• Uma exposição frequente à luz durante a noite pode favorecer a depressão e causar problemas de aprendizagem e memória, conclui um estudo feito pela Universidade Johns Hopkins, nos EUA. A pesquisa foi publicada na edição da revista “Nature” desta semana.

    Essa interferência da luminosidade, segundo os autores, pode ser desencadeada tanto por uma lâmpada acesa quanto por um computador ligado. Com o atual ritmo de vida de muitas pessoas, que tendem a ficar até de madrugada na internet ou trabalham por turnos, cresce a carga de cortisol – o hormônio do estresse – liberada no corpo.

    O trabalho com roedores, coordenado pelo biólogo Samer Hattar, demonstrou que células sensíveis à luz localizadas na retina – região no fundo do olho onde as imagens são projetadas e traduzidas – se ativam pela luz brilhante e prejudicam o centro do cérebro responsável pelo humor, pelo aprendizado e pela memória, chamado sistema límbico.

    [adrotate banner=”2″]Os animais foram submetidos a ciclos de 3,5 horas de luz e, em seguida, 3,5 horas de escuridão.

    “É claro que você não pode pedir que os ratos digam como se sentem, mas vimos um aumento no comportamento depressivo deles, incluindo a falta de interesse por açúcar ou pela busca de prazer”, diz.

    As cobaias deprimidas também se movimentavam menos, não aprendiam mais tão rapidamente nem se lembravam das tarefas. Além disso, esses ratos não demonstravam interesse por novos objetos, em comparação com os bichos que ficaram no escuro.

    Segundo Hattar, os seres humanos têm esses mesmos receptores nos olhos, o que faria com que os efeitos fossem muito semelhantes.

    Até então, os cientistas já sabiam que dias mais curtos no inverno podem desencadear nas pessoas uma forma de depressão conhecida como “transtorno afetivo sazonal“, que pode ser tratada com uma simples e regular exposição à luz.

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  • Nosso corpo possui tanto as células adiposas brancas como as marrons. As primeiras estocam combustível, ou melhor, gordura e, quando comemos demais, ficam infladas, deixando a barriga saliente. Já o segundo time usa a gasolina armazenada no organismo só para gerar calor, fato importante em seres vivos como nós, que precisamos nos manter em uma mesma temperatura o tempo todo. A questão é que os adultos apresentam muito mais unidades da versão guardadora de excessos gordurosos do que da responsável por incendiá-las.

    Contudo, dá para mudar ao menos em parte esse cenário. Recentemente, cientistas da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, descobriram um hormônio fabricado durante a atividade física com potencial para transformar aqueles depósitos esbranquiçados em indústrias consumidoras de energia. “A substância, batizada de irisina, viaja do músculo até o tecido adiposo e, lá, impulsiona essa maior queima calórica”, explica Jun Wu, bióloga e uma das autoras do trabalho (entenda os detalhes no infográfico abaixo).

    Para chegar à conclusão, ela e outros companheiros submeteram ratos a treinos regulares. Então, verificaram que os animais bem condicionados fisicamente tinham altos níveis de irisina e, acima disso, uma mudança no funcionamento interno de boa parcela das células de gordura. “Embora ainda faltem estudos na área, é impressionante que uma molécula secretada por causa do exercício transforme unidades que antes armazenavam triglicérides em outras que o utilizam apenas para produzir calor. É uma contradição surpreendente”, raciocina o fisiologista William Festuccia, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo.

    Atenção: ao que tudo indica, o tal hormônio não forma adipócitos escuros idênticos aos que temos naturalmente. “Na verdade, surge um tecido bege, com metabolismo menos acelerado do que o do marrom, porém muito mais ativo do que o do branco”, esclarece o endocrinologista Walmir Coutinho, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Aliás, a título de curiosidade, a cor menos clara vem da elevada concentração de ferro.

    O potencial benéfico da irisina vai além da perda de peso. Por dar um gás no surgimento de adipócitos com atuação similar à dos marrons, o hormônio inclusive jogaria um balde de água fria em inimigos do sistema cardiovascular. Em uma revisão conduzida ao lado de pesquisadores canadenses, William Festuccia destaca a importância dessas células específicas no controle dos triglicérides, por exemplo. “Elas diminuem a concentração dessa gordura no sangue por consumirem-na de forma a produzir calor”, arremata o fisiologista. Aí, o risco de uma artéria entupir, estopim para infartos e derrames, cai.

    Outro adversário do peito, o diabete também é combatido pelas fábricas gordurosas de energia. Segundo o levantamento de Festuccia, essas estruturas, quando ativadas, usam glicose à beça para deixar sua maquinaria a todo vapor. Assim, recrutam o açúcar que circula pelos vasos, regulando a glicemia. “Sem contar que, por atacar a obesidade, a irisina afasta a resistência à insulina, um fator fundamental para o aparecimento da doença”, complementa Páblius Braga, médico do esporte do Hospital Nove de Julho, na capital paulista.

    Uma substância com tantas possíveis benesses sempre causa furor na indústria farmacêutica. O otimismo é tanto que já há até quem especule que uma droga criada à base de irisina será, no futuro, como um exercício físico completo em cápsulas. “Isso é bastante improvável. Não se sabe, só para citar dois casos, se o hormônio tem alguma influência direta em quadros de hipertensão ou demências, males que a prática esportiva comprovadamente previne”, deixa claro a fisiologista Angelina Zanesco, da Unesp.

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    Existe uma dose ideal?

    O artigo de Harvard não se limitou a observar ratos. Após suarem a camisa cinco vezes na semana por quase três meses, oito voluntários também passaram a apresentar taxas extras de irisina – embora, nesse caso, os cientistas não tenham averiguado se os efeitos da molécula eram similares aos encontrados nos animais. “Infelizmente, hoje em dia não é todo mundo que alcança esses índices de atividade física”, lamenta Angelina. Em outras palavras, não vale dar somente uma volta no parque por mês. É necessário planejar uma rotina de treinamentos regulares e contar com um pouco de paciência para as vantagens começarem a dar as caras.

    Os experts ainda desconhecem qual a intensidade perfeita ou mesmo se as sessões de musculação promoveriam a propagação do hormônio. “A falta de resposta para questões básicas é normal quando se abre uma nova linha de pesquisa. Entretanto, essas perguntas devem ser elucidadas nos próximos anos”, enfatiza Jun Wu. Enquanto os esclarecimentos não vêm, vale a máxima de ficar longe do sedentarismo, mas respeitar seus limites a qualquer custo. Desse modo, você consegue transformar diversas chateações em cinzas.

    Uma promessa contra a obesidade

    A versão sintética da irisina deve começar a ser testada em voluntários a partir de 2013. Em teoria, sua principal virtude é, diferentemente dos medicamentos hoje disponíveis para contornar o excesso de peso, não mexer com quaisquer mecanismos do cérebro. “Ainda é cedo demais para falar qualquer coisa. Vários fármacos, e em especial os que aumentavam a queima energética do corpo, trouxeram benefícios a animais, mas não surtiram efeito em seres humanos”, contrapõe Walmir Coutinho. Fora isso, pouco se sabe sobre possíveis reações adversas. “Por estimular a geração de calor, será que em doses elevadas a irisina provocaria uma febre contínua?”, questiona William Festuccia. Trata-se de uma grande promessa para os próximos anos.

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  • É mais comum ver homens carecas, mas a queda de cabelo atinge tanto eles quanto as mulheres. Vários fatores podem desencadear o problema, de genética a gravidez, passando por falta de nutrientes na alimentação, alterações na tireoide e doenças autoimunes.

    A calvície – cujo nome médico é alopécia androgênica – trata-se de uma manifestação fisiológica que ocorre em pessoas com uma predisposição. Os tratamentos devem ser feitos primeiramente em consultório e demoram a dar resultados, o que pode levar até um ano.

    O problema é mais frequente entre os homens porque a testosterona (hormônio masculino) é uma das responsáveis pela queda de cabelo. Além disso, a mulher nunca fica 100% careca, mas com falhas em alguns pontos da cabeça. No caso delas, a situação costuma piorar mais durante a gravidez, por uma carência de vitaminas, e após a menopausa, pela falta de hormônios.

    Para você saber se está ficando calvo ou se a queda é normal, a dica é: compare a espessura dos fios da frente e detrás da cabeça. Se os da frente estiverem mais finos, é sinal de que o cabelo está começando a morrer e a calvície está chegando. É nesse momento que se deve iniciar o tratamento. Não espere ficar calvo, pois, quando isso ocorrer, não haverá mais recuperação da produção dos fios, porque o folículo – onde os fios nascem – já terá morrido.

    Você também pode fazer outro teste: pegue um tufo bem desembaraçado e puxe com força. Se saírem fios inteiros com aquele branquinho nas pontas, que é o bulbo ou raiz capilar, seu cabelo está saudável.

    Se você não sabe identificar se os seus fios estão caindo, pegue uma foto antiga e compare com o visual atual. Dessa forma, será possível ver se as entradas começaram agora ou se já existiam antes.

    Fases do crescimento capilar

    O fio de cabelo cresce numa velocidade aproximada de 0,3 mm por dia. Em um mês, atinge em média 1 cm. E o corte não influencia na queda.

    Desde que nascem no bulbo, até surgirem do lado de fora do couro cabeludo, as células do fio de cabelo passam por grandes mudanças em sua forma e composição química. Um dia antes de o fio despontar, suas características e propriedades já estão prontas. Ele é feito basicamente de queratina, é insolúvel em água e rico em enxofre.

    O crescimento do cabelo não é um processo contínuo. Cada fio nasce por 4 a 6 anos, interrompe o crescimento por aproximadamente 20 dias e, em seguida, cai. No lugar dele, começa a nascer um novo fio sadio e o ciclo se repete. Isso faz com que os fios estejam sempre em fases diferentes de desenvolvimento. Por isso, a perda diária de alguns diariamente é considerada normal.

    Como ocorre a calvície

    O processo da calvície começa quando os folículos pilosos, em cada qual nascem até quatro fios, são estimulados pela testosterona.

    Ao atingir o couro cabeludo de pessoas com tendência genética, o hormônio masculino sofre a ação de uma enzima (a 5-alfa-redutase) e é transformado em DHT (diidrotestosterona).

    O hormônio DHT age dentro dos folículos, desencadeando a morte das células que produzem os fios. Os folículos começam, então, a se fechar e diminuem a produção progressivamente.

    Os fios das laterais e detrás da cabeça dificilmente caem porque os folículos dessas regiões não produzem a tal enzima.

    Tratamentos,

    O medicamento finasterida é o mais usado e fundamental para interromper a queda de cabelo. Ele bloqueia a ação da 5-alfa-redutase, impedindo a evolução da calvície. O remédio é mais indicado para os homens porque é uma droga teratogênica, ou seja, altera a formação do feto em caso de gravidez. Os médicos só podem recomendá-lo para mulheres na menopausa, laqueadas ou que não têm mais o útero.

    Para as mulheres e homens que não querem ou não podem tomar remédio, existem outras opções. São elas:

    1 – Laser: de baixa potência, melhora a irrigação do folículo e nutre os fios. Quanto maior a vasodilatação, mais sangue há no folículo. Não existe comprovação científica de que o laser de baixa potência melhore a calvície, mas a Sociedade Brasileira de Dermatologia o reconhece como tratamento.

    2 – Implante: é uma opção principalmente para quem ainda tem os fios atrás da cabeça, pois esse cabelo serve de doador. O cabelo é retirado dessa região e implantado fio a fio no folículo da área calva. Fica mais natural em pessoas pouco carecas. Quem recorre à cirurgia deve continuar a fazer tratamento para evitar a queda dos fios restantes.

    3 – Loção capilar: tem ação de vasodilatador e faz crescer os cabelos. O remédio é aplicado diretamente no local da falha. Os médicos costumam alertar os pacientes a lavar as mãos após a aplicação, pois o produto faz crescer pelos onde entrar em contato com a pele, como rosto e braços.

    4 – Interlace: é uma técnica de entrelaçamento dos fios, como se fosse uma malha de cabelo. Costuma causar mau cheiro e não fica natural. É uma opção estética, não um tratamento.

    Xampus fitoterápicos antiqueda não ajudam no tratamento da calvície. Eles só são indicados para queda de cabelo decorrente de outros fatores.

    Segundo Márcia Purceli, homens completamente carecas devem lavar a cabeça todos os dias com sabonete para o rosto. A careca deixa de ser um couro cabeludo e se transforma numa pele comum, por isso também exige cuidados. Além disso, é importante usar sempre protetor solar.

    No caso dos calvos, deve-se aplicar xampu onde ainda há cabelo. O condicionador não deve ser passado no couro, porque aumenta a oleosidade, piora a dermatite seborreica e favorece a queda. Mas essa queda provocada pela oleosidade não tem relação com o folículo doente, que causa a calvície. Mudar de xampu ou usar marcas sem sal também não diminui o problema.

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  • Os hormônios são a chave de muitas mudanças físicas e emocionais que acontecem no corpo. Há, portanto, uma diferença entre homens e mulheres. Enquanto nos homens, o único hormônio que determina a função sexual é a testosterona, nas mulheres em menos 15 dias tudo pode mudar.

    Na mulher, os hormônios que regulam o comportamento são o estrógeno e a progesterona e começam a ser liberados no corpo a partir da puberdade. Quando chega a última fase da puberdade, a chamada “menarca”, que é a primeira menstruação da mulher, também pode vir junto uma síndrome que, dependendo da intensidade, muda completamente a vida da mulher.

    A Tensão Pré Menstrual (TPM) é um conjunto de sintomas físicos e emocionais que começam no meio do ciclo menstrual da mulher e desaparecem como num passe de mágica quando chega a menstruação. São mais de 200 sintomas que variam de mulher para mulher. No Bem Estar desta quarta-feira (28), o ginecologista José Bento e a endocrinologista Cintia Cercato falaram sobre a puberdade e os diferentes níveis de TPM.

    Existe uma diferença entre o comportamento dos homens e das mulheres. Os médicos acreditam que o principal motivo dessa diferença é a oscilação hormonal. O homem nasce com uma produção baixa de testosterona, que aumenta na puberdade e se mantém estável até a andropausa, quando cai.

    Já a mulher nasce com uma quantidade reduzida de estrógeno e progesterona, que aumentam na primeira menstruação e, a partir daí, começam a oscilar freneticamente a cada duas semanas e só cai quando chega na menopausa. A variação hormonal tem o mesmo “desenho” da variação emocional. Enquanto os homens são estáveis e permanentes, as mulheres enfrentam altos e baixos durante todo período fértil.

    Um dos pressupostos básicos para que a mulher tenha TPM é ter um ciclo regular de menstruação. A TPM depende dessa oscilação hormonal, e o ciclo regular faz com que ela fique caracterizada. Portanto, a TPM só aparece depois da menarca, a primeira menstruação e última fase da puberdade.

    O estrógeno e a progesterona desempenham papeis diferentes no corpo da mulher. Basicamente, na primeira fase do ciclo, o estrógeno está subindo e a progesterona está em baixa quantidade. Após a ovulação, começa a TPM e as mudanças hormonais passam a determinar mudanças físicas e emocionais. As físicas tem mais relação com a progesterona e as emocionais com o estrógeno.

    Estrógeno e serotonina: as mudanças hormonais da mulher têm relação com o estrógeno, pois ele está associado à produção e ação da serotonina.

    As pesquisas mostram que conforme o estrógeno sobe, a serotonina – hormônio que provoca sensação de bem estar – também sobe. E se o estrógeno desce, a serotonina acompanha a queda.

    Progesterona e retenção de líquido: a progesterona tem efeito “mineralocorticóide”. Basicamente, ela age nos receptores dos rins que fazem a reabsorção da água, estimulando essa reabsorção. Em outras palavras, ela bloqueia parcialmente a liberação de água pelo rim. Isso explica a retenção de líquido durante o período pré-menstrual e consequentemente os principais sintomas físicos, como o inchaço e massalgia (dor na mama).

    Tipos de TPM
    Os mais de 200 sintomas da TPM variam de mulher para mulher, mas 4 deles são mais comuns. Através destes sintomas, é possível dividir os tipos de TPM como mostra abaixo:

    Inchaço: para as mulheres em que o inchaço é o sintoma que aparece com mais força durante a TPM, a recomendação médica é fazer sessões regulares de drenagem linfática, um tipo de massagem que ajuda a combater a retenção de líquido, assim como a dieta sem sal. Atividade física também melhora o inchaço porque melhora a circulação. Para inchaço na perna, a meia elástica pode ajudar.

    Tomar bastante água ajuda a inibir o hormônio ACTH, o anti-diurético, que é produzido pelo rim e gera a quantidade de água no corpo. Nesse tipo de TPM também é comum a mulher apresentar dores, principalmente na mama (massalgia) e dor de cabeça. Reduzir sal também ajuda a evitar as dores. Evitar roupas muito apertadas também é uma boa dica, porque diminui a pressão no corpo e alivia esse tipo de dor.

    Ansiedade: para quem tem irritabilidade, nervosismo e sensibilidade emocional como principal sintoma da TPM, a recomendação médica é fazer atividades que ajudem a relaxar e reequilibrar o corpo, como yoga e meditação. É aconselhável reduzir alimentos ricos em cafeína (café, refrigerante, chá-preto). Cortar álcool também é importante porque o álcool é um excitante do cérebro.

    Depressão: não é recomendada a cafeína, porque nesse tipo de TPM, além do cansaço e da depressão, o sono também pode ser afetado. Por isso a primeira dica é tentar dormir mais e melhor. Para isso, o conselho é evitar comer demais e beber álcool logo antes de dormir. Banho morno à noite ajuda a relaxar e fazer atividade física de manhã é a melhor das dicas porque ajuda a dar disposição para enfrentar o dia através da liberação de endorfinas.

    Compulsão: é uma das piores queixas das mulheres porque a compulsão as faz engordar e desencadeia outros sintomas. A recomendação neste caso é levar lanches saudáveis e frutas para o trabalho e comer de três em três horas. Alimentos ricos em fibras têm maior poder de saciedade e por isso podem ajudar a controlar a compulsão. Estão na lista aveia, pão e arroz integral, sementes de linhaça e frutas com casca (como maçã, pêra e pêssego).

    Ao agendar uma consulta no médico, a mulher pode levar um caderno com anotações dos sintomas que sente normalmente durante a TPM. Isso pode ajudá-lo a resolver o problema.

    Pílula anticoncepcional
    O uso da pílula faz com que as variações hormonais reduzam bastante, controlando a TPM. Em uma situação normal, a progesterona começa baixinha no começo do ciclo e vai crescendo bem devagar, até que na ovulação dá um pico e se mantém estável até a menstruação, quando cai abruptamente a nível zero. Já o estrógeno sobe gradualmente até a ovulação, quando atinge seu pico. Depois, ele começa a cair levemente e, quando vem a menstruação, cai abruptamente a nível zero. Quando a mulher toma pílula, os dois sobre gradualmente, mas muito menos, até a ovulação, onde atingem um leve pico, depois descem gradualmente, juntos.

    TPM x chocolate
    Muitas mulheres associam o chocolate à TPM. Além de ser doce, ele tem uma grande quantidade de triptofano, uma substância que se transforma em serotonina, o hormônio do bem-estar. A serotonina ajuda a aliviar os sintomas da TPM e, portanto, pode e deve ser usada nessa fase do ciclo. No entanto, o chocolate não é o campeão de triptofano.

    Por exemplo, uma barra de chocolate ao leite tem 0,13 gramas de triptofano, enquanto um ovo de galinha tem 1g, ou seja, equivale a 7 barras e meia de chocolate. Semente de girassol, abacate e banana também contém essa substância. Outros alimentos “anti-TPM” que podem ajudar a acelerar a criação da serotonina a partir do triptofano são os ricos em magnésio (abacate, nozes, castanhas, brócolis e folhas verde-escuras) e os ricos em vitamina B6 (banana, batata, feijão, ovo, carne vermelha, pão e cereais).

    Receita
    O Bem Estar deu também a dica de uma receita que tira a vontade de comer chocolate e ainda é rica em triptofano.
    Essa substância aumenta a sensação de bem-estar e funciona muito bem para aliviar os sintomas da TPM.
    O vídeo ao lado mostra o preparo do mousse e, abaixo, você vê os ingredientes necessários para fazer a receita da nutricionista Carolina Baccei.

    Mousse de abacate com cacau e banana
    Ingredientes:
    ¼ de abacate
    1 banana nanica
    1 colher (chá) de cacau em pó
    1 pitada de canela em pó
    ¼ de xícara de água
    1 colher (sopa) de mel ou agave (opcional)
    Modo de Preparo:
    Bata todos os ingredientes no liquidificador. Coloque em taças e leve à geladeira.

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  • Um estudo da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, sugere que dormir com luzes acesas – seja da televisão, do smartphone ou do corredor – pode provocar problemas de saúde, como câncer de mama, distúrbios do sono, ganho de peso e até depressão.

    A pesquisa, envolvendo 16 hamsters, estabeleceu uma ligação entre exposição à luz e depressão. No experimento, todos os animais passavam 16 horas por dia sob luzes fortes e, durante as oito horas restantes do dia, metade ficava na escuridão total e a outra metade ficava sob luzes luzes fracas, semelhante às emitidas por uma televisão ligada.

    Após 8 semanas, os hamsters que estavam em constante exposição à luz tiveram o desempenho significantemente prejudicado em uma série de testes de humor – por exemplo, eles beberam 20% menos açúcar que o resto do grupo e desistiam muito mais cedo em uma atividade de natação.

    Além disso, os pesquisadores notaram diferenças no cérebro que indicaram menos comunicação entre as células nervosas, algo também observado em pessoas com depressão grave.

    A explicação destas diferenças pode estar ligada à melatonina, que é produzida quando estamos no escuro. Com até mesmo a menor quantidade de luz durante a noite, o corpo libera a quantidade errada de melatonina. O hormônio age como um antioxidante, regulando nosso ciclo biológico e nos ajudando a adormecer, além de controlar a liberação de outros hormônios.

    Fonte Galileu

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  • [adrotate banner=”2″]A Justiça Federal de Goiás proibiu ontem (27), em caráter liminar, a realização da cirurgia de redução de estômago que promete curar o diabetes até que o médico Áureo Ludovico de Paula submeta o procedimento -considerado experimental- ao Conselho Federal de Medicina e ao Conep (Comitê Nacional de Ética em Pesquisa).

    Em caso de descumprimento, Ludovico será multado em R$ 100 mil por cada cirurgia realizada em desacordo com a decisão. A técnica, conhecida como interposição de íleo, foi desenvolvida pelo cirurgião goiano e realizada no apresentador Fausto Silva. Mais de 450 pacientes já se submeteram ao procedimento. Cabe recurso.

    Enquanto aguarda a aprovação do Conep e do CFM, Ludovico só poderá realizar o procedimento em casos comprovados de urgência (como risco de morte). Essa decisão caberá a uma câmara formada por três médicos no Conselho Regional de Medicina de Goiás por determinação do juiz Urbano Leal Berquó Neto.

    A decisão atende parcialmente a uma ação do Ministério Público Federal contra o médico. O procedimento não tem aprovação do Conep e não é reconhecido nem pelo CFM nem pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica.

    A diferença dessa técnica para a cirurgia convencional está na recolocação do íleo (fim do intestino delgado) entre o duodeno e o jejuno. Ao entrar em contato com o alimento, o íleo começa a produzir GLP1 (hormônio que estimula a produção de insulina). Nos diabéticos tipo 2, a insulina está reduzida no organismo e o íleo produz pouco GLP1 porque a maior parte do alimento já foi absorvida.

    Com o reposicionamento de parte do intestino, o alimento entra em contato mais rápido com o íleo, o que pode aumentar a produção do GLP1.

    Thomaz Szegö, presidente da SBCBM, diz que ainda não há evidências que comprovem a eficácia da técnica. “A sociedade segue a lei, e a lei diz que não se pode inventar uma técnica no consultório e começar a usar nos pacientes. Não se autoriza uma técnica com pacientes operados em série, por um cirurgião que vai realizando uma operação atrás do outra.”

    Procurado pela reportagem, Ludovico disse que ainda não tinha sido notificado da decisão. Questionado sobre o pedido de autorização ao Conep, o médico disse que “essa cirurgia não é experimental, por isso não precisa de autorização.”

    Fonte Folha OnLine

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  • Foto-semente-linhaca-proteina-omega-3-fibraPesquisa brasileira mostra que incluí-la no café da manhã é a melhor opção para quem precisa emagrecer. Saiba aqui como aproveitar esse e outros benefícios da cada vez mais festejada semente de linho

    No princípio era a aveia. Depois vieram a soja, os peixes, o tomate… Desde que cientistas japoneses começaram a estudar a capacidade que alguns alimentos possuem de prevenir doenças, nos anos 1980, a lista de ingredientes indispensáveis à saúde não parou de crescer. Graças a essa onda de descobertas, hoje podemos desfrutar das qualidades de uma pequena, porém poderosa, semente: a linhaça.

    Dona de uma carreira meteórica, ela despertou interesse em grandes centros de pesquisa antes de figurar na dieta das celebridades e daqueles que, de maneira geral, prezam pelo bem-estar. Atualmente, é a estrela de uma série de estudos que estão sendo realizados na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Um deles é o da nutricionista Wânia Monteiro, que analisa os efeitos da farinha de linhaça em mulheres obesas. Depois de receber um acompanhamento nutricional personalizado, as pacientes passaram a comer uma mistura de iogurte light de morango com 30 gramas da farinha logo de manhã — o equivalente a 4 colheres de sopa.

    [adrotate banner=”2″]Até agora, os resultados são muito animadores. “Em três meses, houve uma queda significativa no peso, no índice glicêmico e no LDL, o colesterol ruim”, conta Wânia. O segredo, claro, não está apenas na protagonista desta reportagem. “Sabemos que uma dieta com menos calorias ainda é a peça-chave para o emagrecimento”, pondera Glorimar Rosa, orientadora da pesquisa. “Mas a farinha de linhaça espanta a fome”, afirma. Ou seja, ao prevenir ataques de gula, ela viabiliza a tal da dieta hipocalórica. O trabalho registra uma redução na vontade de comer entre 15 e 45 minutos após a primeira refeição do dia que incluía a linhaça.

    “A linhaça é rica em fibras, que aumentam a saciedade, e ainda tem substâncias que estimulam a produção de um hormônio controlador do apetite”, explica a nutróloga Lívia Zimmermann, da Associação Brasileira de Nutrologia. A pesquisa carioca acrescenta esse ingrediente no desjejum de suas voluntárias apostando que, bem cedo, ele aplacará a fome ao longo do dia inteiro. Mas você pode ser mais flexível. “A farinha de linhaça pode ser consumida nos horários de maior compulsão alimentar”, orienta Glorimar.

    Versátil, a linhaça é um cereal de origem, mas se passa facilmente por oleaginosa, já que produz bastante óleo, ou até leguminosa, por ter proteínas semelhantes às dos espécimes dessa turma. “Daí a dificuldade das pessoas para classificála”, comenta a nutricionista Ana Vládia Bandeira Moreira, da Universidade Federal de Viçosa, no interior mineiro.

    Seja qual for a nomenclatura, não restam dúvidas de que temos aqui uma genuína fonte de ácido alfalinolênico, uma versão da gordura ômega-3. “No organismo, ele é convertido nas moléculas EPA e DHA para que seja absorvido”, detalha Jesuí Visentainer, cientista de alimentos da Universidade Estadual de Maringá. Essas duas siglas, EPA e DHA, são responsáveis por importantes atributos do alimento — a proteção das artérias e dos neurônios é o principal. “O ômega-3 diminui o LDL, fortalece o sistema imunológico e evita processos inflamatórios”, enumera Renata Cintra, professora de Nutrição da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu, no interior do estado. Como a dieta do brasileiro não é das mais ricas no nutriente, encontrado principalmente nos peixes de águas frias, investir na linhaça é uma alternativa para alcançar as cotas diárias. Além dos ácidos graxos e das fibras, outra substância que merece atenção atende pelo nome de lignana. “Trata-se de um composto fenólico com propriedades extremamente antioxidantes”, diz Rejane Neves-Souza, professora de nutrição da Universidade do Norte do Paraná. Nos últimos anos, diversas pesquisas indicam que ele ajudaria a brecar a reprodução de células cancerosas, diminuindo o risco de tumores como os de mama, próstata e cólon. E o melhor: a linhaça está cheia dele. “As lignanas também agem como fitoestrógenos”, afirma Rejane. Isso quer dizer que, no corpo, exercem as funções do hormônio feminino estrógeno. Assim, segundo alguns trabalhos, dariam uma ajuda e tanto para as mulheres que começam a enfrentar os primeiros sinais da menopausa, quando os níveis hormonais desabam.

    Não bastasse a linhaça proteger o intestino, combater a obesidade e afastar doenças cardiovasculares, alguns cientistas relacionam seu consumo regular até mesmo à saúde da pele e dos olhos. Mas a grande questão é: quanto e como consumir? “Não estamos falando de um remédio que deve ser tomado para tratar doenças”, lembra Rejane. “Para aproveitar suas qualidades e ver efeitos em longo prazo, temos que incluir a linhaça no dia a dia”, avisa. Não existe consenso, mas as recomendações diárias variam de 25 a 45 gramas.

    Os especialistas sugerem que você tome alguns cuidados para que os nutrientes da linhaça sejam absorvidos pra valer. O primeiro é evitar comer as sementes inteiras. “O organismo tem dificuldade em romper a parede celular delas”, justifica a nutricionista Ana Cristina Rocha Espeschit, pesquisadora da Universidade Federal de Viçosa. Ou seja: priorize a farinha. Mas, antes de cair de boca na semente triturada, saiba que ela é supersensível à oxidação. “O ideal é diminuir ao máximo o contato com o oxigênio, com a luz e com o calor”, aconselha o bioquímico Jorge Mancini, da Faculdade de Ciências Famacêuticas da Universidade de São Paulo. Por isso é tão comum ouvir por aí — e procede — que o melhor é comprar a semente, separar a porção que pretende consumir e batê-la no liquidificador instantes antes de comer. Se precisar guardar, tente deixá-la na geladeira, em um pote escuro, bem fechado e cheio até a boca para não dar espaço ao ar.

    Com essas dicas, você aproveitará tudo o que a linhaça oferece de melhor. No entanto, como nenhum alimento é perfeito, ela também apresenta alguns senões. “Poucos falam das suas substâncias antinutricionais”, acredita Ana Vládia. “No corpo, elas inibem a ação de enzimas que digerem proteínas”, declara. As consequências disso ainda estão sendo estudadas, mas é de imaginar que não venham boas notícias. Para fugir dessa roubada, procure cozinhar a semente com água durante 15 minutos em fogo baixo — claro que, se for usar a linhaça em uma receita de prato quente, você poderá dispensar esse procedimento. Está certo que, ao aquecer, a concentração de substâncias benéficas irá diminuir. Mas a nutricionista Ana Vládia garante que é a maneira mais segura de consumi-la: a perda não é das maiores e os malefícios das tais substâncias antinutricionais são anulados.

    No ensejo de mais orientações, a nutróloga Lívia Zimmermann ensina uma técnica para quem declarou guerra ao ponteiro da balança: deixe a linhaça de molho em uma tigela de quatro a oito horas. Aí, beba um copo daquela água aproximadamente meia hora antes da refeição. “As fibras que estão ali ajudam a frear a fome e a comer menos”, assegura. Depois de conhecer tantas facetas da pequena notável, fica difícil arrumar uma desculpa para não colocá-la no seu café da manhã ou em outra refeição do dia.

    Fonte Saúde é Vital

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