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Associação médica diz que eficácia do remédio não é comprovada. Anvisa ainda não autorizou a comercialização da substância.

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A Associação Médica Brasileira (AMB) protocolou na sexta-feira (15) uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) e mandado de segurança junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão imediata da lei que autoriza o uso da fosfoetanolamina sintética, conhecida como “pílula do câncer.” A lei foi sancionada pela presidente Dilma Rouseff e publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (14).

Para o coordenador jurídico da AMB, Carlos Michaelis Júnior, há uma “desconhecimento amplo acerca da eficácia e dos efeitos colaterais da substância”. Já o presidente da AMB, Florentino Cardoso, diz que todas as orientações e alertas científicos das comunidades médicas foram ignorados.

Na ADI de número 5501, a AMB diz que a liberação da substância sem que sua efetividade tenha sido clinicamente comprovada é incompatível com a Constituição, pois não garante aos brasileiros os direitos à saúde, à segurança e à vida, além do princípio da dignidade da pessoa humana.

A associação argumenta ainda que a não realização de testes clínicos da fosfoetanolamina em seres humanos fere a Lei 6.360/76, que prevê três fases de análises antes da concessão do registro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Além de não autorizar a comercialização da sustância, a Anvisa informou não ter como garantir se ela pode ou não trazer riscos à saúde de quem a ingerir. “Com o produto estando fora do ambiente regulatório, não há como a Anvisa fiscalizar o processo de fabricação e distribuição, o que também resulta em riscos sanitários para a população. Afinal, sem os estudos clínicos necessários, não há como assegurar que a fosfoetanolamina é segura e eficaz”, disse o órgão.

Uso da substância

O SUS não vai fornecer a fosfoetanolamina. Segundo Ministério da Saúde, quem quiser fazer uso da substância terá de pagar por ela.

A lei não prevê que seja necessária a prescrição da fosfoetanolaimina para que o paciente possa usá-la. No entanto, o Ministério da Saúde divulgou nota em que afirma que “está sendo sugerida a prescrição médica em talonário numerado que permita o rastreamento do paciente (com justificativa para o uso)”.

Sendo o produto de efeito desconhecido, é possível que médicos não queiram prescrevê-lo. O oncologista Helano Freitas, coordenador de pesquisa clínica do A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo, chama a atenção para o fato de que a lei exige apenas um laudo médico que comprove o diagnóstico.

“Dessa maneira, estão transferindo toda a responsabilidade para o paciente de julgar se algo é bom ou não para ele”, disse. Isso pode levar a uma situação em que o paciente escolha seguir o tratamento com a fosfoetanolamina sem o devido acompanhamento de seu médico.

“Respeitamos o livre arbítrio, mas precisamos informar adequadamente os pacientes para que eles não incorram em decisões precipitadas acreditando em informações que ainda não têm comprovação”, afirma o oncologista.

Escola na Califórnia tornou-se a primeira nos EUA a adotar mesas elevadas

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Há anos médicos alertam que passar tempo demais sentado pode ter efeitos na nossa saúde física e mental. Agora, em uma medida inédita contra o sedentarismo, uma escola da Califórnia aboliu as mesas tradicionais e todos os alunos estudam de pé.

A iniciativa foi adotada pela Escola Elementar Vallecito, em San Rafael, e os professores garantem que desde a implantação deste método os alunos estão mais concentrados em suas tarefas e são mais produtivos.

As mesas elevadas têm apoiadores nos quais os estudantes descansam os pés, e não há problema se eles se cansarem: as salas têm bancos nos quais alunos podem se sentar. Mas os responsáveis pela escola dizem que eles raramente são usados.

“A ideia veio de alguns pais que estavam preocupados com os efeitos à saúde física dos alunos, que passam o dia todo sentados”, disse a diretora da escola, Tracy Smith, à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

“As crianças hoje em dia passam muito tempo sentadas e não é só na escola. Ficam sentadas em casa, jogando videogame ou usando tablets, e não são tão ativas como gerações anteriores”.

Essa é uma tendência já conhecida em empresas nos Estados Unidos, que têm substituído as mesas tradicionais por estações de trabalho mais elevadas, permitindo que funcionários trabalhem em pé.

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Até mesmo a Casa Branca anunciou a compra de várias mesas elevadas, num negócio que chegará a US$ 700 mil (cerca de R$ 2,7 milhões).

Diversos estudos apontam que o sedentarismo anula os efeitos da prática regular de exercícios físicos e está associado a doenças como obesidade, diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares, depressão e até câncer.

Melhor rendimento?

Alguns estudos apontam que estes tipos de mesas fazem com que os estudantes tenham melhoria de 15% em suas notas e queimem cerca de 25% mais calorias.

Mas o custo da mudança pode inibir algumas escolas: cerca de US$ 6 mil (o equivalente a R$ 22 mil) por sala.

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Em Vallecito, houve a colaboração da organização StandUpKids, que arrecada dinheiro para a adoção destas mesas para alunos. Segundo a diretora, as aulas ficaram mais dinâmicas, houve aumento da produtividade e menos problemas de comportamento.

“Estas mesas dão às crianças a oportunidade de que possam se movimentar sem interromper a aula. Além disso, são mais saudáveis para a postura e o sistema cardiovascular.

“Esta é uma iniciativa que funciona especialmente com os garotos, que tendem a ser mais ativos que as meninas. Estas mesas lhes dão mais liberdade de movimento e, assim, eles gastam essa energia extra”.

‘Ideia excelente’

Steven Mittelman, diretor do programa de diabetes e obesidade do Hospital Infantil de Los Angeles, acredita que o uso destas mesas é “uma ideia excelente” e que é um “passo para melhorar a saúde da população”.

“Estudos que foram feitos a respeito disso tanto nos EUA como no exterior mostram que quando se permite que as crianças fiquem de pé, gastam mais calorias e, com o tempo, faz com que tenham menos problemas de sobrepeso”, disse ele à BBC Mundo.

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“Dados mostram que dois em cada três adultos ou um em cada quatro crianças nos EUA têm sobrepeso ou obesidade. Temos de fazer algo para criar nas escolas e nos locais de trabalho um ambiente que favoreça que a gente tenha um peso adequado e saudável”.

Apesar disso, alguns especialistas afirmam que ainda é preciso avaliar os efeitos a longo prazo.

“É um fenômeno novo e ainda há poucos estudos sobre isso”, disse Mona Patel, pediatra do Hospital Infantil de Los Angeles.

73,9% apoiam atuação de médicos estrangeiros no país

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Medida integra programa Mais Médicos lançado pelo governo em julho.
Pesquisa foi encomendada pela CNT e realizada pelo instituto MDA.

Pesquisa do instituto MDA encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e divulgada nesta terça-feira (10) mostra que 73,9% dos entrevistados apoiam a vinda de médicos estrangeiros para atuar no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida faz parte do programa Mais Médicos lançado pelo governo federal em julho e que pretende atrair médicos para atuar nas periferias e no interior do Brasil.

mmmA pesquisa, que também apurou a avaliação do governo, ouviu 2.002 pessoas entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro. As entrevistas foram realizadas em 135 municípios de 21 unidades da federação nas cinco regiões. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Para 49,6% dos entrevistados, o Mais Médicos solucionará os graves problemas da saúde no país.

A vinda de médicos estrangeiros é polêmica e criticada pelas entidades de médicos porque permite que profissionais que se formaram no exterior atuem no Brasil sem a necessidade de fazer o exame de revalidação do diploma, o Revalida, que permitiria ao médico atuar tanto no setor público quanto no setor privado.

Também é alvo de críticas o contrato feito pelo governo brasileiro para trazer médicos cubanos, que receberiam menos que os outros profissionais estrangeiros.

No Mais Médicos, o governo concede uma autorização para que o estrangeiro só atue em um local específico e por tempo determinado.

Segundo o Ministério da Saúde, isso possibilita que os médicos não troquem os locais mais carentes por outras regiões.

Utilização do SUS
Os dados da pesquisa revelam ainda que 62,4% dos entrevistados utilizam a rede pública de saúde contra 20,8% que apenas usam a rede privada. Dos que se consultam pelo Sistema Único de Saúde (SUS), 2,7% avaliam como “ótimo”; 18% acreditam que ele seja “bom”; e 37,4 consideram “regular”. Dos ouvidos, 18,6% avaliaram como “ruim” e 22,9% como “péssimo”.

Em relação ao sistema privado de saúde no país, 13% consideraram “ótimo” e 45% consideraram “bom”.

Apagão
A pesquisa também verificou a opinião da população em relação ao temor de apagões elétricos no país. Segundo os dados, 63,7% acreditam que o Brasil pode eventualmente enfrentar problemas de energia contra 16,9% que acham que esses problemas podem ser frequentes no futuro.

Do total de entrevistados, 15% acham que o país não terá problemas relacionados ao assunto. Já 4,4% não souberam ou não responderam à pergunta. Os que avaliam que o Brasil está bem preparado para evitar as quedas de energia são 24,5% contra 68,7% que pensam existir uma deficiência na prevenção de apagões. Dos entrevistados, 6,8% não souberam ou não quiseram responder.

Médicos alertam para vício em bronzeamento

Exposição ao bronzeamento estimula produção de substância ligada a sensação de bem-estar

[adrotate banner=”2″]Aos 13 anos, a americana Cynthia Bailey não perdia uma oportunidade de se bronzear. Pelo menos uma vez por semana, assim que o inverno terminava, vestia um biquíni e ia para o sol, mesmo que o clima no norte da Califórnia, onde morava, ainda estivesse um tanto frio.

Com olhos e cabelos claros, Cynthia passava grande parte do ano com a pele vermelha e descascando. Ela tinha cerca de 15 anos quando um pequeno nódulo em sua perna chamou a atenção de um médico.

A mancha marrom-avermelhada foi logo identificada como um melanoma, tipo agressivo de câncer de pele que pode levar à morte caso não seja tratado a tempo. O médico chegou a recomendar a amputação de parte de sua perna para evitar que a doença se espalhasse.

“Eu estava provavelmente viciada em bronzeamento”, lembra Cynthia, que hoje é dermatologista e dirige uma clínica na cidade de Sebastopol, na Califórnia.

Novos exames, no entanto, mostraram que a mancha era inofensiva e afastaram o diagnóstico de câncer. Apesar do susto, Cynthia voltou a tomar sol, em sessões cada vez mais intensas. Ela conta que só conseguiu deixar de se bronzear em excesso após se deparar com diversos pacientes com câncer de pele na Faculdade de Medicina.

Assim como Cynthia, homens e mulheres de várias idades se expõem em excesso e sem proteção a raios de sol e câmaras de bronzeamento artificial, embora estes hábitos sejam, segundo especialistas, os principais causadores do câncer de pele, doença que atinge anualmente cerca de 2 milhões de pessoas só nos Estados Unidos.

Para alguns médicos, há algo além da simples vaidade por trás desse hábito. Segundo pesquisas, o bronzeamento pode viciar, assim como substâncias como álcool, tabaco e outras drogas.

O vício em bronzeamento é chamado muitas vezes de tanorexia, termo usado cada vez com mais frequência pela imprensa quando o assunto é bronzeamento excessivo – como no caso da americana acusada de ter causado uma queimadura na filha de cinco anos depois de levar a criança para fazer bronzeamento artificial.

Vício

“O vício em bronzeamento é provavelmente muito parecido com o vício em drogas e outras substâncias”, disse o dermatologista Steven R. Feldman, professor do Wake Forest University Baptist Medical Center, em entrevista à BBC Brasil.

Segundo ele, os sinais de que uma pessoa pode estar ficando viciada em bronzeamento são similares aos que ocorrem com outras substâncias, como a necessidade de “doses maiores”, perda de controle, sintomas de abstinência e a utilização de muito tempo e recursos para a manutenção do vício.

A semelhança entre o vício em bronzeamento e o vício em drogas também foi apontada em outras pesquisas.

Utilizando um questionário padrão para detectar dependências, a dermatologista Robin Hornung, da The Everett Clinic, no Estado americano de Washington, observou comportamentos similares em pessoas viciadas em bronzeamento e dependentes de álcool, tabaco e outras drogas.

“Em nosso estudo e em outros nós também observamos que estes comportamentos dependentes muitas vezes ‘caminham juntos’ em indivíduos, no que descrevemos como tipo de personalidade dependente”, disse Hornung à BBC Brasil.

Para Hornung, campanhas de saúde pública deveriam alertar para o fato de que bronzeamento, além de aumentar os risco de câncer de pele, também pode viciar.

“Abordagens de saúde pública são sempre uma boa ideia contra epidemias, como a de câncer de pele. Talvez seja interessante que sejam iniciadas campanhas que discutam não apenas os perigos do excesso da radiação UV, mas também o potencial de dependência.”

Assim como acontece com o cigarro, os dermatologistas consultados pela BBC Brasil concordam que não existem níveis saudáveis de bronzeamento, já que os riscos de se desenvolver doenças como o câncer são aumentados pela exposição aos raios UV.

“Bronzeamento é induzido por danos no DNA da pele, então não é possível dizer que seja saudável. É possível ser saudável e ativo e obter a vitamina D do sol, mas não é preciso ficar bronzeado para conseguir estes benefícios”, diz Hornung.

Endorfinas

Modismos e o conceito de que a pele queimada pode ser mais atraente ou saudável explicam em grande parte por que milhões de homens e mulheres lotam praias e parques no verão e clínicas de bronzeamento artificial durante todo o ano.

Mas dermatologistas sempre ficaram intrigados com pessoas que continuavam a se bronzear com frequência mesmo se deparando com a possibilidade de terem uma doença grave como câncer ou após ficarem com aparência da pele comprometida pelo excesso de raios de sol.

As primeiras pistas para explicar os motivos desse hábito surgiram em meados da década de 1990, quando pesquisas apontaram que a exposição a raios ultravioleta presentes na luz do sol não apenas faz com que a pele produza melanina (o pigmento que causa o bronzeamento), mas também estimula a produção de endorfina, substância associada à sensação de bem-estar e relaxamento.

“(Esta pesquisa) explica por que as pessoas vão à praia, e não para cavernas em suas férias. É a primeira explicação do porquê pessoas que se bronzeiam com frequência continuam a danificar sua pele, mesmo sabendo que isto faz com que ela fique com aparência velha e enrugada”, escreveu Feldman em seu livro Compartments, ainda sem tradução para o português.
Síndrome de abstinência

Para testar a hipótese de que algumas pessoas se bronzeiam não pela aparência, mas pelo modo como a luz ultravioleta faz com que se sintam, Feldman e sua equipe realizaram dois estudos.

No primeiro, pessoas que se bronzeavam frequentemente foram convidadas a fazer testes-cegos em duas cabines de bronzeamento aparentemente iguais, mas que tinham uma pequena diferença: uma era uma mesa convencional, enquanto a outra tinha um filtro invisível que impedia que os raios ultravioleta (UV) atingissem o paciente.

Mesmo sem saber que uma das mesas não emitia raios UV, em quase todas as ocasiões os pacientes preferiam a cabine de bronzeamento convencional, que, segundo Feldman, dava a eles uma maior “sensação de relaxamento”.

Em outro estudo, alguns pacientes que se bronzeavam de maneira frequente apresentaram sintomas parecidos com os sofridos por viciados em drogas em síndrome de abstinência ao serem tratados com naltrexona, substância que bloqueia a endorfina e é usada em tratamentos contra narcóticos.

Em uma pesquisa posterior, feita com um grupo maior de pacientes, pessoas que não se bronzeavam com frequência não apresentaram os mesmos sintomas similares a crises de abstinência ao receberem a substância.

Beleza em cápsulas – Pílulas com nutrientes e o mais novo fenômeno de beleza – Médicos indicam para atenuar rugas, melhorar o viço da pele, combater a celulite e fortaleza unhas e cabelos


Beleza em cápsulas

Pílulas contendo nutrientes consagram-se como o mais novo fenômeno da beleza e são indicadas por médicos para atenuar rugas, melhorar o viço da pele, combater a celulite e fortalecer unhas e cabelos, entre outros efeitos.

Nutricosméticos. Já ouviu falar disso? Não adianta buscar no dicionário.

A rigor, a palavra não existe em português, mas tem sido empregada rotineiramente no balcão da farmácia, nos consultórios e em encontros internacionais de dermatologia para descrever o mais recente fenômeno mundial no campo da beleza. São pílulas multicoloridas que contêm uma associação de vitaminas, minerais, carotenoides e flavonoides, entre outras substâncias, com a missão de combater as carências nutricionais, a oxidação dos tecidos e estimular as funções da pele para restaurar a beleza do corpo e do rosto. “Esse conceito surgiu da necessidade de nutrir internamente a pele, o que nem sempre pode ser feito pelos cremes de forma tópica”, disse à ISTOÉ a dermatologista americana Zoe Draelos, professora de dermatologia da Universidade Duke, nos Estados Unidos. Ela é considerada uma referência mundial nesse tema. Por isso, sua palestra no último encontro da Academia Americana de Dermatologia, realizado no mês passado em San Diego, na Califórnia, estava com lotação esgotada semanas antes do evento. “Só agora estamos entendendo melhor a importância da dieta para uma pele saudável e bonita”, complementou.

O sinal mais claro da força de atração exercida pelos nutricosméticos é sua crescente expansão no mercado mundial. Em 2010, esses artigos movimentaram US$ 2,4 bilhões, segundo o IMS Health, instituto que registra números e índices do mercado da saúde. E a previsão é de que dentro de cinco anos esse montante duplique, atingindo a marca dos US$ 4,24 bilhões em 2017, de acordo com a Global Industry Analysts, outra empresa de dados de mercado. No Brasil, os produtos pertencem à categoria dos suplementos alimentares, um setor estimado em US$ 400 milhões, segundo a Euromonitor International, empresa que acompanha a evolução do segmento. Por enquanto, os chamados cosméticos orais representam US$ 13 milhões desse volume total de vendas. “Mas há um longo caminho a ser conquistado pelos nutricosméticos no Brasil”, observa a analista Carrie Leonard, do Euromonitor International. A líder do mercado no País foi a L’Oréal, com sua marca Innéov. Neste ano, ela terá que concorrer com a Sanofi-Aventis, que adquiriu as cápsulas Oenobiol, e a Pfizer, que comprou o laboratório Ferrosan e a sua pílula Imedeen. Dados divulgados pelo IMS Health dão uma ideia de como será essa multiplicação de mercado. Segundo a agência, a estimativa de crescimento do setor por aqui é de 220% até 2015. “O Brasil é um excelente mercado”, diz Délio de Oliveira, diretor-geral da Divisão Cosmética Ativa da L’Oréal, empresa que tem centros de pesquisa voltados para a criação dessas pílulas.

Os números são expressivos, mas a questão central é o que realmente se pode esperar desses comprimidos. Boa parte dos especialistas considera os nutricosméticos um recurso interessante. “Trata-se de um conceito de beleza de dentro para fora, que associa a boa condição da pele com a saúde”, afirma a dermatologista Mônica Aribi, de São Paulo. “É um avanço”, diz. Ela indica os produtos a uma clientela mais predisposta a aceitar novas soluções para melhorar a aparência.


CAUTELA
A dermatologista Mônica Aribi indica os produtos se houver carência de nutrientes

Mas os nutricosméticos seriam, de fato, diferentes dos já bem conhecidos suplementos vitamínicos ou representam apenas uma roupinha nova para uma ideia antiga? “Em geral, eles oferecem minerais e vitaminas em uma forma química que permite a melhor absorção pelo organismo”, diz a nutricionista, farmacêutica e bioquímica Lucyanna Kalluf, do Instituto de Prevenção Personalizada, em São Paulo. “Muitas vezes, os suplementos contêm vitaminas e minerais em um formato de metabolização mais difícil, e por isso muito se perde”, complementa a especialista. Ela costuma indicar também outros minerais e fitoterápicos para complementar o tratamento. “Prefiro selecionar os nutrientes de forma mais personalizada”, explica.

A maioria dos nutricosméticos possui em sua composição as chamadas substâncias antioxidantes. São compostos como as vitaminas A, C e E, o licopeno (presente no tomate em maior quantidade), os bioflavonoides (encontrados nas frutas cítricas e uvas escuras), as catequinas (presentes no chá-verde, e em frutas como uvas e morango, entre outras), o ácido fenólico (está no brócolis, na cenoura e nos grãos integrais) e a quercetina (nas cascas das uvas e nos vinhos). Na literatura científica, eles aparecem como recursos capazes de prevenir o envelhecimento precoce das células por meio de um mecanismo razoavelmente complexo. “Eles combatem a oxidação dos tecidos, o que leva ao envelhecimento”, resume a dermatologista Mônica Aribi.

A oxidação é atribuída aos radicais livres, moléculas que se formam por uma reação natural do organismo ao processo de queima do oxigênio pelas células. Como são instáveis, rapidamente se associam às moléculas próximas, o que pode levar a danos em células sadias. Em 99% dos casos, o corpo repara esses estragos. Mas, se a produção de radicais livres aumentar muito, incentivada por doenças, alimentação ruim, radiação ultravioleta do sol ou fumo, entre outros agressores, fica difícil neutralizar as consequências de seu acúmulo – manchas na pele, rugas, falta de hidratação, entre outras. Aí é que entram em cena as doses adicionais de substâncias antioxidantes: “As vitaminas, minerais como o selênio e compostos como o licopeno, entre outros com funções antioxidantes, se ligam aos radicais livres, anulando sua ação”, explica Lucyanna.

Xícara de nutrientes

Há um ano, convencido dos poderes dos antioxidantes, Marco Collovati, 47 anos, incorporou o chá-verde ao café da manhã. “O comentário geral é que minha aparência melhorou. E eu me sinto mais disposto”, diz o cirurgião e CEO da Orangelife, empresa de biotecnologia e inovação sediada no Rio de Janeiro.

Até agora, no entanto, ainda não são definitivos os trabalhos científicos para comprovar a ação dos produtos que contêm substâncias do gênero. “Existem estudos em ciência básica de excelente qualidade metodológica, mas há pouquíssimos trabalhos em seres humanos feitos com grupos para comparação. Isso é necessário para demonstrar a real eficácia”, diz Ediléia Bagatin, pesquisadora e especialista em cosmiatria, da Universidade Federal de São Paulo. “E é fundamental que sejam realizadas pesquisas independentes, que não sejam financiadas pelos fabricantes, evitando-se o conflito de interesses, para se chegar a alguma conclusão”, afirma.

Além disso, os cientistas estão se deparando com desafios científicos para apurar a intensidade do desempenho desses produtos. “Ainda não temos bons métodos para avaliar a presença e a redução dos radicais livres na pele humana”, afirma a especialista Zoe Draelos.
Para embasar suas indicações, os dermatologistas que recomendam esses produtos associam as evidências oferecidas pelos estudos disponíveis às suas observações feitas em consultório. “Há cápsulas que ajudam, por exemplo, a estabilizar a flora da pele, o que auxilia o combate à dermatite. Os efeitos são maravilhosos”, diz a dermatologista Mônica Aribi, que também aposta nos protetores solares. “São muito bons para pessoas com manchas na pele resistentes aos tratamentos, como os melasmas.” Ela adverte que tomar essas substâncias por via oral para atenuar o fotoenvelhecimento não dispensa a aplicação do filtro sobre a pele. “O filtro bloqueia a ação dos raios, o nutricosmético reduz o ataque dos radicais livres”, diz.

Com a expansão dos nutricosméticos, cresce também entre os médicos a preocupação em alertar para aspectos que não podem ser ignorados. “Os efeitos só começam a aparecer depois de pelo menos três meses de uso regular”, esclarece a dermatologista Carolina Marçon, de São Paulo. Além disso, é sabido entre os especialistas que esses produtos só agem se a pessoa apresentar uma deficiência nutricional. Num padrão ideal, os antioxidantes que o organismo requer para a batalha contra os radicais livres seriam fornecidos por uma dieta equilibrada. “Mas é muito difícil obter tudo o que precisamos da alimentação”, afirma a nutricionista funcional Patrícia Davidson, do Rio de Janeiro.

Mudança radical

Há quatro meses, Felipe Marini, 32 anos, e a esposa, Marcella, substituíram as frituras, os enlatados e os alimentos refinados por produtos integrais, frutas e legumes frescos. “A mudança desinflamou os pontos de acne do meu rosto”, diz ele, de cara limpa. A pele de Marcella também ganhou mais vigor”, conta Felipe.

Um erro comum no consumo desses produtos é ignorar as contra-indicações. “É essencial averiguar se o paciente é alérgico a algum alimento”, orienta a dermatologista Juliana Neiva, do Rio de Janeiro. “Há cápsulas que contêm ômega 3 e componentes tirados de frutos do mar aos quais algumas pessoas são alérgicas”, diz. Os produtos da linha Imedeen, por exemplo, trazem um composto de proteínas de origem marinha. A dermatologista Adriana Vilarinho, de São Paulo, diz que também é indispensável conhecer o perfil da saúde do paciente e saber se é diabético, por exemplo. “Há açúcares contidos no material de algumas cápsulas que podem causar alterações nas taxas de glicemia no sangue. Isso precisa ser considerado.”

É verdade. Tomar os cosméticos orais por conta própria é uma conduta criticada por médicos e nutricionistas. “Há muitos casos de pessoas que recorrem a mais de um suplemento ao mesmo tempo porque querem tratar a celulite e o cabelo. Isso pode ter efeitos indesejados”, alerta a dermatologista Adriana Vilarinho.

É por essa razão que nos consultórios mais estrelados de São Paulo e do Rio de Janeiro, por exemplo, a indicação de um nutricosmético passa por várias etapas. “É preciso descartar causas de queda de cabelo como doenças e carências de minerais como o ferro, que não estão presentes nessas fórmulas”, diz a dermatologista Carolina Marçon, de São Paulo. A nutricionista Lucyanna Kalluf também não dispensa exames para avaliar quais são realmente os minerais em carência. “Não se pode indicar cápsulas de nutricosméticos sem solicitar um teste de sangue para saber do que e de quanto o paciente precisa”, diz ela.

Nova dose

A paulistana Andrea Francesca Calabrese, 47 anos, costuma ir ao dermatologista em busca de soluções para fortalecer os cabelos. “Experimentei os cosméticos orais para cabelos gostei. Usei três meses, fiz um intervalo e agora vou usar de novo. Os fios ficam mais fortes”, diz ela.

Esses cuidados são importantes também para evitar a ingestão excessiva de vitaminas e minerais. “Quem ingere vitamina A demais, por exemplo, por alimentação ou suplementação, pode ter sintomas como pele seca, áspera e descamativa, dores de cabeça e náuseas”, diz a especialista Lucyanna.

Também é preciso ter em mente, quando se recorre aos nutricosméticos, que eles são parte de um tratamento mais amplo. Não realizam milagres sozinhos. Por isso, não se pode esperar que apenas uma pílula acabe com as rugas do rosto ou faça desaparecer os furinhos da celulite. “A celulite, por exemplo, é causada por diversos fatores. Quem se decide a enfrentá-la precisa também modificar diversos padrões. O nutricosmético será mais um item. Senão, não vai adiantar nada”, explica a dermatologista Carolina. No tratamento de linhas de expressão, é o mesmo processo. Os produtos não substituem o creme anti-idade. “Mas potencializam seu efeito”, afirma a farmacêutica carioca Talita Pizza, que defendeu tese de mestrado sobre os nutricosméticos na Universidade de São Paulo.

Atentos ao interesse manifestado por esses produtos, pesquisadores da Universidade de Saint Andrews, no Reino Unido, estão aproveitando a onda para incentivar o consumo de nutrientes in natura. Recentemente, eles publicaram um estudo na revista “American Journal of Public Health” comprovando que comer mais frutas e vegetais pode mudar o tom da pele, dando-lhe mais brilho. “Nossa mais recente pesquisa constata que as melhorias na dieta produzem benefícios visíveis para a pele”, disse Ross Whitehead, autor do estudo que envolveu 35 estudantes, acompanhados por seis semanas. “As pessoas que comem mais frutas e verduras têm um tom dourado na pele que dá uma aparência mais saudável e atraente”, complementou. A grande sacada desses pesquisadores, porém, é que a vaidade pode ser um excelente motivador para melhorar a nutrição. O estudo acabou estimulando o grupo a seguir uma alimentação mais saudável.

Pesquisa

Na L´Oréal, há centros de estudo para criar nutricosméticos

Ganho duplo

O bacharel em direito Marcelo Monte, 36 anos, do Rio de Janeiro, começou a perder os cabelos na época da faculdade, no Canadá.

Depois de muitos tratamentos, foi orientado a tomar nutricosméticos. “Tive mais de um benefício. Além de reduzir a queda e nascerem fios onde não tinha mais, minhas unhas ficaram mais fortes.

E eu, que as roía desde a faculdade, finalmente abandonei o hábito”, conta.

 

Opções para o corpo todo

Confira algumas ofertas disponíveis de cosméticos orais e o que contêm. É consenso entre os médicos, porém, que os produtos não são indicados quando não há carência de nutrientes

 

PROTEÇÃO SOLAR:

Imedeen Tan Optimizer : Extrato de palma (precursor da vitamina A), carotenoides, licopeno, vitaminas C e E;

Innéov Solar: Bactérias lácteas, licopeno e betacaroteno

SUN Golden Soluction( Nutrilatina):  Betacoteno, vitamina C

Oenobiol Solaire: Betacaroteno, licopeno, selênio, óleo de borragem

Heliocare (Helioral no Brasil): Fernblock (extrato de planta Polypodium leucotomos), extrato de chá-verde e betacaroteno

Observações 01: Possuem ativos para reforçar as defesas cutâneas contra os raios ultravioleta, como diminuir a perda de água da pele e combater os radicais livres. O uso de qualquer um deles não dispensa as aplicações de filtro solar

Observações 02: Age de forma diferente. Segundo os especialistas, evita a formação de radicais livres e aumenta a tolerância da pele ao sol. Como interfere na pigmentação, tem sido indicado a pessoas com manchas resistentes no rosto (melasma) e está em teste para vitiligo. Fora do Brasil, a pílula é vendida com o nome de Heliocare.

 

CABELOS E UNHAS:

Eximia Temporize: Óleo de linhaça, licopeno, luteína, vitamina E

Eximia Fortalize: Zinco, biotina, ferro, vitamina A, C e E, ácido fólico e magnésio

Innéov Homme: Fitoesteróis de pinheiro, taurina, polifenóis extraídos de uva e polifenóis tirados de chá-verde

Innéov  Massa Capilar: Aminoácido taurina, catequinas do chá-verde e uvas e zinco

Innéov Nutricare: Óleo de semente de groselha negra, ômega 3 de óleo de peixe, licopeno de tomate, vitaminas C e E

Oenobiol Magnifique: Biotina, ácido pantotênico e vitaminas A e D

Pantogar: Pantotenato de cálcio, cistina, nitrato de tiamina, queratina, ácido aminobenzoico

Vviscal Maximum Strength(importado): Extrato de proteína marinha, extrato de cereja, acerola (Vitamina C) e extrato de cavalinha

Observações:
Muitas causas podem determinar a queda de cabelos e unhas fracas. Os nutricosméticos funcionam quando os cabelos e unhas quebradiças são resultado de carência de vitaminas e minerais. Nesse caso, podem ajudar a regenerar tecidos e formar proteínas que fazem parte dessas estruturas. Exames são necessários para identificar se não há falta de ferro, mineral que não está presente nesses suplementos

 

 DERMATITES E CASPA:

Innéov Sensicaps DS: Lactobacillus paracasei e biotina ( regulam a flora da epiderme)

Observações:
Usado para casos de dermatites em geral, principalmente as de origem seborreica e pruridos nas dobras de pele. Estudo clínicos do fabricante indicam redução de 70% da caspa e de 45% na coceira após dois meses de terapia.

 

 RUGAS E REJUVENESCIMENTO:

Evelle(importado): Vitaminas C e E, zinco, selênio, sílica, proteínas marinhas, extratos de plantas com isoflavonoides, antioxidantes naturais

Imedeen Time Perfection: Licopeno (do tomate), proteínas marinhas, extrato de semente de uva  e vitamina C

Imedeen Radiant Complexion: Proteínas marinhas, zinco e vitamina C

Innéov Fermeté: Licopeno (do tomate), proteína láctea, extrato de soja e vitamina C

Inverssion Femme: Chá-verde, extrato de uva, óleo de peixe rico em ômega 3, zinco, selênio, cromo e vitamina C

Oenobiol Magnifique: Vitaminas A, C, D, E, niacina, ácido pantotênico, B6, biotina, cobre, zinco

Oenobiol Velouté: Ácido gama linolênico, carotenoide, vitaminas C e E

Oenobiol Radiance: Cobre, carotenoides, ômega 3 e vitaminas C e E

Renovee Timesoluction: Manganês, zinco e complexo B

Renovee Antiagesolution Homme: Retinol, tocoferol, vitamina C, cromo, selênio, zinco e licopeno

Observações: Os produtos Imedeen são contraindicados para pessoas alérgicas a crustáceos e frutos do mar. A marca oferece linhas por faixa etária ( para mulheres até 25 e após 45 anos). O Innéov Fermeté é sugerido a mulheres mais velhas por causa do fitoestrógeno( da soja) e não é recomendável para quem tem histórico familiar de câncer de mama. Todos contêm substâncias antioxidantes e nutrientes envolvidos na produção do colágeno, a proteína que dá sustentação à pele.

 

CELULITE:

Innéov Celulitis: Extrato de chá-verde, casca de pinheiro, glucoramina

Renovee Cellulisolution: Cálcio, cromo, zinco, selênio, vitaminas A, C e E

Cellu-Lipo: Cálcio, cromo, silício, vitaminas C e E, magnésio

Observações: A celulite é um problema multifatorial. Sendo assim, o uso das pílulas deve ser encarado como mais um item de um conjunto de medidas. De modo geral, procuram combater a inflamação dos tecidos que acompanha a celulite, estimular a circulação e eliminar a gordura. Ajudam a tratar casos de celulite graus 1 e 2 (os mais leves)

RETENÇÃO DE LÍQUIDO E EMAGRECIMENTO:

Renovee Liposoluction: Chá-verde, extratos de guaraná e laranja-anarga, colina, magnésio, cromo, vitamina B6 e ácido fólico

Renovee Drain Solutions: Vitamina C, complexo B e oligonutrientes

Observações: Esses suplementos estimulam a eliminação de líquidos corporais e aumentam o número de idas ao banheiro. De modo geral, procuram estimular a circulação, o metabolismo e a eliminação da gordura.

 

OS INGREDIENTES DA BOA FORMA:

Conheça os nutrientes indispensáveis para ter pele, cabelos e unhas saudáveis e bonitos, segundo indicam pesquisas científicas e as suas principais fontes. São alimentos que devem estar sempre presentes à sua mesa
PARA MELHORAR A PELE

1 – Nutriente: Antocianidinas e resveratrol
Ação: Antioxidante e antirradicais livres. As sementes de uva ajudam a evitar o envelhecimento precoce da pele
Onde encontrar: Suco de uva integral e orgânico, vinho tinto, chá-verde e oleaginosas

2 – Nutriente: Ácido Elágico
Ação: Desintoxicante, equilibra o PH da pele, antinflamatório (acalma a cútis)
Onde encontrar: Romã e frutas vermelhas em geral, nozes e castanhas

3 – Nutriente: Indol 3 Carbinol
Ação: Favorece a eliminação de toxinas
Onde encontrar: Brócolis

4 – Nutriente: Coenzima Q10
Ação: Ajuda na regeneração celular
Onde encontrar: Sardinha fresca, salmão, cápsulas

5 – Nutriente: Selênio
Ação: Reduz a formação de radicais livres
Onde encontrar: Castanha do Brasil, nozes, tomate e lentinha

6 – Nutriente: Silício
Ação: Regenera e melhora o tônus da pele
Onde encontrar: Broto de alfafa, beterraba, soja, aveia

7 – Nutriente: Zinco
Ação: Diminui o ressecamento e aumenta a resistência da pele, antiacne
Onde encontrar: Ovo, cereais integrais, banana, castanha-do-pará, amêndoas, nozes, feijões, grão-de-bico, carnes magras

 

PARA FICAR PROTEGIDO DO SOL

1 – Nutriente: Polifenóis e flavonoides
Ação: Elevam a resistência da pele aos efeitos dos raios ultravioleta
Onde encontrar: Chá-verde, suco de uva, morango, maçã, cebola, brócolis, nozes, cacau

2 – Nutriente: Antioxidante EGCG
Ação: Estudos sugerem que o EGCG previne contra os danos dos raios ultravioleta e tem ação anti-inflamatória
Onde encontrar: Chá-verde, chá-branco

 

PARA FORTALECER AS UNHAS E MELHORAR O ASPECTO DOS CABELOS

1 – Nutriente: Vitamina E  e ácido pantotênico
Ação: Melhoram a viscosidade e diminuem a queda dos fios
Onde encontrar: Gérmen de trigo, gema de ovo, abacate

2 – Nutriente: B-Glucana (fibras)
Ação: Diminui oleosidade e melhora a hidratação
Onde encontrar: Aveia, feijão-branco, grãos de trigo, grão-de-bico

PROTEÇÃO CONTRA O CÂNCER DE PELE

1 – Nutriente: Polifenóis
Ação: Previnem o envelhecimento precoce e protegem a integridade das estruturas da pele
Onde encontrar: Chá-verde, brócolis, repolho e couve-flor

2 – Nutriente: Sulaforano
Ação: Ajuda a eliminar substâncias nocivas à integridade celular
 Onde encontrar: Brócolis, repolho e couve-flor

PARA MELHORAR O ASPECTO DA APARÊNCIA DE MODE GERAL

1 – Nutriente: Ômega 3
Ação: Anti-inflamatória. Também ajuda no tratamento da acne e dermatites
Onde encontrar: Atum, salmão, sardinha, arenque

2 – Nutriente: NuBeta Sitosterol e Ômega 9
Ação: Anti-inflamatória, auxilia na regeneração e melhora a hidratação
Onde encontrar: Abacate e azeite de oliva

 

Esclerodermia – Doença que enrijece a pele e afeta órgãos internos é pouco conhecida

Doença que enrijece a pele e afeta órgãos internos é pouco conhecida
Esclerodermia é condição pouco compreendida mesmo pelos médicos.
Na forma sistêmica da enfermidade, esôfago é afetado em 90% dos casos.

A esclerodermia, doença autoimune capaz de trazer sérias complicações à pele e a órgãos como esôfago e pulmões, ainda é desconhecida de grande parte dos profissionais de saúde no Brasil. Com diagnóstico difícil e, no máximo, 300 casos por milhão no mundo, portadores da doença no país reclamam da dificuldade para explicar e tratar a patologia, na qual o sistema de defesa do organismo ataca as próprias estruturas do corpo.

A doença ganhou destaque na imprensa em novembro por conta do caso de Susan Johnson, britânica de 61 anos com uma pele “similar” a de uma pessoa com 40, uma consequência do excesso de colágeno produzido pelo corpo. A substância é uma proteína capaz de revitalizar a pele, mas em doses excessivas causa espessamento e endurecimento, dificultando o movimento de mãos, boca e pálpebras.

“Há um estímulo para que os fibroblastos, células que produzem colágeno, façam uma megaprodução. O colágeno fica muito proliferado. As fibras ficam uma em cima da outra, se acumulam e vão deixando a pele dura”, explica Percival Sampaio-Barros, médico reumatologista da Universidade de São Paulo (USP). O especialista é chefe do Ambulatório de Esclerodermia da universidade e presidente da Comissão de Esclerose Sistêmica da Sociedade Brasileira de Reumatologia.

O aspecto jovem da pele acontece pelo enrijecimento causado pelas fibras colágenas, mas isso não traz alegria aos seus portadores, que certamente prefeririam ficar com algumas rugas e flacidez, mas sem os outros transtornos trazidos pela doença”

Aldo Toschi, conselheiro da Sociedade Brasileira de Dermatologia

Mas a pele só é a única afetada na versão menos agressiva da doença, a esclerodermia localizada. Nela, os órgãos internos não são acometidos. Existe também a esclerose sistêmica, na qual estruturas como esôfago, estômago, rins, coração e pulmões podem ter o seu funcionamento prejudicado, abrindo espaço para uma série de sintomas paralelos. Ambas não são contagiosas e não há indicações de que sejam hereditárias.

unto com a grande produção de colágeno, a doença é causada por alterações no sistema de circulação do corpo, com vasos mais constritos e com a atuação irregular dos linfócitos no corpo.
A causa para a esclerodermia não é conhecida, mas quando os médicos conseguem identificar a doença a tempo, é possível controlar os sintomas. Até dois terços dos pacientes conseguem levar vidas relativamente tranquilas, mantendo suas atividades e trabalhando.

Foi o caso de Rosângela Castro, 54 anos, moradora de Petrópolis (RJ) até 2009. Comerciante, é portadora de esclerose sistêmica. Após passar pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 1994 por causa de uma falta de ar intensa, com febre e dores nas costas, ela foi atendida por uma médica que, durante uma conversa, notou manchas na pele da paciente.

“Estava brilhante, havia manchas vermelhas na face. E o contato com o frio deixava minhas mãos roxas”, conta Rosângela. “A médica pediu um exame de autoanticorpos e a doença foi diagnosticada.” Neste ano, com a piora das dores nas articulações e o avanço da doença, a comerciante se viu obrigada a ficar em casa.

“Até então, eu ia empurrando com a barriga. Tinha crises de hipertensão por causa da medicação para controlar a doença, dores nas articulações. Há gente que tem úlceras digitais, como consequência do fenômeno de Raynaud. Eu tenho a síndrome, mas nunca tive as dores”, explica Rosângela.

Estava brilhante [a pele], havia manchas vermelhas na face.
Fora o contato com o frio, que deixava minhas mãos roxas”

Rosângela Castro, 54 anos, contando como descobriu ser portadora de esclerose sistêmica

O frio de Raynaud

Pacientes com esclerose sistêmica normalmente convivem com o fenômeno de Raynaud, constante nos casos de esclerose sistêmica e esclerodermia localizada. A síndrome causa a constrição de vasos sanguíneos a cada estímulo frio. Durante o inverno, os pacientes precisam redobrar a atenção para proteger as extremidades do corpo, que em alguns casos chegam a apresentar ulcerações. Pode ser preciso, em casos mais graves, recorrer a amputações.

“O vaso sanguíneo em si não chega a entupir, mas sim o leito para passagem de sangue. É um fenômeno muito comum, pode ocorrer em 2% a 5% das mulheres jovens, mas só 1% desse grupo vai evoluir para uma doença autoimune como a esclerose sistêmica. Em homem também é raro”, afirma Percival. “Mas é a manifestação mais dolorosa da esclerodermia, os pacientes reclamam bastante.”

A família de Ana Veríssimo Florezi conhece bem os incômodos causados pela enfermidade. A filha da moradora de São João da Boa Vista (SP), Ana Paula, de 28 anos, sofre de esclerose sistêmica desde 1999. “Ao voltar do colégio, ela ficava muito cansada ao caminhar. Conforme o tempo foi passando, as mãos dela começaram a ficar roxas, com manchas”, conta a mãe.

“Ninguém descobriu o que era aqui na minha cidade, passei com minha filha por vários médicos. Uns falavam que era depressão, outros falavam que era coluna. Até que o único reumatologista que a gente tinha aqui afirmou que era lúpus [outra doença autoimune]”, conta Ana Veríssimo.

Cinco anos se passaram desde o diagnóstico errado. Ana Paula começou o tratamento correto só em 2004. A mãe coordena rigorosamente o cronograma de remédios a serem tomados. “Ela toma Imuran [imunossupressor], calcort [cortisona], tramal [analgésico], peridal [para o estômago], sildenafril [composto presente no Viagra, para circulação], trental [pentoxifilina]. Ela ainda usa lágrimas artificiais, aplicadas a cada duas horas, pois os olhos ficam secos”, elenca Ana Veríssimo.

“Sempre comprei todos os remédios, contando com ajuda de meus amigos. Há um ano, entrei com um mandado de segurança para obter a medicação, é um direito que ela tem, mas na prática, até eu conseguir os remédios demora muito. Já chegamos a ficar dois meses sem receber a medicação. Durante esse tempo, como minha filha não pode ficar sem, deixei de pagar minhas contas para comprar o que ela precisava”, lamenta a mãe.

Muito além da “dermia”

O órgão afetado com maior frequência na forma sistêmica da doença é o esôfago (90% dos casos). A estrutura liga a boca ao estômago, sendo responsável pelo transporte de comida. Para isso, conta com movimentos conhecidos como peristálticos. “Quem tem esclerodermia possui disfagia, que é uma dificuldade para engolir”, diz Percival.

Ninguém descobriu o que era aqui na minha cidade, passei com minha filha por vários médicos. Uns falavam que era depressão, outros falavam que era coluna.
Até que o único reumatologista que a gente tinha aqui afirmou
que era lúpus”

Ana Veríssimo Florezi, sobre a dificuldade para identificar a doença da filha no interior paulista

Os pulmões também são acometidos com regularidade (40% a 50% dos casos). “Há uma falta de ar progressiva, o paciente passa a ter o órgão endurecido – é a fibrose pulmonar. Além disso, existe o problema da hipertensão, causada pelo acometimento da artéria pulmonar. É necessária uma maior pressão para bombear o sangue nos pulmões”, explica o médico.

Complicações também podem surgir no estômago (lentidão na digestão), intestino (diarreias, prisões de ventre), rins (insuficiência renal aguda) e coração (insuficiência cardíaca, inflamação nas membranas que recobrem o órgão e arritmias), cada uma em menos de 15% dos casos.
Quanto ao rosto, é comum que os pacientes pareçam ter a pele esticada, com diminuição dos lábios e da boca e o afilamento do nariz. “Os pacientes relatam que estão com uma espécie de ‘máscara’ na cara, com a pele endurecida”, diz Percival. Por fim, as mãos também sofrem com a rigidez do órgão, ficando em forma de garra, com movimento reduzido.

Dermatologia com reumatologia

Na modalidade localizada, a esclerodermia se manifesta apenas na pele, deixando o órgão mais espesso. Essa é uma consequência da produção exagerada de colágeno. Apesar de aparecer em cremes de rejuvenescimento, no caso dos esclerodérmicos, a dose extra da substância não traz bem nenhum.

“O aspecto jovem da pele acontece pelo enrijecimento causado pelas fibras colágenas, mas isso não traz alegria aos seus portadores, que certamente prefeririam ficar com algumas rugas e flacidez, mas sem os outros transtornos trazidos pela doença”, diz Aldo Toschi, conselheiro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Os transtornos são confirmados por Fernanda Savarege, portadora de esclerodermia localizada há cinco anos. “Começou na minha coxa. O primeiro médico a que fui disse que era mancha de sol e passou um clareador à base de ácido”, explica. “Foi difícil no início, pois na internet há umas fotos horríveis. Pesquisei um pouco para tentar entender. É uma doença que varia muito de pessoa para pessoa. Quanto aos médicos também foi complicado, fui a cinco dermatologistas e a dois reumatologistas.”

Como muitos pacientes são normalmente encaminhados a dermatologistas, especialistas dessa área precisam trabalhar em parceria com reumatologistas para os casos mais severos. “Os dermatologistas, normalmente, fazem o diagnóstico e trabalham com as formas localizadas segmentares, mas é preciso trabalhar em conjunto para os pacientes que apresentam manifestações em todo o corpo”, explica Aldo.

Divulgação e prevalência

A luta dos portadores da doença resultou na criação da Associação Brasileira de Pacientes com Esclerose Sistêmica (Abrapes), fundada por Percival para divulgação e para promover ações que melhorem a condição dos pacientes. Há também uma comunidade na rede social Orkut que conta com 700 membros. Nela há informações sobre sintomas e relatos.

Têm ocorrido, recentemente, iniciativas de esclarecimento sobre a doença, no Brasil e no exterior. O primeiro congresso mundial sobre esclerose sistêmica aconteceu em 2009 e foi realizado na cidade de Florença, na Itália. O próximo deverá ser realizado em 2012, em Madri, capital espanhola.

Sobre a falta de conhecimento, Percival Sampaio-Barros acredita que o preparo está mudando. “Há vinte anos, quando comecei, havia poucos profissionais na área. É um paciente difícil, que exige acompanhamento, o tratamento é específico para cada órgão, há um número pequeno de profissionais interessados”, explica o médico. “No Brasil, a melhora no diagnóstico tem trazido resultados recentes, com os pacientes podendo ter os sintomas controlados antes.”
Não há estudo sobre a prevalência da doença no Brasil. “É possível dizer que vem aumentando. No momento em que surgem novas modalidades terapêuticas, é importante que se diagnostique o paciente o mais rápido possível: exame de autoanticorpos ou pela capilaroscopia periungueal, para pacientes que ainda não tiveram a pele espessada”, diz Percival.

Fonte G1

Acesso a informações na internet cria o cybercondríaco: distúrbios de ansiedade por excesso de informação equivocada na rede.

Alba Prizão, 27, desenvolveu distúrbios de ansiedade por causa do excesso de informação equivocada na rede.

Dor de cabeça ou tumor? Um sintoma cabe em muitas doenças e a confusão é comum, em tempos de doutor Google. Muita gente prefere “ele” à consulta médica, na busca da causa do mal-estar.

A hipocondria digital é um mal contemporâneo batizado de cybercondria. O fenômeno preocupa os médicos, porque além de causar autodiagnóstico e automedicação, pode evoluir para ansiedade e síndrome do pânico.

De acordo com pesquisas internas do Google, 61% dos americanos adultos buscam informações de saúde. A grande oferta de sites especializados colabora para a autossugestão.

Um exemplo é o site americano de informações de saúde WebMD, que disponibiliza uma animação do corpo humano para o autodiagnóstico. O usuário clica na região onde tem dor e ele abre uma tabela com sintomas que corresponderiam à determinada área e à doença relacionada.

A cybercondria, em diferentes graus, já aparece no cotidiano dos profissionais.”Os pacientes já chegam ao consultório com informações da internet e ainda fazem buscas após a consulta”, afirma Paulo Olzon, clínico-geral da Unifesp.

O médico alerta os desavisados que determinado sintoma pode ser comum a dezenas de doenças e destaca a importância da relação de confiança entre médicos e pacientes. “Na hora que a pessoa fica sem referência, vai buscar por conta própria e acaba se atrapalhando.”

FALSOS SINTOMAS

Aconteceu com a administradora de empresas Alba Prizão, 27. Ela desenvolveu distúrbios de ansiedade por causa, em grande parte, do excesso de informação equivocada na rede.

Alba começou as loucas buscas por sintomas e doenças depois que teve uma reação alérgica provocada por uma taça de vinho tinto. Ela conta: “Fui à farmácia, o farmacêutico disse para eu ir ao hospital tratar a reação. Falou que alergia pode evoluir para choque anafilático, mas que não era meu caso”.

No pronto-socorro, a administradora foi diagnosticada com alergia e medicada, mas não chegou a ir a um médico. Começou a pesquisar sobre choque anafilático no computador e descobriu que era um problema sério.

Depois disso, foi parar no hospital diversas vezes com sintomas da reação alérgica. “Tinha sempre os mesmos: taquicardia, garganta fechando e tremedeira.”

O psicoterapeuta e professor da PUC-SP Antonio Carlos Pereira explica que o corpo reage a situações criadas pelo cérebro: toda a fisiologia pode ser afetada por ideias, daí o risco de conclusões sobre doenças baseadas no dr. Google. Isso posto, ele defende o direito do paciente buscar na rede o significado do jargão usado pelo médico.

Alba deixou de usar xampu, desodorante e sabonete na época, por medo. “Tirei todas as conclusões pela internet, fuçava tudo.”

Na última ida da moça ao pronto-socorro, uma médica disse que ele deveria consultar um psiquiatra, pois seu problema era psicológico. Alba foi diagnosticada com ataques de ansiedade.

O supervisor do programa de ansiedade do Instituto de Psiquiatria da USP Luiz Vicente de Mello explica que o medo desencadeia as histaminas, substâncias que nos defendem dos corpos estranhos que nos atacam. “Há relação entre o sistema de alergia e o de emoção. Quem é muito tenso desenvolve sintomas físicos, somáticos.”

Hoje, os ataques de Alba cessaram e ela frequenta o especialista uma vez por semana. As buscas na rede diminuíram, mas o fácil acesso ainda lhe parece tentador. “Meus pais e meu médico me proibiram de entrar na internet para procurar doença. Tento não fuçar muito, mas ainda olho”, entrega.

Mello afirma que as pesquisas on-line devem ser criteriosas. “Sites confiáveis, ligados a faculdades, ajudam a esclarecer. Já os alternativos podem fornecer informações errôneas e quem não conhece os termos técnicos pode confundir uma doença com outra e transformá-la em preocupação excessiva.”

No Brasil, 10% a 15% da população sofre de ansiedade, segundo dados do Instituto de Psiquiatria da USP, enquanto apenas 2% a 4% são hipocondríacos.

Mas o interesse dos pacientes que sofrem desses dois distúrbios é o mesmo: descobrir se têm determinada doença. A ansiedade é tratada com antidepressivos e psicoterapia, enquanto a hipocondria, com terapia cognitiva comportamental.

A consulta médica deve ser soberana, de acordo com o supervisor do instituto. “O paciente não pode procurar nada sem avaliação clínica médica, senão é induzido a comprar remédios que podem fazer mal e ocultar uma doença mais grave.”

Fonte Folha

Transtorno bipolar virou diagnóstico ‘desejável’ na Grã-Bretanha, alertam psiquiatras

Uma dupla de psiquiatras britânicos alertou para um novo fenômeno: o fato de que muitas pessoas estão se autodiagnosticando com transtorno bipolar ou pedindo para que médicos façam esse diagnóstico.

Segundo os psiquiatras Diana Chan e Lester Sireling, do hospital St. Ann, em Londres, o fenômeno se deve ao aumento da conscientização pública em relação à condição e ao fato de que várias celebridades no país estão falando abertamente sobre serem bipolares.

Isso, segundo eles, tem feito com que o transtorno seja mais aceitável e tenha menos estigma.

Os psiquiatras disseram ainda que os pacientes podem ainda estar buscando um status social mais alto, já que a condição costuma ser associada a pessoas criativas como o ator britânico Stephen Fry, que vem discutindo abertamente seu diagnóstico.

Desde que o ator veio a público para falar sobre sua condição, psiquiatras britânicos vem recebendo mais pacientes que dizem ser bipolares, segundo Chan.

Desafios

“Uma pessoa que veio a nós tendo se diagnosticado como bipolar havia sido tratada antes com depressão”, disse. “Ela também estava usando álcool e drogas ilícitas para controlar suas ‘variações de humor’ e havia relatado comportamento vergonhoso e instável”, disse a psiquiatra.

A paciente acabou sendo diagnosticada com o transtorno bipolar.

Segundo a psiquiatra, ser bipolar virou um diagnóstico visto como desejável, o que deve aumentar ainda mais o número de pessoas chegando ao consultório com este autodiagnóstico.

Isso traz uma série de desafios aos médicos.

“É importante que os psiquiatras façam esse diagnóstico quando válido”, disse Chan. “Mas, por outro lado é igualmente essencial ajudar as pessoas que desejam esse diagnóstico a entender que ter ‘variações de humor’ e comportamentos caóticos ou instáveis não significa necessariamente que estejam sofrendo de transtorno bipolar.”

O transtorno bipolar é uma condição mental que se manifesta com episódios de instabilidade de humor, alternando entre o “alto” (comportamento maníaco) e o “baixo” (depressão).

A condição pode atrapalhar os relacionamentos, trabalho e interações sociais dos pacientes.

Fonte BBC Brasil

Diminuir de peso – Dietas estranhas – Médicos criticam dietas “bizarras” para emagrecer


Para especialistas, só alimentação saudável e atividade física fazem efeito.
Existe dieta até que promete prevenir sintomas da tensão pré-menstrual.

Médicos endocrinologias e especialistas em glândulas ouvidos pelo Fantástico criticaram dietas “bizarras” que as pessoas fazem para emagrecer. As mais variadas dietas estranhas, no entanto, não ajudam a emagrecer com saúde, garantem os especialistas.

Entre as dietas mais estranha existe uma até que promete prevenir os sintomas da tensão pré-menstrual (TPM) e evitar que a mulher coma demais. “De todas as dietas que eu fiz a que eu mais gostei foi a da TPM (…) vai ser montado um cardápio de alimentos que vão prevenir os sintomas da TPM e ele funcionam muito bem, eu perdi peso e ganhei felicidade e tranqüilidade”, conta a dona de casa Liz Polania.

A estudante Adriana Sandoval, por sua vez conta que já fez muitas dietas. “Já fiz dieta do chá, dieta da bolacha de água e sal, dieta das frutas, dieta do nada, que não come nada, vive de água, de luz”.

Leonardo Fae diz que já fez uma dieta em que ingeria limão em jejum. Ele diz ter perdido sete quilos com este regime. “Fiz a dieta do limão (…) Tu inicia com um limão em jejum puro e vai até dez, quando dá dez você começa a retornar”. Adriana diz que também fez essa dieta e só conseguiu “uma gastrite crônica” como resultado.

Médicos criticam a prática das dietas bizarras. João Alberto Ferreira Mattos destaca a possibilidade de uma gastrite com a dieta do limão. “Não funciona. E a vida inteira chupando limão? Quando as pessoas acordam de mau humor, aquelas pessoas mal humoradas, o que foi, chupou limão hoje cedo?”, brinca.

Para a médica Zuleika Halpern, a mais absurda é a dieta em que as pessoas dizem se “alimentar de luz”. “Para mim, a mais absurda de todas é aquela que as pessoas se alimentam de luz. Tudo tem um limite na vida”.

Fazer dieta mastigando trinta e duas vezes cada porção de comida também não funciona, segundo os médicos. “Essa é uma das dietas da lista das esdrúxulas. Você calcula e depois da quinta garfada quem está em volta levanta e vai embora”, diz Mattos.

[adrotate banner=”2″]No cardápio das dietas bizarras existem ainda as que determinam que só se pode comer papinha de neném ou as que fazer um cardápio de acordo com o tipo sanguíneo. Existe até dieta espiritual que promete emagrecer com receitas do “além”.

Para o médico Pedrinolla, é possível brincar até de criar uma “receita mágica” para os chocólatras. “A gente pode inventar aqui rapidamente a dieta do bombom(…) A pessoa vai emagrecer se ela comer só cinco bombons por dia e água, por exemplo”.

Os médicos destacam que para emagrecer não há outro jeito além de escolher alimentos de modo saudável e fazer atividades físicas. Pedrinolla destaca que nem é preciso fazer atividades físicas em grande quantidade, mas sim com frequência. “Sobre atividade física, a má notícia é que tem que fazer, a boa é que não precisa fazer tanto, mas tem que ter regularidade”. Ele destaca que o emagrecimento acontece quando a quantidade de calorias gastas é superior às ingeridas.

A médica Zuleika destaca a atenção à quantidade que se deve comer de cada alimento. “Não dá para comer tudo o que gosta todo dia, a quantidade que quer, a hora que quer, então tem que ter uma certa disciplina até pra comer”. Ela ressalta que se o regime não for equilibrado a pessoa pode voltar a comer até mais do que antes quando abandonar a dieta.

Fonte G1

Todos os bronzeadores são prejudiciais à saúde, afirma dermatologista

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Eles potencializam o efeito dos raios nocivos do sol; alternativa aconselhada pelos médicos é o autobronzeador

Tomar sol faz mal. E usar bronzeador faz mais mal ainda. Os médicos estão de acordo: o autobronzeador é a maneira mais segura – e saudável – de conquistar uma cor dourada e bonita.

Segundo a dermatologista Carla Bortoloto, todos os bronzeadores comuns (sem ser autobronzeadores) que existem no mercado tem como função acelerar o processo de bronzeamento apenas com a ajuda da penetração dos raios solares na pele. E, como você já sabe, os raios UVA e UVB são altamente cancerígenos. Eis o motivo pelo qual os médicos totalmente contra-indicam o bronzeador.

Também é proibido pelos dermatologistas o uso do bronzeador após o protetor solar.
– O protetor solar deve ser usado acima de qualquer creme utilizado, para causar sua principal função, a de proteger a pele. Se o bronzeador for usado após o fotoprotetor, este perderá sua função e a pele ficara exposta aos raios solares.

Recentemente foi lançado no mercado alguns cremes que combinam o efeito protetor com o bronzeador, tudo em um só produto. De acordo com Carla, todo o protetor solar que promete acelerar o bronzeado ao mesmo tempo é perigoso, pois sua a ação é igual ao de um bronzeador comum, age para causar um aceleramento no bronzeado durante a exposição solar.
– O melhor é não usar nenhum tipo de bronzeador.

O fator de proteção solar adequado e estipulado pelos médicos é o fator 30.
– Mas o mais importante não é tanto o fator de proteção, mas sim, o uso contínuo dele a cada duas horas. Além disso, deve-se evitar se expor ao sol no período entre às 10h e às 15h, que é quando existe maior radiação do raio ultravioleta B, que é o mais prejudicial à saúde da pele.

Fonte R7