• Um tiro certeiro — e sustentado — contra duas doenças que comprometem as juntas e a qualidade de vida. Eis o feito de um anticorpo monoclonal que foi destaque no último Congresso Europeu de Reumatologia. No encontro recém-ocorrido em Madri, na Espanha, cientistas apresentaram os resultados de estudos de acompanhamento com o medicamento secuquinumabe em pessoas com espondilite anquilosante e artrite psoriática, problemas que, em comum, são marcados por uma inflamação crônica em algumas articulações.

    Vamos por partes.

    Anticorpos monoclonais como o secuquinumabe, do laboratório Novartis, são medicações injetáveis que funcionam como uma espécie de míssil teleguiado dentro do organismo. Eles miram e inativam uma substância específica, normalmente crucial ao processo inflamatório que fustiga alguma redondeza do corpo. Nesse caso, o secuquinumabe busca neutralizar uma interleucina, a IL-17A, peça-chave na inflamação que acomete as articulações tanto na espondilite anquilosante como na artrite psoriática.

    Um dos estudos apresentados no congresso da Liga Europeia de Reumatismo seguiu 290 pessoas com espondilite anquilosante por três anos e constatou sua capacidade de controlar típicas manifestações da doença, que afeta sobretudo a coluna e leva a dor, rigidez e deformação na região. Os médicos comprovaram que o anticorpo monoclonal melhorou os quadros dolorosos à noite, a flexibilidade (principalmente no período da manhã) e a habilidade de realizar tarefas no dia a dia.

    No braço de pesquisas direcionadas a pacientes com artrite psoriática, condição que afeta ao redor de 7% das pessoas com psoríase — doença inflamatória da pele marcada pela formação de placas avermelhadas —, o mesmo remédio conseguiu aliviar a dor em três semanas de uso. No acompanhamento por três anos com mais de 400 voluntários, os indivíduos tratados também apresentaram melhoras como a redução do inchaço nas articulações. A artrite psoriática pode afligir tanto as juntas nas extremidades do corpo como trechos da coluna.

    A boa notícia para os brasileiros com esses problemas é que o secuquinumabe já está liberado para uso em ambas as condições no país. A mesma medicação também tem aval para ajudar em casos moderados e graves de psoríase.

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  • foto-imagem-artrite

    Quem sofre de artrite reumatoide logo vai poder encontrar no Sistema Único de Saúde (SUS) um medicamento que torna a terapia mais prática e eficaz em alguns casos. O prazo para que isso ocorra é de 180 dias, contados a partir do dia 2 de fevereiro.

    Disponível no nosso país desde 2015, ele apresenta o mesmo perfil de eficácia e segurança dos medicamentos biológicos. Isso com a comodidade de ser um comprimido, o que pode contribuir para a adesão ao tratamento, segundo um comunicado da Pfizer Brasil, empresa que fabrica o fármaco. Os outros medicamentos biológicos são aplicados por injeções, mensais ou semanais.

    Para entender o mecanismo de ação do citrato de tofacitinibe, é necessário saber como começa a artrite reumatoide. Primeiro, uma molécula inflamatória, a citocina, conecta-se a uma célula de defesa do corpo, o linfócito.

    Depois, uma partícula proteica, a janus quinase, começa a trabalhar, estimulando a produção de mais e mais citocina – o que causa dores e inflamações nas articulações. É como se elas fossem corroídas aos poucos. O remédio, por sua vez, bloqueia a tal janus quinase, cortando o ciclo.

    A droga liberada pelo SUS é indicada para adultos com essa doença autoimune em intensidade moderada a grave e que não tenham respondido adequadamente aos tratamentos convencionais. A estimativa é que 30% dos pacientes se enquadrem nesses quesitos. No Brasil, a porcentagem corresponderia a 600 mil casos que, agora, podem ter acesso à medicação gratuitamente.

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  • foto-imagem-aspirinas
    Segundo o Nice, medicamentos anticoagulantes como a varfarina são mais indicados para aqueles com fibrilação atrial, que pode aumentar o risco de um ataque.

    Especialistas dizem que muitos médicos já estão fazendo isso. A indicação deverá afetar centenas de milhares de pacientes.

    A fibrilação atrial, que causa um batimento cardíaco irregular, é o problema de coração mais comum e afeta até 800 mil pessoas no Reino Unido – cerca de uma pessoa a cada 100.

    Com a fibrilação atrial, o coração não trabalha de maneira apropriada e podem se formar coágulos de sangue, o que aumenta o risco de um ataque.

    A aspirina tem sido usada há anos para ajudar a proteger os pacientes de ataques, mas evidências sugerem que os benefícios do medicamento são muito pequenos em comparação com outros tratamentos.

    As diretrizes do Nice reconhecem isso – é a primeira vez que elas são atualizadas desde que foram originalmente lançadas, em 2006.

    O conselho de substituir a aspirina por um medicamento anticoagulante como a varfarina deve evitar milhares de ataques.

    Outros anticoagulantes mais recentes podem ser mais adequados pois não exigem acompanhamento regular, diz o Nice.

    Especialistas dizem que se a ingestão de aspirina for interrompida, o processo deve ser feito gradualmente e somente sob orientação de um médico.

    O professor Peter Weissberg, diretor-médico da Fundação Britânica do Coração, disse: “Ataques causados pela fibrilação atrial são comuns e evitáveis, mas apenas se o ritmo cardíaco anormal for identificado em primeiro lugar e se medicamentos eficazes são dados para prevenir o desenvolvimento de coágulos de sangue”.

    “A orientação revisada do Nice reflete o acúmulo de evidências que a varfarina e os anticoagulantes mais novos são muito mais eficazes que a aspirina na prevenção de AVCs”.

    “Isso não significa que a aspirina não seja importante e eficaz na prevenção de ataques cardíacos e derrames em outras circunstâncias”.

    O professor Peter Elwood, especialista da Universidade de Cardiff, alertou que pode não ser seguro parar de tomar aspirina repentinamente.

    “Se o consumo de aspirina tiver de ser interrompido, ele deve ser interrompido gradualmente”, disse ele.

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  • foto-imagem-medicamento-victoza-fabricado-pela-novoEvidências sugerem que classe de medicamentos incretinomiméticos podem causar pancreatite e lesões pré-cancerosas

    A Food and Drug Administration dos EUA (FDA admitiu estar investigando novas evidências de um grupo de pesquisadores acadêmicos que sugerem um risco maior de pancreatite e lesões pré-cancerosas em pacientes com diabetes tipo 2 tratados com uma classe de medicamentos chamados incretinomiméticos.

    Os resultados foram baseados na análise de um pequeno número de amostras de tecido de pâncreas retiradas de doentes após eles morreram de causas não especificadas.

    A FDA solicitou aos pesquisadores o fornecimento da metodologia utilizada para recolher e estudar estas amostras e das amostras de tecido para que a agência possa investigar a toxicidade pancreática potencial associada aos medicamentos da classe dos análogos de incretina, que inclui o Victoza, fabricado pela Novo Nordisk, e o Byetta, da Eli Lilly.

    Estes medicamentos funcionam imitando os hormônios incretinas que o corpo produz naturalmente para estimular a liberação de insulina em resposta a uma refeição. Eles são usados juntamente com dieta e exercício para reduzir o açúcar no sangue em adultos com diabetes tipo 2.

    A FDA não atingiu quaisquer novas conclusões sobre os riscos de segurança com drogas miméticas das incretinas. Segundo a agência, este comunicado se destina apenas a informar os profissionais de saúde pública e de saúde que ela pretende obter e avaliar esta nova informação.

    A agência irá comunicar suas conclusões e recomendações finais quando sua avaliação estiver completa ou quando a tiver informações adicionais para relatar.

    As autoridades recomendam que, neste momento, os pacientes devem continuar a tomar o medicamento conforme indicado até que falem com o seu médico e os profissionais de saúde devem continuar a seguir as recomendações de prescrição nos rótulos dos medicamentos.

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  • foto-imagem-antiretroviralPesquisadores da França afirmaram que o tratamento rápido logo depois da infecção pelo HIV pode ser suficiente para causar, em até 15% dos pacientes, uma “cura funcional” – quando o vírus, apesar de não desaparecer do organismo, entra em remissão e o paciente não precisa mais de remédios.

    Os cientistas do Instituto Pasteur, em Paris, analisaram os casos de 14 pessoas que receberam o tratamento precoce e depois pararam com a terapia. O vírus da Aids, nestas pessoas, não deu sinais de voltar a se proliferar.

    O grupo de pacientes começou o tratamento em um período de cerca de dez semanas após a infecção pelo HIV. Eles obtiveram o diagnóstico precoce pois foram ao hospital tratar de outros problemas, e o HIV foi detectado no sangue.

    Em média, o grupo recebeu o tratamento com antiretrovirais durante três anos e então a medicação foi interrompida.

    Normalmente, quando o tratamento é suspenso, o vírus retorna. Mas isto não ocorreu com este grupo de pacientes. Alguns deles, por exemplo, conseguiram controlar os níveis de HIV durante uma década.

    “A maioria dos indivíduos que seguem o mesmo tratamento não vai controlar a infecção, mas existem poucos que vão”, afirmou Asier Saez-Cirion, do Instituto Pasteur.

    A pesquisa foi divulgada na publicação especializada PLoS Pathogens, e a divulgação do progresso deste grupo de pacientes da França ocorre depois da notícia da cura de uma bebê depois de um tratamento precoce nos Estados Unidos.

    ‘Remissão’
    Segundo Saez-Cirion, ao atacar o vírus logo depois da infecção, entre 5% e 15% dos pacientes podem ter a cura funcional. “Eles ainda têm o HIV, não é uma erradicação do HIV, é um tipo de remissão da infecção”, disse.

    O estudo realizado pelo Instituto Pasteur analisou o que aconteceu com o sistema imunológico dos pacientes.

    O tratamento precoce pode limitar o número de esconderijos inacessíveis do HIV no organismo. Mas os pesquisadores afirmam que ainda não foi esclarecido porque apenas alguns pacientes conseguiram a cura funcional e outros não.

    Andrew Freedman, médico e professor da Escola de Medicina da Universidade de Cardiff, que ministra aulas sobre doenças infecciosas, afirmou que as descobertas são “interessantes”, mas ainda há muita incerteza.

    “Se eles vão controlar (o vírus) para sempre ou se vai ser por alguns anos e, subsequentemente, (…) o vírus vai reaparecer, não sabemos”, disse.

    Deborah Jack, da ONG britânica AIDS Trust, que se dedica a campanhas relacionadas ao HIV, afirmou que a descoberta do Instituto Pasteur dá ainda mais importância do tratamento precoce.

    “Isto apenas destaca a importância das pessoas fazerem exames e serem diagnosticadas cedo.

    Atualmente, metade das pessoas que vivem com o HIV na Grã-Bretanha foram diagnosticadas tarde, indicando que eles podem ter sido infectados há cinco anos”, afirmou.

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  • Cientistas americanos apresentaram nesta quinta-feira(28) placas eletrônicas ultrafinas que se dissolvem naturalmente e que podem ter importantes implicações tecnológicas e médicas – justamente porque se dissolvem na água ou mesmo dentro do corpo humano.

    Segundo seus criadores, em pesquisa publicada no periódico Science, o aparelho – chamado de “eletrônico transitório” – se autoextingue assim que perde sua utilidade.

    Ele é feito com uma mistura microscópica de seda, magnésio e silício, que se dissolve sem causar danos ao entrar em contato com a água.

    A novidade já foi usada para proteger uma ferida e mantê-la livre de infecções. Os pesquisadores dizem que a tecnologia pode servir para implantes médicos, monitoramento de órgãos vitais e para a aplicação de medicamentos.

    No campo dos aparelhos eletrônicos, pode servir, futuramente, para criar, por exemplo, celulares que se dissolvam após o uso, de forma a evitar que esses aparelhos passem anos contaminando aterros sanitários e lixões.

    ‘Transitórios’

    O segmento de “eletrônicos transitórios” se baseia na ideia de dissolução controlada e já desenvolveu o que é chamado de “tatuagens eletrônicas”: sensores que dobram e se esticam com a pele. A ideia por trás desse segmento é exatamente oposta à do setor eletrônico tradicional, focado em criar produtos duráveis.

    O silício, tão usado nesses produtos, é solúvel. A dificuldade é que o tamanho dos componentes eletrônicos tradicionais faz com que a dissolução demore muito. Assim, as novas tecnologias usam uma finíssima placa de silício, chamada nanomembrana, que se desintegra em questão de dias ou semanas.

    A velocidade da dissolução é controlada pela seda: o material é coletado de bichos-da-seda, dissolvido e depois reconstituído. Ao alterar a forma como a seda dissolvida se cristaliza, mudam-se suas propriedades finais, bem como sua durabilidade.

    “Eletrônicos transitórios oferecem um bom desempenho e são totalmente reabsorvidos pelo meio ambiente em um determinado período de tempo, que varia de minutos a semanas”, explica Fiorenzo Omenetto, professor da Escola de Engenharia da Universidade Tufts (EUA).
    Uso médico

    Diversos aparelhos já foram testados em laboratórios, incluindo uma câmera digital de 64 pixels, sensores de temperatura e células solares.

    “É um novo conceito, que abre várias oportunidades”, diz à BBC John Rogers, cientista mecânico e professor da Universidade de Illinois, responsável pelo estudo na Science. “Provavelmente sequer identificamos muitas delas.”

    Um campo promissor, diz ele, é o de curativos pós-cirurgias: um aparelho cujo objetivo é evitar infecções pode ser colocado no corpo ainda no centro cirúrgico. Esse aparelho só seria útil durante o período mais crítico – por exemplo, duas semanas após a cirurgia – e depois disso poderia ser dissolvido.

    Além disso, pesquisadores já testaram em ratos um aparelho que “esquenta” uma ferida, para impedir a proliferação de germes.

    Também planeja-se o uso dessa tecnologia para injetar doses de medicamentos no corpo ou para construir sensores cerebrais e cardíacos.

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  • Um painel de especialistas diz que o exame OraQuick In-Home é seguro e eficiente e que seu potencial de prevenir o contágio é maior do que o risco de resultados falsos.

    O FDA, agência americana responsável pela regulação de alimentos e medicamentos, deve decidir ainda neste ano se aprova ou não o teste, que deve custar cerca de US$ 60.

    O exame, que leva 20 minutos, tem exatidão de 93% para resultados positivos e 99,8% para negativos, indica o fabricante.

    Atualmente os EUA têm cerca de 1,2 milhão de pessoas infectadas pelo vírus HIV e aproximadamente 50 mil novos casos são registrados todos os anos.

    Mudança

    Os especialistas do Comitê de Recomendações de Produtos Sanguíneos votaram pela comercialização do teste por unanimidade, com 17 votos a favor e zero contra.

    Na visão do painel, o teste ajudaria as pessoas que descobrirem ter o vírus a conseguir acesso a tratamentos médicos e serviços sociais.

    Eles recomendaram à OraSure, fabricante do exame, que a embalagem do produto contenha alertas visíveis sobre a possibilidade de resultados negativos falsos.

    Também foi feita a recomendação de que a embalagem contenha um telefone gratuito de atendimento às pessoas cujo resultado for positivo.

    Carl Schmidt, vice-diretor do Instituto de Aids, disse que a aprovação pode representar um marco importante na luta contra a doença.

    “Estamos sempre procurando por grandes mudanças positivas, e acreditamos que esta é uma delas. Não só (o teste) vai ajudar a reduzir o número de infecções mas também levará mais pessoas a buscar tratamento e cuidados”, avaliou.

    Truvada

    Recentemente outro comitê que aconselha a FDA apoiou um medicamento para evitar a contaminação pelo HIV.

    Os especialistas aprovaram o uso do Truvada, um comprimido de uso diário que deve ser usado por pessoas não infectadas que estariam correndo risco maior de contrair o vírus da Aids.

    O uso do medicamento foi aprovado pelo comitê, com 19 votos a favor e três contra, para que seja receitado para o grupo considerado de maior risco, homens não infectados que têm relações sexuais com múltiplos parceiros também homens.

    Também foi aprovada, por maioria dos votos, a prescrição do Truvada para pessoas não infectadas que têm parceiros portadores do HIV e para outros grupos considerados em risco de contrair o vírus através de atividade sexual.

    O uso do Truvada já foi aprovado pela FDA para pessoas que já têm o vírus HIV, e é tomado junto com outros medicamentos.

    Estudos realizados em 2010 mostraram que a droga reduziu o risco de infecção pelo HIV entre 44% e 73% em homossexuais masculinos saudáveis e entre heterossexuais saudáveis que são parceiros de portadores do vírus HIV.

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  • Temperatura ideal do corpo

    A temperatura do corpo considerada normal é 37º Celsius. Esta é a temperatura ideal de acordo com o ambiente para manter a homeostase do corpo. Este nível de temperatura é regulado através do hipotálamo, uma glândula abaixo do cérebro que tem como função regular a temperatura corporal, apetite, sede e outras funções. Existem vários mecanismos naturais para aquecer e resfriar o corpo conforme a necessidade de manter esta temperatura ideal.

    É importante entender que este número ideal de 37º C é apenas uma média. Poucas pessoas medem a temperatura do corpo quando não existem sintomas, logo não há uma base para identificar mudanças de temperatura durante uma infecção, não sabendo se a temperatura do corpo está acima ou abaixo do seu normal.

    Estudos em crianças saudáveis demonstram variações de temperatura entre 36 e 37º C, sendo que estas variações são consideradas normais para cada um. Também é normal que durante o dia a temperatura oscile dependendo das atividades, refeições, etc. e não está relacionada a nenhuma infecção.

    Para que um aumento de temperatura indique alguma patologia devem-se levar em consideração outros fatores como: contato recente com toxinas, químicas, pessoas com infecção, contato hospitalar ou exposição excessiva ao calor.

    Como Medir a Temperatura

    A maneira de medir a temperatura também muda a leitura. Pode ser oral, retal ou axilar (embaixo do braço). Temperatura medida pelo reto em crianças normalmente mede 1 grau a mais do que a temperatura oral. Temperaturas axilares em crianças normalmente medem um grau a menos. Em bebês os três pontos de medição são mais ou menos padrão, então qualquer local serviria, mas o mais seguro e mais prático é o método axilar. Ao medir a temperatura pelo reto corre-se o risco de perfurá-lo e em metade dos casos isso poderia ser um acidente fatal e desnecessário.

    Como o Corpo Mantém Sua Temperatura

    No inverno, quando estamos mais expostos ao frio, é necessário que o corpo trabalhe para aquecer e preservar sua temperatura. Alguns mecanismos naturais do corpo para aquecê-lo são:

    • Tremor – é o resultado de pequenas contrações musculares que produzem calor.
    • Vasoconstrição – é um mecanismo para remover o sangue periférico e mantê-lo mais profundamente no organismo, evitando assim a perda desnecessária de calor do corpo.
    • Pêlo arrepiado – ocorre quando os poros da pele se fecham impedindo que o corpo transpire, evitando a perda de calor
    • Retenção de água
    • Desejo natural de procurar um ambiente aquecido

    Você também pode facilitar este processo através de:

    • Aumento da atividade física
    • Roupas adequadas
    • Mantas e cobertores
    • Banho quente
    • Chás naturais

    No verão existe a necessidade do corpo se resfriar para não aquecer demais. Novamente o corpo tenta manter a temperatura ideal. Alguns mecanismos naturais incluem:

    • Vasodilatação – aumenta o fluxo sangüíneo periférico para liberação do calor
    • Liberação do líquido através da urina e das fezes
    • Os poros da pele se abrem liberando o suor

    Você também pode facilitar este processo através de:

    • Banho morno
    • Eliminação de roupas desnecessárias
    • Ingestão de líquidos mornos
    • Diminuição da atividade física

    Febre

    Definição

    Tecnicamente a febre é qualquer temperatura acima de 37º C, mas febre não é considerada significativa até 38º C. Mesmo assim é importante entender que o fato de ter febre não necessariamente indica algum problema. É preciso considerar outros fatores de saúde incluindo o estado do paciente.

    Importância da Febre

    Existem momentos em que há a necessidade do corpo aumentar a temperatura ideal para preservar a homeostase. Normalmente isso ocorre em resposta à invasão de uma bactéria ou virose.

    A febre saudável normalmente aumenta em ondas que duram entre 2 e 3 horas, iniciando baixa e aumentando até atingir o “set point”. Esta é a nova temperatura ideal para o corpo combater o invasor e precisa manter este nível até resolver a infecção. Depois naturalmente ela vai baixando novamente até 37º C ou qualquer temperatura que seja ideal ou normal para seu corpo.

    Nestes casos é benéfica e, portanto, é necessário que a temperatura esteja acima de 37º C, gerando um ambiente inadequado para o invasor. Tentativas para diminuir a temperatura acabam trabalhando contra os mecanismos naturais do corpo e facilitam o ambiente do organismo que invadiu o corpo, retardando a melhora do paciente.

    Quando estamos com febre, o corpo aproveita todos os mecanismos para manter uma determinada temperatura, porém neste momento a temperatura ideal não é mais 37º C, pois agora é importante manter uma temperatura mais elevada por motivos de defesa e preservação do corpo.

    Esta nova temperatura é uma resposta de vários processos imunológicos do corpo servindo para destruir o invasor e demonstrar a importância da febre por sua participação crítica na defesa do corpo.

    Como a Temperatura Sobe

    Os seguintes mecanismos explicam o que é a causa e a importância da febre:

    • Químicas chamadas citocinas e mediadores são produzidos no corpo em reposta à invasão de um organismo, malignidade ou outro invasor.
    • O corpo está gerando um número maior de macrófagos. Esses são os “lixeiros” do corpo e literalmente “comem” a infecção presente.
    • Interferons que bloqueiam a metástase do invasor para outras células saudáveis do corpo.
    • O corpo está aumentando o número de anticorpos que lutam contra a infecção. Esses novos anticorpos mantêm registrada a infecção e futuramente reconhecem se este invasor retornar.
    • Induzir padrões de sono para preservar a energia do corpo.
    • Reduzir níveis de ferro no sangue e armazenar o ferro no fígado para inibir o crescimento de viroses e bactérias.
    • O próprio aumento de temperatura impede o crescimento de bactérias e viroses que se adaptam melhor a temperaturas mais baixas que a temperatura ideal do corpo.

    As causas mais comuns de gerar infecção e estimular a febre são:

    • Bactérias
    • Viroses
    • Doenças infecciosas
    • Medicamentos
    • Vacinas

    Conseqüências da Febre

    Mesmo que a febre seja uma resposta natural e tem benefícios enormes para seu corpo, ela exige muito estresse do mesmo. Alguns sintomas são normais como:

    • O metabolismo aumenta aproximadamente 13% para cada 1º C
    • Aumentam os batimentos cardíacos de 16 a 20% para cada 1º C
    • Aumenta a demanda de oxigênio (respiração)
    • Aumenta a demanda cardiovascular
    • Aumenta o desconforto e mal-estar do corpo

    Quando a Febre é Perigosa?

    Bebês recém-nascidos podem correr mais risco em função dos procedimentos hospitalares durante e logo após o nascimento. Nestes casos a febre não é ocasionada por um processo natural e pode ser resultada de atos agressivos, ou seja, atos que não são naturais para o corpo enfrentar.

    Medicamentos para a mãe, intervenções pós-parto como vacinas, circuncisão, infecção hospitalar, são exemplos de infecções em recém-nascidos que podem indicar um risco maior do que uma infecção natural.

    Febre em recém-nascidos, especialmente quando o parto foi realizado no hospital e/ou foi cesariana, merece mais atenção do que as outras e deve ser notificada ao médico ou responsável.

    Em bebês, adolescentes e adultos, febre até 41º C, não é considerada perigosa quando em função de infecção bacteriana ou viral (as mais comuns de encontrar) e quando a febre não está relacionada a nenhuma infecção hospitalar. O risco maior nestes casos ocorre em função de desidratação após diarréia, vômito e suor severo. É importante manter o paciente hidratado usando água natural, chás naturais, sucos, etc. Não é aconselhável tomar sucos prontos em caixa, etc. porque eles contêm alta dose de açúcar, adoçantes, conservantes, corantes e químicas em forma de sabores artificiais.

    E fácil identificar a febre devido à infecção bacteriana ou viral porque normalmente é acompanhada de tosse, coriza, lágrimas, etc. (os sintomas da “gripe”). Nestes casos, basta observar o paciente tomando os cuidados mencionados acima.

    Relação Entre Grau da Febre e Severidade da Infecção

    Não existe nenhuma prova que demonstre que febres altas indiquem infecções perigosas ou severas. Quando for determinado que a febre iniciou devido à infecção bacteriana ou viral não é necessário, nem saudável medir a temperatura de hora em hora. Isso não fornecerá informações pertinentes e servirá somente para causar mais pânico.

    Febre até 41º C, quando não envolve vômitos ou dificuldades de respirar não é perigosa e deve ser respeitada sem intervenções, além de líquidos e outros cuidados citados acima.

    Febre causada por virose ou bactéria não passará dos 41º C. Nosso corpo tem mecanismos que o protege contra isso. Não é necessário baixar a temperatura e na maioria dos casos até é prejudicial. Novamente é importante lembrar que a febre é uma resposta natural e uma defesa do corpo que deve ser respeitada apenas com repouso e alimentação correta. Tentativas que interferem neste processo natural geram mais danos, pois permitem que o organismo que invadiu o corpo cresça e ocasione mais infecção e desconforto.

    Como Eu Posso Amenizar os Sintomas da Febre

    É importante tomar bastante líquido: água natural sem gás, chás naturais, canjas, etc. Se você tem fome é importante comer, mas enquanto estiver ingerindo líquido não é preocupante que não se consuma comida por algum tempo. Portanto evite comida artificial e consuma alimentos saudáveis, sempre respeitando a vontade de comer.

    Diminua suas atividades. Exercícios e atividades em geral desgastam seu corpo e seus recursos imunológicos. Não é necessário repouso constante, mas é importante descansar e permitir que seu corpo combata o invasor. Muitas pessoas têm a idéia errônea de acabar com a febre, gripe, etc. e acabam passando muito tempo lutando contra o invasor, usando recursos antipiréticos e antibióticos que seriam desnecessários se tivessem tomado os cuidados básicos inicialmente.

    Se você ainda não consegue resistir à “vontade” de acabar com a febre, use uma esponja com água morna (não fria) nas axilas ou virilha. Não é a temperatura da água que baixa a febre, mas simplesmente o contato da água com a pele que reduz o calor do corpo.

    Como Eu Posso Diminuir a Febre?

    Em primeiro lugar lembre-se que diminuir a febre não é uma boa idéia. A febre é uma resposta natural e, portanto, é necessária para seu corpo em vários momentos. A febre deve ser respeitada com repouso e líquidos para ajudar seu corpo.

    Antipiréticos, como Tylenol (Acetaminofen ou Paracetamol), quando receitados para baixar a febre, inibem processos naturais do organismo contra viroses e bactérias. Existem pesquisas que relatam a ocorrência de seqüelas em crianças tratadas com antipiréticos. O fato é que baixar a temperatura permite que o organismo infeccioso cause mais danos como: asma, infecções respiratórias, infecções vaginais e/ou urinária, e até autismo.

    Quando a temperatura do corpo aumenta são estimulados vários processos imunológicos para combater o invasor. Baixar a febre afeta o movimento normal do sistema imunológico, criando desordens associadas ao desenvolvimento neural em certos pacientes que estão expostos ao Tylenol ou outros agentes imunossupressivos.

    Quando a febre existe em função de toxinas ingeridas, calor excessivo, etc. é importante baixá-la e procurar ajuda clínica.

    Aspirina – O AAS também pertence ao grupo dos anti-inflamatórios não esteroides (AINES), o mesmo dos famosos diclofenaco, ibuprofeno, nimesulida e cetoprofeno.

    Aspirina é suspeita de ser uma das maiores causadoras de intoxicação em crianças. Aspirina é uma forma de ácido salicílico que é o mesmo princípio ativo usado em veneno para ratos. Ácido salicílico impede a coagulação do sangue e causa a morte em ratos por sangramento interno. Muitas crianças que tomam aspirina sofrem de sangramento intestinal.

    Também foi comprovado que a aspirina é uma das causas da Síndrome de Reye quando receitada para crianças acometidas por influenza e catapora. Essa doença afeta o cérebro e o fígado e, muitas vezes, é fatal. Pediatras não aconselham o tratamento da febre com aspirina ou qualquer outro medicamento à base da mesma.

    Tylenol

    A maioria dos sites e muitos médicos ainda receitam Tylenol (Acetaminofen ou Paracetamol) para baixar a temperatura e ajudar contra o desconforto associado à gripe. O uso deste medicamento aumentou após serem comprovados os riscos da aspirina.

    Nos Estados Unidos, o Acetaminofen (Tylenol) é a causa número um de toxicidade do fígado e é um dos motivos mais comuns de entradas na sala de emergência. Existem pesquisas que relatam a participação deste medicamento associado ao autismo em crianças e deve ser evitado nos casos de febre infantil.

    Acetaminofen em mulheres grávidas também prejudica o feto.

    Vacinas e Febre

    É comum que crianças e adultos tenham febre após fazerem uma vacina. É importante entender que a vacina é uma agressão ao corpo. As vacinas foram criadas com a intenção de reduzir e eliminar certas doenças infecciosas. Mesmo que exista muita informação questionando a eficácia, e até a segurança das vacinas, não iremos explorar este assunto neste texto.

    Basta entender que em função das vacinas é normal que a temperatura do corpo aumente. No momento em que a vacina é administrada no corpo, está sendo introduzida também uma doença com químicas e conservantes estranhos ao corpo.

    O corpo reagirá para se defender de uma infecção, só que neste caso existe um perigo maior do que uma infecção normal, em função do fato de que a agulha atravessou todas as defesas naturais do corpo, incluindo pele, mucosa, etc.

    Devido à febre ter sido ocasionada após uma vacina deve-se ter mais atenção e comunicar ao seu médico.

    Lembre-se que Aspirina e Tylenol não são aconselháveis para baixar a febre do corpo.

    Como Lidar Com Tremor ou Calafrios

    O tremor é uma resposta natural para aquecer o corpo e não é nada mais do que pequenas contrações musculares para gerar fricção e aumentar o calor do corpo. É importante colocar uma manta ou um cobertor em cima do paciente para preservar a temperatura do corpo e diminuir a necessidade do corpo tremer. Normalmente, pouco tempo depois, a sensação passa. É quando o corpo alcança a temperatura correta.

    Quando É Necessário Procurar Ajuda do Médico

    • Crianças menores de 2 anos, com febre persistente acima de 41º C. É importante continuar amamentando. O leite materno além de fornecer alimentos e líquido para o bebê fornece também anticorpos que ajudam a combater a infecção
    • Febre acima de 41º C, acompanhada de vômitos e/ou dificuldade de respirar
    • Quando existem sinais de toxicidade, como manchas na pele
    • Paciente não está respondendo
    • Pescoço rígido (possibilidade de meningite)
    • Convulsão (ataque)
    • Dificuldades para urinar (queimação)
    • Manchas na pele
    • Dificuldade para respirar mesmo que as narinas estejam desobstruídas
    • Dificuldade de engolir ou o paciente está babando
    • Qualquer outro sintoma não esclarecido

    Febre e Convulsões

    Não existe nenhuma prova que a febre alta cause episódios de convulsões. Existe a possibilidade de que a febre alta possa desencadear convulsões em crianças com predisposição, porém é importante entender que a febre associada a infecções virais ou bacterianas não pode causar danos cerebrais ou físicos permanentes. Febre associada a este tipo de infecção não ultrapassará 41º C. Lembre-se novamente, a febre é uma resposta natural do corpo e serve para manter a homeostase. Além disso, seu corpo tem condições de regular a temperatura e não permitirá que a convulsão lhe cause danos.

    Febre alta não provoca convulsões. Convulsões são conseqüências da febre que sobe rápido demais e ocorre independente do nível da temperatura. É estimado que somente 4% das crianças com febre sofrem convulsões. Não existe prova que convulsões associadas à febre causem morte ou danos motores.

    É importante lembrar que as convulsões ocorrem em função da febre que sobe rápido demais. A convulsão em si não é perigosa, certificando-se que o ambiente em que a criança está se debatendo seja seguro e não cause danos para a mesma.

    Porque a Gripe Causa Mal-Estar?

    O mal-estar é causado pelas citocinas que estão em maior número para estimular as reações de defesa do hipotálamo. A febre em si não causa o mal-estar.

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  • Esta pergunta é feita praticamente por todas as pessoas que me procuram para emagrecer. Em seguida, geralmente vem à afirmação: “Eu tenho o metabolismo lento”.

    Muitos não tem certeza, mas pelo fato de não estar eliminando peso já “culpam” o metabolismo. Diante disso é preciso analisar se realmente a pessoa está seguindo a proposta alimentar corretamente.

    Uma forma de acelerar o metabolismo é praticando exercícios regularmente, assim se gasta mais calorias. Comer várias vezes ao dia também, pois o organismo a cada 2 ou 3 horas (depende do intervalo das suas refeições), estará trabalhando para fazer a digestão e queimar as calorias e assim se torna mais ativo.

    Alguns alimentos considerados como termogênicos, de acordo com alguns estudos, também provocam um gasto calórico, mas na minha opinião seria necessário um consumo elevado para que esse gasto fosse relevante.

    Outra situação muito comum que acontece é a seguinte, o indivíduo faz uma restrição calórica excessiva quando começa uma dieta, querendo obter o emagrecimento o quanto mais rápido possível, no início o organismo responde bem, mas com o passar do tempo, começa estacionar, ou seja, entra no efeito platô, porque ele se acostuma com aquela quantidade ingerida, só que o indivíduo não tem o que fazer, pois não tem como diminuir ainda mais as calorias.

    Nessa situação o melhor a fazer é aumentar as calorias e depois de um tempo diminuir devagar.

    Por isso muito cuidado com dietas muito restritas e não almeje eliminar peso muito rápido, o correto é que a redução de calorias aconteça aos poucos, até que se conquiste a meta de peso.

    Medicamentos, alterações na tireóide, estresse e outros fatores também podem alterar o metabolismo, por isso, analise bem se realmente o seu metabolismo é lento e faça as atitudes ou tratamento correto para acelerá-lo.

    Fonte Cyberdiet

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