• foto-imagem-problemas-com-sono

    Ficar se revirando na cama e lutando para dormir é um sentimento familiar para muitos.

    A dificuldade pode estar em adormecer ou em manter o sono. De qualquer maneira, todos sabemos o esforço que fazer as atividades do dia demanda quando não temos uma boa noite de sono. Aqui estão cinco coisas comuns que impedem muitos de nós de descansar o quanto precisamos.

    1) Barulho e desconforto
    Podemos nos sentir sonolentos quando começamos a adormecer, mas nosso cérebro ainda está ativo. Por isso, ruídos ou desconforto podem nos perturbar.

    À medida que entramos em um sono leve, uma área do cérebro chamada hipotálamo começa a bloquear o fluxo de informações de nossos sentidos para o resto do cérebro. Mas ainda deixa passar ruídos, que precisam ser capazes de nos acordar.

    Após cerca de meia hora de sono leve, a maioria de nós entra em um tipo de sono profundo chamado de sono de ondas lentas. Nosso cérebro fica menos sensível e torna-se muito mais difícil ser acordado. Mas algumas coisas sempre irão passar – como os nossos nomes sendo chamados em voz alta.

    Perder partes do nosso ciclo de sono habitual reduz a qualidade e a quantidade de sono.

    2) Rotinas irregulares
    Todos nós temos um relógio biológico interno que nos diz quando estamos cansados. Ela ajuda a sincronizar milhares de células em nosso corpo a um ciclo de 24 horas chamado de ritmo circadiano.

    O principal sincronizador para o nosso relógio biológico é a luz. Nossos olhos reagem à luz e ao escuro mesmo quando nossas pálpebras estão fechadas.

    A luz do dia faz com que o cérebro reduza a produção do hormônio do sono melatonina. Isso faz com que as pessoas se sintam mais alertas.

    Se dormimos menos durante a noite – por ir para a cama tarde ou acordar cedo -, é improvável que tenhamos o tempo de sono profundo que precisamos.

    Fechar as cortinas para bloquear totalmente a entrada de luz do sol ajuda a melhorar a qualidade do sono.

    3) Temperatura errada
    Nossa temperatura corporal normalmente cai meio grau quando estamos dormindo. Assim, quando o sono se aproxima, nosso relógio biológico faz os vasos sanguíneos em nossas mãos, rosto e pés se dilatarem para perder calor.

    Mas, quando está muito frio, ficamos inquietos e temos dificuldade para dormir. Ou, se os nossos quartos ou edredons são muito quentes, nossos corpos não conseguem perder calor, o que também pode causar inquietação.

    4) Comida e bebida
    Podemos ter problemas para dormir depois de consumir alimentos e bebidas que agem como estimulantes.

    Cafeína
    Bebidas ricas em cafeína podem tornar mais difícil adormecer e interferir em nosso sono profundo. A cafeína pode ficar em nosso sistema por muitas horas. Por isso, a nossa qualidade de sono pode ser afetada pelas bebidas com cafeína que consumimos ao longo do dia.

    Álcool
    Durante uma noite, geralmente temos de seis a sete ciclos de REM (movimento rápido dos olhos) do sono, durante o qual nossos cérebros processam a informação que absorvemos durante o dia. Isto faz com que nos sintamos revigorados. Mas uma noite de bebedeira significa, normalmente, que teremos apenas um ou dois ciclos e acordaremos cansados.

    Comida
    Alimentos que contêm uma substância química chamada tiramina – como bacon, queijo, nozes e vinho tinto – podem nos manter acordados durante a noite. Isto acontece porque a tiramina provoca a liberação de noradrenalina, um estimulante cerebral.

    Refeições ricas em carboidratos iniciam uma cadeia de reações que faz com que sintamos sono. Quando são digeridos, os carboidratos liberam insulina, que ajudam o triptofano a entrar no cérebro. Ali, ele se transforma em seratonina, que provoca sono.

    Comer proteínas tem o efeito oposto. Elas se transformam em aminoácidos, que reduzem a quantidade de triptofano no cérebro. Dessa forma, menos seratonina é produzida, o que nos faz ficar mais alertas.

    5) Mente ocupada
    O estresse é um inimigo do sono. Na cama, nossa mente fica livre para passear – e ansiedade a respeito do sono só piora a situação.

    É difícil manter a noção do tempo quando você está deitado no escuro tentando dormir. As pessoas muitas vezes adormecem e acordam novamente, mas acham que ficaram o tempo todo acordadas. Isto leva ao sono fragmentado, com muito menos tempo gasto nos importantes estágios de sono profundo.

    Especialistas em sono recomendam que as pessoas com este problema se levantem e façam uma atividade que distraia a mente de preocupações – como um quebra-cabeça – antes de tentar dormir novamente.

    Por que a falta de sono é ruim para você?

    Um em cada três pessoas sofrem com noites mal dormidas. Veja quatro coisas que podem acontecer se você não descansar o suficiente.

    1) Resfriados ou gripes
    Pouco sono pode atrapalhar seu sistema imunológico, tornando-se mais difícil combater doenças como a gripe. Ela também pode aumentar o tempo de recuperação de uma doença.

    2) Ganho de peso
    Acredita-se que a falta de sono estimula o ganho de peso. Cientistas afirmam que dormir mal aumenta o apetite ao elevar os níveis de hormônios relacionados à fome.

    3) Depressão
    Muitas vezes, ficamos irritados após uma noite de sono ruim. A privação de sono por um tempo prolongado pode levar a desordens de longo prazo, como depressão e ansiedade.

    4) Redução da fertilidade
    Acredita-se que a falta de sono pode tornar mais díficil conceber um bebê, ao reduzir a liberação de hormônios de reprodução.

    Tags: , , , , ,

  • foto-imagem-mulher-cheirando-flores

    Em uma experiência da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, 15 voluntários tinham que ficar observando imagens na tela de um computador.
    Em certas fotografias, os experts liberavam odores específicos no ar ? como o perfume de rosas ou menta ? e no mesmo instante davam um leve choque nos indivíduos.

    Com o tempo, só de ver as imagens que antes foram identificadas com a sensação dolorosa, os participantes começavam a suar, sinal visível de medo. Depois, eles foram dormir e, sem saber, inalaram aqueles mesmos cheiros ligados ao sentimento de terror.

    No dia seguinte, ao olhar para as fotos novamente, os sujeitos se mostravam menos ansiosos. Os cientistas acreditam que a exposição gradual e inconsciente ao estímulo que gera receio ? no caso, os odores ? é um jeito eficaz de contorná-lo. ?Precisamos de outros trabalhos para entender melhor os mecanismos, mas existe uma possibilidade de que isso vire um estratégia contra fobias daqui a algum tempo?, ressalta Katherina Hauner, líder do trabalho.

    Efeitos comprovados da aromaterapia

    Outros achados atestam que a terapia com plantas aromáticas, ricas em óleos essenciais, tem ação contra micróbios e inflamações. ?Novos estudos ainda legitimam sua propriedade calmante?, diz a fisioterapeuta Cassandra Lyra, do Centro Universitário Unifieo, em São Paulo.

    Tags: , , , , , , ,

  • melhorar-o-sono-pode-deter-declinio-da-memoria-diz-estudo

    Melhorar o sono pode deter declínio da memória, diz estudo

    Um estudo divulgado na publicação científica Nature Neuroscience sugere que ter um bom sono pode reduzir a deterioração da nossa memória à medida que envelhecemos.

    Até antes da pesquisa, os cientistas já sabiam que tanto o cérebro quanto o corpo sofrem desgaste com o tempo, mas não se sabia ao certo se as mudanças no cérebro, sono e memória eram sinais distintos do envelhecimento ou se haveria uma conexão profunda entre eles.

    Mas a pesquisa, feita por cientistas da University of California, Berkeley, indicam que mudanças que ocorrem no cérebro com a idade prejudicam a qualidade do sono profundo, o que, por sua vez, diminui a capacidade do cérebro de aprender e armazenar memória.

    Com base nessas conclusões, a equipe pretende agora testar formas de melhorar o sono para interromper o declínio da memória.

    Experimentos

    Trabalhando com um grupo de 36 voluntários – metade dos quais com idade em torno de 20 anos e outra metade com cerca de 70 anos – os especialistas fizeram uma série de experimentos.

    Primeiro, a equipe constatou que era capaz de prever a quantidade de sono profundo (o chamado sono de ondas lentas) que o participante teria com base nas condições de preservação de uma região do seu cérebro chamada córtex pré-frontal médio.

    Essa parte do cérebro é essencial para que a pessoa consiga entrar no estágio de sono profundo, mas com a idade ela tende a se deteriorar.

    Em seguida, os especialistas demonstraram que a quantidade de sono profundo podia ser usada para prever quão bem as pessoas se sairiam em testes de memória.

    Os pacientes jovens, que conseguiam obter sono de boa qualidade em abundância, tiveram melhor desempenho nos testes do que os participantes mais velhos, cujo sono tinha qualidade inferior.

    Matthew Walk, um dos pesquisadores envolvidos no estudo, disse à BBC que, “vista em conjunto, a deterioração do cérebro leva à deterioração do sono que produz a deterioração da memória (geralmente solidificada na fase de sono REM, ou de movimentos rápidos dos olhos)”.

    “O sono de ondas lentas é muito importante para solidificar novas memórias que você aprendeu recentemente. É como clicar o botão ‘salvar’ (no computador)”, ele explicou.

    A equipe disse não ser capaz de restaurar a região do cérebro desgastada pela idade, mas espera que algo possa ser feito em relação ao sono.

    Por exemplo, é possível melhorar a qualidade do sono estimulando a região certa do cérebro com eletricidade durante a noite, os especialistas explicaram.

    Estudos demonstraram que essa técnica pode melhorar o desempenho da memória em jovens. Agora, os pesquisadores querem iniciar testes também com pacientes mais velhos.

    “Você não precisa restaurar as células do cérebro para restaurar o sono”, disse Walker. Ele disse que a técnica é uma forma de fazer o sistema “pegar no tranco”.

    Demência

    Em pacientes com demência, os sintomas associados à morte das células do cérebro – como sono ruim e perda de memória – são muito piores do que no envelhecimento normal.

    Alguns estudos sugerem que exista um vínculo entre sono e demência. Um relatório divulgado na publicação científica Science Translational Medicine apontou para a possibilidade de que problemas de sono sejam um dos primeiros sinais do Mal de Alzheimer.

    O médico Simon Ridley, da entidade beneficente Alzheimer’s Research UK, disse que são necessários mais estudos para confirmar ou não essa conexão.

    “Cada vez mais evidências vinculam alterações no sono a problemas de memória e demência, mas não está claro se essas mudanças seriam uma causa ou consequência”.

    “As pessoas estudadas aqui foram monitoradas por um período muito curto e o próximo passo poderia ser investigar se a falta de sono de ondas lentas também pode ser relacionada ao declínio de memória a longo prazo”.

    Tags: , , , , , ,

  • Acredita-se que um componente chave da doença seja a formação de placas de proteína no cérebro.

    No estudo divulgado na publicação científica Science Translational Medicine, os pesquisadores mostraram que os camundongos têm o sono interrompido quando essas placas começam a ser formadas.

    Especialistas dizem que se a relação entre esses dois fatores for comprovada, a informação pode ser uma importante ferramenta para o tratamento da doença.

    É consenso na literatura médica de que quanto mais cedo se descobrem os sinais de Alzheimer, mais efetivo tende a ser o tratamento contra a doença.

    Portadores da enfermidade não apresentam problemas de memória ou clareza de pensamento até estágios mais avançados e, quando isso ocorre, partes do cérebro já foram destruídas, dificultando ou mesmo impossibilitando o tratamento.

    Os níveis de proteína amilóide oscilam naturalmente, tanto em camundongos quanto pessoas, ao longo de um período de 24 horas. Mas, com o Alzheimer, tais placas são formadas permanentemente.

    Na pesquisa conduzida em Washington, os pesquisadores afirmaram que camundongos de hábitos noturnos costumam dormir 40 minutos a cada hora, mas tão logo as placas começam a ser formadas, o período de sono é reduzido para 30 minutos.

    “Se estas anormalidades começam cedo assim no desenvolvimento do Alzheimer humano, elas podem nos fornecer um sintoma facilmente perceptível (da doença)”, disse um dos pesquisadores, David Holtzman.

    Mas descobertas em camundongos nem sempre são aplicáveis a humanos e podem existir outros motivos para a interrupção do sono.
    Especialistas dizem que são necessários mais estudos para que se tenha uma visão mais clara do problema.

    Tags: , , , , ,

  • Quando a noite chega, surge um desconforto nas pernas que parece inexplicável. Não dá pra dizer se é dor, aflição, arrepio, sensação de peso, mas que algo está errado, está. Na hora de dormir, quem se encontra na outra metade da cama sofre com a movimentação constante da pessoa ao seu lado e pode até tomar um chute na canela sem querer. Aparentemente trivial, o transtorno descrito aqui tem nome: síndrome das pernas inquietas, ou SPI. E não afeta pouca gente. “A prevalência na população chega a 15%. Mas é um distúrbio ainda desconhecido e cujo diagnóstico não é tão simples”, expõe o neurologista Fernando Morgadinho, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Agora, além do desconforto e da privação de sono, a SPI vem sendo associada a um maior risco de problemas cardiovasculares, como infartos e derrames.

    Esse elo inusitado foi sugerido no ano passado, quando pesquisadores ao redor do mundo publicaram dados mostrando a prevalência de hipertensos entre portadores da síndrome. Um deles veio da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Ao avaliar questionários e medir a pressão arterial de 65 mil mulheres com a mesma faixa etária e sem outros problemas de saúde, os especialistas verificaram que 33% das voluntárias com pernas inquietas tinham pressão alta. Já entre o grupo sem a chateação, essa incidência caía para 21%.

    Outra pesquisa que ajuda a comprovar a ligação vem da também americana Clínica Mayo. Dessa vez, 584 pessoas diagnosticadas com a SPI submeteram-se a um exame de imagem que avaliava o estado cardíaco. Os resultados mostraram o seguinte: quem chutava mais vezes durante o sono possuía um risco maior de ser acometido pela chamada hipertrofia ventricular esquerda, quando uma parte do coração aumenta de espessura, dificultando o bombeamento do sangue. Aliás, disfunção típica de quem sofre com a pressão nas alturas.

    Ainda não se sabe muito bem por que tudo isso ocorre, mas as principais suspeitas recaem sobre um descompasso que a SPI promove no sistema nervoso simpático, responsável por regular a pressão e os batimentos cardíacos. “A síndrome se manifesta quando o indivíduo está propenso a relaxar, naquele estado de transição da vigília para o sono”, explica o neurologista Raimundo Nonato, professor da Universidade de Brasília, na capital federal. “Com os movimentos, há uma descarga de adrenalina que altera o sistema simpático, elevando a pressão durante o período noturno.” Esses picos contribuem para que a hipertensão arterial se instale de vez — de noite, de dia, toda hora. “No entanto, precisamos de mais pesquisas para confirmar essa relação. Não sabemos se os dois problemas estão associados ou se essas pessoas já apresentavam risco cardiovascular”, pondera Nonato, com cautela.

    Se já sabemos como a SPI pode influenciar o sistema nervoso e até o coração, falta indagar: que fator estaria por trás dela? “A SPI é fruto de um problema na ação da dopamina, neurotransmissor envolvido nos movimentos do corpo”, esclarece o neurologista Gustavo Guimarães Protti, do Hospital Santa Isabel, em São Paulo. “Por algum motivo, a capacidade de inibir a movimentação fica diminuída. Com isso, o indivíduo precisa se mexer constantemente”, completa Protti.

    Os deflagradores desse defeito variam. Quando a síndrome aparece em crianças e jovens, a causa é genética, mas, se a doença surge na fase adulta, na maioria dos casos a culpa incide sobre o ferro — sim, o mesmo mineral que, em falta, prejudica o transporte de oxigênio no sangue. “O nutriente é necessário para a produção da dopamina e sua carência colabora para que os níveis desse neurotransmissor caiam, fazendo a pessoa perder o controle motor e sobre algumas sensações”, explica Nonato. Daí vêm à tona dores, incômodos e os chutes na calada da noite. “A principal razão para tratarmos o indivíduo não é o desconforto nas pernas em si, mas a má qualidade do sono, que provoca cansaço intenso durante o dia”, diz Protti.

    Identificar a síndrome não é tarefa das mais fáceis. “Muitas vezes, ela é confundida com outros distúrbios que também podem ser percebidos durante a polissonografia, exame que avalia o descanso noturno”, diz Geraldo Lorenzi Filho, diretor do Labor tório do Sono do Instituto do Coração, em São Paulo. Para complicar, além da polissonografia, não existem testes que apontem a SPI e o diagnóstico é feito inteiramente pelo médico, baseado num conceito adotado por todos que une quatro sintomaschave. O primeiro deles é a já descrita sensação incômoda na perna. O segundo diz respeito ao fato de a pessoa melhorar somente quando se movimenta. Por acontecer nos momentos de repouso, sentado ou deitado, configura o terceiro sinal. Por fim, a síndrome só se manifesta entre o começo da noite e o meio da madrugada.

    Há alguns grupos específicos que devem ficar bem mais atentos a essa encrenca. Anêmicos, por exemplo, já que a deficiência de ferro está presente nos dois chabus, além de doentes renais crônicos. Nesse caso, os colapsos nos rins prejudicam a absorção do mineral no organismo. Sobra até para as gestantes e mulheres com transtornos que afetem o ciclo menstrual — aliás, a ala feminina sofre mais de SPI.

    Após a detecção, o médico avalia a necessidade de remédios como a levodopa, que auxilia a dopamina a cumprir seu papel. Mas o tratamento depende muito da origem do mexe-remexe. Eis o porquê de uma análise completa. “Às vezes, só a suplementação de ferro é eficaz”, conta Protti. Outras atitudes também ajudam a boicotar os chutes noturnos (veja o slideshow abaixo). Uma vez controlada, a síndrome deixa de atormentar as noites — e, como agora se sabe, o coração do sujeito.

    Parkinson e SPI
    Ambos aparecem quando a dopamina — neurotransmissor responsável pelos movimentos dos membros — não consegue cumprir bem seu papel. A diferença entre os dois é que, no Parkinson, os neurônios que produzem a molécula vão se destruindo, enquanto na síndrome das pernas inquietas são os receptores dela que não funcionam lá muito bem.

    Medicar ou não?
    Os especialistas são quase unânimes ao dizer que o indivíduo que sofre com as pernas inquietas deve tomar medicamentos controlados. Mas a decisão deve levar em conta uma série de fatores, que vão da idade ao grau do incômodo.

    Vale a pena esclarecer: balançar as pernas sem parar enquanto se está sentado não tem relação nenhuma com o distúrbio do sono.

    Sono menos agitado
    Confira no slideshow abaixo as táticas que amenizam o remelexo nas pernas

    Tags: , , , , , ,


  • A alimentação antes de dormir, é uma das mais importantes do dia, visto que você ficará cerca de 8h em jejum. Você sabe o que deve comer antes de dormir?
    Todos nós sabemos a importância de um treinamento com intensidade suficiente para gerar estímulos hipertróficos. A qualidade desse treinamento interfere diretamente na quantidade de descanso ou recuperação necessária para realizar uma nova sessão de treinamentos buscando um progresso ainda maior do que no treino anterior. E é justamente nesse período de recuperação que ocorre a hipertrofia muscular, propriamente dita através de substratos obtidos pela alimentação correta.

    Um dos períodos mais anabólicos do descanso é o sono. Apesar de ficarmos normalmente horas em jejum, vários outros fatores fisiológicos fazem este “custo X benefício” valer a pena. Dentre esses fatores, podemos citar a liberação do hormônio GH(importantíssimo na lipólise e em processos anabólicos), produção de testosterona, síntese muscular, dentre outros. Mas essa relação de custo X benefício somente privilegia indivíduos que conseguem realizar uma alimentação coerente antes deste período médio de jejum, visto que, do contrário, o catabolismo pela falta de nutrientes fará essa relação tender ao prejuízo.

    Todavia, devemos saber o que comer e o quanto comer antes de dormir, não é mesmo? Será que é a mesma coisa comer um pastel de 400Kcal ou ingerir um shake de proteínas com farinha de aveia e castanhas com as mesmas 400Kcal? Claro que não! Mas, afinal, o que e quanto devo comer?

    Essa pergunta é impossível de ser respondida, visto que cada indivíduo possui uma necessidade individual específica. Portanto, o que e quanto comer dependerá do objetivo, das condições fisiológicas, do momento do treino e das necessidades calóricas daquele indivíduo. Todavia, se falarmos um pouco de bons macro-nutrientes e alimentos para serem consumidos neste momento, conseguiremos ter uma base para estruturação de nossas refeições.

    Carboidratos

    Como fonte primária energética, os carboidratos são temidos neste momento. Todavia, não há nada que possa condená-los se utilizados da maneira correta. Obviamente, ninguém contará com a genética (e esteróides anabolizantes) de Dorian Yates e consumirá 1400Kcal vindas de um hipercalórico lotado de glucose e frutose antes de dormir. Porém, ingerir carboidratos de médio e baixo índice glicêmico (normalmente fibrosos) fará com que a manutenção do glicogênio muscular seja feita durante as horas em jejum, tornando-o mais anabólico. Aqui, caso seja a necessidade de consumo de carboidratos, alguns alimentos podem ser utilizados como batata doce, arroz integral ou até mesmo aveia. Aliás, por falar em aveia, devemos nos lembrar do glúten presente nela, o que pode ser extremamente conveniente para indivíduos que treinam logo após a primeira refeição. Assim, consumindo aveia em baixa quantidade antes do sono, teremos um esvaziamento gástrico mais retardado e, portanto, diminuiremos a depleção de glicogênio nas horas em jejum.

    Além disso, carboidratos neste momento são indispensáveis para indivíduos que fazem sua refeição sólida após o treino como última refeição. Ficar sem carboidrato neste instante pode significar ganhos extremamente pífios. Mas, esses carboidratos devem obedecer a regra de, no mínimo serem complexos. Carboidratos simples ou até mesmo algumas combinações de oligossacarídeos podem facilmente contribuir para um aumento de gordura corpórea neste momento.

    Lembre-se que vegetais também entram como carboidratos, porém, pelo baixo valor do macronutriente, apenas contribuirão efetivamente para o retardo no esvaziamento gástrico.

    Lembre-se que o consumo ou não de carboidratos nesta refeição deve ser atendida conforme suas necessidades e avaliando os períodos de treino.

    Proteínas

    Talvez o macronutriente mais importante antes de dormir seja mesmo a proteína. Ela será hidrolisada em aminoácidos e estes servirão de matéria-prima para a síntese protéica de diversos tecidos, inclusive o muscular. Sem proteínas, o anabolismo é praticamente inexistente.

    Neste momento, a regra é consumir proteínas de valor biológico alto, principalmente, ou seja, consumir carnes, ovos, alguns derivados de leite e pronto. Estes podem ser misturados então com uma proteína de valor biológico baixo, como o leite de soja, por exemplo que pode ser usada para mixar pós protéicos como albumina, caseína e blends diversos.

    Independente de proteínas em pó mixadas ou proteínas sólidas, o esvaziamento gástrico não será tão alterado a ponto de prejudicar ou melhorar muito os resultados. Por isso, manter uma variedade é sempre conveniente.

    Alguns aminoácidos podem também ser consumidos neste momento, como a L-Leucina (tomando cuidado com o estímulo de insulina que a mesma faz no corpo), L-Isoleucina e L-Valina. Apesar de não haver comprovação científica, alguns ainda defendem o uso da L-Glutamina. Cabe a você decidir suas condições para tal.

    Lipídios

    Por último e não menos importante, não poderíamos deixar de falar dos lipídios. Esses nutrientes são utilizados no período noturno principalmente como fontes energéticas, para o retardo do esvaziamento gástrico e também como substitutos parciais da glicose.

    Esses Lipídios normalmente não obedecem uma regra da fonte que devem vir, podendo ser de carnes, gemas de ovos, óleos (azeite, linhaça, canola), de oleaginosas etc. Todavia, consumir MCTs nesse período pode não ser a melhor escolha, visto que eles não tem impacto no aumento do tempo do esvaziamento gástrico.

    Conclusão:

    Utilizando a alimentação de maneira correta nos períodos de sono, fica muito mais fácil obter bons ganhos e proporcionar ao corpo um ambiente extremamente anabólico, regrado a nutrientes dequalidade e hormônios altamente potenciais produzidos pelo próprio corpo.

    Tags: , , , ,

  • Dicas, saúde, Sono 13.08.2012 No Comments

    Crianças que roncam alto, pelo menos, duas vezes por semana são mais propensas a apresentar problemas de comportamento, de acordo com um estudo realizado no Cincinnati Children’s Hospital Medical Center, nos Estados Unidos.

    A pesquisa revela ainda que a amamentação pode proteger as crianças de condições como hiperatividade, depressão e falta de atenção.

    “O estudo sugere que os médicos devem examinar rotineiramente e controlar o ronco, especialmente em crianças de famílias mais pobres, e encaminhar as crianças com ronco alto e persistente para tratamentos. Deixar de examinar, ou optar por uma abordagem de “esperar para ver” pode piorar problemas de comportamento”, afirma o líder da pesquisa Dean Beebe.

    O ronco alto e persistente ocorre em aproximadamente uma em cada 10 crianças.

    Beebe e seus colegas estudaram 249 crianças em idade pré-escolar. Os pesquisadores entrevistaram as mães das crianças sobre o sono de seus filhos e seus comportamentos.

    O estudo mostrou que as crianças que roncavam alto pelo menos duas vezes por semana na idade de 2 e 3 anos apresentaram mais problemas de comportamento do que crianças que não roncavam.

    “Várias crianças roncam muitas vezes, no entanto o ronco alto que dura meses não é normal, e qualquer coisa que coloca as crianças e os jovens em risco de problemas comportamentais é preocupante. Esse tipo de ronco pode ser um sinal de problemas respiratórios reais à noite que são tratáveis. A pesquisa encoraja os pais a falarem sobre isso com os médicos, especialmente se isso persistir ao longo do tempo”, observa Beebe.

    Segundo os autores, o estudo mostrou que o aleitamento materno, especialmente por períodos mais longos, pareceu proteger as crianças contra o ronco persistente, mesmo depois de levados em consideração outros fatores, incluindo a renda familiar.

    Tags: , , , , ,

  • Dicas, saúde 06.08.2012 No Comments

    São Paulo – Pacientes que roncam e foram diagnosticados com apneia leve têm agora mais uma opção de tratamento. Um microchip implantado no fundo do céu da boca, o chamado palato mole, por meio de um procedimento minimamente invasivo, promete reduzir em até 80% o ruído do ronco.

    Estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aponta que 33% dos moradores de São Paulo sofrem de apneia do sono, caracterizada pela interrupção momentânea da respiração enquanto a pessoa dorme. Há estimativas que indicam que 50% da população em geral tenha o problema, que pode acarretar males como hipertensão, diabete tipo 2 e acidente vascular cerebral.

    O implante palatal é comercializado com o nome Pillar e é fabricado pela Medtronic. A técnica, já usada na Europa e nos Estados Unidos, foi aprovada recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Cada unidade custa cerca de US$ 200 – são usadas de três a cinco implantes em cada paciente.

    Nesta semana, a técnica será apresentada por médicos do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital São Camilo, em São Paulo, durante um curso sobre diagnóstico e tratamento da apneia obstrutiva do sono.

    Segundo José Antonio Pinto, chefe do serviço de otorrinolaringologia do São Camilo, a técnica é uma boa opção para pessoas com grau leve de apneia do sono, que é caracterizada por 5 a 15 interrupções da respiração em cada hora de sono. A apneia moderada ocorre quando o sono é interrompido de 15 a 30 vezes e a grave quando é acima de 30.

    A técnica – De acordo com Pinto, a técnica usa minúsculos implantes de polietileno – um tipo de plástico usado na área cirúrgica e em outros enxertos. No consultório, o paciente recebe anestesia local ou sedação e, por meio de uma pistola especial, os implantes são aplicados no fundo do céu da boca do paciente, onde ocorre a maior vibração.

    Em geral, são usados três implantes e o procedimento dura 20 minutos. Até agora, cinco pacientes do São Camilo receberam o implante, mas ainda não é possível avaliar os resultados porque o procedimento foi realizado recentemente. “Esses implantes produzem uma reação naquela região, gerando uma fibrose, uma cicatrização que enrijece o tecido e, consequentemente, reduz o rondo”, disse Pinto.

    O paciente retoma as atividades normais em seguida e consegue até se alimentar. Nas primeiras semanas pode ser necessário tomar algum analgésico para reduzir o inchaço. “Fica uma sensação de corpo estranho na garganta, mas some rápido.”

    Pouco eficaz – Para a médica Lia Bittencourt, coordenadora do Instituto do Sono os resultados com o implante palatal não são tão eficazes quanto o uso do CPAP (aparelho que impede o fechamento da garganta durante o sono) e do aparelho intraoral (tipo de mordedura de silicone que mantém a boca do paciente fechada durante o sono e que puxa a mandíbula para a frente).

    “O uso do CPAP é melhor para todos os casos, mas nem todos os pacientes aderem. Não está totalmente comprovado se o implante palatal realmente ajuda a regularizar as interrupções da respiração para menos de cinco vezes por hora de sono. Por isso, ainda não usamos”, diz.

    O otorrinolaringologista Michel Cahali, do Hospital das Clínicas de São Paulo, conhece a técnica e diz ter uma impressão ruim sobre sua eficácia. “Aparentemente, o implante seria eficaz para reduzir o barulho do ronco, mas teria eficácia quase zero para tratar apneia. E menos de 5% dos pacientes têm ronco sem apneia associada.”

    Para Cahali, ainda é necessário que sejam realizadas mais pesquisas na área para demonstrar que o implante é realmente uma boa alternativa, especialmente por causa do preço. “Não é um procedimento novo. Nos EUA deve ser usado desde 2004, mas a difusão ainda é baixa porque a tecnologia é cara.”

    Tags: , , , ,

  • Você já atentou se o seu filho ronca enquanto dorme? Saiba que esse sinal denuncia uma obstrução à passagem do ar, que pode afetar o comportamento do pequeno. O alerta vem da Universidade Yeshiva, nos Estados Unidos. Alguns de seus estudiosos analisaram informações de mais de 11 mil crianças por meio de questionários respondidos pelos pais durante seis anos e concluíram: entre aqueles que dormiam mal por causa de problemas respiratórios, havia maior incidência de alterações emocionais, como a hiperatividade e a agressividade. A pediatra Márcia Hallinan, presidente do Departamento de Medicina do Sono da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), explica que a dificuldade na respiração pode fragmentar o descanso noturno. “Ele deixa de ser reparador”, diz. Sua colega Miriam Farias Silveira, presidente do Departamento de Saúde Mental da SPSP, acrescenta: “Além de a criança ficar cansada no dia seguinte, haverá um desgaste a longo prazo, que acabará refletindo no comportamento”.

    Problemas respiratórios
    Uma lista grande de encrencas interfere na passagem do ar e interrompe o sono. Há desde alergias que provocam a rinite até o ronco e a apneia. “Essa dupla pode ser consequência do tamanho aumentado de estruturas como as amígdalas e a adenoide”, assinala Márcia Hallinan. O melhor é procurar tratamento médico quanto antes se notar qualquer barulho à noite.

    Hiperatividade
    Muitas vezes, esse transtorno de comportamento não é diagnosticado corretamente, o que pode levar ao uso inadequado de medicações. Quando a criança não consegue se manter concentrada nas atividades e desvia o foco por qualquer motivo, ela pode precisar de tratamento. “Mas a conduta só deverá ser definida após uma criteriosa análise”, frisa Miriam Silveira.

    Para ter sonhos angelicais
    Algumas medidas prosaicas colaboram para uma boa noite de sono. Dar um chega pra lá no pó e evitar cortinas e tapetes no quarto ajuda os pequenos alérgicos. Cuidar da roupa de cama, que pode ser trocada duas vezes por semana, também é de grande valia. Deixar o ambiente sempre arejado e observar se o pijama da criança está adequado à temperatura são outras atitudes bem-vindas.

    Tags: , , , ,

  • Os dorminhocos de plantão acabam de ganhar um argumento científico para manter o hábito que soa preguiçoso para muitos. Segundo uma pesquisa da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, dormir mais de nove horas por noite evita o ganho de peso mesmo entre aqueles que têm propensão genética.
    O estudo foi publicado nesta terça-feira (1º) na revista científica “Sleep”, da Academia Americana de Medicina do Sono.

    O estudo avaliou 1.088 casais de gêmeos e descobriu que os que dormiam menos de sete horas por noite estavam associados tanto a um índice de massa corporal (IMC) maior quanto a uma maior atuação dos genes relacionados à obesidade no IMC.

    “Os resultados sugerem que o sono mais curto provoca um ambiente mais permissivo para a expressão dos genes relacionados à obesidade”, diz o principal pesquisador do estudo, Nathaniel Watson, da Universidade de Washington.

    Pesquisas anteriores já haviam mostrado que as influências genéticas incluem fatores como o metabolismo do açúcar no sangue, do uso de energia, armazenamento de ácidos graxos e saciedade. No estudo, a hereditariedade do IMC foi duas vezes mais alta entre os gêmeos que dormiam menos do que entre os que dormiram mais de nove horas por noite.
    Segundo a pesquisa, entre os gêmeos que dormem menos do que sete horas, as influências genéticas chegam a 70% na diferença do IMC. Enquanto que entre os gêmeos que dormem em média mais de nove horas, fatores genéticos correspondem a 32% da variação de peso.

    Tags: , , ,