• Após dez anos de esforços, pesquisadores americanos descobriram uma substância capaz de penetrar na pele e bronzeá-la sem a necessidade de exposição aos raios ultravioleta do Sol reduzindo, assim, o risco de desenvolver um câncer de pele.

    Enquanto os autobronzeadores tradicionais colorem a camada superficial da pele, a nova molécula age estimulando as células que produzem pigmentos, cujo papel é absorver radiações ultravioleta, segundo o estudo publicado nesta terça-feira na revista científica americana Cell Reports. A droga ainda precisa ser submetida a testes pré-clínicos para que seja garantido o uso seguro em humanos.

    “A pele é o maior órgão do nosso corpo e pode ser afetada pelo câncer, na maioria dos casos por uma exposição aos raios ultravioleta. A importância potencial deste estudo residirá no futuro em uma nova estratégia de proteção da pele e de prevenção do câncer de pele”, explica o autor principal do estudo, David Fisher, chefe do serviço de dermatologia do hospital americano Massachusetts General e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Harvard.

    Bronzeador sem Sol

    A nova pesquisa deriva de um estudo publicado em 2006 na revista Nature que mostrou que uma substância chamada forscolina, produzida por uma planta da Índia, pode induzir o bronzeado na pele de ratos sem exposição aos raios ultravioleta. Contudo, essa molécula não conseguia penetrar na pele humana. Como não estamos protegidos por uma camada de pelo espessa, nossa epiderme evoluiu ao longo do tempo para desenvolver proteções contra o frio, o calor, radiações ultravioleta – e também contra substâncias estranhas, como a forscolina.

    Para tentar “driblar” essa barreira, a equipe de cientistas americana desenvolveu um novo composto e a o aplicou, como um creme, em ratos de pelo vermelho que, como os humanos ruivos, são suscetíveis a desenvolver um câncer de pele como consequência da exposição aos raios ultravioleta. O produto permitiu bronzear a epiderme dos animais, sem a exposição ao Sol.

    Os cientistas também testaram as moléculas em amostras de pele humana e constataram que elas bronzeiam mais ou menos em função das doses da substância e da frequência das aplicações. O bronzeado artificial é capaz de durar vários dias.

    “A pele humana é uma barreira formidável, difícil de penetrar”, explica Fisher. “Foram dez anos de estudo para encontrarmos uma solução. É uma classe diferente de compostos, que funcionam agindo sobre uma enzima diferente que converge no mesmo caminho que leva à pigmentação”, disse Fisher.

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  • Nos dias ensolarados, usar óculos com filtro especial contra os raios deve estar no topo de suas prioridades. Quem se expõe ao sol sem proteção tende a sofrer com doenças como a catarata e a degeneração macular. É imprescindível que as lentes dos óculos de sol tenham filtro contra a radiação. Ou eles até farão mal. “Ao usar lentes escuras, as pupilas e as pálpebras se abrem, porque a luminosidade diminui e isso aumenta a penetração dos raios nocivos”, descreve o oftalmologista Marcelo Martins Ferrero Júnior.

    Devemos usá-los todos os dias?
    Quem trabalha na rua ou vai passar muitas horas ao ar livre não pode abrir mão do acessório. Já as pessoas que costumam ficar em ambientes fechados não expõem seus olhos ao perigo com tanta frequência e intensidade. Mesmo assim, não custa lançar mão do seu par enquanto estiver se deslocando de um lugar a outro.

    Os óculos são válidos mesmo nos dias nublados?
    “Sim!”, responde enfático o oftalmologista Renato Neves. “Da mesma maneira que a pele pode ficar bronzeada quando o céu está encoberto, os olhos também recebem a parcela da radiação que atravessa as nuvens”, compara.

    Dá para confiar no selinho que indica que as lentes têm proteção?
    A olho nu não tem outro jeito, pois não dá para diferenciar os óculos protegidos de outros sem proteção. Mas existe uma máquina chamada fotômetro que mede a quantidade exata de radiação bloqueada pela lente. O aparelho está disponível em consultórios médicos e nas boas óticas do país.

    Lentes cor-de-rosa, azuis… Elas também protegem?
    O que conta mesmo é a presença daquela substância que bloqueia os raios ultravioleta, o que independe da cor das lentes. O fato de o tom ser mais escuro ou mais claro pouco importa nesse caso. O que alguns especialistas afirmam é que tonalidades capazes de distorcer demais as cores do mundo real acabam irritando os usuários. Mas essa é outra história.

    As lentes bem escuras são as mais indicadas?
    Mais uma vez, o que importa é se os óculos são ou não são protegidos contra a radiação solar. Lentes escuras são mais confortáveis para indivíduos com fotofobia, ou seja, que não suportam claridade. Não quer dizer que, sem filtro, protejam seus olhos dos efeitos cumulativos dos raios. Ao contrário.

    Os óculos que escurecem conforme a intensidade de luz são confiáveis?
    Qualquer tipo de lente, mesmo aquelas transparentes de grau ou as de contato, pode receber o tratamento anti-UV. Os modelos fotossensíveis, que mudam de tom conforme a claridade, não são exceção. E, com o devido filtro, podem ser uma boa para quem não gosta de ficar trocando de acessório.

    Aqueles óculos com lentes amarelas, vendidos a quem vai dirigir à noite, protegem os olhos do sol?
    A lente, seja ela qual for, é boa quando bloqueia pelo menos 99% dos raios solares nocivos. As amarelas e as marrons são, de fato, especialmente indicadas para quem vai dirigir. “São cores que neutralizam os tons do asfalto e da neblina”, justifica Renato Neves.

    As crianças também precisam usar óculos de sol?
    “Com certeza!”, responde Marcelo Martins Ferrero Júnior. “Não existe uma idade mínima para o uso do acessório. Assim que o pequeno começar a se expor ao sol já é hora de ganhar o seu par”, acrescenta. “Mas é preciso ter bom senso”, rebate o oftalmologista Élcio Sato. “Se a garotada só ficar sob o sol nos horários considerados seguros – até 10 da manhã e depois das 4 da tarde -, não há tanta necessidade, muito menos se estiver usando um chapéu ou um boné”, comenta.

    Afinal, o que deve ser levado em consideração na hora de escolher o modelo?
    A proteção contra a radiação solar é obrigatória. Além disso, é importante que as lentes sejam de marca confiável. “Do contrário, independentemente da cor, elas podem distorcer a visão, causando dores de cabeça”, alerta Élcio Sato. Outra dica é procurar na peça o selo da Abiótica – Associação Brasileira de Produtos e Equipamentos Ópticos -, que garante a procedência dos óculos. E, para evitar problemas no futuro, compre o seu par numa loja conhecida. “Dessa maneira, é possível reclamar de qualquer defeito”, ensina Élcio Sato.

    Barreira efetiva
    O segredo de um bom par de óculos de sol está em suas lentes. Algumas já recebem substâncias que bloqueiam os raios durante a sua fabricação. Outras passam por um tratamento depois de prontas no qual é aplicada uma substância transparente que tem a ação de um escudo.

    Entenda como o fotômetro mede a quantidade de radiação bloqueada pela lente
    O mecanismo é simples. Na parte de baixo do equipamento existe uma fonte de raios ultravioleta. Na superior, há um sensor que mede a porcentagem de radiação que vai de uma extremidade a outra. Quando uma lente é colocada entre esses dois pontos, o sensor marca a quantidade de raios UV que conseguiu atravessar o material.

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  • Legumes, verduras e frutas ajudam a manter a cor

    O verão começa a se aproximar e, com o calor que já tem feito em muitos estados brasileiros, vem aquela disposição de exibir um corpão sarado e bronzeado. Porém, não pense que só se expor ao sol já é o suficiente! Segundo a nutricionista do Mais Você, Daniela Meira, é necessária uma preparação para o bronze vir de uma forma saudável. Por isso, ela lista algumas dicas imprescindíveis para quem deseja ficar da cor do pecado.

    “De nada adianta ficar deitada na praia, exposta ao sol pensando que à noite vai exibir aquele bronzeado, se sua pele não está preparada para absorver o que o sol tem de melhor. Essa exposição pode trazer bolhas e queimaduras indesejáveis, certo?”, alerta Daniela.

    A nutricionista ressalta ainda que os alimentos devem ser consumidos desde já, e que o hábito garantirá um bronzeado mais fácil e duradouro. “É importante que você comece a incluir estes alimentos na sua alimentação já na primavera, pois o estoque de betacaroteno vai manter seu bronze por mais tempo e uniforme por todo o corpo! Lembre-se que o bronzeado bonito vem de maneira gradual. Cada dia um pouquinho, para ficar por mais tempo”, orienta.

    Benefícios do betacaroteno:

    Na hora da feira escolha as frutas e legumes com os olhos! Legumes, frutas e verduras de cor alaranjada ou verde-escuro são ricos em betacaroteno (substância que protege o corpo por ser um poderoso antioxidante e ajuda na formação de melanina promovendo aquele bronzeado bonito e uniforme). Além de favorecer o bronzeado, esses alimentos também contribuem para uma maior proteção aos raios solares nocivos à pele.

    Se você é bem branquinha (não tem muita melanina) pode recorrer, mesmo assim, a esses alimentos ricos em betacaroteno para se bronzear melhor! É claro que os tons de bronzeado variam de pessoa para pessoa, mas a alimentação é tão importante quanto o protetor solar ou o bronzeador corporal.

    Legumes e verduras agem a seu favor:

    Alguns alimentos como legumes e verduras, em especial, são fontes ricas em betacaroteno. Anote e inclua em sua listinha do supermercado: abóbora, batata-doce, beterraba, cenoura e pimentão. Nos vegetais: agrião, brócolis, couve, espinafre e repolho.

    Frutas são indispensáveis:

    Mamão, caqui e manga são fortes aliados da cor do verão. Sucos naturais com cenoura, espinafre, laranja e hortelã ficam uma delícia e são bombas de betacaroteno! O ideal é consumir de três a cinco porções de frutas por dia e de quatro a cinco porções diárias de verduras e legumes.

    Use protetor todos os dias:

    Não se esqueça de usar o protetor solar todos os dias, pois o efeito do sol na pele é cumulativo e os danos causados pela exposição excessiva ao sol, como manchas e câncer de pele, só vão aparecer no futuro.

    Beba bastante água:

    Lembre-se de beber bastante água e aumentar a quantidade de copos quando for se expor ao sol! Aproveite a época e além da água varie os sabores das bebidas tomando também água de coco, sucos e chás gelados. E modere no consumo de gorduras e álcool que elevam a temperatura do organismo e desidratam o corpo.

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  • Exposição ao bronzeamento estimula produção de substância ligada a sensação de bem-estar

    Aos 13 anos, a americana Cynthia Bailey não perdia uma oportunidade de se bronzear. Pelo menos uma vez por semana, assim que o inverno terminava, vestia um biquíni e ia para o sol, mesmo que o clima no norte da Califórnia, onde morava, ainda estivesse um tanto frio.

    Com olhos e cabelos claros, Cynthia passava grande parte do ano com a pele vermelha e descascando. Ela tinha cerca de 15 anos quando um pequeno nódulo em sua perna chamou a atenção de um médico.

    A mancha marrom-avermelhada foi logo identificada como um melanoma, tipo agressivo de câncer de pele que pode levar à morte caso não seja tratado a tempo. O médico chegou a recomendar a amputação de parte de sua perna para evitar que a doença se espalhasse.

    “Eu estava provavelmente viciada em bronzeamento”, lembra Cynthia, que hoje é dermatologista e dirige uma clínica na cidade de Sebastopol, na Califórnia.

    Novos exames, no entanto, mostraram que a mancha era inofensiva e afastaram o diagnóstico de câncer. Apesar do susto, Cynthia voltou a tomar sol, em sessões cada vez mais intensas. Ela conta que só conseguiu deixar de se bronzear em excesso após se deparar com diversos pacientes com câncer de pele na Faculdade de Medicina.

    Assim como Cynthia, homens e mulheres de várias idades se expõem em excesso e sem proteção a raios de sol e câmaras de bronzeamento artificial, embora estes hábitos sejam, segundo especialistas, os principais causadores do câncer de pele, doença que atinge anualmente cerca de 2 milhões de pessoas só nos Estados Unidos.

    Para alguns médicos, há algo além da simples vaidade por trás desse hábito. Segundo pesquisas, o bronzeamento pode viciar, assim como substâncias como álcool, tabaco e outras drogas.

    O vício em bronzeamento é chamado muitas vezes de tanorexia, termo usado cada vez com mais frequência pela imprensa quando o assunto é bronzeamento excessivo – como no caso da americana acusada de ter causado uma queimadura na filha de cinco anos depois de levar a criança para fazer bronzeamento artificial.

    Vício

    “O vício em bronzeamento é provavelmente muito parecido com o vício em drogas e outras substâncias”, disse o dermatologista Steven R. Feldman, professor do Wake Forest University Baptist Medical Center, em entrevista à BBC Brasil.

    Segundo ele, os sinais de que uma pessoa pode estar ficando viciada em bronzeamento são similares aos que ocorrem com outras substâncias, como a necessidade de “doses maiores”, perda de controle, sintomas de abstinência e a utilização de muito tempo e recursos para a manutenção do vício.

    A semelhança entre o vício em bronzeamento e o vício em drogas também foi apontada em outras pesquisas.

    Utilizando um questionário padrão para detectar dependências, a dermatologista Robin Hornung, da The Everett Clinic, no Estado americano de Washington, observou comportamentos similares em pessoas viciadas em bronzeamento e dependentes de álcool, tabaco e outras drogas.

    “Em nosso estudo e em outros nós também observamos que estes comportamentos dependentes muitas vezes ‘caminham juntos’ em indivíduos, no que descrevemos como tipo de personalidade dependente”, disse Hornung à BBC Brasil.

    Para Hornung, campanhas de saúde pública deveriam alertar para o fato de que bronzeamento, além de aumentar os risco de câncer de pele, também pode viciar.

    “Abordagens de saúde pública são sempre uma boa ideia contra epidemias, como a de câncer de pele. Talvez seja interessante que sejam iniciadas campanhas que discutam não apenas os perigos do excesso da radiação UV, mas também o potencial de dependência.”

    Assim como acontece com o cigarro, os dermatologistas consultados pela BBC Brasil concordam que não existem níveis saudáveis de bronzeamento, já que os riscos de se desenvolver doenças como o câncer são aumentados pela exposição aos raios UV.

    “Bronzeamento é induzido por danos no DNA da pele, então não é possível dizer que seja saudável. É possível ser saudável e ativo e obter a vitamina D do sol, mas não é preciso ficar bronzeado para conseguir estes benefícios”, diz Hornung.

    Endorfinas

    Modismos e o conceito de que a pele queimada pode ser mais atraente ou saudável explicam em grande parte por que milhões de homens e mulheres lotam praias e parques no verão e clínicas de bronzeamento artificial durante todo o ano.

    Mas dermatologistas sempre ficaram intrigados com pessoas que continuavam a se bronzear com frequência mesmo se deparando com a possibilidade de terem uma doença grave como câncer ou após ficarem com aparência da pele comprometida pelo excesso de raios de sol.

    As primeiras pistas para explicar os motivos desse hábito surgiram em meados da década de 1990, quando pesquisas apontaram que a exposição a raios ultravioleta presentes na luz do sol não apenas faz com que a pele produza melanina (o pigmento que causa o bronzeamento), mas também estimula a produção de endorfina, substância associada à sensação de bem-estar e relaxamento.

    “(Esta pesquisa) explica por que as pessoas vão à praia, e não para cavernas em suas férias. É a primeira explicação do porquê pessoas que se bronzeiam com frequência continuam a danificar sua pele, mesmo sabendo que isto faz com que ela fique com aparência velha e enrugada”, escreveu Feldman em seu livro Compartments, ainda sem tradução para o português.
    Síndrome de abstinência

    Para testar a hipótese de que algumas pessoas se bronzeiam não pela aparência, mas pelo modo como a luz ultravioleta faz com que se sintam, Feldman e sua equipe realizaram dois estudos.

    No primeiro, pessoas que se bronzeavam frequentemente foram convidadas a fazer testes-cegos em duas cabines de bronzeamento aparentemente iguais, mas que tinham uma pequena diferença: uma era uma mesa convencional, enquanto a outra tinha um filtro invisível que impedia que os raios ultravioleta (UV) atingissem o paciente.

    Mesmo sem saber que uma das mesas não emitia raios UV, em quase todas as ocasiões os pacientes preferiam a cabine de bronzeamento convencional, que, segundo Feldman, dava a eles uma maior “sensação de relaxamento”.

    Em outro estudo, alguns pacientes que se bronzeavam de maneira frequente apresentaram sintomas parecidos com os sofridos por viciados em drogas em síndrome de abstinência ao serem tratados com naltrexona, substância que bloqueia a endorfina e é usada em tratamentos contra narcóticos.

    Em uma pesquisa posterior, feita com um grupo maior de pacientes, pessoas que não se bronzeavam com frequência não apresentaram os mesmos sintomas similares a crises de abstinência ao receberem a substância.

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  • O segredo da pele bonita e bem cuidada vai muito além da aplicação de loções e cremes hidratantes. Existem muitos vilões que estão infiltrados na nossa rotina diária e dificilmente são notados. No entanto, eles trazem um prejuízo muito grande para a saúde da pele.

    Dormir mal, se alimentar inadequadamente e tomar sol em excesso são alguns dos fatores que contribuem para o envelhecimento precoce da pele, favorecendo um aspecto de cansaço e descuido. Por isso, além de investir em loções e cremes adequados para cada idade e cada tipo de pele, precisamos combater esses vilões diariamente.

    Para ter uma pele sempre bonita e com um aspecto jovem, conheça melhor quais são os maus hábitos que influenciam diretamente a sua pele e aprenda como lidar com eles. Para ajudar nessa busca por uma pele mais saudável, conversamos com a dermatologista Fabiane Mulinari Brenner, professora de Dermatologia na Universidade Federal do Paraná e integrante do corpo clínico da Cepelle, em Curitiba.

    Uma questão de tempo

    Passar por algumas mudanças nunca é tão simples quanto parece. Contudo, assim como você levou algum tempo para conquistar os hábitos que constituem sua rotina hoje, com um pouco de disciplina e paciência é fácil reverter essa situação.

    É preciso saber que as mudanças não trarão resultados rápidos, mas mesmo assim é importante seguir sua nova rotina diária de cuidados com a pele. Com o tempo, você verá que os bons resultados irão muito além do seu corpo e farão com que você se sinta bem consigo mesma e tenha uma vida mais equilibrada e livre do stress.

    O papel dos radicais livres

    Acordar radiante, com aquele toque aveludado e brilho suave na pele é o sonho de toda mulher. Mas para que isso se torne realidade, é preciso estar atenta desde o momento em que acordamos até a hora de dormir. Os problemas a serem combatidos podem aparecer a qualquer hora do dia e em qualquer estação do ano. Por esse motivo, cuidar da pele é um desafio que deve ser encarado a todo o momento.

    Contudo, é fundamental ressaltar que os radicais livres são grandes responsáveis pelo aspecto da pele. Essas substâncias químicas produzidas naturalmente pelo organismo agem de forma a atacar as células, agredindo e destruindo suas estruturas. A dermatologista Fabiane Mulinari Brenner alerta para o fato de que os radicais livres diminuem a capacidade de cicatrização, levando assim à flacidez e ao envelhecimento da pele.

    Além dos maus hábitos trazerem prejuízos específicos, eles contribuem consideravelmente para a produção de mais radicais livres e assim o ciclo continua. A mudança de hábitos favorece a neutralização dos radicais livres, assim como o uso de cremes com propriedades antirradicais livres – ou antioxidantes – e vitaminas, que agem diretamente sobre a pele e diminuem os efeitos dessas substâncias na superfície cutânea. Assim você estará nutrindo a sua pele e evitando que o envelhecimento chegue antes da hora.

    Os vilões da pele saudável

    Tomar sol sem proteção

    Os raios solares são fundamentais para a nossa saúde. Contudo, isso não significa que devemos nos expor diretamente ao sol por horas e mais horas sem qualquer proteção. O excesso de sol e a falta de cuidados podem acabar trazendo mais prejuízos do que ganhos para a saúde e, principalmente, para a pele. Entre todos os hábitos ruins que adquirimos ao longo da vida, a Dra. Fabiane elege a exposição solar inadequada como um dos piores.

    “O sol traz manchas de envelhecimento precoce, flacidez e rugas, podendo levar ao aumento do câncer de pele, especialmente em peles claras”, ressalta a dermatologista. É importante lembrar que os raios ultravioletas ainda penetram nas camadas epiteliais e atingem as fibras de colágeno e elastina, favorecendo o enfraquecimento da pele. Além disso, pode causar o ressecamento e tornar a pele áspera.

    Para evitar que o sol provoque todos esses danos na sua pele, basta adquirir o hábito de utilizar protetor solar. Em geral, as pessoas não se adéquam ao filtro por acharem que eles deixam um cheiro desagradável ou uma sensação pegajosa no corpo. No entanto, em uma simples consulta com um dermatologista ele pode recomendar um produto que atenda exatamente às suas necessidades e não cause incômodos. Já existe no mercado versões de protetores solar sem cheiro, com fórmulas oil free, com secagem rápida e até mesmo em spray.

    Assim que você escolher a melhor opção para a sua pele, é só se acostumar a aplicá-lo diariamente – mesmo em dias nublados – e, quando precisar se expor ao sol, lembre-se de reaplicar o produto regularmente.

    Cigarro

    Os profissionais de saúde sempre insistem nos malefícios que o cigarro traz para o organismo. Então, quando o assunto é pele, o problema dos fumantes são as rugas. Junto com a exposição solar, a dermatologista Fabiane Mulinari Brenner considera o tabagismo um dos maus hábitos que mais prejudicam a pele.

    Isso porque “o cigarro retarda a capacidade de cicatrização e diminui a produção de colágeno. Em casos crônicos, modifica a cor da pele, aumenta as rugas e pode favorecer o câncer de boca”, informa a Dra. Fabiane. Além disso, o cigarro é um dos grandes desencadeadores da formação de radicais livres, que contribuem para o envelhecimento da pele, deixando a aparência opaca e desvitalizada.

    A saída mais certeira é parar de fumar – ou nem mesmo começar. Além de trazer uma grande melhora para a pele, o restante do seu organismo também será beneficiado com o abandono do cigarro. Para compensar, vale investir em cremes e alimentos ricos em antioxidantes para neutralizar a grande quantidade de radicais presentes no organismo.

    Noites mal dormidas

    Além de causar o aparecimento de olheiras, comprometer o funcionamento adequado do organismo e resultar em um cansaço e mau humor que parecem insuperáveis, dormir mal também pode afetar a saúde da sua pele. O sono é parte fundamental do seu dia, por isso privar-se do descanso noturno causa uma série de incômodos.

    Algumas substâncias químicas presentes no nosso corpo só se metabolizam a noite, então não deixe de tirar as suas seis ou oito horas de descanso diárias. É muito importante que esse sono tenha qualidade, então evite levar seus problemas para cama, assim como os especialistas recomendam que se evite a ingestão de cafeína ou de refeições pesadas, a prática de exercícios intensos e o uso da televisão e do computador logo antes de dormir.

    Comece a desacelerar algumas horas antes de deitar e garanta um sono reparador para poder desfrutar de uma pele impecável e muita disposição pela manhã.

    Alimentação inadequada

    Aquele ditado que diz que nós somos o que comemos se encaixa perfeitamente aqui. Tudo o que comemos se reflete no exterior do nosso corpo, por isso uma alimentação repleta de nutrientes e vitaminas é essencial para ter pele e cabelos radiantes. Para cuidar especialmente da pele, investir em uma dieta que conte com a presença de alimentos ricos em antioxidantes é uma ótima maneira de neutralizar a ação dos radicais livres.

    Abuse dos benefícios das frutas cítricas, frutas vermelhas, saladas, carnes magras e alimentos com fibras. Se tiver dúvidas, consulte um nutricionista e ele certamente indicará as melhores opções para que sua alimentação seja saudável, balanceada e resulte em uma pele impecável.

    Usar cosméticos por conta própria

    Você já deve ter reparado que as prateleiras das lojas especializadas exibem uma imensa quantidade de produtos que prometem atender a todas as necessidades da sua pele. Isso faz algum sentido, mas você também já deve ter ouvido falar de pessoas que tentaram vários cremes diferentes e não conseguiram se adaptar a nenhum deles.

    A pele é um órgão delicado que merece cuidados especiais para estar sempre bonita. Por esse motivo, não vale a pena arriscar fazer experiências com a sua pele. Muitas vezes, o produto que funciona muito bem para sua amiga pode não ser a melhor opção para você.

    Os dermocosméticos para finalidades específicas ainda são produtos que costumam ter um preço mais alto do que cremes e loções comuns encontrados em supermercados e farmácias. Por esse motivo, investir em um produto desses sem saber se o resultado estará de acordo com a sua expectativa pode não ser uma boa ideia.

    Então, a melhor maneira de garantir a beleza e a saúde da sua pele é consultar um dermatologista. O profissional é capacitado para analisar a sua pele e receitar um produto que supra exatamente as suas necessidades. Existe ainda a possibilidade de manipular um produto com as substâncias que você precisa e apenas um médico poderá fazer isso por você.

    Esfoliação excessiva

    Fala-se tanto de esfoliação e outros métodos abrasivos que proporcionam a renovação celular da pele que, muitas vezes, acabamos nos confundindo e achando que a única solução para uma pele impecável está nesse tipo de tratamento. Mas não é bem assim…

    A esfoliação é um método que retira as impurezas que ficam retidas e acumuladas sobre a pele, deixando assim uma sensação mais suave e renovada. No entanto, sua indicação depende de cada tipo de pele. A dermatologista Fabiane Mulinari Brenner sugere que uma esfoliação leve seja feita no máximo duas vezes por semana.

    A especialista lembra que a esfoliação excessiva pode resultar em efeitos indesejados, como o ressecamento ou machucados em peles que apresentam lesões de acne. Se você quiser investir em um tratamento diário, prefira a hidratação. Passar cremes todos os dias só vai garantir que você tenha uma pele cada vez mais bonita e macia.

    Tomar banhos muito quentes

    O jato de água quente caindo nas costas proporciona uma sensação de relaxamento inigualável, principalmente quando as temperaturas estão mais baixas. Porém, enquanto você relaxa, sua pele sofre com o calor excessivo da água.

    Banhos muitos quentes são a melhor receita para o ressecamento da pele. A alta temperatura da água retira a oleosidade natural da pele e estimula a dilatação dos poros. Então, a solução é tomar banhos mornos e preferencialmente mais rápidos, mesmo no inverno.

    Stress

    Controlar o stress é outro fator importante para manter sua pele sempre bonita. Manter sua mente ocupada com preocupações o tempo todo pode elevar os níveis de stress e desregular todo o seu organismo, deixando seu sistema neurológico e imunológico mais suscetíveis.

    Além disso, existem doenças cutâneas que podem se agravar em situações de stress, como a psoríase e a queda de cabelo. Lembre-se que o nervosismo e a ansiedade também podem prejudicar o seu sono e resultar em uma noite mal dormida e uma manhã com cansaço e olheiras.

    Evite essas situações separando os problemas da faculdade ou do trabalho da rotina da casa com seu companheiro e/ou filhos. Para liberar as tensões acumuladas, eleja uma atividade relaxante para ser feita uma ou duas vezes por semana. Vale dar aquela corridinha no parque, fazer uma aula de ioga, treinar um esporte, por em prática alguma habilidade manual ou até marcar um bate papo descontraído com as amigas mais próximas.

    Dormir sem retirar a maquiagem

    Ao chegar em casa depois de uma festa, tudo o queremos é nos livrar do salto e cair na cama, então a limpeza da maquiagem acaba ficando só para o dia seguinte. Contudo, mesmo sendo difícil, retirar a maquiagem antes de dormir é um passo essencial para manter a saúde da pele.

    No entanto, essa atitude que parece inocente é um dos maiores erros que cometemos com a nossa pele. Base, pó, blush e outros produtos obstruem os poros e não permitem que a pele respire adequadamente. A Dra. Fabiane lembra que a maquiagem que permanece sobre a pele ainda pode agravar a acne e facilitar infecções na pele e nos olhos. Além disso, durante a noite nosso organismo passa por processos naturais de regeneração que não ocorrem quando existe o depósito de maquiagem na pele.

    Se a preguiça for tanta que não dá para ir até o banheiro para lavar bem o rosto, tenha sempre por perto os lencinhos demaquilantes. Esses produtos retiram a maquiagem e alguns deles até mesmo hidratam a pele. No entanto, é importante lembrar que eles não dispensam uma boa lavagem com água abundante e um sabonete adequado para o seu tipo de pele.

    Poluição

    Driblar a poluição é praticamente um desafio. Quem vive em grandes cidades não tem como escapar da exposição ao ar sujo, fumaça de escapamentos e outras impurezas que são eliminadas no ar a todo o momento.

    Quando a poluição entra em contato com a pele, os poros são obstruídos, resultando no surgimento de cravos e espinhas e no aumento da oleosidade. A única maneira de combater esses efeitos é investir pesado na limpeza, principalmente do rosto.

    Consulte um dermatologista para escolher um sabonete para o rosto que esteja de acordo com a sua pele e use de manhã e à noite. Para complementar a limpeza, uma loção adstringente pode ser aplicada na pele logo após a lavagem para eliminar a sujeira mais pesada e deixar um ar de frescor.

    Problemas hormonais

    Muitas vezes, sofremos com o aspecto ruim da pele e nem chegamos a desconfiar que a causa do problema possa ser as variações hormonais. Como mulheres, estamos cientes de que a mudança que ocorre com os hormônios em certos períodos da vida – e, mais especificamente, em certos dias do mês – são capazes de alterar o funcionamento normal do organismo e mexer bastante com as emoções.

    O mesmo raciocínio vale para as alterações que sofremos na pele. Mulheres que têm ovário policístico costumam apresentar uma pele mais oleosa – que resulta em espinhas e queda de cabelo –, pois o problema faz com que a presença de hormônios masculinos no corpo seja maior do que o normal. Já aquelas que passam pela menopausa têm que lidar com o ressecamento, o aparecimento de rugas e a falta de brilho na pele, causados pela ausência do estrogênio, o hormônio feminino.

    Para solucionar esses problemas e ficar em dia com a sua pele e seus hormônios, visite seu dermatologista e seu ginecologista. Pílulas anticoncepcionais com dosagens controladas e reposição hormonal são dois tratamentos comuns que podem facilmente eliminar os incômodos, regular os hormônios e, de quebra, deixar sua pele muito mais bonita.

    Espremer cravos e espinhas

    Outra tarefa complicada é resistir à tentação de espremer cravos e espinhas que surgem eventualmente na pele. Mas isso deve ser evitado, pois a acne já representa um tipo de lesão inflamatória que, quando pressionada, pode deixar marcas permanentes na pele.

    Existem ainda aqueles casos em que esprememos a pele, mas a ferida não é eliminada e a insistência pode acabar ocasionando machucados muito piores. Apertar a pele com persistência fere o tecido e o contato com as unhas não higienizadas facilita a proliferação de bactérias e o surgimento de novas inflamações. A dermatologista Fabiane Mulinari Brenner aconselha aguardar a evolução da espinha até que ela seque naturalmente para evitar marcas na pele.

    Se uma espinha estiver causando muito incômodo, a especialista recomenda a aplicação de calor no local – isso pode ser feito durante o banho ou com compressas. E para evitar o aparecimento de cravos e espinhas, siga uma rotina de limpeza profunda com produtos específicos para essa finalidade. Caso sua pele seja muito afetada, a melhor maneira de resolver o problema é procurar um dermatologista que indicará os tratamentos ou os produtos desenvolvidos especialmente para o combate da acne.

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