• A gestação é um período que pede exames específicos, até porque um pré-natal bem assistido ajuda no desenvolvimento do bebê e preserva a saúde e segurança da mãe. E nada melhor do que abordar o tema hoje, 28 de maio, quando é celebrado o Dia Nacional de Luta pela Redução da Mortalidade Materna.

    Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2013 ocorreram 289 mil mortes maternas devido a complicações durante a gravidez e o parto – uma queda de 45% se comparado aos 523 mil óbitos em 1990. A entidade também afirma que o Brasil reduziu sua taxa de mortalidade materna em 43% entre 1990 e 2013. Apesar de ser um dos mais baixos da América Latina, o índice ainda é considerado alto.

    Para que esse número continue a cair, existem exames básicos que toda gestante deve fazer e que são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Com o auxílio do médico Olímpio Barbosa, presidente da Comissão Nacional Especializada de Assistência Pré-natal da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), SAÚDE traz essa lista para você. Converse com seu médico sobre ela:

    Primeira consulta ou primeiro trimestre:

    – Hemograma, tipagem sanguínea e fator Rh Coombs indireto (se for Rh negativo)

    – Glicemia em jejum

    – Teste rápido de triagem para sífilis e/ou VDRL

    – Teste rápido para HIV

    – Toxoplasmose IgM e IgG

    – Sorologia para hepatite B

    – Urocultura + sumário de urina

    – Ultrassonografia (exame morfológico)

    – Exame citopatológico de colo de útero (se houver indicação clínica)

    – Exame da secreção vaginal (se houver indicação clínica)

    – Exame parasitológico de fezes (se houver indicação clínica)

    Segundo trimestre:

    – Teste de tolerância para glicose, se a glicemia estiver acima de 85mg/dl ou se houver fator de risco para diabetes. Ele deve ser realizado preferencialmente entre a 24ª e a 28ª semana.

    – Coombs indireto (se for Rh negativo)

    Terceiro trimestre:

    – Hemograma e fator Rh Coombs indireto (se for Rh negativo)

    – Glicemia em jejum

    – Teste rápido de triagem para sífilis e/ou VDRL

    – Teste rápido para HIV

    – Sorologia para hepatite B

    – Toxoplasmose IgM e IgG (se IgG negativo na primeira consulta)

    – Urocultura + sumário de urina

    Há, claro, mais testes oferecidos pela rede privada. Porém, Barbosa informa que a Febrasgo não orienta aos obstetras pedirem exames complementares sem uma real necessidade, que deve ser discutida individualmente. Até porque 80% das gestações no nosso país não são de alto risco.

    “Existe no Brasil uma cultura do consumo. As pessoas acreditam que, se o médico pede muitos exames, é um profissional melhor, o que não é o caso”, afirma. Ele cita o exemplo do ultrassom tridimensional, que ofereceria as mesmas informações para o médico de um ultrassom normal. “Sua funcionalidade é maior para a mãe, que pode ver o rosto do bebê, do que para o médico em si”, completou.

    Já a obstetra e ginecologista Silvia Herrera, coordenadora de Medicina Fetal do SalomãoZoppi Diagnósticos, adota uma postura um pouco diferente: “Os exames preconizados pela Febrasgo e disponíveis no SUS são de fato o necessário para uma gravidez bem assistida. Porém, nós já temos tecnologias relacionadas ao diagnóstico de doenças genéticas que acrescentam eficácia e qualidade. Infelizmente, elas não estão disponíveis para todos, mas quem tiver condições deve fazer”, opina.

    Confira os principais exames complementares citados pela médica:

    – Perfil bioquímico (Fração Livre BHCG e PAPP-A): “O exame morfológico diagnostica 90% dos casos de síndrome de Down, mas, com o perfil bioquímico, chegamos a 96%. Embora o SUS não o disponibilize, os convênios passaram a cobri-lo há dois anos. Na Europa, não se faz o exame morfológico sem marcador bioquímico”, afirma. Se recomendado, ele deveria ser realizado entre a décima e a 14ª semanas.

    – NIPT (DNA Fetal no Sangue Materno): “É o que temos de mais novo. É um exame de sangue que detecta 99,9% dos casos de síndrome de Down sem trazer risco para o feto”. Pode ser feito a partir da décima semana.

    – Doppler Colorido das Artérias Uterinas: “Ele é associado ao exame morfológico do primeiro trimestre para rastrear o risco de pré-eclâmpsia. É um exame bom para intervirmos antes de a pressão subir”. Deve ser feito entre a 18ª e a 24ª semanas.

    – Avaliação do Colo Uterino Via Transvaginal: “Se for curto, o colo uterino começa a abrir por dentro à medida que o bebê vai crescendo. Isso eleva o risco de um parto extremamente prematuro. A avaliação detecta essa situação e assim podemos prevenir que evolua. É um exame simples e barato, mas não muito solicitado pelos médicos”. Deve ser feita entre a 18ª e a 24ª semanas.

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  • A grávida deve tomar a vacina da gripe – ela inclusive tem direito à versão gratuita, que será oferecida na campanha de 2018 do Ministério da Saúde a partir do dia 23 de abril. Ao se imunizar contra essa doença, a mãe protege tanto a si própria como ao bebê.

    Benefícios da vacinação na mulher grávida

    Os diversos subtipos do vírus influenza podem causar mais estragos na gestação. “Durante a pandemia de gripe em 2009, vi muitas grávidas com quadros sérios da doença”, reitera a infectologista Rosana Richtmann, do Hospital e Maternidade Santa Joana, em São Paulo.

    Nelas, é mais comum que, além dos sintomas clássicos (febre, coriza, dor, indisposição), surjam complicações como pneumonia e outras infecções respiratórias. Em situações extremas, isso chega a levar à morte.

    “Há uma hipótese de que isso ocorra porque a flutuação hormonal piora a resposta imunológica da paciente a vírus e bactérias”, explica Rosana. A distribuição de líquidos pelo corpo, que se altera nos nove meses, também teria a ver com a maior severidade.

    Ao se vacinar, portanto, a futura mamãe evita a gripe e suas complicações. Não à toa, as últimas campanhas incluem as gestantes no grupo de risco, que tem direito à imunização gratuita.

    Aliás, há um subtipo do vírus influenza – o H1N1 – que seria especialmente danoso às grávidas. A boa notícia é que a vacina de 2018 foi produzida para também nos proteger contra ele.

    E as vantagens para o bebê

    Quando recebe sua dose do imunizante, a mãe diminui inclusive a probabilidade de parto prematuro, uma situação que coloca ela e o filho em risco. “A principal causa de prematuridade são as infecções em geral”, relata Rosana.

    Claro que, aí, não estamos falando apenas da gripe. Mas o fato é que o processo inflamatório decorrente da invasão do vírus pode, sim, antecipar o parto.

    Além disso, os anticorpos produzidos pelo organismo da mãe a partir da vacinação passam para o feto através da placenta. Em outras palavras, a proteção contra a gripe vai se estender para o filho.

    E por que isso é tão importante? Ora, antes dos 6 meses de vida, a criança não pode receber essa injeção. Logo, se a mãe não foi atrás de sua dose, o bebê fica suscetível às agressões do vírus influenza. Cabe ressaltar que o sistema imune do pequenino ainda é frágil nessa fase – se ele é infectado, corre maior risco de sofrer problemas graves.

    “Até por isso, pedimos para que, dentro do possível, as pessoas que convivem com a criança também se vacinem”, reforça Rosana.

    Veja: o imunizante não garante 100% de proteção, inclusive porque os diversos subtipos do vírus influenza estão sempre sofrendo mutações e circulando por lugares diferentes do planeta. Estima-se que 70% das pessoas que aplicam a dose de fato se resguardam contra esses inimigos da saúde.

    Assim, pedir para todo mundo que está ao redor da gestante ou da criança aplicar a vacina é uma ótima maneira de afastar qualquer chance de a gripe atingi-las. Quanto menos gente capaz de transmitir a doença na casa, melhor.

    A vacinação é segura durante a gestação?

    Certamente: Ao contrário da vacina da febre amarela, por exemplo, o vírus colocado na composição do imunizante para a gripe é inativado. Ou seja, não há qualquer risco de ele se espalhar pelo corpo e causar estragos.

    Mas por que então algumas pessoas tomam a picada e, depois, relatam sintomas da infecção? Em primeiro lugar, o sistema imune demora dias para produzir os anticorpos – e pode ser que o sujeito tenha entrado em contato com o vírus no ambiente nesse meio termo. É por isso que os experts pedem para a população se proteger antes do inverno, a estação oficial da gripe.

    Segundo: como já dissemos, a eficácia da vacina é de 70%. Pode ser, portanto, que a dose não tenha surtido o efeito desejado.

    De reações à vacina, é possível que o indivíduo apresente uma alergia local na pele. Entretanto, isso é raro. Ela só está proibida para quem tem alergia severa ao ovo, o que está longe de ser algo frequente.

    Quando tomar

    A rede pública vai começar a disponibilizar a vacina trivalente – contra as cepas H1N1, H3N2 e do tipo B Yamagata – a partir do dia 23 de abril de 2018. Já as clínicas particulares oferecem a versão quadrivalente, que também afasta o risco de infecção pelo tipo B Victoria. Seu custo varia entre 100 e 200 reais, mais ou menos.

    A injeção pode ser administrada em qualquer período da gestação. “Aliás, quem está amamentando e não se imunizou também deveria se vacinar”, completa Rosana.

    E que fique claro: a vacinação é anual. Não adianta a mulher achar que, como se protegeu no ano passado, não deve se preocupar agora que está grávida. Como o vírus da gripe está sempre se modificando, as vacinas devem ser adaptadas anualmente.

    Um recado final: o bebê pode se vacinar a partir dos 6 meses de vida, se o médico achar conveniente. Só cabe ressaltar que, na primeira vez que uma criança menor de 9 anos receber a picada contra a gripe, será necessária uma dose de reforço.

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  • Eliminar fontes de carboidratos – pães, massas e afins – da rotina está na moda. Discussões à parte sobre o efeito disso na perda de peso, um novo estudo dá motivos para grávidas ou mulheres que estão planejando engravidar não seguirem a tal dieta low carb.

    Segundo os pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill (EUA), esse padrão alimentar aumenta o risco de o feto apresentar defeitos no tubo neural, o que pode levar a incapacidades para o resto da vida e até mesmo à morte. No trabalho, foram analisadas 11 285 gestações ocorridas entre 1998 e 2011.

    “Nós já sabíamos que a dieta da mulher antes e durante a gravidez tem papel importante no desenvolvimento do feto. A novidade é a sugestão de que uma dieta com pouco carboidrato pode aumentar o risco de o bebê ter defeitos no tubo neural em 30%”, informou a pesquisadora Tania Desrosiers, ao site da instituição. “Isso é preocupante, especialmente porque as dietas low carb são populares”, acrescentou.

    Para a cientista, esses achados demonstram a importância de a mulher, ao engravidar, conversar com profissionais de saúde sobre qualquer dieta ou hábito alimentar.

    O tal do ácido fólico
    Trata-se do nutriente essencial para garantir o bom desenvolvimento do tubo neural. Nos Estados Unidos, desde 1998 os produtos à base de grãos são enriquecidos com o ácido fólico. No Brasil, não é diferente. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também exige que as farinhas de trigo e milho sejam turbinadas com a substância.

    De olho nisso, fica fácil entender por que abolir massas, pães e companhia não é uma boa ideia durante a gravidez ou no momento que antecede a concepção do bebê. Aí você pode pensar: “mas basta tomar um suplemento!”.

    A questão é que, como muitas gestações não são planejadas, boa parte das mulheres só recorre a esses itens mais tarde, depois que o defeito no tubo neural já teria ocorrido. Daí a relevância dos alimentos enriquecidos com o ácido fólico.

    De acordo com Tania, autora da pesquisa, investigações futuras são necessárias para ver se essa relação é válida para outras populações e também para entender exatamente de que maneira o consumo de carboidratos se relaciona com prejuízos no tubo neural.

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    O estudo alega que uma análise dos produtos e dados disponíveis mostrou que eles não melhoram a saúde de gestantes e fetos, mas que mulheres grávidas deveriam manter o consumo de ácido fólico e vitamina D, além de manter uma dieta saudável.

    Segundo os pesquisadores envolvidos, o consumo de 400 mg de ácido fólico por dia pode comprovadamente proteger o feto contra anomalias no cérebro e na coluna vertebral, ao passo que uma dose diária de 10 mg de vitamina D é recomendada para que mãe e bebê tenham ossos saudáveis.

    Mas o excesso de vitamina A, por exemplo, pode causar danos ao feto.

    ‘Comendo por dois’

    No estudo, os pesquisadores dizem que grávidas podem se sentir coagidas a comprar suplementos multivitamínicos caros, mas que elas precisam resistir ao marketing das empresas.

    “Os únicos suplementos recomendados para todas as mulheres durante a gravidez são ácido fólico e vitamina D, disponíveis a custos relativamente baixos”, diz o estudo.

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    Janet Fyle, do Royal College of Midwives, insitituição que forma enfermeiras-parteiras, acrescentou ainda que mulheres não precisam “comer por dois”.

    “Encorajamos gestantes a ter uma dieta saudável e variada, incluindo frutas e legumes e frescos, além do suplemento de ácido fólico. Comer por dois é um mito. É necessária apenas uma quantidade balanceada de comida”.

    A Health Food Manufacturers’ Association, entidade que representa a indústria dos suplementos alimentares no Reino Unido, contestou a pequisa e insiste que uma proporção significativa de mulheres em idade fértil não está obtendo nutrientes suficientes apenas com o que consomem no dia a dia.

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    Pouco depois do incidente, Amanda descobriu que o parto prematuro foi provocado por uma infecção comum que muitas vezes nem é percebida pela mulher.

    A vaginose bacteriana, ou VB, é a infecção vaginal mais frequente em mulheres com idades entre 15 e 44 anos e é causada quando há uma quantidade excessiva de certos micro-organismos que provocam o desequilíbrio bacteriano na vagina.

    Se não for tratada, esta infecção pode causar partos prematuros, problemas de fertilidade e um risco maior de contrair outras doenças sexualmente transmissíveis.

    Um dos problemas da vaginose bacteriana é que, em algumas situações, o problema não é diagnosticado devido à ausência de sintomas.

    Os sintomas, quando presentes, são: secreção vaginal branca ou acinzentada e pouco espessa, cheiro, dor, coceira ou dor na vagina.

    Algumas mulheres também apresentam um forte cheiro de peixe, especialmente depois de manter relações sexuais.

    “Há provas que sugerem que, se não for tratada, a vaginose bacteriana pode provocar problemas durante a gravidez”, disse à BBC Mundo Eduardo Cortés, especialista em ginecologia e obstetrícia do Kingston Hospital NHS Foundation Trust, da Grã-Bretanha.

    Segundo Cortés, as complicações na gravidez relacionadas à VC são:

    Parto prematuro

    Aborto (sem ser no primeiro trimestre)

    Rompimento mais cedo da bolsa amniótica

    Infecção das membranas que formam a bolsa e o líquido amniótico

    Infecção e inflamação do revestimento do útero depois do parto.

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    “Durante a gravidez é normal que ocorra mais secreção vaginal, mas no momento em que a grávida notar algo diferente, deveria ir ao médico”, afirmou o especialista.

    Cortés afirma que “uma vez diagnosticada, a vaginose bacteriana é muito fácil de tratar com antibióticos”.

    Doenças e infertilidade

    Também há provas de que a vaginose bacteriana aumenta o risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis.

    “Isto acontece provavelmente devido a uma mudança no equilíbrio bacteriano dentro da vagina, que reduz a proteção contra estas doenças”, disse Cortés.

    E, apesar de a ligação entre os dois problemas não estar clara, algumas evidências sugerem que a VB também pode aumentar o risco de desenvolvimento da doença inflamatória pélvica, um problema que pode afetar o útero, trompas e outras partes do aparelho reprodutor feminino.

    Se esta doença for diagnosticada precocemente, também é possível tratá-la com antibióticos.

    “Estima-se que entre 10% e 20% das mulheres que sofrem desta infecção correm risco de desenvolver problemas de infertilidade”, disse Cortés.

    Entre os sintomas do problema estão:

    Dor na pélvis ou no abdome inferior

    Incômodo ou dor durante relações sexuais

    Sangramento entre menstruações ou depois de relações sexuais.

    Apesar de causas da vaginose bacteriana serem desconhecidas, uma pesquisa recente da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, sugeriu que as mulheres que usam gel e sabão para lavar as partes íntimas correm maior risco de desenvolver a doença.

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  • foto-imagem-gravidez

    A credite: o futuro mais imediato do bebê depende de que a mãe seja uma adepta do fio dental, da escova e das visitas ao dentista. E sabe o porquê? Estudos já associam uma saúde bucal deficitária a um maior risco de parto prematuro. Para começo de conversa, as alterações hormonais típicas da gravidez já deixam a gengiva mais vulnerável. Se uma gengivite — ou sua evolução, a periodontite — conquista espaço, a repercussão está longe de ficar restrita ao sorriso da gestante. O bebê pode nascer antes da hora e abaixo do peso, o que é capaz de acarretar problemas de saúde no curto e no médio prazo. Segundo um trabalho do Instituto de Ciências Médicas Pravara, na Índia, isso acontece porque moléculas inflamatórias e algumas toxinas liberadas pelas bactérias por trás da gengivite e da periodontite viajam da boca rumo à placenta. Para não prejudicar o bebê, o corpo da grávida entende que é melhor antecipar sua saída. Por isso, as gestantes com esses problemas bucais tendem a apresentar dilatação antes da hora. Esse dado, aliás, só reforça a importância de incluir as idas ao dentista no pré-natal. E usar o fio dental sempre. Afinal, ele é uma arma e tanto para controlar a placa bacteriana por trás das inflamações na gengiva e vizinhança.

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  • foto-imagem-saúde
    O caso deixou boquiabertos todos os envolvidos: uma mulher de 74 anos começou a apresentar uma irritação na pele que não melhorava. Quando finalmente procurou um hospital, parte de sua perna direita estava coberta de nódulos. Os testes confirmaram que se tratava de um carcinoma, um tipo de câncer de pele.Por causa da maneira como os tumores estavam espalhados, a radioterapia não seria eficiente. E os médicos não poderiam removê-los. Alan Irvine, oncologista responsável pelo tratamento da paciente no Hospital St. James, em Dublin, na Irlanda, lembra que a amputação parecia ser a única opção viável, mas por causa da idade da paciente, seria difícil que ela se adaptasse bem a uma prótese.”Decidimos simplesmente esperar e pensar em outras possibilidades, mesmo sabendo que haveria muito sofrimento pela frente”, conta.

    Foi aí que o “milagre” começou: apesar de não terem sido tratados, os tumores diminuíram e murcharam até desaparecerem completamente. Depois de 20 semanas, a paciente estava curada. “Não tínhamos dúvida alguma de que o diagnóstico estava correto, mas depois disso nada aparecia nas biópsias ou nos exames de imagem”, diz o médico. “O caso mostra que é possível para o corpo combater o câncer, mesmo que isso seja incrivelmente raro.”

    A questão é: como? A paciente de Irvine acredita ter sido a “mão de Deus”. Mas cientistas estão estudando a biologia por trás da chamada “regressão espontânea” para buscar pistas que possam fazer casos de autocura algo mais comum.

    Recuperada pela gravidez

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    Em tese, nosso sistema imunológico deveria perseguir e destruir células que sofrem mutações antes que elas comecem a evoluir para um câncer. Mas às vezes essas células conseguem passar despercebidas, reproduzindo-se até formarem um tumor.

    Até o câncer ser detectado pelos médicos, é altamente improvável que o paciente consiga se recuperar sozinho: acredita-se que apenas um em cada 100 mil pacientes pode se livrar da doença sem receber tratamento.

    Mas entre esses raríssimos casos há algumas histórias realmente inacreditáveis. Um hospital da Grã-Bretanha, por exemplo, recentemente tornou público o caso de uma paciente que descobriu um tumor entre o reto e o útero pouco antes de saber que estava grávida. A gestação correu bem e o bebê nasceu saudável. Quando ela se encaminhava para o doloroso tratamento para o câncer, seus médicos notaram, com muito espanto, que o tumor desapareceu misteriosamente durante a gravidez. Nove anos depois, a mulher não apresenta nenhum sinal de recaída.

    Casos semelhantes de recuperação extraordinária foram observados em muitos tipos de câncer, inclusive em formas mais agressivas como a leucemia mieloide aguda, que provoca o crescimento anormal dos glóbulos brancos do sangue.

    “Um paciente que não receba tratamento pode morrer em poucas semanas ou até em uma questão de dias”, conta Armin Rashidi, da Universidade Washington, em St. Louis. Ele, no entanto, encontrou 46 casos em que essa doença regrediu sozinha. “É possível que 99% dos oncologistas digam que isso é impossível de acontecer”, afirma Rashidi, que escreveu um artigo sobre o assunto com o colega Stephen Fisher.

    Crianças que se salvam

    Por outro lado, é surpreendentemente comum ver crianças se recuperando do neuroblastoma, um tipo de câncer infantil, oferecendo algumas das melhores pistas sobre o que pode acarretar a regressão espontânea.

    Esse tipo de câncer surge com tumores no sistema nervoso e nas glândulas. Se ele se espalhar, pode levar ao aparecimento de nódulos na pele e pólipos no fígado, e o inchaço do abdômen dificulta a respiração.

    Trata-se de uma doença muito desgastante, mas ela pode desaparecer tão rapidamente como surgiu, mesmo sem intervenção médica. Na realidade, para bebês com menos de 1 ano, a regressão é tão comum que muitos médicos evitam realizar a quimioterapia imediatamente, na esperança de que os tumores diminuam por conta própria.

    “Cuidei de três casos com metástases impressionantes, mas apenas observamos os pacientes e eles se recuperaram”, lembra Garrett Brodeur, do Hospital Infantil da Filadélfia.

    Para evitar o sofrimento dessa espera, Brodeur está buscando entender os mecanismos por trás do desaparecimento de um câncer. “Queremos desenvolver agentes específicos que possam iniciar a regressão para não termos que esperar que a natureza tome seu rumo ou que ‘Deus’ decida”, afirma o médico.

    Até agora, Brodeur conseguiu boas evidências. Uma delas é de que as células em tumores de neuroblastoma parecem ter desenvolvido a capacidade de sobreviver sem o fator de crescimento nervoso (NFG, na sigla em inglês), o que permite que elas se reproduzam bem em locais do corpo onde não há o NFG.

    A remissão espontânea pode ser provocada por uma mudança natural nas células tumorais, talvez envolvendo os receptores que se ligam ao NFG. Isso pode fazer com que as células percam esse nutriente essencial e não consigam sobreviver.

    Se isso for verdade, um medicamento que consiga atuar nesses receptores seria capaz de iniciar a recuperação em outros pacientes, sem os indesejáveis efeitos colaterais provocados por tratamentos mais tradicionais para o câncer.

    O poder da infecção
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    Infelizmente, recuperações inesperadas de outros tipos de câncer foram menos estudadas. Mas algumas evidências conhecidas hoje foram descobertas há mais de 100 anos por um médico americano pouco conhecido.

    No século 19, William Bradley Coley se surpreendeu quando um paciente que tinha um enorme tumor no pescoço se curou completamente quando pegou uma infecção na pele e teve febre alta.

    Coley testou o princípio em alguns outros pacientes e descobriu que, ao infectá-los deliberadamente com bactérias, ou tratando-os com toxinas segregadas por micróbios, tumores impossíveis de serem retirados cirurgicamente foram destruídos.

    Será que uma infecção seria uma maneira de estimular a remissão espontânea? Análises recentes dão apoio à ideia. O estudo de Rashidi e Fisher descobriu que 90% dos pacientes que se recuperaram de leucemia tinham sofrido alguma outra doença, como pneumonia, antes do desaparecimento do câncer.

    Outros artigos mostraram que tumores sumiram depois de casos de difteria, gonorreia, hepatite, gripe, malária, sarampo e sífilis.

    Mas não são os germes sozinhos que provocam a cura: a infecção é quem provoca uma resposta imunológica que torna o ambiente inóspito para o tumor. O aquecimento provocado pela febre, por exemplo, pode tornar as células cancerígenas mais vulneráveis ou até fazer com que elas “se suicidem”.

    Ou talvez seja importante o fato de que quando estamos lutando contra uma bactéria ou um vírus, nosso sangue está saturado de moléculas inflamatórias que agem como uma “convocatória” para os macrófagos do organismo, transformando essas células imunes em guerreiros que matam e engolem micróbios – e potencialmente o câncer.

    Ao mesmo tempo, essas células podem estimular outras do sistema imunológico a reconhecerem as células cancerígenas, e assim atacá-las caso o câncer volte.

    Contraindo a cura

    Outros cientistas estão avaliando uma linha de combate mais radical. Uma das abordagens é deliberadamente contaminar um paciente de câncer com uma doença tropical.

    A técnica, desenvolvida pela start-up americana PrimeVax, tem duas etapas: inicialmente, retira-se uma amostra do tumor e coleta-se células dentríticas do sangue do paciente. Essas células ajudam a coordenar a resposta do sistema imunológico a uma ameaça e, ao serem expostas ao tumor em laboratório, elas podem ser programadas para reconhecer as células cancerígenas.

    Na segunda etapa, o paciente é contaminado com o vírus da dengue, antes de receber as novas células dendríticas programadas.

    Sob supervisão médica, o paciente acaba desenvolvendo uma febre alta e libera moléculas inflamatórias – colocando o resto do sistema imunológico em alerta vermelho.

    O tumor passa a ser o alvo principal de um ataque ostensivo das células imunológicas, lideradas pelas células dendríticas. “A febre da dengue derruba e reagrupa o sistema imunológico, fazendo ele assumir com toda a força seu papel de matar células cancerígenas”, explica Burce Lyday, da PrimeVax.

    A ideia de infectar pacientes vulneráveis com uma doença tropical pode parecer loucura, mas os cientistas argumentam que a dengue, curiosamente, mata menos adultos do que a gripe comum.

    E, uma vez que a febre passe, as células programadas vão se manter alertas para o caso de o tumor reincidir. “O câncer é um alvo em movimento. Muitas terapias atacam de apenas uma frente”, afirma Lyday.

    O cientista espera realizar os primeiros testes com pacientes de melanoma até o fim deste ano.

    É claro que todo cuidado é pouco. Como lembra o irlandês Irvine, “a remissão espontânea é uma pequena peça em um quebra-cabeças muito complicado”. Mas se esse tipo de tratamento der certo, as implicações são extraordinárias.

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  • foto-imagem-exames A equipe da universidade Kings College de Londres, responsável pela pesquisa, analisou o sangue de 1 mil grávidas e concluiu que o novo teste, chamado exame de DNAfetal (cfDNA, na sigla em inglês), pode mostrar “quase que com certeza” se o bebê é portador do distúrbio genético.

    Atualmente, o teste mais comum é feito entre a 11ª e a 13ª semana de gravidez por meio de ultrassom. Nele, o médico mede a quantidade de um líquido atrás do pescoço do bebê chamado translucência nucal. Crianças com síndrome de Down tendem a apresentar uma maior quantidade de dessa substância.

    Além disso, hoje, as grávidas podem fazer um exame de sangue para checar se há níveis anormais de certas proteínas e hormônios em seus bebês.

    A partir desses testes, são calculadas as chances da criança ser portadora da síndrome. No entanto, se a chance for alta, a recomendação é que as grávidas passem por um dos dois testes para esses casos – ambos invasivos e arriscados.

    Um deles é a biópsia do vilo corial, que analisa uma pequena amostra da placenta. O outro é a amniocentese, que testa o líquido amniótico que envolve o bebê. A probabilidade de os dois exames provocarem aborto é de 1 em 100 casos.

    Definitivo
    O professor Kypros Nicolaides, que coordenou a pesquisa, afirmou que o novo exame de DNA é muito mais certeiro, já que seu resultado indica com 99% de precisão se o bebê apresenta a síndrome de Down.

    “Esse teste é praticamente um diagnóstico. Ele mostra com quase certeza se o seu bebê tem ou não a síndrome”, diz Nicolaides. “Da perspectiva da mulher, ele traz uma mensagem muito mais clara sobre o que fazer em seguida.”

    Segundo ele, hoje a prática médica recomenda envolver os pacientes nessas decisões. “Mas isso é apenas da boca para fora. Porque se o risco é de, por exemplo, um em 250, como é possível decidir? Quando os pacientes tiverem mais clareza, será mais fácil.”

    A equipe médica, que publicou a pesquisa sobre o teste na revista científica Ultrasound in Obstetrics and Gynaecology, agora vai fazer um estudo com 20 mil mulheres para incrementar os resultados obtidos.
    A Associação de Síndrome de Down no país disse que a realização do teste ainda não é algo iminente.

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  • foto-imagem-pregnancyPassado um ano desde que o Supremo Tribunal Federal autorizou o aborto em casos de gravidez de fetos anencéfalos (sem cérebro), pacientes brasileiras estão tendo acesso mais fácil ao procedimento, mas ainda há importantes deficiências a serem resolvidas, dizem médicos consultados pela BBC Brasil.

    A decisão do STF – tomada em abril de 2012 e detalhada no mês seguinte em resolução do Conselho Federal de Medicina – tem forte oposição de grupos religiosos, que a veem como um retrocesso das garantias do direito à vida.

    Antes, mulheres grávidas de fetos sem cérebro tinham de pedir à Justiça autorização para interromper a gestação, algo que podia ou não ser concedido pelo juiz.

    “Em São Paulo, isso poderia levar de uma semana a dois ou três meses”, afirma o ginecologista Cristião Rosas, da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Atualmente, esse período foi reduzido a dias, caso a mulher decida pelo procedimento.

    “Mas a rapidez não vem em primeiro lugar”, complementa o ginecologista Thomaz Gollop, coordenador de um grupo de estudos sobre o aborto. “A paciente deve receber orientação psicológica e ter tempo de amadurecer (sua decisão).”

    Informações

    A gravidez de anencéfalos é considerada de alto risco, porque o feto fica em posição anormal e há o perigo de acúmulo de líquido no útero, descolamento de placenta e hemorragia. E não há perspectivas de longa sobrevivência para o feto, que em muitos casos morre durante a gestação.

    Os médicos aguardam a publicação de uma norma técnica do Ministério da Saúde, com diretrizes claras sobre como os profissionais devem lidar com o tema. A norma está em fase final, mas não há data para sua publicação.

    Enquanto isso, especialistas dizem que há desinformação, tanto entre pacientes quanto entre as próprias equipes de saúde; que os serviços que realizam o aborto (entre 50 e 60) são insuficientes; e que muitos profissionais alegam razões de foro íntimo para não informar as gestantes de seu direito ou mesmo para negar o procedimento.

    “Ainda há (entre alguns médicos) a falsa ideia de que a interrupção é mais arriscada do que deixar a gravidez evoluir. E é ao contrário”, explica Cristião Rosas. “Daí o médico posterga tanto que, quando a mulher chega ao hospital (para interromper a gestação), já está em situação de risco.”

    ‘Chorei tanto’

    A dona de casa pernambucana Elisa (nome fictício), de 23 anos, descobriu estar grávida de um bebê anencéfalo no mês passado, seu quinto de gestação.

    “Era uma menina, uma filha que eu desejei muito”, diz Elisa. “Chorei tanto. Fiz de novo o ultrassom e o médico falou que eu poderia interromper a gravidez. Decidi interromper.”

    Mas o hospital procurado por Elisa, a 680 km de Recife, é dirigido por religiosos católicos, que negaram o procedimento. Elisa recorreu a uma prima, enfermeira em um hospital em Recife, onde a jovem fez a antecipação terapêutica do parto.

    O Ministério da Saúde afirma que, diante da decisão do STF e sendo o Brasil um Estado laico, hospitais que se negarem a realizar procedimentos legais podem ser acionados na Justiça.

    Já a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) defende o direito de médicos e entidades exercerem objeções de consciência.

    Disparidades

    Polêmicas à parte, para Thomaz Gollop, o direito ao aborto no caso de anencefalia está consolidado “por 21 anos de (emissão de) alvarás judiciários (autorizando a prática), algo sacramentado pela decisão do Supremo”. Mas a ausência da norma técnica abre espaço para disparidades.

    “O procedimento é rápido nos Estados onde existe o serviço legal (de aborto)”, diz ele. “Não acredito que as mulheres estejam desassistidas. Mas não temos nenhuma mensuração.”

    Não há dados oficiais sobre os abortos legais de anencéfalos no Brasil nem sobre o impacto da decisão do Supremo.

    Mas o médico Jefferson Drezzet, do hospital Pérola Byington – referência em saúde da mulher em São Paulo -, diz que a decisão do Supremo não fez aumentar o número de procedimentos.

    “A anencefalia é uma doença cuja incidência obedece a uma constante. É diferente do aborto de gestações indesejadas. Portanto, não houve aumento de casos”, diz.
    “O que mudou é que as mulheres diagnosticadas não precisam passar pela torturante tarefa de ir a uma vara criminal por um pedido que podia ou não ser concedido.”

    Luto

    A isso – e independentemente se a mulher decida fazer ou não o aborto – se soma um dolorido processo de luto, explica Drezzet.

    “A mulher sente culpa, derrota. É uma situação emocionalmente difícil.”

    Elisa diz à BBC Brasil que ainda tem crises de choro quando pensa na filha que não teve.

    “Todas as vezes que eu mexo nas coisinhas que comprei para ela, eu lembro e choro.”

    Dados globais indicam que a incidência de anencefalia é de em média 1 em cada 10 mil gestações, mas – por razões não totalmente compreendidas – o Brasil é um dos países com o maior número de casos. A prevenção é feita com a ingestão de ácido fólico antes da gestação, o que reduz consideravelmente os riscos, diz Drezzet.

    Os médicos consultados dizem que, em meio à perda, é importante que a mulher não se sinta como culpada ou criminosa.

    “Ela tem que saber que tem liberdade de decidir”, diz Gollop.

    Para Débora Diniz, pesquisadora da Anis (grupo de bioética que propôs a ação no Supremo), a decisão do STF acabou com a instabilidade jurídica antes enfrentada pelas mulheres.
    Mas o tema está longe de consensos.

    “Nos preocupa o modo como o Supremo decidiu pela não-vida do anencéfalo”, diz à BBC Brasil Lenise Garcia, da comissão de bioética da CNBB. “Sua perspectiva de vida é pequena, mas ele só pode morrer porque está vivo. E a vida humana precisa ser resguardada até a morte.”

    Garcia relata histórias de mulheres que optaram por dar continuidade à gravidez de anencéfalos, os fetos sobreviveram mais do que o esperado e, até sua morte, “existiu uma interação de muito amor” entre mãe e filho.

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  • foto-imagem-gripe Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos indica que gripes durante a gravidez podem aumentar o risco de a criança desenvolver transtornos bipolares ao longo da vida.

    O estudo realizado com 814 mulheres grávidas e publicado na revista especializada JAMA Psychiatry afirma que infecções contraídas durante a gestação podem fazer com que a criança tenha quatro vezes mais chances de ser bipolar.

    Pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Columbia identificaram uma ligação entre a condição, frequentemente diagnosticada até a faixa etária dos 20 anos, e experiências vividas ainda no útero.

    Os cientistas envolvidos com a pesquisa alertam que os riscos permanecem baixos, mas o estudo, no entanto, se assemelha a descobertas semelhantes que ligam a gripe à uma maior incidência de esquizofrenia.

    Bipolaridade
    A bipolaridade leva a intensas mudanças no humor de uma pessoa, que podem durar meses, fazendo com que se vá da depressão e desespero a sensações de euforia, hiperatividade e perda de inibições.

    A pesquisa realizada entre pessoas nascidas no início dos anos 1960 mostrou que transtornos bipolares são quatro vezes mais comuns entre pessoas cujas mães ficaram gripadas durante a gravidez.

    A bipolaridade afeta uma em cada cem pessoas. O pesquisador-sênior envolvido com o experimento, Alan Brown, estima que as mães que ficam gripadas durante a gravidez têm uma chance de 3 a 4% de ter filhos que apresentarão transtornos bipolares.

    No entanto, na maioria dos casos de pessoas com bipolaridade não houve um histórico de mães gripadas durante a gravidez.

    Preocupação
    Sendo assim, na lista de coisas com as quais mulheres grávidas devem se preocupar, quão alto figuraria a gripe?

    “Eu diria que não muito alta”, afirma o professor Alan Brown. “As chances ainda são pequenas. Não creio que isso deva ser um motivo de alarme para as mães.

    Segundo o especialista, a vacina recomendada a mulheres grávidas em muitos países pode reduzir as chances de se contrair gripe.

    Ainda não se sabe, no entanto, como a gripe afetaria o cérebro do feto, já que o vírus não incide diretamente sobre o bebê, mas sim sobre o sistema imunológico da mãe.

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