• foto-imagem-Dor-na-lombar-e-o-principal-motivo-de-atestados-medicos

    Segundo levantamento feito pela Gesto Saúde e Tecnologia, empresa de soluções em saúde corporativa, a dor lombar foi, em 2015, o fator que mais afastou os trabalhadores de suas atividades profissionais. É o terceiro ano consecutivo que o problema aparece nessa posição.

    No trabalho, que cruzou dados de funcionários de 150 empresas, a encrenca nas costas representou 5% dos atestados médicos entregues no ano passado. Quem alegou o desconforto ficou, em média, dois dias ausente do trabalho. Juntando todo esse tempo, é como se três pessoas ficassem sem trabalhar durante o ano inteiro.

    Já a dengue ocupou o quinto lugar no levantamento, desbancando, assim, a dor de cabeça. Entre 2014 e o último ano, a doença subiu nada menos do que 36 posições no ranking, surgindo como uma das principais causas de afastamentos de até 15 dias. Para ter ideia, ela atingiu 2,5% dos colaboradores.

    Tags: , , , , ,

  • foto-imagem-dor-de-cabeca

    A famosa desculpa da “dor de cabeça” tem uma razão válida, segundo estudo que analisou o impacto da dor sobre o desejo sexual das fêmeas e dos machos, publicado nesta quarta-feira (23) pela revista “Journal of Neuroscience”.

    Os pesquisadores da Universidade McGill e da Universidade Concordia, do Canadá, descobriram em testes com camundongos que a dor causada pela inflamação reduziu a motivação sexual das fêmeas, mas não teve o mesmo efeito nos machos.

    “Sabemos por outros estudos que o desejo sexual das mulheres é muito mais dependente do contexto que o dos homens, mas se isto se deve a fatores biológicos ou socioculturais, como a criação e a influência dos meios de comunicação, ainda não se sabe”, explicou Jeffrey Mogil, professor de psicologia na McGill.

    A conclusão que também nas fêmeas de camundongo a dor inibe o desejo sexual “indica que pode haver uma explicação evolutiva para estes efeitos nos humanos e que não se trata somente de um aspecto sociocultural”, acrescentou.

    Para o estudo, os cientistas colocaram os camundongos numa câmara de acasalamento dividida por uma barreira com orifícios pequenos o suficiente para impedir que os machos pudessem passar de um lado ao outro.

    Isso permitiu que as fêmeas, menores, decidissem se queriam estar acompanhadas, e por quanto tempo, ao passarem para a ala masculina da câmara.

    As fêmeas que sentiam dor passaram menos tempo em companhia dos machos e, como resultado, houve menos comportamento sexual. Os pesquisadores determinaram que era possível reavivar o desejo sexual delas administrando um analgésico ou com um de dois compostos que reforçam a libido.

    Os machos foram testados colocando em uma câmara sem divisão na qual tinham acesso livre a uma fêmea no cio. O comportamento sexual dos ratos não foi afetado em grau algum pelo mesmo nível de dor inflamatória.

    Em um comentário do artigo, o professor de psicologia Yitzchack Binik, que dirige o Serviço de Tratamento Sexual e de Casais no Centro de Saúde da Universidade McGill, disse que “frequentemente a dor crônica está acompanhada de problemas sexuais nos humanos”.

    “Esta pesquisa permite inferir um modelo animal do desejo sexual inibido pela dor que ajuda os cientistas a estudarem este sintoma importante da dor crônica”, acrescentou.

    Tags: , , , , , , ,

  • foto-imagem-sangramento-na-relacao-sexual

    Embora não sejam episódios tão comuns, os sangramentos que ocorrem durante a relação sexual não podem ser considerados raros e, muito menos, devem ser ignorados pela mulher. Pois, em alguns casos, podem, sim, ser sinal de algo mais grave. Dessa forma, suas causas devem ser sempre investigadas.

    De acordo com a ginecologista e obstetra Barbara Murayama, alguns estudos estimam que cerca de 0,7 a 9 % de mulheres tenham, ao menos, um episódio de sangramento, durante ou após a relação sexual, ao ano.

    As principais causas do sangramento na relação sexual

    Antes de falar de qualquer motivo importante, que represente risco para a saúde da mulher, a médica Anna Aguiar destaca que “na relação sexual próximo à data da menstruação é quase certeza que haverá sangramento. Chegam a mim muitas mulheres dizendo que sangraram um dia antes de menstruar, por exemplo. Desta forma, o primeiro motivo a pensar é que foi sangue menstrual”, diz.

    Porém, conforme ressalta a média, existem outros motivos mais importantes que merecem investigação. “DST (as doenças sexualmente transmissíveis) é um deles. Algumas bactérias podem ser adquiridas durante a relação sexual, como Clamídia, Tricomonas e outras. Estas provocam inflamação no colo do útero, tornando-o friável, provocando sangramento e dor na relação sexual. Por isso, se orienta preservativo sempre, independentemente do uso do anticoncepcional”, explica Anna Aguiar.

    A ginecologista Barbara destaca como as causas mais frequentes: “cervicites, que são infecções do colo uterino por diversos motivos e que podem ser acompanhadas de corrimentos; além de pólipos endocervicais, e secura vaginal característica da queda das taxas hormonais da menopausa, por exemplo”, diz.

    Mas, ainda de acordo com ginecologista Barbara, a causa que mais preocupa é o câncer de colo uterino. “Isso porque se sabe que em torno de 11% das pacientes com esse câncer apresentam sangramento nas relações”, explica.

    De acordo com Anna Aguiar, um destaque deve ser dado à endometriose, doença que atinge de 5 a 15% das mulheres. “Resultado de tecido originado de dentro do útero, o endométrio, a endometriose pode promover sangramento durante a relação por conta da implantação deste tecido em regiões como o colo do útero e canal vaginal. Durante o sexo, ao haver o toque nestas regiões, o sangramento acontece”, explica.

    foto-imagem-sangramento-na-hora-do-sexo

    A menopausa e o sangramento durante a relação sexual

    Anna Aguiar ressalta que na menopausa há um motivo adicional de sangramento, a atrofia vaginal. “Neste período, a falência ovariana reduz a produção de estrogênio, hormônio responsável pela lubrificação vaginal. Desta forma, o ressecamento e redução da elasticidade vaginal podem resultar em sangramento durante a relação sexual”, diz. “Um hormônio local pode resolver este problema em muitos casos”, acrescenta a médica.

    Sangramento e dor

    Em alguns casos, o sangramento durante a relação sexual pode vir acompanhado de dor. Para Barbara Murayama, os dois fatos juntos podem ser sinal de alguma infecção ou alterações da menopausa. “Pode ser desde uma simples vulvovaginites até o próprio câncer de colo. Por isso é tão importante a visita à ginecologista com regularidade e a qualquer sintoma”, destaca a ginecologista e obstetra.

    Ajuda médica

    Como já ressaltou a ginecologista Barbara, a mulher deve procurar ajuda médica assim que observar um sangramento (aliado ou não a dores) durante a relação sexual. “Há diversas causas, das mais simples às mais preocupantes. Mas só a avaliação médica completa, com exame ginecológico completo e, em alguns casos, exames complementares, é que saberemos o diagnóstico”, diz.

    “A qualquer episódio de sangramento a mulher deve procurar seu ginecologista para investigar melhor o motivo e fazer o tratamento necessário. Ela não deve esperar ocorrer várias vezes para procurar seu médico”, reforça Anna Aguiar.

    Prevenção

    De acordo com a ginecologista Barbara Murayama, o uso de preservativos com certeza colabora, e muito, para evitar que a mulher adquira doenças sexualmente transmissíveis. E, consequentemente, previne episódios de dores e sangramento que poderiam ocorrer durante a relação sexual.

    “O preservativo evita, inclusive, o câncer de colo do útero que é causado pelo HPV – vírus transmitido sexualmente”, acrescenta Barbara.

    “Além disso, é fundamental ir à ginecologista rotineiramente para realização de avaliação preventiva, que inclui o exame de Papanicolau, que busca prevenir o câncer de colo uterino”, finaliza Barbara Murayama.

    Lembre-se de se cuidar, inclusive na hora do prazer! Não espere algum desses sinais (sangramentos ou dores) para evitar o pior: use sempre camisinha, independentemente do uso de anticoncepcionais. E os lubrificantes também podem ser boas opções para os casos de secura vaginal.

    Tags: , , , , ,

  • A pressão exercida sobre os discos da coluna pelo levantamento excessivo de peso pode danificá-los ao reduzir o fluxo de nutrientes até eles, segundo um estudo feito na Espanha.
    Eles usaram modelos computadorizados dos discos humanos e observaram os efeitos nutricionais e mecânicos da pressão exercida sobre os discos na parte inferior da coluna.

    Este tipo de pesquisa não poderia ser conduzida em seres humanos vivos.

    Estudos anteriores indicavam que 80% da população ativa sofre de dores na parte inferior das costas em algum momento da vida, mas pouco se sabe sobre o processo que degenera os discos da coluna.

    Ácido láctico

    Os especialistas dizem que um nível normal de pressão ajuda a nutrição das células

    Mas a pesquisa feita na Espanha mostra que as pressões excessivas nos discos influenciam negativamente a quantidade de glicose e ácido láctico presentes no disco.

    As células precisam de glicose, mas o excesso de ácido láctico pode ser prejudicial porque ele interrompe a nutrição e pode dar inicio ao processo degenerativo.

    A interrupção do balanço nutricional nos discos pode acarretar em doenças degenerativas.

    Um dos autores do estudo, Jerome Noailly, diz que a pesquisa mostra que os nutrientes podem ser um fator chave para as dores.

    “Se soubermos que a falta de nutrientes está envolvida na aceleração do processo degenerativo e as características de um disco degenerado interrompem a nutrição, isso leva a um aumento do número de células mortas e o tecido dos discos vai se degenerar mais e mais”, disse ele.

    “Assim, para recuperar as funções do disco degenerado, devemos combater o problema da nutrição.”

    “Isso significa restaurar o volume de água e do disco. Um disco degenerado é como uma esponja murcha que precisa voltar a seu tamanho normal”, finaliza.

    Tags: ,

  • Dizer palavrões pode ajudar a aliviar a dor – mas apenas em pessoas que não xingam com frequência, concluíram pesquisadores de uma universidade britânica.

    O estudo, dos pesquisadores Richard Stephens e Claudia Umland, da Keele University, em Newcastle-Under-Lyme, Inglaterra, será apresentado na conferência anual da British Psychological Society em Glasgow, na Escócia, em maio.

    Um estudo feito anteriormente pela dupla já havia constatado que xingar pode reduzir a sensação de dor.

    Quando diziam palavrões, participantes conseguiam manter suas mãos dentro de baldes contendo água gelada durante mais tempo.

    Alívio da Dor Aguda

    O estudo atual examinou se pessoas que dizem palavrões com mais frequência sentem tanto alívio quanto aquelas que xingam menos frequentemente.

    Um total de 71 voluntários com idades entre 18 e 46 anos preencheram um questionário que avaliava com que frequência eles diziam palavrões.

    Mais uma vez, a tolerância à dor foi medida com base em quanto tempo cada participante conseguia manter suas mãos em um balde contendo água gelada.

    Os resultados revelaram que, quando comparados os índices de tolerância à dor com e sem xingamentos, os participantes que tinham o hábito de falar palavrões com mais frequência na vida diária conseguiram menos acréscimo de tempo ao xingar.

    “A mensagem deste último estudo é interessante”, disse Stephens. “Se por um lado ele diz que xingar, como resposta à dor, pode ser benéfico, também há evidências de que se você xinga com muita frequência em situações do dia a dia o poder do xingamento não vai estar lá quando você precisar dele”.

    “E se por um lado eu não defenderia o uso do xingamento como parte de uma estratégia médica de controle da dor, nosso estudo sugere que deveríamos ser mais tolerantes em relação a pessoas que xingam quando sentem dor forte”.

    Stephens acrescentou: “De vez em quando, recebo cartas de pessoas que relatam episódios em que, como adultos, foram castigados por dizer palavrões em situações dolorosas”.

    “Elas acham que as conclusões dos meus estudos provam que suas ações foram justificadas”.

    Fenômeno Universal

    Stephens e sua equipe acreditam que o alívio da dor ocorra porque xingar desencadeia no organismo a chamada reação de luta ou fuga.

    Eles observaram que houve uma aceleração nas batidas do coração dos participantes que xingavam, uma resposta fisiológica associada ao comportamento agressivo.

    O estudo provou, portanto, que dizer palavrões produz não apenas uma resposta emocional, mas também física.

    Ele ajuda a explicar por que a prática de dizer palavrões persiste na humanidade desde tempos imemoriais.

    “(A prática de) xingar existe há séculos e é um fenômeno linguístico humano universal”, disse Stephens.

    “Ela parece ocupar o lado direito do cérebro, enquanto a maior parte da atividade linguística ocorre no hemisfério esquerdo”, explicou.

    “Nosso estudo aponta uma possível explicação para por que o xingamento surgiu e por que persiste”.

    Tags: , , , , , , ,