• Os métodos anticoncepcionais evoluíram muito nos últimos tempos. Já contamos inclusive com medicamentos que previnem uma gravidez indesejada ou forçada mesmo quando a mulher não utiliza nenhum contraceptivo no dia a dia.

    Apesar de o uso de anticoncepcionais ser realizado há décadas, a anticoncepção de emergência, comumente chamada de pílula do dia seguinte, é algo relativamente recente e passou a despertar maior interesse, ganhando difusão entre o público em geral, principalmente entre mulheres que não se valem dos métodos preventivos de longa duração ou se encontram em situação de risco de uma gestação inoportuna.

    A maioria dos anticonceptivos atua de forma a evitar a gravidez antes ou durante a relação sexual. Já a pílula do dia seguinte dispõe de compostos hormonais concentrados e por curto período de tempo, agindo nos dias posteriores à relação sexual.

    Diferentemente de outros métodos, sua indicação é reservada a situações especiais ou de exceção, com o objetivo de prevenir gravidez indesejada. Seu mecanismo de ação impede o encontro do espermatozoide com o óvulo. Portanto, não pode ser encarada como tática abortiva.

    O uso correto

    Essa forma de prevenção emergencial é facilmente encontrada em farmácias, e sua venda é feita sem prescrição. Nos serviços públicos de saúde, tanto na atenção básica quanto no atendimento à vítima de violência sexual, é oferecido gratuitamente o levonorgestrel de 0,75 mg.

    A medicação deve ser administrada pela mulher tão rápido quanto possível e, preferencialmente, em dose única dentro dos cinco dias que sucedem a relação sexual. As pessoas têm muitas dúvidas sobre os riscos e os benefícios do comprimido. Existem, de fato, alguns efeitos colaterais, tais como náuseas e vômitos, vertigem, dor de cabeça e nas mamas. Mas a pílula não provoca sangramento vaginal nem altera significativamente o ciclo menstrual.

    O principal alerta é que o uso repetitivo ou frequente pode comprometer sua eficácia. É importante lembrar que os contraceptivos orais, sejam os de uso contínuo, seja o emergencial, não protegem o organismo de infecções sexualmente transmissíveis (HIV, sífilis etc.) — esse papel é desempenhado somente pelos preservativos masculino e feminino.

    A pílula do dia seguinte é, sem dúvida, uma conquista das mulheres, mas não deve ser vista como opção de contracepção rotineira. Ter fácil acesso a um método de emergência não significa que seu uso deve ser banalizado.

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    Dor e ardência na hora do sexo podem ser sinal de secura vaginal. Acontece que um quinto das brasileiras desconhece esse tipo de ressecamento, segundo dados de uma pesquisa realizada pela Conecta, a pedido da farmacêutica Teva.

    A investigação ouviu 1 007 mulheres a partir dos 16 anos de todo o país. Por meio de um questionário online, elas forneceram informações sobre o que sabiam a respeito da condição. E o resultado foi que 88% apresentaram algum grau de desconhecimento em relação a ela — 20% sequer sabiam o que era.

    “O ressecamento ocorre por causa de uma alteração na produção de estrogênio [hormônio feminino] que é comum em momentos como pós-parto e a menopausa”, explica o ginecologista Eliano Pellini, chefe do Departamento de Sexualidade da Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André. “Além disso, o tratamento para algumas condições, como a quimioterapia no câncer de mama, influencia essa fabricação”, completa.

    De acordo com os dados da pesquisa, o ressecamento vai além das dores físicas. Entre as mulheres com o quadro, 53% se sentiam irritadas, 44% manifestavam insegurança e 33% exibiam autoestima baixa.

    Apesar disso, poucas procuram ajuda médica. Apenas 24% das que reclamaram de secura vaginal foram atrás de um ginecologista. Por quê? Confira as respostas mais comuns:

    • “Considerar normal sentir-se ressecada/o desconforto não precisava ser tratado” (em 40% das vezes)
    • “Não achar importante” (25%)
    • “Falta de tempo” (23%).

    Mas Pellini acredita que, além desses fatores relatados, a falta de autoconhecimento das mulheres desempenha função importante nessa equação. “Infelizmente, a maioria não olha para a vagina. Não usa espelho, por exemplo, e depende totalmente das informações do ginecologista”, lamenta.

    O médico defende que o assunto precisa ser debatido e divulgado com a mesma intensidade com a qual o câncer de mama é disseminado no Outubro Rosa. “Em alguns casos, elas chegam ao consultório num estágio tão avançado de que não conseguimos nem fazer o exame de toque”, completa.

    Quando a parede do órgão seca e inflama, gera rachaduras e fissuras. Só que esse processo pode ser controlado. “O uso de hidratantes vaginais protege a mucosa”, exemplifica. Alguns alimentos, como a soja, também ajudam a estimular a produção de estrogênio e minimizar o quadro. Mas importante mesmo é estar em contato com o próprio corpo e não deixar de buscar ajuda caso perceba qualquer coisa fora do lugar.

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