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    Você mal cruza os garfos e já sente a barriga inchar. Tem de correr para o banheiro e ficar algum tempo esperando até tudo ir embora, inclusive as cólicas. E é a quarta vez no mês que o episódio se repete ? e olha que não comeu nada tão forte ou pesado. Aí o suplício some e você já está se esquecendo… Até que ele volta com tudo, após um prosaico pão com manteiga no café da manhã. Se você protagoniza essa história, é provável que tenha um intestino sensível demais. Ou irritável, como preferem os médicos.

    Presente em até 20% da população mundial, a síndrome do intestino irritável (SII) é uma condição ainda não totalmente compreendida pela comunidade científica. Isso porque, quando se examina o sistema digestivo de quem tem o problema, não se veem alterações anatômicas ou lesões. Só em 1994 foram estabelecidos os critérios de diagnósticos. E esses critérios, bem como as condutas de controle, acabam de ser revistos em um trabalho publicado no renomado The Journal of the American Medical Association.

    O artigo aponta o dedo para os principais sintomas: diarreia ou constipação sem motivo aparente e inchaço temporário da barriga acompanhado de dores, normalmente depois das refeições. Em geral, a síndrome começa a se manifestar após um evento estressante, físico ou emocional. “O gatilho pode ser uma infecção intestinal ou um trauma, como um assalto”, conta a gastroenterologista Sandra Beatriz Marion, da pontifícia Universida de Católica do paraná. Vem o primeiro episódio e ela nunca mais abandona o sujeito.

    Não há, porém, motivo para pânico. O problema é crônico, mas não evolui para quadros graves como tumores. “Menos de 10% dos pacientes têm um comprometimento sério na qualidade de vida”, calcula Carlos Fernando Francescone, chefe do Serviço de Gastroenterologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Apesar disso, a medicina labuta para que a síndrome não seja um estorvo tão frequente na vida do cidadão ? afinal, ninguém quer sofrer quando vai ao banheiro.

    No passado, a síndrome do intestino irritável era chamada de colite nervosa por causa da sua intensa associação com situações estressantes. Só que os médicos repararam, por meio de exames, que os pacientes não tinham inflamação (identificada pelo “ite” da nomenclatura nem lesões no intestino grosso. Aí mudaram o nome. “A SII não se resume a um problema de ordem psicológica, uma vez que é caracterizada por alterações funcionais no órgão”, ressalta Maria do Carmo Friche Passos, presidente da Federação Brasileira de Gastroenterologia. Contudo, o fator emocional costuma ser o grande desencadeador das crises. Como fases boas e ruins se alternam na vida, a síndrome pode ter um comportamento mais aleatório. O indivíduo passa as férias à base de cerveja e petiscos sem ter nem uma cólica sequer, mas basta voltar à rotina do trabalho e trânsito que o martírio reaparece com tudo.

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  • Uma grande quantidade de doenças infecciosas pode ser transmitida em casa, sobretudo em determinados pontos que se tornaram verdadeiros focos de coliformes. A advertência é reforçada por especialistas nesta segunda-feira, o “dia mundial de lavar as mãos”, que ressalta a importância da higiene pessoal.


    Objetos como controles remotos, torneiras de banheiro e cozinha, telefones, brinquedos e lixeiras são importantes transmissores de bactérias.

    Segundo o Gobal Hygiene Council, grupo formado por especialistas internacionais em higiene, estima-se que entre 50% e 80% das doenças alimentares tenham origem em casa. Isso porque pontos como a pia da cozinha, por exemplo, costumam conter 100 mil vezes mais germes do que um banheiro, por estar contaminada por restos e sujeira. Tábuas de cortar alimentos têm 200% mais coliformes fecais do que assentos de privada.

    Objetos frequentemente tocados com as mãos são grandes pontos transmissores – é o caso das torneiras de banheiro, que também costumam ter mais germes nocivos do que a tampa da privada, e das bolsas de mão, que têm milhares de bactérias por centímetro quadrado.

    [adrotate banner=”2″]Daí a preocupação com a lavagem frequente das mãos, para evitar a transmissão dessas bactérias.

    “O nível surpreendente de contaminação em objetos do dia a dia é um sinal de que as pessoas estão esquecendo de lavar suas mãos após o uso do banheiro, um dos momentos-chave para prevenir infecções”, disse à Press Association o pesquisador britânico Val Curtis, da Escola Britânica de Higiene e Medicina Tropical.

    ‘Mãos de privada’

    Estudo lançado nesta segunda-feira pela escola, em associação com a Universidade Queen Mary e patrocínio de uma marca de sabonetes, aponta que cerca de um em cada dez britânicos pesquisados carrega em suas mãos a mesma quantidade de germes de uma privada suja.


    A pesquisa identificou coliformes fecais em 26% dos entrevistados, em 14% das notas de dinheiro e em 10% dos cartões de crédito analisados.

    “As pessoas dizem que lavam suas mãos, mas as pesquisas mostram que não e apontam o quão fácil esses patógenos (agentes causadores de doença) são transmitidos, sobrevivendo em dinheiro e cartões”, diz Ron Cutler, que liderou a pesquisa britânica na Universidade Queen Mary.

    Em média, as mãos carregam cerca de 3 mil tipos diferentes de bactérias de mais de cem espécies, segundo pesquisadores americanos. Muitos desses tipos não são nocivos, mas a higiene das mãos é essencial para evitar que os germes que causam doenças não sejam transmitidos.

    O hábito de lavar as mãos é considerado pela ONU uma das medidas de melhor custo benefício para controlar doenças mundo afora. Pode, ainda, salvar mais de 1 milhão de vidas anualmente – perdidas, por exemplo, com diarreias e infecções respiratórias.

    O Hygiene Council também recomenda, nas residências, o uso de lixeiras que se abrem com pedal (para evitar contato manual), a limpeza de brinquedos (principalmente os de crianças doentes) e de superfícies tocadas com frequência.
    O site do conselho traz um mapa interativo com os pontos comumente contaminados nas casas, no link Clique http://bit.ly/Tmq2XD.

    Equilíbrio

    Ao mesmo tempo, relatório de setembro do Fórum Científico Internacional sobre Higiene Doméstica (IFH, na sigla em inglês) cita a hipótese segundo a qual a crescente prevenção de infecções desde a primeira infância pode resultar, mais tarde, na maior incidência de doenças como alergias. A explicação: necessitamos da interação com micróbios, particularmente nos primeiros anos de vida, para manter nosso sistema imunológico em equilíbrio.

    Há indícios de que, idealmente, teríamos que ser expostos a determinados tipos de micróbios, mas não há consenso científico sobre quais deles, ou em que quantidade.

    Como, então, encontrar o equilíbrio entre a exposição a esses micro-organismos e a necessidade de manter distância de doenças infecciosas perigosas?

    Segundo o relatório, “podemos, por exemplo, estimular as crianças a brincar livremente umas com as outras e com seu ambiente, o que as deixará expostas a uma variedade de micróbios (inevitavelmente, também a patógenos), mas ao mesmo tempo devemos ser rigorosos com a importância de ações como lavar as mãos após ir ao banheiro ou visitar fazendas, antes de comer, etc”.

    O mesmo vale para animais de estimação: a exposição a eles traz contato com diferentes tipos de micro-organismos, mas o risco de contaminações é reduzido com a boa higiene dos pets.

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  • Antes de chegar às prateleiras de supermercados, padarias e chocolaterias, os ovos de Páscoa passam por um longo e delicado processo, que garante a textura e o sabor perfeitos ao doce mais tradicional desta época do ano. A receita parece simples: o chocolate é composto, basicamente, de massa de cacau, açúcar e leite. Ainda assim, o chocolate como o conhecemos exige produção sem pressa e matéria-prima bem selecionada.

    “O chocolate é um alimento muito delicado e influenciado por qualquer descuido, por isso a importância de uma produção atenciosa. A temperatura e a umidade relativa do ar do ambiente em que o chocolate é preparado, por exemplo, são fundamentais para a qualidade do produto final”, afirma Dirceu Batista, diretor técnico e comercial da Munik.

    Para garantir todo esse cuidado, a figura do “degustador” aparece em todo o processo de produção e o chocolate é provado em todas as suas fases. Na Munik, por exemplo, as degustações dos produtos ocorrem a cada três meses e consideram tanto os próprios produtos quanto os de fábricas concorrentes. Já a degustação de todas as fases da produção (liquor, manteiga de cacau e de cacau) ocorre quando há troca de fornecedores.
    Na degustação, é possível avaliar, principalmente, três aspectos: a textura do produto, e se ela contribuiu ou não para a percepção do sabor do chocolate; a capacidade que o chocolate tem de “derreter” na boca e o que tempo que ele leva para iniciar esse processo; e o equilíbrio dos ingredientes, principalmente em casos de enriquecimento com amêndoas, avelã ou outro ingrediente que fuja do convencional.

    “O tempo de derretimento do chocolate na boca depende da quantidade de manteiga de cacau, que derrete em contato com a temperatura do corpo. Quanto mais produtos de origem animal na receita, mais rápido o derretimento do chocolate, como é o caso de grande parte dos produtos europeus. Já quanto maior o uso de gordura vegetal, maior a demora para o início do derretimento”, afirma Batista.

    O diretor trabalha com chocolates há 30 anos e explica que as elevadas temperaturas no Brasil, por exemplo, dificultam a produção de chocolates tão macios e de derretimento tão rápido como os europeus.
    Produzindo chocolates
    A produção do chocolate começa ainda na fazenda, com a colheita do cacau. Suas sementes, envolvidas em uma substância gelatinosa, fermentam por cerca de sete dias depois de retiradas do fruto e são, em seguida, encaminhadas para a secagem. Depois de seca, a casca da semente é retirada e a substância dura no interior da semente é descartada. Só então o cacau estará pronto para ser manipulado e virar chocolate.

    O cacau passa então por um processo de refino e dele é extraída a massa de cacau ou liquor – que é muito amargo e não contém açúcar. “Quanto mais liquor um chocolate tiver, mais saudável ele é como alimento, porque é mais puro e contém menor quantidade de açúcar e manteiga de cacau”, diz Batista.

    O liquor é então prensado e dele é obtida a parte líquida do cacau (manteiga de cacau) e a parte sólida, o pó de cacau. No caso do chocolate ao leite, a receita é acrescida de leite (em pó), açúcar e manteiga de cacau. Já o chocolate amargo não leva leite.

    Depois, o chocolate segue para um novo processo de refino que irá definir a granulometria ou cremosidade do alimento. Só então a matéria-prima líquida será temperada e segue para a fabricação de bombons, barras e ovos de páscoa.
    “É a quantidade de liquor, leite e açúcar que definirá o chocolate ao leite e o amargo e, entre os amargos, quão intenso será o sabor. Já o chocolate branco, ‘o menos autêntico’ dos chocolates, não possui liquor. Ele é composto apenas de manteiga de cacau, açúcar e leite”, diz Dirceu Batista.

    A temperatura ambiente do local em que o cacau é produzido pode, segundo o diretor, determinar sua suavidade. “O maior produtor de cacau atualmente é a Costa do Marfim, que possui um cacau mais suave. O cacau brasileiro costuma ser mais intenso, principalmente o produzido na Bahia. No Amazonas, temos um cacau um pouco mais suave. Por isso, em geral, fábricas costumam misturar o cacau importado com o brasileiro, para obter sabores diferentes e característicos de cada marca.”

    Fonte:G1

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  • Dicas, Doenças 12.11.2009 No Comments

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    Desânimo sem explicação aparente, dores no corpo, falta de motivação para continuar aquela atividade de que tanto gosta e uma vontade enorme de ir embora logo após chegar ao trabalho. Se você está com algum desses sintomas, fique de olho, pode ser estafa.

    De origem emocional ou física, ela pode atingir crianças e adultos e compromete o desempenho na escola, no trabalho e na relação com as demais pessoas no dia a dia, tornando todas as atividades, antes prazerosas, em obrigações desgastantes e chatas. Por alterar todo o funcionamento do organismo, pode desencadear outras doenças como hipertensão, fobias e ansiedade, problemas cardíacos e gastrite. “Se você ficar acumulando tensões e cansaço, vai virar uma panela de pressão e uma hora ela explode e faz um estrago maior”, alerta o fisiologista da Unifesp, Claudio Pavanelli.

    “A estafa pode ser física (periférica) ou mental (central) e está muito ligada a rotina que o paciente leva, por isso, antes de prescrever qualquer medicamento, pergunto se ele tem dado conta de todos os afazeres que estão sob sua responsabilidade ou se ele está passando por algum problema afetivo, só assim é possível tratar o problema”, explica Claudio.

    Ai que cansaço!

    Treino, caminhada, corre-corre com as crianças e muito cansaço. Mais popularmente conhecida como fadiga, a estafa periférica se caracteriza por dores musculares e cansaço físico ocasionados principalmente pela combinação entre desgaste excessivo (sem respeitar o tempo de recuperação) e pela má alimentação. “Não tem quem suporte esse ritmo frenético, é fadiga na certa”, explica o fisiologista. “Nestes casos, o tratamento é uma mudança radical na rotina e na alimentação. Geralmente estas duas ações resolvem o problema”, continua. “Se não for tratada, pode desencadear outras doenças como: anemia, prisão de ventre, diarreia e até queda de cabelo“, diz Claudio.

    Mente e corpo em equilíbrio

    A forma mais comum da estafa é a fadiga mental. Caracterizada pela alteração do sistema nervoso central, ocorre em função do excesso de responsabilidades e tensões acumuladas que provocam um desgaste metabólico e mental muito grande. “O cansaço mental é tamanho que o paciente chega a sentir dor física. As pressões psicológicas se refletem no corpo”, explica o fisiologista. “Neste caso, a melhor indicação é o relaxamento. É preciso rever a maneira como lidamos com os nossos problemas e frustrações. Às vezes, uma mudança simples de postura pode te livrar de um dano maior a saúde”, continua.

    “A estafa mental é muito mais grave do que a física porque tende a causar danos psicológicos e físicos. Caso não seja tratada adequadamente pode provocar doenças como: falha de memória, insônia, irritabilidade, desânimo, tristeza profunda e angústia“, explica Claudio.

    [adrotate banner=”2″]Estresse x estafa

    Muita gente confunde, mas estafa e estresse são problemas diferentes. Algumas diferenças ajudam a diferenciar os dois quadros. A fadiga ou estafa é um sintoma do estresse, mas não a a sua causa. No estresse, a intensidade da fadiga é maior e a maneira como nosso organismo reage a estes sintomas é bem diferente. Enquanto a estafa pode ser tratada com mudanças de hábitos ou tratamento médico, o mesmo não ocorre com o estresse, uma espécie de estágio crônico das duas formas de fadiga. “O grau de irritabilidade e da dor sentida no estresse é maior, além disso, o estresse é muito mais mental do que físico, por isso, não adianta usar os mesmos procedimentos. É uma questão de intensidade e durabilidade da fadiga”, explica Claudio.

    Estafa central ou mental

    Sintoma

    – Falha de memória;
    – Insônia;
    – Irritabilidade e choro com facilidade;
    – Desânimo;
    – Tristeza e angústia;
    – Azia, má-digestão;
    – Palpitação;
    – Diminuição do desejo sexual

    Tratamento

    Relaxar é o lema para curar a estafa. “Muitas vezes o tempo que se “perde” indo ao cinema ou em um parque, por exemplo, é um ganho de saúde e bem-estar.

    É melhor parar agora do que perder o controle depois”, alerta o fisiologista.

    – Saiba aproveitar os momentos de lazer;

    – Converse sobre os problemas com os amigos ou com um profissional;

    – Cultive o bom humor;

    – Aprenda a relaxar;

    – Não faça várias tarefas ao mesmo tempo;

    – Procure resolver um problema de cada vez;

    – Organize suas prioridades;

    – Não leve preocupações do trabalho para casa;

    Estafa periférica ou física

    Sintomas

    – Dores no corpo
    – Apatia
    -Baixa resistência imunológica
    -Distensão muscular Tratamento
    -Pratique atividade física com moderação
    -Respeite o ritmo de seu corpo
    – Procure ter uma alimentação balanceada e saudável

    Algumas doenças causadas tanto pela estafa mental quanto pela física
    – Hipertensão arterial (pressão alta)
    – Doenças emocionais (ansiedade, pânico, fobias)
    – Doenças gastrointestinais (colite, gastrite e úlcera)
    – Doenças do coração (arritmia, angina e infarto)

    Fonte Canal 13

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