• foto-imagem-infecção-vaginal

    Pouco depois do incidente, Amanda descobriu que o parto prematuro foi provocado por uma infecção comum que muitas vezes nem é percebida pela mulher.

    A vaginose bacteriana, ou VB, é a infecção vaginal mais frequente em mulheres com idades entre 15 e 44 anos e é causada quando há uma quantidade excessiva de certos micro-organismos que provocam o desequilíbrio bacteriano na vagina.

    Se não for tratada, esta infecção pode causar partos prematuros, problemas de fertilidade e um risco maior de contrair outras doenças sexualmente transmissíveis.

    Um dos problemas da vaginose bacteriana é que, em algumas situações, o problema não é diagnosticado devido à ausência de sintomas.

    Os sintomas, quando presentes, são: secreção vaginal branca ou acinzentada e pouco espessa, cheiro, dor, coceira ou dor na vagina.

    Algumas mulheres também apresentam um forte cheiro de peixe, especialmente depois de manter relações sexuais.

    “Há provas que sugerem que, se não for tratada, a vaginose bacteriana pode provocar problemas durante a gravidez”, disse à BBC Mundo Eduardo Cortés, especialista em ginecologia e obstetrícia do Kingston Hospital NHS Foundation Trust, da Grã-Bretanha.

    Segundo Cortés, as complicações na gravidez relacionadas à VC são:

    Parto prematuro

    Aborto (sem ser no primeiro trimestre)

    Rompimento mais cedo da bolsa amniótica

    Infecção das membranas que formam a bolsa e o líquido amniótico

    Infecção e inflamação do revestimento do útero depois do parto.

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    “Durante a gravidez é normal que ocorra mais secreção vaginal, mas no momento em que a grávida notar algo diferente, deveria ir ao médico”, afirmou o especialista.

    Cortés afirma que “uma vez diagnosticada, a vaginose bacteriana é muito fácil de tratar com antibióticos”.

    Doenças e infertilidade

    Também há provas de que a vaginose bacteriana aumenta o risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis.

    “Isto acontece provavelmente devido a uma mudança no equilíbrio bacteriano dentro da vagina, que reduz a proteção contra estas doenças”, disse Cortés.

    E, apesar de a ligação entre os dois problemas não estar clara, algumas evidências sugerem que a VB também pode aumentar o risco de desenvolvimento da doença inflamatória pélvica, um problema que pode afetar o útero, trompas e outras partes do aparelho reprodutor feminino.

    Se esta doença for diagnosticada precocemente, também é possível tratá-la com antibióticos.

    “Estima-se que entre 10% e 20% das mulheres que sofrem desta infecção correm risco de desenvolver problemas de infertilidade”, disse Cortés.

    Entre os sintomas do problema estão:

    Dor na pélvis ou no abdome inferior

    Incômodo ou dor durante relações sexuais

    Sangramento entre menstruações ou depois de relações sexuais.

    Apesar de causas da vaginose bacteriana serem desconhecidas, uma pesquisa recente da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, sugeriu que as mulheres que usam gel e sabão para lavar as partes íntimas correm maior risco de desenvolver a doença.

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    Muita gente vai passar o primeiro dia do ano procurando uma cura para a ressaca. O excesso de álcool pode provocar aumento da sede, tontura, irritação no estômago, náusea, dilatação dos vasos sanguíneos, além de queda da taxa de açúcar no sangue, que pode levar a fraqueza e cansaço.

    A ciência ainda não descobriu uma cura definitiva para a ressaca, mas algumas medidas podem aliviar o desconforto de quem bebeu demais no dia anterior. Veja cinco dicas:

    1 – Beba muito líquido

    Um dos principais problemas provocados pelo excesso de álcool é a desidratação. Além de o álcool ser diurético, outros efeitos relacionados a ele, como o suor e o vômito, podem agravar ainda mais a desidratação. Por isso, quem exagerou no réveillon deve tomar muita água e outros líquidos como água-de-coco, sucos naturais e bebidas isotônicas.

    foto-imagem-frutas2 – Faça refeições leves

    Especialistas aconselham evitar o jejum e fazer refeições leves, escolhendo alimentos que ajudem na reposição de líquido como frutas e legumes cozidos. Um dos problemas do excesso de álcool é a hipoglicemia (diminuição do nível de glicose no sangue), por isso carboidratos e doces também podem ajudar.

    Ao contrário do que muitos pensam, o consumo de comida gordurosa pode piorar os efeitos da ressaca. Esse tipo de alimento, mais difícil de digerir, faz com que o organismo leve mais tempo para metabolizar e absorver o álcool, mas não diminui seus efeitos. Por isso, evite leite de vaca, carnes vermelhas e frituras.

    foto-imagem-cafe-e-aspirina3 – Café e aspirina

    Em um estudo publicado oportunamente no dia 31 de dezembro de 2010, cientistas da Universidade Thomas Jefferson, nos Estados Unidos, concluíram que uma xícara de café e uma aspirina podem tornar menos dolorosa a manhã seguinte à bebedeira.

    Em um experimento feito com ratos, a combinação foi bem sucedida em eliminar a dor de cabeça típica dos dias de ressaca. Os resultados foram publicados na revista científica “Plos One”.

    foto-imagem-bebida-taurina4 – Bebida com taurina

    No ano passado, cientistas chineses testaram 57 bebidas herbais e refrigerantes para checar que efeito tinham sobre a ressaca. A conclusão foi que o refrigerante de limão testado pela equipe, que continha taurina, foi o mais eficaz em combater os sintomas.

    A taurina em sua composição ajuda a quebrar o acetaldeído, substância tóxica produzida quando o álcool é metabolizado pelo organismo. A pesquisa chinesa foi publicada na revista científica “Food & Function”. Portanto, refrigerantes ou outras bebidas não-alcoólicas que tenham taurina na fórmula podem ser uma boa opção para quem exagerou no réveillon.

    5 – Descanse

    A eliminação total do álcool pelo organismo pode levar até 12 horas, dependendo da quantidade de álcool ingerida, do peso, do sexo e da capacidade do metabolismo de cada um. Enquanto o organismo trabalha para eliminar o álcool o ideal, segundo especialistas, é descansar o corpo.

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    1. O que é Lúpus?
    Trata-se de uma doença inflamatória crônica de origem autoimune – isto é, ocorre uma produção excessiva de anticorpos contra as próprias células do organismo ou contra proteínas existentes no núcleo celular. Há dois tipos principais: o lúpus cutâneo, que se restringe à pele, e o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), que também atinge outros órgãos.

    2. É uma doença rara?
    Pesquisas apontam que a prevalência do lúpus varia entre 1 a cada 2 mil pessoas e 1 a cada 10 mil. Não há estudos epidemiológicos feitos aqui no Brasil, mas especialistas acreditam que os números sejam os mesmos de outros países.

    3. O lúpus atinge mais o sexo masculino ou feminino?
    “90% dos casos são em mulheres, principalmente naquelas entre 15 e 45 anos de idade”, informa a médica Emilia Inoue Sato, professora titular de reumatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Isso porque é nessa faixa etária que os hormônios estão mais atuantes. E, nesse caso, o estrógeno chama a atenção. “Ele é um facilitador de linfócitos, células produtoras de anticorpos”, explica a reumatologista.

    4. O que pode desencadear o lúpus?
    Fatores genéticos, hormonais e também ambientais – a exposição ao sol, por exemplo, é um deles. “É que a luz ultravioleta pode ativar o lúpus”, conta Emilia. Além disso, outros elementos podem servir de pontapé para o aparecimento do problema, como infecções virais e até medicamentos.

    5. Quais são os sintomas?
    Nem todas as pessoas manifestam o lúpus da mesma maneira, pois os sintomas variam de acordo com a fase em que a enfermidade se encontra (atividade ou remissão) e o local onde ocorre a inflamação. Mas é comum que pacientes com LES apresentem cansaço, desânimo, febre e perda de peso nos períodos em que a doença está ativa. Além disso, são comuns:

    – Dor e inchaço nas articulações (principalmente nas mãos);
    – Manchas vermelhas na pele, em especial nas maçãs do rosto e que pioram ao tomar sol;
    – Inchaço ou dificuldade para urinar devido à inflamação nos rins;
    – Dores no peito ou para respirar decorrentes de inflamações nas membranas que recobrem os pulmões e o coração;
    – Problemas neurológicos ? a exemplo de convulsão e psicose -, em virtude de comprometimento do sistema nervoso central.

    6. Como é feito o diagnóstico?
    A identificação do lúpus é baseada em manifestações clínicas e alterações notadas em testes laboratoriais, principalmente os de sangue. Não há um exame que tenha alta especificidade e sensibilidade para o diagnóstico do LES.

    7. Existe um tratamento?
    Por ser uma doença crônica, o lúpus não tem cura. No entanto, é possível controlá-lo não só com medicamentos, mas também com a adoção de certos hábitos. “Entre eles estão evitar exposição ao sol, prevenir-se de infecções e praticar atividade física nas fases em que a doença não estiver ativa”, recomenda a reumatologista Lilian Tereza Lavras Costallat, professora titular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista.

    Quanto aos remédios usados no tratamento, os pacientes devem tomar hidroxicloroquina, substância que previne a doença de entrar em atividade. Já os corticoesteroides são indicados para a fase inflamatória aguda do lúpus. Se mesmo assim não houver controle, a indicação é associar outro medicamento que ajude a atenuar o processo inflamatório ou a reduzir a resposta imunológica do organismo. “Mas o tratamento depende muito das manifestações que o paciente apresenta”, pondera Lilian Costallat.

    8. A pessoa com lúpus precisa de cuidados especiais?
    Sim. Entre eles estão evitar exposição ao sol; parar de fumar, já que o cigarro reduz a ação da hidroxicloroquina; fazer exercícios; adotar uma dieta rica em cálcio para prevenir a osteoporose, associada ao uso de corticoesteroides; e não consumir alimentos ricos em gordura e açúcar, afastando, assim, os picos de colesterol e triglicérides e o risco de aumento da glicemia, também ligado a esses medicamentos.

    9. A mulher com lúpus pode ter filhos?
    Sim, desde que a doença esteja controlada por, no mínimo, seis meses e a paciente não faça uso de medicamentos que possam fazer mal ao feto. Mesmo assim, a gravidez precisa de cuidados e acompanhamento médico mais rigorosos. “Pessoas que ficaram com disfunções importantes em órgãos como rim, coração ou pulmão não devem engravidar”, alerta Emilia Inoue Sato.

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  • foto-imagem-aparelho

    O Instituto Nacional Britânico para Excelência Clínica e de Saúde (NICE, na sigla em inglês) divulgou uma orientação recomendando o uso de estimulação magnética transcraniana para pacientes de enxaqueca. A tratamento é não invasivo; o aparelho portátil é colocado sobre o couro cabeludo e gera campos magnéticos indolores.

    A organização voltada para saúde pública diz que o procedimento ainda é relativamente novo e reconhece ser necessário levantar mais dados a respeito de sua eficácia e segurança no longo prazo.

    Em um teste feito com 164 pacientes, a estimulação funcionou duas vezes mais do que uma terapia com placebo e cerca de 40% dos voluntários já não sentia dores depois de usar o dispositivo.

    Mas, segundo o NICE, a terapia, em que uma bobina gera campos magnéticos que ativam ou inibem neurônios, pode ser útil para pacientes que já tentaram outros tratamentos e não conseguiram alívio.

    Segundo estatísticas, a enxaqueca é uma doença comum na Grã-Bretanha, afetando uma em cada quatro mulheres e um em cada 12 homens. No Brasil, estudos de 2009 apontam a incidência de enxaqueca em cerca de 15% da população.

    Existem muitos tipos de enxaqueca, com ou sem aura e com ou sem dor. Também existem várias opções de tratamentos, incluindo a administração de analgésicos comuns como o paracetamol.

    Peter Goadbsby, presidente da Associação Britânica para o Estudo da Dor de Cabeça, disse que muitos pacientes que sofrem do problema podem se beneficiar da estimulação magnética transcraniana.

    A chefe da organização de caridade Fundação Enxaqueca da Grã-Bretanha, Wendy Thomas, também aprova a nova orientação do NICE.

    “Muitos têm suas vidas afetadas pela enxaqueca. Aprovamos as orientações do NICE que possam ajudar a melhorar o futuro de muitas pessoas para as quais os outros tratamentos não funcionaram”, afirmou.

    O NICE recomenda ainda terapias como acupuntura.

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  • foto-imagem-vitiligoO tão temido vitiligo é temido por falta de conhecimento. A doença que bloqueia a pigmentação da pele assusta desde o aparecimento até a confirmação do diagnóstico. As pessoas acreditam que a falta de cor que atacou Michael Jackson é irreversível. No entanto, engana-se quem pensa dessa forma, Ana Maria Costa Pinheiro, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, deixa claro que há tratamentos, e maneiras de brecar a doença, e recomenda prevenção, sempre!

    O que é o Vitiligo?
    Ana Maria – O vitiligo é uma doença autoimune, isso significa que certas células do sistema imunológico produzem substancias que bloqueiam a produção de pigmento, por isso a doença é caracterizada pelas manchas brancas, ou seja, falta de cor em algumas partes do corpo. A textura da pele é a mesma, porém com cores diferentes. Apesar de muitas pessoas ligarem a doença a uma herança genética, esta maneira não é a mais correta de caracterizar essa disfunção, pois a ideia de genética está apenas na predisposição para desenvolver o vitiligo.

    Quais são as causas?
    Ana Maria – Existem algumas teorias da causa do vitiligo, mas a mais aceita é a imunológica, em que essas substâncias impedem a produção da melanina. No entanto, ainda não se tem teorias comprovadas, que deem certeza das causas da doença. Há estudos desde sistema nervoso até substâncias presentes na borracha, mas nada comprovado cientificamente.

    Quais são os sintomas?
    Ana Maria – A pessoa não sente nada. Com o aparecimento da doença ela só vai observar as manchas que vão surgindo pelo corpo, podendo ser várias de uma vez, ou apenas uma, já que, existem alguns tipos de vitiligo, como o localizado (o mais comum), o generalizado, e o segmentar, que pega apenas uma região do corpo. Dentre os tipos de vitiligo há áreas em que a doença é mais comum, como por exemplo, ao redor dos olhos, na boca, nas articulações (joelho, cotovelo, tornozelo), no dorso das mãos, e, ainda, nos pés. É importante ficar atento, pois o vitiligo não escolhe idade.

    Como é feito o diagnóstico?
    Ana Maria – O diagnóstico é principalmente clínico, o dermatologista vai olhar o tipo de mancha para aplicar o melhor procedimento. Há ainda outra maneira de diagnosticar o vitiligo, existe uma luz chamada lâmpada de Wood, é um tipo de luz negra, que deixa a pigmentação branca mais visível e mais fácil de ser diagnosticada pelo médico. Muitas pessoas falam no procedimento da biopsia, no entanto, não é muito eficaz, já que, apesar da célula estar inativa, ela ainda se encontra na pele da pessoa, portanto, este teste não mostrará a funcionalidade desta célula na pele, o que torna este procedimento inconclusivo.

    Como é feito o tratamento?
    Ana Maria – O tratamento vai agir de duas maneiras: bloqueando a evolução da doença, e tratamentos que ajudem a repigmentar a pele. O primeiro será feito com remédios, são usadas substâncias que retirem este bloqueio imunológico, essas substâncias são as chamadas imunossupressoras, encontradas nos corticoides. Já a segunda maneira será feita com substâncias fotossensibilizantes, a fototerapia é um exemplo deste tipo de tratamento, o aparelho conta com uma lâmpada especial que emite radiação ultravioleta A, ou B. O paciente, então, se submete a sessões de acordo com a pele e a extensão atingida pela doença, mas geralmente, ele faz a aplicação duas ou três vezes por semana. O tratamento age impedindo que as células agravem a doença, e ajudam a repigmentar. Hoje, pode ser considerada a maneira mais eficaz de combate ao vitiligo.

    Principais recomendações da dermatologista Ana Maria Costa Pinheiro:
    1) Em primeiro lugar: é importante ter em mente que quanto mais rápido a doença for descoberta mais eficaz será o tratamento.

    2) O paciente não deve aceitar um diagnostico em que o médico diga que seu vitiligo não tem jeito, porque ninguém sabe qual será a resposta daquele tipo de pele ao tratamento. É verdade que algumas pessoas não respondem ao tratamento, no entanto, a maioria consegue reverter os danos causados pela doença.

    3) Muito cuidado com tratamentos caseiros. Por ser uma área muito sensível os tratamentos devem sempre ter um acompanhamento médico e serem feitos com muito cuidado, se os devidos cuidados não forem tomados, a doença poderá ser agravada e virar até mesmo uma queimadura.

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  • foto-imagem-refluxoO refluxo gastroesofágico ou doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) consiste no refluxo de conteúdo alimentar presente no estômago para o esôfago, normalmente com pH ácido, embora possa ser também de conteúdo biliar, neste caso chamado refluxo alcalino.

    Sinais e sintomas
    O sintoma mais comum é a azia (sensação de queimor retroesternal e epigástrica, que pode subir até à garganta) e sensação de regurgitação. Entretanto, a ocorrência eventual de pirose não significa caso da doença, embora sua ocorrência em períodos relativamente curtos seja indicativo de seu desenvolvimento.

    Pode ocorrer também dor no precórdio, em queimação, simulando uma dor cardíaca, problemas respiratórios (asma, broncopneumonia) ou do orofaringe (tosse, pigarro ou rouquidão). Os sintomas de pirose e dor podem ser aliviados com a ingestão de antiácidos no entanto um modo rápido de identificar a origem da dor no peito (se cardíaca ou gastro-intestinal) é ingerindo alguns goles de leite sem açúcar. Os fatores predisponentes mais comuns são a presença de hérnia do hiato esofágico, obesidade e tabagismo, entre outros.

    A presença de bile refluída do duodeno parece ter muita importância em um tipo mais grave de DRGE, chamado de Esôfago de Barrett. Este tipo está intimamente ligado ao câncer do esôfago.
    Dificuldade para engolir e dor torácica crônica, e ainda pode incluir tosse, rouquidão, alteração na voz, dor crônica no ouvido, dores agudas (pontadas) no tórax, náusea ou sinusite.

    Diagnóstico
    Com esses sintomas para a avaliação diagnóstica inicial deve-se proceder a uma endoscopia digestiva alta, cujos achados mais comuns deverão ser a presença de hérnia de hiato e esofagite, que é a inflamação da mucosa esofágica causada pelo ácido refluído.

    Nos casos com sintomas típicos em que a endoscopia é normal, a pH-metria esofágica costuma fazer o diagnóstico. O esfíncter esofágico inferior (EEI) é localizado por manometria e então um catéter com sensor de pH é inserido por via nasal até o esôfago, registrando o pH esofágico durante um período de 24 horas.

    Nos casos com sintomas de refluxo, mas com pouca resposta aos tratamentos convencionais, aplica-se hoje a impedanciopHmetria, que mostra a presença de refluxo não ácido, sendo que, possivelmente, estes pacientes se beneficiariam muito com a cirurgia.

    Fisiopatologia
    Sua causa mais comum é a incapacidade que tem o esfíncter (válvula cárdia), inferior do esôfago, de reter o conteúdo do estômago, provocando a regurgitação.

    Hérnia de hiato esofagiano|hiato, mesmo assintomática, é outro fator que pode causar o refluxo não confundir com a doença, nesse caso o alimento é regurgitado antes de passar pelo esófago. Acidez elevada, bem como excessiva produção de ácido gástrico pode contribuir para a ocorrência da doença; também a síndrome de Zollinger-Ellison, hipercalcemia, esclerose sistêmica e pedras na vesícula.

    Acrescenta-se que a ingestão de alimentos condimentados, gordurosos, uso do fumo e álcool, mau hábito de alimentação (dormir logo após a refeição, excesso de comida) são fatores que ocasionam e pioram os efeitos do refluxo.

    Tratamento
    Os casos leves são tratados com medicamentos antiácidos, como preparações à base de hidróxido de magnésio e alumínio, e medicamentos inibidores de receptores H2 histaminérgicos, como a ranitidina e cimetidina. Além disso, há os pró-cineticos, que melhoram o esvaziamento gástrico (como a domperidona, metoclopramida e bromoprida).1 Os mais efetivos são os inibidores da bomba de prótons (omeprazol, pantoprazol, rabeprazol dentre outros) ingeridos 1 ou 2 vezes ao dia. São também indicadas medidas como não deitar após as alimentações e dormir com a cabeceira da cama mais elevada.

    Para os casos mais graves e aqueles que não respondem ao tratamento clínico, pode estar indicado o tratamento cirúrgico, que consiste na correção da hérnia de hiato ou da incontinência do esfíncter inferior do esôfago através da confecção de uma válvula anti-refluxo (fundoplicatura) com o fundo gástrico que envolve total ou parcialmente o esôfago. As vias de abordagens são a laparotomia (método tradicional, com um corte vertical de cerca de 10-15 cm acima da cicatriz umbilical); e a laparoscopia (método mais recente em que são realizadas 4 ou 5 pequenas incisões, de cerca de 1 cm cada, e por onde são inseridos o instrumental cirúrgico e uma pequena câmera de vídeo).

    Além dessas técnicas, algumas plantas medicinais como a camomila e o alcaçuz têm mostrado eficácia na melhora dos sintomas.
    Recentemente foi aprovada técnica endoscópica, trans-oral, para a correção do refluxo. A técnica envolve o uso do aparelho EsophyX e vem sendo empregada com sucesso em pacientes com hérnia de hiato pequena, ou sem hérnia de hiato. Estudos a longo prazo ainda não estão disponiveis, porém os resultados preliminares são promissores.

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  • Sensor aumenta precisão na detecção de vírus em até 10 mil vezes.
    Custo de chip é de US$ 0,40, de acordo com pesquisadores.

    Cientistas das universidades de Waseda, Tóquio e Hokkaido, as três do Japão, desenvolveram um chip que é capaz de detectar o vírus da gripe com uma precisão até 10 mil vezes maior que os meios tradicionais de diagnóstico.

    Um sensor, instalado no chip, possibilita aos usuários saber se o vírus relacionado com a gripe está em seu corpo apenas com a análise da mucosa. A tecnologia permite a identificação da doença em apenas dez minutos e é capaz de detectar até 15 diferentes cepas da gripe a partir de uma pequena amostra de fluido nasal, mais especificamente com apenas uma gota.

    De acordo com a equipe de cientistas, a tecnologia pode ajudar a diminuir o potencial de propagação da gripe, que é facilmente transmitida entre pessoas. Os pesquisadores esperam comercializar esses sensores para centros médicos e clínicas particulares em até cinco anos. A estimativa de preço de produção para cada chip é de US$ 0,40, segundo os cientistas.

    A gripe é uma doença grave, contagiosa, causada pelos vírus influenza (A, B ou C). O resfriado é menos agressivo e de menor duração, causado por um rinovírus (com seus vários tipos).

    Os sintomas da gripe muitas vezes são semelhantes aos do resfriado, que se caracterizam pelo comprometimento das vias aéreas superiores (congestão nasal e coriza), tosse, rouquidão, febre, mal-estar, dor de cabeça e no corpo. Mas, enquanto a gripe pode deixar a pessoa de cama, o resfriado geralmente não passa de tosse e coriza.

    A transmissão ocorre quando as secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada são transmitidas para outra por meio da fala, da tosse, do espirro ou pelo toque, levando o agente infeccioso direto à boca, olhos e nariz do receptor.

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  • foto-imagem-diverticuliteA diverticulite é uma inflamação que acontece, na maioria das vezes, no final do intestino grosso, numa de suas porções conhecidas como cólon sigmóide, que se situa pouco antes do reto. O problema dá as caras em formações chamadas divertículos, alterações na forma de pequenos tubos ou bolsas que se desenvolvem de dentro pra fora do intestino, especialmente nos indivíduos mais maduros. Estima-se que os divertículos surjam em até um terço das pessoas com mais de 50 e em dois terços das que já passaram dos 80. Isso explica porque a doença tem predileção por quem está nessa faixa etária, mais especificamente até os 70 anos. Mas, em grande parte dos casos, os divertículos não causam transtornos.

    Não se sabe ao certo porque eles aparecem, mas acredita-se que sua origem pode estar relacionada ao aumento da pressão interior do intestino, por conta de uma dieta com poucas fibras, por exemplo, combinada ao enfraquecimento de regiões da parede intestinal. “Curiosamente, nos orientais, os divertículos e a diverticulite são mais comuns no início do intestino grosso, próximo da área onde fica o apêndice”, conta Celso Bernini, diretor técnico do Serviço de Cirurgia do Hospital das Clínicas de São Paulo. Assim, não é de estranhar que nesse grupo específico o problema seja bastante confundido com uma apendicite.

    A diverticulite ocorre quando alguma coisa provoca uma inflamação no divertículo. Um acúmulo excessivo de muco ou fezes pode estar por trás da chateação. Outras vezes, um fecalito, pequena porção endurecida de fezes, entra ali e não consegue sair, entupindo tudo. Na maioria das vezes, as crises de diverticulite se resolvem sozinhas ou com auxílio de remédios para combater a inflamação e a dor além de alterações na alimentação. Os sintomas mais comuns são uma sensação dolorosa na parte inferior esquerda do abdômen, prisão de ventre ou diarréia e, embora mais raros, sangramentos – que, felizmente, se curam sozinhos em 90% dos casos. Vale lembrar que o tratamento dá um basta na diverticulite, mas os divertículos permanecem no intestino.

    Os quadros mais complicados podem vir acompanhados de uma infecção. Daí, o divertículo começa a acumular pus até se romper, contaminando a cavidade abdominal. O sangramento, comum nos mais idosos, chega a demandar transfusões de sangue se não cessa. “Esses casos demandam maior atenção, porque os pacientes costumam apresentar outros problemas de saúde, como hipertensão, doenças cardíacas ou diabete que, associados a uma hemorragia, são potencialmente perigosos”, diz Celso Bernini. Aí, não há escapatória: a solução é a cirurgia para remover a porção do intestino onde estão os divertículos. “Mas apenas 10% das diverticulites exigem um procedimento cirúrgico”, afirma o médico. Quando as crises, mesmo com tratamento, seguem frequentes, ocorrendo duas ou três vezes ao ano, a mesa de operação também é a saída recomendada.

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    A gênese de uma inflamação
    Entenda como a evolução dos divertículos pode culminar em uma diverticulite

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    Bolhas intestinais
    Quando o intestino não trabalha direito, há um aumento da pressão dentro do órgão. Esse fenômeno propicia a formação de divertículos, que podem ser comparados a bolhas na parede do intestino grosso. Normalmente se situam numa região chamada cólon sigmoide, que fica no lado esquerdo e inferior do abdômen.

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    cúmulo de fezes
    Pedaços de fezes, um verdadeiro reduto de bactérias, se intrometem e passam a se acumular dentro do divertículo. Até aí a diverticulite ainda não se manifesta.

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  • foto-imagem-diabetesO número de casos de diabetes tipo 1 está crescendo rapidamente, especialmente entre as crianças, enquanto muitas não são diagnosticadas devidamente, afirmam especialistas.

    Segundo um estudo da Federação Internacional de Diabetes, a diabetes tipo 1 é uma das doenças endócrinas e metabólicas mais comuns na infância e os casos entre crianças estão aumentando em todo o mundo.

    Atualmente, 371 milhões de pessoas sofrem de diabetes no mundo, principalmente diabetes tipo 2, provocada, principalmente, pela obesidade e por um estilo de vida precário.

    Para especialistas, o desenvolvimento de diabetes tipo 1 pode ter causas genéticas, mas eles ainda não sabem dizer a que se deve o incremento nos casos da doença.

    Além disso, em um número considerável de países, cada vez mais as crianças também estão sendo diagnosticadas com diabetes tipo 2.

    Diagnóstico adequado

    A diabetes se manifesta quando o organismo não pode produzir ou utilizar eficientemente a insulina, um hormônio que regula o nível de açúcar no sangue.

    Caso não seja tratada adequadamente, a doença pode produzir complicações severas.

    Uma pessoa com diabetes tipo 2 pode permanecer sem ser diagnosticada durante muito tempo.

    Mas no caso da diabetes tipo 1, se o paciente não recebe injeções de insulina diariamente para controlar seus nível de glicose, corre risco de morte.

    Apesar de a doença aparecer em qualquer idade, o mais comum é que ela ocorra em crianças e adolescentes menores de 14 anos.

    Segundo o informe da Federação Internacional de Diabetes, nos últimos anos, houve um crescimento anual de 3% dos casos de diabetes tipo 1 no mundo, principalmente em menores de 14 anos.

    O principal aumento ocorreu na Europa central e do leste.

    Embora não haja estudos sobre a incidência em outras partes do mundo, acredita-se que as tendências sejam similares globalmente.

    Conhecendo os sintomas

    Estima-se que, em média, cerca de 78 mil menores com até 15 anos desenvolvam a doença todo ano.

    Com isso, a diabetes tipo 1 pode ser um enorme desafio para muitas crianças e adolescentes. Além do impacto físico, a doença pode dificultar ou limitar as relações sociais, além de afetar o desempenho escolar.

    O estudo indica que cerca de 25% das crianças que desenvolvem a diabetes tipo 1 são diagnosticadas quando já se encontram em estado grave.

    Segundo Barbara Young, presidente-executiva da Diabetes UK, “é particularmente importante que os pais conheçam os sintomas da doença”.

    “Atualmente, o desconhecimento dos sintomas da diabetes tipo 1 é uma das principais razões para que um número assombroso de crianças estejam gravemente doentes quando recebem um diagnóstico”.

    Entre os principais sintomas, explica a especialista, estão: necessidade frequente de urinar, sede abundante, cansaço extremo e uma perda inexplicável de peso.

    “Os padres e as babás também precisam entender que se uma criança apresentar algum desses sintomas têm de levá-la ao médico o mais rápido possível, para que se faça o teste da diabetes tipo 1”, acrescentou Young.

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  • foto-imagem-mulheres-tomando-solUma entidade de saúde britânica está lançando uma campanha para conscientizar a população do país para os benefícios da ingestão diária de suplementos de vitamina D, cuja deficiência está associada a inúmeras doenças.

    Segundo o Royal College of Paediatrics and Child Health (RCPCH, na sigla em inglês), órgão que supervisiona a saúde infantil no Reino Unido, tais suplementos, que são baratos e acessíveis, deveriam ser adicionados às refeições diárias de todas as pessoas, para fortalecer a saúde.

    O RCPCH está concentrando sua campanha no Reino Unido para que grávidas, mulheres que estão na fase de amamentação, crianças de seis meses a cinco anos e adultos acima de 65 anos tomem a vitamina D na quantidade recomendada.

    No país, estima-se que metade da população branca e 90% dos negros e asiáticos sofram de alguma doença relacionada à falta de vitamina D no organismo.

    Em países como Estados Unidos, Canadá e Finlândia, a ingestão suplementar de vitamina D já é bem mais comum.

    Sintomas
    Os primeiros sintomas da deficiência deste nutriente são dor óssea e muscular e inchaço nos punhos e nas costelas.

    A falta de vitamina D também está associada ao aumento da incidência de diabetes, tuberculose, esclerose múltipla e raquitismo, doença que provoca e enfraquecimento e deformação dos ossos.

    O suplemento pode ser obtido pela luz solar e por alimentos como peixes oleosos, ovos e cogumelos.

    “Sabemos que a falta de vitamina D é um problema crescente e estudos mostram que há altos níveis de deficiência deste nutriente entre certos grupos, incluindo crianças”, disse Mitch Blair, professor do RCPCH.

    “Pegando sol e comendo alimentos que são fontes de vitamina D, as pessoas obtém somente uma parcela de 10% da quantidade diária recomendada”, avalia.

    “Comer um pouco mais de peixe e apanhar um pouco mais de sol não vão resolver o problema”, acrescenta.

    “A falta de vitamina D está relacionada a uma série de doenças graves em crianças e adultos, que podem ser prevenidas com medidas simples, como o uso de suplementos”, explica.

    “Garantir que as pessoas estejam conscientes de que os suplementos estão disponíveis é um passo crucial para diminuir a incidência de doenças. Nós precisamos fazer com que esses suplementos estejam disponíveis para a população, que é algo que já está acontecendo em alguns países”, acrescentou o especialista.

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