• Um acidente científico. É assim que o biomédico Carlos Ricardo Maneck Malfatti, da Universidade Estadual do Centro-Oeste, em Guarapuava (PR), se refere à descoberta da associação entre a ingestão de alecrim-do-campo e a queda na glicemia.

    É que, inicialmente, ele e sua equipe achavam que a planta tinha potencial na perda de peso. “Notamos em pesquisas com animais, porém, que ela poderia ajudar no combate ao diabetes“, relata.

    Ao que tudo indica, esse tipo de alecrim protege o pâncreas, órgão que produz a insulina, e melhora a resposta das células ao hormônio — com isso, o açúcar não sobra no sangue. Os cientistas decidiram, então, usar o extrato do vegetal em uma receita de cerveja, batizada de Rosemary. Ela já está sendo testada em pacientes e, segundo Malfatti, os resultados são bem animadores.

    Como há empresários interessados na inovação, há grandes chances de a bebida sair do laboratório e chegar ao mercado em breve.

    Por trás da própolis

    Sabia que a própolis verde é produzida pelas abelhas a partir do alecrim-do-campo? “E esse é um meio bacana de aproveitar seus benefícios”, diz Malfatti. A resina é conhecida por ser antioxidante e antimicrobiana.

    Nas pesquisas do biomédico, ele concebeu um método para extrair do alecrim só os compostos de seu interesse — como os destinados à cerveja. Então não dá para comparar seus efeitos com os da própolis.

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    Ninguém discute que o eucalipto dá um verdadeiro respiro aos pulmões. Ele tem componentes como o eucaliptol e o citronelol, que deixam as secreções mais fluidas e fáceis de serem eliminadas. Seus taninos, por sua vez, reduzem a quantidade de muco. O eucaliptol, para completar, dilata os brônquios, facilitando a saída de catarro.

    Por tudo isso, as folhas dessa árvore perfumada servem de alívio para quem sofre de problemas respiratórios, como asma e bronquite. A inalação dos vapores da planta interfere nos vasos das mucosas do nariz, melhorando a respiração. E o óleo essencial parece barrar a reprodução da bactéria causadora de tuberculose.

    Mas, atenção: nos casos de asma seca (sem catarro), o eucalipto pode ter efeito contrário, piorando o quadro alérgico. Em excesso, causa sonolência, vômitos, transtornos respiratórios e até perda de consciência. Grávidas, quem tem doenças inflamatórias ou hepáticas e crianças pequenas não podem usar.

    Contra a sinusite
    Faça uma inalação com 1 litro de água fervente sobre 6 ou 8 folhas de eucalipto. Aspire o vapor duas vezes ao dia.

    Outros efeitos
    O chá é usado para abaixar a febre e combater dores de ciático e gota. Também alivia crises de reumatismo e estimula as defesas. A planta serve como antisséptico e repelente natural de insetos.

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    O ginseng foi a primeira planta a ter o princípio de ação plenamente descrito pela ciência, lá pelos anos 1970. Na época, os cientistas observaram que ele aumentava o calibre dos vasos sanguíneos. Hoje, sabe-se que também potencializa a produção de energia do organismo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece as propriedades restauradoras e estimulantes das moléculas que, na verdade, formam o sistema de defesa da planta. Ela é usada principalmente para combater fadiga crônica, estresse e falta de concentração.

    Só que o ginseng não deve ser usado por grávidas, por quem sofre de hipertensão, taquicardia ou está na menopausa. Outra coisa: não é indicado consumir mais do que 8 gramas de ginseng nem tomar por mais de dois meses seguidos. A planta interage com antidiabéticos, anticoagulantes e estimulantes. Em excesso, causa dor de cabeça, insônia e nervosismo.

    Receita para acabar com a fadiga

    Faça uma infusão usando 1 colher de sobremesa da raiz fatiada e 1 xícara de água. Tome 1 xícara pela manhã, em jejum, e outra à tarde.

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