• Já parou para se perguntar por que os remédios têm várias formas de apresentação? Entenda, logo abaixo, quais as principais diferenças entre comprimidos, drágeas e cápsulas.

    Comprimidos
    Mistura do princípio ativo em pó com substâncias que dão liga, como o amido ou a goma arábica. Eles são compactados até ficarem uniformes.

    Drágeas
    Bem similares aos comprimidos. A diferença está numa película externa, que impede a degradação dos seus compostos.

    Cápsulas
    Revestidas de um material gelatinoso para proteger o conteúdo interno e facilitar a deglutição. Podem ser sólidas ou líquidas.

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  • foto-imagem-canabidiol

    O Conselho Federal de Medicina autorizou o uso do canabidiol – composto da maconha – no tratamento de crianças e adolescentes que sejam resistentes aos tratamentos convencionais. A prescrição é restrita a neurologistas, neurocirurgiões e psiquiatras. A resolução que regulamenta a medida foi encaminhada nesta quinta-feira (11) para o Diário Oficial da União, para publicação.

    Segundo a entidade, os médicos autorizados a prescrever a substância deverão ser previamente cadastrados em uma plataforma online. Já os pacientes serão acompanhados por meio de relatórios frequentes feitos pelos profissionais.

    Pela norma, pacientes ou os responsáveis legais deverão ser informados sobre os riscos e benefícios do uso do canabidiol e, então, assinar o termo de consentimento. Além disso, a decisão do conselho deverá ser revista no prazo de dois anos.

    O canabidiol deve ser prescrito a pacientes de epilepsia ou que sofram de convulsões que não tiveram melhoras no quadro clínico após passar por tratamentos convencionais.

    De acordo com o conselho, o uso da substância deve ser restrito a crianças e adolescentes menores de 18 anos – mas quem eventualmente use o medicamento antes dessa idade pode continuar o tratamento mesmo após ficar maior de idade.

    As doses variam de 2,5 miligramas diários por quilo de peso do paciente a até 25 miligramas, dependendo do caso. A estimativa do conselho é que o limite diário total fique entre 200 miligramas e 300 miligramas por paciente.

    O conselho disse ter avaliado 120 casos para reconhecer o benefício do uso da substância. Ainda assim, a decisão do conselho foi vista com reserva pelo bancário de Brasília Norberto Fischer, pai de Anny, de 6 anos, portadora da rara síndrome CDKL5, doença genética que provoca deficiência neurológica grave e grande quantidade de convulsões. Fischer teve de recorrer à Justiça para poder ministrar a substância à filha.

    “É um avanço diante do que a gente tinha, mas um atraso perto do que poderia ser”, afirmou. Ele se disse contrário à restrição de uso apenas para crianças e adolescentes, à indicação feita por apenas algumas especialidades médicas e ao tratamento com a substância apenas como “último recurso”.

    “Eu tenho de dar à minha filha um remédio que causa cegueira e atrasos psicomotores e aí sim, se nada der certo, eu posso usar o canabidiol?”, questionou, referindo-se a efeitos colaterais de medicamentos tradicionalmente usados no tratamento de epilepsia e convulsões.

    Proibição

    A regra aprovada pelo conselho veda a prescrição da cannabis in natura para uso medicinal, assim como todos os outros derivados além do canabidiol. A Anvisa é a responsável por avaliar o grau de pureza do composto.

    O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) já havia regulamentado a prescrição do canabidiol por médicos do estado. Resolução publicada pela entidade em outubro autorizava médicos a prescreverem o canabidiol para tratamento de epilepsias mioclônicas graves em crianças que não responderam aos tratamentos convencionais.

    Apesar de os médicos passarem a poder receitar o canabidiol, a substância continua classificada pela Anvisa como de uso proscrito. Isso significa que os medicamentos só podem ser importados com uma autorização especial concedida pelo diretor da agência.

    Pacientes têm de apresentar prescrição médica e uma série de documentos e o pedido leva, em média, uma semana para ser avaliado pela agência.

    A Anvisa estuda atualmente mudar o processo de importação de medicamentos à base de canabidiol, retirando-o da lista de substâncias de uso proscrito e o reclassificando como substâncias de controle especial (comercializado com receita médica de duas vias).

    Até 3 de dezembro, a Anvisa já tinha recebido 297 pedidos de importação de canabidiol, dos quais 238 já tinham sido autorizados, 17 agardavam o cumprimento de exigências pelos interessados e 34 estavam em análise pela área técnica. Saiba mais sobre a substância:

    O que é o canabidiol (CBD)?
    É uma substância química encontrada na maconha que, segundo estudos científicos, tem utilidade médica para tratar diversas doenças, entre elas, neurológicas. Medicamentos comercializados no exterior já utilizam a substância da Cannabis sativa.

    Para quais tipos de tratamento é usado?
    O canabidiol pode ser usado para alívio de crises epilépticas, esclerose múltipla, câncer e dores neuropáticas (associadas a doenças que afetam o sistema nervoso central).

    Como se compra o medicamento?
    Segundo a Anvisa, o canabidiol está inserido na lista de substâncias uso proscrito no Brasil, chamada de F2, por ser derivado da Cannabis sativa, nome científico da maconha.

    Interessados em importar remédios com a droga têm que apresentar prescrição médica e uma lista de documentos para a Anvisa, que serão avaliados pelo diretor da agência. Ele dará uma autorização especial, que demora, em média, uma semana para ser liberada.

    Como poderá ser a compra no futuro?
    A proposta da agência é que o canabidiol seja reclassificado para a relação de outras substâncias sujeitas a controle especial, chamada de C1. Caso a Diretoria Colegiada da Anvisa aprove, o canabidiol poderá ser importado ou encomendado de qualquer parte do mundo, desde que o comprador tenha em mãos uma receita médica em duas vias.

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  • foto-imagem-câncer-de-mama

    Cientistas britânicos descobriram uma forma de diagnosticar sete tipos diferentes de câncer de mama, o que permitirá tratamentos mais eficazes e personalizados, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (30) pela revista British Medical Journal (BMJ).

    A prova, que estará disponível dentro de dois anos, permite a identificação de dez proteínas chave em células de tumor de mama das quais até agora só duas foram identificadas, o receptor de estrogênio (ER), que o tumor ser sensível aos hormônios e o HER2.

    A pesquisa, realizada por uma equipe dirigida por Andy Green, da Universidade inglesa de Nottingham, confirma que as diferentes combinações e níveis destas proteínas configuram os sete tipos de câncer de mama. Depois disso, os cientistas buscaram sinais de cada classe de câncer em 1.703 amostras tumorais procedentes de um banco de tecidos e encontraram que 93% das amostras analisadas correspondiam com alguma dessas sete classes identificadas, enquanto 7% do restante foi mais difícil de classificar.

    Este novo diagnóstico evitará a aplicação de tratamentos desnecessários ou inadequados aos pacientes e espera-se que aumente os níveis de sobrevivência pois, segundo os cientistas, cada tipo de câncer tem um impacto diferente nos índices de superação da doença.

    Green, o chefe da pesquisa, explicou que conforme aumentam as opções de tratamento para os doentes de câncer, a escolha do mais adequado para cada paciente é mais complexa. Este estudo, financiado por uma comunidade de cientistas contra o câncer de mama, representa um passo para tornar realidade “o santo graal da medicina personalizada”.

    Segundo a diretora-executiva, Delyth Morgan, ele oferece esperança a 50 mil mulheres diagnosticadas de câncer de mama no Reino Unido cada ano.

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  • foto-imagem-obesidade

    As bactérias estudadas fazem parte de um grupo de milhares de tipos de micróbios que afetam nossa saúde.

    Uma experiência em laboratório revelou que camundongos engordavam ao receberem bactérias do aparelho digestivo de pessoas obesas.

    O inverso também foi comprovado: ao receberem bactérias de pessoas magras, as cobaias engordaram menos.

    A descoberta feita nos Estados Unidos foi divulgada na prestigiada revista especializada Science.

    Gêmeos
    Os pesquisadores da Escola de Medicina da Washington University in St. Louis, no Estado americano do Missouri, retiraram bactérias do aparelho digestivo de pessoas gêmeas com uma característica peculiar: um era gordo e outro era magro.

    As cobaias que receberam a bactéria do gêmeo obeso ganharam peso e acumularam mais gordura do que aquelas que receberam a bactéria do gêmeo magro.

    Os cientistas utilizaram apenas camundongos que foram criados em ambientes estéreis, garantindo a ausência de qualquer bactéria intestinal antes do estudo.

    Fezes, fibra e gordura
    Um desdobramento interessante ocorreu quando dois camundongos que receberam tipos diferentes de bactérias foram colocados no mesmo ambiente. Nesse caso, os dois permaneceram magros.

    Como as cobaias comem as fezes umas das outras, os animais que receberam, no princípio, a bactéria do gêmeo obeso, acabaram adquirindo a bactéria do gêmeo magro por meio de suas fezes, o que os ajudou a permanecer saudáveis.

    Isso ocorreu, porém, apenas quando os dois camundongos recebiam uma dieta com pouca gordura e muita fibra. Quando submetidos a uma dieta rica em gorduras e pobre em fibras, os dois ganharam peso.

    O estudo encontrou diferenças no modo como os dois tipos de bactéria – a do gêmeo magro e a do gêmeo obeso – agiram ao digerir fibra e gordura.

    De modo geral, as bactérias intestinais do gêmeo magro se saíram melhor ao digerir fibras, levando ao surgimento de ácidos graxos.

    Isso significa uma produção maior de energia no processo, com substâncias químicas prevenindo o depósito de gordura adiposa e, ao mesmo tempo, aumentando a quantidade de energia gasta.

    Entretanto, a dieta também foi importante para criar as condições ideais para que a bactéria do gêmeo magro pudesse se proliferar.

    Por isso, cientistas acreditam que uma terapia de emagrecimento utilizando bactérias intestinais não funcionaria caso o paciente seguisse uma dieta rica em gordura.

    Terapia em humanos
    Um dos cientistas responsáveis pela pesquisa, Jeffrey Gordon, ressaltou a influência das bactérias do aparelho digestivo na dieta das pessoas.

    “Nós não jantamos sozinhos, nós jantamos com trilhões de amigos – nós temos que considerar os micróbios que vivem em nosso intestino”, disse.

    Apesar disso, especialistas não acreditam que o transplante de milhares de bactérias de pessoas magras venha a ser uma terapia de emagrecimento viável, devido ao risco de se transportar doenças no processo.

    Seria mais provável o transplante de um grupo exato de bactérias que favoreçam o controle de peso – e o uso de alimentos que favoreçam sua proliferação no intestino.

    Gordon afirma que o próximo passo seria o de “tentar determinar o quão generalizados são os efeitos destas bactérias e que alimentos podem favorecer suas atividades no organismo”.

    Ele ainda ressalta que devemos “dar um passo à frente e passar a considerar os alimentos em face dos micróbios que vivem dentro do nosso intestino”.

    Ao comentar a pesquisa, Julian Parkhill, do Welcome Trust Sanger Institute (um importante centro de estudo do genoma humano na Inglaterra), disse esperar um futuro em que a “prescrição” de bactérias para tratar a obesidade seja comum.

    “Existe muito trabalho a ser feito, mas isto [o estudo nos EUA] é uma prova de que as bactérias podem controlar a obesidade em adultos”, afirma.

    Ele ainda pondera: “Esta é um área muito promissora, mas precisamos ser cautelosos ao promover isso como uma cura para tudo”.

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  • Um pesquisador da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres (London School of Hygiene and Tropical Medicine) está testando um novo aplicativo que transforma celulares em uma espécie de consultório de oftalmologia de bolso.

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    Andrew Bastawrous está testando o aplicativo Peek (Portable Eye Examination Kit, ou kit portátil de exame de olhos, em tradução livre) em 5 mil pessoas no Quênia.

    O aplicativo usa a câmera do celular para examinar os olhos e detectar a catarata. Além disso, uma letra que aparece na tela e vai diminuindo de tamanho é usada no exame básico de visão – que detecta, por exemplo, a necessidade de óculos.

    E, com o aplicativo, a luz do flash da câmera do celular é usada para iluminar o fundo do olho, a retina, para tentar detectar mais doenças.

    As informações do paciente ficam no celular, o lugar exato onde ele está é também gravado usando o GPS do aparelho e os resultados podem ser enviados por e-mail a médicos.

    Bastawrous criou esta solução pois, até mesmo nos países mais pobres, é possível encontrar oftalmologistas nas cidades maiores. Mas, encontrar os pacientes em locais mais afastados é um problema.

    “Os pacientes que mais precisam (do atendimento oftalmológico) nunca vão conseguir chegar a um hospital, pois eles estão além do fim da estrada, eles não têm renda para o transporte, então precisávamos de um jeito para encontrá-los”, afirmou.

    Segundo a Organização Mundial de Saúde 285 milhões de pessoas são cegas ou portadoras de deficiência visual.

    Mas, de acordo com a organização, o tratamento destes problemas frequentemente é simples: óculos ou cirurgia podem transformar a visão de uma pessoa.

    Acredita-se que quatro a cada cinco casos podem ser evitados ou curados.

    Custos e curas
    O telefone é relativamente barato, custando cerca de 300 libras (mais de R$ 1.070) em comparação com o grande equipamento de exame oftalmológico que pode custar até 100 mil libras (quase R$ 358 mil).

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    As imagens que o aplicativo capturou durante os testes em Nakuru, no Quênia, estão sendo enviadas para o Hospital Oftalmológico de Moorfield, em Londres.

    Estas imagens estão sendo comparadas com as feitas em um aparelho tradicional de exames, que foi transportado pela região em uma camionete.

    O estudo ainda não está completo, mas a equipe de pesquisadores afirma que os primeiros resultados são animadores e mil pessoas já receberam algum tipo de tratamento até agora.

    Entre os pacientes beneficiados está Mirriam Waithara, que vive em uma área pobre e remota do Quênia onde não há médicos para diagnosticar a catarata que quase a cegou.

    Mas, depois de passar pelos exames com o Peek, Mirriam fez a operação para remover a catarata e agora pode enxergar novamente.

    “O que esperamos é que (o aplicativo) forneça cuidados para os olhos para aqueles que são os mais pobres entre os pobres”, disse Bastawrous.

    “Muitos hospitais fazem a cirurgia de catarata, que é a causa mais comum de cegueira, mas a verdade é que levar o paciente para os hospitais é um problema.”

    “O que podemos fazer usando isto é permitir que técnicos cheguem aos pacientes, às suas casas, os examinem lá e os diagnostiquem”, afirmou o pesquisador.

    Sem treinamento
    Mesmo sem ter sido concluída, a pesquisa já está gerando elogios.

    Peter Ackland, da Agência Internacional para Prevenção da Cegueira, afirmou que o aplicativo tem potencial para ser “decisivo” na luta contra doenças que afetam a visão.

    “Se você é alguém que sustenta uma família e você não consegue enxergar, então você não consegue trabalhar e a família entra em crise”, afirmou.

    “No momento, nós simplesmente não temos funcionários treinados em saúde dos olhos para levar estes serviços para as comunidades mais pobres. Esta ferramenta vai permitir fazer isto com pessoas relativamente sem treinamento”, acrescentou.

    Ackland acredita que a África e o norte da Índia serão as regiões que devem se beneficiar mais com o novo aplicativo, pois os oftalmologistas e técnicos destas regiões estão operando com cerca de 30% a 40% de sua capacidade.

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  • foto-imagem-gargantaAr seco e variações de temperatura anunciam a fase das estações mais áridas, que começam no outono e se encerram no inverno. Tais condições climáticas, por aumentarem o risco de uma falha das barreiras protetoras do organismo, também criam o contexto ideal para um crime cometido por micro-organismos: a invasão desautorizada da faringe, da laringe ou das amígdalas, que culmina em tormentos para falar, engolir… Apesar de minúsculos em tamanho, os vírus carregam o título de maiores baderneiros dessa região — patrocinam ao menos 85% das irritações ali.
    Se por um lado essa gangue possui a atenuante de geralmente não ser muito agressiva, por outro serve como porta de entrada às bactérias, essas bem mais prejudiciais e, logo, mais dolorosas. “Os vírus consomem as células de defesa. É como se eliminassem o exército que combateria outros agentes nocivos”, compara o médico Edson Mitre, da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, em São Paulo.

    Com o intuito de dar fim a esses problemas, cientistas trabalham arduamente no desenvolvimento de medicamentos. Para debelar as bactérias, já criaram antibióticos — para o bem e para mal, já que são usados além da conta. Para os outros arruaceiros em questão… “Temos antivirais e vacinas, porém só para poucos tipos de vírus”, lamenta John Oxford, virologista do Royal London Hospital, na Inglaterra, e uma das maiores autoridades no assunto. “Atualmente, o jeito é diminuir o risco de contágio e melhorar o tratamento dos sintomas”, completa.
    Se no ramo da prevenção há poucas novidades — continuam a vigorar leis como lavar as mãos e evitar contato mais direto com doentes —, na área de controle dos sintomas desponta uma nova aliada: a pastilha de flurbiprofeno, recentemente lançada no Brasil. “Essa substância ameniza a dor como poucas e é segura. Tanto que o produto é isento de prescrição”, constata Flávio Kakimoto, farmacêutico e diretor de Assuntos Regulatórios e Médicos da Reckitt Benckiser Brasil, laboratório que desenvolveu a pastilha. “É uma ótima coadjuvante, mas, apesar da segurança, vale consultar um médico”, aconselha Monica Menon, otorrinolaringologista do Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista.

    Antes da década de 1940, qualquer desconforto na garganta era sinônimo de preocupação. Afinal, os antibióticos não estavam disponíveis e, com isso, bactérias se multiplicavam sem grande resistência. Uma simples dor podia abrir brecha, por exemplo, para os micróbios por trás da febre reumática, capaz de afetar as juntas e o coração. Se hoje já não existe o temor excessivo, isso não significa que uma dor de garganta mereça pouco-caso — especialmente se durar mais de uma semana.

    “A dor prolongada pode ser resultado até mesmo de um câncer”, comenta o oncologista Luiz Paulo Kowalski, diretor do Departamento de Cabeça e Pescoço do Hospital A.C. Camargo, em São Paulo. “Se ela não melhora ou vem acompanhada de engasgos, dificuldade para engolir e rouquidão, consulte um médico”, reitera.

    Aliás, até aí o transtorno pode ser desencadeado por um vírus: desta vez, contudo, a gente está falando do HPV. Bastante ligado a problemas nos órgãos genitais, ele, ao adentrar a boca, pode se instalar na garganta e, aos poucos, danificar suas células. Só para citar uma estatística, quem já fez sexo oral com mais de seis parceiros possui um risco 3,4 vezes maior de desenvolver câncer de garganta. “Está aí uma das razões pelas quais mais jovens vêm apresentando com maior frequência esse tipo de tumor”, avalia Kowalski.

    Ingerir álcool demais, assim como fumar, é outro grande fator de risco ao desenvolvimento do câncer dentro do pescoço. “Bebidas alcoólicas promovem uma hiperacidez no estômago, o que pode causar refluxo, gerando danos na garganta”, conta Camila Silveira, psiquiatra e coordenadora do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), na capital paulista. “Isso sem contar que o álcool é, por si só, abrasivo”, complementa Arthur Guerra, presidente executivo do Cisa. Em outras palavras, se uma queimação sem motivo aparente der as caras, talvez seja bom maneirar nos copos de cerveja ou nas taças de champanhe.

    Não é só o câncer que pode ficar camuflado por trás de sintomas dolorosos no pescoço. Nem sempre infecções pelos vírus da gripe e do resfriado estão por trás do sintoma. Elas são, de fato, bastante comuns, principalmente na infância. Também pudera: as partículas perniciosas veem na amígdala uma de suas primeiras moradias dentro do organismo. Mas, não custa repetir, sempre é bom confirmar o diagnóstico com um especialista. “Nódulos inchados no pescoço, muitas vezes confundidos com amigdalite, podem ser traço da mononucleose”, revela o otorrinolaringologista Edson Mitre. Essa tremenda chateação, geralmente fruto do vírus Epstein-Barr, causa calafrios, náuseas e dores pelo corpo todo. Pior: demora a nos deixar em paz. Em média, suas consequências repercutem por dez dias.

    E não é só isso que uma aparente amigdalite pode acobertar. Em casos mais raros, um inchaço doído significa o surgimento de uma doença hematológica, ou seja, problemas sérios no sangue. “Diferenças grandes de tamanho entre uma amígdala e outra às vezes sinalizam até uma leucemia”, alerta Mitre. Nesse caso, é como se os anticorpos alojados na região também adoecessem, contribuindo para uma espécie de inflamação — e, por conseguinte, para a dor.

    Tudo isso, contudo, está longe de ser motivo para pânico. Desde que você fique atento aos indícios e, mais do que isso, à duração do incômodo, manter a integridade da garganta e, consequentemente, de todo o resto do organismo não é uma tarefa complicada. Basta ouvir o que o corpo tem a dizer.

    Veja como a pastilha interfere no processo infeccioso

    1. A invasão Os famigerados vírus e bactérias entram na garganta pela boca ou pelo nariz. De lá, chegam a diferentes áreas e começam a fazer estragos.

    2. A repressão O sistema imunológico responde ao ataque enviando seus policiais, ou melhor, suas células de defesa, para o local afetado. Então começa a briga.

    3. A consequência Na confusão, enzimas chamadas ciclo-oxigenases produzem prostaglandina, um mediador químico que faz os nervos enviarem sinais dolorosos ao cérebro.

    4. O efeito da nova pastilha O flurbiprofeno, seu princípio ativo, corta a concentração de prostaglandina pela metade por desligar boa parte das ciclo-oxigenases. Aí, os nervos são menos ativados.

    Quando tirar as amígdalas

    A Academia Americana de Otorrinolaringologia atualizou um guia sobre o assunto.
    A recomendação é só extrair essas estruturas em crianças em casos de infecções muito graves. “Nessa fase da vida, elas funcionam como importantes escudos”, avalia Monica Menon. “Já nos adultos, perdem parte de sua função. Portanto, se houver algum problema crônico, costuma-se optar por removê-las”, pondera.

    Mitos e verdades sobre a dor de garganta

    Ela pode evoluir para conjuntivite
    Verdade: Os micro-organismos que atacam a faringe não têm preconceito: eles afetam qualquer mucosa, inclusive a dos olhos. Por isso, quando estiver doente, não ponha as mãos na boca e, depois, perto das pálpebras.

    Tomar sorvete causa dor
    Mito: No máximo, alimentos e bebidas geladas constringem os vasos, dificultando a chegada de células de defesa. Isso, todavia, não gera irritação por si só.

    Beber água ajuda a prevenir e a tratar o desconforto
    Verdade: O tal muco é composto de 95% de H20. Na falta de líquido, essa barreira natural se torna espessa e, portanto, menos eficaz. Está aí outro argumento para não ficar com sede.

    Gargarejo com água morna, sal e vinagre combate os micro-organismos
    Mito: Misturas como essa alteram o pH da garganta. Como é sensível à acidez, ela pode até se irritar com o enxágue, o que só serve para piorar a infecção.

    Sair de um ambiente quente para outro frio e seco sem se agasalhar gera mais dor
    Verdade: Essa troca resseca o muco protetor. Desidratado, ele não intercepta as partículas nocivas, que passam a agredir o local. Um casaco atenua a mudança brusca de clima.

    Dor de garganta não é contagiosa
    Mito: Como geralmente decorre de vírus ou bactérias, que transitam de uma pessoa a outra pelo ar ou por um aperto de mãos, ela pode passar, sim.

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  • foto-imagem-exame-sangue-detecta-cancer

    O projeto da Universidade Estadual do Kansas, nos Estados Unidos, detecta o câncer de mama e de pulmão nos estágios iniciais antes mesmo de aparecerem sintomas. De acordo com Stefan Bossmann, professor de química responsável pelo estudo, isso é possível por causa das atividades enzimáticas específicas liberadas no líquido vermelho. “Como cada tumor vem de uma célula cancerosa diferenciada, essas enzimas têm uma espécie de assinatura. Assim, se estão presentes, detectamos o tipo de câncer que ela indica”, explica. O plano é estender a pesquisa para determinar enzimas oriundas da doença no pâncreas. O especialista aposta que o exame esteja disponível em cinco anos.

    Teste de PSA é diferente
    A análise proposta pela pesquisa americana não é igual à que busca tumor na próstata. O famoso exame de PSA avalia o excesso de uma proteína produzida pela glândula masculina, que pode ser resultado só de uma inflamação – explicando seu alto índice de falso positivo. Já nas provas feitas no Kansas para o câncer de mama e pulmão, o estresse é o maior responsável por falsos positivos.

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  • Há quem diga que o mundo gira em torno dele. Verdade ou não, ninguém discute que, além de perpetuar a espécie, o sexo é a grande fonte de deleite da humanidade. E, mais do que isso, quem se dedica a essa prática como se fosse uma prazerosa modalidade esportiva ainda conquista outras benesses para o corpo e para a mente. Talvez você questione: afinal, quantas transas por dia, semana ou mês são necessárias para garantir tanta saúde assim? Não há resposta. “Até porque quantidade não tem a ver com qualidade”, diz o urologista e terapeuta sexual Celso Marzano, de São Paulo. Desde que o casal se sinta bem com uma relação diária ou semanal, o organismo já vai tirar proveito. Mas, diante dos bons efeitos que apontaremos a seguir, talvez você não pense duas vezes para intensificar sua atividade entre os lençóis.

    1 – Proteção cardiovascular
    O coração pode até sair ganhando de verdade quando um sexo mais caliente marca presença no dia a dia. “Durante a relação sexual, como em um exercício físico moderado, há um aumento temporário do trabalho cardíaco e da pressão arterial”, explica o cardiologista José Lazzoli, da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte. Para preservar as artérias, contudo, é preciso suar a camisa no mínimo 30 minutos diários cinco vezes por semana. “E nem todo mundo consegue fazer sexo com essa duração e frequência”, observa o especialista. Então, a mensagem é somar às noites intensas uma corrida ou caminhada no parque pela manhã, por exemplo. Recado à turma que tem hipertensão descontrolada ou doença coronariana: consulte o médico. Nesses casos, tanto o coração pode atrapalhar o sexo quanto ele pode atrapalhar um coração com problemas.

    2 Um remédio contra a dor
    Durante o bem-bom, o corpo fabrica uma porção de substâncias, entre hormônios e nurotransmissores. Uma delas é a endorfina, a mesma que dá as caras quando se pratica um exercício físico por alguns minutos. Essa molécula capaz de aliviar as sensações dolorosas é descarregada para valer no ápice da relação, o orgasmo. “Ela é o maior analgésico do nosso corpo”, afirma a médica Ruth Clapauch, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. E sua ação se prolonga após o ato sexual. Os especialistas estão começando a acreditar que, somada ao trabalho da ocitocina – outro hormônio liberado na hora do gozo -, a endorfina ajuda a aplacar dores crônicas na cabeça e nas juntas.

    3 – Um basta ao excesso de estresse
    Ninguém precisa ser cientista para saber que uma boa transa apaga a quase inevitável tensão do dia a dia. Mas saiba que até os pesquisadores estão cada vez mais interessados nesse potencial, que é maior quanto mais intenso for o sexo. Um estudo da Universidade de Paisley, na Escócia, constatou: os voluntários que faziam questão da penetração respondiam melhor a situações estressantes. “A atividade sexual diminui o nível de ansiedade”, diz o urologista Joaquim de Almeida Claro, da Universidade de São Paulo (USP). “Só se deve tomar cuidado para não transformar o sexo a dois numa mera descarga de estresse”, lembra a psicóloga Ana Canosa, da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana. É que, nesse caso, vira algo mecânico, quase obrigatório, sem envolvimento emocional. Aí não tem graça – e nem tanto efeito.

    4 – Autoestima lá em cima
    Qual o órgão do seu corpo que mais se aproveita de uma extenuante sessão a dois? Ele mesmo, o cérebro. Ora, lá se encontra o verdadeiro terminal do prazer. Quem agrada constantemente essa central de instintos e emoções ganha uma baita massagem no ego. “A autoestima melhora porque o indivíduo se sente desejado pelo outro”, resume a psicóloga Ana Canosa, de São Paulo. E não pense que essa guinada no astral se deve apenas ao orgasmo. “As preliminares também são fundamentais, sobretudo para a mulher, que precisa ser tocada e beijada. A excitação promove uma maior liberação de hormônios, aumentando o tamanho do canal vaginal e as chances de chegar ao orgasmo”, diz o ginecologista e obstetra Francisco Anello, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. Ou seja, tudo que antecede a penetração tem o seu valor para o corpo e para a mente dos parceiros. É claro que a relação não se restringe ao momento de catarse. “Mas sem orgasmo não se usufrui de todo o bem-estar após aquele acúmulo de tensão”, diz Ana.

    5 – Mais prazer, menos gordura
    Para manter a forma, homens e mulheres podem se dirigir a uma quadra de futebol, a uma piscina ou, por que não, a uma cama. Ora, o sexo é saboroso esporte de dupla. É óbvio que não dá para pensar em eliminar a barriga de chope ou definir a silhueta apostando apenas nisso. Mas ele não deixa de ser um aliado da queima de pneus. “O esforço de uma atividade sexual equivale, em média, a um trote a 7,5 quilômetros por hora”, calcula o cardiologista José Lazzoli. “Dependendo da intensidade da relação, é possível queimar de 100 a 300 calorias”, contabiliza Anello.

    6 – Defesas reforçadas
    Fazer sexo uma ou duas vezes por semana tornaria o sistema imune mais preparado para entrar em combate. É o que sugerem pesquisadores americanos que compararam amostras da saliva de pessoas sexualmente ativas com as de voluntários que pouco se aventuravam na cama. Eles concluíram o seguinte: quem transava com certa frequência abrigava mais anticorpos. O resultado, no entanto, ainda carece de um consenso entre os médicos. Isso porque, para muitos deles, uma defesa mais a postos não seria fruto da atividade sexual em si. “Há, sim, trabalhos mostrando que pessoas felizes têm melhor resposta imunológica. E a atividade sexual sem dúvida traz felicidade e qualidade de vida”, pondera Joaquim Claro.

    7 – Músculos fortalecidos
    Não dá para elevar o quarto à condição de academia, mas a atividade entre quatro paredes exige o esforço de alguns grupos musculares. Tudo depende, por exemplo, das posições na hora agá, mas é possível trabalhar as coxas, o dorso e o abdômen. No caso das mulheres, a relação ainda cobra a movimentação dos músculos da vagina. “Há um aumento do fluxo sangüíneo para a região”, conta a fisioterapeuta especialista em urologia Sophia Souto, da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, que fica no interior paulista. “Durante o orgasmo, por exemplo, há uma contração dos músculos pélvicos”, diz. Quando unida a exercícios específicos para aumentar o controle da própria vagina, a relação ajudaria a tonificar sua musculatura, diminuindo o risco de problemas como a incontinência urinária.

    8 – Lubrificação nota 10
    Essa é para as mulheres que se aproximam da menopausa ou já atravessam o período marcado pela derrocada do hormônio feminino. Um dos principais reflexos da queda de estrogênio é a falta de lubrificação na vagina – um problema bastante comum, que leva à secura nessa região. “Mas aquelas que, após essa fase, mantêm relações sexuais tendem a apresentar menos atrofia do órgão genital”, conta a ginecologista Carolina Carvalho Ambrogini, da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. Já as mulheres que raras vezes se divertem com o companheiro não só sofrem mais com o incômodo como também podem sentir mais dores durante a penetração.

    9 – Para dormir pesado
    Sim, uma noite tranquila também depende de uma cama movimentada. O que o casal costuma comprovar na prática a medicina sabe explicar: “A relação favorece o relaxamento muscular”, afirma o urologista e terapeuta sexual Celso Marzano. Isso porque, graças ao orgasmo, o corpo recebe uma enxurrada de substâncias que não demoram a agir, fazendo com que o indivíduo sinta uma mistura de bem-estar e exaustão. “O sono costuma vir depressa depois de um sexo mais vibrante”, observa Marzano. Mas, caro leitor, aguarde mais um pouco antes de rumar ao quarto.

    A ciência está interessada em prolongar a sua atividade sexual. O avanço da idade, não há como negar, cria alguns empecilhos que esfriam uma relação aqui, outra acolá. Mas os profissionais de saúde já têm na manga estratégias para contorná-los. É o caso da terapia hormonal, que, quando bem receitada, dá aquela força para a vida sexual ativa. No caso das mulheres, a reposição de estrogênio atenua a secura vaginal – e o destaque é o creme à base do hormônio aplicado na vagina. “Ele melhora a lubrificação sem ser absorvido pelo corpo”, diz Francisco Anello. Ou seja, não há efeitos colaterais. Para reerguer a libido do casal, já foi aprovada na Europa a reposição de testosterona na forma de adesivo. “A questão é polêmica, mas estudos mostram que ela dobra o número de relações sexuais”, conta Ruth Clapauch. A terapia com o hormônio masculino é receitada há mais tempo, só que por outras vias, para os homens. O seu objetivo, porém, não é corrigir somente o tesão minguado. “Ela beneficia a massa muscular e alivia a depressão, além de melhorar a vida sexual, mas a indicação deve ser rigorosa”, avalia Joaquim Claro.

    De choque a gel
    Já imaginou visitar um fisioterapeuta para turbinar a vida sexual? Pois as mulheres já podem desfrutar desse serviço – a fisioterapia uroginecológica. Por meio de diversas técnicas, os especialistas ensinam as pacientes a assumir um maior controle da musculatura da vagina. A medida é recomendada, por exemplo, àquelas que penam para ter orgasmos. “Além disso, há um aparelho que se vale de um eletrodo introduzido na vagina para estimular sua contração”, conta a fisioterapeuta Floripes de Santi, do Rio de Janeiro. A meta é permitir que, conhecendo e dominando a dita-cuja, suas próprias donas possam usá-la melhor – ou seja, com muito mais prazer. Outra fisioterapeuta expert no assunto, Sophia Souto, da Universidade Estadual de Campinas, pesquisa um gel capaz de aperfeiçoar a atividade sexual feminina. “Ele é um doador de óxido nítrico, uma substância que aumenta a vasodilatação local”, explica. “O produto deve ser aplicado sobre o clitóris nas preliminares para aumentar a sensibilidade da região.” Por não apresentar contra-indicações, tanto as mulheres com perda de libido como as sedentas por mais prazer podem utilizá- lo. A previsão é que ele chegue às farmácias no próximo ano.

    Entre aranhas e genes
    A ala masculina, já presenteada no final da década de 1990 com os medicamentos para disfunção erétil, deve aguardar mais tempo pelas novidades da medicina. “Novas drogas, que podem ter efeito mais rápido ou duradouro, ainda estão sob estudo”, afirma o médico Carlos da Ros, da Sociedade Brasileira de Urologia. Um grupo de cientistas da USP tem avaliado uma substância promissora. “Ela é extraída do veneno de uma aranha brasileira e seria capaz de levar à ereção”, conta Joaquim Claro, que participa da investigação. Será que a solução definitiva estaria nos genes? Talvez. “Mas a terapia gênica só poderá ser uma opção a longo prazo”, estima Da Ros. Enquanto tudo isso não chega, investir num estilo de vida saudável e frequentar o médico de vez em quando continua sendo a garantia do arraso sob os lençóis – ou em qualquer outro lugar.

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  • Um novo estudo americano revela uma possível ligação entre baixos níveis de vitamina D e a síndrome metabólica, doença que altera as taxas de glicose, triglicérides, colesterol, pressão e peso, o que pode levar à diabetes tipo 2 e a doenças cardiovasculares.

    O trabalho foi apresentado esta semana no 94º encontro anual da Sociedade Americana de Endocrinologia, em Houston, Texas.
    A principal autora, Joanna Mitri, do Centro Médico Tufts, em Boston, adverte que a pesquisa não prova que a deficiência de vitamina D cause a diabetes tipo 2, nem que haja uma ligação direta entre as duas condições.
    No estudo, pessoas com altas taxas de vitamina D no sangue apresentaram 48% menos risco de desenvolver síndrome metabólica. Junto com colegas, a médica avaliou indivíduos pré-diabéticos de diferentes etnias.

    A pré-diabetes atinge 79 milhões de americanos acima dos 20 anos de idade, de acordo com as estatísticas de 2010 do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos EUA. No Brasil, o problema afeta 12% da população.
    A equipe fez o estudo com base em dados de participantes do Programa de Prevenção à Diabetes, um grande levantamento financiado pelo Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês) americano.
    Para mensurar a quantidade de vitamina D no corpo, foi usado como padrão um intervalo entre 20 ng/ml (nanogramas por mililitro) e e 30 ng/ml, sendo abaixo de 21 deficiência e acima de 30, normal. O intervalo disso é o patamar limítrofe.
    O grupo com maior concentração tinha 30,6 ng/ml, e o com nível mais baixo estava com 12,1 ng/ml.
    Os pesquisadores também descobriram uma associação entre a vitamina D e alguns fatores de risco individuais para a síndrome metabólica. Os participantes com melhor índice de vitamina D tinham uma menor circunferência da cintura, bom colesterol (HDL) alto e glicemia mais baixa.

    Vitamina D contra depressão

    Outro trabalho, a ser apresentado neste sábado (30) na convenção anual de endocrinologia, mostra que tratar a deficiência de vitamina D pode melhorar a depressão, em casos moderados a graves.
    Segundo a médica Sonal Pathak, do Centro Médico Bayhealth, no estado de Delaware, a vitamina D pode ter um efeito ainda não comprovado sobre o humor, e sua deficiência é capaz de exacerbar a depressão.
    A pesquisadora analisou três pacientes com idades entre 42 e 66 anos, diagnóstico prévio de depressão clínica e tratamento com antidepressivos. As mulheres também estavam sendo tratadas de diabetes tipo 2 ou hipotireoidismo.

    Em testes de vitamina D, foram encontrados níveis bem baixos, de 8,9 ng/ml a 14,5 ng/ml. Ao longo de dois a três meses, as pacientes fizeram terapia de reposição oral da vitamina, e os níveis após o tratamento variaram de 32 ng/ml a 38 ng/ml. Os sintomas da depressão também foram amenizados, passando de graves para leves.
    A pesquisadora ressalta que outros estudos sugerem que a vitamina D tem um efeito sobre o humor e a depressão, mas há uma necessidade de trabalhos maiores e randomizados para comprovar se há uma relação real entre as duas coisas.

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  • De acordo com a professora Ruth Gallily, especialista em imunologia da Universidade Hebraica de Jerusalém, a segunda substância mais importante da cannabis – o canabidiol (CBD) – tem propriedades “altamente benéficas e significativas” para doentes que sofrem de diabetes, artrite reumatóide e doença de Crohn.

    Gallily, que estuda os efeitos medicinais da cannabis há 15 anos, disse à BBC Brasil que o CBD que se encontra na planta “não gera qualquer fenômeno psicológico ou psiquiátrico e reprime reações inflamatórias, sendo muito útil para o tratamento de doenças autoimunes”.

    “Obtivemos resultados fantásticos nas experiências que fizemos in vitro e com ratos, no laboratório da Universidade Hebraica”, afirmou a cientista, que é professora da Faculdade de Medicina.

    De acordo com ela, após o tratamento com o CBD, o índice de mortalidade em consequência de diabetes nos animais foi reduzido em 60%, tanto em casos de diabetes tipo 1 como tipo 2.”Para pacientes idosos que sofrem de artrite reumatoide, o uso da cannabis pode ter efeitos maravilhosos e melhorar muito a qualidade de vida”, disse Gallily.

    “Constatamos em nossas experiências que o CBD leva à diminuição significativa e muito rápida do inchaço em consequência da artrite.”

    A pesquisadora afirma que remédios à base de CBD seriam muito mais baratos que os medicamentos convencionais no tratamento dessas doenças.

    A empresa Tikkun Olam obteve a licença do Ministério da Saúde israelense para desenvolver a maconha medicinal e cultiva diversas variedades da planta em estufas na Galileia, no norte de Israel.

    Pacientes
    De acordo com Zachi Klein, diretor de pesquisa da Tikkun Olam, mais de8.000 doentes em Israel já são tratados com cannabis, a qual recebem com receitas médicas autorizadas pelo Ministério da Saúde.

    De acordo com Klein, a empresa pretende desenvolver um tipo de maconha com proporções diferentes de THC e canabidiol, para poder ajudar a diversos tipos de pacientes.

    “Há pacientes para os quais o THC é muito benéfico, pois ajuda a melhorar o estado de espírito e abrir o apetite”, afirmou.

    Ele diz ainda que, em casos de doentes de câncer, a cannabis em seu estado natural, com o THC, pode melhorar a qualidade de vida, já que a substância provoca a fome conhecida como “larica”, incentivando os pacientes a se alimentarem.

    O psiquiatra Yehuda Baruch acredita que “o CBD tem significados medicinais fortes que devem ser examinados”. Baruch, que é o responsável pela utilização da maconha medicinal no Ministério da Saúde, disse à BBC Brasil que “sem o THC, a cannabis será bem menos atraente para os traficantes de drogas”.

    O psiquiatra afirmou que nos próximos meses o Ministério da Saúde dará inicio a um estudo sobre os efeitos do THC e do CBD em pacientes que sofrem dores crônicas.

    O experimento será feito com 50 pacientes, que serão divididos em dois grupos. Um grupo receberá cannabis com alto nível de THC e baixo nível de CBD e o segundo receberá mais canabidiol do que THC.

    Depois de um mês os grupos serão trocados e, durante a experiência, os pacientes preencherão questionários avaliando as alterações na intensidade da dor.

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