• Amantes da tapioca, fiquem de olho: nem todas as marcas disponíveis no mercado oferecem produtos que merecem o título de “alimento saudável”. Um levantamento realizado recentemente pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor – PROTESTE acaba de descobrir que alguns contêm mais sódio e conservantes em sua composição do que o necessário, além de apresentarem problemas de higiene e rotulagem.

    A pesquisa em questão começou analisando o rótulo de 15 empresas diferentes. Aí já foram constatadas variações significativas quanto à presença de sódio. Na tapioca da Dai Alimentos, por exemplo, há 21 miligramas da substância em 100 gramas de goma – quase o dobro das versões de Sabor da Paraíba e Taeq.

    Acontece que, ao investigar as gomas no laboratório, os pesquisadores observaram diferenças entre o que aparecia na embalagem e o que de fato estava sendo vendido em determinados casos. A tapioca da Dai Alimentos possuía na verdade 47 miligramas de sódio – 124% a mais do que o informado. Já a da Delícias do Nordeste carregava 85 miligramas, um discrepância de incríveis 608% entre o que alegava o rótulo.

    Segundo a PROTESTE, apenas quatro das empresas analisadas deixavam de lado sódio ou conservantes: Da Terrinha, Beijubom, Pantanal e Gourmet Brasil. Cabe destacar que a adição do mineral em questão não é ilegal. Entretanto, de acordo com a associação, é desnecessária. Afinal, pelo que o teste concluiu, a presença de sal sequer alteraria a durabilidade do alimento.

    O consumo de sódio em excesso está vinculado a várias encrencas. Além de fomentar a hipertensão, ele abala o fígado e os ossos e aumenta o risco de diabetes. Melhor prestar atenção, certo?

    Já em termos de higiene, nenhuma das opções destrinchadas apresentaram possíveis danos à saúde. Nesse quesito, a marca Duduxo, com ótimos resultados, se opôs à Wrapioca, que contou com a maior quantidade de bolores e leveduras entre as amostras. Na concentração observada, a presença desses micro-organismos não chega a ser uma ameaça, mas pode sinalizar descuidos na preservação adequada dos produtos.

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    Hemorroidas

    As veias anais ficam inflamadas e doloridas. Higiene, remédios e cirurgia resolvem o dilema.

    Fissura

    Ocorre um pequeno corte no revestimento do ânus. Dá pra usar pomadas e evitar alguns alimentos.

    Fístula

    É a abertura de um canal infeccionado entre a pele e o ânus. É preciso recorrer a uma operação.

    Incontinência

    Há descontrole na eliminação de fezes. A encrenca aumenta entre os jovens por erros dietéticos.

    Câncer

    Tumores que crescem ali geralmente são confundidos com hemorroidas. São 348 mortes/ano no Brasil.

    Oxiúros

    Esses vermes chocam seus ovos no ânus do ser humano. Mas tem um medicamento que acaba com todos eles.

    Problemas psicológicos

    Existe uma conexão estreita entre o sistema digestivo e o cérebro. Para ter ideia, nós possuímos 500 milhões de neurônios no intestino, que produzem 90% de toda a serotonina — neurotransmissor relacionado à sensação de bem-estar — do nosso corpo.

    É por isso que a dificuldade de defecar nos irrita. Aliás, o termo “enfezado” quer dizer, literalmente, “cheio de fezes”. “No caminho inverso, é comum notar em indivíduos estressados e nervosos constipação ou diarreia”, observa a coloproctologista Sonia Yusuf, do Hospital Santa Cruz, em São Paulo. Pois é, desarranjos abdominais às vezes exigem aconselhamento psicológico.

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  • Uma grande quantidade de doenças infecciosas pode ser transmitida em casa, sobretudo em determinados pontos que se tornaram verdadeiros focos de coliformes. A advertência é reforçada por especialistas nesta segunda-feira, o “dia mundial de lavar as mãos”, que ressalta a importância da higiene pessoal.


    Objetos como controles remotos, torneiras de banheiro e cozinha, telefones, brinquedos e lixeiras são importantes transmissores de bactérias.

    Segundo o Gobal Hygiene Council, grupo formado por especialistas internacionais em higiene, estima-se que entre 50% e 80% das doenças alimentares tenham origem em casa. Isso porque pontos como a pia da cozinha, por exemplo, costumam conter 100 mil vezes mais germes do que um banheiro, por estar contaminada por restos e sujeira. Tábuas de cortar alimentos têm 200% mais coliformes fecais do que assentos de privada.

    Objetos frequentemente tocados com as mãos são grandes pontos transmissores – é o caso das torneiras de banheiro, que também costumam ter mais germes nocivos do que a tampa da privada, e das bolsas de mão, que têm milhares de bactérias por centímetro quadrado.

    Daí a preocupação com a lavagem frequente das mãos, para evitar a transmissão dessas bactérias.

    “O nível surpreendente de contaminação em objetos do dia a dia é um sinal de que as pessoas estão esquecendo de lavar suas mãos após o uso do banheiro, um dos momentos-chave para prevenir infecções”, disse à Press Association o pesquisador britânico Val Curtis, da Escola Britânica de Higiene e Medicina Tropical.

    ‘Mãos de privada’

    Estudo lançado nesta segunda-feira pela escola, em associação com a Universidade Queen Mary e patrocínio de uma marca de sabonetes, aponta que cerca de um em cada dez britânicos pesquisados carrega em suas mãos a mesma quantidade de germes de uma privada suja.


    A pesquisa identificou coliformes fecais em 26% dos entrevistados, em 14% das notas de dinheiro e em 10% dos cartões de crédito analisados.

    “As pessoas dizem que lavam suas mãos, mas as pesquisas mostram que não e apontam o quão fácil esses patógenos (agentes causadores de doença) são transmitidos, sobrevivendo em dinheiro e cartões”, diz Ron Cutler, que liderou a pesquisa britânica na Universidade Queen Mary.

    Em média, as mãos carregam cerca de 3 mil tipos diferentes de bactérias de mais de cem espécies, segundo pesquisadores americanos. Muitos desses tipos não são nocivos, mas a higiene das mãos é essencial para evitar que os germes que causam doenças não sejam transmitidos.

    O hábito de lavar as mãos é considerado pela ONU uma das medidas de melhor custo benefício para controlar doenças mundo afora. Pode, ainda, salvar mais de 1 milhão de vidas anualmente – perdidas, por exemplo, com diarreias e infecções respiratórias.

    O Hygiene Council também recomenda, nas residências, o uso de lixeiras que se abrem com pedal (para evitar contato manual), a limpeza de brinquedos (principalmente os de crianças doentes) e de superfícies tocadas com frequência.
    O site do conselho traz um mapa interativo com os pontos comumente contaminados nas casas, no link Clique http://bit.ly/Tmq2XD.

    Equilíbrio

    Ao mesmo tempo, relatório de setembro do Fórum Científico Internacional sobre Higiene Doméstica (IFH, na sigla em inglês) cita a hipótese segundo a qual a crescente prevenção de infecções desde a primeira infância pode resultar, mais tarde, na maior incidência de doenças como alergias. A explicação: necessitamos da interação com micróbios, particularmente nos primeiros anos de vida, para manter nosso sistema imunológico em equilíbrio.

    Há indícios de que, idealmente, teríamos que ser expostos a determinados tipos de micróbios, mas não há consenso científico sobre quais deles, ou em que quantidade.

    Como, então, encontrar o equilíbrio entre a exposição a esses micro-organismos e a necessidade de manter distância de doenças infecciosas perigosas?

    Segundo o relatório, “podemos, por exemplo, estimular as crianças a brincar livremente umas com as outras e com seu ambiente, o que as deixará expostas a uma variedade de micróbios (inevitavelmente, também a patógenos), mas ao mesmo tempo devemos ser rigorosos com a importância de ações como lavar as mãos após ir ao banheiro ou visitar fazendas, antes de comer, etc”.

    O mesmo vale para animais de estimação: a exposição a eles traz contato com diferentes tipos de micro-organismos, mas o risco de contaminações é reduzido com a boa higiene dos pets.

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