• foto-imagem-ar-condicionado-mulheresNão é à toa que a temperatura do ar-condicionado seja motivo de disputa entre homens e mulheres dentro dos escritórios. Enquanto elas preferem, em média, uma temperatura de 25ºC, eles se sentem mais confortáveis com uma temperatura de 22ºC.

    Cientistas da Universidade de Maastricht, na Holanda, resolveram se debruçar sobre o tema para verificar se os edifícios comerciais não estariam gastando mais energia do que o necessário em sistemas de refrigeração que não levam em conta o conforto de todos.

    O que os pesquisadores descobriram é que o sistema de controle de temperatura usado pela maioria dos edifícios comerciais, desenvolvido na década de 1960, é baseado na taxa metabólica de um homem de 40 anos pesando 70 kg.

    Eles resolveram testar se esses valores de referência coincidiam com os encontrados em mulheres jovens durante o expediente em um escritório. Foram analisadas 16 mulheres com esse perfil e a conclusão foi que a taxa metabólica delas era menor do que os valores padrão. Por isso elas se sentem desconfotáveis com as temperaturas mais baixas adotadas pela maioria dos escritórios.

    Segundo os autores, os resultados mostram a importância de usar a taxa metabólica real das pessoas que trabalham naquele ambiente para calcular a temperatura ideal, e não um padrão que só leva em conta o conforto térmico dos homens.

    Além de melhorar o bem-estar dos ocupantes do ambiente de trabalho, essa mudança poderia levar a uma economia no gasto de energia das empresas. Os autores lembram que o consumo de energia de prédios residenciais e comerciais corresponde a cerca de 30% do total de emissões de CO2.

    Portanto, adequar os sistemas de controle de temperatura dos escritórios pode levar também a uma contribuição importante para o meio ambiente. Os resultados do estudo foram publicados na revista “Nature Climate Change” nesta segunda-feira (3).

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  • foto-imagem-Menstruação-tenista
    O impacto do ciclo menstrual no desempenho das atletas é o “último tabu” do esporte, opina a ex-tenista britânica (e ex-número 1 do país) Annabel Croft. Ela declarou à BBC Radio 5 que as mulheres “sofrem em silêncio”.O comentário se referia à derrota, na primeira rodada do Aberto da Austrália, na terça-feira, da também britânica Heather Watson, que admitiu que não se sentiu bem durante a partida.

    — Acho que é apenas uma dessas coisas que eu sinto, coisas de menina.

    A jogadora de 22 anos contou que sentiu tontura, náusea e falta de energia na partida, que perdeu por 6-4 e 6-0 para a búlgara Tsvetana Pironkova.

    Data da 1ª menstruação aponta chances de mulher desenvolver doenças cardiovasculares

    Ela pediu ajuda médica no final do primeiro set e estava visivelmente abatida nos últimos sete games, vencidos por Pironkova.

    Bebida alcóolica e menstruação precoce aumentam o risco de câncer de mama

    Após a derrota, Watson afirmou que “se sente assim às vezes”.

    ‘Corajosa’

    “Vou ao médico depois, para ver se há algo que eu possa fazer para me ajudar em momentos como este no futuro.”

    Annabel Croft descreveu os comentários de Watson como “corajosos” e afirmou que as mulheres “se identificam totalmente” com esses sintomas.

    — Os problemas mensais das mulheres são um dos temas que são varridos para baixo do tapete, um grande segredo. Para as mulheres, ter de lidar com eles já é difícil o bastante, mas tentar jogar um esporte de alto nível em um dos momentos mais cruciais do calendário (esportivo) é uma falta de sorte. Acho que as mulheres sofrem em silêncio quanto a isso. É um tema que sempre foi tabu.

    Watson disputou o primeiro Grand Slam da temporada, em Melbourne, pouco depois de ter conquistado seu segundo título da WTA, na semana passada, e estando em 38º lugar no ranking feminino.

    — É muito frustrante, especialmente no momento em que eu realmente quero toda a minha energia e estar em 100% (da forma). Mas acontece. É uma pena e uma droga.

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  • Dicas, Sexo 03.11.2014 No Comments

    foto-imagem-mulheres-Tetracromatismo

    A professora americana Concetta Antico passou anos levando seus alunos de arte para o mesmo parque. Ela costumava perguntar a todos: “Vejam a luz na água, vocês conseguem ver o rosa brilhando naquela rocha? Ou o fio vermelho naquela folha?”

    Só depois de muitos anos que ela descobriu que seus alunos estavam apenas respondendo “sim” por educação. Ninguém via as mesmas cores que ela.

    Ela sofre com uma condição conhecida como tetracromatismo. Graças à variação de um gene que influencia no desenvolvimento das retinas, pessoas como Antico veem cores invisíveis para a maioria de nós.

    Um exemplo é uma trilha cheia de pedras. Para a maioria, ela é cinza e sem graça. Para Antico, o caminho parece mais uma vitrine de joalheria.

    “As cores das pedras ‘saltam’ em tudo que é direção, com laranjas, amarelos, verdes, azuis e rosas. Eu fico espantada quando descubro que os outros não veem isso”, diz ela.

    Cones e daltonismo

    Tetracromatismo é uma condição rara.

    foto-imagem-cores

    Por muito tempo, acreditava-se que todos percebiam as cores da mesma forma. Quase todos possuem três tipos de cones, que são células na retina. Cada tipo responde a uma frequência diferente de cor.

    Daltônicos possuem um defeito em um dos cones, e por isso têm dificuldade de distinguir entre algumas cores, como verde e vermelho, por exemplo.

    Alguns animais são dotados com um “quarto cone”. É o caso de peixes dourados e o pássaro diamante-mandarim. Esses animais provavelmente conseguem distinguir melhor as nuances entre as cores.

    Há 20 anos, os cientistas Gabriele Jordan, da Universidade de Newcastle, e John Mollon, de Cambridge, levantaram a hipótese de humanos poderem fazer isso.

    foto-imagem-arte

    A hipótese é baseada no fato de o cromossomo X carregar dois tipos de cones – que percebem o vermelho e o verde. Como as mulheres possuem dois cromossomos X, elas poderiam, em tese, carregar quatro cones diferentes, cada um sensível a um espectro de cores diferentes. Essa hipótese dos quatro cones que deu origem ao termo “tetracromatismo”.

    Em tese, ela só se aplica a mulheres, já que os homens não possuem dois cromossomos X.

    ‘Ir no supermercado é um pesadelo’

    Provar essa hipótese dos cientistas foi uma jornada longa de duas décadas. Jordan e Mollon passaram anos administrando um teste de cores em vários voluntários. As cores apresentadas tinham diferenças tão sutis que apenas uma pessoa com quatro cones poderia percebê-las.

    Em 2010, eles finalmente acharam uma pessoa capaz de fazer isso. A identidade dessa pessoa foi preservada, mas a pesquisa publicada fez com que vários outras pessoas com tetracromatismo se voluntariassem para outros estudos.

    Uma delas é Maureen Seaberg, uma jornalista americana que passou anos reclamando das roupas que as pessoas usavam. Ela achava que muitas pessoas não sabiam combinar bem uma saia com uma blusa, por exemplo. Ao reformar sua casa, ela rejeitou 32 tipos de tintas diferentes até achar a ideal.

    “O bege era amarelado demais, e não tinha tons azuis o suficiente; o amêndoa era alaranjado demais”, conta ela. Esse tipo de descrição só confundia os seus decoradores e arquitetos.

    foto-imagem-visão-especial

    Antico conta que sempre soube que tinha uma visão especial e diferente da dos demais. Justamente sua sensibilidade aguçada a levou ao mundo das artes. Hoje ela é dona de uma galeria em San Diego, na Califórnia.

    Suas pinturas são vibrantes em cores. Um eucalipto comum vira uma erupção de violetas, amarelos e verdes. Se os quadros realmente são uma representação de como ela vê o mundo, o resultado mostra que sua percepção é radicalmente diferente da maioria das pessoas.

    Foi um cliente da galeria que sugeriu que ela fosse trabalhar com a cientista Kimberly Jameson, da Universidade da Califórnia. Jameson imediatamente suspeitou que a resposta estava nos genes.

    O ganho em sensibilidade – apesar de parecer ser uma habilidade extra – pode também ser uma maldição.

    “Ir ao supermercado é um pesadelo. É como uma lata de lixo de cores pulando de tudo que é lado”, conta. Por isso, sua cor preferida é o branco.

    “As pessoas acham incrível que minha cor favorita seja o branco, mas isso faz sentido porque ela é pacífica e agradável aos olhos. Ainda tem bastante cor presente ali, mas elas não me agridem.”

    Antico e Jameson querem criar um sistema de treinamento com crianças com tetracromatismo, para que elas aprendam a usar melhor seu potencial raro.

    Como professora de arte, Antico tem uma ambição ainda maior: a de mostrar aos demais como ela enxerga o mundo. Sem o gene extra, é impossível que as pessoas consigam as cores que ela enxerga. Mas ela trabalha descrevendo os diferentes tons a quem não consegue enxergá-los.

    Isso se tornou ainda mais importante depois do nascimento de sua filha. A artista americana que possui um dom raro não conseguiu passar esses genes a sua filha. E curiosamente o oposto aconteceu: a filha nasceu com daltonismo.

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  • foto-imagem-saude-lupus

    1. O que é Lúpus?
    Trata-se de uma doença inflamatória crônica de origem autoimune – isto é, ocorre uma produção excessiva de anticorpos contra as próprias células do organismo ou contra proteínas existentes no núcleo celular. Há dois tipos principais: o lúpus cutâneo, que se restringe à pele, e o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), que também atinge outros órgãos.

    2. É uma doença rara?
    Pesquisas apontam que a prevalência do lúpus varia entre 1 a cada 2 mil pessoas e 1 a cada 10 mil. Não há estudos epidemiológicos feitos aqui no Brasil, mas especialistas acreditam que os números sejam os mesmos de outros países.

    3. O lúpus atinge mais o sexo masculino ou feminino?
    “90% dos casos são em mulheres, principalmente naquelas entre 15 e 45 anos de idade”, informa a médica Emilia Inoue Sato, professora titular de reumatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Isso porque é nessa faixa etária que os hormônios estão mais atuantes. E, nesse caso, o estrógeno chama a atenção. “Ele é um facilitador de linfócitos, células produtoras de anticorpos”, explica a reumatologista.

    4. O que pode desencadear o lúpus?
    Fatores genéticos, hormonais e também ambientais – a exposição ao sol, por exemplo, é um deles. “É que a luz ultravioleta pode ativar o lúpus”, conta Emilia. Além disso, outros elementos podem servir de pontapé para o aparecimento do problema, como infecções virais e até medicamentos.

    5. Quais são os sintomas?
    Nem todas as pessoas manifestam o lúpus da mesma maneira, pois os sintomas variam de acordo com a fase em que a enfermidade se encontra (atividade ou remissão) e o local onde ocorre a inflamação. Mas é comum que pacientes com LES apresentem cansaço, desânimo, febre e perda de peso nos períodos em que a doença está ativa. Além disso, são comuns:

    – Dor e inchaço nas articulações (principalmente nas mãos);
    – Manchas vermelhas na pele, em especial nas maçãs do rosto e que pioram ao tomar sol;
    – Inchaço ou dificuldade para urinar devido à inflamação nos rins;
    – Dores no peito ou para respirar decorrentes de inflamações nas membranas que recobrem os pulmões e o coração;
    – Problemas neurológicos ? a exemplo de convulsão e psicose -, em virtude de comprometimento do sistema nervoso central.

    6. Como é feito o diagnóstico?
    A identificação do lúpus é baseada em manifestações clínicas e alterações notadas em testes laboratoriais, principalmente os de sangue. Não há um exame que tenha alta especificidade e sensibilidade para o diagnóstico do LES.

    7. Existe um tratamento?
    Por ser uma doença crônica, o lúpus não tem cura. No entanto, é possível controlá-lo não só com medicamentos, mas também com a adoção de certos hábitos. “Entre eles estão evitar exposição ao sol, prevenir-se de infecções e praticar atividade física nas fases em que a doença não estiver ativa”, recomenda a reumatologista Lilian Tereza Lavras Costallat, professora titular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista.

    Quanto aos remédios usados no tratamento, os pacientes devem tomar hidroxicloroquina, substância que previne a doença de entrar em atividade. Já os corticoesteroides são indicados para a fase inflamatória aguda do lúpus. Se mesmo assim não houver controle, a indicação é associar outro medicamento que ajude a atenuar o processo inflamatório ou a reduzir a resposta imunológica do organismo. “Mas o tratamento depende muito das manifestações que o paciente apresenta”, pondera Lilian Costallat.

    8. A pessoa com lúpus precisa de cuidados especiais?
    Sim. Entre eles estão evitar exposição ao sol; parar de fumar, já que o cigarro reduz a ação da hidroxicloroquina; fazer exercícios; adotar uma dieta rica em cálcio para prevenir a osteoporose, associada ao uso de corticoesteroides; e não consumir alimentos ricos em gordura e açúcar, afastando, assim, os picos de colesterol e triglicérides e o risco de aumento da glicemia, também ligado a esses medicamentos.

    9. A mulher com lúpus pode ter filhos?
    Sim, desde que a doença esteja controlada por, no mínimo, seis meses e a paciente não faça uso de medicamentos que possam fazer mal ao feto. Mesmo assim, a gravidez precisa de cuidados e acompanhamento médico mais rigorosos. “Pessoas que ficaram com disfunções importantes em órgãos como rim, coração ou pulmão não devem engravidar”, alerta Emilia Inoue Sato.

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  • foto-imagem-saude-pesquisa-sinta-seu-coracao-depressao

    Embora a tristeza profunda seja considerada por cientistas como um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, apenas 4%das 5 318 participantes da pesquisaSinta Seu Coração associa a depressão com o infarto

    O trabalho, realizado pelas revistas SAÚDE e CLAUDIA em parceria com a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo e apoio da Nestlé, reúne informações coletadas nos meses de junho e julho de 2013 por meio de um vasto questionário. Os dados levantados dão pistas de que a ala feminina anda insatisfeita com aspectos que resvalam na vida amorosa, profissional e sexual. ?Esse retrato denuncia um desgaste vindo da jornada, que engloba trabalho, filhos e casamento?, comenta o cardiologista Otavio Gebara, do Hospital Santa Paula, na capital paulista.

    O levantamento revela que 21% sentem ansiedade, 14% estão estressadas, 12% sentem fadiga e 6% vivem tristes. E o pior é que as mulheres ainda não perceberam a importância de zelar por suas emoções em prol da saúde do coração. Essa negligência é um perigo, afinal esses distúrbios psicológicos favorecem danos aos vasos. Estudos mostram que a depressão está por trás do aumento de substâncias inflamatórias na circulação. Tal mecanismo machuca o endotélio ? a parede interna do vaso ? e favorece a deposição de gordura, o que serve de gatilho para a formação da placa, isto é, da aterosclerose.

    Não bastasse a tendência à inflamação, quadros depressivos interferem com o sistema responsável pelo relaxamento e contração dos vasos e assim a hipertensão pode dar as caras.

    Para piorar, as pacientes deprimidas não têm disposição para a prática de atividade física e não cuidam direito do próprio cardápio, o que é um prato cheio para desencadear problemas cardiovasculares

    Diante de um quadro assustador como este, as sociedades médicas começaram a incluir em suas diretrizes propostas para rastrear a depressão nos consultórios, independente da especialidade.

    De onde vem a tristeza sem fim?

    A doença tem forte componente genético, mas existem alguns estopins capazes de facilitar seu surgimento, caso do luto, da ruína financeira ou da separação conjugal. Os hormônios também têm sua parcela de culpa e graças a eles, as mulheres têm o dobro do risco se comparadas aos homens.

    Uma das maneiras de prevenir a angústia é procurar gerenciar o estresse e compartilhar as dificuldades do dia a dia. Sim, a turma do sexo feminino precisa aprender isso urgentemente. A pesquisa Sinta seu Coração mostra que 18% raramente dividem seus problemas com outras pessoas. Estimular a prática de atividade física é mais uma excelente estratégia fundamental na prevenção do problema.

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  • foto-imagem-implante-silicone
    O objetivo é aumentar a segurança das pacientes e evitar novos escândalos como o que ocorreu com as próteses PIP.

    Fabricados na França pela empresa Poly Implant Prothèse (PIP), os implantes continham silicone de baixo padrão, aumentando a incidência de rompimento.

    Em 2011, centenas de milhares de mulheres em diversas partes do mundo, inclusive no Brasil, foram surpreendidas com a notícia e obrigadas a se submeter a novas cirurgias para trocar as próteses defeituosas.

    Na ocasião, também se investigou a ligação entre os implantes PIP e casos de câncer de mama.

    As autoridades inglesas afirmam que, devido à falta dos registros, não puderam entrar em contato com pacientes que receberam as próteses.

    Assim como no Brasil, a indústria de cirurgia plástica vem crescendo no Reino Unido. A previsão é de que o setor fature 3,6 bilhões de libras (R$ 14,4 bilhões) em 2015.

    À BBC, Dan Poulter, subsecretário de Estado para Serviços Médicos do Reino Unido, afirmou que o escândalo envolvendo os implantes PIP “lançou luz” sobre uma indústria com algumas “práticas sombrias”.

    “O que nós precisamos fazer é rastrear mais efetivamente a qualidade dos implantes que as mulheres recebem para assegurar que, quando algo der errado, elas possam ser alertadas o mais rápido possível – e isso só vai acontecer por meio de um registro”.

    ‘Marketing irresponsável’

    O ministério da Saúde britânico também informou que está trabalhando em conjunto com a Advertising Standards Authority (ASA), entidade que supervisiona a publicidade no Reino Unido, para enfrentar o que chamou de “marketing irresponsável” de algumas empresas.

    Mais especificamente, o órgão quer impedir companhias de oferecer implantes de silicone como prêmio a mulheres, prática que vem ganhando força no país nos últimos anos.

    A ASA já proibiu a veiculação de peças publicitárias que estimulam a cirurgia de maneira machista e ofensiva.

    “Esse tipo de marketing é irresponsável porque pode mudar a maneira como a mulher vê a si mesma pelo resto de sua vida. Nós precisamos cobrar da indústria de cirurgia plástica maior responsabilidade quanto à maneira como esses procedimentos são anunciados”.

    Para o cirurgião plástico Rajiv Grover, presidente da Associação Britânica dos Cirurgiões Plásticos (BAAPS, na sigla em inglês), a decisão do governo inglês veio em boa hora.

    Ele defende, entretanto, uma proibição a todo e qualquer anúncio publicitário sobre procedimentos médicos.

    “As pessoas que pensam em fazer uma cirurgia plástica têm de pensar sobre muitas coisas: riscos, expectativas, qualificações do médico, recuperação. Uma cirurgia nunca deve ser anunciada como uma daquelas promoções ‘pague-um-leve-dois'”.

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  • Estudos abrem caminho para a detecção precoce do câncer de tireoide, o quarto tipo de tumor mais frequente nas mulheres brasileiras. Hoje, o exame de TSH é recomendado após os 40 anos

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    Em 2012, o câncer de tireoide figurou entre os cinco primeiros colocados no ranking dos tumores mais comuns entre o sexo feminino, segundo o Instituto Nacional de Câncer, o Inca, no Rio de Janeiro. Quando esse tipo de câncer afeta a produção de hormônios na tireoide, o metabolismo todo sente o baque. Se os níveis caem, o hipotireoidismo – disfunção mais comum – se impõe, provocando perda do desejo sexual, ganho de peso e outros sintomas. Já quando há hormônios demais, o hipertireoidismo deixa a pessoa irritadiça, com taquicardia e até depressão.

    A questão é que continua difícil indicar um grupo que tenha maior predisposição a desenvolver células cancerosas na glândula. Além do histórico familiar e de nódulos aumentados na região, pouco se sabe sobre outros promotores da enfermidade. “Consideramos como um dos fatores decisivos a exposição à radiação, geralmente devido a tratamentos anteriores à base de radioterapia no pescoço”, conta o endocrinologista Adriano Namo Cury, do Hospital Samaritano, em São Paulo.

    Menos ou mais TSH

    Recentemente, cientistas da Universidade da Islândia descobriram uma associação entre baixos níveis do hormônio TSH, espécie de combustível da tireoide, e o risco de nódulos malignos na glândula. Eles analisaram o material genético de um grande grupo de cidadãos islandeses e concluíram que os que possuíam certos cromossomos estavam até 30% mais suscetíveis a desenvolver a doença. E esses mesmos cromossomos eram ligados ao déficit do TSH.

    O resultado, no entanto, é controverso. “O que se sabe, na verdade, é o oposto. Indivíduos com excesso dessa substância teoricamente estariam mais sujeitos a apresentar câncer por terem uma carga extra de hormônios superestimulando a tireoide”, contrapõe o endocrinologista Hans Graf, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

    Prevalência é maior nas mulheres

    Se por um lado ainda é cedo para fazer a associação entre o TSH baixo e câncer, por outro o mapeamento genético tem potencial para responder uma outra questão. “Esses estudos são recentes, mas podem se transformar em descobertas que finalmente esclareçam por que a prevalência é maior nas mulheres”, acredita o oncologista Gilberto Castro, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo.

    Além do genoma, joga contra o time das mulheres o excesso de estrogênio, principal hormônio no organismo delas. “Ele estimula a proliferação das células e pode favorecer o surgimento de tumores”, analisa Graf.

    Estilo de vida

    Já outra pesquisa aponta na direção de um fator bem conhecido por fomentar quase todos os tipos de câncer: o estilo de vida . Embora seja sabido que cigarro e má alimentação estão diretamente relacionados à origem e ao crescimento de células cancerosas, agora, pela primeira vez, associou-se um estilo de vida repleto de maus hábitos aos tumores especificamente de tireoide. O responsável pelo feito é um grupo de cientistas chineses do Hospital de Mianyang. Eles publicaram no importante periódico americano Endocrine-Related Cancer um trabalho que focou pacientes com a doença e descobriu que eles apresentavam um índice muito alto de radicais livres no organismo. E tanto o cigarro quanto a má alimentação aumentam a quantidade de radicais livres no organismo.

    Exame de TSH

    Enquanto os avanços da ciência não resultam em novos consensos, os médicos têm algumas recomendações para prevenir o problema. Se não há histórico familiar ou sintomas, o monitoramento da tireoide deve começar aos 40 anos. “A partir daí, a cada cinco anos prescrevemos um exame que mede o TSH e fazemos um exame clínico para verificar se há nódulos no local”, orienta Graf.

    Autoexame

    Ele ajuda a perceber se há caroços na região. Para realizá-lo, basta posicionar-se em frente ao espelho, inclinar a cabeça levemente para trás de modo a enxergar melhor o pescoço e, ao mesmo tempo, tomar um gole d?água. Enquanto você engole, a glândula vai subir e descer – não confunda com o pomo de adão – e, nesse momento, deve-se observar se há gânglios. Mas atenção: “Nem todos os nódulos são malignos, e a quantidade deles também não quer dizer que a pessoa necessariamente desenvolverá câncer”, explica o endocrinologista Renato Zilli, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo.

    E mais: se o temido diagnóstico chegar, as perspectivas de vencer o mal são boas. “Os tumores ali evoluem lentamente e os índices de cura são muito altos, mesmo quando há metástase”, tranquiliza Castro.

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  • Quem diz é o psicólogo americano Barry Komisaruk, professor da Universidade Rutgers, de Nova Jersey, que já passou 30 de seus 72 anos investigando os benefícios do prazer sexual no bem-estar das mulheres.

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    Seu último estudo demonstra que o clímax estimula todas as principais áreas do cérebro e tenta encontrar possíveis usos terapêuticos do estímulo vaginal.

    No atual estágio, os estudos de Komisaruk estão concentrados em verificar se o prazer sexual pode ajudar no tratamento de pacientes com ansiedade, depressão ou dependências.

    Durante sua pesquisa, Komisaruk colocou suas pacientes em câmaras de ressonância magnética com a recomendação de estimular suas partes íntimas até alcançar o orgasmo.+

    O monitoramento cerebral desse processo o levou a algumas conclusões interessantes, que Komisaruk compartilhou nesta entrevista telefônica com a BBC Mundo, o serviço em espanhol.

    O que acontece no cérebro de uma mulher durante um orgasmo?

    Barry Komisaruk – Há um enorme aumento da atividade. O que averiguamos é que durante o orgasmo há um aumento impressionante do fluxo de sangue e de oxigênio na cabeça, ambos nutrientes muito benéficos para o cérebro.

    Como é sua análise do cérebro?

    Komisaruk – Monitoramos sua atividade durante o clímax e observamos quais zonas são ativadas quando a mulher tem um orgasmo. Já vimos que seus efeitos benéficos chegam a todos os sistemas principais do cérebro. Eu me refiro ao sistema sensorial, ao sistema de coordenação motora, etc.
    foto-imagem-accumbens
    Seu estudo menciona que conhecer os efeitos do orgasmo na nossa cabeça pode ajudar a superar a depressão, a ansiedade ou o vício. Como?

    Komisaruk – É precisamente isso que queremos comprovar. Para isso, permitimos que a paciente veja a própria análise de seu cérebro ao vivo. Estamos no processo de averiguar se visualizar os processos de nossa mente ajuda a controlá-la. Há uma zona chamada núcleo accumbens que é a área do prazer.

    Essa área é ativada pela nicotina, pelo chocolate, pela cocaína e também pelos orgasmos. A minha pergunta é: podemos ensinar a nós mesmos como aumentar conscientemente a atividade nesse núcleo observando seu funcionamento? Que efeito teria isso em pacientes com depressão ou ansiedade?

    Quão conhecidos são os efeitos do orgasmo na saúde?

    Komisaruk – Praticamente não há estudos. Este é o primeiro que se faz sobre suas consequências sobre o cérebro. O que já se estudou é o resultado do orgasmo no coração da mulher e também os benefícios do orgasmo masculino para evitar o câncer de próstata.

    Comprovou-se que as mulheres que tinham mais orgasmos gozavam de uma melhor saúde cardíaca. O estudo em homens mostrou que os que tinham menos orgasmos não haviam liberado substâncias tóxicas que estavam acumuladas na próstata pela ausência de ejaculação. Esse fator os faz mais propensos ao câncer.

    Quando acredita que seu conhecimento sobre o cérebro será suficiente para oficializar uma prescrição médica de orgasmos?

    Komisaruk – Eu já recomendo. Mas para conseguir que isso seja feito de maneira regular são necessárias mais pesquisas. Dependerá das descobertas que façamos no futuro.

    É fácil conseguir dinheiro para pesquisar a sexualidade?

    Komisaruk – É muito difícil. As entidades que financiam são reticentes em dar dinheiro para estudos sobre o prazer e o sexo. Em parte porque enfrentam a pressão social. O governo não quer se envolver com pesquisas sobre a sexualidade por temor de ser criticado com o argumento de que há problemas mais sérios.

    Por que está interessado no orgasmo da mulher e não do homem? Há muita diferença entre os dois?
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    Komisaruk – Há mais semelhanças que diferenças. A razão pela qual comecei a me interessar pelo orgasmo feminino foi que encontrei evidências de que o estímulo vaginal tem a capacidade de bloquear a dor sem necessidade sequer de alcançar o orgasmo.

    Demonstramos que ambos os prazeres atuam como calmante, mas que o orgasmo é mais efetivo que a simples estimulação.

    A partir disso, muitas mulheres me disseram que utilizam a estimulação vaginal para reduzir o mal-estar da menstruação ou a dor provocada pela prática de esportes. E isso funciona para elas.

    Então a estimulação vaginal pode aliviar a dor a longo prazo ou somente a curto prazo?

    Komisaruk – Meus estudos somente conseguiram estabelecer que o orgasmo reduz a dor menstrual imediatamente e pode ter um efeito por horas.

    O alívio das dores nas costas é outro efeito benéfico da estimulação vaginal e dos orgasmos.

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  • foto-imagem-pratica-de-exercicios
    O The New York Times publicou uma pesquisa feita pela Universidade do Alabama, em Birmingham, nos Estados Unidos, que concluiu que se exercitar quatro vezes por semana pode ser melhor do que seis vezes.

    A questão foi colocada em xeque pela universidade, que fez um estudo para avaliar se poucos dias dedicados aos exercícios seriam tão eficientes – ou até melhores – que suar a camisa dia sim, outro também.

    Para a realização desse experimento, os cientistas contaram com 72 voluntárias, com idades entre 60 a 74 anos e sedentárias, distribuídas em três grupos. O primeiro malhava apenas dois dias por semana, o segundo, quatro dias, e o último grupo, seis vezes. As atividades tiveram duração de quatro meses e eram sempre supervisionadas.

    Os resultados foram apontados a partir de material sanguíneo, analisando o nível de citosina no organismo de cada voluntário – a substância que é capaz de apontar se o corpo está sendo exposto a um grau muito alto de exercícios físicos, causando problemas à saúde.

    A conclusão do estudo, então, mostrou uma melhora na força, na resistência, e na perda de peso de todas as mulheres, independente do grupo pertencente. No entanto, a diferença dos resultados apareceu nos benefícios à saúde. As mulheres que praticavam exercícios duas vezes por semana obtiveram resultados parecidos com as que praticavam seis. O primeiro grupo gastava em média 100 calorias por dia, enquanto o outro, que se exercitava mais, gastava em torno de 200.

    Porém o resultado fascinante não está aí, e sim nas mulheres do segundo grupo, que foram submetidas a pratica de exercícios físicos por quatro vezes semanais. Essas gastaram mais energia do que qualquer outra, totalizando menos 225 calorias diárias. Segundo o professor Gary Hunter, que conduziu a pesquisa, menos pode ser mais.

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  • foto-imagem-câncer-de-mama
    Os macrófagos, as células do sistema imunológico, tem sua capacidade de defesa diminuída durante o ciclo menstrual das mulheres o que aumenta as possibilidades de se contrair câncer de mama, afirma um estudo divulgado nesta sexta-feira (20) na Austrália.

    Testes com ratos de laboratório realizados por pesquisadores da Universidade de Adelaide revelaram que os macrófagos que se encontram nas mamas mudam sua função durante o ciclo menstrual. A pesquisadora Wendy Ingmar disse que “o que descobrimos é que nesse momento (da menstruação), a imunidade fica mais baixa”.

    — Devido à importância dos macrófagos para o funcionamento dos tecidos da mama, estes na realidade aumentam as probabilidades de que as células cancerígenas não sejam detectadas. Agora que identificamos esta janela de risco, o que nos resta saber é se podemos fechá-la e como prevenir que as mulheres contraiam câncer de mama.

    Amamentação auxilia na prevenção do câncer de mama

    Em julho, outra pesquisa da Universidade de Adelaide descobriu que a falta de macrófagos no sistema reprodutivo feminino pode ser a razão da infertilidade em algumas mulheres.

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