• foto-imagem-homem-fumante

    O estudo, feito pela equipe da agência de pesquisa do governo Medical Resarch Council, mostrou que mutações no DNA das pessoas aprimoram as funções pulmonares e mascaram o impacto mortal causado pelo cigarro.

    Segundo os cientistas, a descoberta pode culminar na criação de novos medicamentos para melhorar as funções pulmonares.

    No entanto, eles fizeram questão de ressaltar que não fumar será sempre é melhor opção.

    Usando dados de condições de saúde e informações genéticas de voluntários, os pesquisadores analisaram problemas como a chamada doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), que pode causar falta de ar, tosse e infecções.

    Ao se comparar fumantes e não fumantes, e também pessoas com e sem DPOC, os pesquisadores descobriram trechos do DNA que reduzem o risco da doença.

    Assim, fumantes com “bons genes” tinham um risco menor de desenvolver DPOC do que os que tinham “genes ruins”.

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    Segundo o professor da Universidade de Leicester Martin Tobin, um dos pesquisadores do estudo, os genes parecem afetar a maneira com que os pulmões crescem e respondem aos danos.

    “Não há nenhuma solução mágica que garanta proteção contra o fumo. Essas pessoas ainda terão pulmões menos saudáveis do que teriam se não fumassem”, disse Tobin à BBC.

    “A melhor coisa que alguém pode fazer para evitar a DPOC e outras doenças relacionadas ao cigarro, como o câncer, é parar de fumar.”

    O hábito de fumar também aumenta o risco de doenças do coração e de vários tipos de câncer – nada disso foi analisado no estudo.

    Os cientistas também descobriram parte do código genético que é mais comum em fumantes do que em não-fumantes.

    Ainda é necessário mais pesquisa, mas os cientistas afirma que essa diferença parece alterar as funções cerebrais e o grau de facilidade que cada um se vicia em nicotina.

    “(A descoberta) traz fantásticas novas pistas sobre como o corpo trabalha, em áreas que tínhamos pouco conhecimento antes. São descobertas que podem culminar em incríveis progressos em termos de desenvolvimento de novos remédios”, afirmou Tobin.

    O estudo foi apresentando em um encontro da European Respiratory Society e publicado na revista científica Lancet Respiratory Medicine.

    O chefe de pesquisas da British Lung Foundation, Ian Jarrold, afirmou à BBC: “Essa descoberta representa um passo significativo para obtermos uma visão mais clara sobre o fascinante e intrincado funcionamento dos pulmões.”

    “Entender a predisposição genética é essencial não apenas para nos ajudar a desenvolver novos tratamentos para pessoas com doenças no pulmão, mas também nos ensina sobre como pessoas saudáveis podem cuidar melhor de seus pulmões.”

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    Pensando em um problema que afeta o cotidiano das pessoas com a doença de Parkinson – a perda da habilidade de escrever de forma legível – um grupo de pesquisadores desenvolveu uma caneta especial que promete neutralizar os efeitos da mão trêmula durante a escrita.

    A caneta, chamada ARC, foi criada pelo grupo britânico Dopa Solution’s especialmente para pessoas que sofrem de micrografia: condição em que a letra fica cada vez menor até tornar-se ilegível.

    Ela funciona por meio de vibrações que estimulam e relaxam os músculos da mão, eliminando temporariamente a rigidez, o que faz com que a ponta da caneta deslize mais facilmente sobre o papel. “Pensamos que a vibração pode agir como um ponto de partida para começar a escrever e para reduzir o esforço redundante em controlar a escrita” afirmou o grupo, por e-mail.

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    O produto já foi testado por um grupo de pacientes, que apresentaram uma melhora geral de 86% na qualidade da escrita. A principal motivação dos pesquisadores da Dopa Solution, empresa formada por jovens designers e engenheiros, é fazer com que as pessoas com Parkinson não deixem de escrever ou desenhar por causa da dificuldade.

    Para que a caneta chegue ao mercado, ainda são necessários mais testes e investimentos. “Achamos que um grande teste de usuários em parceria com médicos será nosso próximo passo para a efetividade e confiança do produto.

    Então, estamos procurando por investidores para pesquisas futuras e para a fabricação”, afirmou o grupo.

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  • foto-imagem-EUAMais de 80 pessoas tiveram contato direto ou indireto com o primeiro paciente diagnosticado com Ebola nos Estados Unidos, disseram autoridades de saúde nesta quinta-feira, e quatro familiares do paciente foram colocados em quarentena como precaução.

    Representantes do condado de Dallas, no Estado norte-americano do Texas, disseram que entre 12 e 18 pessoas tiveram contato direto com o paciente antes de, por sua vez, travarem contato com dezenas de outros. Todos estão sendo monitorados e nenhum manifestou sintomas.

    Uma autoridade médica de alto escalão pediu aos hospitais dos EUA para extraírem lições do episódio em Dallas, onde um hospital mandou o paciente retornar para casa inicialmente, apesar da informação de que ele havia visitado a África Ocidental recentemente, o que potencialmente expôs mais pessoas ao vírus.

    EUA prometem protocolo de isolamento rigorosos para limitar riscos do ebola

    Autoridades médicas do Texas ordenaram quatro familiares “próximos” ao paciente a não receberem visitantes e disseram que eles poderiam ser presos, caso saiam de casa sem permissão até o dia 19 de outubro. Os quatro, no entanto, não exibem sintomas.

    “Temos protocolos testados e verdadeiros para proteger a população e conter a propagação da doença”, disse o médico David Lakey, comissário de Saúde do Texas. “Esta ordem nos dá a capacidade de monitorar a situação da forma mais meticulosa.”

    Autoridades médicas têm pedido aos funcionários de saúde dos EUA que examinem pacientes para identificar possíveis traços da doença, e que perguntem aos pacientes sobre seu histórico de viagens.

    “Infelizmente, isso não aconteceu nesse caso”, disse o médico Anthony Fauci, chefe do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas. “Precisamos apenas colocar isso para trás, olhar para frente e ter certeza de que isso não se repita no futuro.”

    Mais de dez pessoas são isoladas após contato com paciente de ebola nos EUA

    O paciente de Dallas, proveniente da Libéria, buscou por tratamento inicialmente em um hospital presbiteriano do Texas na quinta-feira da semana passada, mas foi medicado com antibióticos e enviado de volta para casa, apesar de ter contado à enfermeira que esteve recentemente no oeste da África. No domingo, ele precisou de um ambulância para retornar ao mesmo hospital.

    Na quarta-feira, representantes do hospital admitiram que a informação sobre a viagem do homem não foi compartilhada com os outros funcionários que o trataram.

    Ligação de aviso

    O paciente não teve o nome revelado pelo hospital por questões de privacidade. No entanto, Gee Melish, que alega ser amigo da família, identificou o homem como Thomas Eric Duncan.

    Após diagnóstico de ebola nos EUA, médicos investigam propagação do vírus

    Josephus Weeks, sobrinho de Duncan, disse em entrevista ao canal NBC, na quarta-feira à noite, que seu tio não recebeu tratamento para o Ebola até Weeks ter ligado pessoalmente aos Centros de Controle de Doenças federais (CDC, na sigla em inglês) em Atlanta para relatar a suspeita de infecção com o vírus. Ele disse ter feito a ligação no dia em que Duncan retornou do hospital em Dallas.

    Um porta-voz do CDC afirmou nesta quinta-feira que a agência buscava confirmar se e quando tal ligação teria sido feita.

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  • foto-imagem-samem

    Mulheres não devem se preocupar em usar sêmen de doadores mais velhos, já que a taxa de sucesso é a mesma em relação ao esperma de jovens, disseram pesquisadores.

    A média de idade dos doadores tem crescido na Grã-Bretanha desde que o direito ao anonimato foi suspenso em 2005.

    Uma apresentação na conferência anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia mostrou que a média de idade de doadores era de 26 anos antes da mudança na lei. Agora, a média é de 34 anos.

    Médicos disseram haver preocupações sobre o impacto nas chances de uma gravidez.

    A médica Meenakshi Choudhary, do centro de fertilização Newcastle, analisou dados de 39.282 ciclos de fertilização in-vitro realizados entre 1991 e 2012, e concluiu que homens mais velhos têm a mesma taxa de sucesso que homens mais novos.

    “Não importa até a idade de 45 anos, não houve recuo (nas taxas de sucesso) observado neste estudo”, disse ela à BBC.

    “Doadores de sêmen são um grupo seleto da população, eles são doadores férteis saudáveis que passam por um rígido processo de recrutamento… Baseado nisto, podemos dizer que a idade não importa, contanto que a qualidade do esperma seja boa”.

    ‘Homens não são invencíveis’

    O médico Allan Pacey, professor especialista em espermatozóides da Universidade de Sheffield, disse que homens não deveriam levar os resultados como uma justificativa para adiar a decisão de ter filhos.

    “Acho que há a percepção de que homens são invencíveis na questão de idade para reprodução – basta ver Charlie Chaplin que tinha 73 anos quando teve seu 11º filho”, disse ele à BBC.

    “Sabemos que quando homens passam dos 40 anos e chegam aos 50, as chances de eles engravidarem uma mulher são reduzidas em consequência da idade.”

    “Eu não acho que você pode pegar esses dados e aplicá-los acriticamente à toda população. A dica é que você deveria tentar ter um filho antes da idade de 40 ou 45 anos.”

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  • foto-imagem-pessoas-gordas

    Mais da metade da população adulta brasileira está nessas categorias – 58% das mulheres e 52% dos homens.

    Na média mundial, 37% dos homens e 38% das mulheres está acima do peso ou é obesa.

    O resultado mundial é puxado para baixo por causa dos baixos índices da África Subsaariana e do sul e sudeste da Ásia. No caso da China, por exemplo, o índice é de 28% para ambos os sexos.

    O resultado do Brasil, por outro lado, está na média da América do Sul e abaixo do resultado dos Estados Unidos, onde quase 70% da população adulta está com o peso muito alto.

    No mundo todo, há 2,1 bilhões de pessoas acima do peso, um salto em relação a 1980, com o número chegava a 875 milhões. Segundo os pesquisadores, entre as razões desse aumento está o “sedentarismo em todos os níveis”.

    Em números absolutos, o primeiro país no ranking é os Estados Unidos, seguido por China, Índia, Rússia e, finalmente, o Brasil, com 74 milhões.

    Fracasso

    Considerado um dos mais amplos estudos já publicados, a pesquisa foi liderada pelo Instituto de Métricas e Avaliações de Saúde (IHME), em Washington, e executada por pesquisadores de todo o mundo.

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    Para Ali Mokdad, do (IHME), nenhum país está vencendo a obesidade, já que ela é um problema relativamente novo. “Vai demorar um tempo para vermos histórias bem sucedidas nessa área”, disse.

    Globalmente, a proporção de adultos acima do peso (ou seja, com índice de massa corporal de 25kg/m2 ou mais alto) cresceu de 28,8% para 36,9% em homens e de 29,8% para 38% em mulheres, de 1980 a 2013.

    Um dos dados que mais chamaram a atenção dos cientistas foi o aumento da obesidade entre crianças e adolescente em países desenvolvidos: 23,8% dos meninos e 22,6% das meninas estavam acima do peso ou eram obesos no ano passado.

    O mesmo ocorreu entre crianças e adolescentes de países em desenvolvimento: de 8,1% para 12,9% em 2013 no caso de meninos e de 8,4% para 13,4% para as meninas.

    Desde 2006, o aumento da obesidade entre adultos em países desenvolvidos vem desacelerando, segundo o levantamento.

    Consumismo

    Na conclusão do estudo, os pesquisadores pedem uma “liderança global urgente” para combater fatores de risco como o consumo excessivo de calorias, o sedentarismo, e a “promoção ativa feita pela indústria, incentivando o consumo de comida”.

    Segundo a pesquisa, há mais mulheres obesas do que homens em países em desenvolvimento. Segundo Mokdad, isso se deve ao fato de as mulheres nesses locais assumirem muitas funções – como trabalhar fora e cuidar da família -, as deixando sem tempo para controlar seu peso.

    Nos países desenvolvidos, entretanto, há mais homens obesos do que mulheres. Moktad disse que isso se deve às longas horas gastas para ir do trabalho até a casa, além de fatores como um maior sedentarismo, usando computadores.

    O professor Hermann Toplak, da Universidade de Graz (Áustria), disse que “nas últimas décadas, a modernização do nosso mundo, com toda a tecnologia que nos cerca, nos levou a um cenário de sedentarismo em todos os níveis”.

    De acordo com ele, a falta de atividade física faz com que o autocontrole entre em uma espiral. Crianças e adultos, segundo ele, não estão construindo uma massa muscular funcional e “o comer clássico foi substituído por um consumo descontrolado de comida” ao longo do dia.

    Os cientistas analisaram dados de pesquisas, como algumas feitas pela OMS (Organização Mundial da Saúde), governos, e artigos científicos.

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  • foto-imagem-genetica

    Algumas pessoas pulam da cama cedo sem grandes dificuldades; outras precisam de mais de um alarme para garantir que não vão se atrasar ao trabalho.

    Uns ficam acordados durante a madrugada, mas há quem não abra mão de dormir cedo.

    Somos divididos entre cotovias e corujas – e isso é definido pela genética, explica o neurogeneticista Louis Ptacek, da Universidade da Califórnia.

    “Independentemente de querermos ou não, nossos pais é que ditam a hora de dormir – com base nos genes que nos transmitiram”, diz ele.

    Produtividade

    Os cientistas descobriram a importância de se entender o “cronotipo” de cada pessoa, ou seja, a hora do dia em que ela é mais produtiva – algo que pode ajudá-la a viver melhor no mundo moderno.

    Rick Neubig, professor de farmácia em Michigan (EUA), é uma pessoa diurna.

    “Pessoas com quem troco e-mails na Europa sempre reparam que eu mando as mensagens bem cedo”, diz ele. “Outra coisa de que gosto muito, e que combina com manhãs, é observar pássaros. É muito mais fácil para mim do que para outras pessoas acordar de madrugada para vê-los.”

    E essa facilidade é hereditária. Neubig conta que sua mãe costumava acordá-lo às 4h da manhã para as férias familiares. E, hoje, sua filha costuma se exercitar logo cedo.

    Traços genéticos

    Ptacek está estudando famílias de hábitos matutinos que tenham a síndrome Familiar de Fase Avançada de Sono.

    “É um traço genético forte”, diz o médico, que identificou um gene mutante que faz uma proteína diferente – e que afetou o ritmo do relógio biológico em animais estudados em laboratório.

    O especialista também acompanha famílias de “corujas”, que têm a síndrome de fase “atrasada”. Ele acha que isso se deve a uma diferente mutação no mesmo gene.

    Nosso relógio interno é formado por milhares de células nervosas no núcleo supraquiasmático – uma estrutura localizada no hipotálamo (que controla diversas funções corporais, da liberação de hormônios à regulação da temperatura corporal), na base do cérebro.

    Esse relógio é reiniciado diariamente pela luz.

    Seria lógico concluir que os relógios biológicos de todas as pessoas seguiriam ritmos parecidos, mas isso não acontece.

    “Se o seu relógio for rápido, você será propenso a gostar de fazer as coisas logo cedo, e vice-versa”, diz Derk-Jan Dijk, professor do Centro de Pesquisas do Sono da Universidade de Surrey (Grã-Bretanha).

    Adaptação social

    E nossos relógios também mudam ao longo da vida. Quem tem filhos pequenos sabe que eles costumam acordar cedo, assim como idosos.

    Mas, qualquer que seja nossa velocidade biológica, somos forçados a adaptá-la à sociedade e ao “horário comercial”, das 9h às 17h.

    Isso costuma ser particularmente difícil para adolescentes, que em geral não gostam de acordar cedo.

    O professor Till Roenneberg, da Universidade Ludwig-Maximilians, analisou os padrões de sono dessa faixa etária.

    “Podemos demonstrar que a famosa demora dos adolescentes (em acordar) é algo real”, diz ele. “Eles adquirem esse hábito ao longo da infância e puberdade e chegam a isso aos 19 anos e meio, para mulheres, e 21 anos, para homens.”

    Com um banco de dados do sono de mais de 200 mil participantes, o grupo de Roenneberg espera fazer “um mapa do sono do mundo”.

    Jet lag social

    Por conta de dados como esses, Mary Carskadon, professora de psiquiatria na Universidade Brown, nos EUA, faz campanha para que as escolas comecem as aulas mais tarde.

    “Nem sempre as notas melhoram (por conta disso), mas um dos aspectos mais sérios da privação de sono é a questão da depressão, da tristeza e da falta de motivação dos jovens”, argumenta. “O humor melhora quando as aulas começam mais tarde.”

    Mas não são muitas as escolas que costumam aderir a essa iniciativa, já que a maioria das pessoas tem de se acostumar ao horário comercial – mesmo que isso seja cansativo.

    Roenneberg tem um jeito curioso de descrever e medir a privação de sono a que muitos estão submetidos por seus horários de estudo ou de trabalho: é o “jet lag” social.

    “Em média, as pessoas acumulam uma ou duas horas de “jet lag” social, ainda que alguns – sobretudo jovens – acordem 5 horas mais cedo (para ir à escola do que acordariam num dia livre)”, explica.

    Acumular o “jet lag” social é o equivalente a fazer um voo longo toda semana. Mas há formas de driblá-lo, diz o especialista.

    “Deveríamos mudar horários de trabalho e torná-los mais individualizados, para que se adequem a nossos cronotipos. Se isso não for possível, devemos ser mais estratégicos quanto à exposição à luz – por exemplo, indo ao trabalho não em um veículo coberto, mas de bicicleta.”

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  • foto-imagem-obesidade
    Uma equipe da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, diz ter descoberto a primeira prova de que uma mutação no DNA pode de fato diminuir o metabolismo.

    No entanto, a condição é rara. Os cientistas dizem que menos de 1% das pessoas são afetadas por essa condição e, quando são, costumam ser muito obesas desde a infância.

    A descoberta foi divulgada na publicação científica Cell e pode levar a novos tratamentos mesmo para pessoas sem mutação no DNA.

    Gene ausente
    A pesquisadora Sadaf Farooqi, envolvida na pesquisa, disse à BBC que a “desculpa” do lento metabolismo costumava ser desprezada por médicos e pela sociedade em geral, por falta de provas científicas.

    Os estudiosos já sabiam, antes da pesquisa, que camundongos que nascem sem uma seção do DNA – um gene chamado KSR2 – ganham peso facilmente. Mas o que eles não sabiam era o efeito da mutação em humanos.

    Para isso, eles fizeram testes com 2.101 pessoas muito obesas. Algumas delas possuíam a versão mutante do DNA.

    “(Se você tem a mutação) você fica com fome e querendo comer bastante, não fica com vontade de se mexer muito por conta do lento metabolismo e provavelmente terá diabetes do tipo 2 com pouca idade”, disse Farooqi.

    O KSR2 afeta a forma como células individuais interpretam sinais, como a presença do hormônio insulina. Por sua vez, isso afeta a capacidade do corpo de queimar calorias.

    De qualquer forma, Farooqi acredita que, apesar de terem a mutação genética estudada pelos cientistas da Universidade de Cambridge, algumas das pessoas afetadas têm um peso normal. Por outro lado, Farooqi diz que 2% das crianças obesas aos cinco anos de idade têm a mutação.

    Caso a indústria farmacêutica consiga desenvolver remédios para lidar com problemas semelhantes ao KSR2, isso pode vir a beneficiar todas as pessoas que são obesas – não só as que possuem o gene mutante.

    Outros fatores genéticos que influenciam o surgimento da obesidade já eram conhecidos.
    Pessoas, por exemplo, que tem duas cópias de uma versão considerada de alto risco do gene FTO, uma vinda de cada um dos progenitores, teriam uma probabilidade 70% maior de se tornar obesas, dizem cientistas.

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  • foto-imagem-spray-cafeMilhões de pessoas no mundo todo passam por este ritual logo pela manhã: tomar um café antes de começar a jornada de trabalho, ingerindo o estimulante contido na bebida que manterá a pessoa desperta para enfrentar as obrigações.

    Mas, para os que não gostam do sabor do café ou não se sentem bem com a bebida, um ex-aluno da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, criou um spray de cafeína batizado de ‘Sprayable Energy’ (energia pulverizada, em tradução livre).

    Como o nome indica, é um spray que espalha uma solução de água e cafeína e pode ser aplicado na pele como se fosse um perfume.

    O inventor do spray garante que ele proporciona um aumento da energia moderado e duradouro, pois a cafeína será absorvida pelo organismo em um ritmo constante e durante um período de várias horas.

    ‘Estudei a estrutura molecular da cafeína e percebi que, como acontece com a nicotina, (ela) também pode ser absorvida através da pele’, afirmou à BBC Mundo Ben Yu, um jovem de 21 anos que criou o produto junto com o pai.

    ‘Quando se toma o café ou uma bebida energética, se sente um aumento (de energia) durante um período curto de tempo e logo vem a queda, enquanto com a energia em spray se recebe uma quantidade inferior de cafeína durante um período maior e a um ritmo constante’, disse.

    ‘A cafeína em spray funciona melhor com as pessoas que são mais sensíveis a esta substância. São as que mais gostaram do projeto, já que não podem consumir as bebidas energéticas disponíveis no mercado, pois ficam muito nervosas’, acrescentou.

    Concentração
    Yu afirma que o spray é composto de água, cafeína e tirosina, que, segundo ele, é um aminoácido que permite aumentar a concentração da cafeína na água.

    A recomendação é que o produto seja usado no máximo seis vezes em um período de quatro horas e também não se deve ultrapassar as 24 pulverizações por dia.

    Apesar de garantir que não há efeitos secundários, o ‘Sprayable Energy’ não será vendido a menores de 18 anos e nem a mulheres grávidas.

    Pelo fato de conter uma solução de água e cafeína, o produto não deverá passar por testes clínicos. Portanto, não há mais provas de sua eficácia além do que afirmam os criadores do spray.

    ‘Não tenho muita certeza de que vai funcionar. Não duvido que tenha cafeína. O que não está tão claro é quanto de cafeína vai para a corrente sanguínea, levando em conta que a base principal do produto é a água’, disse à BBC Mundo Sean Nordt, diretor do Departamento de Toxicologia da Universidade do Sul da Califórnia.

    De acordo com Nordt, o fato de um produto como este não passar por controles como os necessários para os medicamentos, por exemplo, faz com que não se tenha certeza sobre seus efeitos.

    O especialista também alerta que ‘é preciso ter cuidado com a quantidade de cafeína que se consome, já que, em doses altas, como acontece com algumas bebidas energéticas, pode ser perigosa’.

    Além das questões ligadas à eficácia e segurança do spray de cafeína, muitos também poderão alegar que o produto jamais poderá substituir o prazer de uma boa xícara de café.

    No entanto, ainda será preciso esperar para ver se o ‘Sprayable Energy’ será um sucesso comercial.

    Em agosto os inventores do projeto começaram a arrecadar verbas para sua fabricação com uma página de financiamento coletivo e, por enquanto, já superaram a marca dos US$ 160 mil (quase R$ 353 mil) arrecadados.

    Em algumas semanas eles devem começar a fase do envio do produto a quem quiser comprar pela internet. Além disso, eles esperam que o spray chegue às lojas em 2014.

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  • foto-imagem-estresseAs pessoas que se sentem estressadas correm duas vezes mais riscos do que o resto da população de sofrer um ataque cardíaco, revelou um estudo publicado.

    “A conclusão é que não se deve ignorar as queixas dos pacientes sobre o impacto do estresse na saúde” porque podem indicar um aumento do risco de doenças cardíacas, afirmou Hermann Nabi, chefe de equipe do Instituto de Pesquisa Médica francês (Inserm), que atuou no estudo.

    A pesquisa foi realizada por cientistas franceses, ingleses e finlandeses com um total de 7.268 trabalhadores britânicos no âmbito de um programa que estuda os fatores sociais da saúde criado em 1985, na Grã-Bretanha, chamado Whitehall Study.

    As pessoas que no começo do estudo disseram se sentir “muito afetadas” ou “extremamente afetadas” pelo estresse tiveram risco 2,12 vezes maior do que o restante de morrer de parada cardíaca.

    Os participantes também foram consultados sobre outros fatores que podem afetar a saúde, como tabagismo, álcool, alimentação, idade ou situação socioeconômica.

    Os cientistas descobriram que a associação entre o risco de ataque do coração e a percepção do estresse se manteve mesmo com o fim de outros fatores de risco, tanto biológicos (hipertensão ou diabetes) quanto psicológicos ou de comportamento (tabagismo ou álcool).

    A capacidade de enfrentar o estresse é muito diferente entre as pessoas, em função de seu círculo pessoal e familiar, lembraram os autores do estudo, publicado na semana passada na revista médica “European Heart Journal”.

    Segundo um estudo feito em 2012 pela fundação europeia para a melhoria das condições de vida e de trabalho, cerca de 20% dos funcionários europeus acreditam que sua saúde é afetada por problemas de estresse no trabalho.

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  • foto-imagem-vitiligoO tão temido vitiligo é temido por falta de conhecimento. A doença que bloqueia a pigmentação da pele assusta desde o aparecimento até a confirmação do diagnóstico. As pessoas acreditam que a falta de cor que atacou Michael Jackson é irreversível. No entanto, engana-se quem pensa dessa forma, Ana Maria Costa Pinheiro, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, deixa claro que há tratamentos, e maneiras de brecar a doença, e recomenda prevenção, sempre!

    O que é o Vitiligo?
    Ana Maria – O vitiligo é uma doença autoimune, isso significa que certas células do sistema imunológico produzem substancias que bloqueiam a produção de pigmento, por isso a doença é caracterizada pelas manchas brancas, ou seja, falta de cor em algumas partes do corpo. A textura da pele é a mesma, porém com cores diferentes. Apesar de muitas pessoas ligarem a doença a uma herança genética, esta maneira não é a mais correta de caracterizar essa disfunção, pois a ideia de genética está apenas na predisposição para desenvolver o vitiligo.

    Quais são as causas?
    Ana Maria – Existem algumas teorias da causa do vitiligo, mas a mais aceita é a imunológica, em que essas substâncias impedem a produção da melanina. No entanto, ainda não se tem teorias comprovadas, que deem certeza das causas da doença. Há estudos desde sistema nervoso até substâncias presentes na borracha, mas nada comprovado cientificamente.

    Quais são os sintomas?
    Ana Maria – A pessoa não sente nada. Com o aparecimento da doença ela só vai observar as manchas que vão surgindo pelo corpo, podendo ser várias de uma vez, ou apenas uma, já que, existem alguns tipos de vitiligo, como o localizado (o mais comum), o generalizado, e o segmentar, que pega apenas uma região do corpo. Dentre os tipos de vitiligo há áreas em que a doença é mais comum, como por exemplo, ao redor dos olhos, na boca, nas articulações (joelho, cotovelo, tornozelo), no dorso das mãos, e, ainda, nos pés. É importante ficar atento, pois o vitiligo não escolhe idade.

    Como é feito o diagnóstico?
    Ana Maria – O diagnóstico é principalmente clínico, o dermatologista vai olhar o tipo de mancha para aplicar o melhor procedimento. Há ainda outra maneira de diagnosticar o vitiligo, existe uma luz chamada lâmpada de Wood, é um tipo de luz negra, que deixa a pigmentação branca mais visível e mais fácil de ser diagnosticada pelo médico. Muitas pessoas falam no procedimento da biopsia, no entanto, não é muito eficaz, já que, apesar da célula estar inativa, ela ainda se encontra na pele da pessoa, portanto, este teste não mostrará a funcionalidade desta célula na pele, o que torna este procedimento inconclusivo.

    Como é feito o tratamento?
    Ana Maria – O tratamento vai agir de duas maneiras: bloqueando a evolução da doença, e tratamentos que ajudem a repigmentar a pele. O primeiro será feito com remédios, são usadas substâncias que retirem este bloqueio imunológico, essas substâncias são as chamadas imunossupressoras, encontradas nos corticoides. Já a segunda maneira será feita com substâncias fotossensibilizantes, a fototerapia é um exemplo deste tipo de tratamento, o aparelho conta com uma lâmpada especial que emite radiação ultravioleta A, ou B. O paciente, então, se submete a sessões de acordo com a pele e a extensão atingida pela doença, mas geralmente, ele faz a aplicação duas ou três vezes por semana. O tratamento age impedindo que as células agravem a doença, e ajudam a repigmentar. Hoje, pode ser considerada a maneira mais eficaz de combate ao vitiligo.

    Principais recomendações da dermatologista Ana Maria Costa Pinheiro:
    1) Em primeiro lugar: é importante ter em mente que quanto mais rápido a doença for descoberta mais eficaz será o tratamento.

    2) O paciente não deve aceitar um diagnostico em que o médico diga que seu vitiligo não tem jeito, porque ninguém sabe qual será a resposta daquele tipo de pele ao tratamento. É verdade que algumas pessoas não respondem ao tratamento, no entanto, a maioria consegue reverter os danos causados pela doença.

    3) Muito cuidado com tratamentos caseiros. Por ser uma área muito sensível os tratamentos devem sempre ter um acompanhamento médico e serem feitos com muito cuidado, se os devidos cuidados não forem tomados, a doença poderá ser agravada e virar até mesmo uma queimadura.

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