• Você já ouviu falar em alimentos orgânicos? Tem o costume de leva-los à mesa? Muitos dos alimentos que comemos são adicionados de “nutrientes” na terra ou na ração, para que os vegetais não morram e os animais engordem. No entanto, esses aditivos são compostos químicos que são absorvidos pelos animais e vegetais e vão parar na nossa mesa. Alimentos orgânicos, que crescem naturalmente a partir daquilo que a terra provê, são livres desses compostos e não prejudicam a sua saúde. E não são tão inacessíveis assim.

    Não tem mistério: alimentos orgânicos são aqueles livres de agrotóxicos. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Orgânicos Biologicamente Sustentáveis (BrasilBio), José Alexandre Ribeiro, “alimentos orgânicos são 100% produzidos a partir daquilo que a natureza oferece, sem forçá-la a produzir. Não são acrescentados hormônios à carne nem pesticidas às plantas. É a alimentação sem produtos químicos. O cultivo dos alimentos orgânicos, no entanto, vai além da não adição de produtos químicos. Ele mantém o equilíbrio do solo e a vitalidade das plantas. Resgata a vida”.

    Nós não sentimos os efeitos dos agrotóxicos, o que não quer dizer que não afetem a nossa saúde. De acordo com a nutricionista clínica Vânia Barberan, “não deveríamos comer alimentos que não fossem orgânicos. Apesar de a composição nutricional ser a mesma, alimentos da agricultura convencional (nova nomenclatura referente a alimentos não orgânicos) têm agrotóxicos. Eles podem ser transgênicos (OMG – Organismo Geneticamente Modificado), com herbicidas, fungicidas, fortificantes. E seus efeitos são mais observados nos lavradores, que têm contato direto e morrem por motivos absurdos, e que ninguém relaciona aos agrotóxicos: parada cardíaca, falência hepática, pulmonar”.

    Como dito anteriormente, os efeitos negativos dos agrotóxicos vão além da mera inserção de químicos nos alimentos. José Alexandre argumenta que “precisamos mudar nossa concepção sobre a questão alimentar. Estamos condicionados a não pensar sobre o que comemos, da onde vem, como foi feito, conservado, transportado. A agricultura hoje está na mão dos produtos químicos e precisamos reverter isso. Muitas doenças sem diagnóstico são frutos dessa alimentação contaminante. O ser humano, hoje, apresenta cerca de 1/3 da capacidade reprodutiva que tinha há 50 anos, quando ainda não eram introduzidos produtos químicos na alimentação”.

    Muitos alimentos se dizem orgânicos quando, na realidade, não são produzidos “convencionalmente”, com ajuda de agrotóxicos. Mas, hoje, já é possível identificar os alimentos verdadeiramente orgânicos. Segundo José Alexandre, “desde 2004, a BrasilBio e outras entidades ligadas à sustentabilidade da vida, formataram leis que regulamentam o setor. Em janeiro de 2011, essa lei começou a vigorar e os alimentos orgânicos carregam um selo de segurança”.

    Um fator que pode desanimar os futuros novos consumidores de alimentos orgânicos é o preço desses alimentos. No entanto, Vânia diz que “essa história de que alimento orgânico é mais caro é um mito. Ele é mais difícil de ser encontrado e, quando tem no supermercado, pode ser talvez um Real mais caro que o convencional. Mas, especialmente nas grandes cidades, têm muitas feiras de orgânicos, feiras regulares e os produtos são bem baratos. Mesmo se quiser comprar no mercado, um alface um pouco mais caro que não faz mal para a sua saúde é um ótimo investimento”.

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  • O serviço “Alô Enfermeiro“, do Instituto do Câncer de SP é procurado, principalmente, por familiares e cuidadores de pacientes

    Uma pesquisa feita por meio do projeto “Alô Enfermeiro”, serviço telefônico do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) voltado para pacientes da unidade e que funciona 24 horas, apontou que 2,5 mil ligações são feitas por mês. Do total, 42% das ligações são relativas a pacientes com tumores hematológicos e gastrointestinais, 19% a portadores de tumores ginecológicos, 13% a pacientes com tumores no trato urológico e 10% a pacientes com tumores na região da cabeça e pescoço.

    O levantamento do Instituto do Câncer também revelou que as pessoas que mais usam o serviço (57%) são os familiares e os cuidadores dos pacientes com idade média de 60 anos. As dúvidas mais freqüentes estão relacionadas a atividades cotidianas, ou seja, 60% das perguntas são sobre cuidados para sair de casa em dias ensolarados, a maneira correta de ingerir medicamentos, como se alimentar adequadamente e como se deve proceder ao se machucar em atividades habituais.

    Além disso, muitas pessoas usam o “Alô Enfermeiro” para solucionar problemas relacionados aos efeitos colaterais do tratamento de quimioterapia, como febre, queda de cabelo, náusea e fadiga. Segundo a gerente de enfermagem do Icesp, Daniela Vivas, o projeto visa “proporcionar comodidade e segurança aos pacientes, evitando, assim, idas desnecessárias ao hospital.”

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