• A ascensão dos chamados nutricosméticos reforça a importância da alimentação saudável. Afinal, essas cápsulas e sachês que prometem rejuvenescer a pele, fortalecer as unhas e dar brilho ao cabelo são, na verdade, extratos superconcentrados de nutrientes encontrados em produtos de origem animal e vegetal. Confira a ficha completa dos ativos campeões de audiência:

    Colágeno

    Na alimentação

    Tutano bovino e algas

    Função

    Atua na formação e na renovação das fibras de sustentação da pele

    Benefícios

    Redução da flacidez e prevenção de estrias

    Biotina

    Na alimentação

    Gema de ovo e castanhas

    Função

    A vitamina auxilia na síntese da queratina, uma proteína

    Benefícios

    Cabelos e unhas mais bonitos e saudáveis

    Vitamina C

    Na alimentação

    Frutas cítricas

    Função

    Neutraliza os efeitos nocivos dos radicais livres no organismo

    Benefícios

    Controle do envelhecimento precoce

    Ômega-3

    Na alimentação

    Peixes e linhaça

    Função

    Combate processos inflamatórios e estimula a produção de elastina

    Benefícios

    Melhora o aspecto e o grau da celulite

    Resveratrol

    Na alimentação

    Uva

    Função

    Antioxidante, defende as células, mantendo-as em bom estado

    Benefícios

    Controle do envelhecimento precoce

    Silício orgânico

    Na alimentação

    Aveia e leguminosas

    Função

    Contribui, entre outras coisas, para a fabricação de queratina

    Benefícios

    Cabelos e unhas mais bonitos e saudáveis

    Betacaroteno

    Na alimentação

    Alimentos alaranjados

    Função

    Colore os queratinócitos, células que compõem a epiderme

    Benefícios

    Reforço no bronzeado e combate a manchas

    Ácido hialurônico

    Na alimentação

    Carnes com pele e osso

    Função

    Recruta e ajuda a preservar a água ingerida no tecido dérmico

    Benefícios

    Hidratação profunda e prolongada da pele

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  • Muito em breve, extratos feitos de nutrientes originalmente encontrados em certos alimentos estarão literalmente na boca do povo — pelo menos daquela parcela mais vaidosa. É o que apontam pesquisas de mercado, como a Transparency Market Research, cuja previsão é a de que o segmento dos chamados nutricosméticos cresça 5% em nível mundial em comparação ao ano passado, ultrapassando a marca de 7 bilhões de dólares até 2025.

    O apelo justifica a demanda. Quem não gostaria de manter uma pele jovem e bronzeada tomando alguns comprimidos ou dissolvendo um sachê em água? “O problema é que muita gente encara esse recurso como um substituto para a boa alimentação e outros hábitos importantes”, pondera a dermatologista Betina Stefanello, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, no Rio de Janeiro.

    Veja o caso da exposição ao sol: raios ultravioleta potencializam a liberação de radicais livres, moléculas que fazem os sinais da idade aparecerem antes do tempo. Logo, o poder antioxidante do betacaroteno, responsável pela cor alaranjada da cenoura, da abóbora e do mamão, é muito bem-vindo.

    Só que nem mesmo uma montanha dessa substância — já disponível em cápsulas — seria capaz de criar uma barreira fotoprotetora sobre o corpo. Ou seja, não dá para abdicar do filtro solar. “São mecanismos de ação diferentes, que devem se complementar”, avisa o farmacêutico Emiro Khury, consultor técnico da Associação Brasileira de Cosmetologia, na capital paulista.

    Também é preciso acertar na dose. Pesquisas indicam que a suplementação de colágeno só faz diferença na cútis em níveis diários superiores a 5 gramas. “Considerando que uma cápsula possui, no máximo, 0,5 grama dessa proteína, o ideal é investir na versão em pó. Uma colher de sopa tem cerca de 10 gramas”, recomenda a farmacêutica Janete Grippa, professora da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.

    Foi essa quantidade de colágeno que 60 voluntárias de 45 a 60 anos foram convidadas a ingerir, todos os dias, em um estudo da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Resultado: três meses depois, a suplementação não só se equiparou aos cremes indicados para estrias na melhora da elasticidade como se mostrou mais eficiente que os cosméticos anti-idade frente à flacidez.

    Em outro experimento brasileiro, foram testados suplementos diários de colágeno (5 gramas) e de vitamina C (1 grama), além de sessões semanais de radiofrequência, aparelho que estimula a produção de certas proteínas. “Separamos 40 participantes em quatro turmas. E o grupo que aliou as três alternativas obteve mais benefícios”, conta a fisioterapeuta Patrícia Froes, autora do trabalho e professora da Universidade Potiguar, em Natal (RN).

    Sendo assim, por que não abandonar os cremes e focar nas cápsulas de colágeno, por exemplo? “Ao cair no sistema digestório, ele é quebrado em diversos aminoácidos, que serão direcionados de acordo com as necessidades do organismo”, explica a nutróloga Letícia Fontes, membro da Associação Brasileira de Nutrologia, em São Paulo.

    Então, não dá para afirmar que consumir essa substância favorecerá a pele em vez de outro órgão e tecido. “Melhor dar preferência a alimentos ricos em vitamina C, que contribuem para a formação natural de colágeno”, completa a nutricionista Ceres Della Lucia, da Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais.

    Quanto aos demais tipos de nutricosméticos, vale recapitular: utilizá-los não exclui a necessidade de outros cuidados. E eles devem começar antes de as primeiras rugas ameaçarem apontar. Dietas restritivas e cardápios cheios de gordura e açúcar cobram um preço caro à aparência. “Há evidências de que a insônia e o estresse também são prejudiciais nesse sentido, já que levam a alterações hormonais”, destaca o endocrinologista Renato Zilli, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

    Uma análise conduzida por cientistas da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, chegou a escancarar os efeitos negativos de alguns fatores do cotidiano na beleza. Uma noite de privação de sono, uma entrevista de emprego no dia seguinte e a prática de atividades físicas intensas provocaram, em 46 mulheres, redução da capacidade de recuperação da pele ou aumento da atividade inflamatória. Um combo que atrapalha mesmo a relação com o espelho.

    Tem mais um detalhe para garantir que o investimento nos nutricosméticos valerá a pena. “É fundamental passar pela avaliação de um profissional”, diz o gastroenterologista Guilherme Andrade, do Hospital 9 de Julho, na capital paulista. “Tanto para confirmar se há necessidade de recorrer a esses produtos quanto para ter certeza de que o organismo absorverá bem seus nutrientes”, completa. No fim das contas, as pílulas só funcionam se você cumprir sua parte. Sozinhas, elas não conseguem duelar com o relógio.

    As diferenças entre nutricosméticos, nutracêuticos e cosmecêuticos

    Cosmecêuticos

    Falamos de cremes, loções, pomadas e outros itens de uso tópico, isto é, externo. Voltados para casos que demandam maior atenção, como acne e celulite severas.

    Nutracêuticos

    São suplementos que dão ênfase à saúde em geral. Aliados de quem comete deslizes na alimentação, podem dar força na prevenção de doenças e na melhora da disposição.

    Nutricosméticos

    Aqui, o foco é puramente estético. No entanto, lançar mão desses produtos de uso oral (em cápsulas, sachês…) às vezes repercute em outras áreas do organismo.

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  • foto-imagem-suplementos-de-calcio-ameacam-o-coracao

    A fama do cálcio em fortalecer os ossos é notória – e, diga-se, real. Mas, segundo estudos que têm pipocado por aí, a melhor forma de garantir boas doses do nutriente é por meio da comida. É que as cápsulas, que seduzem pela praticidade, andam em baixa entre os cientistas. Em muitos trabalhos, elas se mostram perigosas para o coração.

    A pesquisa mais recente nessa seara foi feita por uma equipe da Johns Hopkins Medicine, nos Estados Unidos, e publicada no Jornal da Associação Americana do Coração. Depois de analisar exames feitos em 10 anos por mais de 2 700 pessoas, os experts concluíram que ingerir o cálcio por meio de suplementos pode elevar o risco de formação de placas nas artérias e, portanto, culminar em danos ao coração. Em material divulgado pela instituição, eles frisam que essa relação não foi observada quando o nutriente entrava no corpo por meio dos alimentos — vale lembrar que leite e derivados são os grandes fornecedores de cálcio na dieta.

    Apesar de os cientistas ressaltarem que o trabalho apenas registra uma associação entre o uso dessas cápsulas e maior risco de aterosclerose (ou seja, não chega a cravar uma relação de causa e efeito), eles afirmam que um número cada vez maior de evidências aponta para o potencial perigo desses produtos. Por isso, pedem que as pessoas consultem um médico antes de investir nas cápsulas — como se sabe, elas podem ser compradas sem prescrição em farmácias.

    Os motivos por trás da desconfiança
    Segundo o coautor do trabalho, o nutricionista John Anderson, professor da americana UNC Gillings School of Global Public Heatlh, estudos anteriores haviam demonstrado que, especialmente em pessoas mais velhas, o cálcio dos suplementos não chega completamente até o esqueleto nem é eliminado pela urina. “Então, ele provavelmente estava se acumulando nos tecidos moles do corpo”, raciocinou o especialista. Os cientistas também já sabiam que, à medida que envelhecemos, as placas à base de cálcio tendem a se acumular na aorta e em outras artérias, impedindo o fluxo sanguíneo — o que aumenta o risco de um evento cardíaco.

    O cálcio não pode sobrar, mas também não é para faltar
    Dentro das quantidades indicadas (em geral, 1 000 miligramas por dia para adultos), o cálcio continua imprescindível para o organismo. Além de proteger o esqueleto, ele tem se mostrado essencial à musculatura, à transmissão de impulsos nervosos e até à perda de peso. O grande problema dos suplementos é que eles fornecem uma quantidade exagerada da substância — e de uma tacada só. Por meio da dieta, no entanto, o mineral é absorvido de maneira mais fracionada. Fora que os alimentos ofertam tantos outros nutrientes.

    Onde encontrar o bendito cálcio
    Um copo de 200 mililitros de leite oferta 250 miligramas, o que equivale a ¼ das recomendações diárias. Se quiser apostar no queijo minas, 100 gramas têm 685 miligramas do mineral. Outros derivados do leite, como o iogurte, são igualmente bem-vindos. Brócolis, espinafre e cereais também contêm doses apreciáveis.

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  • O whey protein está na moda, muitos esportistas tem o hábito de tomar, mas muitas pessoas não sabem como e porque utilizá-lo. Esse suplemento alimentar pode ser consumido sem restrições por quem possui intolerância à lactose ou alergia às proteínas do leite?

    A atividade física tem feito parte da vida de milhões de brasileiros que se preocupam com a boa forma e qualidade de vida. O verão está chegando e com ele as academias são invadidas por mais pessoas querendo malhar, adquirir massa muscular e perder aqueles quilinhos extras.

    Os suplementos alimentares tem sido cada vez mais adotados nas academias e o whey protein é um dos campeões de vendas. Esse suplemento é a proteína do soro do leite extraída durante a transformação do leite em queijo. Daí seu significado: whey (soro do leite) protein (proteína). Essa proteína pode ser utilizada por atletas que necessitem repor a perda protéica durante o treino e para quem quer emagrecer, sem perder massa muscular.

    Excelente fonte de aminoácidos essenciais, sem adição de gorduras, o whey protein promove maior retenção de nitrogênio (fator de crescimento muscular), é rico em antioxidantes, e fortalece o sistema imunológico reduzindo os sintomas de overtraining (fadiga pelo treinamento extensivo).
    O whey, por ser de alta absorção, pode ser ingerido logo após o treino ou ao acordar, pois durante o sono ficamos um longo tempo sem nos alimentar levando ao catabolismo (“queima” dos nutrientes).

    Existem dois tipos principais desse suplemento, sendo que a diferença é o processo que o whey vai sofrer. Encontramos o tipo concentrado e o isolado. O tipo isolado (90-98% de proteína) possui uma melhor qualidade, contendo menos gordura e mais proteína do que o concentrado (em torno de 20% de proteína).

    Os pacientes com intolerância a lactose podem utilizar preferencialmente a proteína isolada. Cada indivíduo apresenta um grau de tolerância a lactose e essa deve ser respeitada evitando maiores desconfortos. A proteína isolada contém uma quantidade muito pequena de lactose ou por vezes indetectável, sendo uma boa notícia a esses pacientes. Já quem apresenta alergia à proteína do leite de vaca não deve consumir nenhum tipo de whey, pois os sintomas podem ser agravados.

    Dica para o whey ser uma refeição completa após o treino: faça a diluição completa do whey em água (se você for intolerante a lactose, também poderá diluir no leite com baixo teor de lactose), adicione uma fruta de sua preferência e incremente sua vitamina com aveia (1-2 colheres de sopa). Sua vitamina fica muito mais rica e equilibrada, garantindo sua reposição de energia e proteína.
    Antes de consumir qualquer tipo de suplementos alimentares, procure sempre um nutricionista.

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