• Um dos mais completos estudos sobre as causas de morte no mundo indicou que a obesidade mata mais do que a desnutrição nos dias atuais.

    De acordo com o relatório da Global Health Burden, ligado à Organização Mundial de Saúde, cerca de 3 milhões de pessoas foram vítimas de obesidade mórbida em 2010. O número é três vezes maior que o de mortos for desnutrição.

    Há vinte anos, o panorama era inverso.

    Segundo um dos pesquisadores, o professor Alan Lopez, da Universidade de Queensland, na Austrália, o resultado surpreendeu. Ele ressaltou que embora esse seja um fenômeno mais acentuado nos países ricos, a obesidade também se tornou um problema nas nações em desenvolvimento.

    “Foi surpreendente para nós a disseminação da obesidade em países em desenvolvimento. Não é como nos países ricos, mas (o fenômeno) está crescendo”, disse.

    Tags: , , , ,

  • Comer demais de vez em quando é um problema que a maioria das pessoas enfrenta, principalmente nos finais de semana ou eventos especiais. Mas há aqueles que se descontrolam sempre na frente da comida, mesmo sem fome. Resultado: passam mal ou se sentem culpados.

    O assalto à geladeira durante a noite também é característica da compulsão alimentar, um problema que atinge até 4% da população geral e 6% dos obesos – podendo alcançar metade dos indivíduos mórbidos, segundo dados da Associação Americana de Psiquiatria.

    O compulsivo não tem hora para comer: é um “saco sem fundo” e abocanha qualquer coisa o tempo todo, mesmo quando o corpo não precisa de energia.

    Como consequência, 75% das pessoas com esse distúrbio químico nos mecanismos da saciedade ganham muito peso, pois consomem mais calorias do que precisam por dia, principalmente na forma de doces e gorduras. Aquelas que não engordam, segundo o endocrinologista Alfredo Halpern, é porque têm compensação calórica inconsciente ou um metabolismo muito bom.

    Além disso, muitos indivíduos compulsivos também sofrem de depressão, ansiedade e outros transtornos psíquicos, como explicou o psiquiatra Adriano Segal.

    O especialista disse que alguns pacientes chegam a comer alimentos crus ou congelados, não por prazer, mas por descontrole. E, num prazo curto de 2 horas, essa ingestão pode chegar a 15 mil calorias, sendo que um adulto normal precisa em média de 2 mil calorias por dia para viver.

    De acordo com Halpern e Segal, a compulsão também pode estar associada a um transtorno bipolar e a uma personalidade de excessos, como acontece com compras e drogas, por exemplo. E os episódios de “ataque” são mais frequentes no fim da tarde e à noite, quando a pessoa chega a consumir até 50% das calorias totais daquele dia.

    Alguns pacientes fazem misturas inacreditáveis, como pão com leite condensado e chocolate, biscoito de chocolate recheado com queijo branco ou biscoito salgado com iogurte – e por aí vai.

    As mulheres costumam sofrer mais, e aliar esse comportamento a dietas malucas ou remédios para emagrecer sem prescrição médica.

    Uma regra de ouro que o Bem Estar já ensinou é esperar 20 minutos depois de comer e antes de repetir o prato, para o cérebro perceber se o corpo ainda está com fome.

    Tratamento
    No caso de doenças crônicas e psiquiátricas, como a compulsão alimentar, raramente se fala em cura, mas em tratamento.

    Os cuidados são comportamentais, com a mudança de estilo de vida, reeducação alimentar e a prática de exercícios, ou farmacológicos, com a administração de medicamentos antidepressivos (que modificam os caminhos da serotonina no corpo) e indutores de saciedade.

    Os médicos aconselham a atividade física para esses pacientes porque os exercícios diminuem os níveis de depressão e ansiedade, com a liberação de endorfina, hormônio que dá sensação de prazer e substitui a serotonina liberada pela comida, cujo efeito é semelhante.

    Quem pratica exercícios também queima mais calorias e tende a comer menos gordura, o que facilita o controle de peso e melhora o funcionamento intestinal, contribuindo de forma ampla para o tratamento do problema.

    Resultado:

    Tags: , , , , , ,

  • Uma pesquisa exclusiva feita com 1.695 leitores da CRESCER mostrou os hábitos da família brasileira à mesa. Descubra aqui por que o exemplo que você dá é tão importante quanto o que serve para seu filho comer

    Muita bolacha e refrigerante, poucas frutas, legumes e verduras e nada de peixe no prato. Uma pesquisa inédita (e exclusiva) feita com 1.695 leitores pelo site da CRESCER mostrou que junk food, comida semipronta e guloseimas variadas invadiram a casa das famílias brasileiras – até para quem tem bebês com menos de 12 meses! –, e a sua pode ser uma delas. Quantas vezes você já disse para o seu filho comer melhor? Quantas vezes quase enlouqueceu tentando fazê-lo engolir algumas colheradas? Milhares de pais têm problemas na hora das refeições. Nossa pesquisa mostrou isso. E mostrou ainda mais. Revelou que o estímulo e principalmente o exemplo que você dá não têm sido dos melhores… Quer ver? Só 3,5% dos pais contaram que comem verduras, legumes e frutas na medida recomendada pelos médicos (cinco porções por dia). Quando a pergunta passa para os filhos, o resultado não é muito diferente, claro: apenas 4% seguem a recomendação.

    49,5% das famílias não arrumam a mesa para o café da manhã

    Fato é que se você não tiver uma alimentação saudável, as chances da criança ter serão pequenas. “O que a gente percebe são as crianças se adaptando aos maus hábitos dos pais, não uma melhora na alimentação depois que elas nasceram. E isso acontece por vários fatores, como falta de tempo e de planejamento. Sabemos de bebês menores de seis meses que já comeram lasanha congelada”, diz Fabíola Suano, do Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). A situação começa mal logo pela manhã. Segundo nossa pesquisa, 49,5% dos pais não arrumam a mesa para o café da manhã e, em 13% dos lares, a criança come em menos de dez minutos e sozinha. Na casa da família de Lucia Helena Barone, 39 anos, mãe de Maurizio, 8 anos, e Eduardo, 3, ninguém se reúne para tomar o café. Aliás, as manhãs são um sufoco, como ela mesma diz. “Eu não tenho disposição para levantar mais cedo e deixar tudo pronto. Como estamos sempre atrasados, meu marido come de pé, na cozinha. O pequeno sempre quer tomar ‘tetê’ vendo televisão, e eu fico por conta dele”, assume.

    4% das crianças comem 5 porções (a quantidade recomendada) de frutas, verduras e legumes por dia

    É curioso pensar que essa refeição é considerada, por todos os especialistas, a mais importante do dia. Inúmeros estudos já comprovaram que o rendimento escolar fica prejudicado quando a criança pula o café. Se na sua casa é assim, você pode, por exemplo, deixar tudo pronto na noite anterior (veja mais dicas) e determinar – sim, para alguns assuntos deixe de lado a democracia – que a televisão só vai ser ligada depois que todos comerem sentados à mesa, juntos. Para isso dar certo, você precisa do apoio de toda a família.

    34% dos pais não almoçam nem jantam com os filhos

    O que falta no prato
    Os problemas com a alimentação se repetem ao longo do dia. As escolhas dos pais, de novo, refletem as dos filhos. Apenas 8% das crianças comem a quantia recomendada de peixes por semana (de duas a três vezes). Uma parcela dos pais, 17%, contou que não prepara nunca o alimento e 52% afirmaram fazer peixe raramente. De fato, o consumo dessa carne no Brasil é baixo, mesmo em áreas onde você poderia comprá-la com mais facilidade, como nas cidades litorâneas. Um dos motivos é que, até pouco tempo, a recomendação para dar peixe para bebês era a partir de 2 anos. Mas a idade baixou. A SBP indica a partir dos 6 meses, na papinha. Os pescados são fonte de ômega 3, que ajuda no desenvolvimento do sistema nervoso cerebral e da retina.

    Seguindo a linha do “exemplo dos pais”, não surpreende saber que o consumo das frutas, verduras e legumes é ínfimo. “O alimento saudável ganhou o estigma de que precisa de mais tempo para ser preparado, e não é verdade. O que faz a diferença é o planejamento. Passe a comprar hortaliças que vêm processadas e higienizadas, além de polpas congeladas para fazer sucos esporadicamente. Em casa, deixe a salada limpa à noite para consumir no outro dia”, afirma Raphaella Machado, nutricionista da Maternidade-Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

    Enquanto o consumo de alimentos saudáveis mostrou-se baixo na pesquisa feita por CRESCER, o de bolachas, refrigerantes e sucos de caixinha não seguiu o mesmo caminho. As respostas mostraram que 38,5% das crianças e 17% dos pais consomem bolachas pelo menos quatro vezes por semana. Quando o assunto é refrigerante, esses números ficam em 34,5% e 52%, respectivamente. Já no caso do suco industrializado, 40% dos pais afirmaram dar a bebida pronta de duas a cinco vezes por semana, em comparação aos 26% que fazem suco natural no mesmo período. A antropóloga Carmen Rial, da Universidade Federal de Santa Catarina, afirma que o consumo desses alimentos também aumentou a quantidade de vezes que comemos por dia. Antigamente, esse número não passava de cinco. Hoje, são mais de 20, por conta dos chamado “beliscar”. “Na prática, a comida se dissociou das refeições principais”, diz.

    Não é para você abolir as guloseimas da sua vida. Se sentir vontade de refrigerante, por exemplo, é melhor tomar fora de casa. O mesmo vale para os alimentos mais calóricos. Se seu filho ver você provando, vai pedir. Não porque as crianças nascem com um desejo inato por junk food. Na verdade é uma tentativa do bebê de se aproximar da família. Mas, sim, as crianças aceitam mais facilmente alimentos macios, uma característica da maioria das comidas processadas, como nuggets, salsicha e hambúrguer. “Quando o pai fala que o filho não come, a gente pergunta: ele não come nada mesmo? Geralmente, ele aprendeu a gostar do que é altamente processado”, diz Fabíola, da SBP. Em casos assim, e quando o que a família come não é legal, os especialistas recomendam que os pais comprem comida em restaurantes que vendem por quilo pelo menos três vezes por semana. Assim você tem uma variedade no cardápio e mais chances de comer verduras e legumes, por exemplo. “Quanto mais velha a criança, mais difícil vai ser a reeducação alimentar”, afirma. Por isso, o exemplo é tão importante – para o que é bom e para o que não é.

    João, 3 anos, experimentou refrigerante pela primeira vez em casa, aos 8 meses. E não foi ele quem pediu para provar. A mãe, Kelly Pedroso, 28 anos, sempre tomava e um dia ofereceu ao filho. “Ele fez uma careta na hora, mas depois gostou.” Hoje o garoto adora salgadinho, batata palha, pizza e bolacha recheada. “Comida feita em casa a gente quase não dava, porque nós também comíamos muita coisa pronta. Eu ‘entupia’ o João com essa comida, mas a fome dele parecia não passar. Então eu dava mais. A babá fazia o mesmo”, afirma. Só pouco mais de um mês, Kelly começou a ter medo que o menino ficasse obeso, que pudesse ter uma doença grave provocada pela má alimentação. De fato, os maus hábitos podem aumentar as chances de problemas de saúde na infância, como obesidade e diabetes, e na vida adulta, como doenças cardiovasculares. Agora, a reeducação alimentar de João é acompanhada por uma equipe multidisciplinar que inclui pediatra e nutricionista. Saíram de cena as comidas ruins. Mas a mudança espantou também a fome do garoto, que neste momento só quer tomar leite.

    COM OS AVÓS PODE TUDO
    Mais de 65% dos pais discutem com os avós sobre a alimentação da criança. Se seu filho fica pouco tempo com eles, releve uma ou outra guloseima que derem. Se eles ajudam na criação, você tem que definir algumas regras. Uma sugestão é levá-los a uma consulta com o pediatra, para saberem o que a criança tem que comer e como.

    Na pesquisa, perguntamos aos pais o que fazem quando o filho se recusa a comer. A solução de 31% é dar mamadeira que, em 49% das casas é preparada com uma ou mais colheres de achocolatado em pó e açúcar. Claro que a criança prefere a mamadeira, mais fácil de ser ingerida do que um prato de comida e ainda docinha. E claro também que é mais fácil para você: seu filho aceita, toma sozinho e, pelo menos, não fica de barriga vazia. Mas o leite não substitui a refeição porque não oferece a quantidade de nutrientes que a criança precisa. A curto prazo, você não vai notar os problemas. Mas eles vão chegar. Um dos mais comuns é a anemia, carência de ferro. Uma pesquisa realizada em Minas Gerais com bebês de 6 a 12 meses mostrou que 60% tinha algum grau da doença, que causa desde dores de cabeça até desmaios.

    Kyara Rebecchi, 26 anos, mãe de Laura, 1 ano e 10 meses, apela para o leite e outros truques quando “bate um desespero”, ou seja, quando a filha se recusa a comer. “Tem que ser tudo na marra. Um dia falei que se ela não comesse ia vir o monstro que come os dedinhos do pé. O pai fez até barulho atrás da porta para assustá-la. Como o monstro nunca veio, ela não aceitou mais a desculpa. Foi uma grande bobeira. Não resolveu o problema da comida e ainda criei um medo desnecessário”, diz, em tom de arrependimento.

    Se você está disposto a solucionar os problemas alimentares da sua casa, comece a repensar os seus hábitos. Se você não gosta de legumes, por exemplo, faça uma torta caseira em que a cenoura seja um dos ingredientes. Mostre o alimento in natura ao seu filho e depois sente-se para comer com ele. Tente colocar no seu prato pelo menos uma folha de salada. Se for preciso, conte até três e coma de uma vez. Quando você oferece para a criança mas não prova junto, um dia ela vai parar de comer. Isso acontece por volta do primeiro ano, quando o bebê percebe que os pais não comem o mesmo que ela.

    Quando a família não tem restrição alimentar, é mais fácil colocar as mudanças em prática. Comece pelas compras no supermercado – o que você coloca no carrinho e o que seu filho pede para você pôr. Faça algumas substituições. O saldo final precisa ter mais alimentos saudáveis que processados. Tente também estabelecer uma relação mais amigável com o tempo. A gente sabe que ter jornada dupla (ou tripla) não é fácil, mas se esforce para fazer pelo menos uma refeição por dia com seu filho. Na pesquisa feita por CRESCER, 34% dos pais nem almoçam nem jantam com a criança. Veja se é possível combinar com seu chefe um horário maior para o almoço, assim você consegue comer em casa, ou então entrar e sair mais cedo para jantar com seu filho, sem correria.

    Outro problema é que, muitas vezes, a falta de paciência dos pais é levada para a mesa. Bebês a partir de seis meses reconhecem a irritação no semblante dos pais. E mais: eles já conseguem estabelecer relações sobre isso. “Eles pensam que comer não é legal porque ‘meu pai/minha mãe fica bravo’”, afirma Fabíola. Tenha em mente sempre que fazer uma refeição em família é tão importante quanto cuidar de uma alimentação saudável. Você cria um vínculo emocional, que começou no aleitamento materno. “Neste momento também está sendo formada a personalidade da criança”, diz Fabíola. Você pode pensar que é um exagero relacionar caráter à hora das refeições. Se a gente imaginar que as pessoas estão ali só para comer, pode até ser. Mas é preciso ir além. Na mesa você instiga a curiosidade sobre novos sabores, troca experiências do dia a dia, ensina seu filho a dividir, esperar, ser generoso, ter comprometimento com horários, a saber ouvir – sem falar no aprofundamento (delicioso) da relação de vocês.

    COMO FOI FEITA A PESQUISA

    A participação nessa última pesquisa realizada por CRESCER foi recorde: 1.695 leitores responderam nossas perguntas. Mais de 60% deles têm entre 25 e 39 anos, 88% são casados e 52% são pais de crianças entre 1 e 3 anos. Trabalham em período integral 58,5%.

    Agradecimentos: Dzarm
    Agradecimentos: Hering
    Fonte: Maria Emilia Suplicy, nutricionista do Hospital Pequeno Príncipe; Vivian Braga, antropóloga, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas; Wilson Salgado Júnior, pediatra do Prontobaby – Hospital da Criança (RJ).

    Fonte Revista Crescer

    Tags: , , , , , , , ,


  • Líquido se transforma em gel quando se mistura ao ácido do estômago.
    Ideia é colocar substância no leite, em iogurtes e até em refrigerantes.

    Pesquisadores de em Birmingham, no interior da Inglaterra, conseguiram desenvolver um alimento que enche a barriga, mas não engorda. É um líquido que, ao entrar em contato com o ácido estomacal, se transforma instantaneamente gel. E enquanto esse gel não é absorvido pelo organismo, a pessoa não sente fome.

    O produto, que ainda precisa passar por muitos testes antes de entrar no mercado, pode ser eficiente para quem sofre de obesidade – uma condição, que todo mundo sabe, pode levar a uma série de outros problemas de saúde.

    O gel preenche o estômago, como se fosse alimento, e a pessoa se sente satisfeita até o gel se dissolver, o que leva entre seis e oito horas. Isso evita a fome nos intervalos entre as refeições principais – café da manhã, almoço e jantar – acabando com os lanchinhos fora de hora.

    O chefe da equipe responsável pela pesquisa explica que o líquido que vira gel foi feito com produtos extraídos de cereais, verduras e frutas, tudo natural. O produto não só enche o estômago, mas alimenta.

    “Isso vai revolucionar os tratamentos contra obesidade, e certamente acabar com a necessidade de intervenções cirúrgicas”, afirma uma nutricionista que trabalha para o sistema nacional de saúde da Grã-Bretanha.

    O gel deverá ser comercializado dentro três anos, mas não em estado puro. A ideia é que ele seja misturado ao leite, iogurtes e até refrigerantes – além de saudável, ele precisa ser saboroso.

    Fonte G1

    Tags: , , , , , , , , , , , , ,

  • Dia-Mundial-de-Combate-ao-Diabetes-doenca-fotoDia Mundial de Combate ao Diabetes é comemorado neste sábado (14)

    Neste sábado (14) é comemorado o Dia Mundial de Combate ao Diabetes. Desta forma, o R7 aproveita a data para mostrar dados sobre a doença no país e, mais do que isso, oferecer informação e dicas de alimentação e atividades para tem o diabetes ou quer se prevenir.

    Existem dois tipo de diabetes, o tipo 1, que surge quando o organismo deixa de produzir a insulina, ou a produz apenas em uma quantidade muito pequena, provocando o aumento do nível de açúcar no sangue (glicemia). E o diabetes tipo 2, quando há produção de insulina pelo pâncreas, mas as células musculares e adiposas (de gordura) não conseguem absorvê-la. No primeiro caso, é preciso tomar injeções diárias de insulina para regularizar o metabolismo do açúcar.

    No segundo, mesmo com um fator hereditário maior do que no tipo 1, sabe-se que há uma grande relação com a obesidade e o sedentarismo. Estima-se que 60% a 90% dos portadores do diabetes tipo 2 sejam obesos.

    Há ainda outros tipos de diabetes menos comuns: o diabetes gestacional (alteração das taxas de açúcar no sangue detectada pela primeira vez na gravidez, mas que pode persistir ou desaparecer depois do parto) e o diabetes secundário ao aumento de função das glândulas endócrinas (em casos de tireóide, problemas na supra- renal e na hipófise ou em tumores no pâncreas).

    Os principais sintomas do paciente diabético são sede, fome e urina em excesso, emagrecimento, visão embaçada, infecções repetidas na pele ou nas mucosas, machucados que demoram a cicatrizar, cansaço inexplicável e dores nas pernas, entre outros.

    Brasileiro diabético tem peso normal

    A OMS (Organização Mundial de Saúde) e a IDF (Federação Internacional para o Diabetes) estimam que, pelo menos, metade de todos os casos de diabetes tipo 2 no mundo poderiam ser prevenidos se fosse evitado o ganho de peso excessivo.

    No entanto, pesquisa recente divulgada no 11º Congresso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, em São Paulo, revelou que entre os 21 milhões de brasileiros diabéticos – 11% da população – a maioria apresenta diabetes tipo 2 e, ao contrário do que poderia parecer, 67,6% tem peso normal ou sobrepeso, mas não são obesos. A pesquisa ainda apontou que dentro dessa população, 78% está concentrada na classe C, D e E.

    O novo perfil do brasileiro diabético, portanto, condiz ao cidadão de baixa renda com peso normal, ou seja, a maioria da população.

    Fonte R7

    Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,