• foto-imagem-motivos-para-voce-comer-ovo-sempreEle já foi o vilão da alimentação por causa do colesterol e, apesar de a ciência demonstrar que seus teores não se revertem em malefício dentro do corpo, ainda há quem receie botá-lo no prato. Uma nova leva de estudos, porém, vem destruir qualquer temor: o ovo pode até fazer bem ao coração. E seu status de aliado da saúde vai além: ele bate de frente com o ganho de peso, o diabete e a perda de memória.1. Favorece a perda de peso

    O ovo acaba de ser apontado como um dos principais alimentos capazes de aumentar a saciedade e prevenir ataques de gulodice – especialmente se for incluído no café da manhã. A sensação de barriga cheia se justifica facilmente: o produto da galinha é uma excelente fonte de proteínas, nutriente que suprime o apetite por mais tempo. Mas não adianta ingeri-lo no desjejum e deixar de adotar outras medidas a fim de manter ou perder peso. Para economizar nas calorias do próprio ovo matinal, por exemplo, use pouquíssimo (ou nenhum) óleo no preparo e evite acompanhamentos como bacon e presunto. Foi esse combo que contribuiu para a má fama do ovo no decorrer dos anos.

    2. Conserva os músculos

    Já viu aqueles ratos e ratas de academia que levam um pote de claras pra comer no trabalho? Pois, exageros à parte, eles estão cobertos de razão em escolher essa porção do ovo para alimentar a musculatura. Tudo por causa das já citadas proteínas, que abundam na parte branquinha. A principal delas é a albumina – que serve de matéria-prima inclusive para suplementos. “O ideal é que a clara seja consumida após o treino, porque é bem nesse período que ocorre a degradação e a formação dos músculos”, orienta o educador físico Herbert Lancha Júnior, professor da Universidade de São Paulo (USP). “A recomendação é consumir até duas claras depois do exercício, de preferência com uma fonte de carboidrato, como tapioca ou pão integral”, ensina a nutricionista Paula Crook, da PB Consultoria em Nutrição, na capital paulista.

    3. Resguarda as artérias

    Se um dia o ovo foi apedrejado, o motivo estava no fato de sua gema ser um reduto de colesterol. A acusação acabou caindo por terra quando se descobriu que, ao mesmo tempo que fornecia o componente, o alimento também continha substâncias que bloqueavam sua chegada à corrente sanguínea. “Hoje se sabe que apenas um terço do colesterol da dieta é realmente absorvido”, esclarece o cardiologista Raul Dias dos Santos, do Instituto do Coração, o InCor, em São Paulo. Parece estranho dizer isso, mas o colesterol dos alimentos não se traduz necessariamente em mais colesterol trafegando pelos vasos. No caso dos ovos, um estudo da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, até indica que o consumo diário daria uma força para o aumento da fração boa do colesterol, o HDL.

    4. Protege a visão

    Abra bem os olhos antes de descartar a gema do ovo. É lá que você encontra duas substâncias caras aos globos oculares: a luteína e a zeaxantina. Estamos falando de pigmentos com propriedades antioxidantes capazes de se acumular na retina, o tecido no fundo dos olhos que converte as imagens em impulsos lidos pelo cérebro. Em um estudo da Universidade de Massachussets, nos Estados Unidos, os experts viram que o consumo de duas a quatro gemas por dia durante cinco semanas teve um efeito contra a degeneração da mácula, a porção central da retina e responsável pela captação dos detalhes.

    5. Encara o diabete

    A notícia veio contra tudo o que se falava até então: estudiosos da Universidade da Finlândia Oriental analisaram, por quase 20 anos, 2 332 homens de 42 a 60 anos e observaram que os fãs de ovos estavam menos propensos ao diabete tipo 2. “Nosso achado contrasta com levantamentos anteriores, que ainda associavam o consumo de ovos a um pior estilo de vida”, relata o professor de epidemiologia da nutrição Jyrki Virtanen. O menor risco de diabete foi encontrado em pessoas que ingeriram cerca de quatro unidades por semana. “O alimento tem um conjunto de componentes vantajosos, incluindo substâncias anti-inflamatórias, que atuariam contra o descompasso da glicose”, afirma Virtanen. Para o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, da USP de Ribeirão Preto, é difícil bater o martelo sobre esse papel preventivo. “A pesquisa depende de questionários preenchidos pelos participantes, sujeitos a equívocos, e não consegue excluir fatores que influenciariam o desfecho”, argumenta. Mas e quem já tem diabetes e precisa ficar ficar mais atento ao colesterol? Um novo trabalho australiano avaliou a ingestão de ovos em 140 diabéticos e constatou que duas unidades por dia, ao longo de um mês e meio, não pioram o perfil de gordura no sangue. Mesmo diante desse resultado, convém ponderar com seu médico. “Ovo não é remédio, mas pode ser bem-vindo dentro de uma alimentação adequada”, diz Couri.

    6. Preserva a memória

    A gema (olha ela de novo!) é um dos principais reservatórios de colina, uma vitamina que, lá no cérebro, tem a nobre função de ajudar a cuca a processar e a guardar lembranças. Ela é ingrediente para a formação de um neurotransmissor chamado acetilcolina. “E a maioria das vias neurais responsáveis pela memória depende da acetilcolina”, explica a nutricionista e mestra em neurociências Selma Dovichi, professora da Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Segundo as orientações atuais, a necessidade diária de colina é de 425 miligramas para as mulheres e 550 para os homens. “Uma gema de ovo oferece aproximadamente 238 miligramas”, conta Selma. É praticamente metade da quantidade recomendada. Alguns estudos já sugerem que a ingestão de colina está associada a uma melhor performance cognitiva. Para coroar, a luteína e a zeaxantina da gema (de novo, de novo!) também parecem interferir positivamente na massa cinzenta.

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  • foto-imagem-caimbra-salVocê acorda no meio da noite em desespero. O músculo da sua panturrilha parece ter ganhado vida própria e está em espasmo, provocando uma dor lancinante na batata da perna. Você tenta fazer sua perna relaxar, mas não consegue. E percebe que terá pela frente uma noite mal dormida.

    Esse tipo de contratura é muito comum e ocorre com frequência à medida que uma pessoa envelhece ou ganha peso. Mas, na realidade, também pode acontecer com qualquer um, a qualquer momento do dia ou da noite.

    A causa para essa aflição geralmente é atribuída a um baixo nível de sal na alimentação – mais precisamente do sódio presente no sal de cozinha.

    A crença popular é que se tomarmos sal a dor vai embora. Mas aqui temos uma solução muito mais simples – e literalmente, menos salgada.

    Leia mais: Por que temos lábios?

    Leia mais: Por que não conseguimos fazer cócegas em nós mesmos?

    Mal de marinheiros

    As câimbras frequentemente atingem o músculo da panturrilha, aquele que fica na parte de trás da coxa, ou ainda o quadríceps (da parte da frente da coxa).

    Algumas vezes, elas podem ser um sinal de algo mais grave, como a claudicação, processo pelo qual os músculos não recebem oxigênio suficiente, sendo obrigados a se retraírem quando uma pessoa está caminhando.

    Em ocasiões raras, as câimbras podem ser causadas por um nível extremamente baixo de cálcio associado a um problema da glândula paratireoide.

    Há mais de um século, percebeu-se que os homens que alimentavam as fornalhas dos navios a vapor tinham câimbras com frequência.

    Isso deu origem à tese de que a causa era a falta de sal. A ideia era de que o calor do fogo fazia os homens transpirarem tanto que passavam a ficar carentes de sódio. Por isso, a reação de ingerir sal para evitar as contraturas veio naturalmente.

    Uma explicação biológica para isso é de que a falta de sal e a desidratação que a acompanha fazem com que os espaços entre as células musculares se contraiam, o que por sua vez aumenta a pressão nos terminais nervosos, provocando a dor.

    O problema dessa teoria é a falta de evidências robustas que a sustentem.

    Difícil de estudar

    Assim, as causas da câimbra são um mistério. Como o processo é involuntário, nunca se sabe exatamente quando vai ocorrer, o que dificulta as investigações.

    O estudos atuais se baseiam em acontecimentos da vida real – como a descoberta de que os jogadores de futebol americano sofrem mais câimbras quando faz calor, o que alimenta a teoria da falta de sal.

    Só que atletas também têm câimbras no frio. E quando cientistas mediram a perda de sódio entre os participantes de uma ultramaratona na Cidade do Cabo, na África do Sul, a diferença entre aqueles que tiveram câimbras e aqueles que não tiveram era pequena demais para ter alguma importância clínica.

    Leia mais: Por que é bom sentir tédio

    Outra abordagem já testada foi induzir as câimbras em corajosos voluntários usando correntes elétricas. Se a falta de sal estivesse relacionada, seria necessária uma pequena corrente para induzir a contratura em alguém parcialmente desidratado, sem sal no organismo.

    Mas pesquisadores da North Dakota State University, nos Estados Unidos, liderados por Kevin Miller, descobriram que isso não fazia diferença – apesar de admitirem que o efeito da grande perda de fluido no limiar das câimbras ainda é desconhecido.

    Se você prestar atenção na solução para câimbras que vemos durante uma competição esportiva, terá uma grande pista de como resolver o problema sem que seja preciso uma alta dose de sal: a melhor forma de aliviar a dor lancinante é alongar o músculo atingido. Pegue os dedos dos pés e puxe-os em sua direção.

    Esse alongamento vai melhorar a dor, sem precisar elevar a sua ingestão de sódio.

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  • foto-imagem-gordo-homem-mulherDe alguma forma, parece quase garantido que, nessa idade, aquele pneuzinho vai se formar na cintura, levando muitos a recorrer a novas estratégias de dietas.

    Empregos estressantes, que deixem pouco tempo para que se pratiquem as duas horas e meia de exercícios físicos semanais recomendadas, além de muitas refeições feitas na rua, que muitas vezes têm alto conteúdo calórico – esse estilo de vida, comum a muita gente, faz com que aumente a gordura abdominal no corpo.

    A má notícia é que o excesso de peso, especialmente na cintura, eleva os riscos de males cardíacos, derrames, alguns tipos de câncer e diabetes tipo 2.

    Comida, hobbies e dança
    A maneira de prevenir isso é adotar um estilo de vida mais saudável ou encontrar um hobby que resulte em alto gasto de energia, diz Michael Symonds, professor de desenvolvimento fisiológico da Universidade de Nottingham (Reino Unido).

    Ele próprio diz que mantém o mesmo peso que tinha aos 20 anos, apesar da grande quantidade de trabalho e de ter seis filhos. Seu segredo, diz, é pedalar 32 km por dia.

    Symonds também recomenda distância de comidas processadas com alto teor de açúcar e gorduras – trocando-as por vegetais frescos – e que, na medida do possível, evite-se o estresse no trabalho.

    E acrescenta: “Pesquisas mostram que padrões inconstantes de sono também têm um impacto (no sobrepeso). Por causa disso, a propensão à obesidade é maior entre trabalhadores que têm turnos de trabalho em horários diferentes”.

    Katya Mileva, pesquisadora-sênior na Academia do Esporte da Universidade de Suth Bank, em Londres, sugere a dança como forma de pessoas entre 50 e 60 anos se manterem saudáveis.

    “Danças energéticas latinas (como samba e salsa) são atividades aeróbicas bastante dinâmicas”, que também servem como distração, opina Mileva.

    Ela também recomenda atividades que exercitam a mente, como tai chi chuan e ioga.

    Medida de cintura
    Muitas dessas dicas são de senso comum, mas a grande questão é saber quando agir – e fotos muitas vezes são uma ferramenta útil, por evidenciarem as diferenças na barriguinha em diferentes períodos da vida.

    O passo seguinte é medir a circunferência abdominal, um importante indicativo de quão saudável estamos.

    O Fórum Nacional de Obesidade britânico diz que uma cintura com mais de 88,9 cm entre mulheres e 102 cm entre homens representa “um risco substancialmente maior” de desenvolver problemas do coração e diabetes tipo 2.

    Mas mesmo uma circunferência abdominal de 81,3 cm para mulheres e 94 cm para homens traz riscos à saúde.

    O motivo, dizem especialistas, é que o acúmulo de gordura na barriga faz com que as artérias se estreitem, algo que a gordura dos quadris não faz.

    Cintura x peso
    Pesquisadores dizem que todas as pessoas deveriam manter sua medida de cintura em menos da metade de sua altura. Isso significa que um homem de 1,82 m de altura deve ter uma cintura menor que 91 cm; uma mulher de 1,62 m não deve ter cintura maior do que 81 cm.

    Ao mesmo tempo, à medida que envelhecemos, fica mais difícil perder peso, já que nossa composição corporal muda.

    Isso é parte de um processo natural, diz Michael Symonds.

    “Entre os 30 e 40 anos, as pessoas tendem a se exercitar menos, e mudanças no metabolismo causam uma predisposição ao maior acúmulo de gordura.”

    Músculos
    E a “gordura boa”, que todos temos quando somos bebês, declina periodicamente ao longo da infância. Ao chegarmos na meia-idade, ela é substituída pela “gordura ruim”, que se acumula na cintura e nos quadris.

    A idade também leva à perda de massa muscular, o que faz com que diminua nosso consumo de energia (tecidos adiposos, de gordura, necessitam de menos caloria para manter suas funções em comparação com os músculos).

    É aí que começam os problemas, diz Emma Williams, da Fundação Nutricional Britânica.

    “Muitas pessoas se tornam menos ativas nessa idade. Se você está queimando menos calorias e não muda sua dieta, vai ganhar peso”, diz.

    “Mudanças hormonais também influenciam a distribuição de gordura no corpo, e se torna mais provável seu acúmulo no meio (cintura e quadril).”

    Pais de meia-idade, que chegaram a ser muito ativos cuidando de crianças pequenas, podem ficar tentados a descansar o corpo durante a adolescência dos filhos e aproveitar mais churrascos regados a cerveja – talvez em excesso.

    Mas a verdade é que não precisamos comer tanto nessa fase da vida e precisamos nos manter ativos.

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  • Medicina 15.07.2013 No Comments

    cientistas-descobrem-verdadeira-fonte-de-forca-dos-musculos

    Cientistas americanos descobriram a verdadeira fonte de força dos grandes músculos do corpo, colocando em dúvida 50 anos de conhecimento sobre o assunto.

    Segundo uma equipe de pesquisadores da Universidade de Washington, o bíceps volumoso, por exemplo, obtém sua força a partir de um grupo de células dispostas como em uma malha e não de um grupo de células agrupadas como se fossem uma corda.

    À medida em que os músculos são flexionados, os filamentos são tensionados também e abrem a trama da “malha” de células.

    Isto gera uma força em múltiplas direções, não apenas subindo e descendo pelo músculo como se acreditava antes.

    “Este aspecto da geração de força muscular não foi detectado durante décadas e agora está se transformando em uma característica fundamental da nossa compreensão dos aspectos normais e patológicos do músculo”, afirmou Thomas Daniel, um dos cientistas da equipe de pesquisadores americanos.

    A descoberta foi publicada na revista especializada Proceedings B.

    Coração

    Os cientistas descobriram que todos os músculos, incluindo o coração, parecem alimentar-se desta fonte de força.

    De acordo com os cientistas, os fundamentos de como o músculo gera força continuam os mesmos: filamentos de miosina tiram dos filamentos de actina para contrair o músculo.
    Mas a miosina não puxa em uma direção, como se acreditava anteriormente. Ao invés disto, a miosina puxa em ângulos, o que confere uma força radial.

    A descoberta vai interessar fisiculturistas que tentam aumentar ao máximo a capacidade muscular. Mas também vai ajudar médicos no tratamento de problemas cardíacos.

    Michael Regnier, outro autor da pesquisa, afirmou que pelo fato de, no coração, o músculo cercar as câmaras que se enchem de sangue, agora os cientistas poderão “medir as forças que são geradas em várias direções durante a contração muscular, permitindo um estudo muito mais preciso e realista de como se gera a pressão para expulsar o sangue do coração”.

    “As forças radiais e de grandes eixos que são geradas podem estar comprometidas de uma forma diferente nas doenças cardíacas e este novo modelo detalhado ajuda a estudar pela primeira vez este tema, em um nível molecular”, acrescentou.

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  • Humanos com o dobro de músculos: culpa de uma mutação genética

    Um bebê capaz de ficar em pé dois dias depois de nascer;  um garotinho que, antes dos 5 anos, aguentava halteres de 3kg com o braço esticado.

    Esses são os dois únicos casos registrados em humanos de uma mutação famosa por dobrar ou até mesmo triplicar a massa muscular também em  vacas, ratos, ovelhas e cachorros.

    A mutação que dá músculos super definidos e, muitas vezes, uma agilidade superior a quem a possui ocorre no gene responsável pela produção da proteína myostatin (MSTN), que inibe o crescimento muscular. Na sua ausência, portanto, os músculos podem crescer muito mais.

    “A relação entre ganho muscular e as mutações do chamado gene MSTN é conhecida desde 1997, mas a relação direta entre a força e a mutação só ficou clara um pouco depois, com a descoberta de humanos e cachorros que a apresentavam”, explica a Dra. Anneleen Stinckens, da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica.

    No mês passado, ela e seus colegas publicaram uma extensa revisão das informações sobre as mutações do gene. Eles avaliaram os casos encontrados em humanos e também as pesquisas feitas em peixes que, modificados, passaram a ter até 45% mais músculos.

    À INFO Online, a Dra. Anneleen explicou um pouco mais sobre a curiosa mutação, os casos encontrados em humanos e os possíveis usos ou riscos associados a ela.

    INFO OnlineComo uma mutação em uma proteína pode afetar tanto um organismo?

    Anneleen Stinckens- Apesar de muitas proteínas terem papel na estimulação do desenvolvimento da massa muscular, somente a myostatin tem papel inibidor. Assim, a ausência ou diminuição dessa proteína devido a mutações no gene tem um efeito direto na massa muscular.

    Em quantas espécies essa mutação já foi observada?

    Em gado, ratos, humanos, ovelhas e cachorros ela ocorre naturalmente. Em peixes, embora nunca tenhamos visto uma ocorrer na natureza, é possível induzí-la. Peixes transgênicos já foram criados para servir de modelo para pesquisas.

    E os casos em humanos?

    Só conseguimos achar informações sobre dois garotos com a deficiência na proteína. O primeiro, um alemão,  tinha músculos protuberantes nas coxas e bíceps logo que nasceu. Antes dos cinco anos, ele podia segurar mais de três quilos com os braços estendidos. Seus músculos são o dobro do tamanho dos de outras crianças de sua idade e ele possui apenas metade da gordura corporal. Sua mãe era relativamente musculosa, já seu tio e três outros parentes próximos homens eram também incomumente fortes.

    O segundo garoto com uma condição parecida é Liam Hoekstra. Ele é uma criança de Michigan  e seu corpo produz níveis normais da proteína, porém acredita-se que um defeito em seus receptores impeça que ela aja adequadamente nas células musculares. Ele tem 40% a mais de músculos do que o normal, muita força, agilidade, metabolismo super acelerado e quase nenhuma gordura corporal. Ele nasceu prematuro, de oito meses, e apenas dois dias após o nascimento podia se sustentar de pé e aguentar seu peso.

    Existem problemas de saúde associados à mutação?

    Nas duas crianças humanas não há registro de problemas – mas elas ainda são pequenas. Os cientistas temem que o coração dos garotos possa não conseguir dar conta de suportar seu crescimento, mas isso ainda terá que ser estudado. Em vacas, alguns efeitos colaterais da mutação MSTN foram descritos, como dificuldade no parto e línguas musculosas.

    O estudo dessas mutações poderia ajudar a curar algumas doenças?

    Sim. A pesquisa com a myostatin é útil para a busca de curas de doenças musculares, que estão entre as disfunções herdadas mais comuns e incluem, por exemplo,  a distrofia muscular.

    O gene poderia ser alterado em um adulto humano que quisesse ter músculos mais definidos – ou a pesquisa poderia acabar sendo deturpada como alguma forma de tratamento estético?

    Basta uma busca na internet para ver que a manipulação do gene myostati em humanos está na lista de prioridades de muitos fisiculturistas. Provavelmente, na teoria, é possível modificar geneticamente um adulto ou construir algo que bloqueie a função dessa proteína. No entanto, não temos a menor ideia dos problemas que essa mutação poderia causar, especialmente em pessoas que não nasceram com ela. Provavelmente, o coração de uma pessoa “normal” não é de forma alguma feito para dar conta de um corpo com deficiência da proteína myostatin.

    Fonte: Info

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  • Tratamentos 18.02.2011 1 Comment

    Atividades exigem esforços das redes neurológicas, dos músculos e dos ossos

    Dificuldades para se vestir, ir ao banheiro ou subir escadas. Esse tipo de limitação, típica da terceira idade, pode ser evitada se a pessoa mais velha começar a sair para jantar, conversar com amigos, ir para shows ou fazer viagens. De acordo com um estudo realizado nos Estados Unidos, quanto mais um idoso se envolve em atividades sociais, menores são as chances de ele desenvolver uma deficiência física.

    De acordo com os pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Rush, as atividades sociais sempre foram vistas como uma parte essencial da saúde do idoso. No entanto, os cientistas conseguiram agora fortes evidências científicas dessa relação.

    – As descobertas são importantes porque as atividades sociais são um fator que pode ser modificado para ajudar as pessoas mais velhas a evitar possíveis deficiências.

    O estudo, que será publicado na edição de abril da revista científica Journal of Gerontology, avaliou 954 idosos com idade média de 82 anos. No início do estudo, nenhum deles apresentava qualquer forma de limitação física. Durante a pesquisa, os participantes foram avaliados anualmente, com testes neurológicos e histórico médico.

    A atividade social foi calculada pelo número de vezes em que os participantes foram a restaurantes, a eventos esportivos ou a encontros como bingo, fizeram viagens, trabalho voluntário e atividades da igreja, ou então visitaram amigos e parentes.

    Já para medir o nível de deficiência, os pesquisadores avaliaram se os participantes eram capazes de realizar, sozinhos, as seguintes atividades: alimentar-se, tomar banho, vestir-se, ir ao banheiro e andar por uma pequena sala. Eles ainda foram avaliados sobre sua capacidade de: subir e descer escadas, caminhar por quase 1 km, fazer trabalhos domésticos, usar o telefone, preparar comida e usar remédios.

    Os resultados mostraram que, entre os que tinham uma vida social ativa, as chances de não enfrentar limitações em atividades diárias eram duas vezes menores na comparação com aqueles que realizavam poucas atividades.

    De acordo com o médico Bryan James, um dos autores do estudo, ainda não está muito claro qual é a influência das atividades sociais. No entanto, o pesquisador afirma que, possivelmente, isso ocorre porque as atividades exigem esforços das redes neurológicas, dos músculos e dos ossos.

    – Essas partes do corpo são responsáveis por manter nossa independência funcional.

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  • Confira abaixo os benefícios do sexo para a sua saúde.

    Na segunda (26), ministro recomendou sexo no controle da hipertensão.
    Sexo também combate a depressão, reduz o colesterol e alivia dores.

    Na última segunda-feira (26), durante evento para lembrar o Dia Mundial de Combate à Hipertensão, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, recomendou o sexo seguro como forma de controle da doença. Mas o sexo também ajuda a evitar outros males, como o câncer de próstata, a depressão e a gripe. O G1 conversou com o sexologista João Borzin, que apontou os benefícios do sexo para a saúde.

    “O sexo faz bem para o corpo todo. Ele melhora o funcionamento do nosso sistema de defesa, deixa a pele mais bonita, faz a gente dormir melhor”, explica Borzino. “Além disso, é um exercício físico: ele queima calorias, tonifica os músculos, controla o colesterol”, explica.
    Confira acima os benefícios do sexo para a sua saúde.

    Fonte G1

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  • Dietas malucas podem fazer muito mal ao organismo, pois os músculos ficam mais fracos e sofrem com a falta de energia.

    No Brasil, a busca incansável tem uma nova receita. Ração humana: você sabe o que é isso?

    São, pelo menos, 10 ingredientes, todos em pó e naturais. É uma receita que está se espalhando pelo Brasil, a dieta da moda.

    A corretora de seguros Léa Fornazzari resolveu substituir o café da manhã por essa mistura milagrosa que promete de tudo: perda de peso, rejuvenescimento e bom funcionamento do intestino. “Eu não engordo mais. Eu como, mas não engordo, e tenho disposição”, afirma.

    Paranaense de 52 anos, Léa mora em São Paulo. Ela é ativa, sempre interessada em alimentação saudável e chegou a tomar o suco vivo para emagrecer.

    A corretora de seguros conta que, com o suco vivo, ela tinha muita energia, que o cabelo e a pele melhoraram, mas explica por que parou de tomar. “Você não pode deixar ele cortado na geladeira. Você tem que cortar na hora em que você vai fazer. Então, não é uma coisa prática que eu possa carregar, levar para onde eu for. Por isso, eu parei, porque dava muito trabalho”, revela.

    Esse é um trabalho que a mistura de cereais não dá. Mas de onde vem a receita que parece mágica? Léa Fornazzari, como milhares de brasileiros, encontrou a fórmula na internet.

    E o Globo Repórter foi para a feira, junto com a corretora de seguros, em busca dos produtos naturais da farinha. Na receita, ela mistura 13 ingredientes. Léa leva a receitinha e já pede a quantidade que vai precisar para preparar a mistura.

    A corretora de seguros revela alguns itens que estão na sua lista: soja em pó, farelo de trigo, farelo de aveia, gergelim, levedo de cerveja, linhaça dourada moída.

    “A linhaça é um elemento muito importante que mantém o ritmo intestinal, tem vitaminas e modifica o trato de trânsito do intestino. Ao mesmo tempo, ele previne algumas alterações que nós temos de doenças”, aponta o nutrólogo e professor Mauro Fisberg, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

    Quantos produtos naturais! Mas será que misturar tudo isso é mesmo bom para todo mundo?

    O professor Mauro Fisberg diz que três colheres ao dia não fazem mal a ninguém. Mas quem é diabético ou tem problemas cardíacos, cuidado: é melhor evitar açúcar mascavo, cacau e o guaraná em pó. “Uma pessoa que é normal e come normalmente todos os tipos de alimentos não precisaria de nenhum outro suplemento”, afirma o nutrólogo.

    “Não adianta colocar coisas que sejam muito diferentes, porque a pessoa não consegue manter estes alimentos que não são do seu hábito durante muito tempo”, ressalta a nutricionista Sônia Tucunduva Phillípi, da Universidade de São Paulo (USP).

    Na receita da Léa, ainda tem gelatina sem sabor, açúcar mascavo, cacau, farinha de maracujá, quinua, gérmen de trigo e guaraná em pó. No total, a conta da corretora de imóveis deu R$ 36.

    Isso dá menos de R$ 1 por dia para duas pessoas e dura quase dois meses na geladeira. De todas as dietas que Léa já fez, essa é a mais saudável e prática.

    Mas Léa afirma que não vale tudo para entrar em um vestido, existem limites. “Eu não sou deste tipo que acha que vale tudo. Eu acho que em primeiro lugar está a minha saúde”, afirma.

    Pouca gente se preocupa com o corpo o ano inteiro. A maioria exagera, come o que tem vontade e não faz nada para queimar aquelas gordurinhas extras que em dias nublados nem chamam tanta atenção. Mas é só sair o sol que muitos deixam o bom senso de lado e são capazes de fazer loucuras para entrar em forma.

    As magrinhas se exibem e confessam sacrifícios assustadores. “Eu não tomava café da manhã, não comia nada, só almoçava salada e um grelhado, durante praticamente um ano. Mas tive tontura, dor de cabeça. Todo dia, passava mal”, conta a supervisora Vívian Nogueira.

    “A primeira coisa que você acaba perdendo são as proteínas mais nobres que são as proteínas musculares”, explica o nutrólogo Mauro Fisberg.

    O nosso corpo está programado para proteger os órgãos vitais, como o cérebro, o coração e os pulmões que precisam de muita energia, que vem dos alimentos.

    Quando entramos em um regime maluco, o cérebro determina: a energia deve ser retirada dos músculos. E eles ficam mais fracos, sofrem com a dieta. A falta de vitaminas derruba nossas defesas e aumenta a degeneração celular.

    “Para matar a fome, eu tomava muito café sem açúcar. Matava a fome, mas acabou com o meu estômago também”, lembra a aposentada Clarice Quagio.

    “A cafeína, em alguns elementos, tira bastante a fome, mas, ao mesmo tempo, tem uma ação estimulante importante. E ao mesmo tempo, uma ação tóxica age sobre o nosso trato intestinal, e ela acaba tendo uma duodenite, uma esofagite e pode chegar até a uma úlcera, por irritabilidade”, diz Mauro Fisberg.

    “Eu consegui emagrecer 20kg, em um ano”, conta a manicure Téia Santana que, há três anos, passou a comer só carne e salada durante a semana. As lasanhas, pizzas, carboidratos ficaram só para sábados e domingos.

    “Em vez de ela restringir o carboidrato para uma vez por semana, ela poderia comer porções muito menores de carboidrato todos os dias, combinadas com proteína, combinadas com vegetais, legumes e frutas que poderiam ser exatamente iguais em termos de perda de peso com muito menos dano para a vida futura dela”, explica o nutrólogo.

    “Acho que tudo tem que ter um equilíbrio. Eu não deixo de comer nada do que eu tenho vontade, mas eu sei até onde eu posso ir. Quando exagero, eu sei que eu tenho que voltar. E aí dar uma revisão na coisa. O ideal é você comer sem culpa”, comenta a corretora de seguros Léa.

    Sem culpa e com muito prazer. No dia seguinte, ela vai queimar os excessos, até porque aquele pretinho básico precisa entrar no verão que vem.

    Fonte G1

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