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    Origem: há muitas dúvidas sobre o povo que introduziu a cebola na dieta. Mas existem registros de sua utilização na Ásia Central, no Paquistão e no Irã há pelo menos 5 mil anos. Hoje, é difícil imaginar uma culinária em que o vegetal não apareça com frequência.

    Formas de uso: a cebola traz uma infinidade de opções. Ela pode ser empregada fresca como base aromática, como tempero para todo tipo de receita salgada, como componente da receita, ou até como prato principal.

    É possível servir a leguminosa crua, cozida, assada, grelhada, frita, empanada, em conserva… Haja versatilidade!

    Com o que combina: o mix de sabores adocicado, picante e ácido realça o sabor de diversos tipos de carnes, molhos, saladas, sopas, legumes, conservas, risotos, recheios de massa, tortas salgadas, fornadas, cozidos.

    Com o que não combina:
    só evite mesclá-la com frutas e doces.

    Benefícios nutricionais:
    a cebola é rica em antioxidantes, vitaminas C e do complexo B e vários minerais. Inclusive, seu potencial antioxidante e anti-inflamatório tem chamado a atenção dos estudiosos. Uma pesquisa do Instituto Federal do Maranhão indica que o vegetal contém compostos sulfurados, capazes de inibir o desenvolvimento de células cancerosas.

    Como plantar: ponha diretamente no jardim, com espaço entre as mudas para que o bulbo possa crescer. Mantenha o solo adubado e bem drenado. Colha as cebolas quando as folhas secarem.

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  • A publicidade de suplementos esportivos, as revistas especializadas e o clássico ambiente das academias nos fizeram crer que o atleta, seja o amador ou o profissional, tem que comer diferente do resto da humanidade. Apesar de estar bem difundida essa ideia, a verdade é que, essencialmente, se trata de um enorme erro. Sem ir muito longe, o Colégio Americano de Medicina Esportiva defende num documento de posicionamento, junto com as associações norte-americana e canadense de dietética, que “a alimentação dos esportistas não deve ser substancialmente diferente daquela recomendada para a população em geral”.

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    Mas a realidade é o que é. E sabemos como o chamado efeito Popeye chega a ser tentador em alguns momentos. Efeito que propõe acreditar em mensagens com nenhuma ou pouquíssima evidência, que nos sugerem comer de uma forma especial – com a adição de alimentos concretos (no caso de Popeye era o arquifamoso espinafre) ou com a inclusão de suplementos maravilhosos – para obter um rendimento quase milagroso: mais força, mais volume, mais velocidade, mais resistência, melhor recuperação, menos lesões etc.

    Neste artigo não se pretende dar conselhos personalizados aos praticantes de diversas modalidades esportivas que procuram na alimentação, na nutrição ou na suplementação uma espécie de pedra filosofal que os ajude a superar seus desafios pessoais. Pelo contrário: só se tenta oferecer um pouco de prudência, num terreno especialmente fértil para o equívoco científico com base em alegações milagrosas, promessas complacentes e beberagens secretas. E em especial aquelas nas quais se alude à “ciência” (sic) para lhes dar credibilidade.

    Se você decidiu fazer exercício, parabéns

    Manter-se ativo melhora seu prognóstico de saúde. A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que as pessoas sedentárias têm entre 20% e 30% mais chances de morrerem de forma prematura do que os indivíduos que fazem pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana. Na mesma linha, um interessante estudo publicado na prestigiosa revista The Lancet estima que o sedentarismo é a causa, em todo o mundo, de 6% das doenças coronárias, 7% dos casos de diabetes tipo 2, 10% dos cânceres de mama e outros 10% dos cânceres de cólon.

    A falta de atividade física estaria por trás de 5,3 milhões de mortes no panorama mundial, o que representa quase 10% dos óbitos do ano de 2008, por exemplo. Com esses resultados, o artigo sustenta que se mexer serviria não só para diminuir a incidência de várias doenças não contagiosas como as já apontadas, mas também para aumentar de forma global a expectativa de vida em 0,68 ano. Assim, de saída, se você deixa a categoria dos sedentários e opta por manter um estilo de vida mais ativo já merece um aplauso.

    É possível que nestas circunstâncias você também tenha se perguntado sobre o papel da alimentação na sua saúde, no seu rendimento e na hora de cumprir metas esportivas. E faz bem. Pelo lado da saúde, é provável que esses parabéns por fazer exercício sejam duplos: está bastante provado que pessoas que fazem exercícios, em geral, costumam comer melhor que a população sedentária. Um virtuoso peixe que morde o próprio rabo, retroalimentando os bons hábitos.

    Passemos ao rendimento, sobre o qual também é consenso que a dieta desempenha um papel crucial. Importante, mas não único: esse rendimento será afetado por múltiplos elementos – pessoais (genéticos), relativos ao treinamento, socioeconômicos e ambientais – tão ou mais importantes que a alimentação isolada. Apesar disso, o universo esportivo acolhe com enorme interesse mensagens que, sem maior suporte científico, mas sim com um importante investimento em marketing, pretendem nos vender terrenos na Lua (ou seria, neste caso, nas academias de ginástica?) e nos fazer acreditar mil maravilhas sobre os benefícios de comer de um jeito mais ou menos extravagante, ou incluir este ou aquele suplemento.

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    Desmascarando o discurso esportivo-nutricional

    O dietista-nutricionista Julio Basulto, um dos profissionais mais reconhecidos da Espanha nesse terreno – e autor, com Juanjo Cáceres, do recomendável livro Comer y Correr – deixa bem claro: “A primeira coisa que chama a atenção no lindo mundo da alimentação e dos complementos dietéticos ligados ao mundo esportivo é que se trata de uma questão atrozmente complexa. Tudo precisa estar embebido de algo bioquímico, imunológico, insulínico, glicogênico, fitoquímico, polifenólico, neurológico, proteínico, aminoacídico, enzimático, hidrolítico, metabólico, catabólico, anabólico… e hiperbólico”. Ou seja, neste terreno é habitual o uso uma série de termos que, bem empregados, são habituais no mundo acadêmico das ciências da saúde, mas que se transformam em moeda de uso corrente no jargão cientificista de monitores de academia e outros arrivistas da venda suplementadora.

    É impossível abordar num artigo destas características todos os conceitos alto astral que rodeiam o mundo da nutrição esportiva; mas esmiuçaremos alguns dos mais recorrentes.

    • A janela anabólica: este conceito propõe a importância de incluir determinados nutrientes – especialmente proteínas e carboidratos – em estreitas “janelas temporais” antes, durante e principalmente depois do exercício, afim de propiciar a reconstrução da malha muscular prejudicada e restaurar as reservas energéticas. Seria uma estratégia que uniria nutrição e treinamento de modo indivisível, tudo isso para ajudar a melhorar tanto a composição corporal como o rendimento esportivo e para reduzir o tempo de recuperação. Seus seguidores são contados aos milhares, especialmente entre aqueles que dedicam boa parte dos seus treinamentos a levantar pesos. Para isso, legiões do homo croassanis costumam se fazer acompanhar em suas rotinas de astronáuticas garrafinhas (shakers, no seu jargão). Isso, ou saem disparados de casa depois do treino para devorar uma calculada combinação de claras de ovo e arroz, antes que a tal “janela” termine, fazendo-os praticamente jogar no lixo a sessão de ginástica.

    Entretanto, apesar da sua extensa popularização nas duas últimas décadas e de haver dezenas de estudos destacando as virtudes da “janela anabólica”, o fato é que seus supostos benefícios não estão totalmente claros. Aliás, nem mesmo a sua existência está clara. “Se destilarmos todos os dados da literatura científica a respeito da suposta ‘janela metabólica’, fica difícil estabelecer recomendações específicas, devido à inconsistência dos resultados e a escassez de pesquisas sistemáticas que busquem otimizar a dose de proteínas antes e depois do exercício”, diz um contundente estudo de revisão sobre o tema. “Assim, os supostos benefícios de confiar numa suposta ‘janela anabólica’, além de se basearem em diversas suposições e dependerem de muitos outros fatores nem sempre controláveis, estão muito longe de serem uma realidade.” Na verdade, um recente ensaio renega, com todas as letras, esse conceito: “Nossas conclusões refutam a existência de uma estreita janela posterior ao exercício anabólico com o objetivo de maximizar a resposta muscular; em seu lugar, apoia-se a teoria de que o intervalo para a ingestão de proteínas pode ser tão amplo como várias horas, ou talvez mais depois do treino com base na refeição anterior ao treinamento.”

    • Aminoácidos de cadeia ramificada: bastante relacionado ao item anterior – eles são uma espécie de denominador comum no uso da famosa janela –, refere-se a uma classe de aminoácidos essenciais com um radical alifático, entre os quais se destacam a leucina, a isoleucina e a valina. Explicado de forma muito breve e gráfica, os aminoácidos em geral seriam as contas que formam os colares de proteínas. Aos ramificados, além disso, se atribui com bastante fundamento a regulação da síntese e degradação das proteínas. Ao mesmo tempo, podem ser utilizados na hora de contribuir com energia por via anaeróbica.

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    Mas a utilidade de suplementos à base de aminoácidos de cadeia ramificada, ou de qualquer outro tipo de aminoácidos ou proteínas, está, para dizer de forma sutil, em dúvida. Pelo menos quando se compara essa suplementação com a inclusão de tais proteínas na forma de alimentos da dieta habitual. E o que diz esse recente estudo de revisão quando conclui que a ingestão total diária de proteínas tem mais peso no efeito em longo prazo que o momento da administração (a tal “janela”) ou a qualidade dessas proteínas. Embora admita uma possível e importante variabilidade interpessoal nessas estratégias, a informação já nos deveria deixar no mínimo desconfiados perante qualquer discurso totalizador e generalista sobre os benefícios desse tipo de suplementos. Por esta razão, o manual Nutrição e Dietética Clínica aconselha, na medida do possível, cobrir nossas necessidades proteicas a partir de uma dieta adequada quando se faz exercício. É algo relativamente simples, levando em conta que em nossas sociedades tendemos a incluir em nossa dieta uma quantidade de proteínas bastante acima das recomendações. Então não se esqueça: carne, ovos, peixe e muitos outros alimentos contêm muitas proteínas – com suficientes aminoácidos de cadeia ramificada, os quais bem distribuídos bastam por si só para otimizar o efeito de seu treinamento. Sem pirar, sem pozinhos, mais barato e com comida de verdade.

    • Bebidas de reposição: chegamos a uma questão sensivelmente diferente das anteriores, já que está mais do que provado que os fatores que mais contribuem para o surgimento da fadiga durante o exercício e para o atraso na recuperação são a diminuição dos carboidratos armazenados em forma de glicogênio no organismo e a aparição de certa desidratação resultante da perda de água e eletrólitos através do suor. Mas tampouco neste campo é necessário cair na complacência cientificista para fazer as coisas direito. Segundo o Documento de Consenso da Federação Espanhola de Medicina do Esporte Sobre Bebidas para o Esportista – Composição e Pautas de Reposição de Líquidos, “em geral uma dieta equilibrada e uma hidratação correta são a base para cobrir as exigências nutricionais na maioria das pessoas que fazem esporte”. O texto faz uma especial ressalva quanto às diversas condições ambientais, pessoais e de cada modalidade esportiva que condicionarão essas necessidades particulares. Assim, toda bebida de reposição deveria cumprir três objetivos elementares: 1º) Fornecer carboidratos que mantenham uma concentração adequada de glicose no sangue e adiem o esgotamento dos depósitos de glicogênio (em competições ou treinos que se prolonguem durante um tempo significativo); 2º) repor os eletrólitos, sobretudo o sódio; e 3º) a reposição hídrica para evitar a desidratação.

    Entretanto, no universo atlético, seja amador ou profissional, abundam as charlatanices repositoras que prometem recuperações pseudomilagrosas, com nomes tão sugestivos como hydrofuel, go-fuel, topfuele vários outros no qual o tema “fuel” (combustível, em inglês) é um suspeito habitual.

    A descontextualização máxima nesse terreno se dá no caso da cerveja, em especial com a recente comercialização de uma suposta variedade isotônica. Mas não, a cerveja não é uma bebida de reposição. Nem mesmo a dita isotônica. Destacamos o tema porque este produto levou a Sociedade Espanhola de Medicina do Esporte (SEMED) e o Conselho Geral de Colégios Oficiais de Médicos (OMC) da Espanha a cerrar fileiras diante desse despropósito. Por isso, ambas as entidades firmaram um documento conjunto detonando a suposta cerveja isotônica e, já que haviam tocado no assunto, refutando a tese de que a cerveja seria uma bebida de reposição e alertando para a situação de vulnerabilidade dos esportistas nessas questões. Disseram o seguinte: “Na Espanha, o coletivo dos esportistas amadores […] em grande medida carece de informação adequada sobre aspectos nutricionais, como a hidratação no esporte. A cerveja que se apresenta como bebida para esportistas não cumpre os critérios e as garantias necessários para ser recomendada nem no esporte nem na atividade física”.

    Destacaram ainda que, “a cerveja [seja qual for] constitui uma forma de entrada ao consumo de álcool dos mais jovens, e inclusive crianças. Por isso, a adaptação precoce da criança ou do adolescente que pratica esporte ao sabor da cerveja, usando como estímulo e referência ídolos esportivos, é, sob qualquer ponto de vista, repreensível para a OMC e a SEMED e constitui um novo exemplo de publicidade com clara intenção subliminar contrária à promoção da saúde”.

    • Colágeno: deixando no tinteiro dezenas de suplementos (equinácea, glutamina, selênio, espirulina, ginseng, picolinato de cromo, hidroximetilbutirato, várias vitaminas e outros compostos de nome ainda mais exótico e impronunciável), não resisto comentar a jogada de um dos compostos com maior apelo comercial nos últimos anos. Estou me referindo aos suplementos de colágeno, em suas várias formas ou combinado com outras substâncias (a mais clássica, o magnésio). O colágeno é uma proteína e, como tal, uma vez ingerida com os alimentos, ou suplementos, é dividida em suas partes constituintes — os aminoácidos — para que estes, e não a proteína, sejam absorvidos um por um na maioria dos casos.

    Supor que esses tijolos tenham memória e se lembrem que já fizeram parte de uma estrutura superior, uma proteína chamada colágeno, é como tentar fornecer veículos a uma tribo indígena jogando todas as partes de um avião e esperar que caiam montados. Os aminoácidos constituintes do colágeno são a glicina e a prolina, nenhum é essencial, e podem ser obtidos tanto a partir da síntese endógena como em outras fontes alimentares proteicas. Assim, se alguém apresenta uma clara deficiência de colágeno (devido ao estado de suas articulações ou pela aparência da pele), terá de considerar por que esse colágeno necessário não é produzido por seus fibroblastos — na maior parte das vezes, ocorre por problemas genéticos, de idade e fatores ambientais, como o tabagismo —, ao invés de ingerir suplementos desnecessários, que sempre são caríssimos independentemente do preço.

    Use o bom senso

    É imprescindível terminar o artigo tal e qual começou, fazendo um chamado à racionalidade. E é algo que se faz para o bem geral, para que ninguém gaste um dinheiro absurdo com tantas bobeiras, para que ninguém seja enganado e, portanto, para lembrar que a alimentação dos atletas não deve ser substancialmente diferente da recomendada para a população em geral. Considere que a prática de certos rituais associados com maior ou menor evidência ao desempenho esportivo (isso é o de menos) poderá levar a uma fidelização com uma certa rotina de treinamento, mas isso não se traduz em resultados reais. Resumindo: vestir um macacão de Fórmula 1 e capacete pode incentivá-lo a se sentir mais poderoso dentro de um carro, mas não fará você dirigir melhor. Isso é certo. Porque, com isso tudo, dá na mesma.

    Finalmente, e no campo estritamente dos suplementos e das ajudas ergogênicas, é conveniente lembrar das duas regras básicas do Professor Ronald Maughan, membro condecorado do American College of Sports Medicine, entre muitos outros méritos, um profissional reconhecido neste campo que dedicou grande parte de sua vida ao tema do desempenho esportivo, do uso de suplementos e à luta contra o doping: “1ª Regra: Se o suplemento funciona, provavelmente está proibido; 2ª Regra: Se o suplemento não é proibido, provavelmente não vai funcionar”.

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    Somando duas décadas de estudos sobre substâncias chamadas AGEs, o nefrologista Jaime Uribarri, da Faculdade de Medicina Icahn, em Monte Sinai, nos Estados Unidos, guarda motivos de sobra para não nutrir simpatia por tais moléculas. “Temos vários experimentos indicando que uma dieta rica em AGEs causa doenças”, justifica.

    Mas onde estão as inimigas? Bem, seu surgimento depende das técnicas culinárias que empregamos. Nesse sentido, fritar é uma furada. Em busca de mais evidências sobre esse tema, Uribarri dividiu 100 indivíduos obesos em dois grupos.

    Apenas um deles recebeu a orientação de fugir das altas temperaturas e, no lugar, cozinhar os alimentos na água ou no vapor, por exemplo. “Foram justamente essas pessoas que apresentaram melhoras em relação a indicadores de inflamação e estresse oxidativo. Também notamos que caiu a resistência à insulina, fator precursor do diabete”, conta o médico. É ou não é para rever o jeito de preparar as refeições?

    Um poço de AGEs

    De acordo com o pesquisador americano, a produção dessas moléculas é intensa em condições que usam o que ele define como “calor seco”. “Desculpe, isso inclui o churrasco brasileiro”, brinca o médico. Fazer a marinada com ervas, usar peças menores de carne e virar os bifes com frequência minimizam o surgimento das substâncias na grelha.

    Sem perigo e com sabor

    Você pode fazer um prato pobre em AGEs e gostoso usando sua imaginação como cozinheiro. “Nós sugerimos que as pessoas usem quantas especiarias desejarem”, diz Uribarri. Ele também recomenda marinar os alimentos no limão ou no vinagre antes de cozinhá-los.

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    Uma pesquisa das universidades de Zhejiang e de Zhengzhou, na China, descobriu que o magnésio, mineral presente em alimentos como amêndoas, nozes, feijão, cacau, cereais integrais e vegetais de folhas verdes, ajuda a reduzir o risco condições sérias. Estamos falando de, entre outras coisas, acidente vascular cerebral (AVC) e diabete tipo 2.

    Esse nutriente não é daqueles superfamosos como o ferro e o cálcio. Até por isso, é relativamente comum que esteja em falta no cardápio das pessoas — entre 2,5% e 15% da população geral tem magnésio de menos no organismo.
    Acontece que nosso corpo precisa desse composto para funcionar bem. Ele é responsável por processar a glicose, ajudar na produção de proteínas, formar o DNA… A recomendação é que homens consumam cerca de 300 miligramas por dia e as mulheres, 270.

    Mas vamos voltar ao estudo chinês: os experts perceberam que quem consumia a quantidade diária ideal possuía um risco 10% menor de desenvolver doença arterial coronariana e 12% menor de ter um AVC. A probabilidade de sofrer com diabete também caía 26% em comparação àqueles que não ingeriam magnésio direito.

    E tem mais. Os voluntários que ultrapassaram aquela meta em pelo menos 100 miligramas — totalizando 400 miligramas por dia ou mais — apresentaram um perigo ainda menor de derrame (7%) ou diabete (19%), quando equiparados aos que consumiam 300 miligramas. Já passou da hora de reconhecer os méritos do magnésio para que ele também alcance a fama (e o seu prato).

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    Muito se discute sobre a interferência do fogo nas propriedades nutricionais do óleo de oliva. Segundo uma revisão feita pela Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) em parceria com a marca Andorinha, o azeite que vai ao fogo ainda é mais vantajoso em termos de antioxidantes do que outros óleos em temperatura ambiente. Além desse dilema, listamos outras fatores que asseguram o melhor aproveitamento do tempero.

    Virgem ou extravirgem?

    Aposte no segundo, obtido na primeira prensa das azeitonas. Ele tem mais compostos do bem.

    A melhor embalagem

    Tem que ser de lata ou vidro escuro, para evitar a oxidação das substâncias protetoras.

    Onde armazenar

    Deixe o azeite longe da luz e também do calor para manter as propriedades do alimento.

    De olho na validade

    É que, após aberto, normalmente se aconselha ingerir o azeite em até seis meses.

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    Segundo a nova diretriz da entidade, o ideal seria que não mais do que 5% das calorias ingeridas em um dia, ou 25 gramas, viessem de açúcares. “Temos evidências de que manter o consumo pelo menos abaixo de 10% reduz o risco de sobrepeso e cáries”, afirmou, em nota oficial, Francesco Branca, diretor do Departamento de Nutrição para a Saúde e o Desenvolvimento da OMS. O alvo seria tanto o açúcar usado nos produtos industrializados quanto o que adicionamos ao cafezinho, por exemplo – que não tem nada a ver com o de frutas e verduras. Para o endocrinologista Bruno Halpern, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, pegar leve em alimentos açucarados ajuda a manter a saúde nos trinques. “Mas ninguém deve ficar neurótico com porcentagens. Até porque o açúcar não é o único culpado pela epidemia de obesidade no mundo”, pondera.

    Doçura escondida

    Você acha que 25 gramas de açúcar é muita coisa? Pois saiba que é superfácil atingir essa cota máxima. Ela representa 6 colheres de chá de açúcar. E veja o que encontramos em alguns alimentos:

    1. Suco de soja

    1 copo = 7,3 g

    2. Barra de cereal

    1 barra = 5 g

    3. Gelatina normal

    1 porção = 5,5 g

    4. Achocolatado em pó

    1 colher de sopa = 7,5 G

    5. Refrigerante

    1 copo = 20 g

    6. Cereal matinal

    30 g = 12 g

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    Um americano que alega se alimentar quase exclusivamente de um produto sintético que ele mesmo criou e que diz que os alimentos tradicionais são obsoletos gerou um debate nos Estados Unidos, enfrentando a ira das pessoas defensoras da alimentação natural e orgânica.

    Ele alega que seu produto, batizado de Soylent, não apenas substitui os alimentos como é superior a eles.

    Trata-se de um pó que, ao ser misturado com água, resulta num líquido bege e levemente adocicado. A quantidade recomendada para um mês (3,5 kg) é vendida a US$ 230 (cerca de R$ 100).

    “Ele contém todos os nutrientes necessários para substituir alimentos de forma eficiente e se tornar uma fonte alimentar padrão para toda a humanidade que pode ser produzida sem precisar de agricultura”, diz Rhinehart à BBC Brasil.

    “O alimento natural nem sempre é melhor. Com o tempo, invenções do homem são sempre superiores aos seus correspondentes encontrados na natureza. O Soylent gera menos impacto ambiental que alimentos orgânicos, que exigem grandes quantidades de terra, água e pesticidas, além de muita mão de obra. Assim que conseguirmos provar que ele é mais ecologicamente eficiente e sustentável, aqueles interessados em preservar o planeta ficarão muito felizes com o produto.”

    Mesmo sendo alvo de fortes críticas, Rhinehart acha ser apenas uma questão de tempo e da divulgação de informações para que seu produto seja não apenas mais aceito entre consumidores éticos como também promovido por eles.

    Alimento futurista

    Engenheiro de software formado pelo Instituto de Tecnologia da Geórgia, o inventor diz que sonhava desde criança em encontrar algo que eliminasse a necessidade de preparar e consumir alimentos tradicionais.

    Ele conta que ficava vendo sua mãe trabalhar duro na cozinha para alimentar a família de sete pessoas – além dela e de Rhinehart, o pai e mais quatro irmãos – e que isso o motivou a refletir sobre uma alternativa.

    “Sempre gostei de comer e nunca fui seletivo com o que comia, mas lembro da trabalheira que minha mãe tinha.”

    Outro motivo que levou o engenheiro a desenvolver o produto é sua crença de que comidas convencionais, além de não serem práticas (por consumirem muito tempo de preparo), são primitivas.

    Para Rhinehart, precisar de alimentos que vêm da natureza para sobreviver deveria ser algo ultrapassado. “Podemos fazer melhor que isso”, afirma.

    Mente de engenheiro

    foto-imagem-rob-rhinehartEm janeiro de 2013, Rhinehart colocou sua mente de engenheiro para trabalhar a fim de encontrar uma fórmula que oferecesse o alimento mais otimizado possível para o corpo humano.

    Com a colaboração de Xavier Pi-Sunyer, diretor do departamento de nutrição humana da Universidade Columbia, ele desenvolveu seu produto, que tem um nome inspirado no filme de ficção científica “No Mundo de 2020”, de 1973 (chamado “Soylent Green” no título original em inglês), em que a alimentação é fornecida pelas indústrias Soylent devido a escassez de recursos naturais.

    Há mais de um ano, 90% da dieta de Rhinehart é exclusivamente composta por Soylent.

    O engenheiro garante que nunca se sentiu tão saudável e produtivo e, embora às vezes coma por prazer alimentos como sushi ou churrasco, garante não haver motivos para complementar uma dieta composta exclusivamente pelo substituto alimentar.

    Até agora, o nicho do produto é formado pelo público jovem masculino ligado em tecnologia e que não quer perder mais do que poucos minutos por dia para se alimentar. O slogan do produto é Free Your Body (Liberte seu corpo, numa tradução livre).

    Inovador?

    Apesar do entusiasmo de Rhinehart com sua invenção, a Sociedade Americana para Nutrição (ASN) não acredita que Soylent seja, de fato, a resposta para uma alimentação completa nem algo inovador.

    “O Soylent não é diferente de produtos comerciais semelhantes que oferecem uma nutrição completa de forma líquida”, disse Roger Clemens, porta-voz da ASN e professor adjunto de Farmacologia e Ciências Farmacêuticas da Universidade do Sul da Califórnia (USC), à BBC Brasil.

    “Mas esses produtos têm vantagens sobre o Soylent. Além de contarem com evidência clínica de segurança e eficácia, já foram aceitos pela comunidade médica, por órgãos regulamentadores e pelo público em geral.”

    Por outro lado, a ASN concorda com o argumento de Rhinehart de que produtos naturais não necessariamente são melhores ou mais seguros.

    A associação lembra que enlatados, assim como muitas outras tecnologias modernas, oferecem alimentos seguros e acessíveis que são tão nutritivos quanto aqueles recém colhidos da horta.

    Antipatia

    O Soylent desperta antipatia da parcela crescente da população americana que promove e compra produtos orgânicos em nome de uma uma alimentação natural e livre de ingredientes artificiais.

    Cerca de 81% das famílias americanas dizem comprar alimentos orgânicos ao menos algumas vezes, de acordo com um relatório de 2012 da Associação de Comércio Orgânico (OTA, na sigla em inglês).

    Esse mercado deve crescer 14% por ano até 2018, segundo a consultoria Research & Markets.

    O médico Russell Saunders, colunista de saúde dos sites de notícia Daily Beast e Ordinary Times, diz que não recomendaria Soylent para seus pacientes nem trocaria um bom pedaço de bacon por um copo da bebida.

    Saunders diz que, assim como muitos cientistas, teme que Rhinehart esteja inventando seus dados conforme desenvolve o produto e que o inventor não saiba “que está fazendo”.

    As críticas mais ferozes vêm dos defensores de alimentos orgânicos e naturais.

    Diz o site PricePlow, especializado em suplementos alimentares: “Em 30 anos, vamos estar morrendo de rir desse produto, ainda mais do que rimos hoje. Esses idiotas [do Soylent] vão prejudicar a saúde deles e a dos outros. Se você acha muito difícil fazer comida, é porque está fazendo errado”.

    Dedicado a promover “um estilo de vida mais humano”, o site Rapture declarou que o Soylent é a “bebida mais odiada na internet”.

    É comum que Rhinehart receba mensagens de pessoas declarando seu ódio ao produto. “Dizem esperar que o Soylent me cause câncer”, diz o inventor.

    Nutrição ideal?

    Rhinehart garante que o produto é mais barato que alimentos tradicionais, além de ser uma fonte de nutrição ideal.

    Um dos seus objetivos é que o Soylent seja consumido em países em desenvolvimento, beneficiando populações menos privilegiadas. Mas a comunidade de nutricionistas não assina embaixo dessas afirmações e promessas.

    “Ainda não há uma definição de nutrição ideal. Os novos estudos têm mostrado que isso varia bastante entre cada indivíduo. A idade e a fase da vida em que a pessoa se encontram impactam bastante as necessidades nutricionais”, diz Clemens, da ASN.

    Outra desvantagem do produto, segundo o especialista, é que ele elimina a mastigação, um aspecto importante da satisfação alimentar e da disponibilidade de nutrientes já que a capacidade de mastigar alimentos está associada a uma melhor qualidade de vida e saúde.

    Ainda de acordo com Clemens, a distribuição de produtos como Soylent em países em desenvolvimento enfrenta desafios logísticos, como acesso a água potável, além de obstáculos relacionados à regulamentação, cultura e tradição locais.

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  • foto-imagem-energeticosComo o desejo de que o dia tenha bem mais de 24 horas não passará disso, ou seja, de um desejo, as pessoas vivem procurando maneiras de fazer o tempo disponível render. Uma delas é mandar energéticos goela abaixo para ficar a mil. O indício de que se trata de um comportamento cada vez mais corriqueiro vem do Serviço de Administração em Abuso de Substâncias e Saúde Mental, nos Estados Unidos. Em um documento recente, o órgão revela que, entre 2007 e 2011, aumentou em 279% o número de indivíduos acima de 40 anos visitando o pronto-socorro após a ingestão da bebida. Prova de que não são apenas os jovens baladeiros que se entopem de latinhas.

    Outro dado intrigante: em 2011, quase 60% desses atendimentos emergenciais estavam associados somente ao uso dos energéticos — isto é, não havia álcool ou drogas na jogada. A situação americana está longe de surpreender especialistas brasileiros. Afinal, essa parece ser uma realidade também por aqui. “Devido à rotina atribulada, muita gente já acorda cansada”, nota o cardiologista Daniel Pellegrino dos Santos, do Hospital do Coração, na capital paulista.

    Daí, às vezes só com a ajuda da bendita cafeína, principal composto das bebidas estimulantes, para aguentar o tranco. Só que existe um limite para seu consumo. “Adultos, por exemplo, podem ingerir no máximo 2,5 miligramas de cafeína por quilo de peso”, informa Santos. Isso significa que uma mulher de 60 quilos precisaria parar nos 150 miligramas. “Acontece que, nos energéticos, a quantidade de cafeína varia de 80 até 500 miligramas”, avisa a cardiologista Luciana Janot Matos, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

    E o excesso cobra seu preço. Quem paga mais caro, geralmente, é o coração. “A cafeína instiga o sistema nervoso simpático a liberar hormônios estimulantes, como adrenalina e noradrenalina”, explica a médica. Algo preocupante, pois essa dupla propicia o aumento da frequência cardíaca e o estreitamento dos vasos sanguíneos, fazendo a pressão decolar. Em sujeitos com problemas prévios nas artérias — muitas vezes silenciosos —, o efeito eventualmente serve como estopim para um infarto ou derrame.

    Esses hormônios excitantes ainda são capazes de fazer o coração bater em ritmo pra lá de apressado, quadro conhecido como arritmia. “Quando há um histórico de doença cardíaca, a aceleração pode ser fatal”, avisa Daniel Daher, presidente do Grupo de Estudos em Cardiologia do Esporte da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

    O fato de seu coração estar aparentemente livre de enroscos não serve de argumento para abusar das latinhas. Especialmente para quem já atingiu os 40 anos de idade. “Com o passar do tempo, sobe a probabilidade de a pessoa ter sido exposta a fatores de risco como pressão alta, obesidade, tabagismo, dieta inadequada, entre outros”, lembra Daher. Os energéticos seriam, então, um ingrediente extra na equação bombástica. Fora que uma parcela daqueles que à primeira vista esbanjam saúde — são magros, comem direito e fazem exercícios — possuem um risco aumentado de males cardíacos por causa da herença genética. Mais um motivo para espiar o rótulo e evitar se entupir de cafeína.

    A recomendação vale por outras razões, como barrar a gastrite. Isso porque tanto a cafeína como os hormônios excitantes despejados na corrente sanguínea contribuem para a maior produção de ácidos que irritam a mucosa do estômago, o que explica a sensação de queimação. O estado de agitação ainda favorece a ocorrência de tremores involuntários pelo corpo todo, inclusive nas pálpebras. Para piorar, no dia seguinte a tendência é sentir uma espécie de ressaca, com sonolência e tudo mais. “Aí, crescem as chances de lançar mão da bebida novamente”, raciocina o cardiologista Rui Póvoa, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

    Se as consequências da falta de comedimento já são temerosas nos adultos, imagine em crianças e adolescentes. “Eles são mais suscetíveis aos efeitos da cafeína. Sem contar que seu sistema cardiovascular está em formação”, enfatiza a cardiologista Grace Bichara, do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo. As preocupações vão além: é comum que os energéticos sejam misturados a bebidas alcoólicas. Segundo levantamento do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas da Unifesp, dos mais de 50 mil jovens entrevistados em 2010, pelo menos 60,5% relataram já ter consumido alguma bebida alcoólica, sendo que 15,4% adicionaram o energético ao copo. “O perigo é que a mistura potencializa o efeito estimulante do álcool, motivando sua procura em outras ocasiões”, alerta Sionaldo Ferreira, professor de educação física da instituição. Levantamentos também apontam que a coordenação motora e o tempo de reação são afetados, abrindo brecha para acidentes.

    A cafeína não está sozinha
    Embora a maioria das chateações decorrentes dos energéticos esteja relacionada à presença dessa substância, há prejuízos que se manifestam graças a outras características do líquido. Sua acidez é um exemplo, como registra um estudo da Universidade do Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Nele, dentes bovinos, cuja composição é semelhante à dos nossos, foram imersos no líquido durante 15 minutos, quatro vezes ao dia, por cinco dias.

    O resultado não foi nada positivo. “A bebida removeu o cálcio dos dentes e tornou a superfície do esmalte porosa”, atesta Lídia Morales Justino, professora de odontologia e orientadora da pesquisa. “Isso cria condições para a deposição de corantes ali, culminando em mudança de cor”, completa. Colocando tudo na balança — do coração ameaçado aos dentes manchados —, você há de convir que uma boa noite de sono ainda é a melhor pedida para repor as energias. Energético? Só de vez em quando e com moderação.

    Sempre alerta: consumir a dose adequada de cafeína é um desafio, visto que ela está em vários itens

    Energético – 1 lata – 80 mg a 500 mg
    Café espresso – 1 xícara de 60 ml – 60 mg
    Guaraná em pó – 1 grama – 44 mg
    Chá-preto – 1 xícara de 150 ml – 35 mg
    Refrigerante de cola – 1 lata – 31 mg
    Chocolate amargo – 1 barra de 170 g – 31 mg
    Chocolate ao leite – 1 barra de 170 g – 10 mg

    Gás natural
    Falta disposição para trabalhar ou assistir às aulas da faculdade? Antes de recorrer aos energéticos para encontrar o vigor perdido, que tal se questionar a quantas andam seu sono, sua dieta e a frequência na academia? É que os três fatores, quando levados a sério, fornecem a energia necessária para você aguentar o corre-corre. “Parece simples, mas a maioria das pessoas não dorme pelo menos oito horas diárias, tem uma alimentação desequilibrada ou não faz exercícios pelo menos quatro vezes por semana”, lamenta o cardiologista Daniel Daher, da SBC.

    Os efeitos do excesso de energéticos pelo corpo
    A mistura de cafeína, taurina, guaraná e ginseng — ingredientes encontrados nessas bebidas — é capaz de causar uma série de desajustes. Conheça os principais:

    Erosão dentária
    O pH baixo dos energéticos fomenta um desequilíbrio bucal. Assim, o cálcio sai dos dentes, alterando a superfície do esmalte.

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    Contrações musculares
    A descarga de adrenalina e noradrenalina no organismo pode desencadear contrações involuntárias nos músculos.
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    Fasciculação
    Os níveis elevados de hormônios estimulantes correndo pela circulação fazem as pálpebras tremerem.
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    Infarto e AVC
    As substâncias que conferem excitação também geram endurecimento das artérias. No cérebro, o aperto pode levar a um derrame. No coração, a um ataque cardíaco.
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    Gastrite
    Os hormônios liberados por causa da cafeína da bebida favorecem a produção de ácidos no estômago. Isso explica a possibilidade de queimação.
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  • foto-imagem-grapefruit-remediosGrapefruit interage com 85 remédios comuns provocando efeitos colaterais graves e coloca seu consumo em xeque

    Depois de relatarem sérios efeitos colaterais na mistura do grapefruit com medicamentos, pesquisadores do Lawson Health Research Institute, em Londres, trazem agora um dado alarmante: subiu para 85 o número de remédios afetados de alguma forma por essa fruta. “Só entre 2008 e 2012, passaram de 17 para 43 aqueles com grande potencial de interagir com o grapefruit”, diz David Bailey, farmacologista clínico e um dos autores do estudo. “Isso significa seis interações a mais por ano, resultado da inclusão de novas fórmulas químicas na composição dos fármacos”, explica. O pior é que muitos deles são de uso frequente e essenciais para o tratamento de diversas doenças. Em comum, eles têm três características: são tomados via oral, têm de baixa a intermediária biodisponibilidade — fração do remédio absorvida pela circulação sanguínea — e são metabolizados por uma enzima chamada CYP3A4. A questão é: o grapefruit possui uma substância, de nome furanocumarina, que é inibidora justamente dessa enzima.

    Em outras palavras, cada droga tem um grau de absorção no corpo, uma vez que parte dela é destruída no fígado antes de seguir em frente pela circulação sanguínea. Ao prescrever uma dose, o médico conta com essa porcentagem que não será aproveitada. Se a enzima responsável pela sua quebra está inativa — efeito causado pelo consumo do nosso protagonista, por exemplo —, o medicamento ficará mais tempo no organismo em sua forma original. A consequência é uma quantidade muito maior do que o necessário, podendo gerar uma overdose. Aí moram vários perigos.

    Talvez a falta de afinidade de nosso paladar com esse alimento azedo explique também certa confusão quando se trata de saber como ele é chamado por aqui, já que não faz muito sucesso entre os brasileiros. Seria toranja? Não, não é a mesma coisa, vamos logo esclarecendo. “O grapefruit corresponde ao nosso pomelo, cuja espécie botânica é Citrus paradisi”, ensina Walter dos Santos Soares Filho, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). “A toranja, por sua vez, é da família Citrus maxima e tem em ‘pummelo’ sua tradução para o inglês”, ele complementa. Mas o importante mesmo é saber que, segundo a pesquisa do Lawson Health, são três as frutas capazes de causar estragos quando se está tomando algum remédio: a toranja, o pomelo e a laranja-azeda. “Todas elas contêm a furanocumarina e interagem igualmente com os medicamentos”, diz, categórico, David Bailey. Porém, são diferentes no que se refere às características físicas, ao sabor e aos nutrientes “Neles, a furanocumarina está presente em quantidades bem menores e, para que houvesse interferência significativa no metabolismo de drogas, o consumo teria que ser absurdamente grande”, tranquiliza Sergio Surugi de Siqueira, farmacêutico bioquímico e professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

    Perdão à Vista?
    Se a presença da substância-problema depõe contra o grapefruit, não custa lembrar que ele é uma excelente fonte de nutrientes importantes. “Os principais benefícios estão associados à vitamina C e aos flavonoides”, diz Solange Guidolin Canniatti Brazaca, professora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo, em Piracicaba, no interior paulista.

    Devido ao sabor amargo, ele é mais apreciado em forma de suco, que deve ser ingerido assim que preparado. “Tanto no natural como no industrializado, a vitamina C oxida rapidamente no contato com elementos externos, o que pode alterar o sabor e absorção de nutrientes”, explica Carlos Canavez Basualdo, nutricionista clínico do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Por fim, uma notícia que poderá absolver o cítrico polêmico: “Há um trabalho de melhoramento genético em andamento na Universidade da Flórida para diminuir — ou até cessar — a furanocumarina nas novas espécies”, conta Francisco de Assis Alves Mourão Filho, professor do Departamentode Produção Vegetal da Esalq. É esperar para cair em tentação sem medo.

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  • foto-imagem-colageno-articulacoesAs funções dessa proteína vão bem além de manter a pele firme. Ela atua na prevenção de doenças como osteoartrite, que incapacita muita gente de levar o dia a dia

    Estampado nos rótulos de xampus, hidratantes e produtos alimentícios, ele figura no imaginário popular como sinônimo de uma pele firme e de cabelos resistentes, devido às suas propriedades de sustentação e elasticidade. Menos popular e mais vital, porém, é a sua capacidade de fortalecer as cartilagens. “Essas estruturas é que atenuam o atrito entre os ossos, evitando a osteoartrite, ou seja, a inflamação das articulações, que ficam desgastadas especialmente nos quadris, nas mãos, nos ombros e nos joelhos”, esclarece a nutricionista Nadia Brito, do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas de São Paulo. “O quadro se acentua com o o envelhecimento e com o sobrepeso”, alerta.

    A comida, diga-se, não entrega o colágeno de mão beijada. Mas as refeições abrigam a matéria-prima para sua fabricação dentro das células cartilaginosas. “Batizadas de condroblastos, essas unidades se valem dos aminoácidos glicina, prolina e hidroxiprolina, partículas proteicas provenientes dos alimentos de origem animal – como carnes vermelhas e ovos -, prontas para formar moléculas maiores, os peptídeos”, descreve, em detalhes, a nutricionista Andrea Frias, coordenadora do Centro de Pesquisas Sanavita, em São Paulo. “São esses peptídeos que dão origem às fibras colágenas, capazes de amortecer o impacto articular com força comparável à de um fio de aço.”

    Acontece que, a partir dos 30 anos de idade, essa fábrica celular de colágeno “desacelera cerca de 1% ao ano”, como avisa Nadia. E a situação se agrava para o time feminino após a menopausa. “Os ovários deixam de liberar o hormônio estrogênio, que estimulava a síntese de colágeno a pleno vapor”, justifica Andrea. “Por isso, sua produção despenca, em média, 30% nos primeiros cinco anos dessa fase e, depois dela, uns 2% anualmente.” A boa notícia é que é possível evitar esse prejuízo com um cardápio que compensa a lentidão do organismo para gerar quantidades adequadas de colágeno.

    Embora seja difícil mensurar em cada proteína a quantidade exata da tríade de aminoácidos formadores de colágeno, os especialistas garantem que incluir os alimentos certos nas refeições garante o aporte dos 10 gramas diários de que o organismo necessita. O pré-requisito inegociável você já conhece: a fonte proteica precisa ser de origem animal. “Carnes vermelhas, frango, peito de peru, peixes, ovos, queijo, leite e iogurte desnatado são as melhores apostas”, lista a nutricionista Alexandra Savino, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. Pelo menos um desses itens deve constar nas principais refeições do dia. “Um copo de leite e dois bifes grandes já são capazes de contemplar a cota diária”, garante Nadia.

    Para assegurar que os aminoácidos ingeridos serão, de fato, convertidos em reforço para a cartilagem, você pode dar uma ajuda extra ao corpo, consumindo fontes de nutrientes que colaboram com sua absorção ou participam das reações químicas que os transformam em peptídeos e, finalmente, em colágeno. “É o caso das vitaminas A, C e E, presentes na cenoura, no pepino, na laranja, no limão e na goiaba; do zinco, encontrado nos frutos do mar e na castanha-do-pará; do selênio das nozes e do arroz preto; do silício da aveia, da cevada e da alcachofra; e do cobre ofertado pelo fígado de boi e pelos cogumelos”, ensina Alexandra. As possibilidades são inúmeras e não custa nada investir em um copo de limonada no almoço ou acrescentar um punhado de castanhas no lanche da tarde.

    Os supermercados ainda exibem produtos que prometem o chamado colágeno hidrolisado em sua formulação. “Eles contêm os aminoácidos submetidos a um processo enzimático químico que facilita sua incorporação pelo organismo”, explica Nadia. Vale dar crédito a eles, desde que com o cuidado de escolher uma marca idônea e devidamente certificada.

    O destino do nutriente O colágeno também constitui o tendão de aquiles, a ponta do nariz, os ossos e a conexão entre as costelas torácicas anteriores. “Os discos intervertebrais e uma das camadas das artérias são, ainda, formados por um tipo especial dessa proteína, chamado elastina”, explica o cientista de alimentos Jaime Farfan, da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. Por fim, o humor vítreo – substância ocular que preenche a área entre o cristalino e a retina – e músculos que revestem órgãos como o intestino também contam com o colágeno em sua composição.

    Reforço bem-vindo O laboratório Sanofi-Aventis acaba de lançar o Mobility, um suplemento de colágeno hidrolisado em forma de sachê, sem sabor nem cheiro, que pode ser dissolvido em bebidas e alimentos. “A suplementação é recomendada a pessoas com uma dieta carente em proteína animal e contraindicada a indivíduos com insuficiência renal”, esclarece Nadia Brito.

    1. Peixe e rúcula O ferro dos vegetais verde-escuros contribui com o processo de formação de colágeno. Aposte em pescados com rúcula e agrião.

    2. Bife e suco A bebida feita com laranja e acerola fornece vitamina C, que também dá uma força nesse processo. Ele pode acompanhar o bife do almoço.

    3. Frango e tomate Para que o consumo do frango resulte em uma fabricação de colágeno eficiente, consuma-o com tomate-cereja, que provê o auxílio das vitaminas A e C.

    4. Gelatina e companhia Contrariando a crença popular, a sobremesa está longe de ser a melhor coadjuvante na fabricação de colágeno. “A maioria das gelatinas contém uma quantidade insignificante de proteína”, desmitifica Andrea Frias. “A exceção são os produtos com colágeno hidrolisado”, ressalta Jaime Farfan. O mesmo vale para geleias de mocotó e balas de colágeno.

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