez. Seu filho nasceu com 1,340 quilos e ficou um mês e meio no hospital.

    “Era difícil ver meu filho com todos aqueles tubos e fios. Pedia ajuda à enfermeira a cada amamentação”, diz ela, que, por isso, decidiu testar o protótipo da roupa inteligente. “Era melhor ter ele monitorado, mas no meu colo, sem precisar da ajuda de ninguém.”

    ‘Start-up’

    Há dez anos, a ciência estuda diferentes aplicações desses tecidos eletrônicos. Seu uso em roupas de bebês é o mais novo passo deste tipo de tecnologia, que poderá ser usada também para monitorar idosos no futuro.

    O projeto nasceu há cerca de quatro anos, como uma pequena empresa, ou “start up”, na Universidade de Milão. A Comftech hoje faz parte de um grupo seleto de oito empresas da União Europeia que integram o programa do Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia, dedicado à saúde e prevenção de doenças.

    Segundos dados oficiais, nascem cerca de 40 mil bebês prematuros a cada ano na Itália, o que representa cerca de 7% do total de partos. Nestes casos, a roupa oferece um tratamento mais humanizado.

    No entanto, seu uso caseiro requer atenção. “Não é um instrumento genérico para dar uma falsa sensação de segurança aos pais”, alerta Zanini. “A roupa revela situações de crise e perigo, mas é necessário também ensinar a eles a como reagir numa emergência assim.”

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  • Tecnologia desenvolvida na Universidade Brown, Estados Unidos, classifica cada som do choro, dando pistas sobre o que pode estar por trás dele

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    Para os pais, o choro de um bebê pode ser sinal de fome, sono, dor ou desconforto. Os cientistas, no entanto, acreditam que variações acústicas do choro, imperceptíveis ao ouvido humano, podem carregar importantes informações sobre possíveis problemas de saúde ou de desenvolvimento do bebê, como distúrbios neurológicos, por exemplo. Uma ferramenta desenvolvida nos Estados Unidos pode ajudar os médicos a detectar doenças nas crianças cada vez mais cedo, ustamente por que analisa as características do choro.

    “Há muitas condições que podem se manifestar nos diferentes sons do choro. Por exemplo: traumas de nascimento, lesão cerebral decorrente de problema na gravidez ou parto e problemas médicos em bebês prematuros. A análise do choro pode ser um meio não invasivo de medir esses problemas em bebês muito pequenos”, disse Stephen Sheinkopf, professor de psiquiatria da Universidade Brown, nos Estados Unidos, e coordenador do estudo, em comunicado divulgado nesta sexta-feira.

    Decifrando o choro — Para desenvolver a ferramenta, que é um programa de computador, Sheinkopf contou com a colaboração de especialistas da Faculdade de Engenharia e do Hospital Infantil e da Mulher, ambos da Universidade Brown. Após dois anos de estudo, a equipe criou um sistema automático que funciona em duas etapas. Na primeira fase, a ferramenta grava o choro do bebê, divide o áudio em pequenas partes de 12,5 milissegundos – cada milissegundo corresponde a um milésimo de segundo — e analisa esses trechos individualmente sob vários aspectos, como por exemplo, frequência e volume da voz.

    A segunda etapa da ferramenta realiza outra análise do som do choro do bebê, mas, desta vez, de uma maneira mais ampla, diferenciando os sons como um grito individual, momentos de silêncio, sons mais longos ou mais curtos. Ao todo, o sistema contém 80 classificações diferentes, cada uma capaz de dar uma ‘pista’ sobre a saúde da criança.

    “A ideia é que o grito do choro possa ser uma janela para o cérebro”, diz Barry Lester, diretor do Centro para Estudo da Criança em Risco do Hospital Infantil e da Mulher e um dos colaboradores da pesquisa. Segundo Lester, problemas neurológicos no bebê podem controlar as suas cordas vocais, e essas pequenas diferenças se manifestam em alterações no som e na frequência do choro. “A detecção precoce de problemas do desenvolvimento é fundamental e pode levar a descobertas sobre as causas desses distúrbios e de novas intervenções para prevenir ou reduzir a gravidade de doenças”, diz.

    A equipe responsável pela ferramenta planeja disponibilizar o sistema para pesquisadores de todo o mundo, além de continuar realizando outros estudos na própria Universidade Brown com base na tecnologia. Sheinkopf, por exemplo, pretende estudar de que forma essa ferramenta pode dar pistas sobre a relação entre choro e autismo.

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  • Sensor aumenta precisão na detecção de vírus em até 10 mil vezes.
    Custo de chip é de US$ 0,40, de acordo com pesquisadores.

    Cientistas das universidades de Waseda, Tóquio e Hokkaido, as três do Japão, desenvolveram um chip que é capaz de detectar o vírus da gripe com uma precisão até 10 mil vezes maior que os meios tradicionais de diagnóstico.

    Um sensor, instalado no chip, possibilita aos usuários saber se o vírus relacionado com a gripe está em seu corpo apenas com a análise da mucosa. A tecnologia permite a identificação da doença em apenas dez minutos e é capaz de detectar até 15 diferentes cepas da gripe a partir de uma pequena amostra de fluido nasal, mais especificamente com apenas uma gota.

    De acordo com a equipe de cientistas, a tecnologia pode ajudar a diminuir o potencial de propagação da gripe, que é facilmente transmitida entre pessoas. Os pesquisadores esperam comercializar esses sensores para centros médicos e clínicas particulares em até cinco anos. A estimativa de preço de produção para cada chip é de US$ 0,40, segundo os cientistas.

    A gripe é uma doença grave, contagiosa, causada pelos vírus influenza (A, B ou C). O resfriado é menos agressivo e de menor duração, causado por um rinovírus (com seus vários tipos).

    Os sintomas da gripe muitas vezes são semelhantes aos do resfriado, que se caracterizam pelo comprometimento das vias aéreas superiores (congestão nasal e coriza), tosse, rouquidão, febre, mal-estar, dor de cabeça e no corpo. Mas, enquanto a gripe pode deixar a pessoa de cama, o resfriado geralmente não passa de tosse e coriza.

    A transmissão ocorre quando as secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada são transmitidas para outra por meio da fala, da tosse, do espirro ou pelo toque, levando o agente infeccioso direto à boca, olhos e nariz do receptor.

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  • galaxy-s4-monitorando-sua-glicoseA Samsung pode estar apostando na interação entre tecnologia e saúde para seu novo Galaxy S4, que será apresentado pela empresa no próximo dia 14. Segundo o site coreano Daum, o novo aparelho top de linha da empresa vai ser capaz de coletar dados sobre a condição física do usuário com a ajuda de acessórios interligados.

    Não é a primeira vez que a companhia coreana une tecnologia móvel e saúde em um de seus aparelhos. O Galaxy S3, grande sucesso de 2012, possui um aplicativo que permite a integração do smartphone com aparelhos de medição de pressão e nível de glicose, por exemplo. A funcionalidade, no entanto, era restrita à versão do aparelho de alguns países.

    De acordo com o Daum, porém, todos as versões do Galaxy S4 contariam com a função médica, sendo que os acessórios para a medição da saúde do usuário seriam oferecidos para venda juntos ou separados do aparelho. A fonte ainda afirma que este será o grande diferencial do modelo.

    Espera-se que o mesmo princípio de integração entre dispositivos móveis e tecnologia também seja encontrado no Altius, o relógio inteligente que está sendo desenvolvido pela empresa para concorrer com o iWatch, da Apple.

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  • Cientistas da Universidade Heriot-Watt, no Reino Unido, desenvolveram um processo de impressão 3D utilizando células-tronco humanas.

    A tecnologia pode abrir caminho para criar tecidos humanos tridimensionais em laboratório para transplantes e testes, eliminando a necessidade de doação de órgãos e o problema da rejeição entre pacientes.

    O pesquisador Will Shu e seus colegas utilizaram uma impressora com “método de válvula”, que depositou um líquido contendo células-tronco embrionárias cultivadas em laboratório. As células foram expelidas com um minúsculo jato de ar e o fluxo foi controlado pela abertura e o fechamento de uma microválvula.

    As células vivas foram impressas em uma placa de petri e se agregaram e formaram uma esfera minúscula.

    “Esta é a primeira vez que essas células 3D foram impressas. A técnica nos permite criar modelos mais precisos de tecidos humanos que são essenciais para o desenvolvimento e testes da toxicidade de drogas in vitro. Como a maioria de descoberta de drogas tem como alvo as doenças humanas, faz sentido usar tecidos humanos. Em longo prazo, prevemos que a tecnologia permita criar órgãos viáveis em 3D para implantação médica a partir de células do próprio paciente, eliminando a necessidade de doação de órgãos, a supressão imunológica e que o problema da rejeição de transplante”, afirma Shu.

    As células-tronco embrionárias humanas podem se replicar e dar origem a qualquer tipo de célula do corpo humano. Elas são apontadas como fontes de tecidos substitutos, reparando quase tudo, de corações a pulmões defeituosos a lesões na espinha.

    Os cientistas testaram previamente a impressão tridimensional, que usa tecnologia de jato de tinta, com outros tipos de células, inclusive as células-tronco adultas. Mas, até então, as células-tronco embrionárias, que são mais versáteis do que células maduras, demonstraram ser muito frágeis.

    Segundo os pesquisadores, as células-tronco embrionárias impressas mantiveram sua pluripotência, ou seja, a habilidade de se diferenciar e formar qualquer outro tipo de célula.

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  • Médico e Ph.D. em Ciências da Computação, o cientista-chefe da divisão de pesquisa e desenvolvimento da IBM no Brasil, Fábio Gandour, diz que o uso intensivo de chips nas roupas, mobiliários e até no banheiro vai gerar informações suficientes para que cada pessoa possa monitorar em detalhes o funcionamento de sua saúde.

    Após acompanhar as Olimpíadas de Londres, na Inglaterra, e ver as inovações das delegações esportivas, Gandour afirma que nos próximos quatro anos será possível ver uma transformação radical do método de treinamento de atletas de alta performance e monitoramento da saúde de pacientes por meio do uso de chips no corpo humano.

    Como o uso de sensores poderá influenciar o esporte e a saúde das pessoas? O uso de chips que medem deslocamento, velocidade, temperatura e até o volume de líquido perdido por um esportista poderão gerar dados, em tempo real, para análise das comissões técnicas. Na prática, o treinador poderá ver por meio de informações geradas por uma pulseira ou um tênis com sensores quais atletas estão mais desgastados, quem está se esforçando menos e usar isso para tomar decisões táticas, como uma substituição ou mudança de estratégia num jogo. Já para a pessoa comum, esses chips permitirão um cuidado mais detalhado de seus treinamentos e até uma troca mais intensa de informações com seu professor ou orientador. Um médico poderá, por exemplo, receber os dados de um paciente em seu celular e recomendar um ajuste na atividade física, por exemplo.

    Será possível fazer exames de sangue e urina sem ir a um laboratório?

    No caso de uma coleta de sangue, ainda estamos distantes de automatizar isso, mas para o exame de urina isso é totalmente possível. Nós podemos criar, por exemplo, um vaso sanitário com chips capazes de medir o volume de urina expelido por uma pessoa e até analisar a qualidade daquela urina, identificando se ela está rica em determinada substância e pobre em outra. O vaso inteligente poderia, por exemplo, reconhecer as pessoas em função de sua altura ou peso. Assim, numa casa, um vaso usado por 4 pessoas, por exemplo, conseguiria registrar exatamente qual resíduo é de cada usuário e enviar relatórios para serviços de computação em nuvem.

    O que falta para isto se tornar possível?

    Falta alguém que invista para criar esse produto, pois as tecnologias para viabilizar isso já existem todas. Há muitos aspectos técnicos e morais a serem debatidos, pois algumas pessoas podem se sentir ofendidas por serem monitoradas o tempo todo, até no banheiro. Mas, sem dúvidas, quando isso acontecer haverá um incremento muito grande na prevenção de doenças. Enfermidades que podem ser descobertas com exames simples serão detectadas precocemente, aumentando em muito as chances de cura.

    Essas tecnologias devem aparecer primeiro nos esportes de alto rendimento?

    Sim, o natural é que equipes esportivas tentem tirar vantagem destas inovações para treinar atletas com performance superior. Se você monitora o desgaste físico, o nível de força usado num movimento, a temperatura do corpo de um atleta, então você terá mais insumos para tomar decisões melhores sobre quando é hora do atleta descansar ou quando deve haver um reforço na musculação ou no treino aeróbico. Os esportes mais ricos, como basquete ou futebol, poderão puxar esta inovação. Com o tempo, isso deve chegar também ao usuário comum.

    A tecnologia poderá prolongar a vida humana até qual limite?

    Não temos essa resposta. É evidente que mais dia menos dia todos nós vamos morrer, mas podemos ampliar a longevidade humana e, mais do que isso, a qualidade de vida das pessoas, evitando que adoeçam ou comprometam sua saúde por não perceberem a evolução de enfermidades assintomáticas. O monitoramento digital do corpo humano certamente salvará muitas vidas.

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