• Dicas, saúde, Sono 20.10.2018 No Comments

    Uma das condições que mais aparecem ou se agravam durante o climatério é a insônia. Calcula-se que 60% das mulheres nessa fase chegam a encará-la. Há vários motivos para isso, a começar pelas mudanças na bioquímica cerebral. Os fogachos também têm sua parcela de culpa, pois os calorões noturnos seguidos de calafrios não raro atrapalham o sono.

    É um efeito dominó que abre caminho ao cansaço, ao desânimo e até ao ganho de peso. “Acordar cansada e irritada compromete o bom funcionamentos de hormônios como a grelina e a leptina, responsáveis pela fome e pela saciedade”, explica a médica Mariana Halla, diretora da Sociedade Brasileira para Estudos do Envelhecimento.

    O que os especialistas recomendam para driblar a insônia

    Deitar-se na cama apenas para dormir e evitar usá-la para atividades como ler, comer ou ver televisão;
    Manter o quarto livre de luzes ou ruídos;
    Não fazer atividade física intensa muito tarde;
    Jantar mais cedo e priorizar refeições leves para o corpo não ficar encarregado com uma baita digestão;
    Maneirar no celular à noite, já que a luz azulada da sua tela atrapalha a produção de melatonina, hormônio que prepara o corpo para o sono.

    “Em alguns casos, as terapias de reposição hormonal também ajudam a solucionar os problemas de insônia”, aponta o ginecologista Márcio Coslovsky, membro da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia.

    Lembre-se: se a dificuldade para pegar no sono ou mantê-lo ao longo da madrugada se tornar persistente, converse com o médico. Há tratamentos especialmente destinados a corrigir a situação.

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    Uma pesquisa da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, foi a primeira a analisar o elo entre as ondas de calor da menopausa e a capacidade de dilatação dos vasos sanguíneos. Os resultados apontaram que, entre as mulheres que tinham esse incômodo com mais frequência, os vasos que transportam sangue eram mais contraídos e de difícil expansão, características que servem de estopim para enfermidades cardíacas.

    Curiosamente, esse vínculo foi identificado somente em voluntárias mais jovens, entre 40 e 53 anos. Aquelas com idades entre 54 e 60 também foram analisadas, mas nenhuma alteração importante foi encontrada. No total, 252 mulheres foram avaliadas, sendo que elas não eram fumantes nem possuíam histórico de disfunções cardiovasculares.

    “As ondas de calor não são apenas um desconforto. Elas já foram relacionadas a doenças no coração, nos ossos e no cérebro”, explicou JoAnn Pinkerton, diretor da Sociedade Norte-Americana da Menopausa. “Nesse estudo, elas puderam ser medidas fisiologicamente e mostraram estar ligadas a alterações cardíacas que ocorrem no início da transição para a menopausa”, completa.

    É bom que os profissionais de saúde fiquem cientes dos achados da pesquisa, já que infartos são uma das principais causas de morte entre o sexo feminino. Ainda de acordo com a investigação, 70% das participantes relataram que sentiam ondas de calor e, dessas, um terço disse que o sintoma era frequente e severo.

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    Embora não sejam episódios tão comuns, os sangramentos que ocorrem durante a relação sexual não podem ser considerados raros e, muito menos, devem ser ignorados pela mulher. Pois, em alguns casos, podem, sim, ser sinal de algo mais grave. Dessa forma, suas causas devem ser sempre investigadas.

    De acordo com a ginecologista e obstetra Barbara Murayama, alguns estudos estimam que cerca de 0,7 a 9 % de mulheres tenham, ao menos, um episódio de sangramento, durante ou após a relação sexual, ao ano.

    As principais causas do sangramento na relação sexual

    Antes de falar de qualquer motivo importante, que represente risco para a saúde da mulher, a médica Anna Aguiar destaca que “na relação sexual próximo à data da menstruação é quase certeza que haverá sangramento. Chegam a mim muitas mulheres dizendo que sangraram um dia antes de menstruar, por exemplo. Desta forma, o primeiro motivo a pensar é que foi sangue menstrual”, diz.

    Porém, conforme ressalta a média, existem outros motivos mais importantes que merecem investigação. “DST (as doenças sexualmente transmissíveis) é um deles. Algumas bactérias podem ser adquiridas durante a relação sexual, como Clamídia, Tricomonas e outras. Estas provocam inflamação no colo do útero, tornando-o friável, provocando sangramento e dor na relação sexual. Por isso, se orienta preservativo sempre, independentemente do uso do anticoncepcional”, explica Anna Aguiar.

    A ginecologista Barbara destaca como as causas mais frequentes: “cervicites, que são infecções do colo uterino por diversos motivos e que podem ser acompanhadas de corrimentos; além de pólipos endocervicais, e secura vaginal característica da queda das taxas hormonais da menopausa, por exemplo”, diz.

    Mas, ainda de acordo com ginecologista Barbara, a causa que mais preocupa é o câncer de colo uterino. “Isso porque se sabe que em torno de 11% das pacientes com esse câncer apresentam sangramento nas relações”, explica.

    De acordo com Anna Aguiar, um destaque deve ser dado à endometriose, doença que atinge de 5 a 15% das mulheres. “Resultado de tecido originado de dentro do útero, o endométrio, a endometriose pode promover sangramento durante a relação por conta da implantação deste tecido em regiões como o colo do útero e canal vaginal. Durante o sexo, ao haver o toque nestas regiões, o sangramento acontece”, explica.

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    A menopausa e o sangramento durante a relação sexual

    Anna Aguiar ressalta que na menopausa há um motivo adicional de sangramento, a atrofia vaginal. “Neste período, a falência ovariana reduz a produção de estrogênio, hormônio responsável pela lubrificação vaginal. Desta forma, o ressecamento e redução da elasticidade vaginal podem resultar em sangramento durante a relação sexual”, diz. “Um hormônio local pode resolver este problema em muitos casos”, acrescenta a médica.

    Sangramento e dor

    Em alguns casos, o sangramento durante a relação sexual pode vir acompanhado de dor. Para Barbara Murayama, os dois fatos juntos podem ser sinal de alguma infecção ou alterações da menopausa. “Pode ser desde uma simples vulvovaginites até o próprio câncer de colo. Por isso é tão importante a visita à ginecologista com regularidade e a qualquer sintoma”, destaca a ginecologista e obstetra.

    Ajuda médica

    Como já ressaltou a ginecologista Barbara, a mulher deve procurar ajuda médica assim que observar um sangramento (aliado ou não a dores) durante a relação sexual. “Há diversas causas, das mais simples às mais preocupantes. Mas só a avaliação médica completa, com exame ginecológico completo e, em alguns casos, exames complementares, é que saberemos o diagnóstico”, diz.

    “A qualquer episódio de sangramento a mulher deve procurar seu ginecologista para investigar melhor o motivo e fazer o tratamento necessário. Ela não deve esperar ocorrer várias vezes para procurar seu médico”, reforça Anna Aguiar.

    Prevenção

    De acordo com a ginecologista Barbara Murayama, o uso de preservativos com certeza colabora, e muito, para evitar que a mulher adquira doenças sexualmente transmissíveis. E, consequentemente, previne episódios de dores e sangramento que poderiam ocorrer durante a relação sexual.

    “O preservativo evita, inclusive, o câncer de colo do útero que é causado pelo HPV – vírus transmitido sexualmente”, acrescenta Barbara.

    “Além disso, é fundamental ir à ginecologista rotineiramente para realização de avaliação preventiva, que inclui o exame de Papanicolau, que busca prevenir o câncer de colo uterino”, finaliza Barbara Murayama.

    Lembre-se de se cuidar, inclusive na hora do prazer! Não espere algum desses sinais (sangramentos ou dores) para evitar o pior: use sempre camisinha, independentemente do uso de anticoncepcionais. E os lubrificantes também podem ser boas opções para os casos de secura vaginal.

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