• Muita gente viaja no final de ano e acaba sem saber direito que remédios levar ou pensa que, por via das dúvidas, melhor colocar tudo na mala. Antes de fazer a festa na farmácia, confira a opinião de um médico sobre o assunto e as indicações para o kit ideal – e, mais importante, seguro.

    “Nenhum medicamento deve ser ingerido sem o conhecimento do seu médico, mesmo os que não precisam de receita”, adianta Paulo Camiz, clínico geral e professor do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. “Converse com ele antes de viajar”, recomenda.

    Analgésicos e antitérmicos
    Os clássicos dipirona e paracetamol aliviam dor e febre. São itens básicos que ajudam na hora do aperto sem grandes riscos na maioria dos casos – desde que tomados pontualmente (e não quase todo dia).

    Anti-inflamatórios
    Até funcionam para dores musculares, mas é preciso cuidado especial ao tomá-los, pois podem ser nocivos para estômago e rins. Idosos e portadores de problemas cardíacos devem ter cuidado extra.

    Para picadas de inseto
    Não precisa levar um comprimido antialérgico se você não for do tipo que tem crises após picadas. Mas vale uma pomada para aliviar a reação local, além do repelente, é claro!

    Para o estômago
    Férias muitas vezes terminam em excessos, sejam de comida ou bebida. E o ideal seria moderar, claro. Mas, se passou do ponto, é bom ter na mala um antiácido simples, como os à base de hidróxido de alumínio ou magnésio, especialistas em apagar incêndios.

    Kit de primeiros socorros
    Varia conforme o local e o tipo da viagem, mas o básico contém gaze, antisséptico, esparadrapo e curativos prontos para uso. Nunca se sabe!

    Em viagens internacionais
    Se você é portador de uma doença crônica ou é acometido com frequência por infecções, converse com seu médico antes de viajar. É que, em alguns países, o acesso aos medicamentos e ao sistema de saúde pode ser difícil e caro.

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  • Sua avó acordou com as juntas doendo. Isso é sinal de quê? De que ela precisa de um ortopedista, é claro. Um artigo científico publicado faz pouco confirmou que os incômodos ósseos da terceira idade, ao contrário do que afirma a sabedoria popular, não são sinal de que vai chover mais tarde.

    O estudo, liderado por Anupam Jena, professor de saúde pública da Universidade Harvard (EUA), cruzou os prontuários médicos de 1,5 milhão de americanos com mais de 65 anos com os registros meteorológicos do órgão federal que cuida de dados oceânicos e atmosféricos. Os resultados saíram no especial de Natal da editora científica BMJ – um volume anual com pesquisas engraçadinhas sobre família, álcool e outras coisas que lembram os papos furados da ceia.

    No período analisado, 6,35% das consultas médicas feitas por idosos em dias chuvosos incluíram reclamações sobre dores nas costas e nas juntas. Quando não choveu, o número subiu um pouco, em vez de diminuir: 6,39%. A diferença, de qualquer forma, é estatisticamente insignificante (ou seja, deu um empate).

    Diante do resultado cético, os pesquisadores levaram em consideração as duas objeções possíveis: uma é que às vezes não dá para marcar uma consulta médica no mesmo dia em que a dor é sentida. Outra é que sair de casa em dias chuvosos é desconfortável, o que justificaria esperar o céu abrir no dia seguinte.

    Por isso, os gráficos também foram gerados levando em consideração a data em que a dor foi sentida, e não a data da visita ao médico. Surpresa: não adiantou nada. Os números se mantiveram estáveis.

    Só não foram incluídas na conta, é claro, dores que não foram fortes o suficiente para levar os pacientes ao médico. Afinal, essas não geram dados. “Não importa como a gente processe as informações, não dá para encontrar nenhuma correlação entre a chuva e visitas ao médico por dor nas costas ou nas juntas”, afirmou Jena em um comunicado. “No final das contas, essas dores são uma previsão do tempo confiável.”

    É claro que esses resultados não vão mudar a opinião de todo mundo. Quando nós desejamos estar certos em relação a crenças pseudocientíficas, entra em ação a memória seletiva: a lembrança da dor se fixa melhor quando ela vem em dias chuvosos do que quando ela vem em dias secos, o que te leva a crer, em longo prazo, que o joelho só incomoda quando o tempo está úmido. Mas isso não é verdade.

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  • São poucas as sortudas que passam o mês sem desconfortos menstruais. Grande parte das mulheres sente certo incômodo, enquanto outras sofrem com dores insuportáveis. Veja como aliviar o problema!

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    Ninguém merece ficar de cama porque a menstruação desceu. Mas infelizmente, ainda hoje, muitas mulheres sofrem com cólicas fracas ou fortíssimas. Chamada também de dismenorreia, a cólica menstrual começa com o final do ciclo. Quando o óvulo não é fecundado, os níveis hormonais (do estrógeno e da progesterona) caem e inicia-se a descamação natural do endométrio. Para que ele possa se descolar da parede do útero e ser expelido, o corpo se contrai. Quanto maior forem as contrações, maior será a dor. Mesmo que seja “normal” sentir cólica, ela não deve passar despercebida. “Doenças como a endometriose e os miomas também podem ser responsáveis pela dor”, alerta a ginecologista Rosa Maria Neme (SP). Os sintomas dessas doenças são: dores fortes ou que acontecem muito antes da menstruação ou depois que ela termina. Se for o seu caso, procure já o médico. Agora, se sua cólica não passa de uma dorzinha, siga nossas dicas para melhorar a qualidade da sua vida “naqueles dias”.

    Comidinhas e chás
    A nutricionista Fulvia Hazarabedian, da Bio Ritmo (SP), indica ômega 3, óleo de prímula, alimentos ricos em fibras e muita água para fazer o intestino funcionar e impedir a compressão do abdome. Chá de camomila e de erva-doce reduzem espasmos musculares e possuem ação anti-inflamatória. Evite bebidas com cafeína, refrigerantes e chocolates porque podem agravar o processo de contração.

    Exercício analgésico
    Alongamento, ioga, caminhada ou passeios de bicicleta são exercícios indicados, pois são moderados. Essas atividades liberam endorfinas, que possuem propriedades analgésicas.

    Atenção dobrada
    Os anticoncepcionais tendem a melhorar as cólicas. Mas, cuidado, na endometriose a doença pode ser mascarada. Por isso, diante da cólica forte, o ginecologista deve ser consultado para indicar o tratamento adequado e evitar o diagnóstico tardio.

    Santa água quente
    Tanto o banho de chuveiro quanto a imersão em banheira com água quente podem estimular a vasodilatação das artérias que irrigam o endométrio. A bolsa de água quente também provoca essa dilatação no local, gerando a sensação de relaxamento e aliviando o desconforto.

    Toque de alívio
    Xi… a dorzinha chata pintou novamente? Faça o seguinte exercício de “acupressão” (que estimula os pontos de acupuntura com a pressão dos dedos). O massagista Dorcival Soares de Freitas, do Gilberto Cabeleireiros (SP), garante que em 70% dos casos ele alivia a dor. Mas, atenção: “Apertar a região da barriga ou das costas não é recomendado, pois pode aumentar o fluxo menstrual. O recomendado é pressionar dois pontos específicos na perna”, diz.

    1. Aperte o ponto localizado três dedos abaixo do joelho (na parte carnuda) na lateral externa, ao lado da tíbia.

    2. Pressione acima do tornozelo, na parte interna da perna, a quatro dedos acima do ossinho do tornozelo (aquele que fica à mostra).

    Exercício: pressione um ponto de cada vez ou apenas um deles, entre 10 e 30 segundos (até a dor passar), ou faça 20 movimentos circulares com o dedo no ponto, no sentido horário.

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  • Atletas profissionais do nível de Neymar já lançam mão delas há algum tempo para aliviar processos dolorosos e se recuperar rapidamente de desgastes musculares. Acontece que, aqui no Brasil, a terapia chinesa estava quase totalmente restrita ao tratamento de lombalgias, tendinites e outros chabus decorrentes do excesso de exercício físico. Mas o conceito de que ela pode impedir o surgimento desse tipo de problema começa a ganhar força em território nacional.

    “A filosofia da acupuntura sempre foi focada na prevenção”, informa o médico do esporte e especialista nessa técnica milenar Daniel Gentil, da Universidade Federal de São Paulo. Isso porque as agulhas agem nas causas funcionais, ou seja, nas inflamações, edemas, encurtamentos musculares e pequenos derrames nos músculos que, se não controlados, originam a lesão ou ao menos agravam outra já existente. “Aliás, grande parte dos quadros surge de antigos problemas mal reabilitados”, adverte Liaw Chao, eletroacupunturista com foco em esportes do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA).

    Vale ressaltar que o método deve ser adaptado para cada prática. É que o acupunturista precisa identificar as áreas mais sujeitas a contusões com base na atividade física escolhida pelo paciente. A par dessas informações, ele aplica as agulhas em pontos específicos. “Cada esporte gera uma sobrecarga única em determinadas regiões”, reforça Joel Steinmen, médico do esporte e acupunturista de Florianópolis, em Santa Catarina. “A acupuntura trabalha na estimulação dessas áreas a fim de encontrar e manter o equilíbrio para que as lesões não apareçam”, completa.

    Pelo corpo dos esportistas
    Confira 11 tormentos que a acupuntura pode evitar

    As agulhadas nos protegem por uma série de motivos. Elas relaxam a musculatura, facilitam a circulação sanguínea, controlam processos inflamatórios e trazem uma sensação prazerosa por promoverem a liberação de endorfinas.

    “Segundo a tradição chinesa, a acupuntura age na harmonização das energias. Já do ponto de vista ocidental, ela ativa grandes nervos periféricos”, ensina Gentil. De qualquer modo, a ideia é que as agulhas não produzem efeitos apenas onde são posicionadas, mas no organismo todo. “A técnica, por exemplo, patrocina a liberação de substâncias que trazem bem-estar. Portanto, incrementa não só a capacidade física como a mental”, avalia Gilberto Rodrigues, médico acupunturista, de São Paulo. E, com bom humor, a chance de você não cair no sedentarismo por pura preguiça, pelo menos em tese, aumenta.

    Mas será que o método também melhoraria o desempenho físico? Para Liaw Chao, a resposta é afirmativa. “Ao longo dos treinos, naturalmente surgem encurtamentos na musculatura, entorses e processos inflamatórios. Como a acupuntura resolve esses empecilhos, a performance do indivíduo melhora”, argumenta. Embora a lógica faça sentido, faltam estudos científicos sérios que comprovem a teoria.

    As contraindicações para a prática milenar são poucas. “Uma relativa é o medo de agulha”, afirma Gentil. Pessoas com infecções graves também precisam tomar cuidado, porque os minúsculos furos causados pelas espetadelas servem de porta de entrada para micro-organismos oportunistas que agravam a situação. Felizmente, procedimentos similares foram criados como alternativa à versão original (veja a tabela abaixo). Mesmo assim, sempre consulte um especialista antes de se submeter às sessões. Com o aval dado, aposte sem medo na acupuntura para que as atividades físicas tragam todos os seus benefícios com um risco reduzido de sentir uma pontada durante o treinamento.

    Uma especialidade médica
    Justiça proíbe outros profissionais de aplicarem acupuntura

    No dia 27 de março deste ano, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região tomou uma decisão polêmica: a partir de agora, só médicos, dentistas e veterinários têm o direito de empregar a técnica nos seus pacientes. Segundo Hildebrando Sábato, presidente do CMBA, a decisão é positiva, porque esses especialistas são os únicos com habilidade para diagnosticar doenças por trás de sintomas, digamos, comuns. “Uma dor de barriga pode ser uma apendicite”, exemplifica. “Se o indivíduo não for capacitado para avaliar um problema, a acupuntura mascararia a causa original do mal-estar.” José Luiz Maldonado, assessor técnico do Conselho Federal de Farmácia, discorda da proibição. “Os profissionais que realizam o método passam por uma formação de 1 200 horas. Fora que a medicina chinesa se concentra principalmente no equilíbrio, não na doença”, contrapõe. Os conselhos de algumas profissões voltadas à saúde entraram com recurso para suspender a medida.

    As diferentes modalidades

    Eletroacupuntura Descargas leves emitidas por eletrodos são usadas como estímulo.

    Laserterapia Uma radiação de baixa intensidade é liberada na pele.

    Auriculoacupuntura Pequenas sementes são colocadas em partes específicas da orelha.

    Moxabustão Os especialistas aquecem uma erva e, aí, usam o calor dela para ativar os pontos.

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  • Dicas 11.10.2011 No Comments


    Boa postura ou má postura? Adotar a primeira atitude com disciplina pode significar uma vida melhor, sem dores nas costas.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% da população ainda irá sofrer do mal pelo menos em alguma fase da vida.
    Ou seja, em maior ou menor grau, um dia quase todos serão vítimas desse incômodo que compromete a qualidade de vida sob diversos aspectos, entre eles físicos, emocionais e até sociais.

    A principal vilã é a lombalgia, um desconforto que afeta a região inferior da coluna vertebral (que vai da última costela até o início dos glúteos) e aparece em destaque no ranking das reclamações nos consultórios.

    Qualquer sinal de dor nas costas merece atenção. No entanto, os cuidados devem ser redobrados em duas situações. Primeiro, se as dores vêm acompanhadas do que os médicos chamam de sinais de alerta, como febre ou perda de peso. “Nesses casos, o desconforto indica a presença de algo mais grave – desde má-formação congênita, osteoporose e tumores até hérnia de disco, cálculos renais e distúrbios neurológicos. Portanto, o tratamento varia de acordo com a causa diagnosticada”, explica Alexandre Fogaça Cristante, especialista em cirurgia de coluna da Clínica Ortocity.

    Outra situação preocupante é quando não há uma razão aparente para o incômodo. “Trata- se da lombalgia mecânico-postural. Os pacientes com este perfil tentam buscar uma razão ‘física’ para suas lamentações e não encontram nada. Isso porque as dores não estão relacionadas a desvios ou a algum tipo de lesão na coluna, mas a vícios de postura que a deixam sobrecarregada constantemente”, esclarece Cristante.

    Quando se fala de dor nas costas, convém lembrar que outras doenças também colaboram para causar a dor. “Estão nessa lista as infecções urinárias, as infecções pulmonares, o infarto do miocárdio, o herpes zoster e os tumores ovarianos e prostáticos”, afirma o especialista.

    Maus hábitos
    Posturas incorretas também são responsáveis por distúrbios articulares. “Quem sofre de dor nas costas não se senta nem se levanta corretamente, não dorme em colchão adequado ao seu peso, levanta objetos do chão dobrando a coluna e não os joelhos, estica-se todo para colocar os objetos em prateleiras ou em armários e executa tarefas diárias em má posição”, diz Cristante.

    Obesidade
    Segundo o médico, a cada dia a população se cuida menos (do ponto de vista físico), o que causa obesidade. “O excesso de peso e outras alterações musculares levam a pessoa à sobrecarga dos discos intervertebrais”.

    Stress e Depressão
    Ambos levam à contratura muscular importante. “A depressão não permite o relaxamento voluntário dos músculos levando a compressões importantes nas raízes nervosas que emergem da coluna vertebral”, explica o cirurgião.

    Tratamento
    O tratamento é dividido em duas fases. “Na fase da dor aguda, o médico vai receitar analgésicos e antiinflamatórios, fisioterapia convencional e outros métodos. Depois, é recomendável que o paciente se submeta a tratamento mais prolongado que pode incluir a Reorientação Postural Global (RPG), hidroterapia, condicionamento físico, ajuda de um nutricionista e também de um psicólogo”, aconselha Cristante.

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  • Emocionado, Ronaldo atribui adeus às dores e ao hipotireoidismo
    Ao explicar os motivos por ter antecipado o seu adeus, Ronaldo justificou usando dois fatores: o hipotireoidismo e as constantes dores.

    – Todos sabem do meu histórico de lesões. Tenho tido, nos últimos anos, uma sequência de lesões que vão de um lado para o outro, de uma perna para a outra, de um músculo para o outro. Essas dores me fizeram antecipar o fim da minha carreira. Além disso, há quatro anos eu descobri, quando estava no Milan, que sofria de hipotireoidismo. É um distúrbio que desacelera o metabolismo e que, para controlá-lo, é necessário tomar alguns hormônios proibidos no futebol, por poder acusar doping. Imagino que muitos devam estar arrependidos por terem feito chacota sobre o meu peso, mas eu não guardo mágoa de ninguém.

    O que é hipotireoidismo?

    É uma síndrome que resulta da deficiência da produção de hormônios tireoidianos. Estima-se que 3 a 5% da população tenha alguma forma de hipotireoidismo. É mais comum em mulheres e a incidência aumenta com a idade.

    Quando não tratado, o hipotireoidismo causa, nas crianças, atraso grave do crescimento e retardo mental. Na vida adulta, leva à depressão generalizada das funções orgânicas.

    Não existe prevenção, a não ser a triagem neonatal com o teste do pezinho para detecção do hipotireoidismo congênito. Mas existem exames simples para o diagnóstico e o tratamento com hormônio tireoidiano sintético é seguro e eficaz uma vez que a dose adequada é estabelecida.

    Como é o quadro clínico?

    A clínica resulta da redução da atividade metabólica e do depósito de glicosaminoglicanos no interstício. Os sinais e sintomas variam muito, dependendo da severidade da doença. As manifestações clínicas que aparecem tendem a se desenvolver lentamente, ao longo de vários anos, caso o tratamento não seja instituído.

    O cretinismo é a principal manifestação do hipotireoidismo em lactentes e recém-nascidos. Suas principais características são:

    • Retardo mental
    • Baixa estatura
    • Aspecto edemaciado da face e das mãos
    • Mutismo por surdez
    • Anormalidades nos tratos piramidais e extrapiramidais

    Nos recém-natos os principais sintomas são:

    • Dificuldade de respirar
    • Cianose
    • Icterícia
    • Amamentação insuficiente
    • Choro rouco
    • Hérnia umbilical
    • Atraso acentuado da maturação óssea

    A triagem rotineira dos recém-nascidos tem contribuído com o diagnóstico precoce.

    Nas crianças com hipotireoidismo há:

    • Atraso no crescimento resultando em baixa estatura
    • Lentificação do aparecimento dos dentes permanentes
    • Puberdade atrasada
    • Sinais de retardo mental

    Nos adultos, os sintomas não são específicos e frequentemente são associados ao processo de envelhecimento. Eles se tornam mais óbvios quando esta condição piora. O quadro clínico se caracteriza por:

    Nos estágios iniciais da doença:

    • Fadiga
    • Fraqueza
    • Mialgia
    • Artralgia
    • Cãimbras
    • Reflexos lentos
    • Pele fria, áspera, pálida e seca
    • Depressão
    • Dores de cabeça
    • Intolerância ao frio
    • Aumento do fluxo menstrual
    • Palidez

    Quando o hipotireoidismo vai evoluindo sem tratamento, podem ser observados:

    • Cansaço
    • Edema periférico
    • Constipação intestinal
    • Fala lenta
    • Rouquidão
    • Dispneia
    • Ganho de peso (não intencional)

    O estágio terminal do hipotireoidismo não tratado é o coma mixedematoso, em que há uma descompensação que pode ser precipitada por uma infecção, trauma, insuficiência cardíaca ou outras causas. É caracterizado por:

    • Letargia
    • Estupor (raramente os pacientes apresentam-se em coma)
    • Diminuição dos batimentos cardíacos
    • Baixa oxigenação
    • Funcionamento pobre dos rins
    • Diminuição da motilidade intestinal
    • Temperatura baixa
    • Dificuldades respiratórias
    • Choque e até morte.

    Quais são as causas?

    • Tireoidite de Hashimoto: é talvez a causa mais comum de hipotireoidismo, caracterizada pela presença de auto-anticorpos.
    • Redução do tecido tireoidiano por iodo radioativo ou por cirurgia.
    • Deficiência de iodo. O iodo é essencial para a produção hormonal da tireoide. Ele pode ser encontrado em frutos do mar, vegetais e sal enriquecido com iodo. A adição de iodo ao sal de cozinha eliminou este problema em vários países.
    • Doença de Graves (geralmente cursa com hipertireoidismo, mas no estágio final pode haver hipotireoidismo).
    • Tireoidite subaguda (o hipotireoidismo pode ocorrer na fase tardia).
    • Medicamentos que podem induzir hipotireoidismo: carbonato de lítio (usado no tratamento dos estados maníacos depressivos), amiodarona, propiltiouracil e metimazol.

    Outras causas de hipotireoidismo:

    • Erros inatos da síntese de hormônios tireoideos.
    • Deficiências hipofisárias e hipotalâmicas.
    • Resistência periférica aos hormônios tireoidianos.
    • Doenças congênitas: geralmente bebês com hipotireoidismo congênito não apresentam alterações ao nascimento, por isso o Teste do Pezinho ajuda no rastreamento destes casos e facilita a introdução do tratamento precoce.
    • Doenças da glândula hipófise. Causa rara de hipotireoidismo em que a hipófise não produz quantidade suficiente de TSH – geralmente tem como causa um tumor benigno na glândula.
    • Gravidez. Algumas mulheres desenvolvem hipotireoidismo durante ou após a gravidez por produzirem anticorpos contra a sua própria glândula. Se não tratado, este hipotireoidismo aumenta o risco de aborto, parto prematuro, pré-eclâmpsia e também pode afetar o desenvolvimento fetal.

    Quais são os fatores de risco?

    O hipotireoidismo ocorre principalmente:

    • No sexo feminino.
    • Na idade de 50 anos ou mais.
    • Se você tem um parente próximo com hipotireoidismo, como pais ou avós, com uma doença auto-imune.
    • Se você já fez tratamento com iodo radioativo e medicações como propiltiouracil ou metimazol, pois o tratamento para o hipertireoidismo pode resultar em hipotireoidismo permanente.
    • Se você já recebeu algum tipo de radiação no pescoço ou na parte superior do tronco.
    • Se já fez cirurgia de tireoide (tireoidectomia parcial ou total).

    Quando devo procurar ajuda médica?

    Procure um médico caso você esteja se sentindo cansado, sem motivo aparente, ou apresenta qualquer outro sintoma de hipotireoidismo (ver “Como é o quadro clínico?”).

    Você precisa visitar um endocrinologista periodicamente se você:

    • Já fez cirurgia na tireoide.
    • Tratamento com iodoradioativo.
    • Usou medicações para hipertireoidismo.
    • Fez radioterapia no pescoço ou na parte superior do tórax.

    Pode levar vários anos até que qualquer uma destas condições ou procedimentos resultem em hipotireoidismo.

    Caso você tenha colesterol alto, pergunte ao seu médico se o hipotireoidismo pode ser a causa.

    Siga as recomendações do clínico geral ou do endocrinologista.

    Se você tem hipotireoidismo e faz uso de medicação, você deve estar atento pois ao longo dos anos a dose necessária para controlar os sintomas pode mudar. O acompanhamento médico deve ser permanente, mas uma pessoa com hipotireoidismo que faz uso correto da medicação e mantém os níveis de TSH dentro dos valores normais, leva uma vida saudável e completamente normal.

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  • Uso da toxina é prático, com poucos efeitos colaterais, apesar de ser caro.

    Estudos brasileiros e internacionais comprovaram que a toxina botulínica, mais conhecida como Botox, consegue acabar com as dores de pacientes que sofrem com um dos piores tipos de dor de cabeça que existe: a enxaqueca crônica. O uso excessivo de remédios para conter a dor faz com que seu efeito vá se perdendo ao longo do tempo, tornado-se ineficaz para combatê-las.

    Já as injeções de toxina botulínica do tipo A aplicadas a cada quatro meses nas regiões da testa (frontal), têmporas (temporal), atrás da cabeça (parietal) e no pescoço (occipital) conseguiram diminuir as dores até extinguí-las em poucos dias.

    A enxaqueca tem como sintomas principais dores pulsantes de um lado da cabeça, moderadas ou fortes, associadas à náusea, vômito, intolerância à luz e ao barulho, com duração média de quatro a 72 horas. Isso porque o Botox contém a toxina do botulismo que, ao ser injetada em pequenas doses, paralisa o músculo e evita sua contração, eliminando os focos de dor. Seu uso para fins médicos e estéticos foi aprovada há 20 anos nos Estados Unidos.

    Mesmo oferecendo efeito temporário, de quatro a seis meses, como ocorre nos tratamentos estéticos, as injeções se mostram vantajosas no tratamento da enxaqueca ao oferecerem bem menos efeitos colaterais do que os remédios, segundo o neurologista Ailton Melo, da Universidade Federal da Bahia, autor de três estudos sobre o uso da toxina em tratamentos neurológicos, reconhecidos internacionalmente.

    Em dois deles, realizados entre 2007 e 2009, o médico e sua equipe aplicaram a toxina botulínica do tipo B – a única reconhecida para uso em humanos – em pacientes com enxaqueca crônica, no Hospital das Clínicas da Universidade. Segundo Melo, a toxina se mostrou ligeiramente superior no ponto de vista de eficácia e bem superior diante dos efeitos colaterais.

    – A toxina botulínica atua nos receptores neuromusculares, inibindo a saída de acetilcolina, [neurotransmissor liberado por células nervosas, que chega às células musculares, causando a contração do músculo]. Ao impedir a liberação de acetilcolina, inibe a contração muscular, relaxando o músculo.

    Os pacientes que receberam as injeções no hospital baiano apresentaram apenas problemas relacionados às picadas da agulha, enquanto os que continuavam a tomar remédios ganharam peso e apresentaram sonolência, taquicardia, boca seca, constipação, manchas avermelhadas na pele e edema.

    O tratamento padrão da enxaqueca pode envolver o uso de antidepressivos, anticonvulsivantes, remédios para labirintite, pressão e coração, de acordo com a necessidade do paciente. Ao longo do tempo o “coquetel” pode não surtir mais efeito, por isso o Botox aparece como um grande trunfo, afirma a neurologista Célia Roesler, membro titular da Academia Brasileira de Neurologia.

    – A toxina age exatamente onde o paciente sente dor, paralisando a musculaturas destes locais.

    De acordo com a neurologista, o Botox tem boa tolerância neste tipo de tratamento e causa apenas pequenas dores e hematomas no local das aplicações. Mas em alguns casos, pode haver paralisias musculares temporárias e uma leve queda da pálpebra.

    Remédios dão conta dos casos mais leves

    Segundo o neurologista Marcelo Ciciarelli, presidente da Sociedade Brasileira de Cefaleia, o tratamento deve ser realizado somente em casos crônicos, ou seja, em pessoas que sofrem de dores frequentes na cabeça ao menos em 14 dias, durante três meses. Já que casos isolados e espaçados não demandam muitos medicamentos.

    Ciciarelli ressalta que não se deve fazer aplicações em um período menor do que os quatro meses, pois há perigo de o corpo criar anticorpos que “ataquem” a toxina e desativem o tratamento. A grande desvantagem no uso do Botox é o preço. Cada aplicação pode custar de R$ 800 a R$ 1.200.

    O uso do Botox para essa finalidade não é novo no Brasil, mas o tratamento não segue um padrão, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Cefaleia. Com a recente aprovação da toxina para este fim, feita pelo FDA (Food and Drug Administration), órgão americano que controla os produtos alimentícios e medicamentos que chegam ao mercado, o padrão tende a ser seguido mundialmente. No último dia 15, o órgão aprovou a aplicação das injeções a cada 12 semanas, na cabeça e no pescoço de adultos com enxaqueca crônica.

    Fonte R7

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