• foto-imagem-saude-lupus

    1. O que é Lúpus?
    Trata-se de uma doença inflamatória crônica de origem autoimune – isto é, ocorre uma produção excessiva de anticorpos contra as próprias células do organismo ou contra proteínas existentes no núcleo celular. Há dois tipos principais: o lúpus cutâneo, que se restringe à pele, e o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), que também atinge outros órgãos.

    2. É uma doença rara?
    Pesquisas apontam que a prevalência do lúpus varia entre 1 a cada 2 mil pessoas e 1 a cada 10 mil. Não há estudos epidemiológicos feitos aqui no Brasil, mas especialistas acreditam que os números sejam os mesmos de outros países.

    3. O lúpus atinge mais o sexo masculino ou feminino?
    “90% dos casos são em mulheres, principalmente naquelas entre 15 e 45 anos de idade”, informa a médica Emilia Inoue Sato, professora titular de reumatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Isso porque é nessa faixa etária que os hormônios estão mais atuantes. E, nesse caso, o estrógeno chama a atenção. “Ele é um facilitador de linfócitos, células produtoras de anticorpos”, explica a reumatologista.

    4. O que pode desencadear o lúpus?
    Fatores genéticos, hormonais e também ambientais – a exposição ao sol, por exemplo, é um deles. “É que a luz ultravioleta pode ativar o lúpus”, conta Emilia. Além disso, outros elementos podem servir de pontapé para o aparecimento do problema, como infecções virais e até medicamentos.

    5. Quais são os sintomas?
    Nem todas as pessoas manifestam o lúpus da mesma maneira, pois os sintomas variam de acordo com a fase em que a enfermidade se encontra (atividade ou remissão) e o local onde ocorre a inflamação. Mas é comum que pacientes com LES apresentem cansaço, desânimo, febre e perda de peso nos períodos em que a doença está ativa. Além disso, são comuns:

    – Dor e inchaço nas articulações (principalmente nas mãos);
    – Manchas vermelhas na pele, em especial nas maçãs do rosto e que pioram ao tomar sol;
    – Inchaço ou dificuldade para urinar devido à inflamação nos rins;
    – Dores no peito ou para respirar decorrentes de inflamações nas membranas que recobrem os pulmões e o coração;
    – Problemas neurológicos ? a exemplo de convulsão e psicose -, em virtude de comprometimento do sistema nervoso central.

    6. Como é feito o diagnóstico?
    A identificação do lúpus é baseada em manifestações clínicas e alterações notadas em testes laboratoriais, principalmente os de sangue. Não há um exame que tenha alta especificidade e sensibilidade para o diagnóstico do LES.

    7. Existe um tratamento?
    Por ser uma doença crônica, o lúpus não tem cura. No entanto, é possível controlá-lo não só com medicamentos, mas também com a adoção de certos hábitos. “Entre eles estão evitar exposição ao sol, prevenir-se de infecções e praticar atividade física nas fases em que a doença não estiver ativa”, recomenda a reumatologista Lilian Tereza Lavras Costallat, professora titular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista.

    Quanto aos remédios usados no tratamento, os pacientes devem tomar hidroxicloroquina, substância que previne a doença de entrar em atividade. Já os corticoesteroides são indicados para a fase inflamatória aguda do lúpus. Se mesmo assim não houver controle, a indicação é associar outro medicamento que ajude a atenuar o processo inflamatório ou a reduzir a resposta imunológica do organismo. “Mas o tratamento depende muito das manifestações que o paciente apresenta”, pondera Lilian Costallat.

    8. A pessoa com lúpus precisa de cuidados especiais?
    Sim. Entre eles estão evitar exposição ao sol; parar de fumar, já que o cigarro reduz a ação da hidroxicloroquina; fazer exercícios; adotar uma dieta rica em cálcio para prevenir a osteoporose, associada ao uso de corticoesteroides; e não consumir alimentos ricos em gordura e açúcar, afastando, assim, os picos de colesterol e triglicérides e o risco de aumento da glicemia, também ligado a esses medicamentos.

    9. A mulher com lúpus pode ter filhos?
    Sim, desde que a doença esteja controlada por, no mínimo, seis meses e a paciente não faça uso de medicamentos que possam fazer mal ao feto. Mesmo assim, a gravidez precisa de cuidados e acompanhamento médico mais rigorosos. “Pessoas que ficaram com disfunções importantes em órgãos como rim, coração ou pulmão não devem engravidar”, alerta Emilia Inoue Sato.

    Tags: , , , , , , ,

  • foto-imagem-pessoas-gordas

    Mais da metade da população adulta brasileira está nessas categorias – 58% das mulheres e 52% dos homens.

    Na média mundial, 37% dos homens e 38% das mulheres está acima do peso ou é obesa.

    O resultado mundial é puxado para baixo por causa dos baixos índices da África Subsaariana e do sul e sudeste da Ásia. No caso da China, por exemplo, o índice é de 28% para ambos os sexos.

    O resultado do Brasil, por outro lado, está na média da América do Sul e abaixo do resultado dos Estados Unidos, onde quase 70% da população adulta está com o peso muito alto.

    No mundo todo, há 2,1 bilhões de pessoas acima do peso, um salto em relação a 1980, com o número chegava a 875 milhões. Segundo os pesquisadores, entre as razões desse aumento está o “sedentarismo em todos os níveis”.

    Em números absolutos, o primeiro país no ranking é os Estados Unidos, seguido por China, Índia, Rússia e, finalmente, o Brasil, com 74 milhões.

    Fracasso

    Considerado um dos mais amplos estudos já publicados, a pesquisa foi liderada pelo Instituto de Métricas e Avaliações de Saúde (IHME), em Washington, e executada por pesquisadores de todo o mundo.

    foto-imagem-pessoas-obesa

    Para Ali Mokdad, do (IHME), nenhum país está vencendo a obesidade, já que ela é um problema relativamente novo. “Vai demorar um tempo para vermos histórias bem sucedidas nessa área”, disse.

    Globalmente, a proporção de adultos acima do peso (ou seja, com índice de massa corporal de 25kg/m2 ou mais alto) cresceu de 28,8% para 36,9% em homens e de 29,8% para 38% em mulheres, de 1980 a 2013.

    Um dos dados que mais chamaram a atenção dos cientistas foi o aumento da obesidade entre crianças e adolescente em países desenvolvidos: 23,8% dos meninos e 22,6% das meninas estavam acima do peso ou eram obesos no ano passado.

    O mesmo ocorreu entre crianças e adolescentes de países em desenvolvimento: de 8,1% para 12,9% em 2013 no caso de meninos e de 8,4% para 13,4% para as meninas.

    Desde 2006, o aumento da obesidade entre adultos em países desenvolvidos vem desacelerando, segundo o levantamento.

    Consumismo

    Na conclusão do estudo, os pesquisadores pedem uma “liderança global urgente” para combater fatores de risco como o consumo excessivo de calorias, o sedentarismo, e a “promoção ativa feita pela indústria, incentivando o consumo de comida”.

    Segundo a pesquisa, há mais mulheres obesas do que homens em países em desenvolvimento. Segundo Mokdad, isso se deve ao fato de as mulheres nesses locais assumirem muitas funções – como trabalhar fora e cuidar da família -, as deixando sem tempo para controlar seu peso.

    Nos países desenvolvidos, entretanto, há mais homens obesos do que mulheres. Moktad disse que isso se deve às longas horas gastas para ir do trabalho até a casa, além de fatores como um maior sedentarismo, usando computadores.

    O professor Hermann Toplak, da Universidade de Graz (Áustria), disse que “nas últimas décadas, a modernização do nosso mundo, com toda a tecnologia que nos cerca, nos levou a um cenário de sedentarismo em todos os níveis”.

    De acordo com ele, a falta de atividade física faz com que o autocontrole entre em uma espiral. Crianças e adultos, segundo ele, não estão construindo uma massa muscular funcional e “o comer clássico foi substituído por um consumo descontrolado de comida” ao longo do dia.

    Os cientistas analisaram dados de pesquisas, como algumas feitas pela OMS (Organização Mundial da Saúde), governos, e artigos científicos.

    Tags: , , , ,

  • foto-imagem-mesas-adaptadas

    A partir disto, o apresentador da BBC Chris Bowlby questiona se os escritórios do futuro poderiam girar em torno da ideia de trabalhar em pé.

    Os últimos estudos sugerem que permanecer sentado durante o trabalho pode causar problemas cardiovasculares ou deixar o corpo vulnerável à diabetes. E muitas pessoas não tem como resolver esses problemas com prática de exercícios em academias.

    A cultura de conforto no espaço doméstico também ajuda pouco quando se tenta evitar um estilo de vida sedentário.

    Uma solução seria buscar novas concepções no que concerne o espaço de trabalho, buscar formas de reduzir o tempo em que o trabalhador permanece sentado.

    Esse desafio significa repensar a arquitetura, ter dinheiro para investir nisso e tentar mudar a rotina de trabalho.

    O investimento é caro. Só as mesas ajustáveis que permitem trabalhar sentado ou de pé podem custar centenas de dólares.

    O modelo atual comum, de fileiras de mesas de trabalho, que tem a vantagem de economizar espaço, não serve para os empregadores que querem um estilo mais ativo.

    Energia e criatividade

    Os que defendem um tempo maior de pé durante o trabalho afirmam que esta nova forma de trabalhar é benéfica não apenas para a saúde, mas também para a energia e criatividade dos funcionários. E muitas grandes companhias estão começando a levar a sério estas afirmações.

    foto-imagem-funcionarios

    A gerência das instalações da companhia americana GE na Grã-Bretanha está considerando a possibilidade de dar uma escolha aos funcionários.

    “Sabe-se cada vez mais que períodos longos de comportamento sedentário têm um efeito adverso para a saúde, então estamos tentando introduzir mesas para (os funcionários ficarem) em pé”, disse o engenheiro da GE Jonathan McGregor.

    No entanto, o custo precisa ser calculado. As grandes empresas estão levantando os dados sobre doenças e folgas dos trabalhadores antes de tomar uma decisão.

    Preços

    Os preços podem variar, mas uma mesa que permita trabalhar em pé geralmente custa mais do que as mesas convencionais.

    Na Grã-Bretanha, por exemplo, empresas cobram entre 500 libras (quase R$ 1,9 mil) e 400 libras (quase R$ 1,5 mil) por cada uma destas mesas quando são feitos pedidos de 50 ou mais unidades. O preço de uma mesa normal é de 172 libras em média (R$ 642).

    Além da diferença do custo, há também outra questão: as pessoas precisarão escolher se vão ficar sentadas ou em pé. Obrigar os funcionários a ficar em pé pode prejudicar o moral no local de trabalho.

    Alan Hedge, especialista em ergonomia é cético em relação à este tipo de mudança entre os trabalhadores. Alguns simplesmente vão querer continuar sentados e os que tiverem mesas ajustáveis poderão ter desentendimentos com os que permanecem sentados.

    Hedge acredita que os chefes deveriam estimular os funcionários a se mover mais dentro do escritório.

    Precisamos tratar a experiência de trabalhar sentado como a de dirigir. É preciso fazer pausas regularmente”, afirmou.

    Conceitofoto-imagem-apresentador-de-rádio

    O conceito de permanecer sentado em um local de trabalho é uma inovação recente, segundo Jeremy Myerson, professor de design no Royal College of Art.

    “Se você analisar o final do século 19”, disse o professor, os escrivãos vitorianos podiam ficar em pé em frente às suas mesas “e se moviam muito mais”.

    “É possível ver o escritório industrial dos últimos cem anos como uma espécie de aberração na trajetória dos hábitos de trabalho dos últimos mil anos, quando sempre nos movimentamos”, acrescentou.

    O que mudou tudo no século 20 foi o modelo de produção chamado de “taylorismo”, quando estudos de uso de tempo e movimentação foram aplicados ao trabalho de escritório.

    “É muito mais fácil supervisionar e controlar as pessoas quando elas estão sentadas”, disse Myerson.

    O professor sugere que, nos Estados Unidos e Grã-Bretanha, há uma “tendência de tratar o projeto do local de trabalho como custo e não como investimento”.

    Myerson lembra que nem todos seguem esta tendência. “A Dinamarca acabou de determinar que os empregadores ofereçam aos funcionários mesas para sentar ou para ficar em pé.”

    O professor lembra que é preciso dar uma escolha aos funcionários, ao invés de simplesmente obrigá-los a ficar em pé.

    “Muitas pessoas sentem que ter sua própria mesa e cadeira é um símbolo de segurança e status no trabalho”, disse.

    Mesa mais altafoto-imagem-mesa-mais-alta

    Quando o apresentador da BBC Chris Bowlby resolveu colocar isto em prática, ele precisou ocupar um canto mais afastado do escritório, que pudesse acomodar uma mesa mais alta – que não tinha sido projetada para o trabalho regular – para poder trabalhar de pé.

    “Consegui apenas encontrar uma mesa fixa mais ou menos da minha altura, usada para trabalhos específicos, técnicos. A conexão do computador era ruim e não havia um telefone. Me disseram que mudar tudo isso sairia caro”, disse.

    “Gurus do designer falam muito sobre a tecnologia móvel liberando os trabalhadores. Mas, para muitos, a necessidade de um computador e de uma linha fixa ainda funciona mais como uma amarra”, acrescentou o jornalista.

    Bowlby afirma que, depois de algumas dores iniciais, ele começou a se acostumar com o trabalho em pé, voltar a se sentar em uma cadeira parecia mais apertado do que antes.

    “Mas, enquanto estava em pé, fiquei distante de meus colegas, a maioria deles se perguntando o que será que eu estava fazendo.”

    Tags: , , , , , , ,

  • foto-imagem-micronutrientes
    A lipoproteína de alta densidade (HDL na sigla em inglês), ou colesterol bom, normalmente ajuda a manter as artérias limpas e faz bem para a saúde do coração.

    Mas um time de médicos do centro médico acadêmico Cleveland Clinic, no estado de Ohio, mostrou que o HDL pode se tornar anormal e entupir as artérias.

    Eles dizem que as pessoas devem continuar a comer de forma saudável, mas que a história do “bom” colesterol é mais complexa do que se pensava.

    A lipoproteína de baixa densidade (LDL na sigla em inglês) é “ruim” porque é depositada nas paredes das artérias e causa a formação de placas duras que podem causar entupimentos, resultando em acidentes cárdeo vasculares (AVC) e infartos.

    No caso do HDL, ele é um colesterol “bom” porque é enviado para o fígado.

    A evidência hoje é de que ter uma proporção maior do bom colesterol em relação ao ruim faz bem à saúde.

    No entanto, os pesquisadores da Cleveland Clinic dizem que testes clínicos com o objetivo de aumentar os níveis de HDL “não tiveram sucesso” e que o papel do bom colesterol é claramente mais complicado.

    ‘A exata mudança química’

    No estudo, divulgado na publicação científica Nature Medicine, eles mostraram como a lipoproteína de alta densidade pode se tornar anormal.

    Um dos pesquisadores, Stanley Hazen, disse que o HDL estava sendo modificado nas paredes das artérias.

    “Nas paredes das artérias o HDL está agindo de forma bastante diferente de como age na circulação. Pode se tornar disfuncional e contribuir para o desenvolvimento de doenças do coração.”

    “Estes dados não mudam a ideia de que devemos comer de forma saudável”, explicou Hazen.

    Ele disse que as descobertas serão usadas para desenvolver novos testes para o HDL anormal, e pesquisar medicamentos que ajudem a bloquear sua formação.

    Shannon Amoils, um pesquisador da organização de caridade britânica voltada para problemas cardíacos, a British Heart Foundation, disse que “embora tradicionalmente pensemos no HDL como colesterol ‘bom’, a realidade é muito mais complexa.”

    “Nós hoje sabemos que diante de certas condições, o HDL pode se tornar disfuncional e pode ajudar a entupir artérias.”

    “Esta interessante pesquisa mostra a exata mudança química que torna o “bom” colesterol em “ruim”.

    “Esse conhecimento pode permitir que cientistas monitorem a doença arterial coronária mais de perto ou até mesmo ataquem o colesterol “ruim” com medicamentos.”

    Tags: , , , , ,

  • foto-imagem-saladasUma representante do governo britânico escreveu uma carta para editores de revistas de comportamento em que pede a eles que não promovam dietas milagrosas nas semanas posteriores ao Natal porque elas representam um “risco à saúde”.

    Em carta aberta, a secretária-adjunta da Igualdade, Jo Swinson, pediu às revistas que “eliminem as dietas da moda e os mitos da boa forma” das edições de janeiro.

    No lugar desse tipo de artigo, a britânica sugere que as publicações deveriam “celebrar a beleza da diversidade de formatos de corpos, cores, tamanhos e idades”.

    Swinson é uma das fundadoras da Campaign for Body Confidence, campanha que tenta incentivar as pessoas a se sentirem confortáveis e seguras em relação ao próprio corpo.

    A carta foi enviada a revistas femininas e masculinas, assim como publicações ligadas a saúde e celebridades.

    Consequências negativas

    Após os excessos gastronômicos do Natal, muitas pessoas usam a chegada do Ano Novo como desculpa ou motivação para fazer regimes, perder peso e ficar em forma.

    “Tenho certeza de que vocês querem promover um estilo de vida saudável entre seus leitores, mas, particularmente nesse período do ano, muitas revistas tendem a colocar seu foco em soluções irresponsáveis, de curto prazo, encorajando leitores a entrar na onda das dietas da moda”, diz a carta de Jo Swinson.

    “Como editores, vocês devem mais aos seus leitores do que a promoção descuidada de soluções pouco saudáveis para a perda de peso”, acrescenta.
    “Se seu objetivo é dar conselhos práticos e sensatos sobre como perder peso – e não sobre como perder seis quilos em cinco dias – vocês deveriam promover expectativas razoáveis, em vez das perigosas, aliadas a exercícios e alimentação saudável.”

    Em entrevista à BBC após a divulgação da carta, a ministra disse ser contrária “a qualquer dieta que encoraje você a perder peso em velocidade milagrosa, ou seja, em velocidade pouco saudável, ou a cortar grupos de alimentos (carboidratos, proteínas ou gorduras) ou pular refeições”.

    “Essas dietas da moda podem na verdade ter consequências negativas para a saúde e, de qualquer forma, a maioria das dietas não funciona”, afirma Swinson.

    Especialistas em dietas ouvidos pela BBC dizem que, de fato, cortar grupos de alimentos gera desequilíbrios nutricionais que podem prejudicar o organismo.

    E, quando uma pessoa perde peso muito rapidamente, a tendência é que ela recupere os quilos que perdeu – também com rapidez, segundo os pesquisadores.

    Conselho confiável

    Ao comentar a carta da representante do governo britânico, Jane Johnson, ex-editora das revistas Closer e Fabulous, disse à BBC que as publicações se preocupam com seus leitores e são bastante cuidadosas em relação aos conselhos que publicam.

    Segundo Johnson, a maioria das revistas hoje é influenciada por filosofias de bem-estar “holístico” (ou seja, que abordam o organismo humano como um sistema completo, em vez de separá-lo em partes).

    Para a jornalista, hoje o pensamento mudou e as revistas buscam a confiança e a lealdade dos leitores.

    Por isso, avalia Johnson, artigos que propõe dietas da moda são vistos como “irresponsáveis”.

    Tags: , , , , ,


  • O risco de um ataque do coração é maior no período de cerca de seis horas depois que a pessoa é exposta à fumaça, para em seguida diminuir, segundo os cientistas.
    “Este estudo em larga escala mostra de forma conclusiva que o risco de se ter um ataque do coração aumenta temporariamente, (sendo) em níveis mais altos (de risco) cerca de seis horas depois de se respirar a fumaça de veículos”, afirmou o professor Jeremy Pearson, diretor-médico da British Heart Foundation, que ajudou a financiar o estudo que teve participação da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.

    “Sabemos que a poluição pode causar problemas para a saúde do coração, possivelmente porque ‘engrossa’ o sangue e aumenta a possibilidade de coágulos.”

    O estudo, publicado na revista especializada British Medical Journal, afirma que a poluição provavelmente acelera o ataque cardíaco ao invés de causar diretamente o ataque.

    Mas, segundo os pesquisadores, a exposição repetida à poluição faz mal à saúde, diminuindo de forma significativa a expectativa de vida.

    “Nosso conselho aos pacientes ainda é o mesmo, se você foi diagnosticado com problemas cardíacos, tente evitar passar períodos mais longos em áreas onde há maior possibilidade de níveis altos de poluição ou perto de ruas movimentadas”, acrescentou Pearson.

    Pacientes

    A pesquisa britânica examinou os registros médicos de quase 80 mil pacientes que tinham sofrido ataques cardíacos na Inglaterra e País de Gales. Os cientistas então cruzaram estes dados com as informações sobre poluição do ar.

    Isto permitiu que os pesquisadores comparassem os níveis de poluição do ar com os sintomas de ataque do coração para tentar encontrar alguma ligação.

    Os dados comparados indicavam que os níveis mais altos de poluição do ar estavam relacionados com o início de um ataque cardíaco seis horas depois da exposição à fumaça. Depois deste prazo, o risco caiu novamente.

    Krishnan Bhaskaran, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, que liderou a pesquisa, afirmou que as descobertas sugerem que a poluição não é um dos fatores que mais contribuem para a ocorrência de ataques cardíacos.

    O pesquisador cita como exemplo o fato de que ser exposto a níveis médios de poluição, ao invés de níveis baixos, aumenta o risco de um ataque cardíaco em 5%, de acordo com seus cálculos.

    “Estes eventos cardíacos teriam acontecido de qualquer jeito”, afirmou.

    No entanto, Bhaskaran afirmou que as descobertas não mudam o fato de que a exposição crônica à poluição do ar é prejudicial à saúde.

    “Dietas pesadas, fumo etc, representam um risco muito maior para ataques cardíacos, mas a poluição vinda dos carros é a cobertura do bolo”, disse Jeremy Pearson, da British Heart Foundation

    Tags: