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    O Ministério da Ciênica, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou, nesta quarta-feira (20), um site para informar a população sobre os avanços na pesquisa sobre fosfoetanolamina, conhecida como “pílula do câncer”. O MCTI coordena, ao lado do Ministério da Saúde, uma iniciativa federal para pesquisar a substância.

    A fosfoetanolamina passou a ser sintetizada e distribuída pelo Instituto de São Carlos da Universidade de São Paulo (IQSC-USP) para pacientes com câncer sem que a substância tivesse passado pelos testes clínicos necessários para determinar a segurança e eficácia do tratamento.

    O pesquisador aposentado Gilberto Orivaldo Chierice, que desenvolveu um método de síntese da fosfoetanolamina quando era professor do IQSC-USP, tinha obtido apenas resultados preliminares em modelos experimentais sobre a possível eficácia da substância contra o câncer.

    A iniciativa federal para testar a eficácia da fosfoetanolamina foi anunciada em outubro do ano passado e deve ter um financiamento de R$ 10 milhões por parte do MCTI. Desse total, R$ 2 milhões já foram repassados para os laboratórios responsáveis pela realização de ensaios pré-clínicos.

    Três laboratórios estão participando dessa etapa inicial do estudo: o Centro de Inovação e Ensaios Pré-clínicos (CIEnP), em Santa Catarina, o Laboratório de Avaliação e Spintese de Substâncias Bioativas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LASSBio-UFRJ) e o Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos da Universidade Federal do Ceará (NPDM/UFC)

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  • foto-imagem-clareamento-dentalVocê se lembra de quando os antibióticos eram vendidos de maneira mais fácil e indiscriminada? Em que se comprava na farmácia aquele medicamento da pesada para resolver uma dor de garganta? Pois é, então você deve se lembrar, também, de que, não faz muito tempo, a venda desses remédios sem prescrição médica foi proibida — agora, para adquiri-los é necessário ter em mãos uma receita datada e assinada e, dentro da farmácia, os funcionários têm de fazer um controle rígido, contando a dedo o número de caixas vendidas.

    Mas por que falar de antibióticos se o assunto envolve clareadores dentais? Porque algo parecido pode acontecer com essa classe de produtos. O acesso fácil a eles, inclusive por meio da internet, e o uso indiscriminado têm preocupado a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. O órgão do governo já começou a se mexer para criar uma legislação a fim de controlar melhor o que pode ser comercializado nessa área — a ideia é que os clareadores em formato de adesivo tenham de ser prescritos por um dentista. Os cremes dentais com propriedades branqueadoras não entram nessa história. Eles continuam à venda sem restrições no mercado.

    O motivo da proposta
    Segundo o Conselho Federal de Odontologia, o mais preocupante é o acesso, sem fiscalização alguma, aos agentes clareadores dentais em sites de compra coletiva. Para que haja um maior controle, a entidade, junto a outras instituições, pede uma regulamentação específica, já que o uso incorreto desses produtos pode provocar danos aos dentes e ao resto do organismo.

    “Os clareadores caseiros possuem as mesmas substâncias químicas presentes na fórmula daqueles que são usados dentro dos consultórios”, explica o dentista Milton Raposo Júnior, especialista em estética e reabilitação oral da MR Estética Dental, em São Paulo. “Não é que o produto vendido na farmácia não seja bom. O problema está na maneira que as pessoas costumam usá-lo. Sem que haja um acompanhamento há o risco de diversos problemas de saúde”, justifica. A dose das substâncias usadas e o tempo de tratamento — algo que só pode ser bem controlado por um profissional — fazem toda a diferença.

    O risco do uso indiscriminado pega desde os dentes até o estômago. Tais produtos podem gerar hipersensibilidade dentária, tanto pelo contato com alimentos quentes ou frios como pela aspiração do ar, retração da gengiva e até mesmo problemas de canal. Outras partes do corpo são potencialmente afetadas, sobretudo o estômago, já que os adesivos podem liberar compostos que, uma vez engolidos, são capazes de irritar a mucosa gástrica.

    A Anvisa já realizou encontros com instituições e especialistas para delinear uma legislação a respeito. Isso deve ocorrer nos próximos meses.

    Por dentro do mundo dos clareadores
    As três formas de clarear os dentes mais utilizadas hoje são o tratamento a laser, o uso de placas dentárias e os já citados adesivos vendidos em farmácia. Só o laser, porém, é totalmente aplicado dentro dos consultórios — portanto, é o único em que há total controle pelo dentista. Já a placa é um molde em que o paciente leva para casa o produto e o aplica por tempo determinado pelo especialista, voltando após alguns dias ao consultório com o intuito de verificar a resposta. Os adesivos dispensam o profissional, mas podem cobrar um preço à saúde, mesmo que sejam mais baratos em comparação com os outros. O dentista Milton Raposo lembra, porém, que todos os tratamentos são capazes de provocar danos quando mal empregados.

    Portanto, se você quer clarear os dentes, vale a pena pesar com o especialista o que atenderia a sua demanda, sem partir para uma obsessão pela brancura total. “As pessoas hoje querem dentes cada vez mais claros e quase impossíveis de se conseguir”, comenta o dentista José Luis Bretos, diretor científico do Núcleo de Estudos Odontológicos (NEO) e doutor de ciência e saúde pela Universidade Federal de São Paulo. Lembre-se: aparência não é tudo em matéria de sorriso. De que adiantam dentes branquinhos por fora e totalmente corrompidos por dentro?

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  • Obesidade 18.03.2013 No Comments

    A partir de abril, jovens mineiros que estão acima do peso poderão ter a prática de atividades físicas custeada pelo governo. Gerido pela a Secretaria de Estado de Saúde (SES) em parceria com Secretaria de Estado de Esporte e da Juventude (Seej), o projeto “Geração Saúde”, uma espécie de “bolsa-academia”, quer beneficiar, neste primeiro ano, entre 10 mil e 14 mil adolescentes em Minas Gerais.

    De acordo com a diretora de Promoção à Saúde e Agravos não Transmissíveis da SES, Daniela Souzalima Campos, dados preocupantes levaram à criação do programa. “Um dos motivos foi que atualmente temos no estado de Minas Gerais um número considerável de jovens com sobrepeso. Cerca de 15% dos adolescentes, entre 10 e 19 anos , que foram atendidos em 2012 nas unidades básicas de saúde e pelo Programa Saúde da Família (PSF) apresentaram sobrepeso”, aponta.

    Ela explica que o projeto objetiva proporcionar qualidade de vida aos jovens, além de consolidar hábitos de vida saudável. Segundo Daniela Souzalima Campos, o foco do “Geração Saúde” é a faixa etária entre 15 e 19 anos.

    Na prática

    A “bolsa-academia” será oferecida a jovens atendidos pelo Programa Saúde da Família (PSF) e que tiverem o sobrepeso constado pela equipe de profissionais. Depois de serem encaminhados a uma academia, eles passarão por uma avaliação física, que apontará as atividades físicas mais indicadas para cada caso.

    De acordo com subsecretário de Estado de Esporte, Adenilson Idalino de Sousa, os jovens poderão praticar atividades variadas, no mínino, três vezes por semana e, no máximo, cinco. A freqüência mínima de 75%, verificada por meio de um sistema de biometria, será obrigatória para que os participantes do projeto continuem a receber o benefício. Os jovens também serão acompanhados por psicólogos e nutricionistas e passarão por reavaliações periódicas.

    Para cada aluno frequente, as academias receberão, por mês, o valor de R$ 50. Segundo Daniela Souzalima Campos o pagamento será feito diretamente aos estabelecimentos credenciados. O governo feito pelo governo previsto para 2013 é de mais de R$ 10,1 milhões.

    Até esta quarta-feira (13), 82 academias já haviam sido aprovadas para atender os participantes do “Geração Saúde”. Entretanto, apenas 38 dos 853 municípios mineiros constavam na lista das cidades que já aderiram ao projeto. Belo Horizonte, por exemplo, cidade com maior número de habitantes do estado, ainda estava de fora. De acordo com Sousa, o projeto foi apresentado ao secretário de Saúde da capital, Marcelo Teixeira, que, segundo o subsecretário, manifestou interesse em aderir ao programa. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o edital para adesão ainda está em análise.

    O subsecretário destaca o caráter pioneiro do projeto por unir iniciativa privada e equipes do PSF. “O fim não é nenhuma obra, é a prática da atividade física, em equipamentos adequados para esta prática, com profissionais adequados, na região em que o jovem mora”, explica.

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  • Proteína modificada pode fazer com que vírus fique latente, diz pesquisador.
    Testes com animais devem começar este ano, mas terapia pode demorar.

    Um novo estudo australiano divulgado nesta quarta-feira (16) detalha um método que faz o vírus da Aids “se voltar contra si mesmo”.

    O cientista David Harrich, do Instituto de Pesquisa Médica de Queensland, disse ter conseguido modificar uma proteína no HIV, que passou a funcionar como inibidor da replicação do vírus. Segundo o autor, essa descoberta pode ser um grande avanço em direção à cura da doença. Os resultados foram publicados na revista “Human Gene Therapy”.

    “Nunca vi nada igual. A proteína modificada funciona sempre”, afirmou Harrich. “Se esse estudo se mantiver firme em seu caminho, tendo em mente que há muitos obstáculos a superar, estamos olhando para a cura da Aids”, completou.

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    O pesquisador explicou que a proteína modificada, que ele batizou de “Nullbasic”, demonstrou ter uma habilidade “notável” para conter o crescimento do HIV em laboratório e pode ter implicações animadoras tanto em conter a Aids quanto em tratar os soropositivos.

    “O vírus poderia infectar uma célula, mas não se disseminaria”, disse Harrich. “A pessoa ainda estaria infectada com o HIV – não se trata de uma cura para o vírus –, mas ele permaneceria latente, não despertaria. Portanto, o paciente não desenvolveria a Aids”, acrescentou.

    “Com um tratamento como esse, seria possível manter o sistema imunológico saudável”, destacou.

    Se for comprovada, a terapia genética Nullbasic poderia interromper indefinidamente a escalada do HIV para a Aids, pondo um fim à letalidade da doença. Além disso, segundo Harrich, o potencial de uma única proteína ser tão eficaz para combater a Aids representaria o fim de terapias caras com múltiplos medicamentos, o que significaria uma qualidade de vida melhor e custos menores para as pessoas e os governos.

    Testes dessa proteína em animais estão previstos para começar este ano, mas ainda deve levar alguns anos para que se desenvolva um tratamento a partir dela.

    Quando o HIV vira Aids

    Uma pessoa com HIV desenvolve a Aids quando sua contagem de células imunológicas CD4 cai abaixo de 200 por microlitro de sangue, ou quando ela desenvolve algumas das chamadas doenças definidoras da Aids (22 infecções oportunistas ou cânceres vinculados ao HIV).

    Sem tratamento, a maioria dos infectados pode não desenvolver a Aids por 10 a 15 anos, ou até mais, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). E o uso de medicamentos antirretrovirais pode prolongar ainda mais a vida dos pacientes.

    Segundo os dados mais recentes da ONU, o número de pessoas infectadas com HIV em todo o mundo subiu de 33,5 milhões em 2010 para 34 milhões em 2011. A grande maioria dos infectados – 23,5 milhões de pessoas – vive na África Subsaariana, e outros 4,2 milhões no Sul e Sudeste da Ásia.

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  • foto-imagem-saladasUma representante do governo britânico escreveu uma carta para editores de revistas de comportamento em que pede a eles que não promovam dietas milagrosas nas semanas posteriores ao Natal porque elas representam um “risco à saúde”.

    Em carta aberta, a secretária-adjunta da Igualdade, Jo Swinson, pediu às revistas que “eliminem as dietas da moda e os mitos da boa forma” das edições de janeiro.

    No lugar desse tipo de artigo, a britânica sugere que as publicações deveriam “celebrar a beleza da diversidade de formatos de corpos, cores, tamanhos e idades”.

    Swinson é uma das fundadoras da Campaign for Body Confidence, campanha que tenta incentivar as pessoas a se sentirem confortáveis e seguras em relação ao próprio corpo.

    A carta foi enviada a revistas femininas e masculinas, assim como publicações ligadas a saúde e celebridades.

    Consequências negativas

    Após os excessos gastronômicos do Natal, muitas pessoas usam a chegada do Ano Novo como desculpa ou motivação para fazer regimes, perder peso e ficar em forma.

    “Tenho certeza de que vocês querem promover um estilo de vida saudável entre seus leitores, mas, particularmente nesse período do ano, muitas revistas tendem a colocar seu foco em soluções irresponsáveis, de curto prazo, encorajando leitores a entrar na onda das dietas da moda”, diz a carta de Jo Swinson.

    “Como editores, vocês devem mais aos seus leitores do que a promoção descuidada de soluções pouco saudáveis para a perda de peso”, acrescenta.
    “Se seu objetivo é dar conselhos práticos e sensatos sobre como perder peso – e não sobre como perder seis quilos em cinco dias – vocês deveriam promover expectativas razoáveis, em vez das perigosas, aliadas a exercícios e alimentação saudável.”

    Em entrevista à BBC após a divulgação da carta, a ministra disse ser contrária “a qualquer dieta que encoraje você a perder peso em velocidade milagrosa, ou seja, em velocidade pouco saudável, ou a cortar grupos de alimentos (carboidratos, proteínas ou gorduras) ou pular refeições”.

    “Essas dietas da moda podem na verdade ter consequências negativas para a saúde e, de qualquer forma, a maioria das dietas não funciona”, afirma Swinson.

    Especialistas em dietas ouvidos pela BBC dizem que, de fato, cortar grupos de alimentos gera desequilíbrios nutricionais que podem prejudicar o organismo.

    E, quando uma pessoa perde peso muito rapidamente, a tendência é que ela recupere os quilos que perdeu – também com rapidez, segundo os pesquisadores.

    Conselho confiável

    Ao comentar a carta da representante do governo britânico, Jane Johnson, ex-editora das revistas Closer e Fabulous, disse à BBC que as publicações se preocupam com seus leitores e são bastante cuidadosas em relação aos conselhos que publicam.

    Segundo Johnson, a maioria das revistas hoje é influenciada por filosofias de bem-estar “holístico” (ou seja, que abordam o organismo humano como um sistema completo, em vez de separá-lo em partes).

    Para a jornalista, hoje o pensamento mudou e as revistas buscam a confiança e a lealdade dos leitores.

    Por isso, avalia Johnson, artigos que propõe dietas da moda são vistos como “irresponsáveis”.

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  • O governo federal anunciou, na tarde desta quarta-feira (18), a introdução de duas novas vacinas no calendário básico de vacinação infantil. Serão introduzidas, a partir do segundo semestre, a vacina injetável contra a poliomielite (conhecida como Salk) e a vacina pentavalente, que reúne em uma única dose imunizações contra cinco doenças.

    Segundo o Ministério da Saúde, as duas novas vacinas serão utilizadas a partir do mês de agosto. A dose injetável contra a pólio, contudo, será aplicada apenas nas crianças que estão iniciando o calendário de vacinação.

    Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a introdução da vacina injetável contra a pólio, feita com o vírus inativado, reduz riscos de possível contágio pela doença. No ano passado, informou, foram registrados dois casos suspeitos de paralisia supostamente causados pela aplicação da vacina oral (conhecida como Sabin). “Com a aplicação da dose injetável, o risco é quase nulo”, afirmou.

    Ao todo, serão 8 milhões de doses da nova vacina, que já começaram a ser compradas pelo governo a partir de dezembro de 2011.

    Por enquanto, a aplicação da dose injetável não irá retirar do calendário de vacinação as doses orais, já aplicadas nas campanhas de imunização. Segundo o governo, será aplicado um esquema sequencial, com as duas vacinas até que a doença seja totalmente erradicada. A imunização injetável será aplicada aos 2 e aos 4 meses de idade, e a vacina oral será usada nos reforços, aos 6 e aos 15 meses de idade.

    “Vamos adotar como uma fase de transição a vacinação combinada”, afirmou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa. “É uma fase de transição porque daqui a 10 anos, ou sabe-se lá quanto tempo for, a pólio for eliminada do mundo, não vai ter mais vacinal oral sendo produzida. E o Brasil está se preparando para isto”, afirmou o secretário de Vigilância em Saúde.

    Já a vacina pentavalente reunirá em uma única dose imunizações contra difteria, tétano, coqueluche, haemophilus influenza tipo B e hepatite B. Atualmente, a imunização para estas doenças é oferecida em duas vacinas separadas.

    Novo calendário

    Outra mudança será feita no calendário básico de vacinação a partir do segundo semestre. Antes, a criança precisava ser vacina do nascimento até os seis meses, sem intervalo, e com doses de imunizações diferenciadas contra as doenças. Veja o calendário completo com as mudanças.

    Agora, a vacina BCG e contra a Hepatite B será feita ao nascer e depois somente com dois meses, onde receberão a dose da nova vacina pentavalente e da poliomelite inativada. Todas as outras duas vacinas que antes eram aplicadas aos dois meses – vacina oral Rotavírus Humano e vacina pneumocócida 10 – seguirão mantidas de forma igual no calendário. As segundas doses das vacinas de poliomielite inativada e da pentavalente serão realizadas aos quatro meses.

    A vacina pentavalente ainda terá uma terceira dose de aplicação, aos seis meses. Neste período, a criança também receberá a dose da vacina oral contra a poliomelite e a vacina pneumocócica 10.

    “Ao fato de estarmos introduzindo a pentavalente reduz uma picada a mais nas crianças, e isto faz com que a nova picada da vacina ativada não seja um esforço a mais na vacinação das nossas crianças”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Gastos em saúde

    Alexandre Padilha comentou ainda pesquisa divulgada nesta quarta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontou que as famílias brasileiras responderam por 56,3% das despesas com consumo final de bens e serviços de saúde no país entre 2007 e 2009. Segundo o ministro, o resultado representa um “desafio” para o governo investir mais.

    “É um desafio para o nosso país. Em primeiro lugar para a gente invetir mais nas áreas públicas, não só nas ações curativas mas preventivas, para que as famílias possam reduzir seus gastos com saúde. Temos de cada vez mais investir em ações de prevenção e ações curativas que possam reduir os custos para as famílias brasileiras”, afirmou.

    Padilha evitou falar dos vetos da presidente Dilma Rousseff à lei que define os gastos públicos em saúde, conhecida como regulamentação da “Emenda 29” – mudança constitucional aprovada em 2000 que previa os gastos mínimos por parte de União, estados e municípios na área.

    Entre os pontos excluídos, um previa que o governo investisse mais caso o Produto Interno Bruto (PIB) fosse revisado para cima. O ministro se limitou a dizer que o governo segue em busca de formas para aumentar os investimentos em saúde.

    “O debate sobre financiamento para saúde vai continuar. Como poderemos ter mais recursos para a saúde. O debate continua, assim como o aprimoramente da saúde”, afirmou Padilha.

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  • Droga 08.10.2011 No Comments

    O governo decidiu reclassificar a maconha mais potente e inclui-la na mesma categoria destinada às drogas pesadas.
    De acordo com as autoridades holandesas, o principal agente químico da droga, o THC, está mais forte, o que fez com que a maconha consumida atualmente esteja mais potente do que a que era consumida pela geração anterior.

    Com isso, os cafés terão de deixar de vender as altamente populares diferentes variantes da maconha de alta potência.

    Segundo os políticos holandeses, a maconha extra-forte, conhecida como ”skunk”, é hoje em dia mais perigosa do que antes.

    Cocaína e ecstasy

    No futuro, qualquer modalidade da droga que contiver mais do que 15% de THC será classificada como droga pesada, a mesma classificação usada para a cocaína ou o ecstasy.

    A medida é um sério revés para os cafés e significa que eles terão de substituir 80% de seus estoques com variantes mais fracas.

    Marc Josemans, que é proprietário de um café em Maastricht, diz acreditar que a nova determinação esteja sendo tomada por influência dos partidos de extrema direita na política holandesa.

    ”Você pode sentir a diferença. Tudo que é considerado incomum para eles – que eles chamam de ‘passatempos da esquerda’, eles procuram banir, como o uso de maconha”, disse Josemans, em entrevista à BBC.

    A medida significa que a tradicional tolerância da Holanda em relação às drogas consideradas mais suaves está em vias de se tornar uma coisa do passado.

    O veto à venda de ”skunk” deve entrar em vigor no ano que vem, quando a polícia passará a realizar inspeções aleatórias em cafés holandesas.

    A partir de 2012, o governo holandês pretende também impor restrições à entrada de turistas nos cafés que vendem maconha em diferentes partes do país.

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  • Governos de países emergentes estão sendo impelidos a adotar medidas para combater o avanço da obesidade, que atingiu níveis alarmantes em economias em rápido crescimento nas últimas três décadas.

    Dados inéditos da Organização Mundial de Saúde (OMS) obtidos com exclusividade pela BBC Brasil confirmam que, assim como o rápido crescimento do PIB (Produto Interno Bruno), o sobrepeso e a obesidade dispararam em países como China, Índia, África do Sul, Brasil e México.

    Conhecidos no passado por dificuldade em alimentar suas populações, estes países hoje se debatem com problemas de natureza oposta – em um fenômeno que especialistas chamam de “dupla carga”.

    “A forma com que calculamos o desenvolvimento econômico é simplesmente uma medida do quanto consumimos – então o quanto mais você consume, mais rico você é… e é claro que isso é ruim para ganho de peso”, disse à BBC Brasil SV Subramanian, professor de Saúde da População e Geografia da Universidade de Harvard.

    No mês que vem, líderes mundiais se encontrarão na primeira cúpula de alto nível da ONU sobre doenças não-transmissíveis, que incluem obesidade, e serão exortados a adotar medidas de controle e regulamentação sobre a indústria alimentícia, assim como sistemas para identificar potenciais complicações de saúde em estágio inicial.

    Epidemia de obesidade

    A prevalência da obesidade aumentou em países emergentes de forma muito mais rápida que a renda, e mais rápida do que em países desenvolvidos, ao longo das três últimas décadas.

    Na China, estima-se que 100 milhões de pessoas sejam obesas, comparado a 18 milhões em 2005.

    No Brasil a obesidade cresce mais rapidamente entre as crianças. Cerac de 16% dos meninos e 12% das meninas com idades entre 5 e 9 anos são hoje obesas no país, quatro vezes mais do que há 20 anos.

    Um em cada sete adultos mexicanos está acima do peso, proporção que fica atrás apenas dos EUA entre as principais economias do mundo.

    A África do Sul, por sua vez, tem um índice de obesidade mais alto que o dos EUA – com um PIB que é um oitavo do americano.

    “Vimos um aumento dramático nos níveis de obesidade em países emergentes, e este índice parece estar crescendo mais rapidamente e em meio a níveis mais baixos de PIB do que na Europa ou nos EUA há 20 ou 30 anos”, disse Tim Lobstein, da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade (Iaso).

    Embora especialistas vejam uma clara relação entre o aumento da obesidade e o crescimento da riqueza, há outros fatores para o crescimento tão rápido.

    O primeiro relatório da OMS sobre doenças não-transmissíveis, publicado em 2010, afirma que não apenas a obesidade, mas também outras “epidemias” como diabetes, câncer e doenças cardiorespiratórias e cardiovasculares, estão relacionadas a mudanças da vida contemporânea.

    “Doenças não-transmissíveis são causadas, em grande parte, por fatores de risco comportamentais que são relacionados a transição econômicas, urbanização rápida e estilos de vida típicos do século XXI: consumo de tabaco, dieta insalubre, atividade física insuficiente e consumo abusivo de álcool”, diz o relatório.

    Economia da nutrição

    No caso de países emergentes, diz Tim Lobstein, a mudança mais importante é a assim chamada “transição da nutrição”, de uma dieta com alimentos básicos para uma dieta modernisada, que consiste em alimentos de nível energético muito maior.

    “Isso significa menos frutas e verduras, ou menos alimentos básicos como arroz e grãos, e mais gorduras, e açúcar e óleo. Estes vêm particularmente sob a forma de fast-food, refrigerantes”, diz ele.

    A demanda por calorias acessíveis e produzidas em massa disparou em países emergentes, particularmente dentro das classes emergentes, que hoje podem gastar mais de sua renda em comida.

    Mas o professor Subramanian afirma que a obesidade é um fenômeno que afeta principalmente as classes mais privilegiadas em países de renda baixa e média, e até em economias emergentes.

    Em um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition, sua equipe de pesquisadores das universidades de Harvard e Bristol pesquisaram dados de cerca de 530 mil mulheres adultas de 54 países de renda média e baixa.

    Eles afirmam que, apesar de a obesidade ter aumentado na maioria dos países tanto entre os 25% mais ricos quanto entre os 25% mais pobres da população, o Índice de Massa Corporal (IMC) – medida do peso de uma pessoa que leva em conta a sua altura – aumentou mais nos setores mais ricos.

    “Apesar do aumento do IMC não estar mais confinado a países de alta renda, o aumento continua concentrado entre pessoas de renda mais alta em países de renda baixa e média”, diz o estudo.

    A Índia é um exemplo clássico de país que combina enormes desafios na área de nutrição entre sua população mais pobre, com alguns dos piores efeitos da obesidade sentidos nas classes médias.

    Apesar de ter um dos menores índices do mundo – 1% em homens e 2% em mulheres em 2008, de acordo com a OMS – a Índia tem cerca de 50 milhões de pessoas com diabetes, de acordo com a Federação Internacional de Diabetes.

    O país fica atrás apenas da China (onde estima-se que 92 milhões de pessoas sofram de diabetes), mas especialistas estimam que os números da Índia sejam bastante subestimados.

    Regulamentação coordenada

    Tim Lobstein argumenta que o aparente paradoxo está ligado às “políticas de produção e distribuição de alimentos”.

    “Hoje em dia (essas políticas) são governadas por forças de mercado, e essas forças não necessariamente promovem a saúde. Elas promoverão ingredientes mais baratos e comida processada para distribuição onde houver mercado”, diz ele.

    “As companhias que estão saturadas no mercado em desenvolvimento examinam agora como podem entrar em economias de renda mais baixa e ainda conseguir lucro”.

    Quando líderes mundiais se encontrarem por dois dias na cúpula da ONU sobre doenças não-transmissíveis a partir de 19 de setembro, organizações de saúde pressionarão por regulamentações para controlar a quantidade de gordura, açúcar e sal em alimentos processados.

    Entidades como a NCD Alliance também pedirão a adoção de medidas para aumentar o nível de atividades físicas, para impedir estilos de vida sedentários.

    “Esperamos que a reunião da ONU aumente a visibilidade de doenças não-transmissíveis, ao mostrar que não se trata apenas de um assunto de saúde, mas envolve também a cadeia de produção alimentar”, afirmou uma representante do Ministério da Saúde do Brasil, Deborah Malta, à BBC Brasil. “Precisamos de políticas públicas e regulamentações não apenas para a indústria alimentar, mas também para tabaco, álcool e um número cada vez maior de setores”.

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  • Assunto vai passar por consulta pública na Agência Nacional de Saúde Suplementar

    Planos de saúde poderão conceder até 30% de desconto na mensalidade e bonificações para clientes que aderirem a programas de envelhecimento saudável e prevenção de doenças. Esses incentivos serão discutidos na consulta pública que a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) abre de 16 de maio a 14 de junho.

    De acordo com a gerente-geral de regulação assistencial, Marta Oliveira, nos últimos cinco anos a agência vinha cobrando dos planos programas de prevenção de doenças.

    – Os planos achavam que não eram responsáveis pelo cuidado com o beneficiário. Mas a gente vem dizendo que é o plano quem sabe que aquela pessoa chegou aos 40 e não fez determinado exame.

    Ela explica que a agência quer evitar o “mau uso” desses incentivos. O desconto tem de ser linear para o produto oferecido – não pode haver diferenças entre faixas etárias. A operadora não pode atrelar o benefício a resultados, como redução de peso.

    – O incentivo é para aquele que aderir ao programa. Não se pode exigir que a pessoa tenha determinado resultado de saúde, porque outros fatores interferem, como a genética.

    Cada operadora deve montar seu programa. O desconto valerá para aqueles que fizerem parte do programa de acompanhamento do envelhecimento. A bonificação – gratuidade no plano dentário ou no resgate aéreo, por exemplo – vale para quem aderir a programas de prevenção de doenças.

    – É uma forma de as operadoras concorrerem pautadas não só no preço do produto, mas também na qualidade.

    Depois de consolidadas as sugestões, o tema volta a ser discutido por uma câmara técnica. A norma deve levar entre dois e três meses para ser aprovada.

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  • AIDS, Doenças, Sexo 19.05.2010 1 Comment

    Comitê vai estudar indicação logo após pessoa passar por situação de risco.
    Espécie de ‘pílula do dia seguinte‘ para a Aids será debatida em junho.

    Qualquer que seja a decisão, a espinha dorsal da prevenção continuará sendo o uso de camisinha. O coquetel seria uma estratégia complementar”

    Ronaldo Hallal, assessor técnico do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

    O governo federal está discutindo ampliar a indicação de antirretrovirais no país: além de tratar pacientes, o coquetel seria usado para prevenir o contágio pelo HIV. Comitê de especialistas vai avaliar em junho a proposta de antecipar o início da terapia de soropositivos para reduzir o risco de transmissão por via sexual a parceiros sem o vírus. Outra medida analisada é a indicação do coquetel logo após uma pessoa ter se submetido a uma situação de risco de contágio, como relação sexual desprotegida – uma espécie de “pílula do dia seguinte” para a Aids.

    As informações são da repórter Lígia Formenti, do jornal “O Estado de S. Paulo”.

    Qualquer que seja a decisão, a espinha dorsal da prevenção continuará sendo o uso de camisinha. O coquetel seria uma estratégia complementar”, diz o assessor técnico do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Ronaldo Hallal. O preservativo é uma medida segura, sem contraindicações, com baixo custo. Antirretrovirais, por sua vez, podem trazer efeitos colaterais, além de o preço ser bastante alto.

    Antirretroviral pode ter efeitos colaterais, além de ser caro

    O consenso de 2006 já previa o uso de antirretrovirais para evitar a doença após a exposição ao vírus. A estratégia era recomendada, por exemplo, para vítimas de estupro e profissionais de saúde que, por acidente, tivessem tido contato com sangue de soropositivos. Nesses casos, depois da situação de risco, aqueles que procuram atendimento recebem tratamento com antirretrovirais por um período de 28 dias.

    “A ideia é discutir novas indicações”, conta Hallal. Entre as possibilidades, está a de fornecer o coquetel para pessoas que tiveram relação sexual sem proteção com um parceiro eventual ou com alguém que sabidamente seja soropositivo.

    Fonte G1

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