• Pesquisadores capitaneados pela Universidade de Aarhus, na Dinamarca, constataram que a musculação e outras atividades de força beneficiam diretamente o cérebro de quem tem esclerose múltipla. Essa doença autoimune afeta o sistema nervoso, culminando em sintomas como fraqueza e dificuldades de locomoção.

    “O efeito positivo dos exercícios no cérebro é conhecido, mas ainda não sabemos como ocorre”, conta a educadora física brasileira Jéssica Garcia, que trabalha com doenças neurodegenerativas na Universidade de Coimbra, em Portugal.

    O que não se discute é a importância de aderir às sessões de ginástica. “Quem é ativo consegue manter a autonomia”, diz Jéssica. O educador físico Otávio Furtado, cujo mestrado foi focado na doença, concorda: “Há melhora no cansaço, no equilíbrio e na força muscular”.

    Orientações para quem tem esclerose múltipla malhar em segurança

    Comece devagar

    Não era superativo antes? Então nada de virar atleta de repente.

    Fuja do sol forte

    O calor aumenta o risco de surtos. Lembre-se de manter a hidratação.

    Faça natação em água morna

    A temperatura adequada gira em torno de 26 a 30 °C. Nem fria nem quente.

    Evite pancadas na cabeça

    Modalidades como boxe e muay thai podem trazer mais prejuízos ao cérebro.

    Avalie o melhor horário

    Contorne a fadiga. Em geral, de manhã temos mais energia.

    Como identificar um bom professor

    É essencial buscar um profissional que se dedique a conhecer a doença e as limitações que ela impõe a cada pessoa. Um indivíduo com equilíbrio abalado terá necessidades diferentes das de alguém com enrijecimento muscular, por exemplo.

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  • Cientistas acompanharam mais de 30 mil pessoas durante um ano. E aqueles que aumentaram o nível da vitamina no organismo passaram a ter menos hipertensão arterial, insuficiência cardíaca e infartos.

    Cientistas americanos divulgaram novos benefícios que a vitamina D pode trazer à saúde. O correspondente Rodrigo Bocardi conta, de Nova York.

    Ela é encontrada em ovos, cereais, leite, peixes e faz um bem danado. A ciência já comprovou que com a vitamina D os ossos ficam mais fortes. E sem ela há indícios de que ficam maiores os riscos de câncer, diabetes, tuberculose e esclerose múltipla.

    A novidade é que essa vitamina pode ajudar a evitar males que mais matam pessoas no mundo. Num estudo divulgado nesta segunda, cientistas americanos acompanharam mais de 30 mil pessoas durante um ano.

    E aqueles que aumentaram o nível de vitamina D no organismo passaram a ter menos hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, infartos.

    Além de ser ingerida, a vitamina D pode ser também produzida pelo nosso organismo quando entramos em contato com o sol. Não é o caso desta segunda, em Nova York, com o dia nublado. Mas ficar exposto aos raios solares para buscar a vitamina D é arriscado. Sem a devida proteção, podemos ter outros problemas, como câncer de pele.

    A doutora Nieca Goldberg, da universidade de Nova York, recomenda aos pacientes com deficiência da vitamina o consumo de suplementos encontrados nas farmácias ou nos alimentos. Mas sempre com orientação médica.

    Vitamina D demais provoca náusea, vômito, confusão mental. O melhor é, de vez em quando, fazer exames para ver como anda o nível da vitamina D no sangue. Até porque a medicina ainda não tem certeza de todos os benefícios da vitamina D.

    “São estudos recentes, com resultados promissores”, diz a médica. “Mas nós ainda não podemos dizer com certeza que esta é uma pílula mágica”.

    Fonte Jornal Nacional

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