• foto-imagem-visão
    por mais que as novas próteses prometam dar um pouco da visão de volta para quem não consegue enxergar, o fato é que ainda não há muito que se possa fazer quando as células fotorreceptoras – também conhecidas como cones e bastonetes – do olho falham por conta de um ferimento ou doença. Agora, no entanto, parece que as estudadas terapias genéticas finalmente estão começando a dar frutos e poderão começar a ser testadas em humanos.Liderados por Zhuo-Hua Pan, uma equipe de pesquisadores da Wayne State University de Detroit, nos EUA, ingressou em um promissor campo científico chamado de optogenética. Em vez de tentar reutilizar os fotorreceptores mortos, essa área busca ignorá-los em favor das células ganglionares, que ficam atrás deles e costumam carregar sinais elétricos dos cones e bastonetes para o nervo óptico.Os cientistas descobriram que podem controlar as funções dessas células ganglionares inserindo no olho moléculas sensíveis à luz vindas de algas e outros microrganismos e lançando feixes luminosos azuis para estimulá-las. Embora tecnicamente seja uma forma de terapia de genes, a optogenética não depende da alteração do genoma de uma pessoa, apenas fazendo com que células transmissoras se tornem fotossensíveis com o uso de uma proteína.

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    Sem polêmicas

    Como a nova técnica não envolve todos os dilemas médicos e éticos levantados pela terapia de genes tradicional, sua aplicação pode progredir sem grandes impasses. Se tudo der certo, os testes clínicos em humanos devem começar já no próximo ano e em breve teremos uma opção para devolver um pouco da visão a milhões de pessoas que sofrem de deficiências visuais ao redor do mundo.

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  • foto-imagem-saude-sashimi-salmao-atum

    Qualquer restaurante japonês que se preze oferece fatias de salmão e atum crus, os famosos sashimis. Pois trate de aproveitá-los. “Eles são nutricionalmente excelentes”, afirma a nutricionista Roseli Ueno Ninomiya, de São Paulo. Para começo de conversa, ambos os peixes têm ômega-3, gordura boa que ajuda a evitar o acúmulo de placas nas artérias. Quem preferir as lâminas de salmão também vai brindar o corpo com vitamina A, protetora da visão, e potássio, mineral que derruba a pressão arterial. Já os fãs de atum se abastecerão de ferro, um aliado do sistema imune, e de vitamina B12, vital para as células, especialmente as do sistema digestivo, do tecido nervoso e da medula óssea. Então, que tal degustar os dois? “Quando for ao restaurante, você pode comer cinco fatias de cada um”, sugere Roseli. Só não vá inundá-las de shoyu, molho cheio de sódio. De acordo com a especialista, os acompanhamentos mais adequados são o gengibre, que é digestivo, e o chá-verde, repleto de antioxidantes.

    Veja a comparação de 100 gramas do alimento, de acordo com o livro Nutrição e técnica dietética, da nutricionista Sônia Tucunduva Philippi.

    1. Energia

    Sashimi de salmão 116 Kcal
    Sashimi de atum 144 Kcal

    2. Proteína
    Sashimi de atum 23,3 g
    Sashimi de salmão 19,9 g

    3. Gorduras totais
    Sashimi de salmão 3,4 g
    Sashimi de atum 4,9 g

    4. Gordura saturada
    Sashimi de salmão 0,5 g
    Sashimi de atum 1,2 g

    5. Vitamina B12
    Sashimi de atum 9,4 mcg
    Sashimi de salmão 3 mcg

    6. Ferro
    Sashimi de atum 1 mg
    Sashimi de salmão 0,7 mg

    Placar SAÚDE

    Sashimi de atum 3 X?3 sashimi de salmão

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  • Uma proteína encontrada no leite materno pode prevenir a transmissão do vírus da Aids

    foto-imagem-leite proteina

    O leite materno e o vírus da AIDS não são amigos,e é algo que tem sido conhecido , especialmente nos países pobres, onde muitas mulheres infectadas com o HIV têm crianças que nascem sem ele e que , apesar de ainda serem amamentados sem pegar a maioria deles (digo mais , porque quando eles começam a comer outras coisas e alterou os mucosa intestinal novos alimentos , aí sim o leite materno pode infectar o bebê ) .

    O fato é que os cientistas ainda estão investigando a relação de ódio entre o vírus e as mães de leite e descobriram recentemente que uma proteína do leite é capaz de prevenir a transmissão do vírus da AIDS.

    Até à data , muito se reduziram as taxas de transmissão do vírus da mãe para o bebê através do tratamento antirretroviral. O problema é que, em países pobres, nem todas as mulheres infectadas por vírus têm acesso a medicação e , nesses casos, qualquer solução é bem-vinda . Além disso , o tratamento com estes medicamentos em massa pode acabar por ser menos eficientes para aparecer novas estirpes resistentes a estes medicamentos , de modo que as alternativas mais investigação .

    Como eu mencionei acima , enquanto que o aleitamento materno exclusivo é o risco de infecção é mínimo. No momento em que o bebê começa a comer outras coisas, o risco de infecção aumenta . A teoria é que, quando as mães a tomar antirretrovirais a maioria das crianças deve ser infectados , mas a realidade é muito diferente , uma vez que foi observado que as crianças que são do peito que durou dois anos , apenas 10% apenas infectante.

    Isto sugeriu que os investigadores que algum componente do leite materno ( ou mais ) foram capazes de controlar ou impedir a infecção – C (CNC) . O TNC é uma proteína importante no desenvolvimento do bebê e muito útil na cicatrização de feridas , que também tem propriedades anti-microbianas , que até agora ninguém tinha descritos .

    Um dos efeitos da TNC é envolver o receptor CD4 , que , curiosamente, são os preferidos por HIV. Ou seja, proteína TNC está onde o vírus da Aids para infectar as células acopladas destina . Não é possível posicionar não pode infectar eles, e incapaz de fazer a infecção não pode ocorrer . A célula infectada com o vírus tem uma vida muito curta , de horas a poucos dias , então se você não pode se espalhar , se você achar que é tão difícil de se replicar em células , o vírus pode eventualmente desaparecer do corpo.

    Segundo os pesquisadores , isso poderia explicar por que a maioria das crianças expostas ao HIV não estão infectados pelo vírus. Também suspeitar que a mesma proteína pode ser um precursor de outros fatores de inibição do vírus , tais como anticorpos , que além disso ajuda a proteger o bebê contra infecção .

    Agora, obviamente , tem de investigar como aplicar estas descobertas no campo da saúde, se é possível promover a prevenção ou a cura do vírus com a proteína . Vamos esperar que sim .

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  • foto-imagem-proteinaExperiências feitas com camundongos sugerem que baixos níveis de proteína no cérebro podem ser responsáveis por perda de memória.

    O estudo publicado pela revista científica Science Translational Medicine afirma que a perda de memória não tem relação com Alzheimer.

    A equipe do Columbia University Medical Centre começou analisando o cérebro de oito pessoas já falecidas, com idades de 22 a 28 anos, que doaram seus órgãos para pesquisa médica.

    Eles encontraram 17 genes cujas atividades variavam com a idade. Um deles continha instruções para fazer a proteína RbAp48, que ficou menos ativo com o tempo.

    Camundongos jovens criados com baixos níveis de RbAp48 em laboratório tiveram desempenho mais fraco em testes de memória.

    Usando um vírus para melhorar o nível de RbAp48 em camundongos mais velhos pareceu melhorar a memória e reduzir o nível de deterioração.

    “O fato de que nós fomos capazes de reverter a memória relacionada ao envelhecimento em camundongos é bastante animador”, disse o professor Erica Kandel, que trabalhou na pesquisa.

    “No mínimo, mostra que essa proteína é um fator importante, e faz alusão ao fato de que a perda de memória relacionada à idade acontece em função de uma mudança de algum tipo nos neurônios. Ao contrário do Alzheimer, não existe perda signigicativa (no número) de neurônios.”

    Ainda não se sabe o impacto que o ajuste no nível de RbAp48 tem no cérebro humano, que é mais complexo. Nem mesmo se entende se seria possível manipular estes níveis com confiança.

    Simon Ridley, da entidade Alzheimer Research UK, que não participou da pesquisa, disse que os resultados do estudo avança em uma área desafiadora para a ciência, que é a compreensão sobre os mecanismos que causam Alzheimer e os que provocam perda de memória em relação à idade.

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  • foto-imagem-vacina-contra-maláriaUma equipe de pesquisadores japoneses desenvolveu uma vacina contra malária que pode diminuir até 72% o número de pessoas infectadas. O estudo foi feito entre 2010 e 2011 com adultos no Japão e pessoas de 6 a 20 anos que vivem em Uganda, na África, onde a doença é endêmica. Os resultados foram publicados esta semana na revista científica americana “PLOS One“.

    Os autores, da Universidade de Osaka, criaram uma vacina em pó seco, chamada BK-SE36, por meio da alteração genética de uma proteína encontrada no parasita do gênero Plasmodium, que causa a malária – a transmissão ao ser humano ocorre pela fêmea do mosquito Anopheles. Essa proteína foi, então, misturada a um gel de hidróxido de alumínio.

    “Os efeitos da vacina são melhores que os obtidos até agora com qualquer outra vacina antimalária”, informaram os cientistas em comunicado. Segundo o texto, espera-se que a BK-SE36 reduza consideravelmente o número de mortes provocadas pela doença em todo o mundo, principalmente na África.

    De acordo com os pesquisadores, nenhum dos testes apontou problemas de segurança. O professor Toshihiro Horii, responsável pelo estudo, disse à agência de notícias japonesa Jiji Press que deseja que a BK-SE36 possa estar em atividade “cinco após após a realização de testes clínicos em crianças de 0 a 5 anos, que representam a maior parte das mortes por malária”.

    A cada ano, a doença mata 650 mil pessoas, a maioria crianças africanas com menos de 5 anos de idade, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Embora atualmente existam alguns medicamentos preventivos, os cientistas afirmam que a resistência a esses remédios está crescendo.

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  • foto-imagem-colageno-articulacoesAs funções dessa proteína vão bem além de manter a pele firme. Ela atua na prevenção de doenças como osteoartrite, que incapacita muita gente de levar o dia a dia

    Estampado nos rótulos de xampus, hidratantes e produtos alimentícios, ele figura no imaginário popular como sinônimo de uma pele firme e de cabelos resistentes, devido às suas propriedades de sustentação e elasticidade. Menos popular e mais vital, porém, é a sua capacidade de fortalecer as cartilagens. “Essas estruturas é que atenuam o atrito entre os ossos, evitando a osteoartrite, ou seja, a inflamação das articulações, que ficam desgastadas especialmente nos quadris, nas mãos, nos ombros e nos joelhos”, esclarece a nutricionista Nadia Brito, do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas de São Paulo. “O quadro se acentua com o o envelhecimento e com o sobrepeso”, alerta.

    A comida, diga-se, não entrega o colágeno de mão beijada. Mas as refeições abrigam a matéria-prima para sua fabricação dentro das células cartilaginosas. “Batizadas de condroblastos, essas unidades se valem dos aminoácidos glicina, prolina e hidroxiprolina, partículas proteicas provenientes dos alimentos de origem animal – como carnes vermelhas e ovos -, prontas para formar moléculas maiores, os peptídeos”, descreve, em detalhes, a nutricionista Andrea Frias, coordenadora do Centro de Pesquisas Sanavita, em São Paulo. “São esses peptídeos que dão origem às fibras colágenas, capazes de amortecer o impacto articular com força comparável à de um fio de aço.”

    Acontece que, a partir dos 30 anos de idade, essa fábrica celular de colágeno “desacelera cerca de 1% ao ano”, como avisa Nadia. E a situação se agrava para o time feminino após a menopausa. “Os ovários deixam de liberar o hormônio estrogênio, que estimulava a síntese de colágeno a pleno vapor”, justifica Andrea. “Por isso, sua produção despenca, em média, 30% nos primeiros cinco anos dessa fase e, depois dela, uns 2% anualmente.” A boa notícia é que é possível evitar esse prejuízo com um cardápio que compensa a lentidão do organismo para gerar quantidades adequadas de colágeno.

    Embora seja difícil mensurar em cada proteína a quantidade exata da tríade de aminoácidos formadores de colágeno, os especialistas garantem que incluir os alimentos certos nas refeições garante o aporte dos 10 gramas diários de que o organismo necessita. O pré-requisito inegociável você já conhece: a fonte proteica precisa ser de origem animal. “Carnes vermelhas, frango, peito de peru, peixes, ovos, queijo, leite e iogurte desnatado são as melhores apostas”, lista a nutricionista Alexandra Savino, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. Pelo menos um desses itens deve constar nas principais refeições do dia. “Um copo de leite e dois bifes grandes já são capazes de contemplar a cota diária”, garante Nadia.

    Para assegurar que os aminoácidos ingeridos serão, de fato, convertidos em reforço para a cartilagem, você pode dar uma ajuda extra ao corpo, consumindo fontes de nutrientes que colaboram com sua absorção ou participam das reações químicas que os transformam em peptídeos e, finalmente, em colágeno. “É o caso das vitaminas A, C e E, presentes na cenoura, no pepino, na laranja, no limão e na goiaba; do zinco, encontrado nos frutos do mar e na castanha-do-pará; do selênio das nozes e do arroz preto; do silício da aveia, da cevada e da alcachofra; e do cobre ofertado pelo fígado de boi e pelos cogumelos”, ensina Alexandra. As possibilidades são inúmeras e não custa nada investir em um copo de limonada no almoço ou acrescentar um punhado de castanhas no lanche da tarde.

    Os supermercados ainda exibem produtos que prometem o chamado colágeno hidrolisado em sua formulação. “Eles contêm os aminoácidos submetidos a um processo enzimático químico que facilita sua incorporação pelo organismo”, explica Nadia. Vale dar crédito a eles, desde que com o cuidado de escolher uma marca idônea e devidamente certificada.

    O destino do nutriente O colágeno também constitui o tendão de aquiles, a ponta do nariz, os ossos e a conexão entre as costelas torácicas anteriores. “Os discos intervertebrais e uma das camadas das artérias são, ainda, formados por um tipo especial dessa proteína, chamado elastina”, explica o cientista de alimentos Jaime Farfan, da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. Por fim, o humor vítreo – substância ocular que preenche a área entre o cristalino e a retina – e músculos que revestem órgãos como o intestino também contam com o colágeno em sua composição.

    Reforço bem-vindo O laboratório Sanofi-Aventis acaba de lançar o Mobility, um suplemento de colágeno hidrolisado em forma de sachê, sem sabor nem cheiro, que pode ser dissolvido em bebidas e alimentos. “A suplementação é recomendada a pessoas com uma dieta carente em proteína animal e contraindicada a indivíduos com insuficiência renal”, esclarece Nadia Brito.

    1. Peixe e rúcula O ferro dos vegetais verde-escuros contribui com o processo de formação de colágeno. Aposte em pescados com rúcula e agrião.

    2. Bife e suco A bebida feita com laranja e acerola fornece vitamina C, que também dá uma força nesse processo. Ele pode acompanhar o bife do almoço.

    3. Frango e tomate Para que o consumo do frango resulte em uma fabricação de colágeno eficiente, consuma-o com tomate-cereja, que provê o auxílio das vitaminas A e C.

    4. Gelatina e companhia Contrariando a crença popular, a sobremesa está longe de ser a melhor coadjuvante na fabricação de colágeno. “A maioria das gelatinas contém uma quantidade insignificante de proteína”, desmitifica Andrea Frias. “A exceção são os produtos com colágeno hidrolisado”, ressalta Jaime Farfan. O mesmo vale para geleias de mocotó e balas de colágeno.

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  • foto-imagem-proteinaUma pesquisa publicada na renomada revista “Nature”, neste domingo (24), detalha um mecanismo ligado a uma proteína que afeta mais de 200 genes ligados à proliferação celular e ao crescimento de tumores.

    Descoberto usando células de linfoma de Hodgkin (uma forma de câncer que ose origina nos gânglios do sistema linfático), o mecanismo da proteína CPEB1 é apresentado como um passo para o desenvolvimento de um tratamento para controlar o crescimento de vários tipos de câncer.

    A CPEB1, dizem os cientistas, altera uma região específica de um tipo de molécula de RNA. “A CPEB1 ‘tira o freio’ de centenas de moléculas de RNA que estimulam a desdiferenciação celular [quando a célula adulta passa a agir como embrionária] e a sua proliferação”, diz o pesquisador Raúl Méndez, do Instituto de Pesquisa de Biomedicina de Barcelona, um dos principais autores do estudo.

    Méndez explica que o grupo de proteínas CPEB, que inclui quatro tipos diferentes, é importante no desenvolvimento celular e na regeneração de tecidos em adultos. No entanto, se as proteínas ficam em “operação” continuamente, as células do corpo se dividem nos momentos errados e formam tumores.

    “A descoberta é positiva de um ponto de vista terapêutico porque significa que, se você retirar a CPEB1 de células saudáveis, sua função passa a ser realizada por outras proteínas do mesmo grupo. No entanto, em tumores somente a CPEB1 tem a capacidade de alterar as regiões de RNA e agir. Então removê-la [a proteína], neste caso, afetaria apenas células cancerígenas”, disse o pesquisador Felice Alessio Bava, também autor do estudo.

    Com a descoberta, os cientistas criaram um caminho teórico para identificar moléculas que podem ser usadas em um remédio com finalidade terapêutica, para inibir a ação das proteínas CPEB em tumores, com poucos efeitos colaterais em células saudáveis.

    “Não há remédio atualmente disponível que influencie a regulação da expressão genética no nível que apresentamos. Nossa descoberta abre uma hipótese terapêutica pioneira. Estamos otimistas com o potencial de colocar as proteínas CPEB no alvo”, disse Méndez.

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  • A alimentação antes de dormir, é uma das mais importantes do dia, visto que você ficará cerca de 8h em jejum. Você sabe o que deve comer antes de dormir?
    Todos nós sabemos a importância de um treinamento com intensidade suficiente para gerar estímulos hipertróficos. A qualidade desse treinamento interfere diretamente na quantidade de descanso ou recuperação necessária para realizar uma nova sessão de treinamentos buscando um progresso ainda maior do que no treino anterior. E é justamente nesse período de recuperação que ocorre a hipertrofia muscular, propriamente dita através de substratos obtidos pela alimentação correta.

    Um dos períodos mais anabólicos do descanso é o sono. Apesar de ficarmos normalmente horas em jejum, vários outros fatores fisiológicos fazem este “custo X benefício” valer a pena. Dentre esses fatores, podemos citar a liberação do hormônio GH(importantíssimo na lipólise e em processos anabólicos), produção de testosterona, síntese muscular, dentre outros. Mas essa relação de custo X benefício somente privilegia indivíduos que conseguem realizar uma alimentação coerente antes deste período médio de jejum, visto que, do contrário, o catabolismo pela falta de nutrientes fará essa relação tender ao prejuízo.

    Todavia, devemos saber o que comer e o quanto comer antes de dormir, não é mesmo? Será que é a mesma coisa comer um pastel de 400Kcal ou ingerir um shake de proteínas com farinha de aveia e castanhas com as mesmas 400Kcal? Claro que não! Mas, afinal, o que e quanto devo comer?

    Essa pergunta é impossível de ser respondida, visto que cada indivíduo possui uma necessidade individual específica. Portanto, o que e quanto comer dependerá do objetivo, das condições fisiológicas, do momento do treino e das necessidades calóricas daquele indivíduo. Todavia, se falarmos um pouco de bons macro-nutrientes e alimentos para serem consumidos neste momento, conseguiremos ter uma base para estruturação de nossas refeições.

    Carboidratos

    Como fonte primária energética, os carboidratos são temidos neste momento. Todavia, não há nada que possa condená-los se utilizados da maneira correta. Obviamente, ninguém contará com a genética (e esteróides anabolizantes) de Dorian Yates e consumirá 1400Kcal vindas de um hipercalórico lotado de glucose e frutose antes de dormir. Porém, ingerir carboidratos de médio e baixo índice glicêmico (normalmente fibrosos) fará com que a manutenção do glicogênio muscular seja feita durante as horas em jejum, tornando-o mais anabólico. Aqui, caso seja a necessidade de consumo de carboidratos, alguns alimentos podem ser utilizados como batata doce, arroz integral ou até mesmo aveia. Aliás, por falar em aveia, devemos nos lembrar do glúten presente nela, o que pode ser extremamente conveniente para indivíduos que treinam logo após a primeira refeição. Assim, consumindo aveia em baixa quantidade antes do sono, teremos um esvaziamento gástrico mais retardado e, portanto, diminuiremos a depleção de glicogênio nas horas em jejum.

    Além disso, carboidratos neste momento são indispensáveis para indivíduos que fazem sua refeição sólida após o treino como última refeição. Ficar sem carboidrato neste instante pode significar ganhos extremamente pífios. Mas, esses carboidratos devem obedecer a regra de, no mínimo serem complexos. Carboidratos simples ou até mesmo algumas combinações de oligossacarídeos podem facilmente contribuir para um aumento de gordura corpórea neste momento.

    Lembre-se que vegetais também entram como carboidratos, porém, pelo baixo valor do macronutriente, apenas contribuirão efetivamente para o retardo no esvaziamento gástrico.

    Lembre-se que o consumo ou não de carboidratos nesta refeição deve ser atendida conforme suas necessidades e avaliando os períodos de treino.

    Proteínas

    Talvez o macronutriente mais importante antes de dormir seja mesmo a proteína. Ela será hidrolisada em aminoácidos e estes servirão de matéria-prima para a síntese protéica de diversos tecidos, inclusive o muscular. Sem proteínas, o anabolismo é praticamente inexistente.

    Neste momento, a regra é consumir proteínas de valor biológico alto, principalmente, ou seja, consumir carnes, ovos, alguns derivados de leite e pronto. Estes podem ser misturados então com uma proteína de valor biológico baixo, como o leite de soja, por exemplo que pode ser usada para mixar pós protéicos como albumina, caseína e blends diversos.

    Independente de proteínas em pó mixadas ou proteínas sólidas, o esvaziamento gástrico não será tão alterado a ponto de prejudicar ou melhorar muito os resultados. Por isso, manter uma variedade é sempre conveniente.

    Alguns aminoácidos podem também ser consumidos neste momento, como a L-Leucina (tomando cuidado com o estímulo de insulina que a mesma faz no corpo), L-Isoleucina e L-Valina. Apesar de não haver comprovação científica, alguns ainda defendem o uso da L-Glutamina. Cabe a você decidir suas condições para tal.

    Lipídios

    Por último e não menos importante, não poderíamos deixar de falar dos lipídios. Esses nutrientes são utilizados no período noturno principalmente como fontes energéticas, para o retardo do esvaziamento gástrico e também como substitutos parciais da glicose.

    Esses Lipídios normalmente não obedecem uma regra da fonte que devem vir, podendo ser de carnes, gemas de ovos, óleos (azeite, linhaça, canola), de oleaginosas etc. Todavia, consumir MCTs nesse período pode não ser a melhor escolha, visto que eles não tem impacto no aumento do tempo do esvaziamento gástrico.

    Conclusão:

    Utilizando a alimentação de maneira correta nos períodos de sono, fica muito mais fácil obter bons ganhos e proporcionar ao corpo um ambiente extremamente anabólico, regrado a nutrientes dequalidade e hormônios altamente potenciais produzidos pelo próprio corpo.

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  • A primeira reação do sistema de defesa do corpo humano infectado pelo HIV é tentar isolar o vírus causador da Aids. Essa resposta acontece por meio de um mecanismo complexo, explicado pela primeira vez por uma pesquisa publicada neste domingo pela revista científica “Nature Immunology”.

    A responsável por essa defesa é uma proteína chamada SAMHD1. Pesquisas recentes já mostravam que as células dendríticas – que identificam os corpos estranhos em nosso sistema de defesa – com essa proteína são imunes à infecção pelo HIV.

    Quando um vírus como o HIV infecta uma célula, ele precisa sequestrar o DNA dela para se replicar. A partir daí, a célula incorpora genes do HIV e passa a produzir novos vírus dentro do corpo.

    Nas células que contêm a SAMHD1, essa proteína destrói a estrutura do DNA que o vírus normalmente captura. Dessa forma, ele não se replica. “O vírus entra na célula e nada acontece”, resumiu Nathaniel Landau, um dos autores do estudo, em material de divulgação da Universidade de Nova York, nos EUA.

    Apesar dessa defesa, o vírus evoluiu e passou a infectar outras células do nosso sistema imunológico, que não têm essa proteína.

    Para os autores, compreender a função dessa proteína tem o potencial de desenvolver tratamentos não só contra o HIV, mas também contra outros tipos de vírus que infectam as células com mecanismos semelhantes.

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  • O whey protein está na moda, muitos esportistas tem o hábito de tomar, mas muitas pessoas não sabem como e porque utilizá-lo. Esse suplemento alimentar pode ser consumido sem restrições por quem possui intolerância à lactose ou alergia às proteínas do leite?

    A atividade física tem feito parte da vida de milhões de brasileiros que se preocupam com a boa forma e qualidade de vida. O verão está chegando e com ele as academias são invadidas por mais pessoas querendo malhar, adquirir massa muscular e perder aqueles quilinhos extras.

    Os suplementos alimentares tem sido cada vez mais adotados nas academias e o whey protein é um dos campeões de vendas. Esse suplemento é a proteína do soro do leite extraída durante a transformação do leite em queijo. Daí seu significado: whey (soro do leite) protein (proteína). Essa proteína pode ser utilizada por atletas que necessitem repor a perda protéica durante o treino e para quem quer emagrecer, sem perder massa muscular.

    Excelente fonte de aminoácidos essenciais, sem adição de gorduras, o whey protein promove maior retenção de nitrogênio (fator de crescimento muscular), é rico em antioxidantes, e fortalece o sistema imunológico reduzindo os sintomas de overtraining (fadiga pelo treinamento extensivo).
    O whey, por ser de alta absorção, pode ser ingerido logo após o treino ou ao acordar, pois durante o sono ficamos um longo tempo sem nos alimentar levando ao catabolismo (“queima” dos nutrientes).

    Existem dois tipos principais desse suplemento, sendo que a diferença é o processo que o whey vai sofrer. Encontramos o tipo concentrado e o isolado. O tipo isolado (90-98% de proteína) possui uma melhor qualidade, contendo menos gordura e mais proteína do que o concentrado (em torno de 20% de proteína).

    Os pacientes com intolerância a lactose podem utilizar preferencialmente a proteína isolada. Cada indivíduo apresenta um grau de tolerância a lactose e essa deve ser respeitada evitando maiores desconfortos. A proteína isolada contém uma quantidade muito pequena de lactose ou por vezes indetectável, sendo uma boa notícia a esses pacientes. Já quem apresenta alergia à proteína do leite de vaca não deve consumir nenhum tipo de whey, pois os sintomas podem ser agravados.

    Dica para o whey ser uma refeição completa após o treino: faça a diluição completa do whey em água (se você for intolerante a lactose, também poderá diluir no leite com baixo teor de lactose), adicione uma fruta de sua preferência e incremente sua vitamina com aveia (1-2 colheres de sopa). Sua vitamina fica muito mais rica e equilibrada, garantindo sua reposição de energia e proteína.
    Antes de consumir qualquer tipo de suplementos alimentares, procure sempre um nutricionista.

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