• Crianças de todas as idades precisam ser incentivadas a praticar atividades físicas. E elas devem ser agradáveis e apropriadas ao seu crescimento e desenvolvimento, além de respeitar suas limitações. Podemos incluir aqui caminhadas, jogos, brincadeiras, danças, esportes e outros exercícios que fortalecem os músculos e os ossos.

    A aptidão física da criança ou do adolescente tem de ser estimulada com o objetivo de encorajar a adoção de um estilo de vida saudável, que contemple a prática de exercícios ao longo da fase adulta e na maturidade. Trata-se de um fator importante inclusive para a prevenção ou controle da obesidade infantil, tão frequente atualmente.

    Há consenso nos estudos de que atividades que visam o ganho de força e a resistência muscular (caso da própria musculação) são benéficas para crianças e adolescentes por auxiliar em uma série de questões ligadas à saúde:

    Desenvolvimento corporal
    Equilíbrio
    Concentração
    Ganho de massa óssea
    Controle do peso
    Flexibilidade
    Redução do risco de lesões
    Aumento da força muscular
    Controle do colesterol

    A recomendação para a população infantil é praticar ao menos 60 minutos de atividades físicas (moderadas a vigorosas) ao dia. Vale pedalar, nadar, correr, saltar… A partir dos 6 anos de idade, a musculação pode ser considerada. O ponto é que a musculação se mostra segura e eficiente para crianças e adolescentes, desde que sistematizada e orientada de perto por um profissional especializado.

    De acordo com o Colégio Americano de Medicina Esportiva e outros guias, crianças e adolescentes devem fazer atividades de força e resistência para os principais grupos musculares de duas a três vezes por semana, respeitando um dia de intervalo entre os treinamentos para o descanso da musculatura.

    As sessões devem durar até 50 minutos e contar com duas a quatro séries de exercícios. A orientação é realizar de oito a 15 repetições por série, com carga moderada e foco no aperfeiçoamento do movimento. Nos outros períodos deve-se incentivar a prática das modalidades que estimulam o convívio social (como os jogos coletivos) e a coordenação motora.

    Agora, a Sociedade Brasileira de Pediatria orienta que meninos antes do estirão do crescimento (normalmente, entre 14 e 15 anos) e meninas antes da primeira menstruação não pratiquem musculação sem a devida supervisão e orientação. Isso porque atividades de intensidade moderada e vigorosa podem interferir na liberação e circulação do hormônio do crescimento. Se forem realizados de forma extenuante, exercícios podem, portanto, levar a um comprometimento do ganho de altura, sem contar as lesões osteomusculares.

    Assim, consultar sempre o pediatra antes de dar início à atividade física regular e contar com supervisão adequada durante os exercícios de força ou musculação são medidas importantes para que crianças e adolescentes se desenvolvam sem riscos.

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    Por anos perdurou o mito de que a academia era um local proibido aos indivíduos com pressão alta. “Mas hoje sabemos que os exercícios resistidos podem ser realizados por eles com segurança. Só é necessário fazer pequenos ajustes nos treinos”, contextualiza a educadora física Andréia Queiroz, da Universidade Federal de Juiz de Fora, em Minas Gerais. Ela apresentou, durante o Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, uma série de estudos que delimitam estratégias certeiras para hipertensos levantarem peso sem ameaçar a própria saúde. “Uma das orientações mais importantes é seguir à risca todo o protocolo de tratamento contra a doença. Pacientes com pressão descontrolada não deveriam fazer musculação”, exemplifica. Confira a seguir outras medidas destacadas pela especialista. Respeitando cada uma delas, não há por que ter receio dos halteres.

    Dicas para hipertensos suarem a camisa com segurança

    Exercite poucos músculos por exercício
    Em vez de malhar os dois braços ao mesmo tempo, faça uma série só com o esquerdo e, depois, outra com o direito. Recrutar muitos músculos pode comprimir demais os vasos.

    Adote uma intensidade moderada
    Se notar que está prendendo a respiração, você passou do ponto. Afinal, o simples fato de segurar o ar já joga a pressão para o alto. Opte, sob orientação profissional, por cargas mais leves.

    Preste atenção ao nível de cansaço
    Não passe do seu limite – ou melhor, até pare um pouco antes de alcancá-lo. O ideal é executar algumas repetições a menos do que conseguiria se atingisse o máximo de esforço.

    Descanse por mais tempo
    Cada série precisa ser intercalada com um período de repouso de pelo menos um a dois minutos. Assim a pressão se mantém sempre em um nível tolerável.

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  • Médico e Ph.D. em Ciências da Computação, o cientista-chefe da divisão de pesquisa e desenvolvimento da IBM no Brasil, Fábio Gandour, diz que o uso intensivo de chips nas roupas, mobiliários e até no banheiro vai gerar informações suficientes para que cada pessoa possa monitorar em detalhes o funcionamento de sua saúde.

    Após acompanhar as Olimpíadas de Londres, na Inglaterra, e ver as inovações das delegações esportivas, Gandour afirma que nos próximos quatro anos será possível ver uma transformação radical do método de treinamento de atletas de alta performance e monitoramento da saúde de pacientes por meio do uso de chips no corpo humano.

    Como o uso de sensores poderá influenciar o esporte e a saúde das pessoas? O uso de chips que medem deslocamento, velocidade, temperatura e até o volume de líquido perdido por um esportista poderão gerar dados, em tempo real, para análise das comissões técnicas. Na prática, o treinador poderá ver por meio de informações geradas por uma pulseira ou um tênis com sensores quais atletas estão mais desgastados, quem está se esforçando menos e usar isso para tomar decisões táticas, como uma substituição ou mudança de estratégia num jogo. Já para a pessoa comum, esses chips permitirão um cuidado mais detalhado de seus treinamentos e até uma troca mais intensa de informações com seu professor ou orientador. Um médico poderá, por exemplo, receber os dados de um paciente em seu celular e recomendar um ajuste na atividade física, por exemplo.

    Será possível fazer exames de sangue e urina sem ir a um laboratório?

    No caso de uma coleta de sangue, ainda estamos distantes de automatizar isso, mas para o exame de urina isso é totalmente possível. Nós podemos criar, por exemplo, um vaso sanitário com chips capazes de medir o volume de urina expelido por uma pessoa e até analisar a qualidade daquela urina, identificando se ela está rica em determinada substância e pobre em outra. O vaso inteligente poderia, por exemplo, reconhecer as pessoas em função de sua altura ou peso. Assim, numa casa, um vaso usado por 4 pessoas, por exemplo, conseguiria registrar exatamente qual resíduo é de cada usuário e enviar relatórios para serviços de computação em nuvem.

    O que falta para isto se tornar possível?

    Falta alguém que invista para criar esse produto, pois as tecnologias para viabilizar isso já existem todas. Há muitos aspectos técnicos e morais a serem debatidos, pois algumas pessoas podem se sentir ofendidas por serem monitoradas o tempo todo, até no banheiro. Mas, sem dúvidas, quando isso acontecer haverá um incremento muito grande na prevenção de doenças. Enfermidades que podem ser descobertas com exames simples serão detectadas precocemente, aumentando em muito as chances de cura.

    Essas tecnologias devem aparecer primeiro nos esportes de alto rendimento?

    Sim, o natural é que equipes esportivas tentem tirar vantagem destas inovações para treinar atletas com performance superior. Se você monitora o desgaste físico, o nível de força usado num movimento, a temperatura do corpo de um atleta, então você terá mais insumos para tomar decisões melhores sobre quando é hora do atleta descansar ou quando deve haver um reforço na musculação ou no treino aeróbico. Os esportes mais ricos, como basquete ou futebol, poderão puxar esta inovação. Com o tempo, isso deve chegar também ao usuário comum.

    A tecnologia poderá prolongar a vida humana até qual limite?

    Não temos essa resposta. É evidente que mais dia menos dia todos nós vamos morrer, mas podemos ampliar a longevidade humana e, mais do que isso, a qualidade de vida das pessoas, evitando que adoeçam ou comprometam sua saúde por não perceberem a evolução de enfermidades assintomáticas. O monitoramento digital do corpo humano certamente salvará muitas vidas.

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  • Galera, dá sim para ficar com um corpo sarado, sem fazer uso de bombas, demora um pouco, e não se iludam com o ganho rápido dos anabolizantes, por que com saúde nunca devemos brincar!!!
    O-modelo-Richeli-Murari-venceu-etapa-SP-do-Concurso-Garoto-Garota-Fitness-2009-titulo-para-mostrar-que-e-possivel-ter-musculos-e-barriga-tanquinho-sem-usar-anabolizantes-Foto-Claudia-Silveira

    Nutricionista ouviu cem praticantes de musculação em Campinas.
    Estudo indica que maioria dos que usam ergogênicos não tem orientação.

    Pesquisa realizada com cem homens maiores de 18 anos e praticantes de musculação em dez academias de Campinas, a 93 km de São Paulo, constatou que 68% deles consomem substâncias ergogênicas, aquelas que melhoram o desempenho físico. Desses homens que consomem, 10% assumiram usar anabolizantes e 9% estimulantes, como a anfetamina e efedrina.

    A pesquisa foi realizada pela nutricionista Adriana Camurça Pontes Siqueira, que defendeu tese de doutorado na Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O resultado surpreendeu a pesquisadora, que não esperava um consumo tão alto dessas substâncias. “Esperava um índice alto, mas nem tanto”, diz.

    De acordo com a pesquisa, os entrevistados passaram a consumir substâncias ergogênicas em busca de aumento da força e da agressividade, além da redução da fadiga. O problema, constatou Adriana, é que a maioria não consultou um médico ou nutricionista antes e buscou informações apenas com o professor da academia: apenas 12% consultavam nutricionistas e 3% procuraram um médico para ter orientação.

    Após as entrevistas, Adriana percebeu que os rapazes sabiam na ponta da língua os benefícios dessas substâncias, mas, de acordo com a pesquisa, não tinham conhecimento sobre os riscos.

    O modelo Richeli Murari, de 29 anos, conhece bem esta conversa. Por frequentar academias de ginástica seis dias por semana, ele costuma ouvir colegas detalhando os efeitos dos anabolizantes. “Mas eles não têm certeza sobre o mal que faz e se preocupam apenas com o risco de impotência”, detalha.

    Murari, que foi eleito Garoto Fitness 2009 na etapa paulista do concurso, usa o título e a forma física para mostrar que é possível exibir músculos e barriga tanquinho sem consumir substâncias como os anabolizantes. “Faço o tipo saudável e ouço muitos garotos com menos de 22 anos, em média, perguntando como fazer para conseguir os músculos. Tento explicar que não é rápido, que levei dez anos trabalhando nisso”, conta o jovem.

    A endocrinologista Ruth Clapauch explica que o consumo de substâncias ergogênicas nem sempre é prejudicial à saúde. O risco está em usá-las sem acompanhamento médico e em doses muito mais altas do que o indicado para o organismo.

    “As doses com recomendação médica, geralmente, são muito menores do que as doses que frequentadores de academia querem para ter resultados rápidos”, observa a médica, que é vice-presidente do Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

    Riscos

    Entre as consequências no uso indiscriminado de substâncias ergogênicas, a nutricionista Adriana cita sobrecarga hepática e renal, desidratação, perda de cálcio, gota, além dos efeitos gastrintestinais, como diarréia e edema abdominal. Os prejuízos podem vir tão rápidamente quanto os benefícios, dependendo da dose ingerida, orienta a endocrinologista.

    A endocrinologista Ruth Clapauch orienta frequentadores de academia a desconfiar de produtos que aparentemente são denominados de suplementos vitamínicos. “Esses produtos podem trazer várias substâncias que não são detalhadas, como os esteróides, Um rótulo não vai ser específico e dizer, por exemplo, que ‘este produto contém anabolizante’”. Mesmo sendo contra o uso, uma pessoa pode consumir os anabolizantes sem saber, achando que ingere apenas suplemento vitamínico.

    Fonte G1

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