• Ele é conhecido como açaí da palmeira juçara, planta nativa da Mata Atlântica. Sim, é a mesma que dá origem ao palmito

    Se confiar na aparência, dá para confundir o açaí amazônico (aquele tradicional) com o fruto da palmeira juçara. “Eles são do mesmo gênero, mas de espécies diferentes”, ensina a nutricionista Cynthia Howlett, do Rio de Janeiro. Isso explica certas particularidades. De acordo com a especialista, o produto da juçara tem três vezes mais antocianinas, substâncias protetoras do coração e do cérebro.

    Se quiser provar, a Ciano Indústria de Alimentos Sustentáveis lançou a marca Juçaí, que oferece a polpa desse fruto somada a ingredientes como inhame (fonte de fibras) e frutas, cheias de vitaminas e minerais. Por ser adoçado, é bom pegar leve. “Logo mais teremos a versão zero açúcar”, avisa Cynthia, consultora da marca. Abaixo, você confere o que encontramos em 100 gramas da polpa dos dois tipos:

    Açaí do Pará

    Energia: 51,4 cal

    Antocianinas: 17,5 mg

    Carboidratos: 4,3 g

    Gorduras totais: 1,3 g

    Açaí da juçara

    Energia: 63,8 cal

    Antocianinas: 61,8 mg

    Carboidratos: 5,7 g

    Gorduras totais: 3,5 g

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  • Só de olhar para a barriga não dá para desconfiar, mas ali dentro moram no mínimo 10 trilhões de micro-organismos. Uma população pra lá de numerosa – a título de comparação, em todo o planeta somos, atualmente, 7,3 bilhões de habitantes. A esse universo abrigado no aparelho digestivo deu-se inicialmente o nome de flora intestinal, devidamente rebatizada de microbiota.

    Assim como acontece em nossa sociedade, os bichinhos têm família, nome e sobrenome. E, mais importante de tudo, executam inúmeras funções dentro do corpo. “Nos últimos anos, o número de evidências sobre a influência da microbiota na saúde aumentou muito”, afirma Elisabeth Neumann, professora do Laboratório de Ecologia e Fisiologia de Micro-organismos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

    Essa influência, é bom que se diga, nem sempre é positiva. “O desbalanço nas populações bacterianas está associado a diversas doenças”, conta a nutricionista Adriane Antunes, professora da Faculdade de Ciências Aplicadas da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp.

    Uma equação bem simples denota essa quebra de equilíbrio: os micróbios potencialmente nocivos, que também habitam o intestino, se multiplicam a ponto de se sobrepor no jogo de influências sobre os bichinhos benfeitores. Uma das maneiras de evitar que isso aconteça ou reverter a situação é investir nos probióticos, bactérias reconhecidamente benéficas e que podem ser encontradas em iogurtes, leites fermentados, queijos, além de cápsulas e sachês.

    De acordo com Yasumi Osawa, farmacêutica da Yakult, empresa pioneira nas pesquisas sobre o tema, doses adequadas desses seres microscópicos ajudam a repovoar a microbiota, dessa vez com indivíduos de boa índole. Para mantê-los em forma e garantir sua colonização, também entram em cena os prebióticos, fibras que não conseguimos digerir. “Elas servem de alimento para os probióticos”, explica Yasumi.

    As relações e os banquetes travados dentro da barriga e seus reflexos no corpo vêm ganhando tanta importância que demandam um evento científico próprio, o Congresso Brasileiro de Pre, Pro e Simbióticos, o PreProSim. Realizado em junho, junto ao Ganepão, uma das conferências de nutrição mais relevantes do país, o evento não deixou dúvidas de que precisamos conhecer e valorizar o trabalho dessas bactérias. Abaixo, você vai ver como elas repercutem na imunidade, no coração e até na saúde mental.

    1. Baixa imunidade

    Está aí um efeito clássico dos probióticos: deixar nosso sistema de defesa mais afiado. Segundo Adriane, da Unicamp, a chegada das bactérias no intestino desperta as células de defesa, que, no susto, ainda não têm certeza se os bichinhos são mesmo aliados. “Esse mecanismo mantém o sistema imunológico ativo e mais apto a reagir frente a micro-organismos causadores de doenças”, explica a especialista.

    Há outras ações que contribuem para a blindagem contra agentes infecciosos. A farmacêutica Cristina Bogsan, professora da Universidade de São Paulo (USP), conta que as células de defesa que reconhecem o vírus da gripe passam a viver mais quando o indivíduo toma um probiótico presente em um leite fermentado, por exemplo – por tempo suficiente para passar o inverno numa boa.

    2. Problemas intestinais

    Considerando que 70% da microbiota fica na região do intestino, é natural que vejamos um impacto direto ali. “Atualmente, os probióticos e os simbióticos fazem parte do tratamento da constipação”, exemplifica o médico Dan Waitzberg, professor da USP e presidente do Ganepão.

    Há bactérias, como a Bifidobacterium animalis, presentes em determinados iogurtes, que incitam os movimentos peristálticos. São eles que fazem as fezes caminharem adiante. “O bolo fecal é transportado, mas não se liquefaz. É por isso que não há diarreia”, tranquiliza Cristina. Por falar nisso, Waitzberg lembra que os probióticos também são úteis frente ao popular intestino solto. Estudos apontam que certas bactérias reduzem o tempo de diarreia bem como as visitas ao banheiro.

    3. Obesidade

    Faz tempo que os cientistas sabem que a microbiota de um indivíduo obeso é diferente da de alguém com peso saudável. E um micro-organismo que marca presença em pessoas esbeltas tem animado a turma da pesquisa, a Akkermansia muciniphila. Durante palestra no PreProSim, a nutricionista Priscila Sala, do Centro Universitário São Camilo, em São Paulo, contou que a bactéria diminuiu de 40 a 50% o ganho de massa corporal entre cobaias.

    “Em experimentos, seu efeito foi preservado mesmo quando ela foi aquecida a 70 °C”, diz. Um grande diferencial, pois os alimentos com probióticos hoje são refrigerados para garantir a sobrevivência das bactérias. Enquanto a Akkermansia não chega ao mercado, invista em frutas vermelhas, cebola, chocolate e castanhas, que criam condições para o bichinho prosperar.

    4. Doenças bucais

    Aqui, dá para contar com duas formas de atuação. Uma é indireta: quando os probióticos chegam ao intestino, minimizam inflamações, o que melhora o estado de gengiva e adjacências. Mas a cavidade oral tem sua própria microbiota. Daí por que algumas bactérias têm impacto direto (e local) em encrencas como cárie e periodontite.

    Em estudos, o dentista Michel Messora, na Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da USP, notou que associar o tratamento-padrão da periodontite a suplementos de probióticos melhorou a resposta dos pacientes à intervenção. “Além disso, caiu o risco de retorno da doença”, destaca Messora. Para prevenir o problema capaz de derrubar os dentes, ele diz que dá para apostar em iogurtes e leites fermentados – desde que tenham baixo teor de açúcar.

    5. Colesterol e pressão

    Nesses assuntos que afligem o coração, os achados são incipientes, porém empolgantes. A farmacêutica Elisabeth, da UFMG, revela que algumas linhagens dos gêneros Lactobacillus e Bifidobacterium seriam capazes de assimilar o colesterol no intestino. “Isso reduziria os níveis disponíveis para a absorção pelo corpo”, ensina. Mas ela diz que são necessários mais estudos para confirmar esse desfecho.

    Outros testes demonstram que certas bactérias têm a habilidade de induzir a produção de substâncias que regulam a pressão arterial, outro fator de risco ao coração. “Mas não podemos sonhar em resolver um problema dessa magnitude só com o uso desses micro-organismos”, ressalta Elisabeth. “Nenhum pre ou probiótico deve ser encarado como substituto da medicação”, enfatiza Cristina, da USP.

    6. Chateações íntimas

    Candidíase e vaginose respondem por quase 90% dos incômodos mais comuns nas mulheres em idade reprodutiva. O pior é que tendem a ser recorrentes. “E os antibióticos e antifúngicos andam menos eficazes”, observa José Maria Soares Junior, vice-chefe do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital das Clínicas de São Paulo.

    Um jeito de driblar essa resistência é botar os probióticos em jogo. “Ao ingeri-los por meio de suplementos, dá para mudar a flora intestinal e, assim, colonizar beneficamente a vagina”, descreve o médico. Daí os micro-organismos prejudiciais não acham brecha para se proliferar. Segundo Soares Junior, os alimentos probióticos até auxiliariam na prevenção. “Mas não adianta fumar, ser sedentária e descuidar do resto da dieta. Tudo isso afeta a microbiota”, alerta o ginecologista.

    7. Irritações de pele

    Ter um intestino regulado – com a forcinha dos probióticos – também deixa a cútis mais viçosa. “É que as toxinas que interferem na barreira hídrica da pele, por exemplo, acabam eliminadas”, informa Yasumi, da Yakult. Com isso, há menos espaço para rugas, pele seca… Mas as bactérias do bem têm outros trunfos na área dermatológica. Existem cepas, já disponíveis em sachês para serem tomados, que combatem a dermatite atópica.

    Os probióticos, nesse caso, ajudam a conter o processo inflamatório que leva a lesões na pele. Nessa mesma linha, segundo novos estudos, algumas bactérias ainda bateriam de frente com a acne. Para tirar proveito desses efeitos, o conselho é manter uma ingestão de probióticos frequente. Caso contrário, a microbiota volta ao seu estado natural, programado lá no início da vida. Mas é provável que, em breve, tenhamos cremes com essas bactérias.

    8. Câncer

    Especula-se que prevenir a disbiose – ou seja, o domínio das bactérias ruins na flora intestinal – diminuiria o risco de tumores, particularmente os colorretais. “É que teríamos menos inflamação ali, o que, com os anos, pode predispor à doença”, conta a nutricionista Thaís Manfrinato Miola, do A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo. Nesse aspecto, uma dieta equilibrada contendo alimentos com probióticos seria bem-vinda.

    Hoje, na prática, também se vê a indicação das bactérias boas durante o tratamento do tumor. Ao indicá-las a pacientes cirúrgicos, o médico Antonio Carlos Ligocki Campos, da Universidade Federal do Paraná, viu menos complicações infecciosas, além de menor uso de antibióticos e tempo de internação. Segundo Thaís, a medida também se mostra útil para aplacar reações adversas da quimio e radioterapia.

    9. Estresse e ansiedade

    Ninguém duvida que existe uma conexão direta entre intestino e cérebro. Por isso, há uma tendência em ligar os probióticos a impactos no sistema nervoso. “Algumas bactérias produzem moléculas precursoras de serotonina e estimulam a liberação de gaba”, exemplifica Cristina, da USP. Complicou? “Trata-se de neurotransmissores associados ao controle da ansiedade e à sensação de felicidade”, traduz.

    Ela frisa, porém, que os estudos estão caminhando para confirmar tais efeitos. Ainda se debate o papel dos probióticos frente a Alzheimer, Parkinson e depressão, além de desordens que afetam outras áreas do organismo. “Há um universo ilimitado de possibilidades”, diz Elisabeth, da UFMG. Mas não espere para mimar seus hóspedes. Eles retribuirão deixando a casa – ou seja, seu corpo – em ordem.

    Quem é quem nessa comunidade microscópica

    Probióticos
    São as bactérias bacanas, que só agem quando ingeridas na dose certa. Cada tipo (ou cepa) tem uma função específica.

    Prebióticos
    É assim que se definem certas fibras que alimentam os probióticos. Estão na cebola, no alho, na banana verde etc.

    Simbióticos
    Essas formulações já apresentam, numa tacada só, os benditos probióticos e seus alimentos, os prebióticos.

    Posbióticos
    Trata-se de substâncias liberadas pelos probióticos que podem ser acrescidas a produtos a fim de gerar vantagens.

    Parabióticos
    São os probióticos inativos, ou seja, mortos. Mesmo assim, eles conseguem atuar positivamente no organismo.

    Quando as bactérias aparecem?

    Ao contrário do que já se imaginou, hoje sabemos que o bebê não vem ao mundo sem uma microbiota. Mas esse conjunto de micro-organismos passa a se formar pra valer no nascimento. Por isso os louros vão para o parto normal, que permite a transferência das bactérias da mãe para o filho.

    O aleitamento materno é outro fator bem-vindo, enquanto o abuso de antibióticos não deixa a vizinhança tão amigável. Levar esses pontos em conta é essencial, porque a microbiota que carregamos pelo resto da vida se estabelece até uns 3 anos.

    Vale a pena investir em versões manipuladas?

    Em palestra durante o PreProSim, o médico Dan Waitzberg, da USP, frisou que as fórmulas de manipulação ainda não são as melhores opções para tirar proveito dos micro-organismos probióticos. “Não dá para saber de onde eles vieram”, justifica. Fora que os bichinhos podem se transformar em condições fora de controle, o que alteraria seu comportamento dentro do corpo.

    Segundo o expert, a junção de bactérias também requer bastante cautela. Não é porque são bacanas individualmente que serão excelentes em parceria. “Fazer misturas sem conhecer bem o assunto é feitiçaria, não medicina”, declara Waitzberg. Os itens industrializados seriam escolhas mais apropriadas, porque há laudos garantindo sua segurança. Mas, claro, o médico deve conhecer as bactérias minuciosamente, já que cada tipo tem uma função específica.

    Onde encontrar os probióticos

    Atualmente

    Iogurtes: alguns deles contam com as bactérias boas – e possuem diversos sabores.

    Leite fermentado: o mercado já conta com versões para adultos e até com menos açúcar.

    Cápsulas: além de protegerem bem as bactérias, são superfáceis de transportar.

    Sachês: o nitrogênio mantém os bichinhos vivos. É só dissolver o pó na água ou ingerir direto.

    Futuramente

    Sorvetes: pode comemorar: a guloseima garantiria a viabilidade dos probióticos.

    Chocolates: estudos já mostraram que ele também é ótima morada para bactérias do bem.

    Sucos: a acidez torna um desafio ter probióticos neles. Mas é uma forte possibilidade.

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  • Ninguém contesta que comer aqueles chocolates mais amargos (com moderação, é claro) traz benefícios. Afinal, o doce concentra cacau, que é rico em flavonoides – e esses antioxidantes são cheios de atributos, como proteger a saúde cardiovascular. A versão branca, por sua vez, nunca foi citada como benfeitora, já que não leva cacau (apenas sua gordura). Na verdade, esse tipo sempre foi o patinho feio no mundo dos chocolates. Até agora.

    Em tese de doutorado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a nutricionista Janaína Madruga Morais Ferreira resolveu criar um chocolate branco funcional. Para isso, o primeiro passo foi adicionar o prebiótico frutooligossacarídeo (mais conhecido como FOS), uma fibra que melhora o funcionamento do intestino e serve de substrato para bactérias boas presentes em nosso corpo, o que culmina em um sistema imunológico fortalecido.

    A nutricionista ainda turbinou o doce com goji berry, frutinha abarrotada dos benditos antioxidantes. Em entrevista ao Jornal da Unicamp, a especialista lembrou que, apesar de ser novidade por aqui, a a goji berry é consumida há muito tempo na Ásia e já mostrou propriedades contra o diabetes e o câncer. “O objetivo do trabalho, que era chegar a uma formulação de chocolate branco mais saudável, foi alcançado”, comemorou Janaína.

    Mas o importante mesmo é saber se a guloseima ficou gostosa, certo? Pois a pesquisadora conduziu testes sensoriais com 120 participantes. E as análises mostraram que o chocolate branco passou na prova do sabor – em uma escala que vai até nove, a aceitação ultrapassou a marca dos seis.

    Mas e quando chega ao mercado?

    Calma, essa é outra história. Para que a metodologia saia da universidade e chegue à indústria, é preciso existir interesse na comercialização do produto. Depois disso, segundo Janaína, seria necessário realizar mais avaliações – para definir tempo de prateleira, por exemplo. “Em termos tecnológicos, porém, não vejo dificuldade em promover essa transferência”, disse a expert ao Jornal da Unicamp.

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  • Não, não vamos falar de dietas milagrosas, mas de truques simples revelados por especialistas em nutrição. Claro que nem por isso você vai deixar de lado os exercícios e a alimentação balanceada – a dupla que combate a gordura pra valer

    1. BOTE OS DENTES PARA TRABALHAR

    Mastigar bem faz toda a diferença nesse processo de enxugar a barriga. “Quanto mais você fracionar o alimento, mais fácil fica a digestão, o que evita aquele efeito estufa no abdômen”, garante Marcella Amar, da clínica Essentiale, no Rio de Janeiro. “Se não mastigamos, há uma sobrecarga no estômago e um aporte maior de fluxo sanguíneo, o que distende essa região”, completa a nutricionista e fitoterapeuta Vanderlí Marchiori, de São Paulo.

    2. COMA MENOS E MAIS VEZES

    Excesso de comida faz volume no estômago. Por isso, diminua o tamanho das refeições principais e faça pequenos lanches entre elas. “Procure também se alimentar sem pressa e em ambiente calmo. Quem come num piscar de olhos tende a engolir mais ar, o que também aumenta a barriga”, afirma a nutróloga ortomolecular Tamara Mazaracki, do Rio de Janeiro.

    3. PREFIRA OS ALIMENTOS DE FÁCIL DIGESTÃO

    Alguns itens, como as frutas, os grãos integrais e as verduras, passam mais rapidamente pelo intestino e azeitam seu funcionamento. Já os de absorção lenta favorecem a fermentação, responsável pelo aspecto de barriga inchada. “Logo, evite comidas gordurosas, como queijos, carne vermelha, grão-de-bico, repolho, couve-flor e doces”, recomenda a nutricionista Marcella.

    4. CAPRICHE NAS FIBRAS, MAS SEM EXAGERO

    Elas ajudam o intestino a funcionar, o que elimina aquele aspecto de abdômen estufado. E estão presentes nas frutas, nas hortaliças e nos produtos integrais, como granola, aveia e linhaça. Mas exagerar na dose pode ter o efeito contrário, provocando cólicas e inchaço. “Para facilitar a eliminação do excesso, é importante beber bastante líquido durante o dia”, sugere Vanderli Marchiori.

    5. TROQUE OS REFINADOS POR INTEGRAIS

    Deixe de lado o pão, o arroz, a farinha e a massa convencional e opte pelas versões integrais. De novo, além de terem mais fibras e ajudarem o intestino a funcionar melhor, esses alimentos baixam o índice glicêmico, o que evita a produção excessiva de insulina, hormônio que estimula o organismo a estocar gordura.

    6. MANEIRE NO SALGADO

    Evite alimentos muito condimentados e/ou salgados. Excesso de sódio provoca retenção hídrica, responsável pelo aspecto de inchaço no corpo — inclusive na barriga, claro. “Os condimentos irritam o intestino e aumentam a formação de gases”, explica Tamara Mazaracki. Portanto, olho vivo nos vilões: azeitonas, anchovas, salgadinhos em geral, picles, carne seca, defumados e embutidos (salame, presunto, bacon), queijos salgados e muito temperados (gorgonzola, parmesão, roquefort), catchup e molhos prontos para saladas.

    7. BEBA ÁGUA, MUITA ÁGUA

    Pelo menos dois litros ao longo do dia, mas não durante as refeições, o que dificulta a digestão e favorece a fermentação – e o aumento do volume abdominal. Os líquidos, como água, chás e sucos, além de ajudarem a regular o intestino, permitem também a eliminação do sal. Quanto mais se bebe, mais diluído fica o sódio e mais facilmente ele vai embora com a urina. Mas bebidas gasosas ficam fora dessa, pois dilatam a barriga. “Alimentos ricos em potássio (caso das frutas e dos legumes) são outros que contribuem nessa tarefa de expulsar o sal que ficou sobrando”, completa Tamara

    8. DÊ UMA CHANCE PARA A GORDURA DO BEM

    Já está provado que alguns tipos, como a mono e a poliinsaturada — em doses moderadas, bem entendido –, agem contra os pneuzinhos, principalmente no abdômen. Além disso, elas são capazes de baixar o índice glicêmico da refeição, o que reduz a produção de insulina — ela de novo! Por isso, abra espaço no seu cardápio para o azeite de oliva, o abacate e as frutas oleaginosas, como a castanha-do-pará e a amêndoa.

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  • Pesquisadores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) encontraram uma solução para a macarronada de domingo não pesar na consciência. É que eles desenvolveram uma massa que mistura as farinhas de trigo e banana verde – esta feita com a polpa e a casca da fruta. Assim, o alimento ganhou fibras e perdeu gorduras. “Porém, o mais importante é o alto teor de amido resistente da banana”, informa a nutricionista Lilia Zago, coordenadora do estágio em ciência de alimentos da Uerj. “Isso porque esse tipo de carboidrato é digerido pelas bactérias benfeitoras do nosso intestino, e, como resultado, são produzidas substâncias que auxiliam na prevenção de doenças crônicas, como a obesidade.” O melhor é que a massa do experimento pode ser feita em casa, com a farinha de banana encontrada em lojas de produtos naturais. A única diferença é que essa variedade não leva a casca. Mas pode apostar sem medo: é um bom negócio.


    Receita da massa

    Misture 125 g de farinha de trigo a 125 g de farinha de banana verde. Abra um espaço no meio da massa. Lá, coloque 3 ovos, 1 colher de café de sal e 1 colher de café de azeite.
    Com um garfo, vá incorporando os ingredientes.
    Quando o garfo não for mais útil para misturá-los, use as mãos.
    Pare quando a massa ficar completamente lisa, suave e amarelada.
    Deixe-a descansar por meia hora.
    Depois, abra-a com uma máquina ou um rolo.

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  • Sabe aquela história de que grávida tem que comer por dois? É verdade. Mas peraí! Não é para comer por duas pessoas, e sim por dois motivos: a sua saúde e a do seu bebê. Isso não tem nada a ver com dobrar as porções e traçar dois pratos cheios no almoço.

    Sim, você deve aumentar a quantidade das calorias na sua dieta. Mas seu corpo precisa de, no máximo, 350 calorias a mais por dia o equivalente a dois copos de leite integral. O que realmente importa não é comer mais, e sim comer bem.

    “Na gestação, o organismo da mulher precisa de mais nutrientes para que o bebê cresça e se desenvolva”, explica a nutricionista Manoela Figueiredo. Como conseguir isso? Mantendo uma dieta variada e rica em frutas, verduras, leite e derivados, carnes magras e carboidratos integrais. Descubra agora mais segredos para se alimentar bem durante os nove meses.


    Prato cheio na medida certa

    Nos primeiros três meses, uma grávida precisa de 150 calorias a mais por dia. No segundo e no terceiro trimestres, são entre 300 e 350 calorias a mais sem culpa. Isso é uma média cada gestante tem necessidades diferentes. Depende de como era a alimentação e o peso dela antes da gestação, e de como está sua saúde , diz Manoela.

    A alimentação na gravidez está cercada de mitos. Além de comer por dois , tem gente que acredita que, quanto mais a gestante engorda, melhor para o bebê. Bobagem. Engordar além da conta é tão ruim na gestação quanto em qualquer outra época da sua vida. Na verdade, assim como quando você não está grávida, o segredo para uma alimentação saudável nesse período é o mesmo: comer de tudo, sem exageros, respeitando a fome e driblando a gula.
    como uma boa mãe moderna, cuidou direitinho da alimentação durante suas duas gestações. Procurei ter uma alimentação natural, obedecendo minha fome de grávida, mas sem exageros, conta.

    O prato da grávida saudável é variado e colorido. Todos os grupos alimentares devem constar na sua dieta diária: vegetais, frutas, legumes, carboidratos, proteínas e gorduras, além de muita água. Para garantir disposição o dia todo e ajudar a combater problemas como náuseas, cansaço e azia, as refeições devem ser divididas entre três principais: café da manhã, almoço e jantar, com pelo menos dois lanchinhos entre elas.

    Alimentos industrializados, gorduras saturadas, frituras, excesso de café e de açúcar devem ser evitados a todo custo. Bebidas alcoólicas, nem pensar: elas fazem mal para o seu bebê. Na dúvida, o médico ou uma nutricionista podem ajudar. Nunca é demais lembrar que, agora, o que está em jogo é a saúde do seu filho, então nenhum sacrifício é demais.

    Ganhe peso com saúde
    O peso é um dos indicadores usados pelo médico para determinar se a gestação é normal e saudável. O que define quantos quilos você pode (e deve) ganhar ao longo dos nove meses é o número que a balança apontava antes de engravidar.

    É uma conta simples: mulheres com sobrepeso ou obesidade devem manter a dieta normal (e não aumentar o consumo de calorias) para ganhar entre sete e nove quilos. Quem estava em forma pode comer mais um pouquinho e aumentar entre nove e onze quilos na gravidez. Quem estava abaixo do peso considerado saudável para sua altura deve se reforçar a alimentação e engordar por volta de 14 ou 15 quilos. Para quem espera gêmeos, esses limites são mais largos.

    Não se trata de uma questão estética. Extrapolar ou ganhar menos peso do que o recomendável prejudica a saúde do bebê. Mulheres muito magras que não se alimentam bem durante a gravidez podem ter filhos com problemas neurológicos, baixa imunidade e mau funcionamento de órgãos como pulmão e fígado.

    Por outro lado, grávidas que engordam muito podem desenvolver obesidade, pressão alta, diabetes e ter filhos com tendência a serem gordinhos vida afora. Uma avaliação nutricional no começo da gravidez ajuda a entender qual é o seu caso e qual a melhor dieta a seguir.

    Se você engordar na proporção certa, terá voltado a sua forma anterior até dois meses depois do parto. Isso porque boa parte do peso acumulado não é gordura.

    Além do bebê, que pesa em média 3,2 quilos, o útero fica com quase um quilo. A placenta pesa 600 gramas e, só de sangue e outros fluidos, você engorda mais 3,6 quilos. Os seios maiores, por causa da amamentação, aumentam mais um quilo na balança.

    O que não pode faltar na sua alimentação
    Você tem um bebê para fabricar , e isso não se faz com pizza e chocolate. Para dar conta desse trabalho, seu corpo precisa de mais nutrientes, que vão manter a sua saúde e garantir o desenvolvimento do seu filhote. Veja o que não pode faltar no seu cardápio:

    Ácido fólico
    Também conhecido como vitamina B9, o ácido fólico ajuda a formar o tecido nervoso e as células sanguíneas do bebê. A carência desse nutriente pode causar doenças e mal-formações no feto. Ele é encontrado em vegetais verde escuros, fígado, leguminosas e frutas cítricas, mas é difícil suprir necessidade diária da gravidez, de 600 microgramas, só com a alimentação. Por via das dúvidas, a maioria dos médicos indica um suplemento.

    Cálcio
    Para formar os ossos do bebê, você tem que reforçar seu consumo de cálcio. Uma grávida precisa de 1.300 miligramas desse mineral por dia, 30% a mais do que o normal. Você encontra o cálcio no leite e no iogurte (prefira os desnatados) e também em queijos magros, como o minas e a ricota.

    Ferro
    Até o fim da gravidez, o volume de sangue no corpo da mulher terá aumentado até 50%, para dar conta de suprir as necessidades do morador extra. Se a alimentação não for reforçada com mais ferro, é comum a grávida desenvolver anemia. Essa doença diminui a capacidade do sangue de distribuir o oxigênio para as células e causa fraqueza, cansaço e tonturas, entre outros problemas. Feijão, carne vermelha e verduras escuras como espinafre são boas fontes de ferro, mas o médico pode indicar um suplemento.

    Fibras
    Conforme aumenta de tamanho, o útero pressiona o intestino, o que pode causar prisão de ventre em algumas gestantes, agravada pelos hormônios que deixam o funcionamento dele mais lento. Por isso, o consumo de fibras presentes em frutas, verduras e cereais integrais é fundamental para manter seu corpo regularizado.

    Proteínas
    Presente em todos os tipos de carnes, em leguminosas como feijão e no leite e seus derivados, esse nutriente é importantíssimo para a construção dos músculos do seu bebê. São recomendados 60 gramas por dia, o equivalente a dois bifes por dia.

    Vitaminas
    Elas têm mil e uma funções para a saúde do bebê e da mãe. Quem mantém uma alimentação bem variada e colorida, com bastantes frutas, legumes, verduras, nozes, carnes magras, derivados de leite e cereais integrais supre todas as necessidades do organismo. Mas o médico também pode indicar um suplemento se achar necessário.

    Meu filho vai nascer com cara de…
    Uma das partes mais divertidas da gravidez é sentir desejos e ver todo mundo correndo para satisfazê-los. Por que isso acontece? Segundo a nutricionista Manoela Figueiredo, nem as vontades, nem as aversões podem ser comprovadas cientificamente. Os alimentos mais queridos ou detestados variam para cada mulher: quem nunca ouviu a história de uma grávida que só comia dobradinha ou feijão gelado e corria para o banheiro se sentisse o cheiro de chocolate? Acontece.

    Talvez seja só um charme afinal, quem carrega um bebê na barriga pode muito bem se sentir no direito de ter os mimos atendidos. Os desejos mais relatados são de doces e derivados do leite, como sorvete , conta Manoela. Mas essa vontade irresistível também pode ser um jeito do corpo sinalizar que está sentindo falta de alguma coisa e levar a situações bizarras como comer ferrugem ou terra vermelha, por exemplo.

    Essa síndrome leva o esquisito nome de picamalácia, e sua explicação é controversa. Uma delas é que os alimentos estranhos, que antes não eram nem um pouco atraentes, trariam a sensação de alívio para náuseas e vômitos. Outra, mais aceita, é de que há uma deficiência de nutrientes essenciais, como o ferro, que leva a grávida a comer substâncias que, embora não sejam alimentos, contém esse nutriente como, por exemplo, um tijolo.

    Para tratar esses desejos malucos da picamalácia, é preciso repor os nutrientes que estão faltando na alimentação da gestante. Nos casos mais graves, essa doença pode trazer complicações graves para a mãe e para o bebê afinal, terra e tinta descascada (lanchinhos comuns para quem sofre disso) não são comida, e podem causar de feridas no estômago a envenenamento.

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