• foto-imagem-suorEm 1934, um médico britânico chamado B. A. McSwiney lamentou a colegas o fato de poucos profissionais da área se interessarem em pesquisar a composição química da transpiração humana. Em vez disso, se concentravam apenas nos mecanismos de resfriamento do corpo por meio da evaporação do suor pela pele.

    Mas McSwiney sabia que o fenômeno tinha mais do que essa finalidade e que substâncias presentes no organismo também eram perdidas no processo.

    Algumas delas nós não gostaríamos de perder, como os cloretos. Essas moléculas, formadas por átomos de cloro ligados aos de sódio para formar sais, são fundamentais para manter o equilíbrio do pH interno do corpo, regulando o movimento dos fluidos para dentro e fora das células e transmitindo impulsos através dos tecidos nervosos.

    É normal que alguns cloretos sejam eliminados na transpiração, mas há casos em que uma pessoa pode perdê-los em excesso.

    Quando somos submetidos a situações prolongadas de calor, sabemos que é preciso tomar bastante água para se manter hidratado. Mas o excesso de líquidos, aliado à sudorese, pode levar a sintomas de intoxicação por água – isso significa que o corpo não consegue repor os cloretos perdidos no suor com a mesma velocidade.

    Na transpiração ainda está presente a ureia, um subproduto do organismo que também é eliminado na urina. Cientistas estimam que um adulto perca entre 600 e 700 mililitros de líquidos diariamente através do suor – 7% da eliminação diária de ureia.

    Mas o suor ainda contém amônia, proteínas, açúcares, potássio e bicarbonato. Isso sem falar em vestígios de metais, como zinco, cobre, ferro, níquel, cádmio, chumbo e manganês. A transpiração é um importante mecanismo de excreção desses metais.

    O suor deixa o corpo através de dois tipos de glândulas. As glândulas sudoríparas apócrinas são encontradas nas axilas, narinas, mamilos, orelhas e partes dos genitais. Já as glândulas sudoríparas écrinas são muito mais comuns – milhões delas estão distribuídas pelo corpo humano, exceto nos lábios e nos genitais.

    Quando o organismo e a pele se aquecem demais, os termoreceptores enviam uma mensagem ao cérebro. Ali, o hipotálamo – um pequeno amontoado de células que controla a fome, a sede, o sono e a temperatura corporal – manda uma mensagem para as glândulas sudoríparas, que começam a produzir o suor.

    Também existe um terceiro tipo de glândula sudorípara, descoberto apenas em 1987, as chamadas glândulas apoécrinas. Para os cientistas, elas são écrinas que de alguma maneira se modificaram na puberdade.

    Ferramenta de comunicação

    Mas nem tudo o que transborda em nosso suor é químico em sua natureza. Muita gente já experimentou a sensação de transpirar ao comer algo picante. Outras pessoas conhecem o que é suar por medo, vergonha, ansiedade ou dor.

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    Não é à toa que as palmas das mãos, a testa e as solas dos pés são normalmente associados à transpiração emocional: é nessas regiões que as glândulas écrinas estão mais concentradas – até 700 delas por centímetro quadrado de pele (as costas, em comparação, têm 64 glândulas por centímetro quadrado).

    Cientistas descobriram que o suor induzido por emoções é uma importante ferramenta de comunicação. Na realidade, os odores que detectamos na transpiração podem nos dizer muito sobre o que outros estão sentindo.

    Em uma experiência, um grupo de psicólogos da Universidade de Utrecht, na Holanda, coletou amostras de suor de dez homens enquanto eles assistiam a vídeos que evocavam sensações de medo (trechos do filme O Iluminado, de Stanley Kubrick) ou nojo (trechos da série Jackass, da MTV).

    Em seguida, os pesquisadores pediram para 36 mulheres dizerem se podiam detectar alguma “pista” emocional nas amostras de suor.

    Resultado: quando expostas às amostras de “suor de medo”, as mulheres também demonstraram medo em seus rostos, enquanto fizeram expressão de nojo quando expostas ao suor oriundo daquela sensação.

    Para os cientistas, isso sugere que o suor pode ser um meio eficiente de transmitir um estado emocional de uma pessoa para outra.

    Anterior à linguagem

    Padrões semelhantes foram observados em outros experimentos. Em 2006, psicólogos da Universidade Rice, nos Estados Unidos, descobriram que as pessoas expostas a amostras de suor de doadores que sentiam medo se saíam melhor em alguns testes de inteligência do que quando as amostras não continham suor.

    O sinal de medo provavelmente as tornou mais alertas em relação a seu entorno.

    Em 2012, psicólogos e psiquiatras da State University de Nova York extraíram o suor das camisetas de 64 doadores. Metade deles tinha acabado de saltar de paraquedas pela primeira vez, enquanto a outra metade fez exercícios extenuantes.

    Quem cheirou o suor dos paraquedistas ficou alerta diante de rostos com expressão irritada, mas também diante de rostos com expressões neutras e ambíguas. O grupo que sentiu o odor da outra metade de voluntários ficou mais alerta apenas ao ver rostos irritados, o que é esperado em qualquer circunstância.

    Para os cientistas, foi uma demonstração do que chamaram de vigilância: o suor induzido pela queda livre induziu os participantes a ficarem atentos a qualquer possível “pista social”, o que talvez não ocorreria em outra situação.

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    Outro experimento realizado por psicólogos e neurocientistas alemães com homens ansiosos fez mulheres que sentiram o suor deles tomarem decisões mais arriscadas em um jogo de computador formulado para avaliar esse comportamento.

    Nenhum desses estudos indica se as pessoas perceberam que o suor de outras alterou seu próprio comportamento, mas eles sugerem que, ao menos em alguns casos, a transpiração pode comunicar informações importantes sobre nosso estado mental. As pesquisas também indicam que usamos essas informações para entender melhor nosso entorno.

    Talvez isso não seja uma surpresa. Nossa espécie pode ser adaptada para a comunicação verbal e linguística, mas a linguagem verbal é uma ferramenta relativamente nova para nós.

    Parece razoável imaginar que nossos ancestrais tiravam partido dessas informações olfativas e nos transmitiram essa habilidade.

    De fato, somos melhores em identificar emoções em humanos virtuais em uma tela de computador quando a animação os mostra transpirando.

    E não só isso: a transpiração parece permitir que as pessoas percebam a intensidade de uma determinada emoção. O suor não é apenas um sinal olfativo, mas também visual.

    No fim, o suor é mais do que simplesmente o ar-condicionado do corpo. Ele pode também ser uma sonda emocional, usada para anunciar nossos mais íntimos sentimentos às pessoas ao nosso redor.

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  • foto-imagem-brocolis-poluicao

    Para chegar a essa conclusão, pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, recrutaram 291 indivíduos e pediram a uma parte para ingerir uma bebida à base do broto de brócolis, rico em glucorafanina e sulforafano. Eles notaram, então, que esses participantes mandaram para fora do corpo uma quantidade 61% maior de benzeno, um poluente carcinogênico, e 23% maior de acroleína, um irritante do pulmão. “Em teoria, o vegetal em si também proporcionaria o mesmo benefício”, argumenta Thomas Kensler, um dos autores da investigação. O desafio é saber qual a quantidade adequada – por enquanto, o chute dele é 150 gramas. “Mas isso ainda é uma hipótese. Pode até ser menos”, revela.

    Mais parceiros à mesa

    Elementos antioxidantes aplacam os danos gerados por radicais livres formados com a exposição aos poluentes. Conheça alguns deles.

    Vitamina E
    Está nos óleos vegetais, no ovo e na turma das oleaginosas, como amêndoas, nozes e amendoim.

    Vitamina C
    Ela dá as caras em um montão de alimentos, a exemplo de acerola, laranja, caju, pimentão e goiaba.

    Selênio
    O mineral é encontrado na carne vermelha, na castanha-do-pará, na granola e na farinha de trigo.

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  • foto-imagem-enzimaSegundo a pesquisa, publicada na revista científica Journal of Biological Chemistry, as enzimas metaloproteinases da matriz (MMP-8) enviam uma mensagem ao sistema imunológico para que ataque o tumor.

    Os cientistas, da Universidade de East Anglia (UEA), investigaram como tais substâncias agem em pacientes com câncer de mama.

    Eles descobriram que as células cancerígenas que produzem altas doses de MMP-8 não sobrevivem porque essas enzimas alertam o sistema imunológico sobre a localização do tumor, ajudando o organismo a atacá-lo.

    Segundo os pesquisadores, pacientes de câncer de mama que produzem boas doses de MMP-8 têm mairoes chances de cura.

    Camarada

    Pesquisas anteriores haviam mostrado que as enzimas MMP-8 provocavam o efeito contrário.

    Segundo o pesquisador-chefe do estudo, Dylan Edwards, da Faculdade de Ciências Biológicas da UEA, antes acreditava-se que essas enzimas atuavam como “tesouras moleculares”, produzindo dois agentes inflamatórios que danificam estruturas da células, abrindo o caminho para a proliferação do tumor.

    “No entanto, agora sabemos que, ao mesmo tempo, as MMP-8 também servem de alerta para o sistema imunológico, que é acionado para atacar o tumor. Isso nos ajuda a entender sua função protetora”, disse Edwards.

    Medicamentos contra o câncer testados na década de 90 que agiam boqueando essas enzimas não se mostraram eficientes e agora essa pesquisa explica por quê.

    Ainda não se sabe exatamente como a enzima produz os dois agentes inflamatórios, o que deve ser investigado em próximas pesquisas.

    A médica Emma Smith, da organização Cancer Research UK, diz que o estudo fornece pistas iniciais sobre como a enzima desempenha o papel de “camarada” ao recrutar as células de defesa para lutar contra o câncer.
    “Mas as descobertas estão no estágio inicial e mais estudos são necesssários para provar que as enzimas são de fato eficientes no combate aos tumores”, diz Smith.

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  • foto-imagem-coca-colaQuem nunca tomou uma Coca-cola geladinha pra refrescar a sede que atire a primeira latinha, mas você já parou para pensar no que acontece com seu organismo depois que a Coca entra, queimando tudo (por favor, sem trocadilhos)?

    Primeiramente, por que a discriminação com a Coca? (só porque é gringa? só porque não é branca?) Não, não é por conta disso e sim por causa do maldito ácido fosfórico contido apenas em sua fórmula…

    Ao saborear uma Coca-cola, você só não vomita graças ao ácido fosfórico presente na mesma, pois ele quebra o efeito do açúcar do refrigerante… Ufa! E este açúcar vai para onde? Para o seu sangue, colega. Seu fígado acaba transformando-a em gordura.

    Com uma dose alta, você só não fica “nas nuvens” porque os receptores de adenosina (situados no seu cérebro) são bloqueados. Você nem nota, mas sua pressão dá uma leve subida.

    Seu corpo começa a produzir dopamina para estimular aquela sensação de prazer proveniente do uso de alguma droga, que os cientistas comparam à Heroína.

    O ácido fosfórico (o Darth Vader da história), aprisiona o cálcio, o magnésio e zinco (os Jedis) no seu intestino grosso, provocando um aumento no metabolismo. Isso também faz você eliminar cálcio (dos ossos) pela urina (o que, comprovadamente, ocasiona uma osteoporose).

    Tudo o que entra, um dia tem que sair… Os três jedis aprisionados no intestino grosso (que deveriam ter ido para seus ossos) vêem uma luz no fim do túnel e “blargh”, derrepente estão no vaso sanitário junto a outros indivíduos que não serviam mais para você.

    A batalha acabou. Seu entusiasmo foi pelo vaso ralo. Você sente falta do açúcar e pode ficar levemente irritado ou preguiçoso. Cerca de 1 hora e meia após a ingestão, você já despejou toda a Coca (e os nutrientes para fortalecer seus ossos e dentes) através do “nº1”.

    A poeira parece ter baixado. O ácido fosfórico triunfou sobre você, expulsando o que era útil para o seu organismo. Logo sentirá falta da cafeína (que cria dependência). Mas não se abale, para melhorar novamente, é só tomar uma garrafa de Coca-cola 2.5 litros.

    A nutricionista e Doutora em ciências dos alimentos da UFRJ, Maria de Lourdes Giada vai ainda mais longe: “O ideal é não passar de uma lata de Coca-cola por semana, mas o melhor seria tomar apenas de 15 em 15 dias”.

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  • O médico escocês Alexander Fleming (1881-1955) revolucionou a medicina quando encontrou, em 1928, uma maneira de combater as infecções bacterianas, verdadeiras epidemias que, até então, não tinham adversários à altura. Seu grande achado foi a penicilina, o primeiro antibiótico do mundo, que culminou no desenvolvimento de vários outros ao longo dos anos. Passadas mais de oito décadas, os frutos de sua descoberta inicial foram associados, agora de maneira negativa, a mais um surto: o da obesidade infantil.

    O alerta vem da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, onde um trabalho avaliou mais de 11 mil meninas e meninos nascidos entre 1991 e 1992. Segundo os especialistas, a prescrição de antibióticos antes dos 6 meses de idade patrocinou o surgimento de gordurinhas poucos anos depois. “As crianças que tomaram esses medicamentos apresentaram um risco 22% maior de ficar acima do peso”, revela o pediatra Leonardo Trasande, autor da investigação.

    Outro experimento da mesma instituição reforça a tese. Nele, ratos jovens receberam doses de antibiótico junto com a refeição. Após algumas semanas, as cobaias tiveram um aumento de 15% na gordura corporal. “Ao que tudo indica, os remédios alteraram a flora intestinal, elevando o aproveitamento das calorias dos alimentos”, explica o gastroenterologista Ilseung Cho, líder do estudo. Os antimicrobianos também favoreceram a reprodução de bactérias que incentivam o organismo a diminuir o gasto energético. “Esse processo é mais intenso nos primeiros anos de vida, fase em que o sistema digestivo engatinha”, acrescenta a endocrinologista Maria Edna de Melo, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.

    Esses artigos ganharam destaque dentro da comunidade científica por serem os primeiros a relacionar antibióticos com sobrepeso, principalmente em uma etapa da vida em que o corpo está em plena formação. Alguns levantamentos já tinham até comprovado que as mudanças na flora intestinal levam à obesidade. “Mas as pesquisas americanas foram pioneiras por advertirem que esses medicamentos são desencadeadores do processo”, acrescenta o endocrinologista Walmir Coutinho, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

    Os estudos da Universidade de Nova York engrossam um coro cada vez mais forte de entidades que lutam por uma prescrição consciente. “Existem vários fatores que levam ao exagero na indicação dos remédios que matam as bactérias”, atesta o pediatra Fábio de Araujo Motta, do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. O principal deles é a pressão dos pais. “As pessoas pensam que, se o médico não lançar mão de um fármaco, ele não está fazendo seu trabalho direito”, lamenta.

    É fundamental ressaltar também que o modelo de atendimento rápido, por meio de prontos-socorros, impossibilita o tratamento adequado. “O médico que faz as consultas nesses locais dificilmente conhece o histórico do paciente. Portanto, ele prefere não arriscar, recomendando de cara o uso de uma substância antibactérias”, critica Fabio Ancona Lopez, pediatra do Departamento de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

    É claro que os pais precisam obedecer às recomendações do especialista. “Os antibióticos são indispensáveis na presença de uma doença bacteriana confirmada por exame e avaliação clínica detalhada”, salienta a neonatologista Betania Bohrer, do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. “Nenhuma mãe deve deixar de dar antibiótico ao filho que está com uma infecção dessas com medo de engordá-lo”, reforça a endocrinologista Maria Edna de Melo. Daí a importância de consultar um pediatra de confiança, que acompanhe a criança desde a mais tenra idade.

    Além do ganho de peso, o excesso de antimicrobianos acarreta um perrengue grave. Quando o indivíduo usa essas drogas de forma errada, contribui para que as bactérias fiquem poderosas e resistam bravamente ao ataque dos seus oponentes. Ora, para combater essas versões mutantes, são necessárias doses cada vez mais fortes e variadas. Nesse processo, certos micro-organismos acabam ficando extremamente vigorosos – hoje, as chamadas superbactérias são uma realidade e começam a preocupar autoridades mundo afora (veja abaixo).

    Para reduzir o consumo equivocado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão que regula a comercialização de remédios no Brasil, tornou mais rigorosa a compra de antibióticos. Desde 2010, ela só é autorizada com receita. Na farmácia, uma via fica retida, junto com diversos dados do médico e do paciente. O pedido, diga-se, é válido apenas por dez dias. Nada mais do que isso.

    Em qualquer fase da vida, o uso dos antibióticos depende do aval de um profissional de saúde. Quem utiliza esse tipo de remédio por conta própria assume riscos tanto para si como para o resto do globo. E, de quebra, ajuda a inserir uma nota de rodapé nada positiva na história de Alexander Fleming e na de sua invenção.

    Fonte: Mariana Gonzalez Oliveira, pediatra do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre

    Alerta global

    Em março, a Organização Mundial da Saúde divulgou um aviso sobre o uso de substâncias que combatem as bactérias – o mundo enfrenta uma crise de resistência aos antibióticos. Até certas doenças já relativamente controladas, como a tuberculose, podem se transformar em pandemias se nada for feito. Por isso que, para desenvolver suas defesas e, assim, não necessitar de antibióticos a toda hora, os pequenos precisam entrar em contato com a vitamina “S” , de sujeira. “As crianças devem viver em um ambiente em que criem um sistema imune forte”, arremata o pediatra Fabio Ancona Lopez.

    Nos Estados Unidos, os pediatras prescrevem mais de 10 milhões de frascos de antibióticos desnecessários todos os anos

    Doping animal

    As pesquisas americanas partiram da observação de uma prática bem comum em fazendas: os antibióticos fazem parte do cardápio de diversos animais de abate, como vacas, ovelhas, porcos e galinhas, porque fazem esses bichos ganharem peso mais rápido, alavancando a produção de carne. A fórmula empregada para deixá-los rechonchudos é praticamente a mesma dos remédios disponibilizados para os seres humanos.

    O tamanho do problema

    Um artigo recente escancarou que o uso desse tipo de remédio ainda é exagerado no Brasil, principalmente na infância

    39,7% das crianças com um problema de saúde qualquer saem da consulta com a receita de um antibiótico.

    89,1% dos casos de prescrição de antibiótico foram feitos por análise clínica, sem nenhum exame complementar.

    62,7% das doses receitadas dessa modalidade de remédio estavam acima ou abaixo do que é recomendado atualmente.

    Dados retirados do estudo “Prescrições Pediátricas em uma Unidade Básica de Saúde do Sul de Santa Catarina: Avaliação de Uso de Bacterianos”, da Universidade do Sul de Santa Catarina

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  • Cansaço e desânimo costumam estar relacionados à rotina de quem passa horas presa no trânsito todos os dias ou tem de dar conta de várias tarefas ao mesmo tempo, culminando em esgotamento físico e mental. Mas, se você se sente exausta logo depois de acordar, observe-se. Isso pode significar doença à vista.

    “Esgotamento persistente, sono agitado e ronco indicam apneia. Já cansaço, irritação e choro sem motivo podem caracterizar depressão”, aponta Cláudio Rufinom, clínico geral da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Confira os principais males que podem estar por trás da fadiga e despeça-se deles.

    8 doenças que podem estar por trás da canseira

    1. Anemia

    Falta de ferro no organismo causa sono, desânimo, queda de cabelo e falta de ar. Nas mulheres, isso ocorre com mais frequência durante a menstruação, por causa da perda de sangue.

    2. Apneia
    Como o ronco provoca despertares breves durante a noite, a qualidade do sono diminui drasticamente, deixando qualquer um mais “devagar” durante o dia.

    3. Depressão
    Apesar da origem psíquica, a doença causa indisposição, sim. E a culpa é do processo inflamatório que ocorre dentro dos neurônios, atrapalhando seu funcionamento.

    4. Diabetes
    Altos níveis de açúcar no sangue fazem a pessoa urinar mais, emagrecer e perder massa magra, provocando cansaço muscular.

    5. Distúrbios da tireoide
    Tanto o hipertireoidismo (quando a glândula trabalha demais) quanto o hipotireoidismo (quando ela fica lenta) fazem o coração bater mais rápido, causando cansaço extremo.

    6. Doença cardíaca
    Coração problemático não bombeia o sangue direito para todos os órgãos, que tendem a entrar em falência, desencadeando uma baita fadiga.

    7. Fibromialgia
    As dores constantes levam à debilitação física, além de comprometer a qualidade do sono.

    8. Infecções
    Concentrar todas as forças na luta contra o agente infeccioso pode provocar esgotamento físico. Além da febre, portanto, nota-se uma diminuição da vitalidade da pessoa.

    Como recarregar as baterias

    · Pratique exercícios
    Melhorando a circulação do oxigênio no organismo, o coração, o pulmão e os músculos conseguem transformá-lo em mais energia.

    · Alimente-se regularmente
    Comer a cada três horas afasta a fadiga e evita a queda brusca das taxas de açúcar no sangue, que provoca a falta de energia. Alimentos ricos em proteínas, carboidratos, fibras e ômega-3 devem fazer parte do cardápio diário.

    · Durma bem
    Descansar pelo menos oito horas por noite aumenta a disposição. Quer dormir bem? Vá para a cama sempre no mesmo horário. E nada de ver TV, usar o computador ou se exercitar até três horas antes de se deitar. Evite também as refeições pesadas e o álcool ou bebidas à base de cafeína.

    · Faça atividades que dão prazer
    Diminuir o estresse é fundamental para acabar com o cansaço. E não há forma melhor de estimular o corpo e o cérebro do que se dedicar a uma atividade prazerosa. Qual é a sua?

    · Procure um médico
    Se a fadiga não vai embora, consulte um especialista. Ele poderá pedir um check-up(conjunto de exames, como hemograma e teste de glicemia), que ajudará a identificar o que está prejudicando a sua disposição.

    · Beba água mesmo sem sentir sede
    Manter o corpo hidratado é uma excelente maneira de diminuir o cansaço, já que as células precisam se dar ao trabalho de extrair a água da circulação.

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  • Câncer, Doenças 10.08.2011 1 Comment

    O Sistema Linfático

    O sistema linfático faz parte da defesa natural do organismo contra infecções. É composto por inúmeros gânglios linfáticos, conectados entre si pelos vasos (canais) linfáticos.

    Os gânglios linfáticos estão situados no pescoço, axilas e virilha. Internamente, são encontrados principalmente no tórax (mediastino) e abdome. As amídalas, o fígado e o baço também fazem parte do sistema linfático.

    Os vasos linfáticos transportam um fluido claro chamado linfa, que circula pelo corpo e contém células chamadas linfócitos. Essas células atuam como defesa contra infecções. Os gânglios linfáticos funcionam como filtros, retirando da circulação restos de células que passam por eles. Se, por exemplo, você tem dor de garganta, poderá notar que os gânglios do seu pescoço poderão estar aumentados. Isso é um sinal de que seu organismo está combatendo a infecção.

    Por motivos ainda desconhecidos, em algum momento os linfócitos agrupados nos gânglios linfáticos começam a multiplicar-se e crescer de forma desordenada. Como resultado dessa desordem, haverá um excesso de produção desse tecido, dando origem a um tipo de câncer denominado linfoma. O linfoma se inicia a partir de linfócitos anormais. Eles podem se espalhar por meio do sistema linfático por muitas áreas do organismo e circular no sangue.

    Gânglios Linfáticos

    São glândulas do tamanho de um grão de feijão que podem ser encontradas em todo o corpo. Acumulam-se em certas áreas como pescoço, axilas, peito, abdome e virilha.

    Linfócitos

    São tipos de glóbulos brancos. Acumula-se nos gânglios linfáticos.

    Vasos Linfáticos

    Conectam os gânglios. Contêm linfa, um fluido que transporta os linfócitos.

    Outros órgãos do corpo que integram o sistema linfático

    Amídalas
    Baço
    Medula óssea (a porção interna macia dos ossos)
    Intestinos
    Pele

    O que é Linfoma?

    Linfomas são cânceres que se iniciam a partir da transformação de um linfócito no sistema linfático. O prefixo “linfo” indica sua origem a partir da transformação de um linfócito, e o sufixo “oma” é derivado da palavra grega que significa “tumor”. Os linfomas o são resultado de um dano ao DNA de uma célula precursora de um linfócito, isto é, uma célula que irá se transformar em linfócito. Esse dano ao DNA ocorre após o nascimento e representa, portanto, uma doença adquirida e não hereditária. Essa alteração ou mutação do DNA do linfócito gera uma transformação maligna: resulta no crescimento descontrolado e excessivo dos linfócitos, que se multiplicam sem controle. O acúmulo dessas células resulta em massas tumorais inicialmente nos linfonodos (gânglios linfáticos), mas com a evolução da doença pode acometer outras regiões do corpo.

    Os linfomas geralmente têm início nos linfonodos (gânglios linfáticos). Por essa razão o linfoma pode se desenvolver em qualquer dos linfonodos contidos e distribuídos nas diversas regiões do corpo: periféricos ou profundos (no tórax e abdome). Em alguns casos, os linfomas podem envolver a medula óssea, bem como outros órgãos tais como sistema nervoso central, testículos, pele, entre outros.

    Causas e fatores de risco

    A incidência anual de linfomas praticamente dobrou nos últimos 35 anos. Não se sabe ao certo quais são as razões para esse aumento. Verifica-se um aumento aparente de incidência do linfoma em comunidades predominantemente agrícolas. Estudos associam componentes específicos de herbicidas e pesticidas à ocorrência do linfoma, porém, em termos quantitativos, a contribuição de tais agentes para o aumento da freqüência do mesmo ainda não foi definida.

    Indivíduos infectados pelos vírus HTLV ou pelo vírus HIV apresentam maior risco de desenvolver linfoma. Há casos ocasionais de manifestações concentradas em uma família, similarmente ao que se verifica em outros tipos de câncer. Verifica-se um aumento na incidência de linfoma em irmãos de pacientes que apresentam a doença. Entretanto, a imensa maioria dos casos da doença ocorre em indivíduos sem fatores de risco identificáveis e a maioria das pessoas com supostos fatores de risco nunca contraem a doença.

    A incidência do linfoma de Hodgkin atinge um pico de 5 a 6 casos/100.000 indivíduos em torno de 20 anos de idade. Essa taxa cai para menos da metade na meia idade e volta a aumentar em freqüência em indivíduos mais idosos. Esse padrão difere entre grupos étnicos. O linfoma de Hodgkin ocorre mais freqüentemente em indivíduos mais jovens (de 10 a 40 anos) de descendência européia, do que naqueles de descendência africana, asiática ou hispânica.

    A incidência do linfoma não-Hodgkin aumenta progressivamente com a idade. Em torno de 4 casos/100.000 indivíduos ocorrem aos 20 anos de idade. A taxa de incidência aumenta 10 vezes, passando para 40 casos/100.000 indivíduos com 60 anos e mais de 20 vezes, chegando a 80 casos/100.000 indivíduos após os 75 anos de idade.

    Linfoma de Hodgkin

    O termo utilizado para descrever essa doença tem contexto histórico. O linfoma de Hodgkin foi assim chamado devido à descrição de vários casos em 1832 por Thomas Hodgkin, os quais foram reconhecidos como uma nova condição maligna que envolve os linfonodos. Foi aproximadamente 40 anos mais tarde que um novo conceito de linfoma (originalmente denominado linfossarcoma), diferente do linfoma de Hodgkin, foi proposto por Virchow, Conheim e Billroth, três proeminentes médicos do final do século XIX.

    Os pacientes com linfoma de Hodgkin, apresentam células características denominadas: células de Reed-Sternberg.

    O linfoma de Hodgkin geralmente se dissemina de uma cadeia para outra de maneira ordenada por meio dos vasos linfáticos, chagando aos gânglios linfáticos (conforme mostra a figura acima).

    Sintomas

    O sintoma inicial mais comum do linfoma de Hodgkin é um aumento indolor dos linfonodos no pescoço, porção superior do peito, interior do peito, axilas, abdome ou virilha. O envolvimento de linfonodos em outros locais ocorre com menor freqüência. Outros sintomas incluem febre, suor, principalmente à noite, perda de peso e coceira. É possível que os pacientes sintam dor nos linfonodos após a ingestão de álcool, um achado incomum, porém, característico do linfoma de Hodgkin. Pode também ocorrer um aumento do baço.

    O médico, após um histórico e exame físico do paciente, se suspeitar da doença, poderá solicitar alguns exames para confirmar a suspeita desse diagnóstico. Essas técnicas podem revelar linfonodos aumentados no peito, no abdome ou em ambos. Massas tumoriais podem ocorrer fora dos linfonodos nos pulmões, ossos ou outros tecidos.

    Diagnóstico

    Os passos tomados para se determinar a presença e a extensão do linfoma de Hodgkin são importantes para o diagnóstico e para a avaliação da abordagem terapêutica. O diagnóstico definitivo do linfoma de Hodgkin requer biópsia de um linfonodo envolvido ou de outro local acometido pelo tumor. A avaliação da biópsia denomina-se: anátomo-patológico e após a avaliação do patologista, podemos ter a certeza do diagnóstico da doença.

    Para definir a extensão da doença são necessários vários exames que os oncologistas denominam estadiamento. Estes exames definem a localização e a distribuição dos linfonodos aumentados, bem como um possível envolvimento de outros órgãos além dos linfonodos.

    Na maioria dos casos, estes procedimentos incluem tomografia computadorizada ou ressonância magnética. As informações reunidas a partir desses estudos permitem que o “estádio” da doença do paciente seja determinado, conforme segue abaixo:

    Estádio I – representa o envolvimento de um único grupo de linfonodos.

    Estádio II – indica o envolvimento de dois ou três grupos vizinhos de linfonodos, do mesmo lado do diafragma (músculo que divide o tórax e o abdome).

    Estádio III – representa o envolvimento de vários grupos de linfonodos acima e abaixo do diafragma (músculo que divide o tórax e o abdome).

    Estádio IV – significa que há o envolvimento disseminado para outros órgãos, como pulmões, fígado e ossos.

    Os quatro estádios do linfoma de Hodgkin podem ser ainda divididos em categorias “A” e “B”. A categoria “A” indica a ausência de febre, suor exagerado e perda de peso. Pacientes que apresentam esses sintomas pertencem à categoria “B”. Por exemplo, o estádio IIB indica que o paciente possui dois grupos vizinhos de linfonodos atingidos pela doença e apresenta febre, suor exagerado e perda de peso.

    A extensão da doença e a presença dos sintomas determinam o tratamento a ser seguido, denominado pelos oncologistas de protocolo. O tratamento da doença envolve quimioterapia e radioterapia, que podem ser mais ou menos extensas de acordo com o estádio da doença.

    Tratamento

    Os passos tomados para se determinar a presença e a extensão do linfoma de Hodgkin são importantes para o diagnóstico e para a avaliação da abordagem terapêutica. O diagnóstico definitivo do linfoma de Hodgkin requer biópsia de um linfonodo envolvido ou de outro local acometido pelo tumor. A avaliação da biópsia denomina-se: anátomo-patológico e após a avaliação do patologista, podemos ter a certeza do diagnóstico da doença.

    Para definir a extensão da doença são necessários vários exames que os oncologistas denominam estadiamento. Estes exames definem a localização e a distribuição dos linfonodos aumentados, bem como um possível envolvimento de outros órgãos além dos linfonodos.

    O objetivo do tratamento é a cura do paciente. O protocolo utilizado de acordo com o estádio da doença é estudado para que o paciente alcance a cura. A quimioterapia é utilizada em conjunto com a radioterapia.

    Radioterapia: a radiação é gerada por aparelhos especiais que produzem raios de alta energia capazes de matar as células tumorais. A proteção dos órgãos não envolvidos, como os pulmões e o fígado, minimiza os efeitos colaterais. Além disso, melhorias contínuas dos dispositivos que geram a radiação permitem focar mais precisamente as áreas a serem tratadas. Ela é geralmente feita em grandes áreas delimitadas, denominada campos. Os campos são definidos de forma que tanto os linfonodos doentes como os vizinhos sejam tratados. Esses campos são denominados “manto” para designar o pescoço e o peito; “abdominal” quando se referem à porção inferior do peito e superior do abdome; e “pélvico” quando se referem à porção inferior do abdome e a virilha.

    Quimioterapia: é um conjunto de drogas que são escolhidas e utilizadas para que haja maior destruição das células doentes visando maior índice de cura ao paciente. Como dito anteriormente, o protocolo utilizado depende do estádio da doença.

    Prognóstico

    A eficácia da terapia depende da idade do paciente e da extensão (estádio) da doença. Uma grande proporção dos pacientes se cura após o tratamento inicial. Para aquela pequena porcentagem que apresenta recidiva da doença, um segundo tratamento com radioterapia ou quimioterapia geralmente é bem-sucedido. Esses pacientes podem se curar ou apresentar longos períodos sem a doença após o segundo tratamento.

    Em pacientes com evidência de doença progressiva, o uso de infusões de células-tronco da medula óssea autóloga (transplante autólogo de medula óssea) permite a aplicação de quimioterapia mais intensiva com re-infusão da medula óssea, podendo curar a doença.

    Mais de 75% dos pacientes com diagnóstico de linfoma de Hodgkin podem ser curados por meio das abordagens atuais de tratamento.

    Uma das características importantes do linfoma de Hodgkin é o comprometimento do funcionamento do sistema imunológico. As células do sistema imunológico, principalmente os linfócitos T, não reagem normalmente. Isso pode fazer com que os pacientes se tornem suscetíveis a certos tipos de infecção. Os efeitos da radioterapia e da quimioterapia podem aumentar essa suscetibilidade, já que esses tratamentos colaboram para a supressão do sistema imunológico.

    As melhorias no tratamento do linfoma de Hodgkin, a maior consciência em relação ao risco de doenças infecciosas e uma melhor terapia antimicrobiana disponível tornaram as complicações infecciosas menos problemáticas para os pacientes. A função imunológica dos pacientes costuma melhorar após a cura, fazendo com que o risco de complicações infecciosas graves ou pouco comuns diminua durante o período pós-tratamento.

    Linfoma não-Hodgkin

    Existem trinta ou mais subtipos de linfomas específicos, mas para simplificar a classificação muitos oncologistas agrupam os vários subtipos de acordo com a velocidade média de crescimento e progressão do linfoma: muito lentamente (baixo grau) ou muito rapidamente (alto grau ou agressivo). Graças ao conhecimento da maneira pela qual os tipos específicos de linfoma progridem, pode-se determinar a possibilidade de progressão lenta ou rápida e os tipos de terapia necessários a esses subtipos.

    A classificação dos tipos específicos de linfoma leva em consideração o padrão da biópsia do linfonodo feita ao microscópio e o tipo celular predominante dos linfócitos (T ou B).

    Sinais e Sintomas Comuns

    Muitos pacientes costumam notar linfonodos aumentados no pescoço, axilas ou virilha. Esse aumento dos linfonodos é menos freqüente próximo às orelhas, cotovelo, na garganta ou próximo às amídalas.

    Raramente, a doença pode se iniciar em outro local, como ossos, pulmões ou pele. Nesses casos, os pacientes costumam apresentar sintomas referentes ao envolvimento local, como dor óssea, tosse, dor no peito, erupções ou nódulos na pele.

    Os pacienteS podem também apresentar sintomas inespecíficos como febre, calafrios, suor exagerado (principalmente à noite), fadiga, perda de apetite ou perda de peso e durante o exame médico, pode ser percebido o baço aumentado.

    Em alguns casos, é possível que a doença seja descoberta somente durante um exame médico “de rotina” ou enquanto o paciente esteja sob tratamento de uma condição não relacionada.

    Fatores de Risco

    Os fatores que provocam o linfoma ainda são desconhecidos, mas há muitas pesquisas em andamento em relação às causas dessa doença. O risco pode ser mais alto para indivíduos que:

    1. Apresentam, alguma doença que enfraquece seu sistema imunológico ao nascer: denominadas imunodeficiências congênitas ou posteriormente como a infecção pelo HIV.

    2. Tomam medicamentos devido ao transplante de órgãos.

    3. Sejam do sexo masculino, uma vez que a incidência do Linfoma não-Hodgkin é mais comum em homens do que em mulheres.

    4. O trabalho com produtos químicos inseticidas e herbicidas pode aumentar o risco de linfoma não-Hodgkin.

    É importante salientar que muitos indivíduos com linfoma não se incluem nesses grupos de risco, e também que a maioria dos que se encontram nesses grupos nunca desenvolve a doença.

    Diagnóstico

    Na maioria das vezes, linfonodos aumentados significam geralmente uma reação a uma infecção e não são sinônimos de câncer. O médico pode suspeitar de linfoma e encontrar linfonodos aumentados durante um exame físico ou um teste de diagnóstico por imagem (por exemplo, raios-X do peito) sem que haja uma explicação para o aumento, como, por exemplo, uma infecção na região.

    O diagnóstico deve ser estabelecido através da biópsia de um linfonodo ou de outro órgão envolvido, como osso, pulmão, fígado ou outros tecidos.

    Em alguns casos, o diagnóstico pode ser feito a partir de células do linfoma na medula óssea (mielograma), obtidas como parte de uma avaliação diagnóstica inicial.

    A biópsia do gânglio geralmente pode ser realizada sob anestesia local. Ocasionalmente uma cirurgia do peito ou do abdome pode ser utilizada para o diagnóstico. A biópsia cirúrgica requer anestesia geral. No entanto, abordagens mais recentes utilizando a laparoscopia permitem que sejam feitas biópsias no interior de cavidades do corpo, sem grandes incisões e manipulações.

    Após a biópsia, o tecido é preparado e examinado microscopicamente por um patologista, para que o padrão das anormalidades do tecido e o tipo de células envolvidas sejam analisados e a agressividade do tumor.

    O tecido da biópsia deve ser estudado por imunohistoquímica para que se obtenham evidências adicionais do tipo de linfoma, isto é se trata-se de um linfoma do tipo T, B ou NK.

    O tecido também pode ser estudado para verificar se anormalidades cromossômicas estão presentes. Esse tipo de exame é conhecido como citogenética.

    Esses exames denomidados imunuhistoquímica e citogenética são importantes na identificação do tipo específico de linfoma, auxiliando na escolha do protocolo (grupo de medicamentos) a serem utilizadas no tratamento.

    Se a biópsia determinar o diagnóstico de linfoma, há necessidade de avaliar a extensão da doença, que denominamos estadiamento: radiografia de tórax, ultra-som e tomografia computadorizada do abdome, cintilografia óssea e biópsia da medula óssea realizada sob de anestesia local, com punção no osso bacia, a fim de obter uma alíquota de medula óssea para ser examinado ao microscópio.

    Tratamento

    Os tratamentos utilizados no tratamento do linfoma não-Hodgkin são, geralmente, quimioterapia e radioterapia. O paciente poderá ser submetido a um ou outro, ou até mesmo à combinação dos dois tratamentos.

    O plano de tratamento definido pelo seu médico dependerá de vários fatores, como seu histórico médico, a localização dos gânglios aumentados, o estadiamento da doença e o seu estado geral de saúde.

    Cada organismo responde ao tratamento de forma individual. Por essa razão, algumas vezes o médico irá propor ao paciente o tratamento denominado protocolo, que determina o tipo de tratamento que o paciente irá receber. O diagnóstico com base na biópsia e no estadiamento fornece informações muito importantes para o planejamento do tratamento a ser proposto pelo médico. O tipo específico de linfoma (de células T ou B) e a localização dos linfonodos ou órgãos envolvidos são fatores determinantes para a seleção dos medicamentos e para a duração do tratamento.

    O médico e equipe multidisciplinar darão instruções específicas sobre cuidados a serem tomados com o uso da quimioterapia e/ou radioterapia assim como os possíveis efeitos colaterais que poderão surgir durante a terapia.

    Linfoma Cutâneo de células T

    O linfoma cutâneo de células T é uma enfermidade dos linfócitos T. O linfoma cutâneo de células T habitualmente se desenvolve lentamente em períodos de vários anos. Nas etapas iniciais o paciente pode sentir coceiras na pele e apresentando áreas secas e escuras.

    À medida que a enfermidade avança, podem aparecer tumores na pele, uma condição clínica chamada de micose fungóide.

    Quanto maior a área cutânea afetada pela enfermidade, maior é a possibilidade de que a pele seja infectada. A enfermidade pode se disseminar para os nódulos linfáticos e a outros órgãos do corpo, como baço, pulmões e fígado. Quando um número elevado de células tumorais é encontrado nos linfonodos, essa condição é denominada de Síndrome de Sézary.

    O paciente que apresenta sintomas de linfoma cutâneo deve consultar um médico para a realização de uma biópsia (retirada de uma parte crescida da pele para ser observada no microscópio).

    Prognóstico e Tratamento

    A probabilidade de recuperação e a escolha pelo tratamento ideal dependerão do estágio em que se encontra a enfermidade, na pele ou se já foi disseminada para outras partes do corpo e seu estado de saúde em geral.

    Outros cânceres

    Existem muitos tipos de câncer que se originam na pele. O mais comum é o câncer de células basais e o câncer de células escamosas e o chamado melanoma. O Sarcoma de Kaposi é um tipo pouco comum de câncer que ocorre com mais freqüência na pele, mas acomete comumente pacientes com aids.

    Etapas do linfoma cutâneo de células T

    Uma vez detectado o linfoma cutâneo de células T, serão necessários mais exames para determinar se as células cancerosas já foram disseminadas para outras partes do corpo. Esse processo é conhecido como “classificação por etapas”. O médico necessita saber a etapa em que se encontra a enfermidade para planejar o tratamento adequado. Para a classificação do linfoma cutâneo de células T, as seguintes etapas devem ser empregadas:

    – Etapa I: o linfoma afeta somente algumas partes da pele, as quais apresentam partes roxas, secas e escamosas. Tumores não são verificados e os nódulos linfáticos estão em seu tamanho normal.

    – Etapa II: pode ser verificada qualquer das seguintes situações
    – A pele apresenta partes roxas, escamosas, mas tumores ainda não são verificados. Os nódulos linfáticos estão maiores do que o normal e não contêm células cancerosas.
    – A pele apresenta tumores. Os nódulos linfáticos estão normais ou maiores do que o normal e não contêm células cancerosas.

    – Etapa III: quase toda a pele está roxa, seca e escamosa. Os nódulos linfáticos estão normais ou maiores que o normal e não apresentam células cancerosas.

    – Etapa IV: Além de toda a pele estar comprometida, alguma das seguintes situações são observadas

    – Células cancerosas são encontradas nos nódulos linfáticos.

    – O câncer já está disseminado para outros órgãos, como fígado e pulmão.

    – Recorrente: significa que o câncer voltou após ter sido tratado, denominamos esse aspecto da doença de recidiva.

    Tratamento do linfoma cutâneo de células T

    O tratamento pode ser utilizado com sucesso no linfoma cutâneo de células T, dependendo do da classificação há três tipos de tratamentos que podem ser empregados:

    – Radioterapia: uso de raios de alta energia para eliminar células cancerosas.

    – Quimioterapia: uso de medicamentos para destruir as células cancerosas.

    – Fototerapia: uso de luz e medicamentos especiais para fazer com que as células cancerosas fiquem mais sensíveis à luz.

    A radioterapia consiste no uso de raios de alta energia para destruir células cancerosas, reduzindo o tamanho dos tumores. Para o tratamento do linfoma cutâneo de células T, geralmente se utilizam raios especiais de pequenas partículas chamadas elétrons, que são aplicados em toda a pele.

    A quimioterapia consiste no uso de medicamentos para destruir as células cancerosas.
    A quimioterapia administrada pode ser sistêmica, onde o medicamento entra na corrente sangüínea, viaja através do corpo e elimina células cancerosas, podendo ser administrada por via oral, intravenosa ou intramuscular.

    No linfoma cutâneo de células T, os medicamentos quimioterápicos podem também ser administrados em forma de creme ou loção, quando a doença é localizada, com a aplicação diretamente na pele, chamada de quimioterapia tópica.

    A fototerapia consiste no uso de luz para eliminar as células cancerosas na pele. O paciente recebe um medicamento que torna as células cancerosas tornem-se sensíveis à luz e, em seguida, é focada uma luz especial sobre as células cancerosas para eliminá-las.

    O transplante alogênico de medula óssea é usado na substituição da medula óssea afetada por uma medula óssea sã. O procedimento consiste na destruição da medula óssea do paciente com doses elevadas de quimioterapia, com ou sem radioterapia. Em seguida, a medula de um doador é transplantada. O paciente recebe a medula do doador por meio de infusão endovenosa.

    No transplante autólogo de medula óssea a medula óssea do paciente é coletada e tratada com medicamentos para eliminar as células cancerosas. Em seguida, a medula é congelada e conservada. O paciente recebe, então, doses elevadas de quimioterapia, com ou sem radioterapia, para destruir o restante de sua própria medula. Após esse procedimento, a medula conservada é descongelada e infundida no paciente substituindo, então, sua a medula óssea.

    Linfoma Cutâneo de Células T:
    Etapa I: o tratamento pode ser um dos seguintes:

    1 – Fototerapia com ou sem terapia biológica.
    2 – Radioterapia
    3 – Quimioterapia tópica
    4 – Terapia local
    5 – Provas clínicas de fototerapia
    6 – Interferon Alfa ou Interferon Alfa combinado com terapia tópica

    Linfoma Cutâneo de Células T:
    Etapa II: o tratamento pode ser um dos seguintes:

    1 – Fototerapia com ou sem terapia biológica
    2 – Radioterapia
    3 – Quimioterapia tópica
    4 – Terapia local
    5 – Interferon Alfa ou Interferon Alfa combinado com terapia tópica

    Linfoma Cutâneo de Células T:
    Etapa III: o tratamento pode ser um dos seguintes:

    1 – Fototerapia com ou sem terapia biológica
    2 – Radioterapia
    3 – Quimioterapia tópica
    4 – Terapia local
    5 – Quimioterapia sistêmica com ou sem terapia da pele
    6 – Quimioterapia para micose fungóide e Síndrome de Sézary
    7 – Fotoquimioterapia extracorporal
    8 – Interferon Alfa ou Interferon Alfa combinado com terapia tópica
    9 – Retinóides

    Linfoma Cutâneo de Células T:
    Etapa IV: o tratamento pode ser um dos seguintes:

    1 – Quimioterapia sistêmica
    2 – Quimioterapia tópica
    3 – Radioterapia
    4 – Fototerapia com ou sem terapia biológica
    5 – Quimioterapia para micose fungóide e Síndrome de Sézary
    6 – Fotoquimioterapia corporal
    7 – Interferon Alfa ou Interferon Alfa combinado com terapia tópica
    8 – Terapia de anticorpos monoclonais
    9 – Retinóides

    Linfoma Cutâneo de Células T:
    Recorrente: o tratamento dependerá de vários fatores, incluindo o tipo de tratamento previamente recebido. Dependendo da condição do paciente, ele poderá receber qualquer tratamentos citados anteriormente, isolados ou em combinação.

    Fatores que influenciam o tratamento

    1) Tipo de Linfoma – Trinta ou mais subtipos de linfomas específicos foram categorizados. Para simplificar a classificação, são agrupados de acordo com a velocidade média de crescimento e progressão do linfoma: muito lentamente (baixo grau) ou muito rapidamente (alto grau ou agressivo) e em relação ao padrão predominante microscópico do linfonodo biopsiado em relação aos lifócitos: T ou B. Graças ao conhecimento da maneira pela qual os tipos específicos de linfoma progridem, lenta ou rapidamente, bem como o tipo celular predominante, o tratamento escolhido é aquele com maior chance de cura.

    2) Estádios da doença (determinação de sua extensão) – Após a confirmação do diagnóstico, a extensão da doença deve ser determinada. Isso é denominado estádio ou estadiamento. Técnicas de imagem, como a ressonância magnética ou a tomografia computadorizada, são utilizadas para procurar linfonodos que podem estar aumentados em tórax ou abdome. Uma punção da medula óssea denominada mielograma é realizada para determinar se há presença de células do linfoma naquele território.

    Uma punção lombar e/ou a obtenção de imagem do cérebro ou da coluna vertebral pode ser requerida em casos em que o tipo de linfoma ou os sintomas do paciente sugerem que o sistema nervoso central (cérebro ou medula espinhal) possa estar afetado. Após a realização de todos os exames, o médico determina quais são as áreas envolvidas pela doença e determina o tipo e a duração do tratamento.

    O linfoma não-Hodgkin é classificado em 4 estádios:

    Estádio I
    Quando há envolvimento de um grupo de gânglios linfáticos em uma área restrita do corpo, ou quando um único órgão ou local é afetado sem o envolvimento de gânglios linfáticos.

    Estádio II
    Quando há envolvimento de mais de um grupo de gânglios linfáticos, acima ou abaixo do diafragma, ou quando está afetado um único órgão ou local com gânglios linfáticos adjacentes do mesmo lado do diafragma.

    Estádio III
    Quando há envolvimento de gânglios linfáticos, várias localizações, podendo ser no mesmo lado do diafragma. Quando há envolvimento de gânglios do mediastino (dentro do tórax).

    Estádio IV
    Quando estão afetados além dos gânglios outros órgãos não considerados gânglios denominados extranodais como medula óssea, osso, coluna vertebral, sistema nervoso central.

    3) Tipo de células – O tipo de células do linfoma (relacionadas às células T, B ou NK) pode fornecer ao médico a escolha do tratamento a ser utilizado. Essa classificação celular é feita por meio de imunohistoquímica realizada pelo patologista. As técnicas de diagnóstico molecular (citogenética) definem translocações específicas das células doentes.
    A agressividade do linfoma bem como a resposta ao tratamento é definida a partir da determinação do tipo celular da doença.

    4) Envolvimento extranoda – A abordagem terapêutica geralmente é afetada quando há envolvimento de órgãos externos aos linfonodos. Se o Sistema Nervoso Central, fígado ou ossos estiverem envolvidos, por exemplo, a abordagem terapêutica deve levar em consideração essas áreas externas aos linfonodos.

    5) Idade – A idade avançada do paciente (mais de 60 anos) e as condições médicas coexistentes são também importantes pontos a serem considerados.

    6) Sintomas associados – A presença de reações ao linfoma também define a abordagem terapêutica. Fatores como febre, suor exagerado e perda de peso de mais de 10% do peso corporal, podem definir o tipo de tratamento a ser escolhido pelo médico.

    Objetivos do Tratamento

    O objetivo do tratamento é a destruição das células malignas, induzindo à remissão completa, ou seja, o desaparecimento de todas as evidências da doença.

    A remissão é atingida na grande maioria dos pacientes, por essa razão é uma doença com altas chances de cura. A quimioterapia é o principal tratamento utilizado para a cura dos pacientes portadores de linfoma não-hodgkin.

    Nos linfomas denominados indolentes, isto é, de crescimento muito lento, o tratamento de escolha é para manter a doença controlada por muitos anos, e o paciente pode permanecer com uma boa qualidade de vida.

    O período de tratamento pode ser longo, mas a maior parte da terapia é administrada em regimes ambulatoriais: o paciente visita periodicamente o médico e recebe as medicações no ambulatório e retorna para casa e suas atividades rotineiras.

    Se houver febre ou outros sintomas de infecção, no entanto, pode ser necessária a hospitalização para administração de antibióticos.

    Diferente do linfoma de Hodgkin, a radioterapia é utilizada com menos freqüência como única ou principal terapia para os linfomas não-Hodgkin. Ela pode, no entanto, ser uma forma de tratamento auxiliar muito importante em alguns casos.

    Além dos tratamentos citados, a imunoterapia e o transplante de células-tronco hematopoéticas podem também ser opções de tratamento do linfoma não-Hodgkin.

    Recidiva

    A recidiva (reincidência) do linfoma, meses ou anos após o tratamento, pode ocorrer em alguns pacientes. Nesses casos, um tratamento adicional é freqüentemente bem sucedido no restabelecimento da remissão. Existem tantas drogas e abordagens diferentes para o tratamento do linfoma que o médico possui muitas possibilidades terapêuticas para oferecer ao paciente que mesmo após recidiva pode ser curado. Se a recidiva ocorrer muito tempo após o tratamento, os mesmos quimioterápicos ou agentes similares podem ser efetivos. Em outros casos novas abordagens podem ser utilizadas.

    Efeitos Colaterais do Tratamento

    Os efeitos colaterais dependem de vários fatores: da intensidade, da combinação e do tipo de quimioterapia, da localização da radioterapia, da idade do paciente e de condições médicas coexistentes (por exemplo, diabetes mellitus e doenças renais).

    Os principais efeitos colaterais durante o tratamento são:

    1. Diminuição da formação das células do sangue: baixas contagens de células sangüíneas podem ocorrer em pacientes tratados com quimioterapia, levando a anemia, neutropenia (queda dos glóbulos brancos) e plaquetopenia (queda no número de plaquetas que tem como principal função a coagulação do sangue).

    Transfusões de sangue e plaquetas podem ser necessárias para esses pacientes. Se a diminuição do número de glóbulos brancos for severa e prolongada, há maior risco de infecção, requerendo tratamento com antibióticos.

    Algumas vezes, as doses da quimioterapia ou o intervalo entre os ciclos quimioterápicos precisam ser alterados para permitir que as células sangüíneas do paciente se recuperem dos efeitos do tratamento.

    2. Efeitos orais e gastrointestinais: feridas na boca, náusea, vômitos, diarréia, constipação intestinal.

    3. Efeitos renais e urológicos: irritação da bexiga e sangue na urina, alteração na função renal.

    4. Outros efeitos: fadiga, erupções na pele, perda de cabelo, fraqueza, sensações de formigamento nas mãos e pés e outros efeitos. Esses efeitos dependem do tipo de medicação, da dose utilizada e da suscetibilidade do paciente.

    Embora tal quadro pareça desanimador, a maioria dos pacientes apresenta poucos efeitos colaterais sérios. Quando os efeitos colaterais ocorrem, costumam ser de curta duração e desaparecem 2 a 3 dias após a infusão da quimioterapia.

    Nos últimos anos, novas drogas aumentaram as possibilidades de controle dos efeitos colaterais como náuseas e vômitos, que podem ser muito desagradáveis para alguns pacientes. Na maioria dos casos os benefícios do tratamento, ou seja, a remissão e a grande possibilidade de cura, compensam os riscos, o desconforto e o incômodo.

    Por essa razão converse sempre com seu médico a respeito do tratamento, efeitos colaterais e chances de cura.

    Há também na maioria dos serviços que tratam pacientes portadores de câncer, uma equipe multidisciplinar composta de enfermeira, psicóloga, assistente social, nutricionista, que também podem sempre auxiliar o paciente durante seu tratamento.

    Os efeitos colaterais após tratamento:

    1. Perda da Fertilidade: os pacientes podem ter a fertilidade diminuída após o tratamento. O risco de infertilidade varia de acordo com a natureza do tratamento, dependendo do tipo e quantidade de quimioterapia e da idade. Homens com risco de infertilidade podem considerar a utilização de bancos de esperma. Mulheres que apresentam problemas nos ovários após o tratamento apresentam menopausa precoce e necessitam de terapia de reposição hormonal.

    Quando uma criança é gerada após um dos parceiros ou ambos tiverem recebido tratamento contra o câncer, a incidência de aborto e as doenças que os filhos apresentam, inclusive o câncer, são idênticas aquelas geradas de casais que não receberam esse tipo de tratamento.

    2. Existe um risco aumentado de câncer secundário em pacientes tratados dos linfomas de Hogdkin e não – Hogdkin. A exposição à quimioterapia tem sido associada com um aumento da incidência da leucemia mielóide aguda.

    Aspectos Emocionais

    O diagnóstico de linfoma pode provocar uma resposta emocional profunda aos pacientes, membros de sua família e amigos. Negação, depressão, desespero e medo são reações comuns.

    O não entendimento do que está acontecendo, o desconhecido, o que acontecerá a seguir, são temas que os pacientes devem discutir a fundo e freqüentemente com suas famílias, médicos e enfermeiras. O estresse emocional pode ser agravado por dificuldades no trabalho, nos negócios ou na interação com a família e os amigos. Explicações abrangentes, abordando perspectivas de remissão e planos de tratamento, podem trazer alívio em termos emocionais, auxiliando o paciente a focar-se no tratamento que tem pela frente e nas perspectivas de recuperação.

    Membros da família ou entes queridos podem ter perguntas a respeito da quimioterapia e de métodos alternativos de tratamento. É melhor conversar diretamente com o médico a respeito de todas as dúvidas em relação ao tratamento. Os problemas e reações devem ser discutidos com os profissionais de saúde, que compreendem a complexidade das emoções e as necessidades especiais daqueles que convivem com o linfoma.

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  • Alimento é duas vezes mais eficiente do que castanhas, amêndoas, pistaches e avelãs

    Nozes são mais potentes do que a vitamina E na proteção do organismo

    Uma pesquisa feita nos Estados Unidos revelou que, entre as frutas oleaginosas, são as nozes as mais recomendadas para uma dieta saudável por conter o mais alto nível e a melhor qualidade de antioxidantes – substâncias que ajudam a prevenir doenças.

    Segundo o estudo, um punhado de nozes contém duas vezes mais antioxidantes que um punhado de castanhas, amêndoas, amendoins, pistaches, avelãs, castanhas-do-Pará, castanhas de caju, macadâmias ou nozes-pecã.

    Além disso, os antioxidantes presentes nas nozes têm maior qualidade e potência do que os dos outros frutos secos analisados.

    A pesquisa – conduzida por um cientista da Universidade de Scranton, na Pensilvânia (nordeste dos Estados Unidos) – também concluiu que os antioxidantes encontrados nas nozes são entre duas a 15 vezes mais poderosos do que os da vitamina E, também conhecida pelo seu benefício antioxidante.

    O estudo foi divulgado em um encontro da Sociedade Química Americana, realizado na cidade de Anaheim, na Califórnia (oeste do país).

    Nutritivos

    Os antioxidantes impedem reações químicas que ocasionam mudanças na estrutura molecular das células do corpo.

    Segundo o pesquisador Joe Vinson, que liderou o estudo, todas as frutas oleaginosas têm boas qualidades nutricionais. Elas contêm proteínas de alta qualidade, muitas vitaminas, minerais e fibras.

    Pesquisas anteriores demonstraram que o consumo regular de pequenas quantidades de frutas oleaginosas pode reduzir o risco de doenças cardíacas, alguns tipos de câncer, diabetes tipo 2 e outros problemas de saúde.

    Mas Vinson diz que as porções dessas frutas consumidas devem ser pequenas. Sete ao dia são o suficiente para obter os benefícios para a saúde descobertos nos estudos.

    O pesquisador disse ainda que há outra vantagem em escolher as nozes como fonte de antioxidantes.

    ‘O calor dos frutos torrados geralmente reduz a qualidade dos antioxidantes, mas as pessoas geralmente comem as nozes cruas. Por isso, elas são mais eficientes’, explicou.

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  • “Depois dos dias de Carnaval, de quantas maneiras para se curar a ressaca você é capaz de se lembrar? Alguns dizem que o segredo está em comer algo gorduroso enquanto se bebe. Ou que tal, comer uma torrada queimada no dia seguinte pela manhã? Ou ainda, depois que o mal já está feito, tomar 2 aspirinas antes de se deitar e duas na manhã seguinte?”

    Mas para entender a ressaca, é necessário primeiro compreender a interação do álcool com o organismo. Inicialmente, deve ficar claro que existem diferenças entre as pessoas – quanto de bebida alcoólica cada pessoa pode suportar é uma questão individual do organismo de cada um. E, é claro, depende também da quantidade de bebida alcoólica que foi ingerida.

    Em seguida apresentamos alguns dos truques usados para tratar a malfadada ressaca.

    Beber muita água irá ajudar

    O álcool é um diurético – quer dizer, tende a aumentar a quantidade de urina produzida no organismo, levando a uma maior eliminação de água pelo corpo. O álcool, por tanto, dependendo da quantidade ingerida, pode “secar” o organismo. Recomenda-se, assim, beber bastante água na manhã seguinte após ingerir bebida alcoólica, o que ajuda a compensar a desidratação.

    Mas isto não é tudo. Durante o processo de destilação, são adicionados vários componentes às bebidas alcoólicas, e estes contribuem para as costumeiras dores de estômago que acontecem na ressaca. Beber muita água, então tem um segundo efeito, além de reidratar o seu organismo: a água dilui estes componentes da bebida alcoólica no seu estômago e trato intestinal, melhorando os sintomas de mal-estar abdominal.

    O truque da torrada queimada na manhã seguinte

    O carbono na parte queimada da torrada filtra as impurezas (compostos) presentes na bebida alcoólica. De fato, uma das maneiras de tratar a intoxicação pelo álcool em um Pronto Socorro é a ingestão de compostos de carvão pela mesma razão. A torrada queimada é uma versão muito mais leve do mesmo remédio.

    O truque de comer gorduras ao beber

    Este, em realidade, não é um remédio para depois, mas sim um preventivo da ressaca. A explicação é que os alimentos gordurosos, se ingeridos antes de beber álcool, “engraxam” a camada interna dos intestinos. O álcool leva então mais muito tempo para ser absorvido pelo organismo. Nos países do Mediterrâneo, um remédio popular envolve tomar uma colher de azeite de oliva antes de beber, com o mesmo efeito.

    Alimentar-se na manhã seguinte

    Quase qualquer tipo de alimento na manhã seguinte pode ajudar a aliviar uma ressaca. Os alimentos provêem eletrólitos para o organismo, que os necessita depois de uma desidratação. Isto é especialmente importante se tiverem ocorrido muitos vômitos. Uma refeição leve na manhã seguinte, com frutas e sucos, pode ajudar bastante.

    Duas aspirinas à noite e duas pela manhã seguinte

    Este é um remédio muito bom para a dor de cabeça que é freqüente nas ressacas. O maior problema, entretanto, é que em algumas pessoas pode agravar uma gastrite já existente, ou ter ainda outros efeitos colaterais mais sérios, como sangramento gástrico. Mas em pessoas que não bebem regularmente, e/ou que não apresentam quadros de gastrite, este truque irá funcionar bem para tratar a dor de cabeça.

    O truque de “rebater” a bebida na manhã seguinte

    Pessoas acostumadas a beber já conhecem este truque há anos e anos – no dia seguinte, pela manhã, tomar uma pequena dose de bebida, e elevar o nível de álcool no sangue. Biologicamente, este truque o fará sentir-se bem por um pequeno período. Entretanto, ele não pode ser recomendado, pois este nível de álcool sanguíneo mais elevado terá que ser diminuído eventualmente, em algum momento. Além disso é um hábito que pode muito facilmente conduzir ao alcoolismo.

    Finalmente, é importante lembrar de que não existe nenhuma “fórmula mágica” capaz de evitar completamente a ressaca. Se você beber muito, possivelmente você irá pagar por isso no dia seguinte.

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  • Esta pergunta é feita praticamente por todas as pessoas que me procuram para emagrecer. Em seguida, geralmente vem à afirmação: “Eu tenho o metabolismo lento”.

    Muitos não tem certeza, mas pelo fato de não estar eliminando peso já “culpam” o metabolismo. Diante disso é preciso analisar se realmente a pessoa está seguindo a proposta alimentar corretamente.

    Uma forma de acelerar o metabolismo é praticando exercícios regularmente, assim se gasta mais calorias. Comer várias vezes ao dia também, pois o organismo a cada 2 ou 3 horas (depende do intervalo das suas refeições), estará trabalhando para fazer a digestão e queimar as calorias e assim se torna mais ativo.

    Alguns alimentos considerados como termogênicos, de acordo com alguns estudos, também provocam um gasto calórico, mas na minha opinião seria necessário um consumo elevado para que esse gasto fosse relevante.

    Outra situação muito comum que acontece é a seguinte, o indivíduo faz uma restrição calórica excessiva quando começa uma dieta, querendo obter o emagrecimento o quanto mais rápido possível, no início o organismo responde bem, mas com o passar do tempo, começa estacionar, ou seja, entra no efeito platô, porque ele se acostuma com aquela quantidade ingerida, só que o indivíduo não tem o que fazer, pois não tem como diminuir ainda mais as calorias.

    Nessa situação o melhor a fazer é aumentar as calorias e depois de um tempo diminuir devagar.

    Por isso muito cuidado com dietas muito restritas e não almeje eliminar peso muito rápido, o correto é que a redução de calorias aconteça aos poucos, até que se conquiste a meta de peso.

    Medicamentos, alterações na tireóide, estresse e outros fatores também podem alterar o metabolismo, por isso, analise bem se realmente o seu metabolismo é lento e faça as atitudes ou tratamento correto para acelerá-lo.

    Fonte Cyberdiet

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